17/05/2006

Quem afinal matou Mohammed al-Dura?



Ligações de interesse sobre a alegada invenção dos média à volta da morte de Mohammed al-Dura.

1 - WHO REALLY KILLED Mohammed al-Dura?

2 - http://seconddraft.org/selections.php?theme=aldurah_video

3 - http://www.palestinefacts.org/pf_1991to_now_alaqsa_dura.php

4 - http://www.addameer.org/september2000/focus/dura.html

5 - http://www.eretzyisroel.org/~ginsburg/aldura/

6 - Wikipedia

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A infecção e o placebo



Acerca da reunião dos ministros europeus para discutir a questão nuclear iraniana, o Presidente iraniano declarou:
“Surpreende-me que um grupo de pessoas se reúnam na nossa ausência para tomar decisões por nós. Esses senhores ainda pensam que vivem na época do colonialismo, mas as suas decisões não têm nenhum valor para nós” ...
Depois de ter arrastado o Irão para a classificação de estado-pária, Ahmadinejad ainda não percebeu que, consequentemente, ele e o seu país serão tratados, cada vez mais, como uma infecção.

Entretanto, a opinião da CE de pouco contará. E tanto menos contará quanto mais continuar a vacilar, pelo que as suas resoluções dificilmente passarão de placebo.

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15/05/2006

Pérolas da web

Esta, é de gritos (no Retórica e Persuasão).

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10/05/2006

Freitas do Amaral, o ingénuo



Já li muita coisa sobre o incidente do “cansaço” de Freitas do Amaral.

Que o título foi escolhido à revelia do conteúdo, é fácil de perceber e acontece todos os dias. A generalidade dos jornalistas são capazes de tudo para se evidenciarem.

Rendidos às maravilhas do marqueting, os jornalistas sabem que toda a publicidade é boa, mesmo que má: fala-se no assunto e fala-se do autor. Eles sabem que se catrafilarem alguém, ficam a jeito de uma promoção porque as entidades para quem trabalham são como os cartéis de droga: nada respeitam e não têm princípios (além do lucro).

Voltando ao ministro, pode dizer-se que, no mínimo, foi tanso. Foi tanso porque não mediu o que dizia tendo em atenção com quem falava.

Ser tanso, nestas circunstâncias, pouco importa: gasta tinta mas é irrelevante.

O que não é irrelevante é ter presente que Freitas do Amaral, no exercício das suas funções, é capaz de seguir a mesma cartilha perante os seus congéneres. Já deu bastas indicações nesse sentido e, neste caso, podemos já não estar a falar só de tinta: podemos estar a falar de sangue.

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07/05/2006

Gato nasi e, naturalmente, fedorento

Acabei de ver 5 minutos de Gato Fedorento (RTP1) - 5 minutos foi o que aguentei.

Já percebi porque é fedorento: porque é nasi.

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06/05/2006

Contas de esquerda e direita

Em relação a este post do Retórica e Persuasão, eu diria mesmo mais:
- Se fizer contas, é de direita. Se não fizer, é de esquerda.

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27/04/2006

A cruz nos exames – a cruz de todos nós ...

... ou um método especial para "grunhos".

Este ano, parte dos exames de português do 12º ano, será feita por escolha múltipla. Aquilo a que habitualmente se chama “por cruz”.

Argumenta-se que por esta via se permite que alunos com dificuldade em expressarem-se sejam avaliados em relação à compreensão de um texto.

No 12º ano, qualquer aluno com dificuldade de expressão (ou de escrita) deveria chumbar. Chumbar liminarmente. Este tipo de coisa não é aceitável para lá da 4ª classe. Quem não se sabe explicar oralmente e por escrito não deve passar, de modo algum, do 9ª ano (deveria ser da 4ª classe, mas a hecatombe é tão grande ...).

Para 2007, os idiotas do Ministério da Educação proporão:

1 – Que todo o exame seja feito por escolha múltipla.

2 – Que uma parte do exame seja feito por carimbadela para permitir que os alunos que não saibam fazer uma cruz possam ainda responder.

Para 2008, os mesmos idiotas do Ministério da Educação (mesmo assim as luminárias acharão que é de manter o nome do ministério) proporão o seguinte:

1 – Que o exame continue a ser feito, por completo, por “cruzinha”.

2 – Que se faculte aos alunos um professor destinado a ler-lhes os textos e as perguntas. Desta forma permite-se-á que alunos que não saibam ler, possam responder.

3 – Que os alunos possam responder por grunhidos. Caberá ao professor seleccionar o grunhido que mais se adeqúe à resposta correcta.

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26/04/2006

Chernobyl 20



Convém não esquecer que:

1 - O reactor nº 4 de Chernobyl estoirou há 20 anos.

2 - Que só depois de vários dias decorridos foi admitida pelas autoridades da União Soviérica a ocorrência do acidente - e só perante a chedgada e detecção da respectiva radiação aos países vizinhos.

24/04/2006

Multiculturalismo de retrete

Segundo a BBC (via No Pasaran), o Ministério do Interior inglês providenciou a construção de blocos de casa de banho novos de forma a evitar que os prisioneiros muçulmanos ficassem virados para Meca enquanto as utilizassem.

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Epistemologia jornalística

No Blog Retórica e Persuasão, escreve Américo de Sousa:

Disponibilizo aqui o texto integral da comunicação que levei ao VII Congresso Lusófono de Ciências da Comunicação, em Santiago de Compostela. Mas para quem queira apenas, ou antes de mais, ficar com uma ideia geral do que lá se trata, o melhor ainda será ler a breve apresentação que dela fiz no próprio evento:

A minha comunicação corresponde, em síntese, a uma reiterada afirmação do primado da objectividade jornalística e dos valores de isenção e rigor que lhe andam associados.

Trata-se aqui, naturalmente, da objectividade possível e não de uma objectividade absoluta, que é, como se sabe, inacessível aos humanos. Mas como digo no meu texto, o facto da própria ciência não ascender a verdades absolutas não lhe retira objectividade. Com as devidas diferenças, assim será também no jornalismo.

Não parece, contudo, ser este o pensamento dominante no actual campo jornalístico português, tantos são os que contestam os valores de isenção e de rigor no jornalismo, ainda que os mesmos continuem a figurar como deveres básicos nos códigos deontológicos que regem a actividade.

Fui à procura de declarações de jornalistas portugueses que se posicionam num certo “subjectivismo jornalístico” e encontrei três grandes tipos de argumentos:

O argumento mitológico - a objectividade é apenas um mito criado para o jornalismo aparentar uma competência que não tem.
O argumento perspectívico - não há objectividade, porque os jornalistas olham para realidade a partir de uma determinada perspectiva (que pode não ser a dos outros).

E o argumento limitativo - a objectividade é impossível devido às limitações do próprio jornalista (percepção, influência do seu sistema de valores, particular relação com o mundo, etc.).

São estes três principais argumentos que procuro desqualificar no meu texto, ao mesmo tempo que chamo a atenção para o perigo de poderem funcionar como verdadeira almofada teórica para justificar todos os excessos, desde logo, o da recusa de qualquer pretensão de objectividade jornalística.

É que num jornalismo sem objectividade, sem imparcialidade, sem isenção e rigor o jornalista poderia passar a dizer o que lhe viesse à cabeça, escrever sobre assuntos da sua exclusiva preferência ou interesse pessoal, cingir-se à realidade ou misturar ficção. Seria indiferente. Porque o leitor não teria nada a ver com isso. A voz de comando seria a de um critério jornalístico verdadeiramente à solta e sempre sujeito às mais subjectivas invocações.

Ora o mínimo que se pode dizer deste subjectivismo é que é perfeitamente absurdo. Porque se do ponto de vista de uma vida partilhada, a reacção do outro fosse completamente imprevisível, a própria vivência comunitária estaria em risco. E não está. Pelo menos, por esse motivo.

Se o verdadeiro ou o falso, o certo ou incerto, o bom ou o mau dependessem apenas da subjectividade de cada um, como conseguiriam os homens comunicar entre si? O caso extremo das preferências pessoais é talvez o mais elucidativo. Elas são evidentemente subjectivas, naquele sentido banal de que se reportam a sujeitos. Mas já não cognitivamente subjectivas, porque podem ser justificadas, podem ser compreendidas. Não valem todas a mesma coisa, não são igualmente aceitáveis, não são aleatórias.

Uma pessoa pode gostar de fumar, e outra, não. Provavelmente, uma valoriza mais o prazer e a descontracção que o fumo lhe proporciona, do que o mal que lhe faz à saúde e que não ignora. A outra, o inverso. Mas a decisão ou comportamento de cada uma, tem uma explicação objectiva. Não é tudo subjectivo, não é tudo aleatório, não é tudo irracional.

Acresce que se tudo fosse muito subjectivo, a própria afirmação de que tudo é muito subjectivo seria também ela muito subjectiva, auto-refutante, logo, racionalmente inoponível a quem dela discordasse, já que a partir daí deixaria de haver qualquer razão ou fundamento para se poder considerar uma afirmação, qualquer afirmação, como melhor ou pior do que outra. E é para este beco sem saída que a recusa da objectividade acaba por nos lançar.

Por aqui se vê como o subjectivismo jornalístico assenta numa ideia tão errada como prejudicial. Num tempo em que, pela perversão mediática das tiragens ou das audiências, o jornalismo está sujeito a uma cada vez maior descaracterização, que estranha razão poderia levar o leitor a passar um cheque em branco a um jornalista que não respeitasse o princípio da objectividade, quando, precisamente por isso, a maior vigilância crítica o deveria submeter?

A recusa da objectividade jornalística não atenta, por isso, apenas contra os direitos do leitor mas também contra a sua boa-fé. E isso, convenhamos, não é coisa que se faça.

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23/04/2006

Energias Renováveis

De Manuel Belo Moreira (via Kontratempos).

Energias Renováveis. «Interessado em energias renováveis encarei a possibilidade de instalar painéis fotovoltaicos. Todavia a legislação existente, supostamente feita para incentivar o seu uso, afugenta o mais afoito.

1.
É preciso enviar projecto à Direcção Geral de Energia e esperar pela aceitação, cerca de um ano pelo menos. Para quê um projecto para simples instalações domésticas?

2.
É preciso que a EDP aceite instalar um contador com duas vias.

3.
É preciso inscrição fiscal como fornecedor de electricidade, implicando complicações fiscais evidentes e continuadas, como a declaração periódica do IVA, razão que, só por si, bastou para eu deixar cair a ideia.

Em suma, para quem queira usar essa tecnologia, suportando o investimento, mas minimizando os custos através da venda do que produz em excesso, a legislação existente não serve de todo. E de facto seria possível evitar toda esta complicada tramitação legal e simplesmente fazer com que a entidade que fornece energia fique também obrigada a comprá-la a um preço a definir pelo Estado e fique encarregada de ter uma conta corrente a partir da qual acerta a fiscalidade correspondente, debitando ao consumidor o IVA se tiver que o pagar. Assim bastaria fazer contas e de acordo com as disponibilidades financeiras e responsabilidade social de cada um decidir fazer ou não o investimento. O Estado seria chamado a responsabilizar-se pela política de subsídio às energias renováveis que entenda por em prática e será julgado pela respectiva eficácia».

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Lista de competências de um jornalista:

1 – Ser animal racional na perspectiva em que suponha não ser inconveniente cometer erros à razão de 1000.

2 – Ser capaz de classificar como abominável homem das neves quem pretenda impor a “frieza dos números” ignorando a candura da razão do jornalista.

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12/04/2006

"Maus tratos" a menores

Finalmente, um assunto que merece a reanimação do blog.

Aqui está o link para a decisão do Supremo Tribunal de Justiça (via Blasfémias).

Voltarei, para explicar porque estou de acordo com a decisão.

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10/04/2006

A baleia supersónica

A RTP-1 acaba de noticiar que um ferry boat japonês, que seguia a 80Km/H, foi abalroado, por detrás, por uma baleia, e que o incidente provocou um batatal de feridos.

Pode concluir-se que a baleia em causa estava equipada com reactores que lhe permitiam alcançar velocidades supersónicas.

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03/04/2006

Recebido & para meditar

O crocodilo Caixa Geral de Depósitos.

Em O Canalizador das Almas, a ler, Recebido & para meditar.

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30/03/2006

O fenómeno espalha brasas



O fenómeno Freitas do Amaral voltou a meter a pata na poça.

O nosso garboso e lutador anti-fascista Ministro dos Negócios estrangeiros zarpou intempestivamente para o Canadá.

Disse tanto disparate em tão pouco tempo que as autoridades canadianas proibiram a entrada de jornalistas portugueses na conferência de imprensa que se seguiu à reunião com o Ministro Canadiano dos Negócios Estrangeiros, como forma de abortar a dita e poupar o ministro a um massacre (evidentemente que o nosso Ministro se iria recusar a responder só a estrangeiros).

Freitas do Amaral ainda fica a dever uma aos canadianos.

Por favor, arranjem-lhe um tacho na ONU.

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28/03/2006

Morreu Stanislaw Lem


Morreu Stanislaw Lem.


Recordo um dos seus livros: A Voz do Dono (His Master's Voice). No Brasil, A Voz do Mestre (Francisco Alves Editora, Rio de Janeiro 1991).

Este blog está a ficar muito sombrio.

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20/03/2006

Morreu Fernando Gil


Fernando Gil - (1937-2006)


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Aquecimento global

No Público, a propaganda e a sensura continuam ... Mitos Climáticos explica tudinho.

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19/03/2006

Stop, mas não

Estou com muito trabalho. Stop.

O tempo é curto. Stop.

Voltarei logo que possa. Stop.

As minhas desculpas. Stop.

02/03/2006

Carros “seguros” - marretas de esborrachar crânios

Não seria má ideia dosear as penas de acidentes de viação em função da potência ou peso dos carros cujos condutores são responsáveis pelos acidentes.

É habitual ouvirem-se condutores de carros potentes (BMWs, Audis, Mercedes, etc, ) gabarem-se de conduzirem a alta velocidade por terem “carros seguros”.

A verdade é que os carros são relativamente seguros para quem viaja neles. Se colidirem com um carro mais ligeiro, eles “safam-se” mas o outro carro fica esborrachado.

Na prática, quem compra um carro potente e pesado (seguro) está a comprar uma marreta para impunemente esborrachar crânios alheios.

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A Novis em economia práfrentex

Suponho que não seja só a Novis, mas este caso foi-me confirmado pelo serviço para onde liguei.

Havendo um imbróglio com uma linha telefónica, liguei para o serviço de assistência da Novis pelo nº 808100100. A documentação informa que se trata de um número taxado como uma chamada local. Por haver um problema, tenho que ligar por outra linha da rede fixa.

Há que ter em atenção que já sou cliente Novis.

Quando a chamada é atendida, aparece um gravador informando quais as opções a que posso aceder, mas as primeiras opções são destinadas a quem ainda não é cliente. Estou portanto a pagar uma chamada para ouvir publicidade Novis.

De seguida, após seleccionar a opção que me diz respeito, recebo a informação de que terei que esperar cerca de ¼ de hora.

No fim do tempo previsto sou atendido. Digo ao que venho e volto a esperar um bom bocado enquanto o operador consulta “o sistema”.

Recebo a informação que pretendo (que a Novis se atrasou, mas que “deve estar quase”) e finalmente pergunto quem pagou a chamada de 20 minutos. A resposta foi: “o cliente”.

Moral da história: A Novis mete o pé na argola, o cliente paga para ouvir publicidade e música chungosa, é atendido, volta a esperar ouvindo música chungosa, e finalmente percebe que terá que pagar todo aquele lixo, simplesmente, porque têm demasiados clientes, porque há poucos funcionários a atender, ou, finalmente, porque há demasiados problemas (serviços incompetentes?).

Viva a economia práfrentex.

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26/02/2006

O lamentável José Manuel Fernandes

Estou a ver, na RTP2, o programa Diga Lá Excelência em que o Ministro do Trabalho e Solidariedade Social, José António Vieira da Silva é entrevistado por Graça Afonso e José Manuel Fernandes.

Nesse momento, e há mais de meia hora, o lamentável “jornalista” José Manuel Fernandes chinga o juízo ao ministro sobre duas excepções de excepção de excepção: o caso em que um reformado que vivendo de uma reforma extremamente baixa, é pai (ou mãe) de gente abastada com quem não se dá bem, e, melhor (pior) ainda, o caso daqueles que ficarão limitados a receber reformas iguais ao salário do Presidente da República.

José Manuel Fernandes, fala ainda por cima, pelo menos 3 vezes mais tempo que o ministro e interrompe-o sistematicamente, e tem o desplante de “informar” o ministro que pretende, por aquela via, “testar” a justeza do processo.

Amanhã vai opinar ao mesmo nível de qualidade sobre o menmo assunto.

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Bufas televisivas

Porque resolveram as televisões transportar algumas entrevistas e debates para um ambiente de tasca, sonorizando-os com o respectivo ruído de fundo?

Modernismo? Realismo? Este último cenário é mais promissor. Que experimentem adicionar também ruídos de bufa.

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24/02/2006

Cenário Virtual

O novo cenário da SIC parece feito por cachopos a quem saiu a sorte grande.

Com o 'chroma' de fundo, os pivots passam a vida a voar.

A risca branca da mesa não deixa que os operadores abram decentemente o diafragma, postergando os jornalistas e convidados para a penumbra.

Enfim, coisas de nabos reinventadores da roda.

Depois dizem que se trata de “cenários virtuais”. Pouco virtual é a incompetência.

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23/02/2006

Ultrage


Por causa das caricaturas, ingénuos, oportunistas ou simples cobardes 'aderiram' à ideia de que se trataria de um ultraje ao Islão.

Alguns desses parvalhões, entre os quais dirigentes europeus, apressaram-se a pedir desculpa!!!

Que dirão agora, face a isto?

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19/02/2006

Ultrage




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Orgia

A orgia televisiva à volta de Fátima, a que estamos assistindo, faz algum sentido?

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18/02/2006

Cartoon popular



Chegada ao sistema solar, a tripulação de uma nave intergaláctica alienígena vê-se atacada de um tédio infinito.

- Vamos a Saturno, a um baile – diz um tripulante.
- Não pá – responde outro – o planeta é muito frio e os anéis fazem-me confusão.
- Então vamos a Vénus.
- Nem pensar, é muito quente e a capa de nuvens deixar-me-ia ainda mais acabrunhado.
- Chiça, és difícil de contentar. E se formos à Terra, a uma farra?
- Porra! Tás cada vez pior. Não te lembras de lá termos ido há uns dois mil anos? Não te lembras da bronca que deu termo-nos metido com uma tal Maria? Olha que os gajos ainda hoje falam disso.

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17/02/2006

Quanto mais tarde for, pior será

A propósito deste post de 'O Acidental', suponho que esta coisa dos cartoons não foi ainda bem digerida, assim como não o foi o problema do Iraque e não está a ser ainda o do Irão. Nesta bagunça, o problema da Palestina é um mero pormenor, que, aliás, os radicais islamistas fazem os possíveis para manter em banho-maria para, como no caso dos cartoons, ganharem margem de manobra.

A Europa está convencida, (ou melhor parte dela, mas suponho que ainda a maioria) que “condescendências” ajudam a resolver o problema. Não ajudam. Do 'outro lado', os islamistas limitam-se a fazer notar ao seu campo que estão a ganhar a guerra (que mantêm com todo o mundo com particular destaque em relação aos próprios muçulmanos) apontando para mais uma cedência nossa.

O exemplo mais notório encontra-se nas infindáveis negociações que a lado nenhum conduzem, e que só servem para que os islamistas e o seu campo percebam que temos medo e que estaremos infinitamente dispostos a negociar dando-lhes margem de manobra para avançarem – se não militarmente (por enquanto), pelo menos estrategicamente.

Os islamistas vão sedimentando as suas posições, vão preparando o terreno para a desestabilização, por dentro, do Ocidente, em particular da Europa, até que a coisa esteja bem madura.

Como arma de arremesso, os islamistas usam o que muito bem entendem, de acordo com a táctica do momento, alavancando-se nos mais diversos pretextos: a Palestina, o ataque ao Islão, “a nossa sede por petróleo” , o ataque à sua civilização, em último caso invocando a nossa mania de superioridade que mais não é que a sua própria paranóia de inferioridade. Essa paranóia é claramente cultivada pelos próprios islamistas.

As caricaturas deram jeito. Se não fossem as caricaturas seria outra coisa qualquer.

A Europa está convencida que “poupando” as susceptibilidades muçulmanas apazigua a coisa, mas com a paranóia de não ferir susceptibilidades e de evitar a “reacção das outra parte” não percebe que dá aos islamistas mais uma vitória - “os gajos são fracos” rosnam eles entre dentes (digo “rosnam” porque estou a caricaturar e se eles não gostarem é problema deles).

Em boa verdade, assiste-se a três guerras: entre is islamistas (onde os radicais dominam claramente, ou, pelo menos constringem claramente), entre os islamistas e o ocidente, e entre duas facções do ocidente (uma guerra de punhos de renda, como é da praxe, mas uma guerra) mais exactamente entre os 'condescendentes aos islamistas' e os 'duros perante os islamistas'. Daí os blogues serem importantes.

Não defendo que se puxem de imediato das armas, mas defendo que não tenhamos receio de dizer “sim, somos claramente mais evoluídos que vocês, e se vocês têm, por isso, um complexo de inferioridade é um problema vosso (resolvam-no entre vós porque o problema é vosso). Não abdicamos das nossas conquistas (separação de poderes, liberdade de imprensa, etc.) e não estaremos dispostos a aturar quem tente morar connosco apesar de dizer que nos odeia. E quanto mais tarde for, pior é.


Os norte americanos assistem a esta telenovela com assistiria Muttley.

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16/02/2006

Narizes, fora do disco



Software especial para quem não gosta que lhes metam o nariz no que tem guardado no disco do computador: BestCrypt (da Jetico).

Uso-o, e aconcelho-o a:
Jornalistas
Blogueiros
Feito na Comunidade, absolutamente legal (se comprado, pois claro).

Notas importantes:
1 - Não escrevam a password no computador
2 - Não esqueçam a password, ou tudo perdem - não há 'porta das trazeiras'.
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14/02/2006

Directo ao assunto:

Um blog a ler.

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Os tempos que correm ...

... não há duvida: são muito ricos.

Pela batuta dos cartoonistas, a Europa está a reconhecer-se, a crescer e a aprender.

Alguns dirigentes europeus não atinam de todo. Suponho que os que se encontram em maior dificuldade, sejam aqueles na cabeça dos quais a Europa é uma realidade ainda mais virtual: os debitantes de verborreias "politicamente correctíssimas".

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Blasfémia, anátemas, cães, matem todos os ocidentais!



Desculpem lá, mas este post, de 'O Acidental', é delicioso.

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"E diz o inteligente, que acabaram as canções"

Depois disto, não sei como poderá Freitas do Amaral manter-se como ministro.

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13/02/2006

"Nós", os agressores


Freitas do Amaral

O agressor Freitas do Amaral voltou a ser acometido de uma ideia: qualquer coisa relacionada com árabes, europeus e "futebol".

Como desconheço, em absoluto, a que se refere a palavra "futebol", vejo-me impossibilitado de classificar a ideia como inteligente.

Nota: Cartoon vilmente abarbatado ao Blasfémias
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11/02/2006

Cobardias e facadas nas costas


Freitas do Amaral

É inqualificável a reacção de uma boa parte dos dirigentes europeus face ao problema das caricaturas a Maomé: cobarde.

O ministro Freitas do Amaral, como outros, acobardou-se à sombra dos ataques à Dinamarca. Quando se esperava uma resposta em bloco, em defesa da Dinamarca, assistiu-se ao titubeante argumentativo à volta de ... “sensibilidades”.

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Sagrados e Sagrados


Imagens gentilmente surripadas em No Passarán.

Na TV, um dirigente muçulmano vem reclamar que as caricaturas que no seu mundo se produzem, relativas ao mundo ocidental, não têm a gravidade que têm as caricaturas a Maomé, porque não atacam o sagrado.

Era só o que faltava. Agora não podemos decidir o que para nós é sagrado?

Por mim, as religiões pouco valem. Para mim, as vida humana é o que há de maior valor.

É justamente a vida humana que os televisivos dirigentes muçulmanos parecem mais desprezar. Nem está em causa se caricaturam ou não a vida humana. Desprezam-na, simplesmente, e parecem disso ter orgulho.

Caricaturemo-los, portanto, sem limitações. E não nos esqueçamos que estamos, simplesmente, a falar de caricaturas: desenhos em papel. Não estamos a passar à acção, como eles a entendem, que aliás, não é defendida nos cartoons.

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10/02/2006

If only ...



Surripado, à má fila, no Blasfémias.

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Convite a pensar



No blog Retórica e Persuasão, Américo de Sousa transcreve Desidério Murcho *:
"A ciência convida-nos a pensar, e não aceita autoridades arbitrárias nem tradições acríticas; por isso, quando a ciência determina que os objectos mais pesados não caem mais depressa, ninguém anda de pistola na mão a prender e matar ou excomungar quem não acredita nesta ideia. A força da verdade é suficiente."
Não estou certo que, a propósito das caricaturas, não ande alguém, de pistola na mão, a prender e a matar ou excomungar quem quer que defenda, ou acredite na ideia em causa, o que implica que a força da verdade seja incómoda. De outra forma, não sendo verdade, bastaria dar pouca importância ao assunto.



O ideal científico deve surgir não só como face tolerante da verdade, mas também da mentira (quando for o caso).


* (2006), Pensar Outra Vez: Filosofia, Valor e Verdade - Vila Nova de Famalicão: Quasi Edições, p. 63

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05/02/2006

05/01/2006

Sharon em contagem decrescente

O estado de saúde de Sharon é preocupante.

PS.
Ando muito ocupado e ficarei "fora de serviço" durante algum tempo.

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31/12/2005

Bom ...

... ano novo.

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Observadores da UE abandonam Rafah

No Expresso de 30 de Dezembro de 2005.

Observadores da UE abandonam Rafah

Os observadores da União Europeia (UE) presentes na Faixa de Gaza foram hoje instados a abandonar o terminal de Rafah, na sequência da tomada de controlo dessa fronteira meridional por dezenas de polícias palestinianos.

Segundo a página digital da BBC, dezenas de polícias palestinianos tomaram de assalto o terminal de Rafah, inconformados com a crescente falta de ordem na Faixa de Gaza e em protesto pela morte de um colega, quinta-feira, num confronto com activistas.

A polícia, apoiada por homens armados do Partido Fatah, bloqueou o acesso a essa fronteira com o Egipto e obrigou os observadores da União Europeia a abandonarem o local.

A passagem de Rafah foi aberta em 25 de Novembro e conta com uma missão de observadores da União Europeia (UE), segundo o acordo assinado entre israelitas e palestinianos, com a mediação internacional.

Nos termos do acordo, os monitores da UE devem estar presentes para que o terminal possa estar em funcionamento, assinala a BBC.

«O terminal de Rafah está encerrado porque os monitores partiram», disse Guardia à agência Reuters, citada pela BBC, mas os monitores deverão regressar assim que a sua segurança esteja garantida.

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30/12/2005

Mário Soares, o Calimero


Mário Soares mostra-se muito incomodado porque os grupos de comunicação social são favoráveis a um outro candidato, não tendo uma informação objectiva.

Pena é que Mário Soares não se tenha manifestado no mesmo sentido pelo anti-americanismo primário que os mesmos grupos têm vindo a exercitar.

Esta situação só não é paradoxo porque Mário Soares se está nas tintas para a qualidade da informação. O que lhe interessa saber, é se a falta de isenção é ou não a favor dele.
Quando se trata de malhar nos norte americanos, Mário Soares está-se nas tintas para saber se está ou não a alinhar numa manobra de mera propaganda. Não se importa nada com a estirpe da manobra em que apanha boleia. Nessa altura, a objectividade, (de cuja falta se acha vítima) é coisa que o não preocupa.

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Arauto



Eu sei que estou a "apontar" muito e a escrever pouco. Enfim, efeitos do bolo-rei.

No Blasfémias:

O Difícil Caminho da Liberdade

No Mitos Climáticos:

Neva em Quioto
No No Pasaran:


"Jack, juras continuar a lutar pelas nossas vantagens
sociais?"

"Direitos sociais, direitos sociais"

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29/12/2005

O vetusto monárquico (b)



Este meu anterior artigo, nunca esteve tão actual.

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Ar mesmo puro



O disco de formação de planetas denominado IRS-46.

História completa aqui (em inglês).

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28/12/2005

Actualização

Este artigo foi actualizado.

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Cavaco Silva meteu a pata na poça

Sobre a história do Secretário de Estado exclusivamente vocacionado para as empresas estrangeiras.

Este artigo de Aspirina B, parece suficientemente esclarecedor.

... Já para não falar da preniciosidade de haver um tratamento especial face às empresas nacionais. Mais dinheiros públicos (impostos) na economia?

Este incidente só não deverá ensombrar a sua eleição porque é uma gota de água no oceano de disparates emitidos pelos restantes contra-candidatos.

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27/12/2005

Deixa lá


No Jornal da Madeira, Serafim Marques faz um excelente diagnóstico de um dos cancros que nos mina.
Deixa lá

Quem se demitir, mesmo no seu simples papel de cidadão anónimo, acabará por poder vir a ser vítima do seu próprio “deixa lá”. Este é um esforço individual e colectivo e não apenas do Governo. Ou vamos esperar que venha alguém para pôr termo a esta bagunça? Se, nos nossos papéis, optarmos pelo “faz de conta” ou pelo “deixa andar”…

O nosso filho, ainda pequeno, porta-se mal e nós não conseguimos educá-lo? Atenuamos a nossa mágoa, com o desabafo: “Deixa lá, quando for crescido vai aprender com a vida”. Depois, já adolescente, aliando a rebeldia com a má educação, voltamos a repetir, perante a nossa impotência em exigir dele comportamentos e hábitos adequados, quer seja de comportamento, de estudo, de educação, etc: “Deixa lá, na escola vai aprender a ser educado e respeitador”. Mais adiante, diremos que será (era, quando ela foi, de facto, uma “escola de homens”) a tropa que fará dele um homem. E se mesmo assim continuar a portar-se mal, diremos que será o “patrão” e pô-lo na linha. Nalguns casos, ficaremos até à espera que seja o casamento que fará dele um homem ou, na outra situação, uma mulher.

Concluiremos, assim, que nas várias fases da educação e da socialização do ser humano e perante a nossa inabilidade ou comportamentos do “deixa andar e não te rales”, acabamos por optar pela atitude do “deixa lá”. Ficamos, assim, à espera que sejam os outros a desempenharem os nossos deveres e obrigações, substituindo-nos nas nossas funções de educadores perante os nossos educandos.

Na sociedade e face a situações de falta de civismo, reagimos: “não há ninguém que faça nada contra isto?”. Arranjamos um ‘bode expiatório’, podendo subir até ao “Governo” ou mesmo até ao Presidente da República, em vez de agirmos e “denunciarmos”, mesmo que seja com uma simples palavra de reparo ou de crítica. O nosso comodismo, leva-nos a, mais uma vez, desabafarmos: “Deixa lá, um dia vai pagar os erros”. Na vida comercial, se formos mal atendidos, por exemplo, ao balcão ou pelo telefone, voltamos a refugiar-nos no nosso comodismo e: “deixa lá, nunca mais cá volto ou compro este bem ou serviço”. Em vez de exigirmos os nossos direitos e denunciarmos as situações incorrectas, corrigindo, assim, os erros dos diversos agentes e cidadãos, “calamos e consentimos”, este outro típico comportamento português.

Mesmo nas instituições, sejam empresas ou outro tipo de organismos, também aí e perante comportamentos de falta de apego ao trabalho, da falta de ética, de comportamentos incorrectos ou mesmo de “real dolo ou prejuízo”, intencional ou por desleixo e omissão, também mais uma vez, dizemos: “deixa lá, pode ser que venha a ser punido”. Ou então, quando a empresa falir, vai conhecer também os “amargos” dos seus comportamentos, consolo de refúgio que encontramos perante a nossa incapacidade para “educar” os maus trabalhadores. Depois, vemos, por esse país fora, muitos trabalhadores a gritarem, porque lhes vai faltar o rendimento de trabalho e, com ele, as suas vidas e das suas famílias, podem atingir situações de verdadeiros dramas. Culpam o “patrão”, mas não olham em redor para, dentre o grupo de colegas trabalhadores, encontrarem alguns deles, qual Judas que traiu Cristo, que contribuíram, com as suas atitudes e os seus comportamentos, para a falência ou para a deslocalização da empresa, para países onde a “mão-de-obra” é mais aplicada e não apenas mais barata do que a nossa. Assim, não evoluímos e não contribuímos para que, também na vida económica, se separe o trigo do joio”.

Os cidadãos mais conscientes e lúcidos, dizem que a sociedade e as suas instituições estão em crise. Os mais optimistas, contrapõem dizendo que sempre foi assim e mesmo no “caos social” a sociedade evoluiu. Não creio que tenham razão, mas, num país pluralista, teremos que aceitar as suas teses. Contudo, verificamos que alguns países evoluem (muito) mais do que nós, portugueses. Por que será?

Os professores, por estarem quase permanentemente em conflito com tudo e com todos, desde há cerca de trinta anos, esquecendo aqueles que são a sua razão de existirem — os alunos, queixam-se de que estes vêm mal-educados das famílias e os educadores (pais) queixam dos “mestres” que se demitem também dos seus papéis de formadores e de educadores. De parte a parte, as acusações crescem e a vida de algumas escolas é um autêntico inferno. Muitos, pensarão ou dirão: “esforçar-me eu?” Deixa lá que alguém virá atrás e fechará a porta mas, tipo bola de neve, que na minha opinião, pessimista, o problema vai crescendo, e a nossa sociedade anda já à deriva e à espera do surgimento de líderes (não esperemos por um qualquer D. Sebastião) e que conduzam este barco para bons portos. Mas, acima de tudo, precisamos de pessoas que não se demitam dos seus deveres e das suas obrigações e reivindiquem também pelos seus direitos. Como cidadãos, pais, educadores, professores, dirigentes, colegas, polícias, juízes, etc., temos o dever de exigir aos outros atitudes e comportamentos adequados, se pretendemos evoluir, como país e possamos melhorar a nossa qualidade de vida em sociedade. Quem se demitir, mesmo no seu simples papel de cidadão anónimo, acabará poder vir a ser vítima do seu próprio “deixa lá”. Este é um esforço individual e colectivo e não apenas do Governo. Ou vamos esperar que venha alguém para pôr termo a esta bagunça? Se, nos nossos papéis, optarmos pelo “faz de conta” ou pelo “deixa andar”, será muito cómodo, mas se não estivesse em causa a nossa própria sobrevivência como povo e como nação independente.

SERAFIM MARQUES
Economista

Hasta la vista ...


Um estádio, em Graz, Áustria, passou a ter um nome genérico, substituindo o anterior - Estádio Arnold Schwarzenegger – em homenagem ao conterrâneo agora governador do Estado de Califórnia, e por este não ter comutado a pena de morte a Stanley Tookie Williams (via No Pasaran).

Outros nomes terão sido sugeridos: “Pós Crips” (Crips era o nome do gang que Stanley Williams fundou) e “Hakoah” em homenagem a um clube desportivo judaico banido após a invasão da Áustria por Hitler.

Segundo o New York Times, uma sondagem de um jornal local terá apurado que 70% dos habitantes locais se oporiam à alteração.

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E ainda há quem se surpreenda que os europeus votem contra as pretensões das respectivas elites políticas.

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O bafo ~~~~~

O ano está a dar bafo. Perdeu o fôlego.

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26/12/2005

O Verde Jerónimo



Os Verdes resolvem apoiar Jerónimo de Sousa ...

Branco é, galinha o põe.

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23/12/2005

Arauto



No Abrupto, fundamental ler.
Os direitos do estado e os nossos

Excerto:

Mesmo que não houvesse uma intenção perversa, há certamente grave negligência. Dá trabalho e exige profissionalismo fazer investigação usando os recursos tradicionais, logo usam-se as escutas indiscriminadamente porque é mais fácil. A negligência que já existia na investigação tradicional emigra para as escutas. Estas, mesmo em processos em que seria legítimo serem usadas, são muitas vezes feitas de tal maneira descuidada que acabam por ser anuladas como meio de prova. Tudo vive do puro facilitismo - dá-se-lhes a bomba de neutrões e eles, em vez de usarem uma vulgar granada ofensiva, matam tudo à volta, usando a bomba e não a granada. É como matar os peixes a dinamite, para apanhar um, morre o rio ou o lago inteiro.

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22/12/2005

Reciclemos o TGV

Porque não pedimos à Rayanair para fazer uma ligação Porto Lisboa? Aos preços anunciados aqui, 10 Euros, (via Blasfémias), podia mandar-se às urtigas o TGV.

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A Optimus e a língua Portuguesa

Em relação a este anterior post, a Optimus informa que vai proceder à alteração da mensagem.

É sempre agradável ver respeitar a língua portuguesa.

Errar é humano. Corrigir o erro, ainda mais.

Não posso deixar de me manifestar surpreso pela velocidade de resposta. Note-se, que só há três dias informei a Sonae do artigo do Blog. Eles foram mais rápidos do que eu.

Se o caso se desse com uma entidade pública, desenrolar-se-iam vários cenários, listados por ordem de probabilidade (podia lá eu deixar passar esta oportunidade de cascar ...):

1 – Não haveria resposta e negariam ter recebido a reclamação.

2 – Confirmariam a recepção da reclamação, mas nunca responderiam.

3 – Responderiam 2 anos depois, dizendo que não teriam percebido.

4 – Responderiam 2 anos depois mas informando que nenhuma alteração seria feita pois tratar-se-ia apenas de “gramática moderna”.

5 – Responderiam 2 anos depois dizendo que reconheciam o erro mas que não se justificaria qualquer correcção.

6 – Responderiam 2 anos depois dizendo que iriam corrigir, mas tal nunca aconteceria.

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124 - Responderiam 1 anos depois dizendo que iriam corrigir. Passados mais 2 anos corrigiriam, mas substituiriam o erro por outro erro.

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348 – “... ainda o dia é uma criança ...“
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99º?

Dizem que este blog está em 99º lugar.

Coisa esquisita ... !!!

Cheira-me a esturro de medalha de cortiça.

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20/12/2005

Debate entre Cavaco Silva e Mário Soares - rescaldo

Como eu já esperava, Mário Soares espalhou-se. Na minha opinião ficou no limbo, entre as posições de contra-candidato e entrevistador.

"Fui entrevistado por 3 pessoas, os 2 entrevistadores mais o Dr Mário Soares" comenta Cavaco à saída. Pois.

Depois, naRTP-1, aparecem os morangos, do Diário de Notícias e Público a opinar. A orgia do disparate. Comentam a cor das moléculas das salivas dos candidatos. Tirem-me deste filme.

O Blasfémia, tem uma excelente análise gráfica do debate.

O Desesperada Esperança tem também uma excelente análise, numa perspectiva mais alfanumérica.

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Debate entre Cavaco Silva e Mário Soares

... em directo ...

... Soares diz que nunca fez ataques pessoais ... !!!!

... Soares continua à procura de esqueletos ...

O "debate" tem 3 entrevistadores: os dois jornalistas e Mário Soares. O entrevistado é Cavaco Silva.

Soares tentou a técnica da interrupção do discurso do adversário. Cavaco ignorou-o e perguntou se podia continuar.

Mário Soares usa demasiado a palavra "ele". ... ele, ele, ele, ... Soares e Cavaco falam da mesma pessoa: de Cavaco.

Soares insiste em falar do passado, Cavaco do que propõe para o futuro. Soares, de esqueletos. Cavaco, de bébés.

Soares não voltou a tentar interromper Cavaco. Terá percebido que achincalhar é falta de educação?

---- intervalo ----

Durante a 1ª parte, o contra-candidato Soares nada disse sobre o que propõe. Limitou-se a acirrar espantalhos.

---- 2ª parte ----

"... mas eu queria voltar atrás em relação a [não sei o quê] que falou Cavaco Silva ..." diz Soares.

Cavaco continua a explicar o que propõe, Soares a dar-lha a oportunidade de o continuar a explicar.

Soares volta a tentar interromper, Cavaco lembra que está no uso da palavra.

"Até este momento só se falou das minhas ideias ..." diz Cavaco. Pois.

"Não tem uma formação política", diz Soares de Cavaco. Soares ainda não percebeu que isso joga a favor de Cavaco.

"Estamos a perder tempo falando de coisas de há 10 anos", diz Soares depois de não ter feito outra coisa todo o tempo. E volta a falar do passado.

"Eu pensava que se ia passar para o futuro, afinal voltámos às vacas gordas e vagas magras" responde Cavaco. Pois.

"Voltando ao ponto fundamental", diz Soares. E volta a falar de Cavaco. Segundo Soares, o ponto fundamental é Cavaco.

Soares levanta os espantalhos de Cavaco ser, ou não, social-democrata. Cavaco responde que os portugueses o vêm como tal. Pois.

Soares volta a falar de Cavaco Silva ...

Mário Soares fala de subversão do regime, mas diz que tal não está em causa.

Cavaco diz que ainda não se sabe o que pensa Mário Soares. Mário Soares diz "mas eu explico". Pois, estamos todos à espera.

"Como se continua nas minhas ideias ... eu continuo ..." diz Cavaco.

"Eu nunca dissolvi a Assembleia da República. Eu só dissolvi a Assembleia da República porque ..." ... "Eu nunca dissolvi a Assembleia da República" diz Soares. E continua a falar do passado.

Parece que vai falar do futuro ... não. Volta a falar do passado. Volta a falar de Cavaco. Agora diz que Cavaco "teme o convívio dos outros". Soares diz que "sabe o que lhe diziam" de Cavaco, nas reuniões na Europa. Mas não consubstancia o que lhe diziam. A deselegância total. Brutalidade, mesmo.

Mário Soares diz que Cavaco Silva nada diz da globalização, mas que disse (!), mas não se manifesta sobre qual a "boa" globalização. Volta ao passado ... os galões ... as bruxas ... os espantalhos ...

Cavaco explica (novamente) o que é a globalização. Mário soares deu-lhe essa oportunidade. "a globalização não é algo que possamos escolher" diz Cavaco. Mário Soares diz que "isso toda a gente sabe" ... no comments.

Soares volta a tentar interromper, Cavaco pergunta se pode continuar.

Mário Soares reclama que Cavaco nada sabe da "cidadania global". E volta a falar de banalidades.

Mário Soares, que ainda não falou de outra coisa que de Cavaco Silva, diz que a comunicação social fala demais de Cavaco Silva.

Soares queria um debate à moda dele. Aquele que, segundo me recordo bem, nunca ninguém conseguia perceber coisas alguma.

Intervenções finais:

Soares - O PR serve para exercer o poder moderador. Eu estou nas melhores condições nesse sentido.

Cavaco - Não tenho atacado ninguém ... pensem nos vossos filhos ... posso ajudar os portugueses a ultrapassar esta fase difícil. Escolham em consciência.

... a finalização de Cavaco foi um pouco frouxa.

... FIM.

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Arauto



No A Blasfémia:

As Farmácias e o PIB
No Causa Nossa:

De mal a pior

No Mitos Climáticos:

A Natureza, em particular o clima, não é sensível a debates burocráticos e políticos sobre a sua situação. Era bom que os dez mil viajantes tivessem tido a pretensão de começar a perceber a actual dinâmica real do tempo e o clima.

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Darwin e "intelligent design"

Um juiz federal da Pensilvânia decretou que o "processo"(??) "intelligent design" - nova forma de encarar o criacionismo parida pelos criacionistas - não pode ser ensinado (em inglês) - {via A Blasfémia}.

Ainda não abordei decentemente este desenvolvimento, mas está relacionado com este exercício desconchavado de propaganda.

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