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07/03/2007

Da má-fé

Por me parecer digna de reflexão, transcrevo esta resposta do Lidador, a um comentário meu.

Caro Range-o-Dente, o conceito de Sartre aplica-se a alguém que acredita ser aquilo que não é.

Há uma crença, a pessoa é genuína.
Tem fé.

O conceito que o Range o Dente refere, não radica na crença.

Pode ser hipocrisia, cinismo ou então, já no campo da psicologia, mera dissonância cognitiva, isto é, a pessoa recusa tomar conhecimento de algo que contraria as suas íntimas convicções, ou pulsões.

A hipocrisia e o cinismo são racionais, a pessoa sabe que o está a ser.

A má-fé e a ignorância cognitiva não são racionais.

Por exemplo, têm aparecido aqui comentadores que sendo objectivamente anti-semitas, uma vez que verbalizam o ódio, justificam-no, relativizam as posturas de Hitler, etc, não se assumem como tal, porque não acreditam que o são.

É má-fé. São facticamente aquilo que não acreditam ser, transcendentalmente.

E é evidente que este desfasamento entre o ser e o crer, introduz uma perturbação na racionalidade que é resolvida racionalizando o ódio.

O indivíduo já não odeia porque é racista, mas porque o objecto do ódio o obriga a odiar.

É como uma mulher que põe os palitos ao marido. De um modo geral não diz que o faz porque queria variar ou porque lhe apeteceu, mas sim porque ele, o marido, a "obrigou" a isso, pelo seu desinteresse ou atitude.

A culpa não é dela, é do marido. Ela, que facticamente se enrolou com outro gajo, é, transcendentalmente a vítima, e a vítima passa a culpado.
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23/02/2007

Masturbação mental

[Actualizado]




A propósito deste post de Aspirina B, vale a pena ler este outro.



Glaciar de Rhone - pintura e fotografia. Ao tipo 1750, em baixo, 1950.

Outro exemplo, que parece demonstrar que o aquecimento global (certamente provocado pelo CO2, que outra coisa poderia ser?) já tinha começado no Sec. XVIII.

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Duas bostas





Dois belos pedaços de lixo:
1 . Fahrenheit 9/11

2 - Uma Verdade Inconveniente (An Inconvenient Truth)
O último é hoje distribuído (vendido) pelo Diário de Notícias.

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22/02/2007

O "pacifista"



Que imagem sugestiva. O gajo é pacifista, tá bom de ver.

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Arte

Arte





Via A Educação Cor-de-Rosa

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21/02/2007

"Os Estados Unidos têm planos para ..."

As televisões nacionais, embandeiraram ontem em arco e balão.

O título da "notícia" rezava que, os Estados Unidos já teriam planos para atacar o Irão.

Logo de seguida, davam a notícia como sendo uma meta-notícia: era a BBC que dizia que os Estados Unidos já teriam planos para atacar o Irão.

Um pouco mais tarde, em rodapé, aparecia escrito que a BBC "alegava". Bom, dir-se ia que a notícia afinal abordava as alegações da BBC. Mas não.

A asneirada continuava:

- Segundo informa a BBC Estados Unidos já terão planos para atacar o Irão.

Qualquer potencia militar que se preze mantém em permanência planos actualizados para atacar tudo e todos, até as Berlengas. O uso da palavra "já" é fulcral porque pretende dar a entender que eles teriam acabado os planos no dia anterior, sabe-se lá, talvez da parte da tarde.

- Os Estados Unidos atacarão infra-estruturas e bases militares.

Que quereriam que, nessa eventualidade, eles atacassem? O deserto como tal?

...

Rematavam finalmente com uma declaração de George Bush referindo que não têm planos para atacar o Irão. Percebe-se então que se trata apenas de uma manobra para chamar mentiroso ao presidente americano. Evidentemente que as duas coisas podem ser verdade, cada qual no respectivo contexto.

Enfim, baboseiras de jornalismo de causas.

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20/02/2007

Pokemon



Autoridades islâmicas (?) lançaram uma Fatwa contra o boneco Pokemon [BBC].

As "razões" parecem ser duas: estar relacionado com os sionistas e também com a teoria da evolução (Darwin), que o Islão também rejeita.

Segundo ouvi hoje num programa sobre ciência, na RDP, parece que a coisa está agora a aquecer em França.

Aguardemos desenvolvimentos.
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18/02/2007

Gato Fedorento



Há muito que venho evitando por os olhos no programa de TV, Gato Fedorento.

Vi hoje uma meia hora e confirmei a minha anterior impressão. É um programa absolutamente imbecil e cabotino.

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17/02/2007

Impasses

Sou capaz, ainda esta tarde, de vir a escrever umas linhas sobre o Islão radical. Entretanto aqui fica uma entrevista de Fernando Tunhas ao Expresso [via Blog@UNI].



Fernando Gil foi, com Paulo Tunhas e Danièle Cohn, autor do livro Impasses seguido de Coisas Vistas, Coisas Ouvidas.



Logo na primeira linha do livro diz-se que Impasses teria sido escrito “sem prazer”. Porquê?

É por certo um livro triste, que traduz uma decepção. Não provoca alegria intelectual analisar uma colecção de diferendos sem solução visível. Em geral escreve-se para mostrar que há escolhas e aberturas, cada livro de ideias é suposto trazer alguma coisa nova. Aqui tudo parece fechado. Dizemos também nesse prefácio que ficaríamos aliviados se as nossas conjecturas estivessem erradas.

Pois, se o não estão, a situação que descrevemos é então pelo menos problemática. Tentamos mostrar – com muitos outros – que o Ocidente, conceito que tem um sentido que definimos explicitamente, é alvo de uma “jihad” global actuando em muitas frentes, da finança internacional ao terrorismo. Os seus agentes são inúmeros e diversificados – Al-Qaeda é só o mais importante – e dispõe de uma reserva potencial de milhões de pessoas.

Ora, o Ocidente está dividido face a ele, e não parece saber o que quer: em primeiro lugar porque muitos governantes e intelectuais não admitem sequer a existência de um ataque, preferindo crer que uma política de bons ofícios conseguirá conter meros “riscos” sem realidade duradoura.

Quer-se acreditar que só os Estados Unidos e os seus aliados correm verdadeiro perigo e que no fundo a prioridade consiste em deles nos dissociarmos. A comparação com a atitude da Europa em relação a Hitler impõe-se por si mesma. O ressurgir, que se acelera, do anti-semitismo lembra também a Europa dos anos 30.

O Ocidente está também dividido dentro de si próprio: não é ainda motivo de alegria um leque de opiniões, da extrema-esquerda à direita fascista – Haider, Le Pen, etc. – com a sanha anti-americana por denominador comum. É um dos temas de Impasses, a propósito da guerra do Iraque.

Escolhemos tratá-lo num modo irónico. Mas a falsificação despudorada dos factos, o insulto e a desqualificação automática de quem pensa diferentemente, a precipitação dos juízos – sempre no mesmo sentido – as argumentações e as previsões delirantes, a vontade de crer no que conforta e de ignorar o que não convém – nada disto, de que damos dúzias de exemplos, dá vontade de rir. Porquê tal e tanta “má-fé”?

Não estamos certos de ter sabido responder. O conceito de má-fé e a sua “viscosidade”, que Sartre determinou admiravelmente, é o nosso principal instrumento crítico. Essa má-fé é sobretudo europeia e sul-americana – Não falando do mundo árabe e muçulmano.

Comparem-se os nossos “media” com jornais como o New York Times ou o International Herald Tribune , ambos hostis à administração americana e exprimindo muitas objecções à condução da guerra do Iraque. Só excepcionalmente se encontrará neles deformação dos factos ou menosprezo pelas pessoas. É possível defender uma posição sem sobranceria, discordar sem amesquinhar, criticar sem troçar e pretender intimidar.

O modo como questionam os chamados pensamentos únicos, quanto ao anti-americanismo, o anti-sionismo, o islamismo é bastante vivo...

Tudo isso “faz sistema” – é o que mostramos, desculpe remetê-lo para o livro, que se lê depressa. Não seria capaz de o resumir aqui. Tentámos descobrir o que subjaz aos comportamentos, assinalar a cegueira voluntária e as posturas da boa consciência que não são outras do que as da má-fé.

O livro não é de polémica mas toma partido pelo Ocidente e particularmente pelos Estados Unidos e por Israel. Mas isso não nos impede, claro está, de fazer as críticas que a política americana merece, quer se trate dos seus erros, no Iraque, quer, sobretudo, da sua política internacional em geral e do seu egoísmo comercial.

Precisamente: continua a considerar que a intervenção no Iraque era inevitável?

No que escrevemos sobre o Iraque, não nos pusemos na posição de estrategos que não somos, nem de previsionistas, que não queremos ser, nem sequer de observadores capazes de julgar acerca da política mundial, para o que nos falta competência. Quisemos simplesmente evidenciar, com a minúcia requerida, que perante o comportamento do Iraque tal como é historiado na resolução 1441 e no «Relatório Blix» – lidos por inteiro – havia todas as razões – digo bem, todas – para presumir que essas armas existiam, e que o ónus da prova da sua inexistência cabia ao Iraque.

O erro dos Estados Unidos, compreensível mas fatal, foi aceitar – indevidamente – a inversão do ónus e ter na prática feito como se lhes coubesse, a eles, provar que as armas existiam. O Iraque recusou-se a fornecer a prova que lhe era pedida – contudo fácil de produzir, parece, se as armas não existiam.

Isso bastava para motivar a guerra, tanto mais que o anúncio prévio de um veto pela França e pela Rússia acarretou uma autêntica suspensão do direito internacional da ONU. Acresce que os contactos entre a Al-Qaeda, desde o fim da I Guerra do Golfo, parecem hoje fora de dúvida. Sobre o pós-guerra, muito haveria a dizer e antes do mais que a “reconstrução” do Iraque é de facto uma construção. Leia, por exemplo, «The Economist» de 1 de Novembro, vale a pena.

Não saberá talvez que, entre vários – muitos – outros aspectos dessa construção – reparou que se deixou de falar da penúria, etc.? – Bassorá, dispõe hoje de um excedente de electricidade enquanto que antes da guerra não tinha mais que 2-4 horas diárias de luz. Quanto à situação militar, no momento em que conversamos ela é por certo péssima no centro do país – mas caberia analisar em pormenor porquê.

Convém, no entanto, lembrar que até ao momento em que falo, 16 de Novembro, a coligação perdeu 422 soldados. Entendo que é um sinal admirável que um número tão baixo seja já considerado insuportável: na guerra do Vietname morreram 60 mil americanos. Isso significa que – ao contrário da glória terrorista na morte – para a consciência ocidental dos nossos dias a vida humana não tem preço.

Não posso estender-me aqui a este respeito – deixe-me de novo remeter para o livro a propósito de Israel – nem ainda a respeito da falta de apoio internacional à coligação, que é um erro tragicamente míope, mesmo se se pensa que era preferível manter o regime de Saddam. Goste-se ou não de Bush, parece haver vantagem, é o menos que se pode dizer, em que todos contribuam sem reservas para o sucesso da democratização do Iraque.

Ou não?

Preferir-se-á o regresso de Saddam? Ou um regime islamista? Que pretendia a França quando, ainda há pouco, exigia a “transferência da soberania” em três meses?Estará em curso o tal “choque de civilizações”? Acha que o pensamento europeu está a ficar dominado por um novo niilismo?

O mais terrível aspecto desse niilismo é o Ocidente parecer fascinado pelo niilismo assassino do terrorismo. Não sei o que o “choque de civilizações” significa ao certo: o problema é antes que o Ocidente, ou uma sua parte, se vê cada vez menos a si próprio como uma civilização. (...)

Breve Biografia:

[Muecate/Moçambique, 1937 - Paris 2006]

Filósofo, ensaísta e professor universitário. Realizados os estudos liceais em Moçambique, e após permanência, durante um ano, na Universidade de Witwatersrand de Joanesburgo cursando Sociologia, muda-se para Lisboa onde se licencia em Direito.

Não chega, contudo, a concluir o estágio de advocacia, partindo para Paris em 1961. Aí licencia-se em Filosofia pela Universidade de Sorbonne (1961-64). No mesmo período e como aluno titular na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), prepara uma tese, que não conclui, sobre a obra de L. F. Céline, sob a direcção de Lucien Goldmann. Ainda nesse período, traduz para português obras de autores como Karl Jaspers, Romano Guardini, Cesare Pavese e M. Merleau-Ponty.

A partir de 1966, inicia na Universidade de Paris, e sob a orientação de Suzanne Bachelard, um doutoramento em Lógica, de que resulta a tese La Logique du Nom, publicada em França no ano de 1972. Entra nos corpos docentes da Faculdade de Letras de Lisboa em 1976, vindo em 1979 a integrar o Departamento de Filosofia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, então fundada.

É desde 1988 professor catedrático nessa Universidade. Em 1989, foi eleito directeur d'études (grau equivalente a professor catedrático) na EHESS. Além da docência nestas duas instituições, leccionou, como professor visitante, em várias universidades europeias e sul-americanas, designadamente nas Universidades de Porto Alegre e S. Paulo, integrando desde 1985 a direcção da Sociedad de Filosofia Iberoamericana. Com a publicação de Mimesis e Negação (1984) recebe o Prémio Ensaio do Pen Club, distinção que lhe será atribuída uma segunda vez com a publicação de Viagens do Olhar (1998).

No espaço de tempo que medeia a publicação destas duas obras, outras três, Provas (1988), Tratado da Evidência (1993) e Modos da Evidência (1998), permitem reconstituir um itinerário de investigações a vários níveis notável. Longe de se permitir uma redução da Filosofia, enquanto trabalho de investigação, ao seu estudo histórico, e sem sequer se filiar numa das vias de pensamento já disponíveis, o opus de Fernando Gil recorre tanto àquele como a estas, exibindo em ambos os casos um impressionante domínio, para lançar e desenvolver um projecto de investigação pleno de ambição e actualidade.

Primeiramente sob a égide do problema da prova, problema crucial da epistemologia, questiona-se sobre as condições de um conhecimento objectivo, da sua validade e universalidade (no essencial, procurando responder à pergunta pela verdade do que se sabe). A partir do Tratado da Evidência, a investigação centra-se num momento particular das preocupações epistemológicas até então desenvolvidas; em concreto, em vez de tematizar a prova, toma em atenção precisamente aquilo que a dispensa, a evidência, sem que se possa afirmar o contrário. E fá-lo introduzindo o conceito de "alucinação originária", uma hipótese forte que visa explicar o que seja a evidência.

Tanto Modos da Evidência como Viagens do Olhar procuram experimentar esta hipótese, com a diferença de a segunda destas obras, em co-autoria com Hélder Macedo, o fazer no campo da literatura portuguesa renascentista (com Os Lusíadas, Menina e Moça de Bernadim Ribeiro e a poesia de Sá de Miranda). O interesse e investigação da cultura e literatura portuguesas conduziu-o ao cargo de director do Centre d'Études Portugaises entre 1990 e 1997 e do Seminário Francisco Sanches desde 1992.

Além das obras individuais que assinou, dirigiu um conjunto de importantes obras colectivas (entre as quais, O Balanço do Século, 1990; Scientific and Philosophical Controversies, 1990; Philosophy in Portugal, a Profile, 1999; A Ciência tal Qual se Faz, 1999) e publicou para cima de 150 estudos, escritos em diferentes línguas, quer como artigos de revistas, quer como comunicações e apresentações a colóquios.

Fundou e dirigiu a revista Análise e integra os comités de redacção de diversas outras revistas e publicações, designadamente as encicliopédias Universalis, Britannica e Einaudi (sendo o coordenador dos quarenta volumes da edição portuguesa desta última).

Em virtude do seu mérito científico, internacionalmente reconhecido, foi agraciado, em 1992, com o grau de Grande Oficial da Ordem Infante D. Henrique, por proposta do presidente da República, Mário Soares, de quem foi aliás conselheiro especial. É também distinguido em 1993 com o Prémio Pessoa. O governo francês agraciou-o em 1995 com o título Chevalier da Ordem das Palmes Académiques. Finalmente, foi consagrado em 1998 doutor honoris causa pela Universidade de Aveiro.


in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. VI, Lisboa, 1999
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16/02/2007

Arauto



Voos da CIA: os gambozinos continuam à solta - [via O Triunfo dos Porcos]

Aqui, são os OVNIS que as deixam maluquinhas.

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Ferroada



Debitei umas ferroadas neste post.

... e mais uns quantos estragos por aqui.

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07/02/2007

Sai um impasse para a mesa do canto!

O referendo ao aborto, está num impasse: não se percebe quem defende e o quê.

O NÃO:
- Diz não à despenalização.
- Propõe um "pacto" para que, venha quem vier a ganhar, o aborto seja despenalizado.

O SIM:
- Diz sim à despenalização, negando que se trate de uma liberalização.
- Diz não à despenalização que o NÃO propõe.

Nenhum dos movimentos diz que quer liberalizar (um deles quer mas não assume), nenhum deles quer as mulheres na cadeia. Ambos querem as mulheres fora da cadeia, mas o que defende o não, opõe-se à despenalização tal como o referendo a coloca, o que implica deixar que as mulheres vão, potencialmente, parar à cadeia.

Absurdo? Não: somos portugueses.

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05/02/2007

As tonterias à volta do referendo ao Aborto

A campanha para o referendo sobre a liberalização do aborto, projecta-se para o infinito absurdo.

Primeiro foi a vez da malta (alguma) do NÃO vir dizer que concordava com a substituição da pena de prisão por outra qualquer, mais leve. Podiam ter acordado mais cedo.

Depois vem José Sócrates dizer que isso não, que não fria sentido manter uma lei sem que tal implicasse a aplicação de uma pena.

A primeira defende uma liberalização com um pagamento de um imposto qualquer (trabalho comunitário, etc) - o raio que os parta.

A segunda rejeita a liberalização a que têm insistido chamar de despenalização (com que os gajos do NÃO agora alinham) - o raio que os parta. Entretanto informa o mesmo José Sócrates que se o NÃO ganhar a lei se manterá tal qual está - mulheres para a prisão.

A primeira pretende, afastar a malta das urnas. A segunda parece o contrário, mas alinha (implicitamente) caso a participação seja baixa.

Enfim: tudo o que a nossa política tem de pior.

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01/02/2007

Maria Barroso

Maria Barroso vem ontem, na TSF, declarar que tem falado com alguém, no Algarve, que saberá do paradeiro da criança mantida em local desconhecido.

Talvez convenha que as polícias se ponham em campo. Ou será que o paradeiro da senhora é também uma incógnita?

E não se recordaram, os jornalistas (?), de abordarem a senhora, no sentido de lhe perguntar se não lhe parecia bizarro vir declarar uma coisa daquelas?

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30/01/2007

Quebra do cessar fogo

Ontem, os Hamas da Palestina efectuaram um ataque bombista, em Israel, a civis.

Hoje Israel bombardeou, na Palestina, túneis que permitiriam a entrada de terroristas em Israel.

Alguém me explica porque referiu hoje a comunicação social (TSF) que o ataque israelista interrompeu o cessar fogo de alguns meses, e não o referiu em relação ao ataque bombista palestiniano de ontem?

Jornalismo de causas?

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Sócrates e o disparate

Temos agora José Sócrates a declarar que por causa da legislação que temos "a Interrupção Voluntária da Gravidez [IVG] se transforma em aborto clandestino".

Alguém me é capaz de explicar porque num caso se chama aborto e no outro IVG?

Ou será que José Sócrates está a querer aligeirar a coisa, dando a impressão que, sendo legal, o acto não é exactamente o mesmo e com a mesmíssima gravidade?

Será ainda que Sócrates suporá que o que digo não será percepcionado pelo eleitor? Pensará Sócrates que está a fazer um bom serviço ao SIM?

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27/01/2007

Da estirpe do argumento e do argumentista



Não encontro outra forma de classificar esta declaração de Pinto Monteiro, Procurador Geral da República: disparate total. E ainda por cima demonstrando um enfado pesporrento assinalável. O homem supõe que esse enfado vai moldar o mundo. Coisas.

Então o Procurador não gosta de escrita electrónica. Se calhar a escrita em papel também é pare ele uma modernice abjecta. Deve ter, no gabinete, dúzias de marteladores de pedra. Essa sim, terão classe.

A não ser que ele se refira ao facto de teimar querer ignorar os argumentos dos bloggers por não saber, exactamente, de quem se trata. Então ainda é pior: só lhe interessa verbo vindo de quem ele conheça. Não lhe interessará, portanto, a qualidade do argumento, mas apenas a do argumentista (de acordo com o seu douto critério, evidentemente).

Na melhor das hipóteses, lá terá o Procurador que ver o mundo dele moldado à existência de blogs. Pois é. Vai ficar debaixo de olho e acabará por ser forçado a dar atenção aos argumentos que insiste em ignorar. É o que acontece a que insiste recusar a realidade.

... ou voltaremos à idade média.

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23/01/2007

Aborto de argumento



Nesta história do referendo ao aborto, a que alguns tautólogos insistem chamar de IVG - Interrupção Voluntária da Gravidez (à bica também se pode chamar de infusão hidrocompressa de café), desfilam, dos dois lados, argumentos geralmente caceteiros.

De entre a serradura argumentativa, ressalta um: o de Marcelo Rebelo de Sousa.

Este argumento, o mais espantoso de todos eles, é ridículo, disparatado, absurdo. Tão absurdo que podia ser usado para ambos os lados.

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18/01/2007

Aborto

Nesta história do aborto, é difícil encontrar um argumento que faça algum sentido, seja de que lado for.

Quanto tiver tempo, escreverei algo sobre a tricotomia esquerda/despenalização/liberalização.

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14/01/2007

Arauto



Ana Gomes e os voos da CIA pelas Lajes [via Bloguítica]

Há Muros e Muros [no Relações Internacionais]

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