
Uma mancha solar gigante emerge entre 10 e 14 de Janeiro de 2005. Créditos: SOHO.
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Comentários a "dados adquiridos" - Especialista em gambosinos. // "Short time gain long time pain!" - Edmund S. Phelps



Não é razoável imaginar que ao eventual unilateralismo de intervenções discutíveis se pode responder com um multilateralismo de abstenções.Caso o referido artigo deixe de estar acessível no site do DN, pode ainda ser lido aqui.




Comentário ao comentário de Range-o-Dente:Comentário ao comentário ...
O que determinada esquerda pensa, não sei. O que eu penso é que, quando se querem derrubar ditaduras se deve assumir essa louvável actuação com frontalidade. Do mesmo modo que a intenção de consolidar posições geoestratégicas não deve ser camuflada com desculpas de combate ao terrorismo ou quaisquer outras. O que esta esquerda exige é que não se inventem pretextos para prosseguir políticas encapotadas.
“O que esta esquerda exige é que não se inventem pretextos para prosseguir políticas encapotadas.”Para ser coerente com o conteúdo, deveria escrever:
O que esta esquerda exige é que não se inventem pretextos para prosseguir políticas correctas.Nessa altura eu estaria de acordo.




Pronto, agora é oficial: a CIA concluiu que não existem armas de destruição massiva no Iraque.Continua a transparecer que determinada esquerda (será?) acha que não é de remover do poder ditadores facínoras e cruéis.
Sabia-se que Saddam era um facínora, um ditador cruel e, provavelmente, bastariam estes atributos para justificar uma guerra.
É caso para dizer que não havia necessidade de inventar a desculpa do combate ao terrorismo e as armas de destruição massiva para consolidar posições geo-estratégicas.
Assim, passam a ter razão todos os que criticaram os fundamentos então invocados, por mais que hoje os protagonistas da guerra nos venham falar em restabelecimento da democracia no Iraque.
Esta só aconteceu como efeito colateral de uma guerra insensatamente iniciada.
Se é de instauração da democracia que se trata, para quando a invasão da Coreia do Norte?


1 – a reacção da esquerda em defesa da relação de poderes entre religião e estado no Iraque, em que se percebe que àquela esquerda parece razoável que, no Iraque, não haja (nem venha a haver) separação de poderes,O segundo caso é contraditório em relação ao primeiro, o terceiro em relação ao segundo.
2 – a recente reacção da mesma esquerda a uma homilia de propaganda eleitoral reclamando que a separação de poderes existente (que a mesma esquerda vê, para consumo próprio, como um direito fundamental) torna essa uma atitude inadmissível
3 – a ausência de reacção da mesma esquerda aos acontecimentos em Timor.


Kuwait: mulheres vão poder votar e ser eleitas (19.04.2005)Quem está na origem de mais esta, quem? Será que a esquerda também a vai considerar negativa? Ou negativa por ser insuficiente (não é perfeito - não serve)?
Os deputados do Parlamento do Kuweit chegaram a um acordo de princípio para a elaboração de um projecto de lei que dá às mulheres o direito de voto e que as torna elegíveis já a partir das próximas eleições.
A legislação, já aprovada em Outubro de 2003 pelo Governo, passou com os votos favoráveis de 26 deputados. Votaram contra 20 deputados e três abstiveram-se.
Todos os deputados tribais e islamistas, que são contra os direitos políticos das mulheres, votaram contra este projecto de lei.
O Parlamento é composto por 50 deputados eleitos mais 15 membros do Governo, que também têm direito de voto.
A última votação deverá decorrer dentro das duas próximas semanas.
A Constituição do Kuwait garante a igualdade entre os sexos, mas a lei eleitoral só dá direito de voto aos homens.
Em 1999, o emir árabe promulgou um decreto sobre o direito de voto e a elegibilidade das mulheres. O documento foi posteriormente aprovado pelo Governo mas rejeitado pelo Parlamento.
"O “espírito do tempo” é, de resto, a coisa mais totalitária que conheço."Há que ler todo o artigo.



Num debate com o deputado bloquista Fernando Rosas, Mário Soares disse que votar pelo "não" deixará Bush "muito contente".










Abril é chão que veste um tom garrido
Nos prados que se vestem de bem estar...
Passa o seu passar mais colorido
E canta a pura paz neste versar...
O cante é uma papoila a baloiçar
Num cio animalesco em cada peito...
Abril dá mais razão ao verbo amar
E ama com um ar de um ser perfeito...
Sua face enamorada é como um leito
De fracos corações entre os bichinhos...
Altera o seu pulsar nesse seu jeito
Brotando as crias novas nos seus ninhos...
É o mês onde os afectos são carinhos
No campo em puro traje primaveril...
E diz p´rós namorados de mansinho:
-Como é bom este viver no mês de Abril!...
António Prates
- Directamente das forças americanas (embedded* ou em conferências de imprensa)Junto às forças americanas os jornalistas estão perante o inimigo de estimação a partir de quem, de uma forma ou outra, são obrigados a noticiar (nem que seja com reserva mental) aquilo que lhes é transmitido ou directamente observado caso estejam embedded.
- Livremente no terreno
- Junto às forças opositoras aos americanos, difusamente enquadradas numa aparente miríade de organizações.

“Em Portugal não há carreira de jornalista. O jornalista não tem saída. Cada vez mais o jornalismo é para ser exercido entre os 20 e os 40 anos. A partir dos 20, porque nessa altura ainda é ingénuo suficiente, ambicioso o suficiente para correr sem perguntar para onde nem como. No final, é simplesmente rejeitado borda fora, porque não há lugar para nós, a não ser a cooptação para serviços de controle e de administração. Carreira propriamente jornalística não há. Digam-me quem são os seniores jornalistas que estão hoje no activo em Portugal a exercer efectivamente a profissão...Eu gostaria de continuar. Mas como? A fazer o quê? Não há esse estatuto de jornalista. Isso não é reconhecido. Não há essa carreira. E sem isso, o topo da "carreira" de jornalista hoje em dia, no nosso país pelo menos, é ser conselheiro de imprensa numa embaixada“.Volto a recordar o artigo de fundo de O Bigode na Sopa sobre este tema. Está lá tudo.
“O perfeccionismo legal leva à impossibilidade de se praticar justiça”.Este perfeccionismo legal é, exactamente, um dos dogmas da esquerda construído sobre um dogma da direita (o da legalidade absoluta).
Pontos nos is: o antes e o depois
A censura e o PREC
E chega o 25 de Novembro
... E o pós-25 de Novembro
A era das rádios locais
... A seguir, o das "redes" de rádios locais
A "nova onda" jornalística
O novo interesse do povo: o apelativo
Da censura e do lixo
O bolo e os morangos
As televisões privadas
O oficiante jornalista comentador, opinion-maker, vedeta, juiz e o mais
O sussurro das melgas
A "revolta dos morcegos"
O comércio
A dupla metamorfose: de morcego novamente a morango
O cômputo de audiências entre "o desgraçadinho da seca" e "precisamos de chuva para poder facturar culturas queimadas" pende, positivamente, para o primeiro. Portanto, é por aí que a comunicação social vai - na busca do po$$$$itivo".O Miguel respondeu com esta outra garrafa.
Tá bem, mas esse "amor" dos media pela classe política não é altruísta. Esse "amor" é mantido porque eles não a podem (ainda) contornar.
O paradigma do grupo media emergente da uma total deglutição dos restantes grupos, seria passar a chamar-se Diário da República. E porquê? Para arrecadar mais carcanhois sem ter que despender energias: com o governo numa primeira fase, com o estado numa segunda.
Já nessa fase (lagarto-lagarto) continuar-se-ia a fazer de conta que o país continuaria a existir.
Tudo caminha no sentido de criar uma nova era colonialista acionistas-trabalhadores, onde as bolsas seriam então demasiado restritivas. Os pequenos accionistas são, por enquanto, um mal necessário (como os governos).
Neste filme, a tropa de choque são os jornalistas.
"Para resumir, temos que melhorar substancialmente as formas de transferência do conhecimento através da educação, a produção de novos conhecimentos através da investigação e a utilização e aplicação desse conhecimento através da inovação."Esta frase lapidar é um exemplo de uma das insidiosas doenças que afecta o nosso sistema de educação: a produção de novas definições quando nada há de substantivamente novo.
A abertura do mercado europeu aos têxteis chineses foi mais contestada pelos
defensores dos direitos humanos do que o provável levantamento do embargo da
União Europeia à venda de armas à China.
É uma questão política curiosa (choca-me chamar-lhe isto, mas é, de facto, uma questão política): se o “sim” ganhar, a extrema esquerda vai capitalizar politicamente esta vitória (o que será, no mínimo, indigno), mas se o “sim” perder, esta rapaziada continuará com a sua arma de arremesso político favorita.
Freitas do Amaral considera "injusto" ter sido suspenso do PPE
Helena Pereira
"Mas teria pena se o PPE, numa manifestação de intolerância quisesse controlar e condicionar as opções políticas de cada um" ... [diz Feitas do Amaral]
Se o PPE correr com ele, será que ele carimbará o PPE de partido SS, de Partido Nacional Socialista?
Se ele for expulso, será que poderá ser acusado de falta de percepção política, por não se ter apercebido que pertencia a um partido intolerante? Ou, pior ainda, de saber que pertencia a um partido intolerante?
Mesmo que não venha a ser expulso, será que pode ser acusado de pertencer a um partido capaz de equacionar a expulsão de um militante só por ele ser membro do governo legítimo de um país da Europa?