22 de Mai de 2008

Intendência

Estou a publicar regularmente no Fiel Inimigo.

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Os EM

Conheço dois tipos de estúpidos: os que nascem estúpidos e os estúpidos militantes (EM).

Naturalmente estúpido é aquele a quem a natureza ou os genes dos antepassados, pregou uma partida.

A generalidade dos naturalmente estúpidos que conheço são esforçados e conseguem quase sempre atingir um qualquer patamar, forçando-se numa luta corpo a corpo com o aprender. Essas pessoas merecem-me toda a consideração e encaro o meu esforço a favor deles como uma obrigação.

Os EM são uma outra espécie, aparentada às carraças.

Como os cães, os EM reagem a estímulos condicionados. Por exemplo, a frase “obriguemos o capital a pagar impostos” provoca-lhes um orgasmo. Entregam-se a infinita conversa sobre os malefícios do capital e acedem aos mais grunhentes orgasmos passando ao lado do facto de se tratar de um puro acto masturbatório. No mundo real, aquele em que, entre outros, os estúpidos naturais procuram levar por diante a sua vidinha, as reacções são as do homem que de vez em quando, petisca um prato de caracóis.

Quando um qualquer iluminado aplica impostos às empresas, o resultado é sempre e apenas um: todo e qualquer cidadão irá pagar, chapa batida, directamente da carteira, a verba que irá ser triturada em parte incerta.

No caso de uma empresa multinacional se a coisa se complica e o volume de vendas baixa em resultado do aumento de custos de produção, a empresa procura melhores ares deslocalizando-se.

A palavra deslocalização provoca rosnadelas em virtude de ser capaz de gerar azias aos EM. Por um lado potencia a qualidade dos orgasmos, por outro anula-os ao perceberem que algo correu ao arrepio das suas certezas.

Como suores, afloram os “argumentos” segundo os quais os preços de produção em nada interessam porque “produto nacional” tem outro substrato (como os “produtos naturais”). Habituados a frequentar lojas de luxo, os EM ignoram que as lojas de produtos chineses estão cheias de gente que não sente qualquer arrepio pelo que compra. São pessoas que, não tendo qualquer problema em misturar-se com os naturalmente estúpidos, vão tentando de igual forma levar a bom termo a sua vidinha.

Ás empresas que apenas trabalham para o mercado nacional, há duas preocupações. A primeira, a de perceber se o dito imposto (ou norma imposta que tenha custos) é mesmo para cumprir.

Quando qualquer norma imposta (ou imposto) a uma empresa não é globalmente cumprida, a coisa turva-se, levando a melhor quem consegue passar ao lado. O EM rejubila, apontando ao bicho homem as imperfeições da praxe, mas é insensível à quantidade enorme de alarvidades legislativas que se não adaptam ao mundo real. Não é de estranhar essa insensibilidade porque brota habitualmente de cabeças orgasticamente iluminadas.

Se a coisa não é para cumprir as empresas que tentam manter a legalidade fecham, levantando nuvens de despedimentos, e com elas novas perplexidades em matéria de orgasmo.

Se a coisa é para cumprir, fazem-se contas e repercute-se a despesa extra sobre o produto final que será pago, adivinhe-se por quem.

Mas tributar o lucro das empresas, tributar o lucro dos capitalistas, (do “grande capital” como os EM gostam de referir) é sempre conversa da praxe a favor, evidentemente, dos “desfavorecidos”, daqueles em que “nunca ninguém pensa”.

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1968

Atenção, que cada um das partes (1ª e 2ª parte de um mesmo programa) tem cerca de 50 min de duração.



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2-2=4

A esquerda estúpida caracteriza-se por achar normal que 2-2=4.

Vejamos Marcos Perestrello, insigne deputado do PS.




A gasolina não é cara, é barata, porque noutros países é mais cara. Está muito cara, não porque a tributação seja alta, mas porque as petrolíferas estão a levar coiro e cabelo.

Mas Perestrello tem uma solução: aplicar mais impostos às petrolíferas. Dessa forma, a gasolina que já é mais barata do que deveria ser, vai ficar ainda mais barata.

Há por aí umas coisas eStran_has que estão imbuídas desta lógica.

As "energias alternativas" não são viáveis. Para não dar muito nas vistas anuncia-se, sistematicamente, que há já uma apreciável capacidade instalada de 1.100MW, e que esta capacidade dá para alimentar isto e mais aquilo.

Dá para alimentar...

Daria. Daria, não fosse dar-se o caso de custar 10x mais que as convencionais mesmo sem ter em conta que tem apenas um rendimento médio de uns 25% (com muito boa vontade). Na verdade, o rendimento do sistema tende a baixar quando mais é preciso: no pico do verão e do inverno.

Mas é fundamental que assim seja, de outra forma seria desnecessária a aplicação de impostos sobre as fontes convencionais de energia, impostos aliás, que “viabilizam” a utilização das “renováveis”.

E quanto mais impostos se aplicarem, mais “viáveis” serão as “renováveis”. Aliás, Perestrello foi eleito pelas “renováveis” para defender os seus melhores interesses contra a ganância da população que teima em reclamar que paga a gasolina demasiado cara.


Actualização:

Um leitor deixou em comentário este link, que também pode ser consultado em PDF.

No EcoTretas, há uma tabela esclarecedora sobre o custo dos vários tipos de fontes de energia.

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Voos secretos

Ouvi hoje numa rádio qualquer que Ana Gomes apoia uma intervenção militar em Myanmar para forçar a entrada de ajuda humanitária.

Será mesmo verdade? A ser, por voos legais ou secretos?

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Cá está:
É tempo de a comunidade internacional - através da ONU, das ONGS humanitárias e dos media internacionais - entrar de roldão na Birmânia.
Entrar de roldão: uma nova estratégia multilateralista de paz.

Bem diz Fernando Martins no Cachimbo de Magritte:
Sempre me pareceu haver qualquer coisa do presidente George W. Bush na deputada Ana Gomes!
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Do socialismo

Cá está. Estes dois, socialistas dos 4 costados, são ainda mais iguais que os outros. Que giro.

Será que eu poderia ficar isento de pagamento de impostos se perguntasse aos outros portugueses se se importariam? Talvez até se pudesse fazer um referendo.

O nosso 1º não tem vergonha na cara.

[Via Blasfémias]

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Lockdown

Valerá a pena ler este artigo sobre "educação moderna".

Não tarda muito seremos mais broncos que a generalidade dos chineses, mas quereremos ainda ganhar como nababos. Cá pr'a mim teremos azar.

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Distraidos

Relembrando a histeria da esquerda face ao Katrina, não posso deixar de notar o seu silêncio perante as autoridades de Myanmar.

- Não avisaram (não deixaram avisar) as populações da aproximação do problema
- Negaram as consequências
- Negaram inicialmente ajuda
- Negaram a entrada de apoio humanitário (pessoal)
- Aplicam autocolantes com nomes de generais locais à pouca ajuda que é distribuida
- Canalizam uma boa parte da ajuda para a estrutura de poder

Supõe-se que, no caso de Bush, a esquerda tenha entrado em parafuso por não se verificar qualquer dos itens acima.

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Icebergs de idiotas

O “aquecimento global”, particularmente em função do fantasmagórico CO2, tem estado na moda e vive nele todo o tipo de fauna.

Há cientistas que estão convencidos que pode (no sentido real – pode ou não) haver alguma razão para preocupação, há cientistas (pseudo) que deturpam dados conscientemente, há eco-fascistas que se entretêm a espalhar o pânico vivendo preferencialmente à custa dele e, finalmente, jornalistas de “causas” que executam a “meritória” tarefa de serem correias de transmissão do eco-fascismo.

Ciclicamente surgem relatos em que as calotes polares estão a arder, perdão, a derreter. Pelo fim do verão, em cada hemisfério, surgem “gritos de alarme”, “derradeiros gritos de alarme”, anúncios de “febre planetária”, “afogamento de ursos”, “submersão de zonas costeiras”, etc.

Este ano não fugiu à regra e foi recentemente anunciado, em toda a comunicação social que, em termos de ária de gelo, se estavam a separar icebergs da calote polar sul a níveis “sem precedentes”.

Steve McIntyre entretêm-se a desmanchar parvoíces e volta a demonstrar que os idiotas do clima não fazem mais que procurar um dado, entre centenas de outros que os contradizem, para verborrar o fim do mundo.

Qualquer criatura percebe que quando se abordam problemas do planeta se têm que estudar dados de todo o planeta, quer em médias quer em totais, mas sempre de todo o planeta. Pode sempre encontrar-se um caso que se pretenda seja fundamentador de uma teoria qualquer, mas apenas um vigarista deveria ser capaz de o usar para convencer.

A verdade é que, desde 1979, ano do primeiro registo, houve mais icebergs (superfície total) em 1982, 1989, 1979, 1981, 1996 e 1986. 2008 aparece a seguir.

Descansem pois todos os ursos. Não morrerão afogados ainda desta vez.

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Actualização:

Esta, é muito interessante...

e esta também.

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À sombra do aquecimento

É muito interessante ver a forma 'integrada' como os dados do projecto ecofascista demonimado "aquecimento global" são cozinhados.

Um dos exemplos é dissecado por Anthony Watts.

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Há pontos de recolha de temperaturas espalhados por todo o globo. No caso presente, o ponto foi deslocado de uma zona em campo aberto para uma zona arborizada.

A deslocação foi feita sem que devida nota disso fosse dada às respectivas bases de dados.

Evidentemente que tal transferência parece fazer com que as temperatura lidas desçam, mas os ideólogos do aquecimento sabem isso e tratam de introduzir os algorítmos que garantam que as temperaturas máximas não de distingam da média dos restantes postos e das médias anteriores do referido ponto de recolha.

Os "especialistas" asseguram o "ajuste" da temperatura máxima, mas não das mínimas.

Bom, dir-se-á: mas se há um ajuste geral de temperaturas, também as mínima serão ajustadas.

Pois. Sim e não. As temperaturas mínimas foram, de facto, ajustadas para cima da mesma forma que as máximas, porque na zona arborizada as temperaturas são, em geral, mais baixas que no descampado. Mas durante o inverno isso não acontece porque as árvores perdem a folhagem.

Feito o 'ajustezito' para cima, eis que as temperaturas no inverno sobem artificialmente e aí está uma 'ajudinha' a um dos chavões dos esturricadistas: "os invernos são mais amenos".

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Ano de farra

µA709


O Circuito Integrado faz este ano 50 anos.

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Como se enlatam cientistas numa "causa"

Primeiro enjorca-se um assunto. A coisa deve andar à volta de um “malefício” de algo que nos EUA exista em abundância, deve ser difusa e consequentemente de difícil digestão pelo cidadão comum. Este último ‘tique’ permite que se afirme que os americanos são incultos.

Depois indicam-se as fontes do malefício e declara-se que todo e qualquer um que trabalhe para essas entidades é pessoa comprada. Com os devidos retoques a coisa funciona ao contrário: diz-se que é paga pelos morcegos quem não veja qualquer “malefício”.

Depois criam-se financiamentos para quem quiser investigar. A investigação é, “evidentemente” livre e independente, mas polariza-se o canal deixando claro que é este o correcto canal de financiamento porque “o outro serve interesses”.

Depois vão-se estrangulando os financiamentos aos projectos que não se adaptem à “premência”.

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Qualquer investigador que queira esgravatar na relação entre a quantidade de patas da rã e a velocidade com que caminha depara com o problema da “premência”. Não é premente, fica na gaveta.

O investigador cedo descobre que há que polarizar a investigação em função das “necessidades” do momento e introduz nela novos vectores, adaptando o assunto original às aflições que “estão a dar”.

Remete o projecto e recebe o financiamento.

O investigador está-se, realmente, nas tintas para o zenital assunto e estuda o que tem a estudar, tira as conclusões que lhe tiver que tirar mas publica concluindo que ... sim senhor: as rãs sem patas saltam menos por causa do aquecimento global.

Em pouco tempo “a generalidade da comunidade científica garante que o aquecimento global é provocado pela actividade humana”.

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Democracia?

A PROCURA DA REVOLUÇÃO

Só temos um problema. O nosso estado, o nosso tesouro, não tem meios financeiros. É o nosso único problema. Se não fosse isso, diria que governar é simples.



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Espantalho

Um dos mitos da esquerda estúpida é o do aquecimento global. Um dos mais proeminentes heróis da causa é o americano Al Gore que, por pouco, não ganhou a casa branca a George Bush.

De facto se houve, nalguma altura, potencial desequilíbrio planetário, terá sido no dia em que Al Gore arrecadou mais que 50% da votação (população votante). Outro dia, a riscar do mapa, deu-se quando lhe atribuíram ... o prémio Nobel ...

Desde então, Al Gore tem ganho fortunas a vender banha da cobra. A sua pasta é a do “aquecimento global”.

A história do “aquecimento global” terá tido origem quando Margaret Tatcher quis entalar os mineiros. Havendo que apaziguar os verdes, o enchimento de um papão permitiria que a construção de centrais nucleares não levantasse demasiadas ondas. A coisa funcionou suficientemente bem e as centrais avançaram.

Pela queda do divino muro de Berlim, a esquerda desempregada aproveitou o balanço e adoptou o mito como a causa que iria, finalmente, partir a espinha ao venenoso capitalismo.

Com a perca da presidência, Al Gore, desempregado, adoptou a mesma cau$a. De computador debaixo do braço passou a viajar pelo mundo todo exibindo o mais completo chorrilho de asneiras que a “ciência” alguma vez produziu.

A apurada colecção de disparates não tardou a ser adoptada pela esquerda floribélia e amante das “coisas biológicas mas sem químicos”. Em Portugal, como por quase todo o mundo, o filme de propaganda de Al Gore foi visionado em todas as escolas. Os professores de disciplinas ligadas às “ciências”, recorrendo a “manuais escolares” em que se “demonstrava” serem as chaminés fumegantes herança de Satanás, trataram de assegurar que os alunos tirariam as “correctas” conclusões.

Al Gore parece ter sido atacado de uma recaída. Via Educação Cor-de-Rosa, (uma excelente fonte de informação sobre causas rachadas) podem apreciar-se as tiradas do artista.



Nesta apresentação, aparentemente muitíssimo mais à defesa que na anterior, Al Gore contra-ataca ... mal, p’ra variar.

Al Gore começa por alvitrar sobre a calote polar norte porque, segundo ele, estará a desaparecer. Pois está. Todos os verões quase desaparece. Aliás, o último verão desapareceu de tal forma “nunca vista” que até a passagem de Noroeste ficou navegável. As alminhas tontas, entre as quais um insigne comercial das energias alternativas, vieram logo reclamar tratar-se da “prova final”. Nenhum dos palermas se perguntou porque se dava aquele nome ao pedaço de mar “agora” navegável.

A segunda investida do herói da esquerda dá-se contra o Sol. Segundo ele, a malta bushista que, naturalmente, não acredita no aquecimento global, diz que o incremento da temperatura na terra é oriundo do Sol. De facto assim é. É o Sol que aquece (ou não) a Terra. Mas a diferença de temperatura não se dá por variação da ‘força’ do Sol propriamente dito como Al Gore afirma reclamarem os sulfúricos. Dá-se porque o quase desaparecimento regular do vento solar permite que os raios cósmicos penetrem a atmosfera e dêem origem a mais nuvens que, por sua vez, reflectem mais a radiação solar. Já agora, desde 98 que a temperatura média global não sobe e dois importantes factores pré-anunciam que vai descer muito mais: este e este. Lá se vai às urtigas mais uma fulgurante causa “verde”.

E já me esquecia. No pólo Sul há gelo como há muito tempo não havia e o mar não está a subir mas a descer, e parece que este gajo teve azar.

Aos que ficarem em pânico com o que escrevo, procurem consolação nas palavras de António Guterres hoje (ontem) à tarde: o aquecimento global anda aí.

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Chulos

Esta bela prosa resulta do ensino centrado nos interesses do aluno sem que as suas crenças sejam postas em causa. E esta prosa aponta para este discurso de José Soeiro.



José Soeiro, do Bloco de Esquerda, diz que o 25 de Abril foi feito para nos libertar do passado.

A razão por que foi feito, ou iniciado, não é de momento, para aqui chamada. Mas que havia esperança de que nos libertasse de algo, era verdade.

A primeira esperança do 25 de Abril, residia na libertação da obrigatória linha de pensamento, sob pena de se ficar ao alcance dos rapazes da rua António Maria Cardoso.

Do 25 de Abril podia esperar-se muita coisa, mas uma delas tinha a ver com a possibilidade de se exercer poder sob o próprio destino de cada um. Para os distraídos ou para os que nem assim querem perceber o que escrevo, esperava-se, pelo 25 de Abril, que cada um tivesse oportunidade de conquistar amor-próprio e de estabelecer independência económica que lhe permitisse estar ao razoável abrigo das vicissitudes da vida. Para o conseguir havia que dotar todo e qualquer cidadão da cultura necessária (sentido lato) que lhe permitisse servir a sociedade elevando o seu padrão de vida e, indirectamente, servir-se a si próprio.

Evidentemente que cada um é como cada qual e nem vou perder tempo a explicar que nem toda a gente tem capacidade intrínseca para conseguir elevar-se de forma a permitir-lhe viver sem ajuda alheia e que, neste caso, há que dar a mão ao infortúnio: a mãe natureza sabe bem ser filha da puta sempre que lhe apetece. O que é desnecessário é que filhos da puta queiram viver, como carraças, à custa da vítima.

Mas voltemos ao disparate segundo o qual o 25 de Abril teria sido feito para nos libertar do passado. A aceitar a tese do proponente, o 25 de Abril falhou e a prova está no bem vivo passado, encarnado em José Soeiro.

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José Soeiro faz-nos perder tempo enquanto debita bruxedos relativos às clemências e inclemências do passado e futuros, numa espécie de catarse em pimbalhada revolucionária.

Logo depois fala da “inversão da relação de forças entre capital e trabalho, a exigência de uma cidadania que era mais que um estatuto legal” ... “desobediência ao poder” ... “direitos civis políticos e sociais inseparáveis”.

Claro que nada fala de deveres. Deveres são coisas caducas, de antes do 25 de Abril. Fala de cidadania e diz que se desenvolve no quadro da desobediência ao poder do cidadão.

“Entre esses direitos, temos os serviços públicos”, tudo ferramentas de combate às injustiças. E continua sem falar de deveres e obrigações do cidadão para com esses serviços públicos.

“A escola tem sido um elemento central da crença no progresso” ... “com a generosidade dos pedagogos”.

Na cabeça de José Soeiro a escola está relacionada com crenças. Uma delas a do progresso. Segundo José Soeiro, o progresso será uma crença, não uma coisa alcançável e pela qual valha a pena trabalhar. Segundo Soeiro, o aluno não tem o dever de aproveitar a escola para que se alcance progresso. O aluno deve apenas acreditar que o progresso será alcançado, ponto final.

“os grandes pensadores progressistas consideraram sempre a escola como um elemento transformador das sociedades.”

Ora cá está o elemento “transformador”. A escola, para José Soeiro, não está ao serviço da sociedade, mas deve ser seu carrasco, sua “transformadora”. Evidentemente que a escola deverá “transformar” sob a batuta dos tais “pensadores progressistas” de que, evidentemente, José Soeiro é exemplo.

“O sentimento dominante em relação à escola de hoje é de incerteza”. Bom, há a certeza que cada dia é uma surpresa. É a escola desafio permanente à autoridade. A escola bagunça total, a escola pantanal.

“Não correspondeu a uma igualização das oportunidade sociais” ... Bom, mais à frente José Soeiro fala da geração dos 500 euros. Aí está, igualmente má para todos.

“A escola massificou-se sem se democratiza completamente” ... Pois, ainda não está completamente democratizada. Logo que José Soeiro consiga distribuir ao primeiro dia de aulas da vida de cada aluno, um canudo de Doutor, a democratização estará completa.

“Não resolvemos o problema do sucesso educativo para todos”. Mas está garantido o insucesso equalitário. Que mais quer José Soeiro?

“Não consegue romper o ciclo vicioso de pobreza porque não garante a todos as mesmas condições de sucesso.” Que tal ficaria se José Soeiro tivesse dito: ‘Não consegue romper o ciclo vicioso de pobreza porque garante a todos o mesmo sucesso - nenhum’.

“A escola exclui incluindo”. Esta fica para o padre Jeremiah Wright. Deve ser coisa de Bush.

“E num certo sentido a inclusão na escola deixou de fazer sentido porque é difícil perceber porque é que precisamos de lá estar”. Adoro esta coisa de “certo sentido”. Poderia ter dito ‘a diarreia ter uma certa textura’. Quanto ao resto, matem-se ao nível da bufa verde.

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“Temos, isso sim, falta de empregos qualificados “ ... “um modelo produtivo atrasado baseado na mão-de-obra barata”. É natural que avançadas mentalidades em desobdiência sirvam apenas para um sistema produtivo atrasado. Bom, não há empregos qualificados porque há falta de empregos em que se possa exercitar a desobediência ao poder. Mas a culpa é do capital.

“A geração dos 500 euros vive na corda bamba”. Já não é mau. Enquanto houver corda ...

“nenhuns direitos, nenhuma capacidade de projectar um futuro”. Quererá José Soeiro projectar o futuro para o passado? Dir-se-ia incapacidade em projectar o futuro é um desígnio de José Soeiro. Ao fim e ao cabo porque deverá haver projectos de futuro? Para usar como alvo de desfio ao poder?

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O Bloco de Esquerda não passa de uma associação de proxenetas. O bloco de Esquerda pretende apenas garantir a existência de putas para as poder explorar ao seu serviço. Sem incluídos em ignorância, sem burros, sem idiotas, sem alternativos à força, sem diversidades sintetizadas, sem excluídos forçados ou por absoluta “democratização” do ensino, o Bloco de esquerda fica ao livre arbítrio das putas libertadas pelo 25 de Abril.

Há uns quantos palermas que percebendo isso, se aprontam a aprender o discurso das vacas loucas esperando passar de potenciais idiotas a chulos na rua de S. Bento.

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Os castigadores

De cada vez que um dirigente se afasta por própria iniciativa aparecem sempre uma colecção de almas, predominantemente de esquerda, a reclamar que fulano de tal "fugiu".

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Cavaco Silva foi empossado primeiro-ministro em 1985 e em minoria. Em 87, após a aprovação de uma moção de censura, houve lugar a novas eleições que o PSD ganhou em maioria absoluta. Em minoria, Cavaco tinha tentado levar em frente a governação mas a oposição tudo encravava. Estou em crer que Ramalho Eanes, então líder do PRD, percebendo da absoluta necessidade de uma maioria absoluta, conduziu o PRD à aprovação da moção se censura que levou o primeiro governo de Cavaco a cair. Foi talvez o primeiro caso (passado recente) em que alguém, consciente da inutilidade do projecto que liderava, resolveu retirar-se e garantir que alguém “pode fazer” sem ter sempre às canelas quem apenas “não quer deixar fazer”.

Em 1991 o PSD volta a ganhar as legislativas, novamente por maioria absoluta, e Cavaco Silva continua primeiro-ministro.

A partir de meio deste terceiro mandato de Cavaco começou a perceber-se que o desgaste provocado por cerca de uma dezena de anos de governação abre fendas na coesão do governo e do PSD. O poder, exercido por muito tempo e sempre debaixo de fogo, provoca corrosão. Paulo Portas tem nesta altura um papel importante. Aos comandos do jornal O Independente, e procurando formatar uma carreira política, entretém-se, a abater figuras importantes da governação e do PSD.

Cheirando às hostes do PSD que o fim de ciclo poderia estar próximo, começam a saltitar, como pipocas, aqui e ali, broncas provocadas por quem aproveita o que lhes parece já não poder durar muito.

Não foram poucas as vozes de esquerda que reclamaram que Cavaco se mantivesse ao leme do periclitante navio até ao fim, como quem castiga quem faz uma maldade. “Fez a cama, deite-se nela” dizia-se. O Presidente da República, Mário Soares, um outro franco-atirador, entretinha-se a “chatear o governo”.

Cavaco decidiu afastar-se e, para garantir claramente que o PSD sairia do governo, teve o cuidado de deixar Fernando Nogueira a liderar o partido.

Em 1995, António Guterres do PS assumiu o comando do novo governo sem maioria absoluta. A governação foi-se fazendo a conta-gotas, sempre negociando tremoço a tremoço.

Em 1999 o PS volta a ganhar as eleições tendo ficado com o mesmo número de deputados que toda a oposição. A governação continuou a fazer-se a conta-gotas, cada vez mais contadas e em gotas cada vez mais pequenas.

Mais atacado que Cavaco Silva, Guterres sofre um desgaste monumental que alastra a todo o governo. Atacado pelo mesmo fenómeno que tinha atacado Cavaco Silva, Guterres apresenta a demissão e afasta-se na sequência de um mau resultado em autárquicas.

“Malandro”, vocifera a esquerda. “Tinha feito a cama agora havia que deitar-se nela”.

À esquerda nunca nada interessa a não ser o mal do governo, como se isso não implicasse o mal de todos. Mas já se sabe que eles acreditam que os amanhãs cantantes brotam sobre terra queimada.

Durão Barroso, novo líder do PSD escolhido em biliões de rocambolescas peripécias (“Durão, por favor, avança”) acaba por assumir, ainda em 2002, o comando em eleições que o PSD acaba por ganhar. Em minoria, Durão aceita a “colaboração” do CDS agora travestido em PP ou, talvez, CDS-PP. Paulo Portas, o figadal “jornalista” inimigo de Cavaco e do PSD está ao leme do PP.

Muitas figuras negam entrar para o governo para não terem que aturar Portas. Ninguém acredita nele e a cada gaveta que Portas abre brota um esqueleto.

Durão acaba por perceber que não tem qualquer hipótese de governar eficientemente e aproveita a oportunidade que se lhe abre em Bruxelas.

Malandro! Fugiu! Volta a esquerda a berrar.

Apanhado de surpresa, o PS vacila. Sampaio acaba por aceitar Santana Lopes como primeiro-ministro.

O governo de Santana Lopes foi um flop e o PS, desta vez com José Sócrates, volta ao poder.

Tudo indica que enquanto Sócrates conseguir manter a coesão no governo o PSD vai chuchando o dedo.

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Continuo sem perceber que história é esta do “malandro que foge”. Eu diria que seria uma irresponsabilidade manter-se o comando a um governo moribundo.

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O reactor da Síria

Via No Pasarán



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Otelo Saraiva de Carvalho



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Marcos Perestrello em todo o seu esplendor




Estar de acordo com Ana Drago, genericamente que seja, enquadra bem todo o chorrilho de asneiras que Marcos Perestrelo (MP) debita em catadupa.

GIGO é abreviatura de Garbage In Garbage Out e, em informática, denomina o facto de computadores processarem sem reserva dados disparatados produzindo, no processo, resultados evidentemente disparatados.

MP começa por chamar a atenção para o facto haver uma linha muito ténue entre alarmismo e vontade sincera de resolver problemas. Evidentemente que MP expõe a coisa ao contrário querendo que acreditemos que não sabe que a estrada tem dois sentidos.

De seguida introduz o computador onde o lixo é processado: o Observatório para a Segurança nas Escolas.

Diz o insigne deputado que a dita instituição regista centralizadamente todas as ocorrências escolares, querendo que acreditemos que não sabe que o observatório toma apenas conhecimento do que além de registado é comunicado. Se o registo inicial não ocorrer nada chegará ao computador. Mesmo que seja registado, se não for comunicado não existirá. Enfim, o deputado acredita que a terra é uma ervilha.

Mal tendo acabado de se espalhar ao comprido invocando o dito observatório como base de todo um glorioso chorrilho de asneiras, clarifica: “naturalmente os que são participados”.

Não tendo dificuldade em propor uma base de trabalho que sabe à partida estar a milhas da realidade, declara que não é relevante que 185 professores tenham sido agredidos o ano passado. Mais, declara que o que é relevante é “nós termos um instrumento e a capacidade de perceber...”

Logo depois é-nos explicado que com base na dita “informação” se desenvolvem “programas específicos”... Digamos que cada bosta está relacionada ao respectivo animal e à sua alimentação.

15 milhões de euros já foram torrados em “problemas específicos” relativos à violência. Aposto que a coisa não ficará por aqui.

MP tranquiliza-nos com um número excretado pelo famoso computador: “apenas” 6% das escolas são “problemáticas”. Não explica o que é para ele problemático mas, nada tendo sido para ele, até agora, problemático (à excepção das declarações do PGR), calcula-se que a libertação de gás sarin numa escola seria ‘capaz de conter elementos susceptíveis de vir, no futuro, a criar franjas de preocupação’.

E lá volta o registo e lá vem a informação segundo a qual, acerca deste assunto, ninguém naquela mesa ninguém perceberá um boi.

Dá-se então o momento longamente esperado quando o deputado declara “não estou a minimizar o problema”.

O deputado chama a atenção para um pormenor perplexizante: “este incidente é um entre outros” (a história da escola Carolina Michaelis). ...alma daninha a que se atrever a pensar que qualquer um dos referidos incidentes é mais que um entre os restantes. Shame on you.

Chegou o momento em que o deputado declara que há um problema mas que ainda não foi reconhecido (ele diz que há que reconhecer, portanto...). Depois refere que é preciso agir sobre o tal problema ainda não reconhecido. Pois.

O assunto está bordejado de retórica diz Perestrelo. Ficamos a saber que nos últimos anos, os únicos governos que agiram sobre que ainda não foi reconhecido e sobre o qual é ainda preciso agir, foi o Partido Socialista. Muito bem.

O programa Escola Segura, criado no tempo de António Guterres (há quantos anos?) teve agora um reforço de 500 homens. Estes 500 e os que já lá estão devem ter andado, todo este tempo, a tentar reconhecer o problema. Há que não pôr em causa o programa porque deu resultados excelentes.

O cartão do aluno não foi uma medida tomada na sequência da falha clamorosa de todas as anteriores medidas. Foi apenas uma medida destinada a evitar que os catraios andassem com cacau dentro da escola (o cartão tem que ser recarregado em dinheiro e o percurso até à escola...). Nem foi uma medida destinada a tentar evitar o roubo entre alunos nem para evitar o desvio de dinheiro dentro da escola por funcionário e professores ...cala-te boca!

Exposta, em toda a sua magnificência, a bondade do pensamento de Marcos Perestrelo, o deputado chaculha a cabeça como quem tenta fazer com que as ideias fluam ao centro de “lógica” e invectiva os colegas presente a verterem medidas a deverem ser tomadas sobre dois piramidais problemas: a existência de violência e a não existência de violência. Diz que já deu três exemplos mas não especificou se eram referentes à existência ou à não existência de problemas. Dão-se alvíssaras...

Ah grande homem. Bem podia ser moço forcado.

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Sulfores

Não são estas imagens demasiado parecidas com estas outras? E já repararam que a pretensa execução, pelos israelitas, da criança e do pai, saiu da mesma cassete?

Lembram-se da história? E lembram-se que o "jornalista" em causa ganhou um prémio de uma qualquer agência jornalística anti-sulfores europeia?

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Ensino apelativo

Via Portugal e Outras Touradas.




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Ambientadores



Acerca dos ambientadores,
A investigação concluiu que a qualidade do ar no interior das habitações [VCI, Porto] era ainda pior, sendo a poluição interior duas vezes superior relativamente à do ar exterior! Segundo Olga Mayan, os ambientadores e as velas, bem como os produtos de limpeza são alguns dos elementos responsáveis pela degradação do ar no interior das habitações.
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Ingratos

Os fungos reaccionários despontam por todo o lado. Ingratos.




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Juro





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Sucata Prius



Que urso compra a sucata Toyota Prius?

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Oops,


escapou-nos este acontecimento.

Em inglês.
Em português.
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Agora é que vai


Ainda havia uma palhinha na engrenagem.

Agora é que vai ser socialismo a sério.

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Actualização

Parece que entre os 60 agricultores corridos à pedrada havia um agricultor preto.

A ocorrência ter-se-á devido ao 'facto' de ter sido levada a cabo durante a noite. A reacção, fassissta, reclama que a coisa se terá dado em resultado da autorização dada, pelo agricultor preto, à realização de um comício da oposição a Mugabe.

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Devolver a mim próprio

Noticia a rádio que a Câmara de Alcoutim terá financiado uma série de tratamentos para abandono do tabaco a uma série de funcionários seus.

A coisa teria sido feita em moldes tais que, caso o funcionário voltasse ao vício, teria que devolver o dinheiro.

Se eu fosse fumador sentir-me ia no direito de reclamar igual tratamento nem que fosse por via de abatimento aos impostos que pago. Perante este último cenário, poderia ainda reclamar a mesmíssima quantia como prémio por ter tido juízo.

A história não acaba aqui porque é entrevistado um funcionário da câmara (não gosto do termo colaborador) que acentua a correcção da medida esclarecendo que, em caso de borreganço* do processo, o dinheiro a devolver teria que ser entregue à Casa de Pessoal e que "a coisa assim é que está certa" porque "não teria agora que estar a financiar a câmara".

Oh "bom povo trabalhador". Oh "proletários de todo o mundo". Então não gostais vós de, em resultado da vossa própria falha, devolver o dinheiro ao remetente?

E porque carga de água não sou eu, pelintra de meia tigela, capaz de gostar do termo "colaboradores"?

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* (com 's' ou com 'ç'?)

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Democracia? Deus é democrático?


CARTOONS SANGRENTOS

6 de Abr de 2008

A esquerda estúpida, a autoridade e o poder

A esquerda estúpida dificilmente convive com a palavra autoridade. Para esta esquerda (e em parte para a restante), autoridade é uma coisa que apenas e sempre se conquista pela luta em defesa de “causas superiores”(de esquerda). Evidentemente que se as causas não forem de esquerda, o indígena bem se pode esfalfar que nunca haverá causa nem autoridade.

Poder é coisa blasfema. Coisa de unilateralista, coisa que cheira a enxofre.

Para a esquerda, a autoridade é uma coisa que “tem que ser permanentemente posta em causa”. Parece tratar-se do velho discurso de desafio ao poder. Parece mas não é.

Se a autoridade for de esquerda, basta o passa-palavra entre irmãos de sangue e a autoridade estará, naturalmente, isenta de ser testada. Se a autoridade não for de esquerda o desafio à idoneidade da autoridade serve apenas como chavão para a condenação daquele que está à partida queimado.

Poder é coisa que a esquerda diz renegar mesmo quando o tem e exerce impiedosamente, e que imputa sistematicamente, como nuvem negra, fascista, não só a quem o exerce às claras mas mesmo a quem, não sendo de esquerda o não pretenda exercer.

Entre iguais, a autoridade pode ser exercida sem recurso a poder desde que seja naturalmente aceite. Se não for naturalmente aceite, a coisa turva-se.

Na escola, por muito que a esquerda estúpida insista, professor e alunos não são iguais e a autoridade não pode frequentemente ser exercida sem recurso a poder.

Claro que a esquerda se está nas tintas para a realidade, porque lhe basta o que vai na cabeça dela. Em último caso, se o bicho homem não se lhe adaptar a culpa é dele, ficando ao alcance de um poder infinito que já dizimou milhões de pessoas.

A esquerda, paulatinamente acompanhada por uma direita envergonhada, tem vindo a retirar ao professor não só poder como mesmo autoridade. Começou por retirar ao professor, directamente ou por via de labirínticas burocracias, o poder que lhe permitia manter as hostes suficientemente sossegadas para que pudessem ouvir, participar disciplinadamente e aprender. Depois inventou a aberração “escola democrática” que coloca professor e aluno ao mesmo nível. Em resultado, o poder, dentro da sala de aula e, por arrastamento, em toda a escola, caiu à rua.

O poder caiu à rua e a esquerda rejubilou. Estava para sempre afastada a ferramenta opressiva da besta fascista.

O problema é que quando o poder cai à rua pode ser apanhado por qualquer um. Pode demorar mais ou menos tempo, mas acabará por ser apanhado e exercido por alguém.

De mãos atadas em novelos ideológicos cujos nós foram sendo convenientemente desenhados por sindicatos a preceito, os professores, mesmo nos poucos casos em que a aceitação da democracia na sala de aula foi rejeitada, foram incapazes de levantar um dedo.

Caído à rua, o poder não ficou órfão. Inicialmente, indiferentes aos ideais da esquerda estúpida, os alunos foram abocanhando, cada um para seu lado, o bocadinho que achavam que tinham direito. Posteriormente foram-se formando gangs, alguns de rebentos militantes em causas da esquerda estúpida.

O Ministério da “Educação” não se alarmou. Tratava-se apenas de criativas formas de interacção enquadradas informalmente. O solipsismo é meta estável e, portanto, as tribos são coisas giras, informais.

Os chefes tribais, de pendor evidentemente caudilhista, estabelecem-se e controlam o território. A escola está por conta deles. Em miríades de pequenos grupos substancialmente guerreiros (também entre eles) controlam as salas de aula, por vezes a 2 ou 3 por turma. Pouco a pouco vão conquistando território a outros grupos e “interactivando” com estruturas de idêntico pendor fora da escola, vão estendendo os tentáculos a outras escolas.

Estamos portanto perante um cenário em que dentro da escola há nichos de poder de todos os tipos e para todos os gostos, nenhum deles exercido por quem de direito: o professor.

Perante a hecatombe, eis como o sistema se prepara para se subalternizar face aos novos e radiosos poderes:




A nova onda possa por se subalternizar o professor e a escola face a gangs. O que está a dar é conquistar gangs para se poder dar aulas. O gang já nada tem a conquistar, já tem poder e, por arrastamento, autoridade. O caudilho do gang manda, escudado pelo resto da tribo ou, se se quiser, por uma "informal" tropa de choque.

Enfim, uma escola fascista como nunca terá passado pela cabeça a Salazar.

Viva a esquerda.

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Turmas de gangs

Acabei de ver o Prós e Contras de 2ª feira passada.

Se tiver tempo, sou capaz de verter aqui uns clipzitos de algumas passagens, umas acertadas outras hilariantes.

Deste último grupo vem-me à memória a declaração de um psicólogo, segundo a qual cada professor deve negociar com os chefes de gang que houver em cada turma, não só o indispensável sossego como também a possibilidade de chegar aos subordinados do caudilho.

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1€

Esta manhã, suponho que na Antena 1, um idiota cascava num supermercado por ter movido um processo a uma velhota na sequência dela ter, hipoteticamente, roubado um creme no valor de 1€.

O argumentista reclamava que a velhota era velhota, que o valor do creme era apenas de 1€, que o supermercado teria gasto uma fortuna em advogados e que o Estado teria gasto um batatal de massa em geringônciais manobras de tribunal.

O trambolho argumentou isto tudo mas esqueceu-se de dizer que pensaria ele dever fazer-se perante a percepção generalizada de que o supermercado nunca levantaria processos para roubos inferiores a 1€.

Dever-se-ia retirar do supermercado tudo o que custasse menos de 1€? Dever-se-ia deixar roubar tudo o que custasse menos de 1€?

E porquê 1€? Porque não 5, 10, 100, 1000? Dever-se-ia apenas levantar processos nos casos em que o roubo fosse superior ao somatório de todos os custos judiciais?

De acordo com o pensamento do artista deveria ser esta última a via a seguir, muito embora não se tenha percebido quantos seriam, na cabeça do palermoide, os artigos de supermercado que ultrapassam 1000€ ou se ele defenderia a retirada de todos o artigos de valor inferior.

Enfim, coisas giras, coisas caviar, coisas ao nível de inteligência Neandertal (não desfazendo).

A propósito: qual o preço do kaviar?

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Aguentem-se à bronca

Anda por aí aos trambolhões a acusação de que a RTP privilegia o governo em detrimento da oposição.

Mas qual governo e qual oposição? Porquê a dicotomia? Que tem o governo a ver com a oposição?

O governo tem uma legitimidade própria e não há organismo alternativo.

A oposição é oposição ao partido que suporta o governo. O partido que suporta o governo tem oposição. Aliás, todos os partidos são oposição uns aos outros.

O governo deve ter tempo informativo de acordo com o que se achar apropriado e ponto final.

A oposição é oposição por não ter legitimidade para ser governo. Não tem legitimidade para ser governo e não tem peso específico para ser colocada ao mesmo nível.

Que a RTP privilegie o PS em detrimento da oposição poderá (ou não) ser coisa que mereça análise, mas, cada macaco no seu galho.

O Bloco de Esquerda tem muitíssimo mais tempo do que merece em função do seu peso eleitoral. Porque carga de água se tem que aturar uma lavagem ao cérebro de meia dúzia de marmelos em pé de igualdade com um partido que é suportado por muito mais gente?

Eu percebo que a coisa não deve apenas ser proporcional. Mas colocar nos pratos da mesma balança o governo e a oposição?

Rebéubéu que o PS se mistura com o governo. Mistura? Se fulano for membro do governo em funções governamentais é governo. Se não for o caso, é partido.

O governo (este ou outro qualquer) tem legitimidade própria e deve fazer chegar a sua mensagem aos portugueses. Os partidos, da oposição ou não, devem ter o mesmo direito, mas equitativo entre partidos, sem misturas, porque o governo é o governo.

Manifestação por autoridade

Miguel Júdice, RDP1, Conselho Superior, 24 de Março de 2008, acerca dos bezerros e das manifestações.

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Manifestação a 2 taxis

No Abrupto pode ver-se esta piramidal foto (RM):


[clicar a imagem para ver melhor]

Não há duvida: à flamejante causa, as massas aderem a magotes.

Nota: estão todos encasacados por causa do aquecimento global.

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Mediação em porradaria

De chorar a rir:
"As escolas com problemas graves de indisciplina podem apresentar ao Ministério da Educação uma proposta para a contratação de técnicos como psicólogos e mediadores de conflitos, anunciou hoje o secretário de Estado da Educação."
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Adenda:

Recomendo vivamente uma visita ao blog As Minhas Leituras.

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O Canivete

Este link, no Insurgente, lembrou-me que talvez até ao 4º ano (8º de hoje) andei sempre com um canivete no bolso.

Porque carga de água, perguntarão alguns. Porque, no campo (província), o canivete era uma ferramenta.

Andava com ele no bolso e não o trazia escondido. Estava colocado no porta chaves e usava-o nas aulas, por exemplo, para afiar lápis.

O canivete foi-se tornando maior à medida que fui crescendo e nem assim houve alarme.

A medida do retrocesso em insegurança é patente no alarme dado sempre que se detecta um aluno com um canivete.

Nos anos 60, um canivete era uma ferramenta e outra coisa não passava pela cabeça de nenhum de nós. Andei à porrada com muitos colegas, mas nunca puxei o canivete. Aliás, nunca um me foi puxado.

Com a "aceitação da diversidade" deixou de ser observada uma regra, não escrita, mas clara para todos: um canivete era uma ferramenta. Deixou de se usar canivete porque passou a aceitar-se que um canivete poderia não ser apenas uma ferramenta.

Os canivetes quase desapareceram, mas os que se usam têm uma utilização mais 'diversa'.

Também se brincava com pistolas de plástico, algumas em antimónio(?) sem que algum mal viesse ao mundo. Brincar com pistolas passou a ser coisa "feia" e as verdadeiras perigo real.

Rio de Mouro, onde passei alguns anos, era um local por onde se podia deambular a qualquer hora do dia ou de noite, sozinho ou com outras crianças, rapazes ou raparigas. Não me refiro à zona urbana propriamente dita. Aliás, a zona urbana era muitíssimo mais pequena. Falo em andar pelas matas da Rinchoa, pelo eucaliptal onde está hoje o acesso à IC-19. Mercês, Rio-de-Mouro velho, Mem Martins, eram locais que corríamos sem que alguma vez tivesse sentido ou me tivessem feito sentir qualquer problema de segurança. O único perigo que me apontavam, à altura, era o de me perder ou de encontrar algum cão perigoso (o que me obrigava a andar com um pau).

Na linha de Sintra, hoje, só de dia e acompanhado poderia andar. Brincar no mato?

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Como se lhes faz a folha



Parece que anda toda a gente à procura disto ou, se calhar, não procura porque desconhece a sua existência.

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27 de Mar de 2008

Torpor

O vídeo, com declarações patéticas do Professor João Formosinho, (Prós & Contras de Janeiro de 2008) é um excelente exemplo de pantanal em que o ensino, a que se insiste chamar "educação", se encontra.

Não é educação, não é sequer ensino. É um torpor pantanoso.

Poder a todos

Acabei de ver na TV (RTP1) D, Januário Torgal Ferreira debitar esta frase lapidar (citando de memória):
"Todos os partidos têm o direito de exercer o poder, mas alguns nunca o exerceram".
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Terra de ninguém

A propósito desta cena macaca, transcrevo parte de algo que escrevi há mais ou menos um ano:
Imaginemos que dois alunos, de 14 anos, desatam à porrada. Que é suposto acontecer? É suposto acontecer que qualquer funcionário ou professor que depare na cena se interponha para acabar a bulha.

Que acontece na prática? Todos evitam o risco de se encontrarem perante a necessidade de intervir, evitando zonas onde potenciais problemas possam ocorrer: professores e funcionários afastam-se dos recreios, mantêm-se em locais mais recatados ou em zonas mais sossegadas.

Caso o não consigam, assobiam para o lado.

Porquê? Porque frequentemente só é possível parar a violência usando de alguma, e isso é proibido. Os alunos sabem isso e ...

Como se consegue evitar que um aluno que insiste em pontapear tudo e todos possa ser travado sem lhe torcer um braço ou provocar alguma dor de alguma forma? Chama-se a polícia? Diz-se-lhe, simplesmente, "isso é feio"? Se o aluno for pequeno a coisa é mais fácil por razões óbvias. Mas, sendo maior, como é? Gás mostarda? Aliás, gás mostarda também já circula, aqui e ali, entre alunos.

Como forma de se armarem em gente mais papista que o Papa, há professores e funcionários que acusam colegas de usarem violência em excesso, e há conselhos directivos que encontram um nicho para exercício de poder salazarista ameaçando, mais ou menos veladamente, quem tenha tido a ousadia de fazer o que todos deveriam fazer.

Claro que a porrada se vai generalizando, sabendo-se (quem quiser saber) que até já há preocupantes sinais de tentativa de violação dentro das escolas.
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Altamente



A escola, a que alguns chamam de "sistema educativo" e a imbecilidade a que chegou.

Tenha-se atenção à voz do bovino que empunha a câmara.

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Multiplex 10%

A Rádio Europa Lisboa é uma rádio dedicada a tudo quanto é giro, tudo quanto é europeu, tudo quanto é caviar, tudo quanto é anti-sulfuroso.

Tem debates com colecções de cromos que dize coisas de mijar a rir e tem, provavelmente, a melhor música ligeira (um bocado tosca, apesar de tudo).

De qualquer forma, ouvi hoje uma de banzar. Parece que o estado tem uma central de comprar qualquer onde estão inscritas umas quantas empresas. A lista de empresas mantem-se inalterada há anos e algumas delas já deixaram de fornecer ao estado. Deixaram de fornecer, quer dizer, deixaram de fornecer mercadoria própria, fornecendo mercadoria de outros fornecedores não inscritos, pelo módico imposto de 10%.

... ou não será de imposto que estamos a falar?

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19 de Mar de 2008

Arthur C. Clark



Arthur C. Clark (16 December 1917 - 19 March 2008).

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16 de Mar de 2008

O novo logo do PSD



Esta cabeçudo ou flagelo, não faz lembrar outro?

[Publicado no Fiel-Inimigo a 13 de Março de 2008].

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Culto na escola: também quero



Um tribunal alemão botou sentença no sentido admitir o culto islâmico no interior da escola, desde que em sala apropriada.

Eu sou Pastafarianista e quero também uma sala para mim.

[Publicado no Fiel-Inimigo a 12 de Março de 2008]
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Abaixo a Polícia

Na manifestação de professores a decorrer por esta altura em Lisboa, um grupo de professores de Ourém empunha um cartaz que diz: Não nos intimidamos com as visitas da Polícia.

Ele há coisas ...

Há quem diga que não gostaram que a polícia os visitasse para saber quantos iriam partir para a manifestação.

Ele há coisas ...

Vejamos se terei percebido: a Polícia terá ido à escola para saber quantos viajariam e os professores da escola de Ourém ter-se-ão sentido intimidados.

Nnnnãh! Se calhar não percebi mesmo. Será que ostentam o cartaz para espalharem aos quatro ventos que a presença da Polícia não é suposto intimidar particularmente quem não tem razões para se sentir intimidado? Muito bem. É isso que, justamente, deve ser ensinado na sala de aula: o primado da legalidade e do poder judicial de que a Polícia é braço executivo. Só pode ser isso.

... mas não deixa de ser esquisito ser assunto a arrastar para uma manifestação. Será que se pretende fazer ver ao poder político que a Polícia é bem-vinda à escola? Talvez seja uma consequência da recente onda de criminalidade... talvez!

De outra forma seria intolerável que os professores admitissem, como possível, que um grupo seu, supostamente representativo, tivesse bramido na praça pública um cartaz pondo em causa a Polícia, justamente a entidade longamente reclamada pelos empunhantes como necessária junto às escolas.

Evidentemente que nunca poderia ser o caso. Com que cara iriam esses professores dizer exactamente o contrário a umas quantas turmas?

Ou poderia dar-se o caso mais impensável de todos: que eles dissessem exactamente isso aos alunos. Sim, se o dissessem na praça pública seria difícil encarar a possibilidade de afirmarem o contrário na sala de aula, ou seria gente sem carácter.

... veja-se bem onde vai a minha cabecinha! Eu a pensar que era capaz de dar um par de estalos a um professor de um filho meu que tivesse a lata de, implicitamente, declarar guerra à polícia. Bem, a verdade é que, se fosse o caso, e em coerência, ele nunca reclamaria pela polícia, sua figadal inimiga.

Mas não posso deixar de pensar que, se fosse o caso, seria um par de estalos bem afinfado. Afinal, se a Polícia o intimidasse, que consideração trivial haveria ele de me merecer?

[Publicado inicialmente no Fiel-Inimigo a 8 de Março de 2008]

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8 de Mar de 2008

O extintor de fogo sulfuroso



[Actualizado (IV)]

De acordo com o inevitável guião e aproveitando o facto dos colombianos terem limpo o sebo a um imbecil produtor de droga e raptor nas horas vagas, Chávez, ferido no seu orgulho pestilento, mandou avançar as tropas venezuelanas para a fronteira colombiana.

Manda avançar e chama a atenção que o presidente colombiano é um fantoche às mãos do sulfuroso Bush.

Aguarda-se a posição da esquerda estúpida. Aposto que vai dizer 'sim, mas que ...'. E 'pois, mas há que compreender'. Ainda 'tenhamos em atenção que ele foi obrigado pelas circunstâncias'. Ou até talvez, 'tenhamos em conta que é uma reação compreensiva face à opressão provocada pela longa noite imperial'.

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Nota final:
Não se percebe se as tropas venezuelanas irão aproveitar o passeio para exterminar a guerrilha colombiana que se tem acoitado impunemente no seu território ou se se tratará apenas de uma acção para a proteger.

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Pérolas:

OS REVOLUCIONÁRIOS NÃO CELEBRAM MORTES

e
A MORTE DE UM REVOLUCIONÁRIO


Uribe: não semeies outro Israel na América do Sul

Luís Lavoura diz:
3 Março, 2008 às 10:35 am

“onde um líder terrorista que se movia em liberdade foi abatido pelas tropas colombianas”

O JCD, pelo mesmo critério, deve admitir que a Rússia nada fez de mal ao (alegadamente) mandar abater o antigo agente dos seus serviços secretos que se movia em liberdade em Londres.

De facto, é evidente que um inimigo do Estado russo não pode deixar de ser um “terrorista”, que a Rússia tem toda a legitimidade para abater, onde quer que ele se mova em liberdade.
No Arrastão:
"Se não estamos em guerra com um país não entramos pelo seu território dentro. Parece-me o mínimo, não?"

No Esquerda.net:
Em comunicado, as FARC revelaram que Reyes estava no Equador para tentar organizar um encontro com o próprio presidente Sarkozy para tratar de um novo processo de libertação de reféns.
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Publicado no Fiel-Inimigo a 3 de Março de 2008.

O indicador direito

A semana passada a minha moleirinha foi atacada por um bug e fui parar ao Hospital de S. José.

Deitado numa maca, sem nada que fazer, reparei num médico segurando uma pasta com a não esquerda enquanto escrevia ao teclado com a mão direita.

Que disparate, pensei. Que má gestão permite que não se instale um suporte que permita aos médicos escreverem com ambas mãos?

O primeiro médico esteve lá uns 15 minutos. Escreveu meia dúzia de linhas usando sempre e apenas o indicador da mão direita.

Veio um segundo médico, sem pasta e escreveu, também, apenas com um dedo da mão direita e durante o mesmo tempo aproximadamente.

Apareceu um terceiro médico e a coisa repetiu-se. Parecia uma greve de zelo.

Cada médico estava poucos minutos com o doente e cerca de 1/4 de hora às voltas com o teclado, como quem mete o dedo no umbigo. Com ou sem dossier na mão esquerda, à excepção de um único, todos teclavam apenas com o indicador da mão direita.

Percebi então que não havia má gestão, bem pelo contrário. Porquê gastar verba numa mesa que, de qualquer forma, seria inútil?

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Publicado no Fiel-Inimigo a 1 de Março de 2008.

Novo Satã: lâmpadas incandescentes


Lâmpada fluorescente
A Quercus, pela mão de Francisco Ferreira, resolveu marrar com as lâmpadas incandescentes e invectivar o governo no sentido de as exterminar.

Primeiro:
Poupando energia com lâmpadas fluorescentes resulta apenas em passar-se a deixar as luzes todas ligadas.

Segundo:
O problema da poupança de energia é um disparate todos os meses em que se liga o aquecimento. A energia desperdiçada pelas lâmpadas incandescentes é transformada em radiação infra-vermelho que não é mais que calor. Poupa-se de um lado gasta-se de outro.

Terceiro:
As lâmpadas de incandescência emitem um espectro de luz contínuo. O espectro contínuo de luz produz cores reais permitindo uma melhor percepção do meio que nos rodeia, evitando dar trabalho aos neurónios, evitando dores de cabeça e cansaço ocular. As lâmpadas fluorescentes emitem um espectro descontínuo.

Quarto:
As lâmpadas de incandescência quase não cintilam, produzem luz quase continuamente. As lâmpadas fluorescentes produzem luz cintilante, emitindo impulsos de luz à razão de 100 por segundo, aumentando o cansaço cerebral e ocular.

Quinto:
As lâmpadas fluorescentes são substancialmente mais difíceis de digerir pela natureza. Contêm tudo o que as incandescentes contêm e contêm ainda cobre e mercúrio. O 'pó' que recobre internamente o tubo da lâmpada fluorescente contem ainda elementos indesejáveis, os tais que a Quercus lembra e relembra deverem ser objecto de cuidadosa reciclagem.

Sexto:
As lâmpadas fluorescentes emitem quantidades substanciais de radiação electromagnética, a tal que a Quercus deplora nas linhas de alta tensão. Emitem, emitem a curta distância das pessoas e a uma frequência muito mais alta que as linhas de alta tensão. Basta ligar uma telefonia de onda média nas proximidades de uma lâmpada fluorescente e desligar a lâmpada para se perceber o que acontece.

Sétimo:
A Quercus 'esquece-se' de pedir aos portugueses para evitarem comprar lâmpadas incandescentes porque acham que os portugueses são estúpidos. A Quercus prefere ganhar a guerra na secretaria invectivando o governo. A Quercus acha que os portugueses são atrasados mentais e que são incapazes de perceber o momento em que a conta de energia eléctrica é demasiado alta e quer impelir o governo a obrigar os portugueses a gastar menos energia (dizem).

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Publicado no Fiel-Inimigo a 29 de Fevereiro de 2008.

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1 de Mar de 2008

Armagedão: coisas giras que a esquerda adora



Aquecimento Global é terrorismo climático

Via Mitos Climáticos

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ULTIMA HORA

Parece que as árvores estão a ficar "obesas".

Via Outra Margem
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O bólide



Parece que este bólide custa 1700€.

Alguém sabe quanto custa um dos trambolhos, de produção nacional, conhecidos por papa-reformas?

Dando de barato que o Tata é muito mais barato que o para-reformas, que argumentos surgirão para proibir a sua importação:

1 - Para proteger a industria(?) nacional.
2 - Para proteger a indústria europeia.
3 - Porque é construído com mão-de-obra barata.
4 - Porque tem pouca tecnologia amiga do ambiente.
5 - Porque há multinacionais metidas ao barulho.

Caso a lista acima seja aceitável, quais serão admitidas como tendo peso decisório e quais serão recusadas?

Na hipótese da sua importação poder permitir que o provável cliente de papa-reformas venha a poupar dinheiro que poderá então gastar, por exemplo, em saúde, poderá encarar-se a coisa como "economicismo" favorável ao lobi das farmaceuticas?

Nota: a contemplação do meu extracto bancário é, para mim, uma operação transcendente.

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24 de Fev de 2008

Quando as veias nos gelam

A esquerda é caracterizada por uma espécie de mentalidade capitalista feudal, particularmente notada no meio sindical.

Quando a fábrica da Opel, Azambuja, ameaçou fechar, os sindicatos apresaram-se a declarar greve.

Greve. Pois claro. “Greve, em defesa dos postos de trabalho”.

E as indemnizações? E quantos deles perceberam de imediato que seria o momento supremo para afundar o barco de vez e reclamar a indemnização? E, ter-se-á dado o caso de terem sido justamente os mais velhos, com mais anos de casa e mais entrincheiradamente sindicais, a irem por aí?

E os mais novos, que seria deles? E que importava os mais novos aos mais velhos desde que o graveto pingasse para o lado deles?

E a solidariedade? “Parece que temos sarna” gritavam os que ali, como pelas ‘siderurgias’ por esse país fora, iriam, de facto, para o desemprego com meia dúzia de notas no bolso. “Nem conseguimos falar com eles. Fogem de nós”. E que teriam os mais velhos a ver com isso? Direitos conquistados são direitos garantidos e direitos garantidos é graveto no bolso.

M'ai nada!

"A cantiga é uma arma
eu não sabia
tudo depende da bala
e da pontaria
Tudo depende da raiva
e da alegria
a cantiga é uma arma
e eu não sabia...

Há quem cante por interesse
há quem cante por cantar
e há quem faça profissão
de combater a cantar
e há quem cante de pantufas
p’ra não perder o lugar
a cantiga só é arma
quando a luta acompanhar

O faduncho choradinho
de tavernas e salões
semeia só desalento
misticismo e ilusões
canto mole em letra dura
nunca fez revoluções"

Publicado no Fiel Inimigo.
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14 de Fev de 2008

Porque é a Europa absolutamente irrelevante?

Robert Gates:
"We must not -- we cannot -- become a two-tiered alliance of those willing to fight and those who are not."

"Such a development, with all its implications for collective security, would effectively destroy the alliance."
[Traduzido por ML, com o meus agradecimentos]
"Não devemos - não podemos - tornar-nos uma aliança de duas posturas, aqueles que querem lutar e aqueles que não querem."

"Essa trajectória, com todas as implicações que teria para a segurança colectiva, destruiria de facto a aliança."
[Publicado, no Fiel-Inimigo]
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9 de Fev de 2008

Rússia: Microsoft perde para Ubuntu

Via Miguel Lomelino
Leonid Reiman, ministro russo com a pasta das telecomunicações, referiu à agência Itar Tass que "até 2009 vão ser implementados pacotes de software livre em todos os computadores dos colégios russos, que substituirão os programas comerciais existentes".
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7 de Fev de 2008

A balda crónica


Segundo a TSF, José Sócrates terá servido de testa-de-ferro, na Câmara da Guarda, a um colega que, sendo fiscal, nunca teria podido assinar projectos. Segundo a mesma estação, o exacto colega em cujos projectos de arquitectura Sócrates teria colocado a sua assinatura, seria posteriormente fiscal da execução da obra.

O cenário descrito acima, a ser verdadeiro, levanta-me-ia dificuldade em encontrar uma palavra, não relacionada com o mundo da pulhice, para o classificar.

José Sócrates pode ter sido movido pelas mais bondosas intenções do mundo. Foi certamente o caso.

Foi certamente pelas mesmas altruístas razões que o Ministério da "Educação" (vulgo Al-Mined*) se decidiu pela imposição, a cada professor, da obrigatoriedade legal de organizar e dar aulas de recuperação a todo e qualquer aluno que, em virtude de excesso de faltas, mesmo que injustificadas, se encontrasse impossibilitado de levar a bom termo aquela que é a sua única incumbência: aprender.

A ideia não podia ser mais filantrópica. Pena é que os alunos propensos a baldarem-se à escola o passem a fazer sistematicamente, escudados na "garantia" legal com que a Ministra de Al-Mined, inefável seguidora do grande timoneiro assinador de projectos, os projectou para o mundo da felicidade final: o da balda crónica.

A verdade é que eu, como outros professores, só posso ser parte de um gang, escumalha avarenta, que insiste em não deixar que outros coloquem a sua assinatura naquilo que escrevem ou já teriam percebido que deveriam fazer acompanhar todo e qualquer avaliação da respectiva resolução, deixando, por preencher, apenas o espaço destinado à assinatura do aluno.

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* Eduquês

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PS. Tentem não deitar este Primeiro abaixo. O próximo, na fila, é muito, mas muito pior.

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Publicado a 1 de Fevereiro de 2008 no Fiel-Inimigo.
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6 de Fev de 2008

Ciência, e "aquecimento global"

Via EcoTretas:

When we've finally gotten serious about global warming, when the impacts are really hitting us and we're in a full worldwide scramble to minimize the damage, we should have war crimes trials for these bastards -- some sort of climate Nuremberg.

Quando finalmente levamos a sério o aquecimento global e, visto que os impactos nos estão a atingir e estar a lutar-se a nível global para minimizar o problema, deveria haver julgamentos marciais para estes bastardos ["negacionistas" do aqueciemnto global] -- algum tipo de Nuremberga para clima.
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1 de Fev de 2008

Escola racista



[Já publicado aqui ao lado]

Vou referir-me a brancos e pretos sem me preocupar com os que acham que referir pretos é "feio", que se lhes deve chamar negros. Não acredito na existência de raças, muito embora perceba que a palavra pode não ser usada em função da classificação científica dos animais.

Na escola em que andei não havia pretos. Não havia, porque (quase) não havia pretos naquilo a que então se chamava metrópole (se a memória me não falha). Recordo-me, aliás, quando um belo dia, na Boa Hora (Lisboa) vi uma preta e fiquei estarrecido. Eu tinha tido um acidente que me tinha provocado um derrame gigantesco na cara e me tinha deixado, por uns 15 dias, literalmente preto. Mas aquilo era demais. A minha mãe explicou-me que os habitantes de África eram assim e para não me preocupar.

À preta que vi atravessando a rua seguiram-se muitas mais pretas e pretos. Era o início da imigração das então colónias.

O tempo acabou por me permitir aprender que os pretos são pessoas cuja pele é substancialmente mais escura em resultado da acção de determinadas células que, sendo exactamente iguais às minhas, se entretêm pintar e escurecer a pele com muito mais intensidade do que as minhas células seriam capazes.

Fiquei ainda a saber que teria, hipoteticamente, mais genes de preto do que imaginava em virtude da assimilação da população escrava. Não era a primeira vez que me perguntava por onde andaria a descendência dos escravos. Julgo não estar longe da verdade se afirmar que nenhum branco, alfacinha de gema, tripeiro, escalabitano, algarvio, alentejano ou minhoto pode afirmar, com segurança, que não tem no seu passado recente descendência de preto (ou preta), pelo menos relativamente ao período iniciado pelos descobrimentos.

...

Passa o tempo e um belo dia vou parar a uma sala de aula onde há uma boa colecção de pretos de idades à volta dos 15. É uma escola “inclusiva”, em que o eduquês oficial discrimina o preto em função do seu bairro de origem e lhe “dá o direito” a aprender apenas metade. Uma escola “inclusiva” onde o branco tem consciência que chamar preto a um preto é racismo, mas ouvir um preto dizer que tem orgulho em ser preto e nojo do branco deve ser encarado como coisa resultante da “diversidade”.

É uma escola esquisita. É uma escola que apoia os que trazem para a sala de aula os mais espectaculares telemóveis e zingarelhos mp3 apesar de um conjunto de papelada permitir determinar serem de “zonas degradadas”. Se calhar são, o que é difícil é fazer perceber aos brancos que o preto que lhe diz na tromba que “só não tem um igual porque é parvo” e que “se fosse preto já saberia como o arranjar” que o roubo deixa de ser coisa censurável.

É uma escola esquisita quando a violência perpetrada pelos intocáveis pretos se eterniza sem se conseguir saber quem são exactamente os pais, sem se saber onde moram exactamente, quem, de facto, toma conta deles.

É uma escola esquisita, que parece acreditar que tem a seu cargo pessoas que é incapaz de controlar, de ensinar, sequer de orientar. Afinal trata-se de gente “diferente”, que deve ser supostamente “integrada”, mas em “diversidade”. Uma escola que é suposto ensinar mas aceitar que não se aprenda e que, ainda por cima, aceite como válido tudo o disparate que o “diverso” debite, deitando mão à inatacável condição de “diferente”. Enfim, um exercício em que aquele que “tem que ser integrado” tem que continuar “diferente” porque ... sim.

... é apenas uma escola racista, no sentido que habitualmente se atribui ao termo, incapaz de perceber que o “diferente” é tão capaz como os outros. Uma escola que mais parece um instrumento de perpetuação do bom selvagem apesar da selva e do modelo de sociedade (?) de onde é oriundo apenas lhe permitir uma subsistência periclitante que o levou a emigrar.

Enfim, uma escola onde tudo isto “faz sentido” mesmo tendo presente que a esmagadora maioria deles não conhece mais terreno (outro país) do que eu conhecia quando encarei a primeira preta: algumas ruas da cidade e a zona da província por onde habitualmente pastava perus.

29 de Jan de 2008

Eu não chamaria ladróes aos editores de DVDs



Via Fliscorno.

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27 de Jan de 2008

Música para hoje



Genesis: Selling England by the Pound

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Arquivado o inquérito da queixa de José Sócrates contra António Balbino Caldeira


O motivo da "queixa do cidadão José Sócrates e primeiro-ministro enquanto tal", que finalmente posso revelar, foi a minha referência ao "centro governamental de comando e controlo dos media" no post "Rasganço domingueiro" em 7-4-2007 (e à "força de encobrimento e contra-informação do centro de comando e controlo do Gabinete do Primeiro-Ministro" no post "Páscoa da Cidadania", ainda de 7-4-2007) e a questão do MBA curso/grau.

O Ministério Público arquivou e mandou notificar o cidadão José Sócrates e primeiro-ministro para deduzir, se o entendesse, no prazo indicado, acusação particular. José Sócrates não deduziu acusação particular contra mim e o Ministério Público determinou o arquivamento dos autos.
Não consegui determinar os links para os dois referidos artigos.
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O brilharete

Sempre usei esta máxima chegada não sei de onde:

Sempre que não tiveres nada para dizer, fica calado.

Suponho que seria de aplicar a linha anterior a este post.

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26 de Jan de 2008

Jolly good fellows

Parece que engavetaram em Espanha uma horda de mânfios que se preparariam para promover o multiculturalismo (defendido por Zapatero) por via da utilização de substancias energeticamente instáveis capazes de libertar energia de que resulta uma enorme produção de calor e substanciais alterações de pressão.

Não é claro se os artistas em causa pertencem ao mesmo grupo alter-globalista que ajudou a promover a eleição de Zapatero.

Parece que a secreta espanhola terá recebido informações suficientemente relevantes para lhes permitir "justificar" (que lata) o recolhimento, para introspecção, dos multilateralistas.

Não é também claro se a informação recebida, sabe-se lá de onde, implicará alguma forma de cedência dos poderes políticos espanhóis a alguma unilateralista exigenciazita.

Publicado no Fiel Inimigo a 19 de Janeiro de 2008.

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24 de Jan de 2008

Cada vez mais verdades inconvenientes

EcoTretas:
Cheira-me que isto vai acabar mal, e no fundo tudo aquilo se resume a uma única mentira.
Também me parece.

Via EcoTretas

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20 de Jan de 2008

Bostas

É espantoso como os mesmíssimos gajos que bramam contra a poluição, os OGMs, o CO2, os aditivos na alimentação, etc, conseguem defender o tabaco, mesmo sabendo que, no fumo, a concentração de tudo quanto é trampa é infinitamente superior ao somatório de todos os males contra os quais dizem estar.

... e conseguem, à boleia, achar razoável que os não fumadores engulam as bostas que lhes saem da boca.

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19 de Jan de 2008

Estado de emergência na Sibéria

No Mitos Climáticos:
Ontem, dia 15 de Janeiro de 2008, o governo russo lançou o alerta. O estado de emergência na Sibéria deve-se prolongar até ao dia 21. A descida das temperaturas vai até – 55 ºC, a partir do dia de hoje.

[...]
Ler o resto.

15 de Jan de 2008

LHC

Muito frio vai aqui ser produzido.

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13 de Jan de 2008

Fiel Inimigo

Sendo assim, vou começar a trinchar também no Fiel Inimigo.

Lá postarei apenas artigos mais substanciais, deixando ao Range-o-Dente espaço para o resto. No Range-o-Dente colocarei também os meus artigos destinados ao Fiel Inimigo mas com algum tempo de intervalo.

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A propósito de EN ...

... andei a vasculhar a net por coisas relativas à Enmissora Nacional e encontrei este link que remete para esse tempo: Meia hora de recreio, de Maria Madalena Patacho.

Suponho que o programa terá começado por volta de 1965.

Encontrei ainda este link para Teresa Mota (chapelada).

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12 de Jan de 2008

Pegões em tempo de EN



Ia eu a meio de comentár este post do António quando percebi que valeria a pena deixar aqui, no blog, umas lascas de quando eu era puto ...

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O Anónio tem razão: é PAR, do inglês RAP. Traduzi borrei a pintura.

"50 mega wats de potência instalada,"

Parece-me ser megas a mais. O site da RDP fala em 300KW e eles gostam de usar os valores de PAR porque são mais sonantes que a potência entregue à antena.

As potências dos emissores de TV andam pelos 5 a 25KW resultando em potências de 20 a 500KW de PAR, dependendo da forma das antenas. As antenas de TV têm mais 'ganho' porque a frequência é mais alta.

Já agora, teria os meus 10 anos quando, levado numa farra de funcionários (então da Emissora Nacional de Radiodifusão), visitei os emissores de Pegões. Desatei a fazer perguntas e um técnico achou por bem afogar-me em respostas. Foi porreiro, houve uma que demorou muito tempo a deglutir: Porque haveria uma resistência soldada a uma ficha num painel cheio delas? O homem bem me explicava que era uma carga ... pois claro.

Mas ainda me lembro das válvulas rectificadoras das pontes trifásicas de alimentação, das gigantescas bobines de filtragem da alimentação e do armário da etapa de saída dos emissores. As válvulas estavam encerradas numa lataria por onde circulava água.

... entretanto deu-se o baile. Foi um sarilho encontrar uma forma de evitar que os amplificadores dos instrumentos musicais deixassem de nos fazer ouvir a emissão de ondas curtas. É justamente este um dos problemas que se faz sentir nos arredores dos emissores em modelação de amplitude: qualquer coisa funciona como rectificador de onda e o resultado é que qualquer torradeira verte música.

... enfim, coisas perdidas na bruma.

Entretanto, voltando aos megawatt, os radares funcionam com este tipo de potências. Os estágios de saída debitam impulsos (bursts) de megawatts que, 'focados' na antena, resultam em ... uuuuffff, muita fruta. Já passei um mau bocado por causa deles, mas, daqui não passo ... :-))

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Nota final: espero que o logo EN faça o Baldassare saltar que nem uma mola.

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11 de Jan de 2008

... leva 4, leva 5 ...

Dizia eu a 6 de Novembro de 2007:
... leva1, leva2, leva 3 ...

Já se percebeu há muito tempo que não houve cão nem gato que não tenha andado a vender o que não só não existia como nem sequer devia ter sido apontado como provável: o aeroporto da Ota.

Perante a hipotética perspectiva da construção do aeroporto naquele local, todos quanto teriam alguma forma de arrecadar algum tipo de benesse trataram de "avançar". Não deve ter havido cão nem gato político que não tenha "vendido" alguma espécie de "jeitinho" na zona da Ota. A habitual iniciativa pacóvia fez o resto: foi tornando o aeroporto numa certeza.

... com a coisa posta em causa, temem a "reclamação" do "comprador" e tratam de tentar avacalhar todas as perspectivas de alternativa.
Chegou hoje, 11 de Janeiro de 2008, a confirmação:
Sócrates garante que Ota vai ser compensada pelos custos que suportou

O primeiro-ministro afirmou hoje que a Ota, a primeira opção para a localização do aeroporto de Lisboa, vai ser "compensada" pelos custos que teve em investimentos públicos.

[via Blasfémias]

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9 de Jan de 2008

Centrais nucleares

Os ingleses anunciam a construção de várias centrais nucleares. Motivo: diminuir a dependência dos hidrocarbonetos e fazer baixar o preço da energia.

Desempenho das eólicas em Portugal (8 Jan. 2006 - Fonte: REN). A linha verde ao topo corresponde à potência instalada (o que se paga). A linha azul escura corresponde à linha da potência produzida (o que se recebe pelo que se paga). Rendimento do sistema: 10%.

Em Portugal anuncia-se a construção de eólicas. Motivo: diminuir a dependência dos hidrocarbonetos mesmo fazendo subir o preço da energia.

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7 de Jan de 2008

State of the art models

empirical correction that could not be justified on physical principles

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6 de Jan de 2008

Actualização

Actualizei o artigo Alarvidades

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Conta-me como foi

Não me consigo lembrar de uma série (portuguesa) de televisão de melhor qualidade que a série Conta-me como foi, da RTP1. Nem me consigo lembrar de outra que lhe chegue aos calcanhares.

Lembra-me coisas de arrepiar. Lembra-se uma frase que, com o passar dos anos foi ficando esquecida mas que voltou à memória "O Sr. não sabe com quem está a falar".

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Tentáculos

Isto merece uma série televisiva.

Título: O Polvo
Nº episódios: 7123y6567239746234912423912837912342639182374634

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Nota: ocorreu-me ajeitar o cabeçalho deste post recorrendo a uma foto de Berlusconi, mas desta vez passa. Será que faço mal?

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Alarvidade

Esta alarvidade fez-me saltar a tampa.

[A alarvidade prossegue também aqui, nos comentários]

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A alarvidade confirma-se:
"as mesmas elites cujo comportamento alarve não incomoda o Baldassare."

Se calhar cabe-me a mim decidir o que me incomoda... os dirigentes africanos corruptos preocupam-me ainda mais que o rally Dakar, como é óbvio... só que, como não sou neo-colonialista, acho que devem ser os africanos a tirarem essa gente do poder por eleições (onde as há) ou por golpes de estado (como fizeram os europeus para acabar com o nazi-fascismo e com o comunismo militarista).

Quanto ao Dakar, caso não tenha reparado, passa também por território europeu, mais especificamente em edições recentes, por território português.
Penso que eu como europeu, mais especificamente como português, tenho o direito a ser contra este rally. E pelos motivos que eu entender.

"Entretanto, essa mania de querer decidir o que os africanos querem ou não ver passar é uma pura manifestação de racismo."

Eu não quero decidir o que os africanos querem, eu quero decidir o que eu não quero, por um motivo que, enquanto ser humano me toca: já morreram vários inocentes na rota do Dakar, incluindo crianças de 10 e 12 anos. Sejam eles africanos, sejam eles europeus, isto faz-me ser contra o Dakar. Posso?

"O colunialismo decidia o que os africanos queriam. O Baldassare idem."
Eu não decido nada. Eu não quero impor nada aos africanos. Eu quero é que os europeus deixem de permitir que esta prova comece em território europeu, dadas as circunstâncias que já expliquei. E essa vontade é um direito que me assiste, enquanto você não subir ao poder para mo retirar.

Eu recuso o complexo neo-colonialista que diz que não se pode falar nada de África, porque isso é querer impor a nossa vontade. Posso debater os problemas de África, como o posso fazer em relação à Ásia, à América ou às ilhas do Pacífico. Recuso essa lógica ainda mais quando, na realidade, estou a falar da Europa. Repare que o meu texto é um apelo aos europeus, nomeadamente no terceiro parágrafo.

A França já disse não ao Dakar. Este triste evento foi descendo para Barcelona, e depois Lisboa.
Este evento é patrocinado em milhões pelo Estado, quer através do Turismo de Portugal, quer através das Câmaras Municipais (Lisboa já pagou 400 mil euros e Portimão quer reaver os 1.5 milhões que investiu), quer através do patrocínio pela Santa Casa da Misericórdia.

Este é um evento pago por todos nós, e portanto, tenho o direito a não o querer, mesmo que as razões não sejam propriamente os custos, mas a repulsa por tudo o que está envolvido nesta competição que é, a meu ver, o pior espetáculo desportivo do mundo.

E, claro, o Range-o-dente também tem direito a ser a favor do Dakar.
Infelizmente para si, desta vez, os africanos disseram que não (para além das autoridades francesas terem desaconselhado o rally, as autoridades do Mali rejeitaram a passagem do rally... este "desaconselho" com a usual desculpa do terrorismo foi para não se notar quem realmente boicotou o rally: as aultoridades malianas).
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Rali Paris, Cidade do Cabo



Quando eu era puto, o rali a que agora se chama Lisboa - Dakar, chamava-se Paris - Cidade do Cabo.

Nessa altura, atravessava toda a África sem que problemas de segurança se levantassem.

O tempo foi passando e o encurtamento do rali parece espelhar o que se tem passado em África.

Hoje restará partir de Belém, até Carcavelos (1ª etapa), atravessar o Tejo em batelões rumo a Cova do Vapor e (2ª etapa) acelerar pelas areias que restam até Fonte da Telha.

Coisas.

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5 de Jan de 2008

O gelo e os pardais



A caramelada da RTP pariu ontem mais um exercício de jornalismo de causas.

Assunto: aquecimento global.
A notícia:

Parte 1: Nevões consideráveis têm fustigado a Europa provocando temperaturas baixíssimas.

Parte 2: As alterações climáticas fizeram aparecer um bando de pardais sobre Lisboa.
A dissecação:

Não era mais possível ignorar que há neve a cair por todos os lados, embora se continue a ignorar que o gelo do Árctico está de boa saúde. Há portanto que conceder, mas sem ceder: não se fala aqui em alterações climáticas.

Para evitar que alguma alma daninha seja acometida da perplexidade de não perceber como pode o aquecimento global provocar neves de rara intensidade, há que encontrar algo que reponha a coisa no seu lugar. A pardalada que andou a curtir sobre Lisboa veio mesmo a calhar e, como seria inevitável, foi resultante das alterações climáticas (leia-se aquecimento global).

A ordem por que os dois casos foram exibidos não foi inocente. O que fica mais na memória é a última coisa dita e, neste caso, convinha mais à causa a passeata da pardalada provocada pelas alterações do que os milhares de quilómetros quadrados cobertos a meio metro de neve.

Os (as) "jornalistas" envolvidas na operação de propaganda marcaram assim o ponto, dando o sinal que lhes potencia umas passeatas às curtições a locais exóticos como Kiotto, Porto Alegre ou Bali.

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Das tripas das carraças

Este artigo de Paulo Tunhas parece explicar porque se pensa com as tripas.

Excertos:
"O poder do princípio da omnipotência do pensamento é de tal modo originário que sobrevive ainda fragmentariamente no coração da própria ciência, através da nossa confiança no poder do espírito humano que lida com as leis da realidade." - Freud

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Este tipo de atitude, [racismo altruísta] sob as vestes de uma louvável abertura ao outro, e de um saudável anti-racismo, representa, de facto, a mais sofisticada forma de racismo – uma espécie de racismo altruísta, se assim se pode dizer. Um racismo que discrimina o outro em função da sua radical singularidade, sendo a singularidade considerada em si, sem qualquer espécie de cláusulas, como um valor positivo. Essa singularidade é o avesso da nossa própria identidade culpada, e, no seu excesso, tão imaginária quanto esta. De facto, o outro é apresentado como estruturalmente passivo e radicalmente inocente, movendo-se apenas por reacção, e pecando, se é que se pode utilizar a palavra, por angélica ausência de responsabilidade. O que significa: um menor, uma criança. A partir deste momento, o diálogo torna-se impossível, porque este exige que se suponha actividade e responsabilidade ao parceiro de conversa, bem como uma vontade comum de chegar a acordo.

...

Um manual de Cultura Islâmica produzido em 2003 pelo Ministério da Educação palestiniano (e financiado pela União Europeia) detalha entusiasticamente os vários tipos de jihad, explica os bons motivos para executar quem abandone o Islão – uma “rebelião contra a verdade e a lógica” – e combate a invasão intelectual ocidental dos países islâmicos . Os sermões de sexta-feira na televisão palestiniana vão – ou, pelo menos, iam, ao tempo do pouco saudoso Arafat - no mesmo sentido. E mesmo uma televisão árabe que (de acordo com a lenda) começou com um perfil mais ou menos liberal, como a Al-Jazira, rapidamente adoptou uma posição pró-terrorista.
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Dissecando, dissecando, dissecando, ...



Em pleno século XXI tropeçam-se em peças que parecem saídas do mundo das carraças. Veja-se esta.

"Uma concepção do acto educativo que não se queira limitar a uma educação do tipo «externo-cleido-mastoideu», uma educação que pretenda ser arma de combate efectivo contra a exclusão social, contra a simples privação de desenvolvimento, cultural, afectivo e psicomotor, tem que responsabilizar o Estado por uma intervenção precoce.

Tudo muito giro. Uma educação que nada ensine, ou, dito de outra forma, que ensine apenas aquilo que todos sejam capazes de aprender sem esforço: nada.

Por isso defendemos a expansão da oferta educativa a montante, colocando sobre o Estado o ónus de garantir que todas as crianças tenham acesso à Educação para a Infância a partir dos 4 anos de idade. Seja em contexto familiar, quando as famílias explicitamente fizerem essa opção, seja em contexto de instituição educativa do Estado. "

É excelente garantir uma educação de nada para todos. Afinal, a “igualdade” é um direito constitucional que é preciso preservar. Como? Evitando que uns possam aprender mais que os outros. Como se consegue isso? Ensinando técnicas de “[...] combate efectivo contra a exclusão social, contra a simples privação de desenvolvimento, cultural, afectivo e psicomotor [...]”. Há que enviar os entendidos nesta matéria às madraças paquistanesas para lá fazerem um doutoramento.

"Sobre gestão e administração escolar o Bloco defende três princípios fundamentais para a organização da administração escolar:
• princípio da colegialidade,
• princípio da democracia e representatividade de todos os membros das comunidades educativas "

Há que meter ao barulho tanta gente quanto possível de forma a potenciar a possibilidade de conseguir uma maioria que, não percebendo rigorosamente nada daquilo em que está metida, seja capaz de transformar a coisa de forma a que a dita passe a estar ao alcance do que a douta “colegialidade” é capaz de entender.

"A recente discussão pública em torno da existência de escolas a funcionar com um reduzio número de alunos não pode escamotear a existência, por outro lado, de estabelecimentos de ensino que funcionam com turmas muito acima do que é pedagogicamente recomendável. "

Claro. Mas a utopia por que todos devemos dar o pescoço será alcançada no momento em que haja:
a) 1 professor por 10 alunos ?
b) 1 professor por aluno?
c) 10 professores por aluno?
d) 100 professores por aluno?
Nota importante: 10 professores por aluno já ultrapassa, e larga escala, as possibilidades da máxima família que o bloco tolera (mas não defende) - 1 casal com 1 filho. A ser assim, será finalmente possível decretar a extinção da família. Poderá, portanto, esquecer-se a posição d).

"A redução do número de alunos por turma é, assim, uma forma de aproximar o professor da realidade de cada estudante e do seu meio sócio-cultural, podendo dispor de mais condições para assegurar a desejável articulação das escolas com a população escolar."

Finalmente o professor alcançará a felicidade suprema perante a possibilidade de conhecer a realidade ou, melhor dito, de aprender com os doutos alunos. No balanço, adapta-se a escola à população escolar em vez de fazer o contrário: há que adquirir “competências” em ignorância, estupidez e burrice.

"É imperativa a certificação dos manuais a serem lançados no mercado"

Oh, evidentemente. E ninguém melhor que o Bloco para desempenhar a distinta tarefa.

Enfim, a escola segundo a perspectiva da carraça. Abocanham o animal e multiplicam-se, multiplicam-se e, a cada sinal de fraqueza do bicho, decreta-se que se enterrem mais as mandíbulas. Quando finalmente o bicho soçobrar, vai-se ao armário dos esqueletos buscar a enciclopédia onde se explica que a ideia é demasiado bondosa para a qualidade do animal.

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4 de Jan de 2008

Nevões na Europa

Ou não publicam ou noticiam de raspão. Deste modo os media alimentam a crendice do aquecimento global. Mas, neste início de 2008, apareceram já grandes nevões na Europa do Norte e do Sul. Espanha, Itália, Grécia, Roménia, Bulgária e Turquia não escaparam.
[Ler a totalidade, em Mitos Climáticos]

Trivialidade

Então já é trivial?

Foi notícia, hoje, na TV, que a segunda fase da operação «Noite Branca» (da PJ do Porto) foi cancelada à última hora porque se veio a descobrir que os alvos dela (e até jornalistas!) tinham sido avisados devido a uma fuga-de-informação.

O curioso é que isso, que devia ser motivo de escândalo e de "caixa alta" (pelo menos na blogosfera), parece ser já tão corriqueiro que dificilmente se encontra quem se lhe refira!

(C. Medina Ribeiro)
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2 de Jan de 2008

Das interpretações

O Sheriff da ASAE foi agarrado com a beiça na beata, em plena hora de aplicação da nova lei que é suposto defender.

Apertado, declara que não, que num Casino não é proibido fumar.

Apertado sobre a mesma matéria, o Director Geral de Saúde (DGS) afirma que (citando de memória) "há um problema de interpretação da lei" ...

O caramelo da ASAE parece achar-se acima de qualquer suspeita: nada de novo, uns são mais iguais que os outros.

O caramelo da DGS não sabe se é legal ou não, deixando a suspeita de que a lei dá para todos os gostos. Entretanto vai dizendo que uma sala de jogo é um local onde há muito stress e, portanto, um local onde será muito difícil que não se fume (pensava eu que também havia stress nas maternidades e hospitais em geral).

...

É impressão minha, ou estamos na presença de um factorial de palermice?

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A tecnologia está muito evoluida



Ofereceram-me um relógio de mesa de cabeceira que se sincroniza, automaticamente, neste emissor. Funciona, e tudo.

:-)

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1 de Jan de 2008

Finalmente ????



"E não podemos dispensar a exigência para com os alunos", acabou de dizer o Presidente da República, Cavaco Silva.

Será que leu o que aqui escrevi?

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Arauto



No Aspirina B:
O estado a que isto chegou

Garoto sem disciplina

Justiça cega
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Cabo de S. Vicente



Cabo de S. Vicente, a uns milhões de quilómetros daqui. [Clicar imagem para ver melhor.]

Entretanto, sigamos este calhau.

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31 de Dez de 2007

As tropelias da GNR

Há uns tempos um amigo meu, na altura autarca, disse-me: meu caro, esta coisa do poder corrompe.

Percebi que não estava a falar de corrupção nos moldes em que falamos dela normalmente, mas de corrupção a que eu talvez chamasse corrosão.

...

Estive uns dias na zona de Braga e pude observar a forma de actuar de uma brigada de trânsito da GNR.

A coisa passava-se, inevitavelmente, à volta de uma operação de detecção de velocidade entre Cerdeirinhas e Braga. Havia um carro estacionado algures e um outro mais à frente que interceptava os condutores que o primeiro detectava em falta.

Talvez por não terem documentos, talvez por demonstrarem excesso de álcool, a verdade é que, de vez em quando, um carro identificado GNR-BT se deslocava do local de intercepção até Braga (aparentemente). E é aqui é que bate o ponto.

Do local onde me encontrava podia ver uma parte sinuosa do percurso, cheia de traços contínuos e onde a proibição de se circular a mais de 50 era bem patente. Mas tudo isso a GNR ignorava.

Fosse curva aberta ou fechada, tivesse ou não traços contínuos (duplos), houvesse ou não trânsito em sentido contrário, o carro a GNR ultrapassava sem sequer ligar as lamparinas azuis.

Sempre que lhe era impossível ultrapassar porque zonas do percurso tinham pirolitos verticais instalados sobre o duplo traço contínuo, a GNR encostava o carro ao carro que lhe seguisse à frente mantendo-se, sistematicamente, a bem menos de 2 metros de distância e mostrando-se, ao condutor que lhe seguia à frente, quer pelo retrovisor da esquerda quer pelo da direita. Frequentemente parecia ter intenção de ultrapassar pela berma ou dar a ‘pista’ ao condutor que o precedia para o fazer. Reafirmo, sem nunca assinalar a marcha com pirilampos azuis ou sirene.

Logo que conseguia ultrapassar, triturando molhadas de normas de gente civilizada, pulverizava todas as normas de limitação de velocidade: prego a fundo.

Eu não sei que exemplo pretende dar a GNR-BT, mas de gente civilizada não seria.

Foi assim uma tarde inteira (pelo menos). A verdade é que, não fosse tratar-se de um carro identificado, eu diria: ali vai um belo punhado de assassinos.

Para o ano, se lá voltar, levarei comigo uma câmara de vídeo.

Aliás, não seria má ideia que os carros da GNR fossem obrigados a ter instalado um circuito de gravação vídeo onde se pudesse perceber a forma como os militares conduzem.

Câmaras de vídeo não são coisa de gente civilizada... mas é justamente o caso.

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E se o funcionário fosse para o ...

Pode parecer que ando mal humorado, mas não é o caso. Vai apenas havendo cada vez mais perus com piolho.

[Insurgente]

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30 de Dez de 2007

O sucessor

Anuncia-se agora que Benazir Buttho tem "sucessor"! E há mais: é um sucessor a prazo. Enquanto o dito não sair do aviário, outro peru o substituirá.

Mas não reclamava ela por democracia e que era general o mau da fita?

Não defendia ela que o "verdadeiro muçulmano" nunca atentaria contra uma mulher? Quereria ela definir um muçulmano, exactamente à medida que lhe daria jeito?

... à medida do que lhe daria jeito ... pois: os aviários servem para isso.

Continuo sem perceber da qualidade da aderência do ocidente à "democracia" reclamada pelos Buttho.

Entretanto, não se esqueçam ser o general o mau da fita.

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Algém me explica ...

... a razão de ser da orgia delambida pelos órgãos de comunicação social à volta da nomeação de um caramelo qualquer para capitanear um banco qualquer?

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A estupidez segue o seu caminho ...

... ou a família como balde de merda em que crianças dormem (?):




[Clicar para ver melhor]

Via Abrupto.

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24 de Dez de 2007

Login?

Não sei se conseguirei vir aqui durante os próximos dias.

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23 de Dez de 2007

Arauto



Os recibos verde e o faz de conta que se faz prestação de serviços

... e porque fica o Estado sempre de fora?


Via Mitos Climáticos, de
Alberto Gonçalves, Crendices, ou ...

O FIM DO MUNDO TAL COMO AL GORE O CONHECE

E, discretamente, o aquecimento global, esse Medo do Ano, parou. Se o facto não chegou às manchetes nem por isso deixa de ser um facto: as temperaturas médias de 2007 foram idênticas às de 2006. E as de 2006 às de 2005. E as de 2005 às de 2004. E por aí fora até 2001. É isto, então: aparentemente, as temperaturas terrestres (por complexas que sejam de estabelecer) não aumentam há seis anos. David Whitehouse, astrofísico e ex-editor científico da BBC (não, não é o "céptico" comum), comenta o assunto em artigo na revista "New Statesman" e procura, em vão, uma explicação. A explicação "clássica" liga o aumento das temperaturas ao aumento das emissões de dióxido de carbono. Mas, no período em causa, as emissões de CO2 continuaram a subir (nos dois sentidos) e as temperaturas, repito, não. Na perspectiva científica, é legítimo suspeitar que, afinal, uma coisa não está relacionada com a outra, e que talvez a acção do homem não influencie o clima do modo que se pensava e se obrigava toda a gente a pensar.

O problema é que o conhecimento científico nunca foi exactamente o objectivo desta história. A coisa passou mais por apavorar as massas com visões folclóricas da catástrofe, espatifar fortunas em "investigação" com tese previamente definida, realizar o "Live Earth", dar o Nobel ao sr. Gore, reunir os grandes da Terra (aflitíssimos) nas praias de Bali e aliviar fúrias acerca dos EUA e de Quioto. Feito, feito, feito, feito. Se calhar, é suficiente. Podemos voltar à gripe das aves? Ou, se quiserem um perigo comprovado e realmente assustador, à crendice dos homens.|

Sábado, 22 de Dezembro
Será talvez este o maior logro da história recente, logo depois do logro em que a esquerda alinhou no tempo da cortina de ferro e ainda depois dele. Inclino-me, aliás, a dar razão a quem reclama que a história do aquecimento global não passará de uma espécie de terapêutica ideológica substitutiva que, para não variar, se assume em forma de logro.

O prémio Nobel não terá passado de cereja em bolo-bosta.

Um dia destes ouvi, na RDP, uma entrevista a uma investigadora da Universidade de Aveiro. Logo na primeira pergunta o jornalista abordou a questão em forma de polarização - a desgraça dos ursos afogados. A cientista, sem refutar a paranóia, chamou a atenção de que os pólos estavam a aquecer (o que parece não ser verdade) mas outras zonas estavam a arrefecer. Enfim, respondeu sem tentar desmanchar o logro. Ainda algum tempo há de passar antes de se poder chamar os bois pelos nomes sem se correr o risco de se ser chamado de negacionista.

Não sou católico, mas queira Deus que a temperatura não comece a baixar de imediato. Se ainda por cá andar, terei interesse em ver como se irá defender que a produção maciça de CO2 não possa vir a ser uma ferramenta para evitar o arrefecimento global.

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22 de Dez de 2007

Tubinhos inox

Música


Thick as a Brick

Daqui a pouco vou fazer umas pequenas reparações no meu carro: trocar uma lâmpada e substituir a ficha do isqueiro (não fumo mas preciso dela).

Entretanto, façam o favor de ouvir Thick as a Brick. Aqui fica o link para o artigo Wikipedia, onde destaco:
The epic is notable for its numerous time signature and tempo changes (not uncommon to the newly emerging progressive rock subgenre of rock), as well as a large number of themes throughout the piece, resembling a typical classical symphony in this regard, rather than a typical rock song.
Duração: 43:28

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21 de Dez de 2007

O fascínio da estupidez galopante

Parece que o estado dá uns cacaus a cada grávida. Bastará que a futura parturiente (estou a falar bem?) prove que está grávida de 13 semanas e cairá o pilim. Desconheço os pormenores miudinhos por manifesto desinteresse: duvido poder vir algum dia a cair na referida categoria.

13. Pois. Hummmmm ...

Os médicos aconselham que seja feita uma ecografia às 11 semanas e, nessa altura, passam um papel qualquer a afiançar das intenções do sistema reprodutivo da cidadã.

A mulher espera 2 semanas e entrega o papel.

Atente-se como o cidadão comum é capaz de pensar que, duas semanas volvidas desde a ecografia, o feto terá 13 semanas.

Mas o 13 não dá descanso. Entregue a papelada ao serviço estatal competente, logo este a devolve dizendo que "não, o papel diz 11 e é suposto dizer 13 semanas".

Não vale a pena argumentar que dirá 11 mas que será referente a um data passada à duas semanas, e que 11+2=13.

Não. Não vale a pena. E em boa verdade, só quem tiver um espírito mesquinho será capaz de tamanha exigência. Fazer tal soma é coisa de comum mortal, os iluminados do tal serviço estatal estão fora desse mundo mesquinho e, tá bem de ver, percebem (olho de lince) que pode estar-se perante um esquema maquiavélico em que se pretende não mais que avacalhar o calendário ...

... e um dos respectivos iluminados encontra uma solução: terá que ser o médico a afiançar que, duas semanas depois, terão decorrido 13 semanas. É por isso que a malta da matemática diz que há falta de trabalho.

...

Atente-se agora este outro fascínio ...

...

E porque carga de água estará o Lince em extinção? Terá alguém trocado as mãos?

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18 de Dez de 2007

A linha da REN e a palermice autárquica

Eu compreendo que seja pouco inestético morar junto à passagem de uma linha de alta tensão. Eu compreendo que sempre que se olhe para ela se possa pensar que, mais tarde ou mais cedo ela poderá cair na mona de alguém.

Em relação à estética apenas resta reclamar que é inestético e, eventualmente pretender ser-se compensado por isso. Em relação à queda da linha também se poderá argumentar que se corre um risco (pequeno que seja) do qual se tirará pouco proveito.

Quando se fala dos efeitos à saúde humana incluindo o risco de cancro, entra-se pelo esplendoroso campo da ignorância, cretinice, burrice e oportunismo.

A REN alimentava a zona por duas linhas. No momento em que a soma dos picos de carga de ambas as linhas se aproximaram da capacidade da linha mais fraca houve que providenciar a instalação de uma outra linha, caso contrário uma avaria numa delas provocaria o disparo das protecções da outra. Assim foi feito.

Vem agora o tribunal sentenciar que a terceira linha seja desligada. A REN diz que vai cumprir e que o risco de centenas de milhares de pessoas ficarem sem luz é concreto:
No caso da sub-estação de Trajouce se apagar, de a última linha que ficar a alimentá-la não tiver capacidade de suportar a carga, 700 mil pessoas vão ficar às escuras”.
A presidente da Junta de Freguesia de Monte Abraão vem depois dizer que não, que se tal acontecer se deverá apenas a má vontade da REN.

A não ser que a estupidez seja das poucas coisas sem limite depreende-se que a autarca tenha, com a Santa da Ladeira, um acordo de fornecimento de energia eléctrica.

No fim deste artigo (o bold é meu) pode consultar-se o monumento à estupidez humana. Foi retirado de um cache do Google e é referente a um artigo do site da Junta de Freguesia de Monte Abraão.

Por mim diria ainda que deveria ser obrigatório que os autarcas fizessem uma prova de matemática, ao nível de contas de merceeiro, antes de se poderem candidatar.

Caso as linhas vão mesmo às urtigas, como qualificar, em termos de competência, a autarca e os tribunais em causa? Caso haja corte de energia (muito provavelmente prolongado) e em consequência morram pessoas, de que estirpe de homicídio acusar os tribunais que debitaram as sentenças e a autarca especialista em energia?

Se o frio apertar e as linhas se forem abaixo das canetas em consequência do óbvio aumento de cargas (as pessoas ligam caloríferos), quantas pessoas podem, previsivelmente, morrer de frio? E a Protecção Civil está a dormir? E o nosso engenheiro terá feito, também por fax, as cadeiras relacionadas com a energia?

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PS.
Que tal reclamar que se retirem as instalações eléctricas das habitações? Já alguém mediu a intensidade do campo electromagnético provocado pela instalação eléctrica da própria habitação?

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1- Ponderação, sentidos de bem e interesse público e análise não impressionável pela força dos contendores nas decisões dos Tribunais, nas suas várias instâncias.

2- Total irresponsabilidade e postura "terrorista" da Rede Eléctrica Nacional (REN), que tem o seu expoente máximo no não cumprimento da (s) deliberação (ões) judicial (ais).

3- Confrangedor naufrágio do Presidente da Câmara Municipal de Sintra em todo o processo: ultrapassado pelos acontecimentos e acossado pela sua própria inércia e desinteresse no tratamento desta questão, o Presidente da Câmara enreda-se em justificações pífias, explicações contraditórias e propostas patéticas.

Desde Julho – e da então decisão do Tribunal Central Administrativo do Sul de ordenar a suspensão da corrente eléctrica da linha de muito alta tensão – que o processo foi objecto de mais duas decisões de Tribunal competente, em resposta aos recursos apresentados pela REN.

E as duas decisões – ambas em sede de Supremo Tribunal Administrativo, uma do Juiz –Relator, outra do colectivo de Juízes (Pleno) – foram no mesmo sentido, favoráveis às posições defendidas pela Junta de Freguesia de Monte Abraão e pela esmagadora maioria das pessoas (munícipes e não munícipes de Sintra): mandar desligar "a corrente" da linha de muito alta tensão, confirmando o seu potencial carácter nocivo.

Deste modo, são três as decisões que dão razão ao nosso ponto de vista. Todas de instâncias sucessivamente superiores, que contrariam e evidenciam a frágil argumentação do indeferimento (por parte do Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra) das três providências cautelares por nós interpostas e que desencadearam todo este processo. As duas últimas deliberações (do Supremo Tribunal Administrativo) respondiam já a recursos da REN, que mais pareceram manobras dilatórias para adiar o desligar da linha (isto porque cada recurso implicava efeitos suspensivos sobre a decisão).

A polémica tomou, entretanto, proporções nacionais – felizmente, uma vez que alertou consciências e veio dar força a esta causa e a outras, semelhantes, que pareciam esmagadas pela percepção da desigualdade entre as partes.

Em termos de balanço, no presente, e de concreto, temos uma decisão judicial que não é mais passível de recurso ou, pelo menos, dos instrumentais efeitos suspensivos que este sempre implica; uma opinião pública conhecedora dos argumentos das duas partes e claramente a favor da suspensão da linha aérea de muito alta tensão e, pasme-se, essa mesma linha a continuar a funcionar, como se nada tivesse acontecido.

Este último ponto é gravíssimo. Gravíssimo porque constitui um crime por parte da REN. Um crime - Crime de Desobediência Qualificada, punível com pena de prisão até 2 anos e multa até 240 dias (artigo 348º, nº 2 do Código Penal) - que atenta contra um dos pilares da sociedade democrática (o poder judicial) e contra a vontade da esmagadora maioria das pessoas. E ainda mais grave porque é cometido por uma empresa de capitais públicos (de resto, os recursos foram interpostos em conjunto pela REN e pelo Ministério da Economia), por isso uma empresa com uma responsabilidade social acrescida. A REN comete o crime de desobediência qualificada, por incumprimento da decisão judicial, desde o primeiro dia subsequente à referida decisão, ou seja, desde o dia 2 de Outubro.

Porque é uma empresa que tem tutela do Estado, leia-se Governo;

Porque o Governo de Portugal é liderado pelo secretário-geral do meu partido (PS) e a REN tem na sua composição e matriz programática uma estreita ligação ao PS;

Usarei dos instrumentos legítimos – como cidadã, militante do PS e autarca – ao meu alcance para romper a impunidade, prepotência e desrespeito da REN e fazer cumprir as regras básicas de funcionamento de um Estado de Direito. Saberei questionar quem de direito sobre a tutela e respectiva responsabilidade política deste caso.

A postura terrorista da REN – usando todos os expedientes para suspender qualquer decisão até ao fim do julgamento da primeira acção por nós interposta – terá na Junta de Freguesia de Monte Abraão (e nas instituições/associações/entidades verdadeiramente empenhadas), em todos os munícipes dos concelhos afectados pela linha e nos cidadãos que connosco estão nesta causa a devida resposta, ou seja, a persistência e esclarecimento que esta matéria exige.

Maria de Fátima Campos
Presidente JF Monte Abraão

PS - Na passada sexta-feira, na primeira audiência do julgamento, a REN brindou-nos com mais uma jogada que não poderei apelidar com outro qualificativo que não seja "golpada". Com a linha de muito alta tensão a funcionar a apenas 25 por cento (1/4) da sua potência máxima, resolveu medir os respectivos valores e usá-los como argumento de que a linha não é nociva pois "apresenta emissões electromagnéticas abaixo do valor estipulado por Lei".

Enfim… alguém acredita que um equipamento/linha é construído com uma determinada potência para depois apenas ser utilizado menos de metade da sua capacidade total?

Eu acredito que a REN está de muito má fé neste processo e não "olha a meios" para manter a linha de muito alta tensão ligada.
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17 de Dez de 2007

Vómitos



As nossas televisões fazem lembrar a PIDE: antes de ser já o é.

Salta a lebre e logo as televisões exibem a a respectiva cara nos ecrãs.

Prenderam uma data de gajos provavelmente relacionados com os assassinatos do mundo da noite, escondendo-se as caras dos polícias envolvidos mas deixando a descoberto a cara dos detidos.

O código penal prevê sanções para todos os gostos, mas desconheço qualquer castigo relacionado com a exibição pública, em meio de comunicação social, da cara do condenado. Abstraindo a irrelevância informativa, nem há sequer condenado.

E triste é também o conluio das polícias nesta encenação. Nesta, nas encenações da ASAE, etc.

Parece que vivo no mundo das touradas, no mundo do circo romano moderno. Só falta a populaça carregar um botão do tele-comando para que o 'malandro' seja, de imediato, executado e que as televisões gravem em slow motion e que repitam, em muti-câmara, até ao vómito.

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11 de Dez de 2007

Prostituiram-se

Picado por este post (As Minhas Leituras), fui desenterrar este texto enviado ao Abrupto em 8 de Agosto de 2006:
A Ministra foi populista e fez eco da crítica comum de que os professores são os responsáveis pela calamidade educativa portuguesa. Não apresenta evidências de que assim seja. Mas por que razão a Ministra da Educação e outros agentes das esferas do poder se dão ao luxo de falar assim desta classe profissional? Na realidade, os professores são responsáveis, não propriamente pelo facto de ensinarem mal ou de serem intrinsecamente maus professores. A responsabilidade é mais funda. É que desde há algumas décadas os professores abdicaram da sua vocação intelectual, ou mantiveram-na só para aquilo que interessa em cada conjuntura ou momento, aceitando em troca incluir-se na bolsa de sustentação do poder político e económico.

O poder, é sabido, precisa destas bolsas de sustentação, e um grupo como os professores é fundamental que seja "capturado" para o pleno exercício do poder actual. Fala-se em "democratização" do ensino, mas isso é um eufemismo. Com certeza algo corresponderá a isso, mas na essência o que se deu foi um fenómeno de "massificação do ensino", o que não é exactamente a mesma coisa. Nesse processo, foi preciso apresentar taxas de sucesso, níveis de ensino em grande escala, impedir o abandono escolar, etc. Ou seja, o aparelho educativo esteve ao serviço de objectivos sociais, económicos e políticos que pouco têm a ver com o verdadeiro ensino. E em troca de favores profissionais e de um certo teor de vida, entre outras vantagens, a "classe profissional" dos profs. alimentou estes objectivos extra-educativos. Numa palavra, vendeu-se ao poder.

Evidentemente, o nível de formação e de conhecimentos dos alunos tem-se ressentido drasticamente. Mas os professores têm estado sempre cegos, surdos e mudos. Sempre muito mais preocupados com os seus interesses profissionais e com a sua carreira, enfim, com a sua vidinha. Não se importaram, portanto, durante estes anos, de se submeterem a um processo de proletarização que lhes retirou muita da credibilidade que possuiam, sendo natural que agora o poder os trate como párias e não nutra por eles o mínimo respeito. E os restantes actores também não, designadamente, os pais dos alunos, que não vêm com bons olhos os resultados obtidos. Que pretendem agora os professores? Já nada podem fazer. Podem fazer greves e manifestações. Mas não têm mais crédito que qualquer outro grupo social. E perderam o apoio da sociedade, e agora falam sozinhos no deserto. Isto é uma análise generalíssima. Não se pretende pôr em causa os muitos professores que ensinam bem e que fazem das tripas coração para que os alunos passem e se formem, etc. Mas isso não pôe em causa a minha tese central: os professores, enquanto classe, prostituiram-se ao poder e agora são tratados como rameiras do sistema. E se querem ter emprego e fruir ainda de algumas migalhas do poder têm que aceitar a "grelha" que lhes é imposta e conformar-se.

O servilismo e a apatia de anos vão sendo agora cada vez mais evidenciados, e pelo próprio poder, o que não é surpreendente. Ainda me recordo quando aqui há uns anos se negociou o Estatuto da Carreira Docente (penso que em 1997), e estava em causa a saída do ensino de centenas de professores provisórios que durante anos foram os colegas de segunda, mas muitos deles com provas de dadas de qualidade e dedicação, que ficavam sempre com as piores turmas e até ganhavam menos. Estava em causa na mesma altura, através da uma reforma do ensino secundário, o desparecimento de disciplinas como Introdução à Antropologia ou Jornalismo. A "classe" dos professores e os sindicatos nada fizeram caso disso, e negociaram o Estatuto e a reforma sem o mínimo de solidariedade por esses colegas, muitos com família, que ficaram sem trabalho, e muitos continuam no desemprego porque estiveram 10, 15, 20 anos nessa situação provisória e agora não têm onde se agarrar... E quando estes fizeram manifs. à porta do Ministério estavam sozinhos, porque a "nobre" classe dos profs. esteve a marimbar-se para estes colegas... E quanto ao desaparecimento das disciplinas? Alguém se interrogou sobre a validade destas matérias, qual o seu papel na formação integral dos jovens? Alguém ainda se lembra de Educação Visual?...

Orlando de Carvalho (...não sou professor)
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10 de Dez de 2007

Outra coisa qualquer ...

No Abrupto:

Não sei o que se conseguiu e não se conseguiu. Não sei o que se ganhou ou perdeu. Nem a UE nem África. Mas sei uma coisa: a mim, como português, como europeu crente que um conjunto de países que, apesar das diferenças, compartilha ideiais de pluralismo democrático e respeito pelos direitos humanos, repugna-me ver o primeiro-ministro do meu país alardear os benefícios de um acordo (acordo? declaração de intenções? memorando de entendimento? outra coisa qualquer?...) com a Líbia, essa nação democrática, com um soba que está há décadas no poder, que compra páginas inteiras de anúncios contra o tribunal penal internacional nos principais jornais em circulação, que é suspeito de múltiplos atentados dentro e fora de portas, que se passeia com total descaramento por onde quer que vá, com óculos escuros e ar sinistro dentro dos recintos onde decorrem os "trabalhos", devidamente acompanhado por umas igualmente sinistras mulheres que são quem lhe serve de protecção pessoal. Esse mesmo chefe de estado cujos assessores queriam desgravar uma parte do filme de um repórter da RTP só porque ele perguntou se ele já tinha ou não sido confrontado com algumas questões menos simpáticas. Os mesmos assessores e seguranças que perguntavam ao conjunto de jornalistas que ali estavam, num inglês mal falado e ameaçador «do you have any problem?». Estes chefes de estado, verdadeiros líderes que se impuseram à força em países sem condições para os expulsar definitivamente, vieram cá porque Portugal exerce actualmente a presidência da UE. Nada a apontar. Mas alguns desses vieram cá e passearam a sua arrogância e prepotência, montando tendas em fortes e sendo ofertados com banquetes presidenciais. Para além do mais, ainda são agraciados com declarações únicas do primeiro-ministro, porque existem interesses económicos que, como é óbvio e qualquer um compreende, se sobrepõem claramente a quaisquer questões de princípio. Isto é hoje o meu país. Um país que cada vez tenho mais dificuldade em aceitar.

(Rui Esperança)
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8 de Dez de 2007

Mais um periférico

Acabei de ver o programa de António Barreto (sobre TV), que estava gravado na barriga do meu gravador de DVD (com disco).

Uma frase me despertou a atenção: "a mulher, que de fada recatada passou a objecto sexual".

É o progresso.

A televisão conquistou um periférico: o espectador. Nessa qualidade, a mulher, como objecto sexual, tem o seu lugar como opção de periférico de televisor.

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A cimeira da palermice

Na palermice pegada que é a cimeira africana, José Sócrates "exige" ao governo do Sudão a implementação dos acordos de forma que "uma força de paz, robusta" seja colocada no local.

Pacíficas forças guerreiras ou robustas forças de paz só saem das cimeiras pejadas de assassinos que tem lugar na Europa, especialista em multilateralismo.

... o mundo (real, para os distraídos) vai seguindo o seu caminho.

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Riquezas roubadas

Kadhafi pede a europeus devolução das ‘riquezas roubadas’

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7 de Dez de 2007

Contadores

A EDP quer trocar os contadores por outros mais práfrentex. Parece que os novos dispensariam leitura.

Entretanto, a operação custaria um barbaridade de massa e os consumidores teriam que a pagar.

Eu sei que se fosse a EDP a pagar o resultado seria o mesmo: o consumidor acabaria por pagar.

Entretanto o governo resolvei fazer abortar a coisa. Mas ...

O que não percebo é a razão pela qual se implementa uma tecnologia que implica mais custo. Se nada se poupa, porque raio não se mantém o que é mais vantajoso? Por masturbação mental da EDP?

Ou dar-se-ia o caso de os novos contadores impossibilitarem a venda de energia à EDP (micro geração)? Seria o caso?

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6 de Dez de 2007

Hannah Arendt



Espicaçado por um comentário de José Luís Sarmento (a este artigo), aqui fica um par de links:

Hannah Arendt.

Hannah Arendt - citações.

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5 de Dez de 2007

Pergunta de algibeira ou uma escola apalermada

De há um tempo a esta parte tenho vindo a perguntar a várias turmas do 12º qual a temperatura de fusão da água.

Já perguntei a cerca de 100 alunos e nenhum sabia.

Quanto muito, alguns perguntaram: - mas "ó stôr", a água tem temperatura de fusão?

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4 de Dez de 2007

Marines

A carnificina que tem tido lugar no Iraque é resultante de uma guerra de vontades e da publicitação dessas vontades.

Os Estados Unidos estão lá para fazer ver ao mundo muçulmano (em particular ao paranóico) que vão onde muito bem entenderem e para mostrar a todos que não devem esticar demasiado a corda ou sujeitam-se a que eles se apresentem na ponta dela. Os paranóicos pretendem mostrar a todos os interessados que, se se atreverem a não rejeitar liminarmente os americanos e se, ainda para cúmulo, tiverem a lata de pôr os pés numa mesa de voto, lhes infernizarão a vida.

Cada macaco no seu galho e, também em Portugal, há uma guerra (pelo menos) de vontades.

Mataram um 'empresário' da noite à bomba. Esse empresário era testemunha num processo qualquer relacionado com a mesma noite e, segundo parece claro, mataram-no porque poderia ser excessivamente "incómodo".

Qual a vontade que ganhou? Não foi a da justiça certamente. A justiça foi incapaz de garantir a sobrevivência de quem com ela aparentemente colaborava.

Há que reclamar a retirada da justiça?

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29 de Nov de 2007

Como me chamo?



Que dizer de (e a) um aluno que chega meia hora atrasado a uma aula em que há teste, se senta, escreve o nome no cabeçalho do exame e pergunta "qual é o nome desta disciplina?"

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28 de Nov de 2007

Janer Cristaldo

Blog interessante: Janer Cristaldo.

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27 de Nov de 2007

Justa Luta



... pois.

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26 de Nov de 2007

Partir pedra



Continuo com extrema falta de tempo.

Apesar disso, vou continuando, por aqui, a partir pedra.

Chamo ainda a atenção para este post. Deixei nele este comentário:
"É preciso que o Ministério diga aos alunos que a aprendizagem exige esforço, que aprender custa, que aprender "dói"! "

Aqui, também o Presidente da República falhou. Num discurso recente pediu o esforço de todos os agentes educativos*, mas esqueceu-se dos alunos.

Também já o PR vê os alunos como mercadoria.
Esperemos que o Totalitarismo em Curso não catrafile o seu autor.

Voltando a Cavaco Silva, laia-se (aqui) o seu discurso. Nele, o parágrafo seguinte acentua e resume a faceta 'aluno como produto'.
Por isso, acredito na vontade e no empenho dos poderes públicos, das autarquias, das famílias, dos professores e da sociedade civil. Com o esforço de todos, será possível realizar a ambição de uma escola melhor, em nome de uma melhor República.
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* Eduquês em cientologias da educação

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Cientologia do berlinde



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19 de Nov de 2007

Banho romântico.



A propósito.

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A bandalheira

No Público:
Especialista diz que professores são dos profissionais com maiores índices de stress e exposição ao risco
11.11.2007 - 11h11 Lusa

Os professores são dos profissionais com maiores índices de stress e de exposição ao risco, muito devido à indisciplina dos alunos, que tem aumentado bastante nos últimos anos, disse João Amado, professor da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e autor de várias obras sobre indisciplina.

"A indisciplina agravou-se progressivamente. Passou-se de uma infracção simples das regras para um comportamento mais violento e conflituoso", explicou.

Francisco Meireles, professor de Educação Visual e Tecnológica, não tem dúvidas disso. Depois de 14 anos afastado do ensino a trabalhar nos serviços centrais do Ministério da Educação, o docente regressou à escola no passado ano lectivo e garante que "a surpresa não está a ser nada, nada agradável".

"A degradação instalou-se a passos largos. Os insultos generalizaram-se, há agressões e conflitos quase todas as semanas", contou o professor, de 53 anos, que lecciona na escola básica do 2º e 3º ciclos António da Costa, em Almada.

João Amado, investigador do fenómeno da indisciplina desde o início da década de 1980, garante estar disseminada a desmotivação entre os professores, afectados por uma "grande indefinição na comunidade educativa e pela generalização da própria ideia de crise".

O autor de obras como "Indisciplina e Violência na Escola - Compreender para Prevenir" aponta ainda como motivo do aumento do fenómeno "o facilitismo por parte de muitos pais, que se demitiram totalmente da sua função educativa".

"As famílias desresponsabilizaram-se muito e o facto de não existirem regras em casa é altamente perturbador e potenciador de um comportamento de incivilidade por parte de muitas crianças e jovens", explicou.

Confap aponta o dedo aos docentes

Esta ideia não é aceite por Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), que garante que "a globalidade das famílias assume as suas responsabilidades ao nível da educação dos filhos".

Ao invés, o responsável da Confap aponta o dedo aos docentes, alegando que muitos se demitem de exercer a sua autoridade junto dos alunos e que agem com grande condescendência relativamente a situações de indisciplina.

Só isso explica, na sua opinião, que uma mesma turma possa ter um comportamento impecável com um professor e ser altamente indisciplinada com outro, o que diz acontecer com frequência.

Governo não tem dados concretos sobre a indisciplina

O Ministério da Educação não dispõe de dados concretos sobre indisciplina, mas apenas sobre violência no espaço escolar, devendo o relatório referente ao passado ano lectivo ser apresentado no final deste mês.

João Sebastião, presidente do Observatório da Segurança Escolar, explicou que não é possível contabilizar os incidentes de indisciplina, não apenas porque o conceito é abrangente e difícil de definir, mas também devido à própria dimensão do problema.

"Há um milhão e 600 mil alunos nas escolas portuguesas. Se um por cento dos alunos fossem indisciplinados, seriam cerca de 16 mil ocorrências por dia. É uma dimensão gigantesca e incontável", explicou o responsável.

Certo é que há uma percepção generalizada na opinião pública sobre o aumento da indisciplina e da violência na escola, fenómenos que, muitas vezes, andam de braços dados. O próprio Procurador-Geral da República considerou recentemente, em entrevista ao semanário “Sol”, que "a situação de impunidade tem de acabar".

Pinto Monteiro vai mesmo emitir uma directiva ao Ministério Público para fazer uma recolha de dados sobre a situação, "começando pela participação de todos os ilícitos que ocorram nas escolas".

Desde o início do ano lectivo, em apenas dois meses, a linha telefónica SOSprofessor recebeu 37 participações de docentes, das quais nove de agressão física por parte de alunos e encarregados de educação e as restantes relativas a situações de indisciplina grave.

"O fenómeno da indisciplina tem tendido, efectivamente, a aumentar. O quadro de valores na relação com o professor, enquanto pessoa mais velha e figura de autoridade, tem vindo a degradar-se progressivamente", disse à Lusa João Grancho, presidente da Associação Nacional dos Professores (ANP), que lançou e gere aquela linha telefónica de apoio.

Para este responsável, o afastamento dos pais relativamente ao acompanhamento escolar dos filhos, a quebra na imagem pública da escola e o agravamento das desigualdades e tensões sociais nos últimos anos são as principais razões na origem do problema.

Para já, o Governo apostou numa alteração do Estatuto do Aluno, em vigor desde 2002, reforçando a autoridade dos docentes para combater o problema da violência e indisciplina na escola, cuja dimensão tendeu a desvalorizar.

O diploma, aprovado esta semana no Parlamento, prevê a distinção entre sanções correctivas e sancionatórias, agiliza os processos disciplinares e reforça a responsabilização dos pais.
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18 de Nov de 2007

Back to the Moon



Um dos motores do Ares V.

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17 de Nov de 2007

Arauto



Não podemos fazer nada (em O Triunfo dos Porcos).

O artigo acima lembra-me este outro: Deixa lá.

---- Actualização ----

De Olavo de Carvalho (via O Triunfo dos Porcos e respectivo leitor Luís Cardoso):
A Mentalidade Revolucionária

Ainda a Mentalidade Revolucionária

A Inversão Revolucionária
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Arrumações

Devido à falta de tempo, decidi agrupar os links a blogs em duas categorias: Lidos Diariamente e Lidos não Diariamente.

Entretanto foi criada a secção Blogs Noutras Línguas (atenção que não falo Neerlandês).

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16 de Nov de 2007

... leva1, leva2, leva 3 ...

Já se percebeu há muito tempo que não houve cão nem gato que não tenha andado a vender o que não só não existia como nem sequer devia ter sido apontado como provável: o aeroporto da OTA.

Perante a hipotética perspectiva da construção do aeroporto naquele local, todos quanto teriam alguma forma de arrecadar algum tipo de benesse trataram de "avançar". Não deve ter havido cão nem gato político que não tenha "vendido" alguma espécie de "jeitinho" na zona da OTA. A habitual iniciativa pacóvia fez o resto: foi tornando o aeroporto numa certeza.

... com a coisa posta em causa, temem a "reclamação" do "comprador" e tratam de tentar avacalhar todas as perspectivas de alternativa.

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11 de Nov de 2007

Cientologia Matemática

Actualização em Cientologia Matemática.

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10 de Nov de 2007

Do verniz



Eh eh. Na cimeira Ibero-americana saltou o verniz entre Zapatero e Chavez.

Parece que Zapatero se apercebeu, finalmente, que Chavez não é boa companhia.

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O estado das coisas

Chapelada ao Estado das Coisas.

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A propósito ...

... de carniceiros.

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Modelo Nórdico

[Via O Triunfo dos Porcos]
Santarém: Aluno fez explodir bomba para batida às raposas no interior de escola secundária
08.11.2007 - 12h28 Lusa

O rebentamento de uma bomba de arremesso própria para batida às raposas na Escola Secundária Sá da Bandeira, em Santarém, deixou ontem uma funcionária em estado de choque e provocou alarme em todo o estabelecimento, disse a PSP.

Em comunicado, a PSP afirma que uma jovem de 14 anos arremessou a bomba das escadas do primeiro andar para o corredor do piso térreo cerca das 12h50 de ontem, numa altura em que decorriam aulas.

A PSP verificou que três outras bombas do mesmo género explodiram na via pública, nas imediações da escola, durante a manhã de quarta-feira, situação que se verificara igualmente na véspera, sem que ninguém comunicasse a ocorrência.

A polícia identificou três menores, de 14 e 15 anos, referindo que há um quarto menor que "terá adquirido cerca de 100 destas bombas, pelo valor de 7,50 euros, em estabelecimento e data que se desconhecem".

O comunicado acrescenta que a PSP está a realizar diligências com vista à identificação do jovem e do estabelecimento onde terá adquirido os explosivos e a providenciar a sua apreensão.

"A aquisição, posse e uso deste tipo de artefactos pirotécnicos, para fins diferentes dos legalmente consagrados, constitui contra-ordenação punível com coima", frisa o comunicado, acrescentando que a única entidade que pode autorizar a compra e uso destes explosivos é a PSP.

... aposto que foi culpa dos americanos.

Na Escola Sá da Bandeira, onde a coisa se deu, há um Quadro de Honra Quadro de Excelência.

... enfim, vão reaparecendo.

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9 de Nov de 2007

Cientologia matemática

Directamente da pena de Nuno Crato, via Fliscorno.



Leiam inda este: Auto-avaliação (para professores).

2007.11.11 - Actualização - Artigo completo de Nuno Crato. (Via A Perola da Net e Sorumbático)

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8 de Nov de 2007

A irrelevância das relevâncias

Para comemorar mensagem nº 800, aqui vai mais uma cabazada à Ministra da "Educação", cientóloga de serviço.

Escreve José António Ferreira no Abrupto:
A senhora Ministra da Educação quando em 2005 justificou a necessidade de aulas de substituição, fê-lo alegando e cito de cor,que:"a Escola deve ocupar sempre os alunos do básico e do secundário para que não vão para o café,para o tabaco e pior".Ora acontece que agora em 2007, ao pretender justificar um novo Estatuto do Aluno em que se acaba com a distinção entre faltas justificadas e injustificadas , afirmou em entrevista televisiva e volto a citar de cor:"o que é relevante não são as faltas,mas sim se o aluno sabe ou não sabe".

Desta feita parece ter deixado de se preocupar se o aluno que falta vai "para o café, para o tabaco ou pior". Então em que ficamos?!

(António José Ferreira)
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5 de Nov de 2007

Militantemente burros

... em geito de rapidinha ...

Porque será?
O apelo surge após o conselheiro ter tomado conhecimento de um relatório do organismo que coordena os serviços escolares na Suíça (CDIP), que revela que os alunos portugueses naquele país obtêm os resultados escolares mais baixos entre as comunidades estrangeiras e recorrem "excessivamente" a classes especializadas. (Aqui).
Alguns dirão que tem a ver com a origem social. Eu digo que sim: a esse respeito os portugueses (regra geral) não dão, pura e simplesmente, qualquer valor à escola. O que surpreende é que achem injusto ganharem menos que os suíços.

Sem, evidentemente, retirar uma vírgul ao afirmado, um responsável suíço veio depois pedir desculpa por "terem ofendido os portugueses". Suponho que o gesto atenuou o caso. Pois claro. Os alunos vão poder continuar a ostentar orgulho em ignorância.

A esquerda Anaclética e Cro-Magnon diz que a culpa é do país de acolhimento. Balbucia uma lenga-lenga qualquer relacionada com "integração". A tal "integração" que é suposto co-existir com "diversidade".

Faz lembrar a máxima que diz que de tarde as mulheres defendem exactamente o contrário do que defendiam de manhã, com a mesma vivacidade e pelas mesmas razões.
Manuel Melo [conselheiro das comunidades portuguesas na Suíça] salienta que o relatório demonstra "um desconhecimento profundo" da comunidade portuguesa na Suíça, onde se destacam professores universitários, médicos, políticos, sindicalistas, bancários, quadros superiores e empresários.
O problema está do destaque. Destacam-se demais: tanto quanto o cato no deserto. Para não variar, Manuel Melo (neste caso), não percebe nem o que ouve nem o que diz. Mas fala. Ou melhor, quer fazer crer que fala para suíços estando apenas a falar para o deserto: continuemos burros, mas orgulhosos.

... apenas uma variante da máxima "orgulhosamente sós".

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Racismo politicamente correcto

Durante o último par de semanas houve burburinho à volta de alguns assuntos que eu, à medida que for conseguindo nesgas de tempo, tentarei trinchar:

1 - A história das "raças" mais inteligentes

2 - A história dos guetos explicativos do insucesso escolar

3 - A história da recusa (mais ou menos clara) de algumas escolas em aceitar alunos africanos (ou filhos de).

Indo ao primeiro caso ...

Eu não vou muito à bola em falar em assuntos relacionados com raças porque não se consegue encontrar uma definição consistente para raças humanas. Em boa verdade, cada caso é um caso - não é possível generalizar.

Mas muito embora não seja possível generalizar, há mecanismos em estatística que permitem traçar linhas gerais.

Essas linhas gerais não se referem, tanto quanto percebo, a raças no sentido estrito. Referem-se-lhes em sentido comum: aquilo a que o cidadão comum chama (quanto a mim erradamente, repito) de raças.

Não posso deixar em claro que não é difícil perceber que quem mais brande o fantasma "raça" é a esquerda e os africanos. Trata-se de uma espécie de simbiose política: a esquerda espera arregimentar "oprimidos" e os africanos porque percebem que há por ali um mecanismo por onde conseguem obter rendimento.

Vou usar o termo "pretos", exactamente para dar uma boleia à esquerda que gosta muito de se lhes referir, quando muito, como negros porque, dizem eles, preto acarreta um sentido pejorativo. Enfim, pancadas. Quanto a "brancos" a esquerda parece não se arrepiar.

Pretos são, genericamente falando, habitantes ou descendentes de africanos (habitantes do continente a que se chama África).

Segundo Darwin, que os cientologistas gostam de por em cusa, explica que as espécies se adaptam ao meio. A teoria da evolução das espécies explica a evolução de grandes quantidades de indivíduos ao longo do tempo. Outros autores pormenorizam que a evolução é conseguida graças a pequenas variações aleatórias que ocorrem de pai para filho (seja em que espécie for ou, melhor dizendo, pelo menos naquelas em que os filhos não são apenas um duplicado do pai).

As duas teorias não são contraditórias.

Não é difícil admitir que as características dos seres humanos possam variar de região para região de acordo com as necessidades ambientais que, por via de um crivo em que os menos adaptados, terão uma via mais curta.

Daí que estudos estatísticos possam determinar as características determinantes dos seres humanos que habitem cada zona.

Os estudos em causa demonstram determinada coisa do ponto de vista estatístico.

A estatística estuda tendências em enormes quantidades de dados. Aliás, se assim não fosse a estatística seria uma ferramenta inútil. Por exemplo, não é preciso usar a estatística para perceber que a maioria dos seres humanos têm pulmões e que a maioria dos peixes têm guelras.

O que espanta é a enorme quantidade de pessoas que são incapazes de abordar o assunto mantendo a conversa no domínio da estatística, reclamando de imediato que "não pode ser, porque há casos em que" ...

Já agora, e recorrendo à estatística caseira, digo que me parece que é exactamente entre a população preta que há mais racistas.

Nas escolas, o racismo em favor de uma "superioridade" preta é regularmente brandido de forma ostensivas sem que pareça daí advir qualquer mal ao mundo. Se for um branco a afirmar o inverso ... cairá o Carmo e a Trindade. ... ah, já me esquecia: se for um branco a dizer que os pretos são seres "superiores", também não há problema porque parece ser, pelo menos, politicamente correcto.

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31 de Out de 2007

As "carraça" do telefone do PGR

O Procurador Geral da República (PGR) declarou ontem (citando de memória).
"Quando me foram instalar o telefone disseram-me que, pelo facto de o telefone não permitir ligações encriptadas, que se quisesse ter uma conversa sigilosa ligasse a televisão e me aproximasse dela."
Uma ligação encriptada(*) serve par dificultar extraordinariamente uma escuta que possa ter lugar por via de uma "carraça" (mecânica ou electrónica) num qualquer ponto da interligação.

Ligar um televisão para produzir barulho serve para dificultar a escuta do que for dito se essa escuta estiver a ser feita por via de um microfone localizado algures na sala.

Não é por se ligar uma televisão que se evita que haja uma escuta a uma linha telefónica não encriptada. De outra forma também o interlocutor do PGR nada perceberia.

Fica-se a saber que o PGR fala do que desconhece, dando como boa a informação que recebe de quem lhe monta um telefone.

... entretanto, suponho que a coisa foi dita perante um grupo de deputados. Nenhum terá pestanejado.

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(*) Dir-se-á criptada? Cifrada? Hei de investigar.

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29 de Out de 2007

Rankings

Anda tudo à batatada por causa dos rankings das escolas. Anda tudo à batatada porque não se está de acordo em relação ao que é "a melhor escola".

Para mim a melhor escola é a que consegue ensinar mais, tendo em atenção o nível de resistência, seja ela de que tipo for, à aprendizagem.

O problema é que isto de pouco adianta, porque, de facto, só quem atinge as metas interessa. Para o que conta verdadeiramente, a melhor escola é aquela que consegue que mais alunos atinjam as metas.

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2007.10.30 - Leitura complementar (Helena Matos).

... e uma boa achega de
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Coisas do mundo real

Vital Moreira parece não saber que a Terra não é plana. Não sabe que o caminho mais curto entre o Irão e os Estados Unidos se faz pelos arredores do Polo Norte.

Enfim, coisas do mundo real.

(Via Blasfémias.)

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28 de Out de 2007

Mensagem nº 794

A falta de tempo é total. So deverei voltar a publicar lá para o fim da semana.

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21 de Out de 2007

Oooouuu lálá.

Isto está a aquecer.

Maçonaria, Opus Dei ... chamem os Marines.

Entretanto, Condes, Barões e afins.



Parece que na escola há impunidade. Os professores e funcionários já não se metem no assunto e as imagens das câmaras entretanto instaladas nas escolas vão passar a aterrar na PGR.

Isto faz-me lembrar aqueles que acham estranho que os suíços em geral sejam os seus próprios polícias. Em Portugal todos assobiamos para o lado e tentamos encontrar quem faça aquilo que todos deveríamos fazer.

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A verdade oficial ...

... a verdade dos tribunais ou a verdade? (Via Blasfémeas - transcrevi para evitar que o link se viesse a partir).
O filme de Al Gore sobre o aquecimento global (Verdade Inconveniente) transformou-o no mais importante paladino dos valores ambientais. O Governo inglês pretendia exibir o filme de Al Gore em todas as escolas públicas de Inglaterra. Stewart Dimmock, membro de um conselho escolar de Dover, considerou o filme político e o caso acabou em tribunal. Um tribunal inglês analisou o carácter político e o rigor científico do filme. O juiz concluiu que o filme tem uma orientação política e contém informações pouco rigorosas que podem induzir o espectador em erro. Para chegar a esta conclusão, o juiz comparou as ideias transmitidas pelo filme (explícitas e implícitas) com o consenso expresso nos relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas). Este procedimento judicial é um reconhecimento de que o consenso é uma fonte de verdade e que o IPCC é o detentor da "verdade" oficial sobre aquecimento global. O juiz acabou por permitir a exibição do filme nas escolas, desde que fosse garantido o contraditório. Poucos dias depois desta sentença, um comité de representantes dos principais partidos noruegueses, também conhecido por Comité Nobel Norueguês, atribuiu o Prémio Nobel da Paz a Al Gore e ao IPCC.

Esta história contém algumas situações notáveis. Um governo a querer introduzir um filme de propaganda nas escolas públicas. Um documentário que pretendia levar a ciência às massas contém afinal algumas liberdades artísticas para melhor vender uma mensagem política. Um tribunal que se vê obrigado a avaliar o rigor científico de um filme de propaganda. A ciência a ser avaliada por um comité que estabelece a "verdade" oficial (o IPCC). O comité que estabelece a "verdade" oficial a receber um prémio político (Nobel da Paz), concedido por um comité político e partilhado com um político (Al Gore).

Os procedimentos seguidos pelos diferentes actores desta história para chegarem à verdade sobre o aquecimento global são incompatíveis com a tradição científica. A tradição científica valoriza a liberdade de aprender e de ensinar, a liberdade de promover teorias impopulares, a avaliação descentralizada pelos pares e a competição entre teorias contraditórias. A tradição científica rejeita a autoridade dos consensos e as "verdades" oficiais. E percebe-se porquê. O propósito da ciência é descobrir a verdade. A verdade reside na realidade externa, não reside nos comités nem nos tribunais. A descoberta da verdade tem frequentemente que passar pela refutação dos consensos do momento e constitui um desafio permanente aos poderes estabelecidos. A descoberta da verdade requer a total liberdade de ensino e de investigação. Dispensa governos que fazem propaganda nas escolas e comités que estabelecem "verdades" oficiais.

João Miranda
Investigador em biotecnologia
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17 de Out de 2007

IP maldito

... coisas do "aqueciemento global". Deve ser para evitar a fusão das calotes polares e preservar as melgas de morrerem afogadas.
As I mentioned yesterday, Malcolm Hughes and/or the University of Arizona Laboratory for Tree-Ring Research had gone to the trouble of blocking my IP address from accessing their website.
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Hoje é dia de Acção

No Caldeirada de Neutrões, em 20 doces fascículos*, há ambientalismo girino giro, para todos os gostos.

É escolher, rapaziada.

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* Açúcar natural e papel reciclado (incluindo o higiénico - aditivado também com "produto" natural).

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16 de Out de 2007

Fala do homem nascido


Adriano Correia de Oliveira

Venho da terra assombrada
do ventre de minha mãe
não pretendo roubar nada
nem fazer mal a ninguém

Só quero o que me é devido
por me trazerem aqui
que eu nem sequer fui ouvido
no acto de que nasci

Trago boca pra comer
e olhos pra desejar
tenho pressa de viver
que a vida é água a correr

Venho do fundo do tempo
não tenho tempo a perder
minha barca aparelhada
solta rumo ao norte
meu desejo é passaporte
para a fronteira fechada

Não há ventos que não prestem
nem marés que não convenham
nem forças que me molestem
correntes que me detenham

Quero eu e a natureza
que a natureza sou eu
e as forças da natureza
nunca ninguém as venceu

Com licença com licença
que a barca se fez ao mar
não há poder que me vença
mesmo morto hei-de passar
com licença com licença
com rumo à estrela polar

António Gedeão

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Transgredir as fronteiras: para uma hermenêutica transformativa da gravitação quântica

... de escangalhar a rir ...
Nada do que ali escrevi, faz qualquer sentido, é um mero amontoado de palavras e frases que parodiam a retórica do Ezequiel e do Ondevaisrio.
O 5 Dias é o máximo. Segundo parece, não gostaram que lhes tivessem tirado a cuequinha e apagaram a coisa.

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12 de Out de 2007

Notícias do "aquecimento global" ...



... no Blasfémias.

... no Mitos Climáticos (em mais pormenor).

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7 de Out de 2007

Só suor

Já percebi. Sem alunos estes gajos não teriam trabalho.

[via A Blasfémia, texto original no Sorumbático]

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Carlos Pimenta e a passagem

Os paranóicos do CO2 andam para aí aos gritos porque abriu a passagem de Noroeste.

Abriu?

Não deixa de ser caricato ver Calos Pimenta na TV, num daqueles programas de propaganda eco-terrorista, a defender a necessidade das eólicas ... por causa do CO2.

Carlos Pimenta está metido até ao pescoço no negócio das eólicas.

... se fossem petrolíferas, já tinha caído o Carmo e a Trindade.

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Kid raised by dogs

Não conhecia este caso, mas conheço outro. Não consegui encontar imagens do outro (com um rapaz).

Encontrei entretanto um link com muitos outros casos.

Aqui fica o vídeo que encontrei sobre uma moça da Sibéria.


6 de Out de 2007

As moscas



Estimulado por este artigo no Rato de Biblioteca e respectiva troca de comentários, aqui vai.

...

Pensava eu que era claro a quem está ligado ao assunto que o desenvolvimento da criança está directamente relacionado com a estimulação a que ela é sujeita.

O raciocínio só pode ser desenvolvido de se raciocinar. O cálculo mental só pode ser estimulado de se tentar calcular mentalmente, etc.

Um dia destes vi um documentário onde isto era bem claro.

Determinada criança tinha, desde tenra idade, uma catarata numa das vistas. Nada havia de errado com o sistema nervoso relacionado com aquele lado da visão. O que o olho captava era difuso e a imagem enviada ao cérebro não o estimulava por ser incompreensível. O cérebro, paulatinamente, começou a desviar todos os recursos para a outra vista desligando as ligações neuronais (ou tornando-as inactivas).

Os médicos explicaram que era extremamente importante recuperar a visão da vista afectada e, para o efeito, removeram a catarata, explicando ainda que seria naquela altura ou nunca mais. Mesmo assim, adiantaram, nunca o sistema nervoso relacionado com a visão da criança seria igual ao de uma criança normal.

Segundo explicaram, nestes casos, mesmo que posteriormente a catarata viesse a ser removida essa vista seria, pelo cérebro, usada de forma irrelevante.

Executaram a cirurgia mas não ficaram por aí. Taparam o olho que se estava a desenvolver bem de forma a obrigar o cérebro a desenvolver também as ligações neuronais do olho então operado. A criança teria que andar com o olho saudável tapado cerca de 1 ano.

...

Dito isto, espanta-me que haja dúvidas em relação ao uso de calculadoras por crianças.

Quando uma criança usa uma calculadora não está a fazer mais que a pedir ao aparelho que calcule por meio de dispositivos electrónicos binários aquilo que a criança supostamente deveria ser capaz de fazer mentalmente.

Em boa verdade, as crianças, no 1º ciclo, poderiam também usar software para leitura de voz (voz -> escrita - já existe que permite que se dite um texto) ou software de leitura por voz (escrita -> voz). Porque não?

E plotters com caneta? Já existem há dezenas de anos. Caíram em desuso, aliás. Porque não evitar que a criança passe por esta “tortura”, ligando a plotter de canetas ao software de leitura de voz (voz -> escrita). O sucesso escolar estaria garantido.

Tudo isto pode ser feito em prole da “felicidade” da criança.

O que já há muitos anos é sabido, é que criança criada como um cão se porta irreversivelmente como canino. Criança criada como um computador, vai portar-se como quê?

O passo seguinte consistirá em fazer tudo isto sem crianças.

Enfim, a felicidade suprema acessível no livro de Stanislaw Lem “A Nave Invencível” (título português).

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[Actualização]

Transcrevo, de seguida, a totalidade de um comentário de Joaquim Simões a um outro comentário de Alf (blog Portugal e Outras Touradas).
A aprendizagem das palavras não é da mesma natureza da dos números. A capacidade de operar com os números exige uma abstracão (básica) dupla.

Há uns quantos que o conseguem fazer desde muito cedo, da mesma forma que houve Pascal, Mozart ou Carlos Seixas. Uma coisa que é da experiência comum dos professores de filosofia é que, dos alunos que entram no 10º ano com 14 anos, raros são os que conseguem encontrar interesse na matéria e desistem, criando resistências e arrastando-a pelo ano seguinte.

Não se trata de dificuldade de compreensão, mas do próprio questionamento, que não lhes passa sequer pela cabeça, quanto mais interessar-lhes! Numa palavra: esses alunos são ainda incapazes, aos 14 anos, de encontrarem qualquer sentido de questionamento (repare que eu não disse no, mas de questionamento). Os alunos de 15 anos (dando razão a Rousseau e a Piaget quanto às fases de desenvolvimento cognitivo) já o conseguem fazer com mais ou menos dificuldade. Mas nem sequer os companheiros conseguem despertar os mais novos, que acham aquilo tudo (repito: o questionamento) incompreensível ou disparatado. Aos 15, são incapazes de perceber os temas do 11º. Não se trata unicamente de educação, mas de fases que não se pode saltar e, numa enorme medida, das características individuais. Tenho em minha casa, onde os níveis de questionamento foram mantidos, embora com uma tipologia diversificada (o chamado "ensino individualizado"), um bom exemplo disso e que me fez rever uma boa quantidade de coisas na minha forma de ver o problema. E aprendi muito, embora nem sempre de uma forma muito agradável.

A pluralidade dos seres é muito engraçada. Mas porque é que tem que haver (a pergunta não é: "porque é que há?") pluralidade? Essa é que é a pargunta, do mesmo modo que o fundamental não é apenas o "como se formam as ideias e de onde vêm elas", mas, sobretudo, "o que é conhecer?".
Bom, mas isso fica para a próxima.
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Pobes lágrimas, as do crocodilo

Declaração de João Cravinho:
«Foi dos maiores choques da minha vida ver que aquela matéria (as medidas anti-corrupção) causava um profundo mal-estar, era como um corpo estranho no corpo ético do PS. Apesar de algumas dificuldades que antevia, não contava com uma atitude de absoluta incompreensão para a Natureza real do fenómeno da corrupção».
Lágrimas de crocodilo?
De Morais Silva a 8 de Janeiro de 2007 às 15:03

Eu nunca esqueci.

O general é Garcia dos Santos um homem impoluto a quem Cravinho-ministro tirou o tapete quando o general chegou aos "finalmente" no arejamento da JAE, ao tempo, povoada por rapazes preocupados em aforrar para uma velhice descansada. Foi esta a razão e mais nenhuma...

Subitamente os media "descobriram em JC" o campeão do combate à corrupção como se esta não campeie à desfilada há dezenas de anos!

Ficamos a "dever-lhe" esta tardia "carolinice". É a vida como já dizia o "sacristão".
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Dos holocaustos



Sempre que se fada de nazismo fala-se do holocausto e de câmaras de gás.

Quase sempre que se fala de câmaras de gás saltita uma ladainha que pretende clarificar o nível de horror a que se chegou nas câmaras da morte. A ladainha refere mais ou menos que nunca como com o nazismo se chegou ao requinte da industrialização da morte. Nalguns casos a ladainha segue o seu percurso referindo que o caso estaria relacionado com a “mania da perfeição dos alemães”, projectando assim sobre eles uma espécie de gene perpetuador de uma espécie de canibalismo civilizacional dos tempos modernos.

Quanto a mim e ao nazismo e ao holocausto, vade retrum satanás.

O que não se espera é que a conversa da industrialização da morte constitua uma cortina de fumo para tentar esconder outros holocaustos capazes de fazer parecer o holocausto perpetrado pelos nazis numa brincadeira de crianças. Refiro-me aos holocaustos perpetrados por russos, chineses, etc.

Quando os nazis começaram a assassinar pessoas, maioritariamente judeus, não começaram de imediato pela via industrial. Começaram pela via do simples fuzilamento directamente para valas comuns: obrigavam as vítimas a abrir valas e depois fuzilavam-nas directamente dentro delas.

Rapidamente se tornou óbvio às chefias militares que esta forma de ‘fazer a coisa’ deixava marcas cujos efeitos nas tropas encarregadas das execuções seriam a prazo difíceis de controlar: os militares não gostavam de fuzilar, em particular, mulheres e crianças.

Foi face ao problema exposto que foi decidido ‘impessoalizar’ a coisa construindo câmaras de execução maciça por gases letais.

Porque só aconteceu isto na Alemanha? Porque noutros locais se estiveram sempre nas tintas para os efeitos secundários (dando de barato que pudessem ter vindo à tona).

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Aromas

Importante ler este artigo (de O Jumento) e os comentários subsequentes, em especial do Alf e do Joaquim Simões.

aqui fica um aroma:
Alf:
[..]ou fazemos uma evolução lenta e vamos mantendo o desemprego controlado, ou damos o salto e o desemprego dispara. Os Espanhóis escolheram a segunda opção e estão agora a recolher a recompensa. Não há milagres....
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5 de Out de 2007

O “ensino da democracia”

O “ensino da democracia” tem sido um dos cavalos de batalha de um conjunto de mamíferos ligados à “educação”, seres que continuam em dificuldade para perceberem porque continua a generalidade dos alunos do básico e secundário a ignorar, mais ou menos paulatinamente, os “paradigmas” relacionados com a “cidadania”.

Qualquer alma que se preze percebe que o que está em causa é o ensino dos diversos tipos de regime político que já passaram pela superfície do terceiro planeta do sistema solar (a contar do sol para os que não saibam qual a temperatura de fusão da água).

Essa educação deveria supostamente ser dada pelas famílias e pela escola. As famílias estão mais preocupadas com as cretinices televisivas, a escola com as ideias que brotam dos cientologistas da educação que por lá pululam.

Face ao descalabro aparecem, de vez em quando, artistas imbuídos de uma crença meta-estável segundo a qual o mundo deveria ser como pensam propondo que a democracia deva ser “ensinada” aos alunos pelo método seringa-turbo.

O método seringa-turbo não é mais que uma variante de publicidade em doses de multinacional pretendendo impingir um qualquer novo tipo de cueca.

Porque não ensina a escola, como matéria a saber e sem a qual se chumba, as linhas pela qual se cosem a generalidade dos regimes?

Não cabe à escola defender causas. Cabe à escola ensinar do conteúdo das causas históricas e deixar que os alunos, anos mais tarde e já equipados com o discernimento que é de esperar, escolham o que muito bem entendam e à sua inteira responsabilidade.

Mas as tais luminárias não vão muito à bola em deixar que os alunos vão pensando pelas suas cabeças, tentando impingir a seringa-turbo em alternativa à seringa televisiva.

O problema com os regimes, como dizia, anda à volta do problema dos ideologicamente desempregados. Ensina-se o salazarismo (caso caseiro) com uma dose acrescida e conveniente de veneno e sem explicar a hecatombe que o precedeu, o nazismo pela mesma bitola, a democracia como a redenção dos nossos tempos, e aborda-se também o comunismo. Mas, neste último caso, foge-se sempre a explanar a dimensão do monstro deixando por um lado a ideia de que o mais cataclísmico foi o regime nazi, por outro escondendo-se que o comunismo foi, de longe, o regime responsável por um maior número de vítimas em execuções em massa de todos os tipos, tamanhos e feitios.

O que se pretende é apenas deixar ao socialismo uma porta aberta, evidenciando entretanto, as debilidades da democracia, entre as quais campeia a “impossibilidade de ser instituída pelo uso da força” (coisa que aconteceu em Portugal em 1974).

Entre outras debilidades apontadas figuram o florescimento de multinacionais, do capital descontrolado, do capitalismo “gerador de diferenças” mesmo que este tenha tirado e continue a tirar da fome dezenas de milhão de seres humanos.

A ‘mensagem’ é tentada fazer passar de várias formas: textos para análise não necessariamente sobre o seu sentido em disciplinas de línguas, ataques às linhas mestras da democracia e capitalismo em variadas disciplinas e de diversas formas, promoção de eventos ‘alternativos’ cujo conteúdo pinga um misto de anti-americanismo disfarçado em anti-imperialismo, propaganda “contra as guerras”, contra os “interesses das grandes corporações” sempre com um molho a condizer empestado em aquecimento global, protecção da natureza, “substancias naturais”, invariavelmente tentando rachar as petrolíferas mas esquecendo invariavelmente que elas produzem combustíveis não exactamente para uso próprio, etc, sem deixar passar em branco que a “Europa”, como os cientologistas da educação em coito com os eurocratas, será a solução para todos os males do mundo.

Enquadram-se neste cenário pejado de “ideais”, “utopias”, “amanhãs que cantam”, coisas como esta.

Seringa por seringa e com tanta cretinice à solta, continua a ser mais provável que a televisão seja a melhor.

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O direito a aprender apenas metade

Não tive tempo para cascar na devida altura. No site de Nuno Crato voltei entretanto a encontrar esta entrevista de Rita Bastos, Presidente da Associação de Professores de Matemática a Maria João Caetano do Diário de Notícias.
Ficou surpreendida com os resultados dos exames de Matemática do 9º ano?

De certa maneira, sim. Nós estamos habituados a ter resultados negativos a Matemática, mas não tínhamos nenhum motivo para achar que este ano iriam ser piores que no ano passado.
É espantoso que “sem nenhum motivo” para esperar que determinada coisa pudesse acontecer, se fique espantada apenas de “certa maneira”.
Que explicações encontra para este resultado?

É difícil encontrar uma só explicação.
Espantoso seria que houvesse uma só explicação e especialmente se ela estivesse directamente relacionada connosco.
Alguns alunos consideraram os testes difíceis. Também já ouvi queixas sobre os critérios de avaliação, que penalizavam muito as respostas erradas.
Penalizariam muito, penalizariam pouco? Estará Rita Bastos habituada a valorizar o erro?
Há colegas que dizem que muitos alunos desistiram dos exames mesmo antes de os realizar, o que é típico desta idade: convenceram-se que vão ter má nota e não investem tanto quanto poderiam.
Teria talvez feito mais sentido se tivesse dito “deveriam” e não “poderiam”. Mas essa coisa do dever é hoje tabu. Uma herança salazarista.
Isso acontece muitas com aqueles que geralmente têm boas notas noutras disciplinas. Encontram uma dificuldade na Matemática e preferem não a encarar porque têm medo do insucesso. É mais fácil dizer: não fiz melhor porque não quis, não me esforcei.
Pondo Rita Bastos posteriormente em causa o real domínio dos alunos da matéria de outras disciplinas, não se percebe como se usa esse dúbio resultado como referência no resultado próprio.
Mas isto não é uma novidade em Portugal. Todos os anos há exames e todos os anos as notas são más.

Não aconteceu só em Portugal.
... há mais burros no mundo: suprema felicidade.
É verdade que Portugal está mal classificado internacionalmente, mas é uma tendência geral e há países muito piores. E aconteceu com a Matemática porque é a disciplina em que há exames. Se calhar, se houvesse exames de Inglês ou de Física e Química no 9º ano, os resultados também seriam maus. A Matemática é uma disciplina sobrevalorizada socialmente, é a disciplina que serve para classificar os alunos.
Como dizia, fica-se agora a saber que as disciplinas em que os alunos eram bons, (explicando a opção por outra coisa que não o estudo de Matemática) são disciplinas em que os alunos não serão afinal bons. Parecerão apenas bons.

Em que ficamos? Havia ou não uma questão de opção pessoal?
Como se toda a gente tivesse que gostar de ser um óptimo aluno.
Cá está o tabu salazarista. Ninguém tem que gostar de ser bom aluno, mas todos devem ser bons alunos, gostem ou não.
E há que ter em conta que o que um aluno faz num exame nem sempre corresponde àquilo de que ele é capaz.
Pois não. Pode corresponder a mais ou a menos. Será de admitir que os alunos seriam ainda piores do que se ficou a saber?
Mas os problemas não são só os exames, os maus resultados em Matemática são comuns. Porquê?

Há vários motivos. Por um lado é uma disciplina que exige conhecimentos acumulados.
Todas as disciplinas exigem conhecimento acumulado. Numas há forma de contornar o problema, noutras não.
Uma pessoa que não saiba a tabuada