Valerá a pena ler este artigo sobre "educação moderna".
Não tarda muito seremos mais broncos que a generalidade dos chineses, mas quereremos ainda ganhar como nababos. Cá pr'a mim teremos azar.
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22/05/2008
Devolver a mim próprio
Noticia a rádio que a Câmara de Alcoutim terá financiado uma série de tratamentos para abandono do tabaco a uma série de funcionários seus.A coisa teria sido feita em moldes tais que, caso o funcionário voltasse ao vício, teria que devolver o dinheiro.
Se eu fosse fumador sentir-me ia no direito de reclamar igual tratamento nem que fosse por via de abatimento aos impostos que pago. Perante este último cenário, poderia ainda reclamar a mesmíssima quantia como prémio por ter tido juízo.
A história não acaba aqui porque é entrevistado um funcionário da câmara (não gosto do termo colaborador) que acentua a correcção da medida esclarecendo que, em caso de borreganço* do processo, o dinheiro a devolver teria que ser entregue à Casa de Pessoal e que "a coisa assim é que está certa" porque "não teria agora que estar a financiar a câmara".
Oh "bom povo trabalhador". Oh "proletários de todo o mundo". Então não gostais vós de, em resultado da vossa própria falha, devolver o dinheiro ao remetente?
E porque carga de água não sou eu, pelintra de meia tigela, capaz de gostar do termo "colaboradores"?
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* (com 's' ou com 'ç'?)
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06/04/2008
Mediação em porradaria
De chorar a rir:
Adenda:
Recomendo vivamente uma visita ao blog As Minhas Leituras.
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"As escolas com problemas graves de indisciplina podem apresentar ao Ministério da Educação uma proposta para a contratação de técnicos como psicólogos e mediadores de conflitos, anunciou hoje o secretário de Estado da Educação."--------------------------
Adenda:
Recomendo vivamente uma visita ao blog As Minhas Leituras.
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Palermices
16/03/2008
Culto na escola: também quero
Um tribunal alemão botou sentença no sentido admitir o culto islâmico no interior da escola, desde que em sala apropriada.
Eu sou Pastafarianista e quero também uma sala para mim.
[Publicado no Fiel-Inimigo a 12 de Março de 2008]
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08/03/2008
O extintor de fogo sulfuroso

[Actualizado (IV)]
De acordo com o inevitável guião e aproveitando o facto dos colombianos terem limpo o sebo a um imbecil produtor de droga e raptor nas horas vagas, Chávez, ferido no seu orgulho pestilento, mandou avançar as tropas venezuelanas para a fronteira colombiana.
Manda avançar e chama a atenção que o presidente colombiano é um fantoche às mãos do sulfuroso Bush.
Aguarda-se a posição da esquerda estúpida. Aposto que vai dizer 'sim, mas que ...'. E 'pois, mas há que compreender'. Ainda 'tenhamos em atenção que ele foi obrigado pelas circunstâncias'. Ou até talvez, 'tenhamos em conta que é uma reação compreensiva face à opressão provocada pela longa noite imperial'.
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Nota final:
Não se percebe se as tropas venezuelanas irão aproveitar o passeio para exterminar a guerrilha colombiana que se tem acoitado impunemente no seu território ou se se tratará apenas de uma acção para a proteger.
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Pérolas:
OS REVOLUCIONÁRIOS NÃO CELEBRAM MORTES
e
A MORTE DE UM REVOLUCIONÁRIO
Uribe: não semeies outro Israel na América do Sul
Luís Lavoura diz:
3 Março, 2008 às 10:35 amNo Arrastão:
“onde um líder terrorista que se movia em liberdade foi abatido pelas tropas colombianas”
O JCD, pelo mesmo critério, deve admitir que a Rússia nada fez de mal ao (alegadamente) mandar abater o antigo agente dos seus serviços secretos que se movia em liberdade em Londres.
De facto, é evidente que um inimigo do Estado russo não pode deixar de ser um “terrorista”, que a Rússia tem toda a legitimidade para abater, onde quer que ele se mova em liberdade.
"Se não estamos em guerra com um país não entramos pelo seu território dentro. Parece-me o mínimo, não?"
No Esquerda.net:
Em comunicado, as FARC revelaram que Reyes estava no Equador para tentar organizar um encontro com o próprio presidente Sarkozy para tratar de um novo processo de libertação de reféns.....
Publicado no Fiel-Inimigo a 3 de Março de 2008.
O indicador direito
A semana passada a minha moleirinha foi atacada por um bug e fui parar ao Hospital de S. José.
Deitado numa maca, sem nada que fazer, reparei num médico segurando uma pasta com a não esquerda enquanto escrevia ao teclado com a mão direita.
Que disparate, pensei. Que má gestão permite que não se instale um suporte que permita aos médicos escreverem com ambas mãos?
O primeiro médico esteve lá uns 15 minutos. Escreveu meia dúzia de linhas usando sempre e apenas o indicador da mão direita.
Veio um segundo médico, sem pasta e escreveu, também, apenas com um dedo da mão direita e durante o mesmo tempo aproximadamente.
Apareceu um terceiro médico e a coisa repetiu-se. Parecia uma greve de zelo.
Cada médico estava poucos minutos com o doente e cerca de 1/4 de hora às voltas com o teclado, como quem mete o dedo no umbigo. Com ou sem dossier na mão esquerda, à excepção de um único, todos teclavam apenas com o indicador da mão direita.
Percebi então que não havia má gestão, bem pelo contrário. Porquê gastar verba numa mesa que, de qualquer forma, seria inútil?
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Publicado no Fiel-Inimigo a 1 de Março de 2008.
Deitado numa maca, sem nada que fazer, reparei num médico segurando uma pasta com a não esquerda enquanto escrevia ao teclado com a mão direita.
Que disparate, pensei. Que má gestão permite que não se instale um suporte que permita aos médicos escreverem com ambas mãos?
O primeiro médico esteve lá uns 15 minutos. Escreveu meia dúzia de linhas usando sempre e apenas o indicador da mão direita.
Veio um segundo médico, sem pasta e escreveu, também, apenas com um dedo da mão direita e durante o mesmo tempo aproximadamente.
Apareceu um terceiro médico e a coisa repetiu-se. Parecia uma greve de zelo.
Cada médico estava poucos minutos com o doente e cerca de 1/4 de hora às voltas com o teclado, como quem mete o dedo no umbigo. Com ou sem dossier na mão esquerda, à excepção de um único, todos teclavam apenas com o indicador da mão direita.
Percebi então que não havia má gestão, bem pelo contrário. Porquê gastar verba numa mesa que, de qualquer forma, seria inútil?
....
Publicado no Fiel-Inimigo a 1 de Março de 2008.
01/03/2008
Armagedão: coisas giras que a esquerda adora


Aquecimento Global é terrorismo climático
Via Mitos Climáticos
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ULTIMA HORA
Parece que as árvores estão a ficar "obesas".
Via Outra Margem
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27/01/2008
O brilharete
Sempre usei esta máxima chegada não sei de onde:
Sempre que não tiveres nada para dizer, fica calado.
Suponho que seria de aplicar a linha anterior a este post.
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Sempre que não tiveres nada para dizer, fica calado.
Suponho que seria de aplicar a linha anterior a este post.
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20/01/2008
Bostas
É espantoso como os mesmíssimos gajos que bramam contra a poluição, os OGMs, o CO2, os aditivos na alimentação, etc, conseguem defender o tabaco, mesmo sabendo que, no fumo, a concentração de tudo quanto é trampa é infinitamente superior ao somatório de todos os males contra os quais dizem estar.
... e conseguem, à boleia, achar razoável que os não fumadores engulam as bostas que lhes saem da boca.
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... e conseguem, à boleia, achar razoável que os não fumadores engulam as bostas que lhes saem da boca.
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09/01/2008
Centrais nucleares
Os ingleses anunciam a construção de várias centrais nucleares. Motivo: diminuir a dependência dos hidrocarbonetos e fazer baixar o preço da energia.

Desempenho das eólicas em Portugal (8 Jan. 2006 - Fonte: REN). A linha verde ao topo corresponde à potência instalada (o que se paga). A linha azul escura corresponde à linha da potência produzida (o que se recebe pelo que se paga). Rendimento do sistema: 10%.
Em Portugal anuncia-se a construção de eólicas. Motivo: diminuir a dependência dos hidrocarbonetos mesmo fazendo subir o preço da energia.
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Desempenho das eólicas em Portugal (8 Jan. 2006 - Fonte: REN). A linha verde ao topo corresponde à potência instalada (o que se paga). A linha azul escura corresponde à linha da potência produzida (o que se recebe pelo que se paga). Rendimento do sistema: 10%.
Em Portugal anuncia-se a construção de eólicas. Motivo: diminuir a dependência dos hidrocarbonetos mesmo fazendo subir o preço da energia.
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05/01/2008
Dissecando, dissecando, dissecando, ...
Em pleno século XXI tropeçam-se em peças que parecem saídas do mundo das carraças. Veja-se esta.
"Uma concepção do acto educativo que não se queira limitar a uma educação do tipo «externo-cleido-mastoideu», uma educação que pretenda ser arma de combate efectivo contra a exclusão social, contra a simples privação de desenvolvimento, cultural, afectivo e psicomotor, tem que responsabilizar o Estado por uma intervenção precoce.
Tudo muito giro. Uma educação que nada ensine, ou, dito de outra forma, que ensine apenas aquilo que todos sejam capazes de aprender sem esforço: nada.
Por isso defendemos a expansão da oferta educativa a montante, colocando sobre o Estado o ónus de garantir que todas as crianças tenham acesso à Educação para a Infância a partir dos 4 anos de idade. Seja em contexto familiar, quando as famílias explicitamente fizerem essa opção, seja em contexto de instituição educativa do Estado. "
É excelente garantir uma educação de nada para todos. Afinal, a “igualdade” é um direito constitucional que é preciso preservar. Como? Evitando que uns possam aprender mais que os outros. Como se consegue isso? Ensinando técnicas de “[...] combate efectivo contra a exclusão social, contra a simples privação de desenvolvimento, cultural, afectivo e psicomotor [...]”. Há que enviar os entendidos nesta matéria às madraças paquistanesas para lá fazerem um doutoramento.
"Sobre gestão e administração escolar o Bloco defende três princípios fundamentais para a organização da administração escolar:
• princípio da colegialidade,
• princípio da democracia e representatividade de todos os membros das comunidades educativas "
Há que meter ao barulho tanta gente quanto possível de forma a potenciar a possibilidade de conseguir uma maioria que, não percebendo rigorosamente nada daquilo em que está metida, seja capaz de transformar a coisa de forma a que a dita passe a estar ao alcance do que a douta “colegialidade” é capaz de entender.
"A recente discussão pública em torno da existência de escolas a funcionar com um reduzio número de alunos não pode escamotear a existência, por outro lado, de estabelecimentos de ensino que funcionam com turmas muito acima do que é pedagogicamente recomendável. "
Claro. Mas a utopia por que todos devemos dar o pescoço será alcançada no momento em que haja:
a) 1 professor por 10 alunos ?
b) 1 professor por aluno?
c) 10 professores por aluno?
d) 100 professores por aluno?
Nota importante: 10 professores por aluno já ultrapassa, e larga escala, as possibilidades da máxima família que o bloco tolera (mas não defende) - 1 casal com 1 filho. A ser assim, será finalmente possível decretar a extinção da família. Poderá, portanto, esquecer-se a posição d).
"A redução do número de alunos por turma é, assim, uma forma de aproximar o professor da realidade de cada estudante e do seu meio sócio-cultural, podendo dispor de mais condições para assegurar a desejável articulação das escolas com a população escolar."
Finalmente o professor alcançará a felicidade suprema perante a possibilidade de conhecer a realidade ou, melhor dito, de aprender com os doutos alunos. No balanço, adapta-se a escola à população escolar em vez de fazer o contrário: há que adquirir “competências” em ignorância, estupidez e burrice.
"É imperativa a certificação dos manuais a serem lançados no mercado"
Oh, evidentemente. E ninguém melhor que o Bloco para desempenhar a distinta tarefa.
Enfim, a escola segundo a perspectiva da carraça. Abocanham o animal e multiplicam-se, multiplicam-se e, a cada sinal de fraqueza do bicho, decreta-se que se enterrem mais as mandíbulas. Quando finalmente o bicho soçobrar, vai-se ao armário dos esqueletos buscar a enciclopédia onde se explica que a ideia é demasiado bondosa para a qualidade do animal.
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02/01/2008
Das interpretações
O Sheriff da ASAE foi agarrado com a beiça na beata, em plena hora de aplicação da nova lei que é suposto defender.
Apertado, declara que não, que num Casino não é proibido fumar.
Apertado sobre a mesma matéria, o Director Geral de Saúde (DGS) afirma que (citando de memória) "há um problema de interpretação da lei" ...
O caramelo da ASAE parece achar-se acima de qualquer suspeita: nada de novo, uns são mais iguais que os outros.
O caramelo da DGS não sabe se é legal ou não, deixando a suspeita de que a lei dá para todos os gostos. Entretanto vai dizendo que uma sala de jogo é um local onde há muito stress e, portanto, um local onde será muito difícil que não se fume (pensava eu que também havia stress nas maternidades e hospitais em geral).
...
É impressão minha, ou estamos na presença de um factorial de palermice?
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Apertado, declara que não, que num Casino não é proibido fumar.
Apertado sobre a mesma matéria, o Director Geral de Saúde (DGS) afirma que (citando de memória) "há um problema de interpretação da lei" ...
O caramelo da ASAE parece achar-se acima de qualquer suspeita: nada de novo, uns são mais iguais que os outros.
O caramelo da DGS não sabe se é legal ou não, deixando a suspeita de que a lei dá para todos os gostos. Entretanto vai dizendo que uma sala de jogo é um local onde há muito stress e, portanto, um local onde será muito difícil que não se fume (pensava eu que também havia stress nas maternidades e hospitais em geral).
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É impressão minha, ou estamos na presença de um factorial de palermice?
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01/01/2008
30/12/2007
O sucessor
Anuncia-se agora que Benazir Buttho tem "sucessor"! E há mais: é um sucessor a prazo. Enquanto o dito não sair do aviário, outro peru o substituirá.
Mas não reclamava ela por democracia e que era general o mau da fita?
Não defendia ela que o "verdadeiro muçulmano" nunca atentaria contra uma mulher? Quereria ela definir um muçulmano, exactamente à medida que lhe daria jeito?
... à medida do que lhe daria jeito ... pois: os aviários servem para isso.
Continuo sem perceber da qualidade da aderência do ocidente à "democracia" reclamada pelos Buttho.
Entretanto, não se esqueçam ser o general o mau da fita.
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Mas não reclamava ela por democracia e que era general o mau da fita?
Não defendia ela que o "verdadeiro muçulmano" nunca atentaria contra uma mulher? Quereria ela definir um muçulmano, exactamente à medida que lhe daria jeito?
... à medida do que lhe daria jeito ... pois: os aviários servem para isso.
Continuo sem perceber da qualidade da aderência do ocidente à "democracia" reclamada pelos Buttho.
Entretanto, não se esqueçam ser o general o mau da fita.
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23/12/2007
Arauto

Os recibos verde e o faz de conta que se faz prestação de serviços
... e porque fica o Estado sempre de fora?Via Mitos Climáticos, de Alberto Gonçalves, Crendices, ou ...
O FIM DO MUNDO TAL COMO AL GORE O CONHECESerá talvez este o maior logro da história recente, logo depois do logro em que a esquerda alinhou no tempo da cortina de ferro e ainda depois dele. Inclino-me, aliás, a dar razão a quem reclama que a história do aquecimento global não passará de uma espécie de terapêutica ideológica substitutiva que, para não variar, se assume em forma de logro.
E, discretamente, o aquecimento global, esse Medo do Ano, parou. Se o facto não chegou às manchetes nem por isso deixa de ser um facto: as temperaturas médias de 2007 foram idênticas às de 2006. E as de 2006 às de 2005. E as de 2005 às de 2004. E por aí fora até 2001. É isto, então: aparentemente, as temperaturas terrestres (por complexas que sejam de estabelecer) não aumentam há seis anos. David Whitehouse, astrofísico e ex-editor científico da BBC (não, não é o "céptico" comum), comenta o assunto em artigo na revista "New Statesman" e procura, em vão, uma explicação. A explicação "clássica" liga o aumento das temperaturas ao aumento das emissões de dióxido de carbono. Mas, no período em causa, as emissões de CO2 continuaram a subir (nos dois sentidos) e as temperaturas, repito, não. Na perspectiva científica, é legítimo suspeitar que, afinal, uma coisa não está relacionada com a outra, e que talvez a acção do homem não influencie o clima do modo que se pensava e se obrigava toda a gente a pensar.
O problema é que o conhecimento científico nunca foi exactamente o objectivo desta história. A coisa passou mais por apavorar as massas com visões folclóricas da catástrofe, espatifar fortunas em "investigação" com tese previamente definida, realizar o "Live Earth", dar o Nobel ao sr. Gore, reunir os grandes da Terra (aflitíssimos) nas praias de Bali e aliviar fúrias acerca dos EUA e de Quioto. Feito, feito, feito, feito. Se calhar, é suficiente. Podemos voltar à gripe das aves? Ou, se quiserem um perigo comprovado e realmente assustador, à crendice dos homens.|
Sábado, 22 de Dezembro
O prémio Nobel não terá passado de cereja em bolo-bosta.
Um dia destes ouvi, na RDP, uma entrevista a uma investigadora da Universidade de Aveiro. Logo na primeira pergunta o jornalista abordou a questão em forma de polarização - a desgraça dos ursos afogados. A cientista, sem refutar a paranóia, chamou a atenção de que os pólos estavam a aquecer (o que parece não ser verdade) mas outras zonas estavam a arrefecer. Enfim, respondeu sem tentar desmanchar o logro. Ainda algum tempo há de passar antes de se poder chamar os bois pelos nomes sem se correr o risco de se ser chamado de negacionista.
Não sou católico, mas queira Deus que a temperatura não comece a baixar de imediato. Se ainda por cá andar, terei interesse em ver como se irá defender que a produção maciça de CO2 não possa vir a ser uma ferramenta para evitar o arrefecimento global.
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21/12/2007
O fascínio da estupidez galopante
Parece que o estado dá uns cacaus a cada grávida. Bastará que a futura parturiente (estou a falar bem?) prove que está grávida de 13 semanas e cairá o pilim. Desconheço os pormenores miudinhos por manifesto desinteresse: duvido poder vir algum dia a cair na referida categoria.
13. Pois. Hummmmm ...
Os médicos aconselham que seja feita uma ecografia às 11 semanas e, nessa altura, passam um papel qualquer a afiançar das intenções do sistema reprodutivo da cidadã.
A mulher espera 2 semanas e entrega o papel.
Atente-se como o cidadão comum é capaz de pensar que, duas semanas volvidas desde a ecografia, o feto terá 13 semanas.
Mas o 13 não dá descanso. Entregue a papelada ao serviço estatal competente, logo este a devolve dizendo que "não, o papel diz 11 e é suposto dizer 13 semanas".
Não vale a pena argumentar que dirá 11 mas que será referente a um data passada à duas semanas, e que 11+2=13.
Não. Não vale a pena. E em boa verdade, só quem tiver um espírito mesquinho será capaz de tamanha exigência. Fazer tal soma é coisa de comum mortal, os iluminados do tal serviço estatal estão fora desse mundo mesquinho e, tá bem de ver, percebem (olho de lince) que pode estar-se perante um esquema maquiavélico em que se pretende não mais que avacalhar o calendário ...
... e um dos respectivos iluminados encontra uma solução: terá que ser o médico a afiançar que, duas semanas depois, terão decorrido 13 semanas. É por isso que a malta da matemática diz que há falta de trabalho.
...
Atente-se agora este outro fascínio ...
...
E porque carga de água estará o Lince em extinção? Terá alguém trocado as mãos?
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13. Pois. Hummmmm ...
Os médicos aconselham que seja feita uma ecografia às 11 semanas e, nessa altura, passam um papel qualquer a afiançar das intenções do sistema reprodutivo da cidadã.
A mulher espera 2 semanas e entrega o papel.
Atente-se como o cidadão comum é capaz de pensar que, duas semanas volvidas desde a ecografia, o feto terá 13 semanas.
Mas o 13 não dá descanso. Entregue a papelada ao serviço estatal competente, logo este a devolve dizendo que "não, o papel diz 11 e é suposto dizer 13 semanas".
Não vale a pena argumentar que dirá 11 mas que será referente a um data passada à duas semanas, e que 11+2=13.
Não. Não vale a pena. E em boa verdade, só quem tiver um espírito mesquinho será capaz de tamanha exigência. Fazer tal soma é coisa de comum mortal, os iluminados do tal serviço estatal estão fora desse mundo mesquinho e, tá bem de ver, percebem (olho de lince) que pode estar-se perante um esquema maquiavélico em que se pretende não mais que avacalhar o calendário ...
... e um dos respectivos iluminados encontra uma solução: terá que ser o médico a afiançar que, duas semanas depois, terão decorrido 13 semanas. É por isso que a malta da matemática diz que há falta de trabalho.
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Atente-se agora este outro fascínio ...
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E porque carga de água estará o Lince em extinção? Terá alguém trocado as mãos?
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05/11/2007
Militantemente burros
... em geito de rapidinha ...
Porque será?
Sem, evidentemente, retirar uma vírgul ao afirmado, um responsável suíço veio depois pedir desculpa por "terem ofendido os portugueses". Suponho que o gesto atenuou o caso. Pois claro. Os alunos vão poder continuar a ostentar orgulho em ignorância.
A esquerda Anaclética e Cro-Magnon diz que a culpa é do país de acolhimento. Balbucia uma lenga-lenga qualquer relacionada com "integração". A tal "integração" que é suposto co-existir com "diversidade".
Faz lembrar a máxima que diz que de tarde as mulheres defendem exactamente o contrário do que defendiam de manhã, com a mesma vivacidade e pelas mesmas razões.
... apenas uma variante da máxima "orgulhosamente sós".
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Porque será?
O apelo surge após o conselheiro ter tomado conhecimento de um relatório do organismo que coordena os serviços escolares na Suíça (CDIP), que revela que os alunos portugueses naquele país obtêm os resultados escolares mais baixos entre as comunidades estrangeiras e recorrem "excessivamente" a classes especializadas. (Aqui).Alguns dirão que tem a ver com a origem social. Eu digo que sim: a esse respeito os portugueses (regra geral) não dão, pura e simplesmente, qualquer valor à escola. O que surpreende é que achem injusto ganharem menos que os suíços.
Sem, evidentemente, retirar uma vírgul ao afirmado, um responsável suíço veio depois pedir desculpa por "terem ofendido os portugueses". Suponho que o gesto atenuou o caso. Pois claro. Os alunos vão poder continuar a ostentar orgulho em ignorância.
A esquerda Anaclética e Cro-Magnon diz que a culpa é do país de acolhimento. Balbucia uma lenga-lenga qualquer relacionada com "integração". A tal "integração" que é suposto co-existir com "diversidade".
Faz lembrar a máxima que diz que de tarde as mulheres defendem exactamente o contrário do que defendiam de manhã, com a mesma vivacidade e pelas mesmas razões.
Manuel Melo [conselheiro das comunidades portuguesas na Suíça] salienta que o relatório demonstra "um desconhecimento profundo" da comunidade portuguesa na Suíça, onde se destacam professores universitários, médicos, políticos, sindicalistas, bancários, quadros superiores e empresários.O problema está do destaque. Destacam-se demais: tanto quanto o cato no deserto. Para não variar, Manuel Melo (neste caso), não percebe nem o que ouve nem o que diz. Mas fala. Ou melhor, quer fazer crer que fala para suíços estando apenas a falar para o deserto: continuemos burros, mas orgulhosos.
... apenas uma variante da máxima "orgulhosamente sós".
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Racismo politicamente correcto
Durante o último par de semanas houve burburinho à volta de alguns assuntos que eu, à medida que for conseguindo nesgas de tempo, tentarei trinchar:
1 - A história das "raças" mais inteligentes
2 - A história dos guetos explicativos do insucesso escolar
3 - A história da recusa (mais ou menos clara) de algumas escolas em aceitar alunos africanos (ou filhos de).
Indo ao primeiro caso ...
Eu não vou muito à bola em falar em assuntos relacionados com raças porque não se consegue encontrar uma definição consistente para raças humanas. Em boa verdade, cada caso é um caso - não é possível generalizar.
Mas muito embora não seja possível generalizar, há mecanismos em estatística que permitem traçar linhas gerais.
Essas linhas gerais não se referem, tanto quanto percebo, a raças no sentido estrito. Referem-se-lhes em sentido comum: aquilo a que o cidadão comum chama (quanto a mim erradamente, repito) de raças.
Não posso deixar em claro que não é difícil perceber que quem mais brande o fantasma "raça" é a esquerda e os africanos. Trata-se de uma espécie de simbiose política: a esquerda espera arregimentar "oprimidos" e os africanos porque percebem que há por ali um mecanismo por onde conseguem obter rendimento.
Vou usar o termo "pretos", exactamente para dar uma boleia à esquerda que gosta muito de se lhes referir, quando muito, como negros porque, dizem eles, preto acarreta um sentido pejorativo. Enfim, pancadas. Quanto a "brancos" a esquerda parece não se arrepiar.
Pretos são, genericamente falando, habitantes ou descendentes de africanos (habitantes do continente a que se chama África).
Segundo Darwin, que os cientologistas gostam de por em cusa, explica que as espécies se adaptam ao meio. A teoria da evolução das espécies explica a evolução de grandes quantidades de indivíduos ao longo do tempo. Outros autores pormenorizam que a evolução é conseguida graças a pequenas variações aleatórias que ocorrem de pai para filho (seja em que espécie for ou, melhor dizendo, pelo menos naquelas em que os filhos não são apenas um duplicado do pai).
As duas teorias não são contraditórias.
Não é difícil admitir que as características dos seres humanos possam variar de região para região de acordo com as necessidades ambientais que, por via de um crivo em que os menos adaptados, terão uma via mais curta.
Daí que estudos estatísticos possam determinar as características determinantes dos seres humanos que habitem cada zona.
Os estudos em causa demonstram determinada coisa do ponto de vista estatístico.
A estatística estuda tendências em enormes quantidades de dados. Aliás, se assim não fosse a estatística seria uma ferramenta inútil. Por exemplo, não é preciso usar a estatística para perceber que a maioria dos seres humanos têm pulmões e que a maioria dos peixes têm guelras.
O que espanta é a enorme quantidade de pessoas que são incapazes de abordar o assunto mantendo a conversa no domínio da estatística, reclamando de imediato que "não pode ser, porque há casos em que" ...
Já agora, e recorrendo à estatística caseira, digo que me parece que é exactamente entre a população preta que há mais racistas.
Nas escolas, o racismo em favor de uma "superioridade" preta é regularmente brandido de forma ostensivas sem que pareça daí advir qualquer mal ao mundo. Se for um branco a afirmar o inverso ... cairá o Carmo e a Trindade. ... ah, já me esquecia: se for um branco a dizer que os pretos são seres "superiores", também não há problema porque parece ser, pelo menos, politicamente correcto.
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1 - A história das "raças" mais inteligentes
2 - A história dos guetos explicativos do insucesso escolar
3 - A história da recusa (mais ou menos clara) de algumas escolas em aceitar alunos africanos (ou filhos de).
Indo ao primeiro caso ...
Eu não vou muito à bola em falar em assuntos relacionados com raças porque não se consegue encontrar uma definição consistente para raças humanas. Em boa verdade, cada caso é um caso - não é possível generalizar.
Mas muito embora não seja possível generalizar, há mecanismos em estatística que permitem traçar linhas gerais.
Essas linhas gerais não se referem, tanto quanto percebo, a raças no sentido estrito. Referem-se-lhes em sentido comum: aquilo a que o cidadão comum chama (quanto a mim erradamente, repito) de raças.
Não posso deixar em claro que não é difícil perceber que quem mais brande o fantasma "raça" é a esquerda e os africanos. Trata-se de uma espécie de simbiose política: a esquerda espera arregimentar "oprimidos" e os africanos porque percebem que há por ali um mecanismo por onde conseguem obter rendimento.
Vou usar o termo "pretos", exactamente para dar uma boleia à esquerda que gosta muito de se lhes referir, quando muito, como negros porque, dizem eles, preto acarreta um sentido pejorativo. Enfim, pancadas. Quanto a "brancos" a esquerda parece não se arrepiar.
Pretos são, genericamente falando, habitantes ou descendentes de africanos (habitantes do continente a que se chama África).
Segundo Darwin, que os cientologistas gostam de por em cusa, explica que as espécies se adaptam ao meio. A teoria da evolução das espécies explica a evolução de grandes quantidades de indivíduos ao longo do tempo. Outros autores pormenorizam que a evolução é conseguida graças a pequenas variações aleatórias que ocorrem de pai para filho (seja em que espécie for ou, melhor dizendo, pelo menos naquelas em que os filhos não são apenas um duplicado do pai).
As duas teorias não são contraditórias.
Não é difícil admitir que as características dos seres humanos possam variar de região para região de acordo com as necessidades ambientais que, por via de um crivo em que os menos adaptados, terão uma via mais curta.
Daí que estudos estatísticos possam determinar as características determinantes dos seres humanos que habitem cada zona.
Os estudos em causa demonstram determinada coisa do ponto de vista estatístico.
A estatística estuda tendências em enormes quantidades de dados. Aliás, se assim não fosse a estatística seria uma ferramenta inútil. Por exemplo, não é preciso usar a estatística para perceber que a maioria dos seres humanos têm pulmões e que a maioria dos peixes têm guelras.
O que espanta é a enorme quantidade de pessoas que são incapazes de abordar o assunto mantendo a conversa no domínio da estatística, reclamando de imediato que "não pode ser, porque há casos em que" ...
Já agora, e recorrendo à estatística caseira, digo que me parece que é exactamente entre a população preta que há mais racistas.
Nas escolas, o racismo em favor de uma "superioridade" preta é regularmente brandido de forma ostensivas sem que pareça daí advir qualquer mal ao mundo. Se for um branco a afirmar o inverso ... cairá o Carmo e a Trindade. ... ah, já me esquecia: se for um branco a dizer que os pretos são seres "superiores", também não há problema porque parece ser, pelo menos, politicamente correcto.
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31/10/2007
As "carraça" do telefone do PGR
O Procurador Geral da República (PGR) declarou ontem (citando de memória).
Ligar um televisão para produzir barulho serve para dificultar a escuta do que for dito se essa escuta estiver a ser feita por via de um microfone localizado algures na sala.
Não é por se ligar uma televisão que se evita que haja uma escuta a uma linha telefónica não encriptada. De outra forma também o interlocutor do PGR nada perceberia.
Fica-se a saber que o PGR fala do que desconhece, dando como boa a informação que recebe de quem lhe monta um telefone.
... entretanto, suponho que a coisa foi dita perante um grupo de deputados. Nenhum terá pestanejado.
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(*) Dir-se-á criptada? Cifrada? Hei de investigar.
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"Quando me foram instalar o telefone disseram-me que, pelo facto de o telefone não permitir ligações encriptadas, que se quisesse ter uma conversa sigilosa ligasse a televisão e me aproximasse dela."Uma ligação encriptada(*) serve par dificultar extraordinariamente uma escuta que possa ter lugar por via de uma "carraça" (mecânica ou electrónica) num qualquer ponto da interligação.
Ligar um televisão para produzir barulho serve para dificultar a escuta do que for dito se essa escuta estiver a ser feita por via de um microfone localizado algures na sala.
Não é por se ligar uma televisão que se evita que haja uma escuta a uma linha telefónica não encriptada. De outra forma também o interlocutor do PGR nada perceberia.
Fica-se a saber que o PGR fala do que desconhece, dando como boa a informação que recebe de quem lhe monta um telefone.
... entretanto, suponho que a coisa foi dita perante um grupo de deputados. Nenhum terá pestanejado.
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(*) Dir-se-á criptada? Cifrada? Hei de investigar.
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29/10/2007
Coisas do mundo real
Vital Moreira parece não saber que a Terra não é plana. Não sabe que o caminho mais curto entre o Irão e os Estados Unidos se faz pelos arredores do Polo Norte.
Enfim, coisas do mundo real.
(Via Blasfémias.)
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Enfim, coisas do mundo real.
(Via Blasfémias.)
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