20/03/2006

Morreu Fernando Gil


Fernando Gil - (1937-2006)


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Aquecimento global

No Público, a propaganda e a sensura continuam ... Mitos Climáticos explica tudinho.

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19/03/2006

Stop, mas não

Estou com muito trabalho. Stop.

O tempo é curto. Stop.

Voltarei logo que possa. Stop.

As minhas desculpas. Stop.

02/03/2006

Carros “seguros” - marretas de esborrachar crânios

Não seria má ideia dosear as penas de acidentes de viação em função da potência ou peso dos carros cujos condutores são responsáveis pelos acidentes.

É habitual ouvirem-se condutores de carros potentes (BMWs, Audis, Mercedes, etc, ) gabarem-se de conduzirem a alta velocidade por terem “carros seguros”.

A verdade é que os carros são relativamente seguros para quem viaja neles. Se colidirem com um carro mais ligeiro, eles “safam-se” mas o outro carro fica esborrachado.

Na prática, quem compra um carro potente e pesado (seguro) está a comprar uma marreta para impunemente esborrachar crânios alheios.

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A Novis em economia práfrentex

Suponho que não seja só a Novis, mas este caso foi-me confirmado pelo serviço para onde liguei.

Havendo um imbróglio com uma linha telefónica, liguei para o serviço de assistência da Novis pelo nº 808100100. A documentação informa que se trata de um número taxado como uma chamada local. Por haver um problema, tenho que ligar por outra linha da rede fixa.

Há que ter em atenção que já sou cliente Novis.

Quando a chamada é atendida, aparece um gravador informando quais as opções a que posso aceder, mas as primeiras opções são destinadas a quem ainda não é cliente. Estou portanto a pagar uma chamada para ouvir publicidade Novis.

De seguida, após seleccionar a opção que me diz respeito, recebo a informação de que terei que esperar cerca de ¼ de hora.

No fim do tempo previsto sou atendido. Digo ao que venho e volto a esperar um bom bocado enquanto o operador consulta “o sistema”.

Recebo a informação que pretendo (que a Novis se atrasou, mas que “deve estar quase”) e finalmente pergunto quem pagou a chamada de 20 minutos. A resposta foi: “o cliente”.

Moral da história: A Novis mete o pé na argola, o cliente paga para ouvir publicidade e música chungosa, é atendido, volta a esperar ouvindo música chungosa, e finalmente percebe que terá que pagar todo aquele lixo, simplesmente, porque têm demasiados clientes, porque há poucos funcionários a atender, ou, finalmente, porque há demasiados problemas (serviços incompetentes?).

Viva a economia práfrentex.

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26/02/2006

O lamentável José Manuel Fernandes

Estou a ver, na RTP2, o programa Diga Lá Excelência em que o Ministro do Trabalho e Solidariedade Social, José António Vieira da Silva é entrevistado por Graça Afonso e José Manuel Fernandes.

Nesse momento, e há mais de meia hora, o lamentável “jornalista” José Manuel Fernandes chinga o juízo ao ministro sobre duas excepções de excepção de excepção: o caso em que um reformado que vivendo de uma reforma extremamente baixa, é pai (ou mãe) de gente abastada com quem não se dá bem, e, melhor (pior) ainda, o caso daqueles que ficarão limitados a receber reformas iguais ao salário do Presidente da República.

José Manuel Fernandes, fala ainda por cima, pelo menos 3 vezes mais tempo que o ministro e interrompe-o sistematicamente, e tem o desplante de “informar” o ministro que pretende, por aquela via, “testar” a justeza do processo.

Amanhã vai opinar ao mesmo nível de qualidade sobre o menmo assunto.

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Bufas televisivas

Porque resolveram as televisões transportar algumas entrevistas e debates para um ambiente de tasca, sonorizando-os com o respectivo ruído de fundo?

Modernismo? Realismo? Este último cenário é mais promissor. Que experimentem adicionar também ruídos de bufa.

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24/02/2006

Cenário Virtual

O novo cenário da SIC parece feito por cachopos a quem saiu a sorte grande.

Com o 'chroma' de fundo, os pivots passam a vida a voar.

A risca branca da mesa não deixa que os operadores abram decentemente o diafragma, postergando os jornalistas e convidados para a penumbra.

Enfim, coisas de nabos reinventadores da roda.

Depois dizem que se trata de “cenários virtuais”. Pouco virtual é a incompetência.

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23/02/2006

Ultrage


Por causa das caricaturas, ingénuos, oportunistas ou simples cobardes 'aderiram' à ideia de que se trataria de um ultraje ao Islão.

Alguns desses parvalhões, entre os quais dirigentes europeus, apressaram-se a pedir desculpa!!!

Que dirão agora, face a isto?

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19/02/2006

Ultrage




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Orgia

A orgia televisiva à volta de Fátima, a que estamos assistindo, faz algum sentido?

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18/02/2006

Cartoon popular



Chegada ao sistema solar, a tripulação de uma nave intergaláctica alienígena vê-se atacada de um tédio infinito.

- Vamos a Saturno, a um baile – diz um tripulante.
- Não pá – responde outro – o planeta é muito frio e os anéis fazem-me confusão.
- Então vamos a Vénus.
- Nem pensar, é muito quente e a capa de nuvens deixar-me-ia ainda mais acabrunhado.
- Chiça, és difícil de contentar. E se formos à Terra, a uma farra?
- Porra! Tás cada vez pior. Não te lembras de lá termos ido há uns dois mil anos? Não te lembras da bronca que deu termo-nos metido com uma tal Maria? Olha que os gajos ainda hoje falam disso.

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17/02/2006

Quanto mais tarde for, pior será

A propósito deste post de 'O Acidental', suponho que esta coisa dos cartoons não foi ainda bem digerida, assim como não o foi o problema do Iraque e não está a ser ainda o do Irão. Nesta bagunça, o problema da Palestina é um mero pormenor, que, aliás, os radicais islamistas fazem os possíveis para manter em banho-maria para, como no caso dos cartoons, ganharem margem de manobra.

A Europa está convencida, (ou melhor parte dela, mas suponho que ainda a maioria) que “condescendências” ajudam a resolver o problema. Não ajudam. Do 'outro lado', os islamistas limitam-se a fazer notar ao seu campo que estão a ganhar a guerra (que mantêm com todo o mundo com particular destaque em relação aos próprios muçulmanos) apontando para mais uma cedência nossa.

O exemplo mais notório encontra-se nas infindáveis negociações que a lado nenhum conduzem, e que só servem para que os islamistas e o seu campo percebam que temos medo e que estaremos infinitamente dispostos a negociar dando-lhes margem de manobra para avançarem – se não militarmente (por enquanto), pelo menos estrategicamente.

Os islamistas vão sedimentando as suas posições, vão preparando o terreno para a desestabilização, por dentro, do Ocidente, em particular da Europa, até que a coisa esteja bem madura.

Como arma de arremesso, os islamistas usam o que muito bem entendem, de acordo com a táctica do momento, alavancando-se nos mais diversos pretextos: a Palestina, o ataque ao Islão, “a nossa sede por petróleo” , o ataque à sua civilização, em último caso invocando a nossa mania de superioridade que mais não é que a sua própria paranóia de inferioridade. Essa paranóia é claramente cultivada pelos próprios islamistas.

As caricaturas deram jeito. Se não fossem as caricaturas seria outra coisa qualquer.

A Europa está convencida que “poupando” as susceptibilidades muçulmanas apazigua a coisa, mas com a paranóia de não ferir susceptibilidades e de evitar a “reacção das outra parte” não percebe que dá aos islamistas mais uma vitória - “os gajos são fracos” rosnam eles entre dentes (digo “rosnam” porque estou a caricaturar e se eles não gostarem é problema deles).

Em boa verdade, assiste-se a três guerras: entre is islamistas (onde os radicais dominam claramente, ou, pelo menos constringem claramente), entre os islamistas e o ocidente, e entre duas facções do ocidente (uma guerra de punhos de renda, como é da praxe, mas uma guerra) mais exactamente entre os 'condescendentes aos islamistas' e os 'duros perante os islamistas'. Daí os blogues serem importantes.

Não defendo que se puxem de imediato das armas, mas defendo que não tenhamos receio de dizer “sim, somos claramente mais evoluídos que vocês, e se vocês têm, por isso, um complexo de inferioridade é um problema vosso (resolvam-no entre vós porque o problema é vosso). Não abdicamos das nossas conquistas (separação de poderes, liberdade de imprensa, etc.) e não estaremos dispostos a aturar quem tente morar connosco apesar de dizer que nos odeia. E quanto mais tarde for, pior é.


Os norte americanos assistem a esta telenovela com assistiria Muttley.

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16/02/2006

Narizes, fora do disco



Software especial para quem não gosta que lhes metam o nariz no que tem guardado no disco do computador: BestCrypt (da Jetico).

Uso-o, e aconcelho-o a:
Jornalistas
Blogueiros
Feito na Comunidade, absolutamente legal (se comprado, pois claro).

Notas importantes:
1 - Não escrevam a password no computador
2 - Não esqueçam a password, ou tudo perdem - não há 'porta das trazeiras'.
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14/02/2006

Directo ao assunto:

Um blog a ler.

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Os tempos que correm ...

... não há duvida: são muito ricos.

Pela batuta dos cartoonistas, a Europa está a reconhecer-se, a crescer e a aprender.

Alguns dirigentes europeus não atinam de todo. Suponho que os que se encontram em maior dificuldade, sejam aqueles na cabeça dos quais a Europa é uma realidade ainda mais virtual: os debitantes de verborreias "politicamente correctíssimas".

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Blasfémia, anátemas, cães, matem todos os ocidentais!



Desculpem lá, mas este post, de 'O Acidental', é delicioso.

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"E diz o inteligente, que acabaram as canções"

Depois disto, não sei como poderá Freitas do Amaral manter-se como ministro.

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13/02/2006

"Nós", os agressores


Freitas do Amaral

O agressor Freitas do Amaral voltou a ser acometido de uma ideia: qualquer coisa relacionada com árabes, europeus e "futebol".

Como desconheço, em absoluto, a que se refere a palavra "futebol", vejo-me impossibilitado de classificar a ideia como inteligente.

Nota: Cartoon vilmente abarbatado ao Blasfémias
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11/02/2006

Cobardias e facadas nas costas


Freitas do Amaral

É inqualificável a reacção de uma boa parte dos dirigentes europeus face ao problema das caricaturas a Maomé: cobarde.

O ministro Freitas do Amaral, como outros, acobardou-se à sombra dos ataques à Dinamarca. Quando se esperava uma resposta em bloco, em defesa da Dinamarca, assistiu-se ao titubeante argumentativo à volta de ... “sensibilidades”.

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Sagrados e Sagrados


Imagens gentilmente surripadas em No Passarán.

Na TV, um dirigente muçulmano vem reclamar que as caricaturas que no seu mundo se produzem, relativas ao mundo ocidental, não têm a gravidade que têm as caricaturas a Maomé, porque não atacam o sagrado.

Era só o que faltava. Agora não podemos decidir o que para nós é sagrado?

Por mim, as religiões pouco valem. Para mim, as vida humana é o que há de maior valor.

É justamente a vida humana que os televisivos dirigentes muçulmanos parecem mais desprezar. Nem está em causa se caricaturam ou não a vida humana. Desprezam-na, simplesmente, e parecem disso ter orgulho.

Caricaturemo-los, portanto, sem limitações. E não nos esqueçamos que estamos, simplesmente, a falar de caricaturas: desenhos em papel. Não estamos a passar à acção, como eles a entendem, que aliás, não é defendida nos cartoons.

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10/02/2006

If only ...



Surripado, à má fila, no Blasfémias.

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Convite a pensar



No blog Retórica e Persuasão, Américo de Sousa transcreve Desidério Murcho *:
"A ciência convida-nos a pensar, e não aceita autoridades arbitrárias nem tradições acríticas; por isso, quando a ciência determina que os objectos mais pesados não caem mais depressa, ninguém anda de pistola na mão a prender e matar ou excomungar quem não acredita nesta ideia. A força da verdade é suficiente."
Não estou certo que, a propósito das caricaturas, não ande alguém, de pistola na mão, a prender e a matar ou excomungar quem quer que defenda, ou acredite na ideia em causa, o que implica que a força da verdade seja incómoda. De outra forma, não sendo verdade, bastaria dar pouca importância ao assunto.



O ideal científico deve surgir não só como face tolerante da verdade, mas também da mentira (quando for o caso).


* (2006), Pensar Outra Vez: Filosofia, Valor e Verdade - Vila Nova de Famalicão: Quasi Edições, p. 63

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05/02/2006

05/01/2006

Sharon em contagem decrescente

O estado de saúde de Sharon é preocupante.

PS.
Ando muito ocupado e ficarei "fora de serviço" durante algum tempo.

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31/12/2005

Bom ...

... ano novo.

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Observadores da UE abandonam Rafah

No Expresso de 30 de Dezembro de 2005.

Observadores da UE abandonam Rafah

Os observadores da União Europeia (UE) presentes na Faixa de Gaza foram hoje instados a abandonar o terminal de Rafah, na sequência da tomada de controlo dessa fronteira meridional por dezenas de polícias palestinianos.

Segundo a página digital da BBC, dezenas de polícias palestinianos tomaram de assalto o terminal de Rafah, inconformados com a crescente falta de ordem na Faixa de Gaza e em protesto pela morte de um colega, quinta-feira, num confronto com activistas.

A polícia, apoiada por homens armados do Partido Fatah, bloqueou o acesso a essa fronteira com o Egipto e obrigou os observadores da União Europeia a abandonarem o local.

A passagem de Rafah foi aberta em 25 de Novembro e conta com uma missão de observadores da União Europeia (UE), segundo o acordo assinado entre israelitas e palestinianos, com a mediação internacional.

Nos termos do acordo, os monitores da UE devem estar presentes para que o terminal possa estar em funcionamento, assinala a BBC.

«O terminal de Rafah está encerrado porque os monitores partiram», disse Guardia à agência Reuters, citada pela BBC, mas os monitores deverão regressar assim que a sua segurança esteja garantida.

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30/12/2005

Mário Soares, o Calimero


Mário Soares mostra-se muito incomodado porque os grupos de comunicação social são favoráveis a um outro candidato, não tendo uma informação objectiva.

Pena é que Mário Soares não se tenha manifestado no mesmo sentido pelo anti-americanismo primário que os mesmos grupos têm vindo a exercitar.

Esta situação só não é paradoxo porque Mário Soares se está nas tintas para a qualidade da informação. O que lhe interessa saber, é se a falta de isenção é ou não a favor dele.
Quando se trata de malhar nos norte americanos, Mário Soares está-se nas tintas para saber se está ou não a alinhar numa manobra de mera propaganda. Não se importa nada com a estirpe da manobra em que apanha boleia. Nessa altura, a objectividade, (de cuja falta se acha vítima) é coisa que o não preocupa.

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Arauto



Eu sei que estou a "apontar" muito e a escrever pouco. Enfim, efeitos do bolo-rei.

No Blasfémias:

O Difícil Caminho da Liberdade

No Mitos Climáticos:

Neva em Quioto
No No Pasaran:


"Jack, juras continuar a lutar pelas nossas vantagens
sociais?"

"Direitos sociais, direitos sociais"

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29/12/2005

O vetusto monárquico (b)



Este meu anterior artigo, nunca esteve tão actual.

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Ar mesmo puro



O disco de formação de planetas denominado IRS-46.

História completa aqui (em inglês).

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28/12/2005

Actualização

Este artigo foi actualizado.

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Cavaco Silva meteu a pata na poça

Sobre a história do Secretário de Estado exclusivamente vocacionado para as empresas estrangeiras.

Este artigo de Aspirina B, parece suficientemente esclarecedor.

... Já para não falar da preniciosidade de haver um tratamento especial face às empresas nacionais. Mais dinheiros públicos (impostos) na economia?

Este incidente só não deverá ensombrar a sua eleição porque é uma gota de água no oceano de disparates emitidos pelos restantes contra-candidatos.

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27/12/2005

Deixa lá


No Jornal da Madeira, Serafim Marques faz um excelente diagnóstico de um dos cancros que nos mina.
Deixa lá

Quem se demitir, mesmo no seu simples papel de cidadão anónimo, acabará por poder vir a ser vítima do seu próprio “deixa lá”. Este é um esforço individual e colectivo e não apenas do Governo. Ou vamos esperar que venha alguém para pôr termo a esta bagunça? Se, nos nossos papéis, optarmos pelo “faz de conta” ou pelo “deixa andar”…

O nosso filho, ainda pequeno, porta-se mal e nós não conseguimos educá-lo? Atenuamos a nossa mágoa, com o desabafo: “Deixa lá, quando for crescido vai aprender com a vida”. Depois, já adolescente, aliando a rebeldia com a má educação, voltamos a repetir, perante a nossa impotência em exigir dele comportamentos e hábitos adequados, quer seja de comportamento, de estudo, de educação, etc: “Deixa lá, na escola vai aprender a ser educado e respeitador”. Mais adiante, diremos que será (era, quando ela foi, de facto, uma “escola de homens”) a tropa que fará dele um homem. E se mesmo assim continuar a portar-se mal, diremos que será o “patrão” e pô-lo na linha. Nalguns casos, ficaremos até à espera que seja o casamento que fará dele um homem ou, na outra situação, uma mulher.

Concluiremos, assim, que nas várias fases da educação e da socialização do ser humano e perante a nossa inabilidade ou comportamentos do “deixa andar e não te rales”, acabamos por optar pela atitude do “deixa lá”. Ficamos, assim, à espera que sejam os outros a desempenharem os nossos deveres e obrigações, substituindo-nos nas nossas funções de educadores perante os nossos educandos.

Na sociedade e face a situações de falta de civismo, reagimos: “não há ninguém que faça nada contra isto?”. Arranjamos um ‘bode expiatório’, podendo subir até ao “Governo” ou mesmo até ao Presidente da República, em vez de agirmos e “denunciarmos”, mesmo que seja com uma simples palavra de reparo ou de crítica. O nosso comodismo, leva-nos a, mais uma vez, desabafarmos: “Deixa lá, um dia vai pagar os erros”. Na vida comercial, se formos mal atendidos, por exemplo, ao balcão ou pelo telefone, voltamos a refugiar-nos no nosso comodismo e: “deixa lá, nunca mais cá volto ou compro este bem ou serviço”. Em vez de exigirmos os nossos direitos e denunciarmos as situações incorrectas, corrigindo, assim, os erros dos diversos agentes e cidadãos, “calamos e consentimos”, este outro típico comportamento português.

Mesmo nas instituições, sejam empresas ou outro tipo de organismos, também aí e perante comportamentos de falta de apego ao trabalho, da falta de ética, de comportamentos incorrectos ou mesmo de “real dolo ou prejuízo”, intencional ou por desleixo e omissão, também mais uma vez, dizemos: “deixa lá, pode ser que venha a ser punido”. Ou então, quando a empresa falir, vai conhecer também os “amargos” dos seus comportamentos, consolo de refúgio que encontramos perante a nossa incapacidade para “educar” os maus trabalhadores. Depois, vemos, por esse país fora, muitos trabalhadores a gritarem, porque lhes vai faltar o rendimento de trabalho e, com ele, as suas vidas e das suas famílias, podem atingir situações de verdadeiros dramas. Culpam o “patrão”, mas não olham em redor para, dentre o grupo de colegas trabalhadores, encontrarem alguns deles, qual Judas que traiu Cristo, que contribuíram, com as suas atitudes e os seus comportamentos, para a falência ou para a deslocalização da empresa, para países onde a “mão-de-obra” é mais aplicada e não apenas mais barata do que a nossa. Assim, não evoluímos e não contribuímos para que, também na vida económica, se separe o trigo do joio”.

Os cidadãos mais conscientes e lúcidos, dizem que a sociedade e as suas instituições estão em crise. Os mais optimistas, contrapõem dizendo que sempre foi assim e mesmo no “caos social” a sociedade evoluiu. Não creio que tenham razão, mas, num país pluralista, teremos que aceitar as suas teses. Contudo, verificamos que alguns países evoluem (muito) mais do que nós, portugueses. Por que será?

Os professores, por estarem quase permanentemente em conflito com tudo e com todos, desde há cerca de trinta anos, esquecendo aqueles que são a sua razão de existirem — os alunos, queixam-se de que estes vêm mal-educados das famílias e os educadores (pais) queixam dos “mestres” que se demitem também dos seus papéis de formadores e de educadores. De parte a parte, as acusações crescem e a vida de algumas escolas é um autêntico inferno. Muitos, pensarão ou dirão: “esforçar-me eu?” Deixa lá que alguém virá atrás e fechará a porta mas, tipo bola de neve, que na minha opinião, pessimista, o problema vai crescendo, e a nossa sociedade anda já à deriva e à espera do surgimento de líderes (não esperemos por um qualquer D. Sebastião) e que conduzam este barco para bons portos. Mas, acima de tudo, precisamos de pessoas que não se demitam dos seus deveres e das suas obrigações e reivindiquem também pelos seus direitos. Como cidadãos, pais, educadores, professores, dirigentes, colegas, polícias, juízes, etc., temos o dever de exigir aos outros atitudes e comportamentos adequados, se pretendemos evoluir, como país e possamos melhorar a nossa qualidade de vida em sociedade. Quem se demitir, mesmo no seu simples papel de cidadão anónimo, acabará poder vir a ser vítima do seu próprio “deixa lá”. Este é um esforço individual e colectivo e não apenas do Governo. Ou vamos esperar que venha alguém para pôr termo a esta bagunça? Se, nos nossos papéis, optarmos pelo “faz de conta” ou pelo “deixa andar”, será muito cómodo, mas se não estivesse em causa a nossa própria sobrevivência como povo e como nação independente.

SERAFIM MARQUES
Economista

Hasta la vista ...


Um estádio, em Graz, Áustria, passou a ter um nome genérico, substituindo o anterior - Estádio Arnold Schwarzenegger – em homenagem ao conterrâneo agora governador do Estado de Califórnia, e por este não ter comutado a pena de morte a Stanley Tookie Williams (via No Pasaran).

Outros nomes terão sido sugeridos: “Pós Crips” (Crips era o nome do gang que Stanley Williams fundou) e “Hakoah” em homenagem a um clube desportivo judaico banido após a invasão da Áustria por Hitler.

Segundo o New York Times, uma sondagem de um jornal local terá apurado que 70% dos habitantes locais se oporiam à alteração.

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E ainda há quem se surpreenda que os europeus votem contra as pretensões das respectivas elites políticas.

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O bafo ~~~~~

O ano está a dar bafo. Perdeu o fôlego.

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26/12/2005

O Verde Jerónimo



Os Verdes resolvem apoiar Jerónimo de Sousa ...

Branco é, galinha o põe.

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23/12/2005

Arauto



No Abrupto, fundamental ler.
Os direitos do estado e os nossos

Excerto:

Mesmo que não houvesse uma intenção perversa, há certamente grave negligência. Dá trabalho e exige profissionalismo fazer investigação usando os recursos tradicionais, logo usam-se as escutas indiscriminadamente porque é mais fácil. A negligência que já existia na investigação tradicional emigra para as escutas. Estas, mesmo em processos em que seria legítimo serem usadas, são muitas vezes feitas de tal maneira descuidada que acabam por ser anuladas como meio de prova. Tudo vive do puro facilitismo - dá-se-lhes a bomba de neutrões e eles, em vez de usarem uma vulgar granada ofensiva, matam tudo à volta, usando a bomba e não a granada. É como matar os peixes a dinamite, para apanhar um, morre o rio ou o lago inteiro.

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22/12/2005

Reciclemos o TGV

Porque não pedimos à Rayanair para fazer uma ligação Porto Lisboa? Aos preços anunciados aqui, 10 Euros, (via Blasfémias), podia mandar-se às urtigas o TGV.

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A Optimus e a língua Portuguesa

Em relação a este anterior post, a Optimus informa que vai proceder à alteração da mensagem.

É sempre agradável ver respeitar a língua portuguesa.

Errar é humano. Corrigir o erro, ainda mais.

Não posso deixar de me manifestar surpreso pela velocidade de resposta. Note-se, que só há três dias informei a Sonae do artigo do Blog. Eles foram mais rápidos do que eu.

Se o caso se desse com uma entidade pública, desenrolar-se-iam vários cenários, listados por ordem de probabilidade (podia lá eu deixar passar esta oportunidade de cascar ...):

1 – Não haveria resposta e negariam ter recebido a reclamação.

2 – Confirmariam a recepção da reclamação, mas nunca responderiam.

3 – Responderiam 2 anos depois, dizendo que não teriam percebido.

4 – Responderiam 2 anos depois mas informando que nenhuma alteração seria feita pois tratar-se-ia apenas de “gramática moderna”.

5 – Responderiam 2 anos depois dizendo que reconheciam o erro mas que não se justificaria qualquer correcção.

6 – Responderiam 2 anos depois dizendo que iriam corrigir, mas tal nunca aconteceria.

...

124 - Responderiam 1 anos depois dizendo que iriam corrigir. Passados mais 2 anos corrigiriam, mas substituiriam o erro por outro erro.

...

348 – “... ainda o dia é uma criança ...“
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99º?

Dizem que este blog está em 99º lugar.

Coisa esquisita ... !!!

Cheira-me a esturro de medalha de cortiça.

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20/12/2005

Debate entre Cavaco Silva e Mário Soares - rescaldo

Como eu já esperava, Mário Soares espalhou-se. Na minha opinião ficou no limbo, entre as posições de contra-candidato e entrevistador.

"Fui entrevistado por 3 pessoas, os 2 entrevistadores mais o Dr Mário Soares" comenta Cavaco à saída. Pois.

Depois, naRTP-1, aparecem os morangos, do Diário de Notícias e Público a opinar. A orgia do disparate. Comentam a cor das moléculas das salivas dos candidatos. Tirem-me deste filme.

O Blasfémia, tem uma excelente análise gráfica do debate.

O Desesperada Esperança tem também uma excelente análise, numa perspectiva mais alfanumérica.

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Debate entre Cavaco Silva e Mário Soares

... em directo ...

... Soares diz que nunca fez ataques pessoais ... !!!!

... Soares continua à procura de esqueletos ...

O "debate" tem 3 entrevistadores: os dois jornalistas e Mário Soares. O entrevistado é Cavaco Silva.

Soares tentou a técnica da interrupção do discurso do adversário. Cavaco ignorou-o e perguntou se podia continuar.

Mário Soares usa demasiado a palavra "ele". ... ele, ele, ele, ... Soares e Cavaco falam da mesma pessoa: de Cavaco.

Soares insiste em falar do passado, Cavaco do que propõe para o futuro. Soares, de esqueletos. Cavaco, de bébés.

Soares não voltou a tentar interromper Cavaco. Terá percebido que achincalhar é falta de educação?

---- intervalo ----

Durante a 1ª parte, o contra-candidato Soares nada disse sobre o que propõe. Limitou-se a acirrar espantalhos.

---- 2ª parte ----

"... mas eu queria voltar atrás em relação a [não sei o quê] que falou Cavaco Silva ..." diz Soares.

Cavaco continua a explicar o que propõe, Soares a dar-lha a oportunidade de o continuar a explicar.

Soares volta a tentar interromper, Cavaco lembra que está no uso da palavra.

"Até este momento só se falou das minhas ideias ..." diz Cavaco. Pois.

"Não tem uma formação política", diz Soares de Cavaco. Soares ainda não percebeu que isso joga a favor de Cavaco.

"Estamos a perder tempo falando de coisas de há 10 anos", diz Soares depois de não ter feito outra coisa todo o tempo. E volta a falar do passado.

"Eu pensava que se ia passar para o futuro, afinal voltámos às vacas gordas e vagas magras" responde Cavaco. Pois.

"Voltando ao ponto fundamental", diz Soares. E volta a falar de Cavaco. Segundo Soares, o ponto fundamental é Cavaco.

Soares levanta os espantalhos de Cavaco ser, ou não, social-democrata. Cavaco responde que os portugueses o vêm como tal. Pois.

Soares volta a falar de Cavaco Silva ...

Mário Soares fala de subversão do regime, mas diz que tal não está em causa.

Cavaco diz que ainda não se sabe o que pensa Mário Soares. Mário Soares diz "mas eu explico". Pois, estamos todos à espera.

"Como se continua nas minhas ideias ... eu continuo ..." diz Cavaco.

"Eu nunca dissolvi a Assembleia da República. Eu só dissolvi a Assembleia da República porque ..." ... "Eu nunca dissolvi a Assembleia da República" diz Soares. E continua a falar do passado.

Parece que vai falar do futuro ... não. Volta a falar do passado. Volta a falar de Cavaco. Agora diz que Cavaco "teme o convívio dos outros". Soares diz que "sabe o que lhe diziam" de Cavaco, nas reuniões na Europa. Mas não consubstancia o que lhe diziam. A deselegância total. Brutalidade, mesmo.

Mário Soares diz que Cavaco Silva nada diz da globalização, mas que disse (!), mas não se manifesta sobre qual a "boa" globalização. Volta ao passado ... os galões ... as bruxas ... os espantalhos ...

Cavaco explica (novamente) o que é a globalização. Mário soares deu-lhe essa oportunidade. "a globalização não é algo que possamos escolher" diz Cavaco. Mário Soares diz que "isso toda a gente sabe" ... no comments.

Soares volta a tentar interromper, Cavaco pergunta se pode continuar.

Mário Soares reclama que Cavaco nada sabe da "cidadania global". E volta a falar de banalidades.

Mário Soares, que ainda não falou de outra coisa que de Cavaco Silva, diz que a comunicação social fala demais de Cavaco Silva.

Soares queria um debate à moda dele. Aquele que, segundo me recordo bem, nunca ninguém conseguia perceber coisas alguma.

Intervenções finais:

Soares - O PR serve para exercer o poder moderador. Eu estou nas melhores condições nesse sentido.

Cavaco - Não tenho atacado ninguém ... pensem nos vossos filhos ... posso ajudar os portugueses a ultrapassar esta fase difícil. Escolham em consciência.

... a finalização de Cavaco foi um pouco frouxa.

... FIM.

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Arauto



No A Blasfémia:

As Farmácias e o PIB
No Causa Nossa:

De mal a pior

No Mitos Climáticos:

A Natureza, em particular o clima, não é sensível a debates burocráticos e políticos sobre a sua situação. Era bom que os dez mil viajantes tivessem tido a pretensão de começar a perceber a actual dinâmica real do tempo e o clima.

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Darwin e "intelligent design"

Um juiz federal da Pensilvânia decretou que o "processo"(??) "intelligent design" - nova forma de encarar o criacionismo parida pelos criacionistas - não pode ser ensinado (em inglês) - {via A Blasfémia}.

Ainda não abordei decentemente este desenvolvimento, mas está relacionado com este exercício desconchavado de propaganda.

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19/12/2005

Que distraídos que nós temos andado ...

Actualização (2005.12.28): Aqui está uma excelente ponta por onde Ana Gomes podia pegar: gregos, insigne autoridades em matéria de multilateralidade, e pela mão dos respectivos serviços secretos, em multilateral colaboração com os serviços secretos ingleses.




Para classificar as reacções dos líderes europeus à história do transporte de prisioneiros, pela CIA, em territórios da Europa, Colin Powell usa uma passagem do filme Casablanca.

No filme, refere o inspector: “Estou chocado. Chocado que este tipo de coisas tenham acontecido” - “I'm shocked, shocked that this kind of thing takes place."

Ana Gomes, no blog Causa Nossa, escreve, a determinada passagem: “Por isso o Parlamento Europeu não vai largar.”

Ora aqui está uma coisa sensata. Só não se percebe porque não começa Ana Gomes por sugerir aos seus colegas, deputados ao Parlamento Europeu, que se olhem ao espelho.

Assobiam todos para o lado?

Será que os candidatos a deputados ao Parlamento Europeu são todos escolhidos a dedo por serem “distraídos”?

E Ana Gomes, não sabia de nada? Já lhe terá ocorrido perguntar ao seu próprio partido o que se sabe sobre o assunto? Ou receará que lhe apontem o espelho?

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Em matéria de bruxas, está a rapar-se o fundo ao tacho

Em Portugal, os contra-candidatos às presidenciais já acicataram todas as bruxas contra Cavaco Silva. Só falta a arma atómica: a que “informa” ser Cavaco Silva a mais recente reencarnação do “comedor de criancinhas ao pequeno almoço”.

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Iraque – a desinformação e propaganda continua

A generalidade dos meios de comunicação social portugueses, pautaram-se, durante os últimos anos, por uma autista campanha de propaganda contra os Estados Unidos (anti-americana).

Não foram só os meios de comunicação social. Pelo menos publicamente, a maioria dos meios políticos, embarcou numa cretina campanha pacifista motivada por uma imbecil tentativa de angariação de votos locais, à custa de um tácito apoio à manutenção da sociedade iraquiana debaixo do jugo de Saddam.

O futuro tem-se encarregado de demonstrar quão errados estavam.

O problema (para eles) é que provavelmente se passou já o ponto de viragem.

Tendo ruindo, um a um, os argumentos dos que se opunham à guerra, já só a instabilidade ainda permanecente no território iraquiano lhes dá algum fôlego para continuar a debitar disparates, muito embora muito mais tímidos. Há até quem vislumbre forças terroristas e insurrectas no território. Umas, as que desenfreadamente chacinam civis nas ruas, mercados, mesquitas, seriam simplesmente terroristas. Outras, “insurrectos”, pretenderão simplesmente libertar o território do jugo norte americano. As primeiras são, pelos abstrusos opositores à invasão, ilegítimas. As segundas são, segundo os mesmos “pacifistas”, legítimas ou “compreensíveis”.

O problema é que existe um factor que desarma os permanecentes argumentos. O povo Iraquiano não desiste, e trilha, com vontade férrea, os caminhos que lhes foram abertos pelas tropas libertadoras, maioritariamente norte americanas.

Em eleições legislativas, todos os iraquianos (desta vez até os sunitas) aderiram ao processo e foram às urnas.

Mesmo assim a parvoíce impera e os jornais são espelho do autismo que diante dos nossos olhos desfila.

No dia das eleições legislativas, o jornal “O Público” publica, na capa, um título falso sobre as declarações de George Bush acerca das eleições iraquianas.



No dia seguinte, o mesmo jornal publica em capa um título minúsculo sobre o sucesso das eleições em termos de corrida às urnas. Neste último caso, é tão óbvia a imbecil ponderação de importância dos factos do dia, que King Kong ocupa um espaço infinitamente superior ao espaço ocupado pelas linhas sobre o Iraque.



Tratando-se, claramente, de mais um exercício de desinformação e propaganda, sugiro a leitura deste e deste artigos que caracterizam bem o que está em cima da mesa.

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18/12/2005

A RTP e El Kabong


António Esteves Martins, jornalista da RTP, remata nestes termos, no Telejornal da RTP-2 de 5 de Dezembro, a ausência de acordo quanto ao orçamento da Comunidade Europeia:


“Uma proposta inteligente e chantagista do primeiro ministro que se bate em duas frentes: internamente, Tony Blair não pode dar de bandeja aquilo que Margaret Thatcher conquistou há 21 anos; a nível europeu, Tony Blair sabe melhor que ninguém que a ausência de um acordo abala o seu prestígio pessoal e diminui o poder de influência do Reino Unido.

Perante estas opções uma solução: retirar dinheiro aos mais pobres para fazer calar os ricos. Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, comparou Tony Blair ao Xerife de Nottingham recordando assim as peripécias de Robim dos Bosques.”
António Esteves Martins veste a roupa de El Kabong para castigar o Xerife de Nottingham, para defender o Robim dos Bosques.

El Kabong supõe que é chantagismo defender uma conquista. El Kabong não põe em causa a conquista, mas põe em causa a sua defesa.

El Kabong, afirma que o prestígio do chantagista Tony Blair pode ser posto em causa. Não contente, afirma que o prestígio do Reino Unido também pode ser posto em causa. Não explica se esse prestígio terá sido alcançado no campo da chantagem.

Dando de barato que Tony Blair (e Reino Unido) tem prestígio (coisa espantosa para quem “mente” recorrentemente, é dado como “desacreditado” e “à beira do abismo por falta de apoio da população”, etc, - o blá blá do costume) , El Kabong não explica como supõe ter sido possível que um chantagista tenha conseguido almejar e alcançar prestígio para si e para o seu país, no seio da comunidade. Terá sido por ter “invadido” o Iraque?

Mas toda a pérfida trapaça é descodificada logo de imediato por El Kabong, que é capaz de perceber (coisa reservada a iluminados) qual a “solução” que Tony Blair tinha gizado para se salvar da desgraça: “Tirar aos pobres para dar aos ricos”.

El Kabong podia dizer que os ricos se estavam a cansar de sustentar os militantemente pobres – aqueles que, apesar de lhes despejarem dinheiro na cabeça insistem (como tem sido o caso de Portugal) em esbanjar o graveto caído da árvore das patacas. Podia ter dito que os ingleses estavam cansados de dar dinheiro para manter obsoletos estados de coisas. Mas isso poderia ser visto como um colocar dos “pobres” perante as suas responsabilidades e, por definição, pobres são irresponsáveis.

Para rematar, El Kabong “esqueceu-se” de fazer notar que era da cabeça dele próprio que saía a ideia da comparação de Tony Blair ao Xerife de Nottingham e não de Durão Barroso. Mas convinha dar alguma idoneidade à peça (coisa que, aparentemente, ressaltava à consciência de El Kabong) nomeando Durão Barroso voluntário e dando-lhe guia de marcha para o cartoon do “nosso” heroi.

À RTP há que chamar a atenção que, ou se esqueceu de anunciar desenhos animados, ou se esqueceu de anunciar uma aula de propaganda.

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No Desesperada Esperança, outro artigo sobre o mesmo "cartoon".

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Os arruaceiros não reconhecem querubins

Quem diria que isto podia acontecer em França, país profundamente “multilateralista” e cumpridor da “legalidade internacional”.

Sugiro também a leitura deste meu anterior artigo.

Ou isto “é coisa da CIA”, ou os “pacifistas” europeus estão, pouco a pouco, a ter que engolir o que disseram.

Artigo da TSF:

Descoberto esconderijo alegadamente da Al-Qaeda

As autoridades francesas descobriram hoje um esconderijo de armas nos arredores de Paris, no quadro de uma investigação sobre assaltos e branqueamento de capitais destinados a financiar o terrorismo islâmico internacional.

As armas - cinco espingardas e revólveres - foram descobertas esta madrugada numa garagem da cidade de Clichy-sous-Bois, no âmbito da operação antiterrorista encetada segunda-feira e que conduziu à detenção de 27 indivíduos, entre os quais argelinos, tunisinos e franceses.

No esconderijo encontravam-se ainda um quilograma de TNT, 19 paus de dinamite e detonadores, apreendidos pelos investigadores da Direcção de Vigilância do Território (DST, contra-espionagem) e pelo Gabinete Central da Repressão do Banditismo (OCRB).

As autoridades recuperaram também uma farda completa de polícia e vários fatos negros utilizados pelas forças do corpo de intervenção.

Segundo o Ministro do Interior francês, Nicolas Sarkozy, alguns islâmicos detidos desde
segunda-feira têm «ligações indirectas com (Abu Mussab) Al-Zarqawi», o líder da
Al-Qaeda no Iraque.

O Ministro sublinhou que «a permeabilidade entre o terrorismo e o grande banditismo é profundamente evidente».

Mas os investigadores suspeitam igualmente de ligações entre este grupo (de Zarqawi) e o islamismo argelino.

Segundo as autoridades francesas, algumas detenções foram efectuadas «em países que têm a atenção dos serviços secretos ocidentais», nomeadamente no Afeganistão, no momento da ofensiva norte-americana lançada contra este país em 2001.

De acordo com uma fonte próxima da investigação, algumas das pessoas detidas «assumem o compromisso» islâmico e a «vontade de financiar a causa».

Entre os indivíduos que se encontram em prisão preventiva, alguns «já tinham aparecido em investigações anteriores por associação de malfeitores em relação com uma empresa terrorista». Outros são «delinquentes de direito comum», precisou a Direcção Geral da Polícia.
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Viva o Iraque



Embora já amplamente publicada, não resisti a esta imagem.

Temos agora toda a comunicação social a dar ampla cobertura as progressos no Afeganistão, fazendo de conta que não repara que o Iraque vai pelo mesmo caminho.

Esperemos que, em ambos os casos, o caminho prossiga.

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Arauto



No Blasfémias:

Mentiras
No Desesperada Esperança:

George W. Bush
Sobre Jerónimo

No Causa Nossa:
O beco sem saída judicial

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16/12/2005

Castigo ao ‘agitador’

Em relação à anunciada provável intenção de levar a tribunal o ‘agitador’ que o insultou, sugiro que Mário Soares se limite a causar-lhe estrago proporcional ao rendimento de ambos e em função do valor da multa que Mário Soares pagou (ou deveria ter pago) por não ter recentemente respeitado a lei eleitoral em proveito (irrelevante, felizmente) de João Soares.

Para o caso de não se perceber, aqui fica a forma como se fazem as contas.

1 - Divide-se o rendimento de Mário Soares referente aos últimos 30 anos pelo rendimento do ‘agitador’ em idêntico período.

2 - Divide-se o valor da multa paga por Mário Soares pelo resultado do cálculo anterior.

O resultado será o valor do estrago máximo a ‘infligir’ ao ‘agitador’, incluindo advogados, custas de tribunal, deslocações, etc, etc.

Talvez assim Mário Soares perceba a relatividade entre o insulto que devolveu e o que recebeu.

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15/12/2005

Mário Soares e o ‘agitador’

** Assunto anteriormente abordado aqui **

Em relação aos incidentes em Barcelos, com Mário Soares, fiz o download completo do Telejornal da RTP, mas não consegui concluir grande coisa.

As imagens e som da respectiva peça, (editadas, naturalmente), dão a entender que toda a refrega se terá desenvolvido já com Soares a curta distância do ‘agitador’.

Pode ter acontecido que a comitiva tenha sido propositadamente levada para junto da área onde era de prever que iria haver confusão. Mas pelas imagens do Telejornal, diria que se pode fazer essa, como outra especulação qualquer.

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Ele já pairava ... adivinhando-os defuntos ...

A propósito deste artigo no Abrupto, não posso deixar de dar uma achega.

A referência feita por Francisco Louçã a João Amaral e Lino de Carvalho soou-me a algo parecido com: “sinto-me bem no papel de abutre “.

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À volta das sopas

Não é sem parcial motivo egocêntrico que chamo a atenção da discussão que tomou lugar no blog Biblioteca de Babel, mais precisamente por aqui e por aqui.

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Mário Soares e a girafa

Soares diz-se republicano, mas para os “seus” tem um comportamento absolutamente monárquico.

Considera-se o maior da cantadeira e, quando alguém da sua “corte” lhe faz frente, responde com a graça da girafa – elegante mas fulminante escoicinhadora.

Espero que dentro de pouco tempo, a “corte” Soares seja afastada, de vez, da vida nacional.

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Alegre e Soares

Opinei aqui que, não fosse estarmos afogados em crise, gostaria de ver Manuel Alegre na presidência.

A verdade e que, à medida que Manuel Alegre vai falando, vou tomando consciência de que seria mau fossem quais fossem as circunstâncias.

Como poeta, tudo bem. Como governante, é só poeta.

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Decorre bem a votação no Iraque

Enquanto os meios de comunicação social nacionais continuam a fazer-se distraídos, as eleições legislativas no Iraque estão a correr bem.

Segundo anuncia a CNN, a afluência a urnas foi tão grande que a comissão eleitoral deu aos governadores provinciais a opção de manter as urnas abertas mais uma hora do que o previsto.

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Iraque - sapo no 2


Votação em legislativas

Mais um sapo para as esquerdas Kitsch, Kro Magnon e ainda outras.

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Voo às estelas



Por europeus, nos Estados Unidos ... coisas da globalização (em inglês).

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14/12/2005

Investigação reforça suspeitas de voos secretos

Eis um belo exemplo da lógica retorcida que impulsiona uma parte substancial da “mentalidade bem pensante” da Europa.

Artigo da TSF:

Investigação reforça suspeitas de voos secretos

Uma investigação do Conselho da europa reforçou as suspeitas da existência de voos da CIA para transportar presumíveis terroristas que terão sido detidos e levados para outros países.

Segundo precisou Dick Martin, encarregue da investigação do Conselho da Europa sobre a detenção de presumíveis terroristas islamitas na Europa pela CIA, «processos judiciais em curso em alguns países parecem mostrar que pessoas foram presas e transportadas para outros países sem respeitar qualquer norma de assistência judicial».

Dick Martin adiantou que os elementos recolhidos até ao momento permitem «reforçar a credibilidade das alegações referente ao transporte e detenção temporária de pessoas, à margem de qualquer processo judicial».

«É inevitável constatar que as alegações nunca foram formalmente desmentidas pelos EUA», apontou Martin, acusando também a «ausência de informação e de explicações sobre este assunto» pela secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, na recente viagem que afectou à Europa.

Neste âmbito, o Conselho da Europa pede com insistência a todos os Governos dos Estados-membros para se «comprometerem plenamente na investigação da verdade sobre voos dos respectivos territórios por aviões que tenham nestes últimos anos transportado pessoas detidas e presos à margem de qualquer processo judicial».

Entretanto, os eurodeputados do Parlamento Europeu (PE) deverão chegar quarta-feira a acordo sobre a constituição de uma comissão temporária para esclarecer os alegados voos e prisões secretas da CIA em vários países da Europa, incluindo Portugal.

É um excelente exemplo de ataque a fantasmas.

Tudo se resume a uma simples “ferramenta” de trabalho: se o acusado não desmente, então é verdade.

Há milhões de razões para que não se desminta tudo de que se é acusado, mesmo no caso de não fazer qualquer sentido. A mais óbvia, é a de não se deixar criar um precedente que, no futuro, em circunstâncias idênticas, permita que se possa via a tirar conclusões ainda mais precipitadas e radicais. Os Norte Americanos não são parvos e pensam a longo prazo. Suportam que se duvide bastante deles para não deixarem, da vez seguinte, que a dúvida venha a ganhar ainda mais consistência e mais rapidamente.

Uma das mais insidiosas desvantagens daquela forma idiota de tirar conclusões reside no levantar de tais quantidades de poeira que acaba por permitir aos acusados, caso tenham cometido algo parecido ou exactamente aquilo de que os acusam, de manobrarem na confusão de forma a saírem incólumes. Ainda por cima, a serem verdadeiras as acusações, os Norte Americanos contarão com a complacência dos governos e serviços secretos europeus que com eles colaboraram, quer fechando os olhos, quer, caso o processo tenha simplesmente passado despercebido à mesmas entidades, com a sua pacividade no sentido de que nada se apure para que não se perceba o seu nível de incompetência.

... e a Europa continua a querer brincar às superpotências ... Freitas do Amaral diz umas coisas ...

Pelo andar da carruagem, será mais uma que nos vai sair caro. Se tudo vier a correr mal, sabe-se qual a saída: acusar a CIA de ter feito publicar a notícia que incendiou o rastilho, só para lixar a Europa.

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Os aeroplanos e os espantalhos

Assente alguma poeira em matéria de voos da CIA, sobram duas hipóteses:

1 – A Europa está, mais uma vez, a exorcizar espantalhos
2 – A Europa alinha, unha com carne, com os Estados Unidos, mas quer fazer de conta que não.

Qualquer delas demonstra, mais uma vez, “falta de pedalada” geopolítica.

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Português duvidoso na Optimus

[Desenvolvimento posterior aqui]

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As gravação telefónica da Optimus (grupo Sonae) que nos avisa que teremos que aguardar, é a seguinte:

"Por favor, aguarde. Atenderemos a sua chamada tão breve quanto possível"
Suponho que contém um substancial erro de português. Suponho que deveria dizer “brevemente” em vez de “breve”. Suponho que se lhe deve aplicar um advérbio de modo (brevemente) e não um adjectivo (breve). Ou não será assim?

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13/12/2005

O “chefe” da Maria

Depois de Cavaco Silva ter explicado que a acusação de que ele nunca fala explicitamente das mulheres não faz sentido porque, como estipula a constituição, quando fala no homem fala na mulher, é a vez de Jerónimo de Sousa conceder que acredita que Cavaco Silva seja “bom chefe de família”.

Bom, mas “chefe”, mesmo que à revelia da constituição. Se calhar é por se tratar de um direito adquirido.

Que pensará disto Ilda Figueiredo e Odete Santos?

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O Expresso e a manipulação "de referência"

A ler, no Retórica e Persuasão.

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Eixo do mal

Este artigo (de Jorge Bento, leitor do blog Desesperada Esperança) deve ser lido.

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11/12/2005

O PS e Mário Soares estão cada vez mais em pânico

Mário Soares reclama que Manuel Alegre se deve demitir do PS por não ser apoiado pelo partido, dando de barato que a ligação dele próprio ao PS não é de mero apoio a um candidato independente. Em boa verdade a fazer sentido esse pedido de demissão, deveria haver, paralelamente, lugar a uma desistência do candidato Soares. Se a ligação mantida por Manuel Alegre ao PS enquanto candidato à Presidência é perniciosa para o partido não se percebe como não é pernicioso o apoio do PS a Mário Soares em relação à Presidência.

Mário Soares reclama que só há dois candidatos, puxando a brasa, evidentemente, à sua sardinha. Por mim diria que só há um candidato.

Mário Soares, entretanto, não se coíbe de qualificar de “atrasado mental” um popular que o insulou. Lembra a história de Sarcozi.

--- Actualização ----

De facto, nas imagens da RTP, percebe-se que alguém está, inicialmente, via megafone, a dizer coisas bizarras sobre Mário Soares. De acordo com a posição de Soares e da câmara e pelo tipo de som, percebe-se que Soares está, inicialmente, longe do interpelador.

A verdade é que me parece que Paulo Pinto Mascarenhas, n’O Acidental, tem razão. Parece fazer sentido que a caravana tenha, propositadamente, aproximado Mário Soares do interpelante. A ser assim, é muito grave. Há, na equipa de Soares, uma paranóia de vitimização?

--- Reactualizado a 16 de Dezembro de 2005 ---

Em relação aos incidentes em Barcelos, com Mário Soares, fiz o download completo do Telejornal da RTP, mas não consegui concluir grande coisa.As imagens e som da respectiva peça, (editadas, naturalmente), dão a entender que toda a refrega se terá desenvolvido já com Soares a curta distância do ‘agitador’.

Pode ter acontecido que a comitiva tenha sido propositadamente levada para junto da área onde era de prever que iria haver confusão. Mas pelas imagens do Telejornal, diria que se pode fazer essa, como outra especulação qualquer.

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