
Li-o há uns 25 anos.
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Comentários a "dados adquiridos" - Especialista em gambosinos. // "Short time gain long time pain!" - Edmund S. Phelps
- Directamente das forças americanas (embedded* ou em conferências de imprensa)Junto às forças americanas os jornalistas estão perante o inimigo de estimação a partir de quem, de uma forma ou outra, são obrigados a noticiar (nem que seja com reserva mental) aquilo que lhes é transmitido ou directamente observado caso estejam embedded.
- Livremente no terreno
- Junto às forças opositoras aos americanos, difusamente enquadradas numa aparente miríade de organizações.

“Em Portugal não há carreira de jornalista. O jornalista não tem saída. Cada vez mais o jornalismo é para ser exercido entre os 20 e os 40 anos. A partir dos 20, porque nessa altura ainda é ingénuo suficiente, ambicioso o suficiente para correr sem perguntar para onde nem como. No final, é simplesmente rejeitado borda fora, porque não há lugar para nós, a não ser a cooptação para serviços de controle e de administração. Carreira propriamente jornalística não há. Digam-me quem são os seniores jornalistas que estão hoje no activo em Portugal a exercer efectivamente a profissão...Eu gostaria de continuar. Mas como? A fazer o quê? Não há esse estatuto de jornalista. Isso não é reconhecido. Não há essa carreira. E sem isso, o topo da "carreira" de jornalista hoje em dia, no nosso país pelo menos, é ser conselheiro de imprensa numa embaixada“.Volto a recordar o artigo de fundo de O Bigode na Sopa sobre este tema. Está lá tudo.
“O perfeccionismo legal leva à impossibilidade de se praticar justiça”.Este perfeccionismo legal é, exactamente, um dos dogmas da esquerda construído sobre um dogma da direita (o da legalidade absoluta).
Pontos nos is: o antes e o depois
A censura e o PREC
E chega o 25 de Novembro
... E o pós-25 de Novembro
A era das rádios locais
... A seguir, o das "redes" de rádios locais
A "nova onda" jornalística
O novo interesse do povo: o apelativo
Da censura e do lixo
O bolo e os morangos
As televisões privadas
O oficiante jornalista comentador, opinion-maker, vedeta, juiz e o mais
O sussurro das melgas
A "revolta dos morcegos"
O comércio
A dupla metamorfose: de morcego novamente a morango
O cômputo de audiências entre "o desgraçadinho da seca" e "precisamos de chuva para poder facturar culturas queimadas" pende, positivamente, para o primeiro. Portanto, é por aí que a comunicação social vai - na busca do po$$$$itivo".O Miguel respondeu com esta outra garrafa.
Tá bem, mas esse "amor" dos media pela classe política não é altruísta. Esse "amor" é mantido porque eles não a podem (ainda) contornar.
O paradigma do grupo media emergente da uma total deglutição dos restantes grupos, seria passar a chamar-se Diário da República. E porquê? Para arrecadar mais carcanhois sem ter que despender energias: com o governo numa primeira fase, com o estado numa segunda.
Já nessa fase (lagarto-lagarto) continuar-se-ia a fazer de conta que o país continuaria a existir.
Tudo caminha no sentido de criar uma nova era colonialista acionistas-trabalhadores, onde as bolsas seriam então demasiado restritivas. Os pequenos accionistas são, por enquanto, um mal necessário (como os governos).
Neste filme, a tropa de choque são os jornalistas.
"Para resumir, temos que melhorar substancialmente as formas de transferência do conhecimento através da educação, a produção de novos conhecimentos através da investigação e a utilização e aplicação desse conhecimento através da inovação."Esta frase lapidar é um exemplo de uma das insidiosas doenças que afecta o nosso sistema de educação: a produção de novas definições quando nada há de substantivamente novo.
A abertura do mercado europeu aos têxteis chineses foi mais contestada pelos
defensores dos direitos humanos do que o provável levantamento do embargo da
União Europeia à venda de armas à China.
É uma questão política curiosa (choca-me chamar-lhe isto, mas é, de facto, uma questão política): se o “sim” ganhar, a extrema esquerda vai capitalizar politicamente esta vitória (o que será, no mínimo, indigno), mas se o “sim” perder, esta rapaziada continuará com a sua arma de arremesso político favorita.
Freitas do Amaral considera "injusto" ter sido suspenso do PPE
Helena Pereira
"Mas teria pena se o PPE, numa manifestação de intolerância quisesse controlar e condicionar as opções políticas de cada um" ... [diz Feitas do Amaral]
Se o PPE correr com ele, será que ele carimbará o PPE de partido SS, de Partido Nacional Socialista?
Se ele for expulso, será que poderá ser acusado de falta de percepção política, por não se ter apercebido que pertencia a um partido intolerante? Ou, pior ainda, de saber que pertencia a um partido intolerante?
Mesmo que não venha a ser expulso, será que pode ser acusado de pertencer a um partido capaz de equacionar a expulsão de um militante só por ele ser membro do governo legítimo de um país da Europa?
Vistas assim as coisas, Freitas do Amaral parece sentir-se com todo o peso de um partido político (egocentrismo à parte). Tem o seu pequeno império interior. Imperialismo interior?O Governo e os mitos da esquerda
Manuel Queiró
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P.S. - Ouvi Freitas do Amaral invocar o exemplo de governos de coligação entre socialistas e democratas-cristãos a propósito da sua presença no Governo. Ver-se-á a si próprio como um dos lados de uma coligação? Se assim é, convirá lembrar-lhe que as coligações sem base parlamentar se rompem com muita facilidade. Desconfio que não hão-de faltar motivos.
Proteccionismo a sério
Se o proteccionismo é bom para o desenvolvimento de um país, como diz o Barnabé, então deve ser ainda melhor para o desenvolvimento de uma província, de um distrito, de uma aldeia ou até para o enriquecimento de um indivíduo. Se o comércio externo é mau, então o interno é ainda pior. Acabemos com todo o comércio. Que cada um produza para si próprio. O mercado está garantido e não vai haver desemprego.
Está bem, mas isso lembra-me uma teoria minha (se calhar já alguém, antes de mim, se lembrou desta).
"A globalização está condenada porque no dia em que o planeta estiver completamente globalizado, a impossibilidade em fazer comércio com outros planetas atira-nos para uma situação de proteccionismo suicidário." :-))
Parece-me o proteccionismo razoável quando for, simplesmente, razoável.
Adenda.
Suponho que quando se fala em protecionismo não se fala em boqueamento a todas as trocas comerciais mas somente às importações . Sendo assim não é muito difícil antever toda a espécie de efeitos secundários.
Este fim-de-semana, morreram mais dois agentes da PSP no concelho da Amadora, o que está a levantar uma nova e compreensível onda de indignação nas forças policiais (após o assassinato brutal de outro agente, há cerca de um mês). As reportagens sublinham o que já sabíamos: ao actuar em zonas de risco, a polícia apresenta-se quase sempre mal equipada e muitas vezes com elementos inexperientes (um dos polícias mortos entrara na PSP há apenas seis meses). Quanto aos criminosos, não só estão mais bem apetrechados, em termos de viaturas e armas de fogo, como experimentam agora um sentimento de impunidade que os leva a nem pensarem duas vezes quando lhes surge a ocasião de "despachar um bófia".
A minha pergunta ingénua é esta: em vez de sacrificar jovens polícias mal armados na Cova da Moura, por que é que não se envia para essas áreas de elevadíssimo risco as forças do Corpo de Intervenção, que normalmente só vemos a carregar, forte e feio, sobre os estudantes que lutam contra as propinas ou sobre os trabalhadores que se manifestam às portas das fábricas? A esses agentes da autoridade, sabemo-lo bem, não falta nada: nem escudos inquebráveis, nem viseiras, nem coletes à prova de bala, nem metralhadoras, nem gás lacrimogéneo...
BUSH EM BAGDAD
Foi num pé e veio no outro. Às escondidas. Em segredo absoluto. Com um boné de basebol enterrado na cabeça, supostamente para enganar os seus próprios guarda-costas. Metido num avião sem luzes e de vidros fumados, que aterrou durante a noite na capital iraquiana. E lado a lado com Condoleezza Rice, para "parecerem um casal". Depois, num refeitório militar cheio de soldadesca esfomeada, surgiu de surpresa com o peru do Thanksgiving, todo sorrisos, apenas o tempo suficiente para ser filmado e fotografado por repórteres escolhidos a dedo, antes de se enfiar novamente no avião presidencial e regressar ao conforto do seu rancho no Texas. Não acham que tudo isto cheira demasiado a Hollywood?
Eu posso responder: não cheira, tresanda. Mas os efeitos nas sondagens já se fazem sentir, essa é que é essa. E torna-se óbvio que o Iraque, depois de ter sido sujeito ao capricho vingador de George W., vai estar cada vez mais dependente das necessidades de protagonismo dos republicanos, em tempo de pré-campanha eleitoral.

1 - assassinato algo bizarro
2 - Estados Unidos
Outro caso típico:
1 – avanço científico
2 – aplicável no campo da medicina
3 – de difícil compreensão por jornalistas (imenso campo)
Neste último caso a carimbadela típica será: "capaz de vir a revelar-se de interesse fulcral na procura da cura do cancro".
Voltando ao caso inicial, é obvio que a disseminação de armamento ligeiro tem um peso irrelevante do orçamento dos fabricantes de armamento. Mais ainda, muito armamento disseminado nos Estados Unidos não é de lá originário.
O que interessa (que tem real peso) aos fabricantes de armamento é a venda de sistemas de armamento sofisticado (carros de combate, sistemas electrónicos de todos os tipos, sistemas de mísseis, de comunicações, aviões, etc). Mas a facilidade com que o carimbo pode ser usado sobrepõe-se aos factos.
Em Portugal tiveram recentemente lugar vários crimes violentos, alguns contra as autoridades policiais, perpetrados por pessoas aparentemente organizadas em gangs, que recorriam a quantidades substanciais de armamento.
Não se tendo verificado a característica 2 do primeiro exemplo dado, não foi declarado que o sucedido foi "resultante da disseminação de armamento pela acção de poderosos lobis armamentistas americanos em função dos seus interesses económicos".
PCP alerta que caso Bombardier pode marcar início do mandato de
Sócrates
Numa reacção a decisão da Bombardier, o secretário-geral do
PCP, Jerónimo de Sousa, alertou que o envio da polícia de intervenção para a
fábrica na Amadora "pode marcar o início do mandato" do Governo de José
Sócrates. "Não é um sinal positivo o que está a acontecer na Bombardier. Assume
um carácter muito grave e que pode marcar o início do mandato deste Governo a
ida da polícia de choque para a empresa", afirmou o líder comunista, no final de
uma reunião do Comité Central do PCP.
Vamos aceitar, sem conceder, que é o governo quem destaca a polícia de choque para onde quer que seja. Nessa altura seria de esperar que o PCP protestasse energicamente pela colocação da polícia às ordens directas do governo e não do direito."Mais grave seria, se ao que tudo indica, a deslocação da polícia vier a dar cobertura à retirada das máquinas decisivas para que a empresa retome a laboração", criticou Jerónimo de Sousa.
Já hoje, junto à Bombardier, o líder da bancada parlamentar do PCP, Bernardino Soares, garantiu que o partido vai questionar o primeiro-ministro, José Sócrates, sobre a retirada de equipamento das instalações da fábrica.
Bernardino Soares sublinha que o PCP vai aproveitar a apresentação do programa do Governo no Parlamento, na segunda-feira, para questionar o executivo sobre a situação.Ontem, o PCP já tinha entregue na Assembleia da República um requerimento a exigir ao Governo a explicação das medidas que vai adoptar para resolver a situação da empresa metalúrgica, cujo futuro estaria dependente de um acordo com a CP.
FALTA DE …., OLHEM, FALTA DE TUDO
de sentido de estado, de boa educação, de respeito mínimo por todos. É o que significa esta história da Câmara de Lisboa.
Numa universidade inglesa foi feito um estudo sobre o julgamento dos espectadores ao nível de violência exibido nos programas de informação. Foi mostrado inicialmente, a um grupo seleccionado, um conjunto de imagens que a clara maioria classificou como extremamente violentas, portanto inadequadas para exibição. Depois foi-lhes mostrado o conjunto original de imagens de onde as primeiras tinham sido seleccionadas.
Perante o segundo conjunto de imagens tornou-se claro aos espectadores que as imagens inicialmente seleccionadas (menos violentas) tinham sido as melhores, vindo a mudar a sua opinião inicial deles no sentido de acharem que a selecção era correcta.

A noticia de que António Guterres vai a Bagdad dar uma aula de democracia trás à memória a sua frase vácua de que "é preciso dar uma oportunidade à paz". Por essa altura o seu contributo na guerra contra o terrorismo (um contributo apoiado na descrença quanto a uma democratização do médio oriente). Por sua vez, a esta altura, os Iraquianos já aprenderam que
antes de mais nada a democracia se constroi com coragem e persistência.Bem vistas as coisas Guterres tem mais a aprender do que a ensinar.
João Santos Lima

Que dizer a isto?
Se nas mesmas condições George Bush tivesse feito o mesmo que Soares e o tivesse declarado, ninguém de esquerda diaria "A falta que hoje nos fazem mais políticos assim". A algazarra anti-bush e anti-americana saltaria até ao afélio de Plutão. Certamente que Soares não se ficaria ...
... bateu uns papos com um jornalista, comprou uns livros (Tintin?)...
Ai ai. Não há pachorra ...
Range-o-Dente