29/07/2006

Apenas caos

[Adenda I] Este outro meu post (que é, aliás, uma transcrição de um artigo de Serafim Marques) refere o mesmo tipo de forma de encarar um problema, transposto para a educação e ensino (não misturo).

[Adenda II] Este comentário de Patrícia Lança a um artigo de O Insurgente, resumiria bem o que abaixo escrevi.

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Transcrevendo a transcrição do Hoje Há Conquilhas, e contrapondo:
"Bem-vindos à nova desordem multipolar mundial", escrevia Timothy Garton Ash nas páginas do Guardian, exprimindo da forma mais concisa e mais precisa aquilo que começa hoje a ser visto como a mais séria ameaça à estabilidade e à segurança mundiais: a fraqueza dos Estados Unidos da América e a sua crescente incapacidade para liderar o mundo.
Não se percebe o que se considera como “fraqueza”. Os Estados Unidos são, de longe, a maior potência militar mundial. São a maior potência e vão sendo cada vez mais poderosos, enquanto os “concorrentes” tentam esconder a incapacidade atirando desdenhosos insultos aos Estados Unidos.

Se a “fraquesa” dos Estados Unidos é uma ameaça à estabilidade mundial, que dizer da fraqueza militar da Europa? Que somos? Uma praga? Sim. Temos sido e temos tido esse comportamento. Temos sistematicamente sido absolutamente incapazes para lidar com o mundo. Nada contamos (mas falamos muito). Somos, um placebo.

Mas não fica por aqui. Zombamos dos Estados Unidos, mas contamos com a sua protecção. Se não forem eles, quem será?
Hoje, conhecemos o princípio desta história - a decisão unilateral de mudar pela força o regime de Saddam Hussein e de, por essa via, redesenhar o mapa do Médio Oriente. E já conhecemos também alguns dos últimos capítulos. O Iraque, que afinal não era a Alemanha pós-nazi, está hoje mergulhado no caos, muito longe da democracia e muito perto da guerra civil.
Não se percebe, que quanto mais tarde pior?

Sadam devia ter sido removido do poleiro após a guerra por causa do Kuwait. Mas as sacrossantas Nações Unidas só tinham aprovado um mandato que ... blá blá blá ... oportunidade ... ulteriores conversações, a conversa estúpida do costume, resultante do que ninguém quer ver: que as resoluções das Nações Unidas, ou são puros exercícios de irrelevância quando emanadas da Assembleia Geral, ou resultado de negociações em função do interesse particular de cada um. Neste último caso, as reacções aos vetos pautam-se pelas máximas: se é veto dos Estados Unidos, é para defender os seus interesses, se de um dos outros, para se opor aos interesses dos Estados Unidos. No que toca a matéria de interesses, a tal potência cada vez menos potente têm o monopólio .

A história das consequências da intervenção é o absurdo dos absurdos do verboso discurso pacifista e resume-se ao seguinte: nenhuma medida de força deve ser tomada porque o resultado será sempre pior.

Vejamos ao absurdo que nos leva o absurdo (pois). Um grupo religioso fanático resolve espalhar o ódio numa comunidade de uma mesquita - nada se deve fazer porque será pior. Estando bem sedimentada a cultura (?) do ódio, esse grupo começa a expandir-se a outras mesquitas - nada se deve fazer porque será pior. Esse grupo (já substancial) resolve exportar a sua cultura (alternativa, como a esquerda tende a achar que ela é) - nada se deve fazer porque será pior. Esse grupo arma-se, adquirindo armas aos Russos (que neste caso os vendedores não são lóbis, porque lóbis, só nos Estados Unidos) - nada se deve fazer porque será pior. Instalam nesse país (um qualquer), forças de segurança alternativas (como a cultura) e começam a opor-se ao regime vigente que, sendo melhor ou pior não vai no caminho da melhoria - nada se deve fazer porque será pior. Exportam a sua cultura para outros países, que só têm a ganhar pois se tornam mais cosmopolitas, evidentemente - nada se deve fazer porque será pior.

...

Onde vamos parar?

Que se esperava que Israel fizesse, perante a percepção que um arsenal estava a ser instalado em redor das suas fronteiras, por uma organização que não corresponde a coisa nenhuma (não representa um país, não representa uma religião – pretende representar tudo e não representa nada mais que um punhado de extremistas que sabe que conta com a sacrossanta passividade pacifista (que ainda por cima eles próprios classificam como decadente), aquela que diz “nada se deve fazer porque será pior”?

Esperava-se que Israel enviasse hordas de assistentes sociais para dizer às criaturas que não é bonito instalar arsenais em casa de civis (verdadeiros)?

Os pacifismos não sentem as mãos ensanguentadas quando não condenam que os tais “alternativos” instalem arsenais em zonas habitacionais? Não acham que a elevação de populações à condição de escudos humanos (coisa que, recusada, equivale a uma execução sumária) é a razão porque há vítimas inocentes?

Não lhes parece razoável que, em vez do aberrante discurso do direito internacional, se manifestem empunhando slogans “se querem andar à porrada larguem os civis inocentes e vão para campo aberto” ou, "se querem exercitar orgásticos ataques militares saiam debaixo das saias das mulheres e dos esconderijos das crianças"? Ah, já me esquecia: não são ataques militares porque ali ninguém anda fardado.
A ameaça do poderio militar americano não levou à transformação democrática do Grande Médio Oriente, pelo contrário, alimentou o fundamentalismo islâmico e a sua arma do terror.
A velha história do tudo ou nada. Não levou à transformação democrática do Médio Oriente, mas levou a uma aproximação do Iraque à democracia. É um caminho penoso. Pois é. E não tem sido penoso o mesmo caminho em África? E ninguém advoga o retorno do colonialismo. E, no Iraque, tem sido penoso porquê? Porque as tropas dos Estados Unidos andam a fazer rebentar autocarros cheios de explosivos em mercados populares? Nada se deveria ter feito, porque já se viu que foi pior ... e dá-se, implicitamente apoio aos que atafulham autocarros com explosivos sem se sentir sangue nas mãos.
O Hamas venceu as eleições na Palestina. O Hezbollah, apesar das transformações democráticas do Líbano graças ao empenho concertado de Paris e Washington, ameaça abertamente Israel. O próprio Líbano está à beira do colapso. E o Irão vai alimentando as chamas que ameaçam incendiar toda a região, enquanto prossegue desafiadoramente a sua política nuclear e apela a que Israel seja pura e simplesmente varrido do mapa. Ainda ontem voltou a fazê-lo. No Afeganistão, as tropas da NATO enfrentam cada vez maiores dificuldades para estabilizar o país. A Coreia do Norte desafia abertamente os Estados Unidos.
E estão? Nada se deve fazer porque será pior? Ainda não se percebeu que a expansão do terror tem uma dinâmica própria? Não se percebeu ainda que a expansão do terror só não chegou ainda às nossas casas porque ainda há quem se lhe oponha?

Não se percebeu ainda que o ódio cego aos Estados Unidos e a Israel leva os pacifismos a apoiarem algozes que remeteriam Hitler, Estaline e Mao para o grupo dos amadores?

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28/07/2006

Os empatas

Observadores da ONU: observam, observam, e só empatam.

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Arauto



Combustões: 20 razões para um Ocidental defender Israel
Vasco Graça Moura, no DN: As esquerdas anti-semitas
"No conflito palestiniano, os pós-soviéticos não se impressionam com a perda de vidas civis causada pelo terrorismo em Israel (e ainda menos com os sucessivos genocídios que têm vitimado milhões de seres humanos em África)."

25/07/2006

O Pânico Climático

De Rui G. Moura, obrigatório ler.

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Pensar, não faz barulho


________Freeman Dyson_______________Edward Witten

São 2:45 da manhã, e, na SIC, está a dar um excelente programa sobre física: pura e dura.

Seríamos outro país se o programa fosse exibido à hora nobre ...

... mas não somos.

[... já volto.]


Era um programa com Edward Witten onde apareceu Freeman Dyson.

"Pensar, não faz barulho", disse-se a certa altura.

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Apenas caos

Actualização:
Desenvolvimento aqui, e aqui.

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Sobre o Iraque, o Hoje Há Conquilhas Amanhã Não Sabemos (HHCANS) escreve;

[...]“Apenas caos, destruição e morte: centenas de milhares de mortes.”[...]

Penso que o HHCANS está a ver mal o filme.

O terrorismo a que o Iraque está sujeito, é consequência negativa indirecta da invasão, mas é consequência directa do sucesso da invasão.

Não lhe parece que a carnificina a que se tem assistido no Iraque é um castigo infligido por aqueles que viram a população afastar-se dos seus pontos de vista?

Onde já se assistiu (à excepção de África onde os dramas são potenciados à 10ª) a uma resistência a uma invasão que massacra as próprias populações?

Já se assistiram a imolações. Mas as imolações são actos de revolta em que o próprio se sacrifica pelo que supõe estar certo. Mas, imolar outros?

Quem estripa pessoas em mercados odeia, por igual, todos os que não fazem parte do grupo deles, quer se trate de iraquianos, muçulmanos, cristãos ou americanos. Eles versus resto do mundo.

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23/07/2006

O rocket

No Telejornal das 20h, pela mão de José Manuel Rosendo, a RTP1 acaba de transmitir uma peça em que alguém reclama que um rocket israelita teria demolido um quarteirão inteiro.

Ou não era um rocket, mas uma enorme bomba ....

Ou havia um paiol no local atingido pelo rocket.

Mas nada disso o jornalista aborda. Jornalismo?

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Absurdo

O primeiro tiro

Uma das coisa que não percebo é a razão porque se tenta fazer frente a Israel pelas armas. Não se aprendeu nada com Gandhi?

Israel tem força militar (significativa), os oponentes não têm. Israel é um país democrático e coeso, e dispõe de forças armadas que respondem a um comando. Os oponentes a Israel não são nem uma coisa nem têm a outra.

Se havia uma situação relativamente estável no sul do Líbano, porque empilhar armamento junto à fronteira?

E porque se empilha armamento em prédios de habitação?

E quem o empilhou? O exército do Líbano sob a batuta do respectivo poder político, de forma coesamente assumida?

A resposta a estes parágrafos é simples: porque os oponentes a Israel se estão nas tintas para o Líbano e para os civis cujas posições dizem defender.


Os Estados Unidos

Não compreendo porque se denomiza os Estados Unidos e se olha para eles de cada vez que uma crise rebenta. Reclama-se que se imiscuem em todo o lado, e de cada vez que há caldinho, quem os demoniza, olha para eles ...


O tempo que a operação demorou a ser preparada


Isto demonstra que quem o refere não faz a mínima ideia sobre o que é a instituição militar.

Nenhuma instituição militar que se preze, por isso na Europa há poucas, espera pela crise para preparar uma operação.

Toda e qualquer instituição militar digna desse nome está em permanente preparação para toda e qualquer eventual ameaça.

Isto explica por um lado porque tiveram os israelitas uma resposta pronta, por outro, porque há constantemente notícias sobre preparações militares em relação a potenciais conflitos. “eles até já estão em treinos” ... Pois claro: são militares.

Quantas vezes as nossas insípidas tropas já treinaram face a potenciais ameaças de todos os quadrantes? E os espanhóis não fazem o mesmo? E os franceses? Fazem-no para justificar o orçamento, porque daí a estarem dispostos a entrar em combate vai uma enorme distância. Mas preparam-se face a cenários. Perante algo mais que cenários, que se acha que os israelitas deveriam fazer? Filmes?

Resumindo, os israelitas responderam rapidamente porque fazem o trabalho de casa.

O post de O Jumento

Se há absurdo, o post de O Jumento é um belo exemplo.

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22/07/2006

17/07/2006

Exército judaico !!!

E que dizer da imbecilidade jornalística nacional (pelo menos) que continua, em densidade preocupante, a chamar ao exército israelita, exército judaico?

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03/07/2006

O futuro começa aqui



Parabéns.

... por outros lados, só lixo e bezanas.

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24/06/2006

Carteiristas


Há pouco tempo um português foi preso na Alemanha por tentar roubar uma carteira.

A coisa deu-se no âmbito de um tal de futebol(?) e um dirigente da coisa comentou os acontecimentos neste tom:
Ele ia gamar uma carteira e, logo por azar, a um polícia.
Qualquer pessoa honesta diria que houve sorte quando o carteirista tentou roubar um polícia. Houve sorte porque foi detectado e foi dentro. Houve sorte porque não houve vítimas. Houve sorte porque ninguém saiu prejudicado.

Fica-se com uma excelente ideia acerca do que vai pela cabeça daquele tipo de dirigentes. Percebe-se quem conta com quem.

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21/06/2006

Energia impingida

Já não é a primeira vez que oiço falar no assunto, e já tinha até tropeçado nele anteriormente. Mas nos últimos dias tenho sido alertado por amigos de que a EDP tem a tensão da rede demasiado elevada.

Habitualmente, a tensão eléctrica (a que se chama voltagem), é de 220Volt. Os casos que me têm sido relatados referem subidas até 260V.

É sabido que a tensão entregue não tem que ser exactamente de 220V: isso seria impossível. Mas é de aceitar desvios entre 210 e 230V. O que é difícil de aceitar são desvios para 250 a 260V.

Já tinha tido contactos com casos esporádicos de tensões anómalas, mas nunca tinha tido conhecimento, como agora me é relatado, de tensões superiores a 240V que se mantêm por semanas.

Parece que os piquetes acham a tensão normal - nem outra coisa é de esperar. O que não é normal é que a EDP, como instituição com quem se fala(?) pelos números de telefone da assistência, não tenha uma posição mais honesta. Mas as “assistências” não se fizeram para essas coisas.

Se uma parte dos aparelhos e equipamentos ligados à rede eléctrica é capaz de reagir a este aumento de tensão diminuindo a corrente drenada da rede, outros não são capazes de o fazer.

Nos primeiros nada há a objectar, à excepção de quando a tensão sobe o suficiente para ultrapassar o limite em que são capazes de operar, destruindo-os na generalidade dos casos.

Nos segundos, aqueles que consomem a energia que lhes impingem, a coisa fia fino de outra maneira. Nestes casos ao proprietário é impingida energia eléctrica que não era suposto consumir. É impingida e é cobrada.

Um frigorífico não produz mais frio por consumir mais corrente, e, justamente um aumento de tensão produz um aumento de corrente (intensidade).

Só por aqui já seria grave, não fosse dar-se o caso do consumidor não pagar corrente (intensidade) mas potência. Se tivermos presente que um aumento de tensão provoca, nos caso referido, um aumento de corrente, e que a potência é o produto de ambos (volts a multiplicar por amperes), percebe-se que a EDP impinge, de facto, muitíssimo.

Uma lâmpada que consuma 100Watt a 220V consome, pela lei de Ohm uma corrente 0,454Ampere. Se lhe aplicarem 240V ela passa a consumir 0.494A a que corresponde uma potência de 119W - um aumento de consumo de potência de 20%. Este aumento de consumo de potência é pago, adivinhem por quem.

No caso da lâmpada pode dizer-se que há um aumento de consumo mas que há também um aumento da quantidade de luz produzida pela lâmpada. Mas, se por um lado ninguém encomendou o sermão à EDP, por outro, a duração da lâmpada é fortemente reduzida.

Neste grupo de equipamentos afectados pela política de impingimento, estão os frigoríficos, aparelhos de ar condicionado, motores de máquinas de lavar, ou outros incapazes de reagir a aumentos de tensão. Além de consumirem muito mais do que seria de supor, funcionam em regime de sobrecarga diminuindo-lhes o período útil de vida.

Voltemos ao caso dos prejuízos causados a equipamentos incapazes de trabalhar a tensões exageradamente elevadas. Alguns desligam-se, outros rebentam. Em ambos os casos o consumidor fica pendurado, no segundo com um prejuízo adicional.

Em ambos os casos a EDP encolhe os ombros, e não resta ao consumidor outra hipótese que recorrer a tribunal - coisa inútil porque a legislação está redigida à feição da EDP.

Está na altura da DECO instalar uma rede de monitorização de tensão. Há que compensar o consumidor pelos prejuízos causados e há que descontar à factura de electricidade a energia impingida.

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19/06/2006

O Monstro

Um excelente resumo, por Vasco Pulido Valente (recebido por mail).



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12/06/2006

Educação !!!

No Abrupto, José Fonseca diz quase tudo o que há a dizer sobre o caos que reina nas escolas (caos disciplinar e de aprendizagem):
Ora, não é possível instruir sem previamente educar e não é possível educar sem o criterioso recurso a mecanismos de punição/recompensa que pressupõem a autoridade para os aplicar. E foi essa autoridade que os professores foram paulatinamente perdendo: de cedência em cedência, a escola foi-se transformando num mero local anárquico, violento, onde, sem custos, os progenitores depositam os rebentos enquanto fazem pela vida esperando que, sem sobressaltos nem canseiras, atinjam a idade em que não são obrigados a frequentá-la e, nalguns casos, transitem para a universidade.

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17/05/2006

Quem afinal matou Mohammed al-Dura?



Ligações de interesse sobre a alegada invenção dos média à volta da morte de Mohammed al-Dura.

1 - WHO REALLY KILLED Mohammed al-Dura?

2 - http://seconddraft.org/selections.php?theme=aldurah_video

3 - http://www.palestinefacts.org/pf_1991to_now_alaqsa_dura.php

4 - http://www.addameer.org/september2000/focus/dura.html

5 - http://www.eretzyisroel.org/~ginsburg/aldura/

6 - Wikipedia

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A infecção e o placebo



Acerca da reunião dos ministros europeus para discutir a questão nuclear iraniana, o Presidente iraniano declarou:
“Surpreende-me que um grupo de pessoas se reúnam na nossa ausência para tomar decisões por nós. Esses senhores ainda pensam que vivem na época do colonialismo, mas as suas decisões não têm nenhum valor para nós” ...
Depois de ter arrastado o Irão para a classificação de estado-pária, Ahmadinejad ainda não percebeu que, consequentemente, ele e o seu país serão tratados, cada vez mais, como uma infecção.

Entretanto, a opinião da CE de pouco contará. E tanto menos contará quanto mais continuar a vacilar, pelo que as suas resoluções dificilmente passarão de placebo.

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15/05/2006

Pérolas da web

Esta, é de gritos (no Retórica e Persuasão).

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10/05/2006

Freitas do Amaral, o ingénuo



Já li muita coisa sobre o incidente do “cansaço” de Freitas do Amaral.

Que o título foi escolhido à revelia do conteúdo, é fácil de perceber e acontece todos os dias. A generalidade dos jornalistas são capazes de tudo para se evidenciarem.

Rendidos às maravilhas do marqueting, os jornalistas sabem que toda a publicidade é boa, mesmo que má: fala-se no assunto e fala-se do autor. Eles sabem que se catrafilarem alguém, ficam a jeito de uma promoção porque as entidades para quem trabalham são como os cartéis de droga: nada respeitam e não têm princípios (além do lucro).

Voltando ao ministro, pode dizer-se que, no mínimo, foi tanso. Foi tanso porque não mediu o que dizia tendo em atenção com quem falava.

Ser tanso, nestas circunstâncias, pouco importa: gasta tinta mas é irrelevante.

O que não é irrelevante é ter presente que Freitas do Amaral, no exercício das suas funções, é capaz de seguir a mesma cartilha perante os seus congéneres. Já deu bastas indicações nesse sentido e, neste caso, podemos já não estar a falar só de tinta: podemos estar a falar de sangue.

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07/05/2006

Gato nasi e, naturalmente, fedorento

Acabei de ver 5 minutos de Gato Fedorento (RTP1) - 5 minutos foi o que aguentei.

Já percebi porque é fedorento: porque é nasi.

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06/05/2006

Contas de esquerda e direita

Em relação a este post do Retórica e Persuasão, eu diria mesmo mais:
- Se fizer contas, é de direita. Se não fizer, é de esquerda.

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27/04/2006

A cruz nos exames – a cruz de todos nós ...

... ou um método especial para "grunhos".

Este ano, parte dos exames de português do 12º ano, será feita por escolha múltipla. Aquilo a que habitualmente se chama “por cruz”.

Argumenta-se que por esta via se permite que alunos com dificuldade em expressarem-se sejam avaliados em relação à compreensão de um texto.

No 12º ano, qualquer aluno com dificuldade de expressão (ou de escrita) deveria chumbar. Chumbar liminarmente. Este tipo de coisa não é aceitável para lá da 4ª classe. Quem não se sabe explicar oralmente e por escrito não deve passar, de modo algum, do 9ª ano (deveria ser da 4ª classe, mas a hecatombe é tão grande ...).

Para 2007, os idiotas do Ministério da Educação proporão:

1 – Que todo o exame seja feito por escolha múltipla.

2 – Que uma parte do exame seja feito por carimbadela para permitir que os alunos que não saibam fazer uma cruz possam ainda responder.

Para 2008, os mesmos idiotas do Ministério da Educação (mesmo assim as luminárias acharão que é de manter o nome do ministério) proporão o seguinte:

1 – Que o exame continue a ser feito, por completo, por “cruzinha”.

2 – Que se faculte aos alunos um professor destinado a ler-lhes os textos e as perguntas. Desta forma permite-se-á que alunos que não saibam ler, possam responder.

3 – Que os alunos possam responder por grunhidos. Caberá ao professor seleccionar o grunhido que mais se adeqúe à resposta correcta.

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26/04/2006

Chernobyl 20



Convém não esquecer que:

1 - O reactor nº 4 de Chernobyl estoirou há 20 anos.

2 - Que só depois de vários dias decorridos foi admitida pelas autoridades da União Soviérica a ocorrência do acidente - e só perante a chedgada e detecção da respectiva radiação aos países vizinhos.

24/04/2006

Multiculturalismo de retrete

Segundo a BBC (via No Pasaran), o Ministério do Interior inglês providenciou a construção de blocos de casa de banho novos de forma a evitar que os prisioneiros muçulmanos ficassem virados para Meca enquanto as utilizassem.

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Epistemologia jornalística

No Blog Retórica e Persuasão, escreve Américo de Sousa:

Disponibilizo aqui o texto integral da comunicação que levei ao VII Congresso Lusófono de Ciências da Comunicação, em Santiago de Compostela. Mas para quem queira apenas, ou antes de mais, ficar com uma ideia geral do que lá se trata, o melhor ainda será ler a breve apresentação que dela fiz no próprio evento:

A minha comunicação corresponde, em síntese, a uma reiterada afirmação do primado da objectividade jornalística e dos valores de isenção e rigor que lhe andam associados.

Trata-se aqui, naturalmente, da objectividade possível e não de uma objectividade absoluta, que é, como se sabe, inacessível aos humanos. Mas como digo no meu texto, o facto da própria ciência não ascender a verdades absolutas não lhe retira objectividade. Com as devidas diferenças, assim será também no jornalismo.

Não parece, contudo, ser este o pensamento dominante no actual campo jornalístico português, tantos são os que contestam os valores de isenção e de rigor no jornalismo, ainda que os mesmos continuem a figurar como deveres básicos nos códigos deontológicos que regem a actividade.

Fui à procura de declarações de jornalistas portugueses que se posicionam num certo “subjectivismo jornalístico” e encontrei três grandes tipos de argumentos:

O argumento mitológico - a objectividade é apenas um mito criado para o jornalismo aparentar uma competência que não tem.
O argumento perspectívico - não há objectividade, porque os jornalistas olham para realidade a partir de uma determinada perspectiva (que pode não ser a dos outros).

E o argumento limitativo - a objectividade é impossível devido às limitações do próprio jornalista (percepção, influência do seu sistema de valores, particular relação com o mundo, etc.).

São estes três principais argumentos que procuro desqualificar no meu texto, ao mesmo tempo que chamo a atenção para o perigo de poderem funcionar como verdadeira almofada teórica para justificar todos os excessos, desde logo, o da recusa de qualquer pretensão de objectividade jornalística.

É que num jornalismo sem objectividade, sem imparcialidade, sem isenção e rigor o jornalista poderia passar a dizer o que lhe viesse à cabeça, escrever sobre assuntos da sua exclusiva preferência ou interesse pessoal, cingir-se à realidade ou misturar ficção. Seria indiferente. Porque o leitor não teria nada a ver com isso. A voz de comando seria a de um critério jornalístico verdadeiramente à solta e sempre sujeito às mais subjectivas invocações.

Ora o mínimo que se pode dizer deste subjectivismo é que é perfeitamente absurdo. Porque se do ponto de vista de uma vida partilhada, a reacção do outro fosse completamente imprevisível, a própria vivência comunitária estaria em risco. E não está. Pelo menos, por esse motivo.

Se o verdadeiro ou o falso, o certo ou incerto, o bom ou o mau dependessem apenas da subjectividade de cada um, como conseguiriam os homens comunicar entre si? O caso extremo das preferências pessoais é talvez o mais elucidativo. Elas são evidentemente subjectivas, naquele sentido banal de que se reportam a sujeitos. Mas já não cognitivamente subjectivas, porque podem ser justificadas, podem ser compreendidas. Não valem todas a mesma coisa, não são igualmente aceitáveis, não são aleatórias.

Uma pessoa pode gostar de fumar, e outra, não. Provavelmente, uma valoriza mais o prazer e a descontracção que o fumo lhe proporciona, do que o mal que lhe faz à saúde e que não ignora. A outra, o inverso. Mas a decisão ou comportamento de cada uma, tem uma explicação objectiva. Não é tudo subjectivo, não é tudo aleatório, não é tudo irracional.

Acresce que se tudo fosse muito subjectivo, a própria afirmação de que tudo é muito subjectivo seria também ela muito subjectiva, auto-refutante, logo, racionalmente inoponível a quem dela discordasse, já que a partir daí deixaria de haver qualquer razão ou fundamento para se poder considerar uma afirmação, qualquer afirmação, como melhor ou pior do que outra. E é para este beco sem saída que a recusa da objectividade acaba por nos lançar.

Por aqui se vê como o subjectivismo jornalístico assenta numa ideia tão errada como prejudicial. Num tempo em que, pela perversão mediática das tiragens ou das audiências, o jornalismo está sujeito a uma cada vez maior descaracterização, que estranha razão poderia levar o leitor a passar um cheque em branco a um jornalista que não respeitasse o princípio da objectividade, quando, precisamente por isso, a maior vigilância crítica o deveria submeter?

A recusa da objectividade jornalística não atenta, por isso, apenas contra os direitos do leitor mas também contra a sua boa-fé. E isso, convenhamos, não é coisa que se faça.

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23/04/2006

Energias Renováveis

De Manuel Belo Moreira (via Kontratempos).

Energias Renováveis. «Interessado em energias renováveis encarei a possibilidade de instalar painéis fotovoltaicos. Todavia a legislação existente, supostamente feita para incentivar o seu uso, afugenta o mais afoito.

1.
É preciso enviar projecto à Direcção Geral de Energia e esperar pela aceitação, cerca de um ano pelo menos. Para quê um projecto para simples instalações domésticas?

2.
É preciso que a EDP aceite instalar um contador com duas vias.

3.
É preciso inscrição fiscal como fornecedor de electricidade, implicando complicações fiscais evidentes e continuadas, como a declaração periódica do IVA, razão que, só por si, bastou para eu deixar cair a ideia.

Em suma, para quem queira usar essa tecnologia, suportando o investimento, mas minimizando os custos através da venda do que produz em excesso, a legislação existente não serve de todo. E de facto seria possível evitar toda esta complicada tramitação legal e simplesmente fazer com que a entidade que fornece energia fique também obrigada a comprá-la a um preço a definir pelo Estado e fique encarregada de ter uma conta corrente a partir da qual acerta a fiscalidade correspondente, debitando ao consumidor o IVA se tiver que o pagar. Assim bastaria fazer contas e de acordo com as disponibilidades financeiras e responsabilidade social de cada um decidir fazer ou não o investimento. O Estado seria chamado a responsabilizar-se pela política de subsídio às energias renováveis que entenda por em prática e será julgado pela respectiva eficácia».

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Lista de competências de um jornalista:

1 – Ser animal racional na perspectiva em que suponha não ser inconveniente cometer erros à razão de 1000.

2 – Ser capaz de classificar como abominável homem das neves quem pretenda impor a “frieza dos números” ignorando a candura da razão do jornalista.

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12/04/2006

"Maus tratos" a menores

Finalmente, um assunto que merece a reanimação do blog.

Aqui está o link para a decisão do Supremo Tribunal de Justiça (via Blasfémias).

Voltarei, para explicar porque estou de acordo com a decisão.

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10/04/2006

A baleia supersónica

A RTP-1 acaba de noticiar que um ferry boat japonês, que seguia a 80Km/H, foi abalroado, por detrás, por uma baleia, e que o incidente provocou um batatal de feridos.

Pode concluir-se que a baleia em causa estava equipada com reactores que lhe permitiam alcançar velocidades supersónicas.

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03/04/2006

Recebido & para meditar

O crocodilo Caixa Geral de Depósitos.

Em O Canalizador das Almas, a ler, Recebido & para meditar.

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30/03/2006

O fenómeno espalha brasas



O fenómeno Freitas do Amaral voltou a meter a pata na poça.

O nosso garboso e lutador anti-fascista Ministro dos Negócios estrangeiros zarpou intempestivamente para o Canadá.

Disse tanto disparate em tão pouco tempo que as autoridades canadianas proibiram a entrada de jornalistas portugueses na conferência de imprensa que se seguiu à reunião com o Ministro Canadiano dos Negócios Estrangeiros, como forma de abortar a dita e poupar o ministro a um massacre (evidentemente que o nosso Ministro se iria recusar a responder só a estrangeiros).

Freitas do Amaral ainda fica a dever uma aos canadianos.

Por favor, arranjem-lhe um tacho na ONU.

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28/03/2006

Morreu Stanislaw Lem


Morreu Stanislaw Lem.


Recordo um dos seus livros: A Voz do Dono (His Master's Voice). No Brasil, A Voz do Mestre (Francisco Alves Editora, Rio de Janeiro 1991).

Este blog está a ficar muito sombrio.

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20/03/2006

Morreu Fernando Gil


Fernando Gil - (1937-2006)


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Aquecimento global

No Público, a propaganda e a sensura continuam ... Mitos Climáticos explica tudinho.

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19/03/2006

Stop, mas não

Estou com muito trabalho. Stop.

O tempo é curto. Stop.

Voltarei logo que possa. Stop.

As minhas desculpas. Stop.

02/03/2006

Carros “seguros” - marretas de esborrachar crânios

Não seria má ideia dosear as penas de acidentes de viação em função da potência ou peso dos carros cujos condutores são responsáveis pelos acidentes.

É habitual ouvirem-se condutores de carros potentes (BMWs, Audis, Mercedes, etc, ) gabarem-se de conduzirem a alta velocidade por terem “carros seguros”.

A verdade é que os carros são relativamente seguros para quem viaja neles. Se colidirem com um carro mais ligeiro, eles “safam-se” mas o outro carro fica esborrachado.

Na prática, quem compra um carro potente e pesado (seguro) está a comprar uma marreta para impunemente esborrachar crânios alheios.

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A Novis em economia práfrentex

Suponho que não seja só a Novis, mas este caso foi-me confirmado pelo serviço para onde liguei.

Havendo um imbróglio com uma linha telefónica, liguei para o serviço de assistência da Novis pelo nº 808100100. A documentação informa que se trata de um número taxado como uma chamada local. Por haver um problema, tenho que ligar por outra linha da rede fixa.

Há que ter em atenção que já sou cliente Novis.

Quando a chamada é atendida, aparece um gravador informando quais as opções a que posso aceder, mas as primeiras opções são destinadas a quem ainda não é cliente. Estou portanto a pagar uma chamada para ouvir publicidade Novis.

De seguida, após seleccionar a opção que me diz respeito, recebo a informação de que terei que esperar cerca de ¼ de hora.

No fim do tempo previsto sou atendido. Digo ao que venho e volto a esperar um bom bocado enquanto o operador consulta “o sistema”.

Recebo a informação que pretendo (que a Novis se atrasou, mas que “deve estar quase”) e finalmente pergunto quem pagou a chamada de 20 minutos. A resposta foi: “o cliente”.

Moral da história: A Novis mete o pé na argola, o cliente paga para ouvir publicidade e música chungosa, é atendido, volta a esperar ouvindo música chungosa, e finalmente percebe que terá que pagar todo aquele lixo, simplesmente, porque têm demasiados clientes, porque há poucos funcionários a atender, ou, finalmente, porque há demasiados problemas (serviços incompetentes?).

Viva a economia práfrentex.

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26/02/2006

O lamentável José Manuel Fernandes

Estou a ver, na RTP2, o programa Diga Lá Excelência em que o Ministro do Trabalho e Solidariedade Social, José António Vieira da Silva é entrevistado por Graça Afonso e José Manuel Fernandes.

Nesse momento, e há mais de meia hora, o lamentável “jornalista” José Manuel Fernandes chinga o juízo ao ministro sobre duas excepções de excepção de excepção: o caso em que um reformado que vivendo de uma reforma extremamente baixa, é pai (ou mãe) de gente abastada com quem não se dá bem, e, melhor (pior) ainda, o caso daqueles que ficarão limitados a receber reformas iguais ao salário do Presidente da República.

José Manuel Fernandes, fala ainda por cima, pelo menos 3 vezes mais tempo que o ministro e interrompe-o sistematicamente, e tem o desplante de “informar” o ministro que pretende, por aquela via, “testar” a justeza do processo.

Amanhã vai opinar ao mesmo nível de qualidade sobre o menmo assunto.

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Bufas televisivas

Porque resolveram as televisões transportar algumas entrevistas e debates para um ambiente de tasca, sonorizando-os com o respectivo ruído de fundo?

Modernismo? Realismo? Este último cenário é mais promissor. Que experimentem adicionar também ruídos de bufa.

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24/02/2006

Cenário Virtual

O novo cenário da SIC parece feito por cachopos a quem saiu a sorte grande.

Com o 'chroma' de fundo, os pivots passam a vida a voar.

A risca branca da mesa não deixa que os operadores abram decentemente o diafragma, postergando os jornalistas e convidados para a penumbra.

Enfim, coisas de nabos reinventadores da roda.

Depois dizem que se trata de “cenários virtuais”. Pouco virtual é a incompetência.

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23/02/2006

Ultrage


Por causa das caricaturas, ingénuos, oportunistas ou simples cobardes 'aderiram' à ideia de que se trataria de um ultraje ao Islão.

Alguns desses parvalhões, entre os quais dirigentes europeus, apressaram-se a pedir desculpa!!!

Que dirão agora, face a isto?

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19/02/2006

Ultrage




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Orgia

A orgia televisiva à volta de Fátima, a que estamos assistindo, faz algum sentido?

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18/02/2006

Cartoon popular



Chegada ao sistema solar, a tripulação de uma nave intergaláctica alienígena vê-se atacada de um tédio infinito.

- Vamos a Saturno, a um baile – diz um tripulante.
- Não pá – responde outro – o planeta é muito frio e os anéis fazem-me confusão.
- Então vamos a Vénus.
- Nem pensar, é muito quente e a capa de nuvens deixar-me-ia ainda mais acabrunhado.
- Chiça, és difícil de contentar. E se formos à Terra, a uma farra?
- Porra! Tás cada vez pior. Não te lembras de lá termos ido há uns dois mil anos? Não te lembras da bronca que deu termo-nos metido com uma tal Maria? Olha que os gajos ainda hoje falam disso.

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17/02/2006

Quanto mais tarde for, pior será

A propósito deste post de 'O Acidental', suponho que esta coisa dos cartoons não foi ainda bem digerida, assim como não o foi o problema do Iraque e não está a ser ainda o do Irão. Nesta bagunça, o problema da Palestina é um mero pormenor, que, aliás, os radicais islamistas fazem os possíveis para manter em banho-maria para, como no caso dos cartoons, ganharem margem de manobra.

A Europa está convencida, (ou melhor parte dela, mas suponho que ainda a maioria) que “condescendências” ajudam a resolver o problema. Não ajudam. Do 'outro lado', os islamistas limitam-se a fazer notar ao seu campo que estão a ganhar a guerra (que mantêm com todo o mundo com particular destaque em relação aos próprios muçulmanos) apontando para mais uma cedência nossa.

O exemplo mais notório encontra-se nas infindáveis negociações que a lado nenhum conduzem, e que só servem para que os islamistas e o seu campo percebam que temos medo e que estaremos infinitamente dispostos a negociar dando-lhes margem de manobra para avançarem – se não militarmente (por enquanto), pelo menos estrategicamente.

Os islamistas vão sedimentando as suas posições, vão preparando o terreno para a desestabilização, por dentro, do Ocidente, em particular da Europa, até que a coisa esteja bem madura.

Como arma de arremesso, os islamistas usam o que muito bem entendem, de acordo com a táctica do momento, alavancando-se nos mais diversos pretextos: a Palestina, o ataque ao Islão, “a nossa sede por petróleo” , o ataque à sua civilização, em último caso invocando a nossa mania de superioridade que mais não é que a sua própria paranóia de inferioridade. Essa paranóia é claramente cultivada pelos próprios islamistas.

As caricaturas deram jeito. Se não fossem as caricaturas seria outra coisa qualquer.

A Europa está convencida que “poupando” as susceptibilidades muçulmanas apazigua a coisa, mas com a paranóia de não ferir susceptibilidades e de evitar a “reacção das outra parte” não percebe que dá aos islamistas mais uma vitória - “os gajos são fracos” rosnam eles entre dentes (digo “rosnam” porque estou a caricaturar e se eles não gostarem é problema deles).

Em boa verdade, assiste-se a três guerras: entre is islamistas (onde os radicais dominam claramente, ou, pelo menos constringem claramente), entre os islamistas e o ocidente, e entre duas facções do ocidente (uma guerra de punhos de renda, como é da praxe, mas uma guerra) mais exactamente entre os 'condescendentes aos islamistas' e os 'duros perante os islamistas'. Daí os blogues serem importantes.

Não defendo que se puxem de imediato das armas, mas defendo que não tenhamos receio de dizer “sim, somos claramente mais evoluídos que vocês, e se vocês têm, por isso, um complexo de inferioridade é um problema vosso (resolvam-no entre vós porque o problema é vosso). Não abdicamos das nossas conquistas (separação de poderes, liberdade de imprensa, etc.) e não estaremos dispostos a aturar quem tente morar connosco apesar de dizer que nos odeia. E quanto mais tarde for, pior é.


Os norte americanos assistem a esta telenovela com assistiria Muttley.

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16/02/2006

Narizes, fora do disco



Software especial para quem não gosta que lhes metam o nariz no que tem guardado no disco do computador: BestCrypt (da Jetico).

Uso-o, e aconcelho-o a:
Jornalistas
Blogueiros
Feito na Comunidade, absolutamente legal (se comprado, pois claro).

Notas importantes:
1 - Não escrevam a password no computador
2 - Não esqueçam a password, ou tudo perdem - não há 'porta das trazeiras'.
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14/02/2006

Directo ao assunto:

Um blog a ler.

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Os tempos que correm ...

... não há duvida: são muito ricos.

Pela batuta dos cartoonistas, a Europa está a reconhecer-se, a crescer e a aprender.

Alguns dirigentes europeus não atinam de todo. Suponho que os que se encontram em maior dificuldade, sejam aqueles na cabeça dos quais a Europa é uma realidade ainda mais virtual: os debitantes de verborreias "politicamente correctíssimas".

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Blasfémia, anátemas, cães, matem todos os ocidentais!



Desculpem lá, mas este post, de 'O Acidental', é delicioso.

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"E diz o inteligente, que acabaram as canções"

Depois disto, não sei como poderá Freitas do Amaral manter-se como ministro.

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13/02/2006

"Nós", os agressores


Freitas do Amaral

O agressor Freitas do Amaral voltou a ser acometido de uma ideia: qualquer coisa relacionada com árabes, europeus e "futebol".

Como desconheço, em absoluto, a que se refere a palavra "futebol", vejo-me impossibilitado de classificar a ideia como inteligente.

Nota: Cartoon vilmente abarbatado ao Blasfémias
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11/02/2006

Cobardias e facadas nas costas


Freitas do Amaral

É inqualificável a reacção de uma boa parte dos dirigentes europeus face ao problema das caricaturas a Maomé: cobarde.

O ministro Freitas do Amaral, como outros, acobardou-se à sombra dos ataques à Dinamarca. Quando se esperava uma resposta em bloco, em defesa da Dinamarca, assistiu-se ao titubeante argumentativo à volta de ... “sensibilidades”.

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Sagrados e Sagrados


Imagens gentilmente surripadas em No Passarán.

Na TV, um dirigente muçulmano vem reclamar que as caricaturas que no seu mundo se produzem, relativas ao mundo ocidental, não têm a gravidade que têm as caricaturas a Maomé, porque não atacam o sagrado.

Era só o que faltava. Agora não podemos decidir o que para nós é sagrado?

Por mim, as religiões pouco valem. Para mim, as vida humana é o que há de maior valor.

É justamente a vida humana que os televisivos dirigentes muçulmanos parecem mais desprezar. Nem está em causa se caricaturam ou não a vida humana. Desprezam-na, simplesmente, e parecem disso ter orgulho.

Caricaturemo-los, portanto, sem limitações. E não nos esqueçamos que estamos, simplesmente, a falar de caricaturas: desenhos em papel. Não estamos a passar à acção, como eles a entendem, que aliás, não é defendida nos cartoons.

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10/02/2006

If only ...



Surripado, à má fila, no Blasfémias.

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Convite a pensar



No blog Retórica e Persuasão, Américo de Sousa transcreve Desidério Murcho *:
"A ciência convida-nos a pensar, e não aceita autoridades arbitrárias nem tradições acríticas; por isso, quando a ciência determina que os objectos mais pesados não caem mais depressa, ninguém anda de pistola na mão a prender e matar ou excomungar quem não acredita nesta ideia. A força da verdade é suficiente."
Não estou certo que, a propósito das caricaturas, não ande alguém, de pistola na mão, a prender e a matar ou excomungar quem quer que defenda, ou acredite na ideia em causa, o que implica que a força da verdade seja incómoda. De outra forma, não sendo verdade, bastaria dar pouca importância ao assunto.



O ideal científico deve surgir não só como face tolerante da verdade, mas também da mentira (quando for o caso).


* (2006), Pensar Outra Vez: Filosofia, Valor e Verdade - Vila Nova de Famalicão: Quasi Edições, p. 63

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05/02/2006

05/01/2006

Sharon em contagem decrescente

O estado de saúde de Sharon é preocupante.

PS.
Ando muito ocupado e ficarei "fora de serviço" durante algum tempo.

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31/12/2005

Bom ...

... ano novo.

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Observadores da UE abandonam Rafah

No Expresso de 30 de Dezembro de 2005.

Observadores da UE abandonam Rafah

Os observadores da União Europeia (UE) presentes na Faixa de Gaza foram hoje instados a abandonar o terminal de Rafah, na sequência da tomada de controlo dessa fronteira meridional por dezenas de polícias palestinianos.

Segundo a página digital da BBC, dezenas de polícias palestinianos tomaram de assalto o terminal de Rafah, inconformados com a crescente falta de ordem na Faixa de Gaza e em protesto pela morte de um colega, quinta-feira, num confronto com activistas.

A polícia, apoiada por homens armados do Partido Fatah, bloqueou o acesso a essa fronteira com o Egipto e obrigou os observadores da União Europeia a abandonarem o local.

A passagem de Rafah foi aberta em 25 de Novembro e conta com uma missão de observadores da União Europeia (UE), segundo o acordo assinado entre israelitas e palestinianos, com a mediação internacional.

Nos termos do acordo, os monitores da UE devem estar presentes para que o terminal possa estar em funcionamento, assinala a BBC.

«O terminal de Rafah está encerrado porque os monitores partiram», disse Guardia à agência Reuters, citada pela BBC, mas os monitores deverão regressar assim que a sua segurança esteja garantida.

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30/12/2005

Mário Soares, o Calimero


Mário Soares mostra-se muito incomodado porque os grupos de comunicação social são favoráveis a um outro candidato, não tendo uma informação objectiva.

Pena é que Mário Soares não se tenha manifestado no mesmo sentido pelo anti-americanismo primário que os mesmos grupos têm vindo a exercitar.

Esta situação só não é paradoxo porque Mário Soares se está nas tintas para a qualidade da informação. O que lhe interessa saber, é se a falta de isenção é ou não a favor dele.
Quando se trata de malhar nos norte americanos, Mário Soares está-se nas tintas para saber se está ou não a alinhar numa manobra de mera propaganda. Não se importa nada com a estirpe da manobra em que apanha boleia. Nessa altura, a objectividade, (de cuja falta se acha vítima) é coisa que o não preocupa.

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Arauto



Eu sei que estou a "apontar" muito e a escrever pouco. Enfim, efeitos do bolo-rei.

No Blasfémias:

O Difícil Caminho da Liberdade

No Mitos Climáticos:

Neva em Quioto
No No Pasaran:


"Jack, juras continuar a lutar pelas nossas vantagens
sociais?"

"Direitos sociais, direitos sociais"

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29/12/2005