07/12/2006
Coisas alternativas
Como medida para tentar controlar a coisa, Daniel Oliveira optou por moderar, temporariamente, os comentários. Eu faria o mesmo.
A questão que se levanta é a de que Daniel Oliveira optou pela "repressão", pela "censura", para atacar a anomalia.
Seria de esperar que atacasse as causas, que tentasse compreender a visão alheia do mundo. Tratar-se-á, eventualmente, de alguém cuja educação (dever-se-á chamar cultura?) lhe permita optar por uma forma alternativa de comentar. Pós moderna? Radical?
Talvez seja proveniente de algum bairro degradado. Porquê fechar-lhe a porta? Há que integrar (?) para que se possa compreender a diferença.
... quando nos toca a nós ... ou ... para tudo há limites: o problema é saber em que ponto devem ser colocados.
Nota: tentei comentar o artigo, mas, o servidor deu erros consecutivos. Vou tentar mais tarde.
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06/12/2006
Word Zero-Day, So Sayeth Microsoft (NEW)
Word Zero-Day, So Sayeth Microsoft (NEW)
Published: 2006-12-05,
Last Updated: 2006-12-05 23:05:27 UTC by Ed Skoudis (Version: 1)Microsoft released an announcement of a zero-day vulnerability in Microsoft Word. Read about it here.
Of particular interest, they say:
"Microsoft is investigating new public reports of limited 'zero-day' attacks using a vulnerability in Microsoft Word 2000, Microsoft Word 2002, Microsoft Office Word 2003, Microsoft Word Viewer 2003, Microsoft Word 2004 for Mac, and Microsoft Word 2004 v. X for Mac, as well as Microsoft Works 2004, 2005, and 2006. In order for this attack to be carried out, a user must first open a malicious Word file attached to an e-mail or otherwise provided to them by an attacker."
Microsoft's advice? They say, "Do not open or save Word files that you receive from un-trusted sources or that you receive unexpectedly from trusted sources. This vulnerability could be exploited when a user opens a specially crafted Word file."
Ok... sure. Thanks.
--Ed Skoudis
Intelguardians.
04/12/2006
03/12/2006
Absurdo jornalístico à volta do Polónio

Na revista Domingo, do Correio da manhã de hoje, no artigo sobre o Polónio da página 31 "Secretas Ruassa não Brincam em Serviço", pode ler-se a seguinte absurda e enigmática frase:
"Muito difícil de manejar, é empregue em quantidades reduzidas em cigarros e técnicas de fotografia."Na Wikipedia, encontra-se esta outra:
"Polonium has been found in tobacco smoke from tobacco leaves grown with phosphate fertilizers."Ter-se há dado o caso de alguém ter confundido "é empregue" por "foi encontrado", e "fotografia" por "fosfato"?
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02/12/2006
Zereguiduns
Logo que tenha tempo, procurarei resolver o imbróglio.
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Venezuela e corrupção
Via O Insurgente.
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01/12/2006
30/11/2006
Trafulhice insistente
Um arredondamento é uma operação matemática que funciona para os dois lados. Não há arredondamentos "negociáveis", como não há operações de soma, multiplicação, raízes quadradas, etc, negociáveis. A matemática é aquilo que é e é isso que se espera dela. Ginga-la só pode ser uma coisa: trafulhice.
Faz muito bem o governo em pôr os pontos nos ii.
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29/11/2006
Paranoias velhas ...
No Da Rússia, e à sombra de milhões de mortos,
Quanto aos culpados de uma das maiores calamidades do séc. XX, as autoridades comunistas não tinham dúvidas: “Não duvidamos que a saída de camponeses “à procura de pão” para as regiões centrais da Rússia, do Volga, para o distrito de Moscovo, para a Ucrânia Ocidental e a Bielorrússia... foi organizada pelos inimigos do Poder Soviético, pelos socialistas revolucionários e por agentes da Polónia com o objectivo de agitação contra os kolkhozes (unidades colectivas de produção) e contra o Poder Soviético em geral”. ..
24/11/2006
21/11/2006
Robert Bernard Altman - (1925-2006)
Robert Bernard Altman (born February 20, 1925, died November 21, 2006[1]) was an American film director known for making films that are highly naturalistic, but with a stylized perspective. In 2006, the Academy of Motion Picture Arts and Sciences recognized his work with an Academy Honorary Award.
His films MASH and Nashville have been selected for preservation in the United States National Film Registry.
[Wikipedia]..
Alta Matemática
Mais, Peres Metello clarificou tratar-se de algo traduzido num 5 com 12 zeros [5.000.000.000.000].
Há que clarificar que tal numero constitui 5 biliões, não 5 triliões.
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20/11/2006
Alta matemática
Mais, informou que a respectiva montagem tinha sido conseguida por 90 pessoas de 143 nacionalidades ...
... ou me engano muito ou haveria demasiadas pessoas de dupla nacionalidade.
19/11/2006
14/11/2006
TLEBS: Tlebem-no daqui para fora
Tendo em conta o que sei até agora sobre a TLEBS é natural que registe com agrado o facto de algumas escolas terem encerrado graças à greve dos trabalhadores da função pública. Pior do que uma aula não dada é uma aula onde se ensine isto..
11/11/2006
Colonialismo em greve
No Abrupto, pode ler-se:
O que me choca mais neste momento de contestação, é a reacção de uma parte significativa da população que tem sido ouvida nos órgãos de comunicação. Para lá de qualquer possível estratégia de apoio ou contestação à greve, é inegável que cada vez mais pessoas são contra as greves.
O autor começa por confundir a greve em causa com [todas] as greves. Dar-se há o caso de supor gozar do monopólio ao exercício desse direito?
Uma das razões mais apontadas para esta posição é a ideia de que os funcionários públicos são privilegiados, têm emprego garantido, salários altos, e reformas boas. Bem, a questão das reformas, agora que são aos 65 anos e foram reduzidas em valor, já não se ouve tanto. Mas a ideia de que há funcionários a mais, de que estes não trabalham, ou que trabalham mal, e que ganham de mais, é muito generalizada.
Ainda bem que o autor percebe que a questão da idade da reforma tem vindo a atenuar a contestação. Mas aproveita para não se manifestar em relação à justeza de igualdade de direitos entre uns e outros.
Porque me chocam estas opiniões? Porque revelam um desconhecimento enorme da realidade. Da realidade dos funcionários públicos, dos serviços públicos e da sua organização, e dos direitos dos trabalhadores. Essas pessoas que acusam, a meu ver injustamente, os trabalhadores da administração públicos de tudo o que consideram mau, são em muitos casos, as mesmas que aceitam trabalhar em más condições, com salários muito baixos, e com poucas ou nenhumas regalias sociais. Desta forma, tendem a conceber os direitos sociais como privilégios. Isto é muito preocupante...
Não será o autor quem está desajustado da realidade?
Tem ainda a lata de acusar as tais pessoas de aceitarem trabalhar em más condições? E o autor estará à espera de compreensão pela parte por quem ele tem em tão pouca consideração? E não suporá ele que esses tais inimigos sentirão que as regalias que ele reclama estar a perder já há muito (se alguma vez as teve) as perdeu?
... "e com salários muito baixos" ...!!! Então, e parece-lhe de esperar o apoio de quem tem salários muito baixos a quem os tem substancialmente mais altos (a premissa é dele)?
... "e com muito poucas regalias sociais" ... !!! E já passou pela cabeça do autor que isto soa ao seu inimigo como um acerto de contas (finalmente)? E porque haveria quem tem poucas regalias de defender quem tem muitas (a premissa é dele)?
Na medida em que revelam um pessimismo generalizado, uma inveja latente, uma noção de que os direitos são privilégios e não direitos, de que todos devem sofrer como eles sofrem, estas opiniões são perigosas.
Na medida em que o autor revela não ter percebido que às suas regalias corresponde a nossa miséria, que os seus direitos são simples privilégios e que estes não devem ser conseguidos à custa do trabalho de outros, que a forma de encarar o mundo defendido pelo autor do texto bem podia ter sido desenterrada do feudalismo.
Não para os funcionários públicos, que parecem estar condenados a continuar a perder poder de compra e direitos, mas para a generalidade dos trabalhadores por conta de outrem. Isto revela uma submissão e uma subserviência ao poder económico, que acaba por se generalizar e diminuir, se não extinguir, direitos que eram considerados, até há pouco tempo, fundamentais.
E agora o autor confunde a generalidade dos trabalhadores com a generalidade dos trabalhadores!. Queixa-se que a forma como a generalidade dos trabalhadores (pressupondo-se que em oposição aos funcionários públicos) encara a coisa, vai de encontro ao interesse da generalidade dos trabalhadores ... ou então à generalidade de trabalhadores deveria corresponder uma generalidade de direitos e deveres, coisa que ele não dá de barato.
E depois a história da submissão ... como se a generalidade dos trabalhadores não aparentasse estar cansada de demonstrar subserviência e submissão aos interesses e direitos que ele supõe serem fundamentais, mas que eles percebem serem apenas apanágio da classe dele.
Não me parece ser este um bom caminho. Puxando os funcionários públicos para baixo, toda a sociedade portuguesa vai ser puxada para baixo, e vamos assistir, já estamos a assistir, a um aumento da diferença entre ricos e pobres, ou seja, ao enfraquecimento das classes médias. Isto é mau para o colectivo, por bom que seja para os empresários, proprietários de riqueza e de bens de produção.
Já percebemos. Há uns, malandros, muito ricos, e a quem ninguém consegue beliscar. Mas nós, imbuídos de um inoxidável espírito altruísta, queremos atenuar essa desigualdade tornando-nos mais ricos à custa das classes mais pobres a quem, por estratégia momentânea, metemos no mesmo caldeirão e chamamos agora de "classe média", esquecendo-nos que os tínhamos à pouco acusado de serem uma espécie de bandalhos incapazes de reclamar direitos.
Será que vamos ser todos empresários? Será que vamos todos ter empregados a trabalhar para nós, e a quem vamos pagar o mínimo possível?
Mais uma vez a hipocrisia leva a melhor. O mesmo povo que tem um dos índices mais altos de posse e utilização de telemóveis, e de outros bens não essenciais, reclama agora uma justiça social nivelada por baixo, como se isso fosse bom para todos. Hiprcrisia perigosa, digo eu, porque vai calcar ainda mais o nível de vida dos portugueses, de todos, incluindo os funcionários públicos. Será que os não-funcionários públicos ganham alguma coisa com isso? Tenho a convicção que não, mas ficam felizes com esta vingaçazinha, do português "toma lá que é para não pensares que és melhor que eu...eu estou mal mas tu também ficas."
(Fernando Reis)
Que pena que o autor se tenha esquecido de declarar solidariedade para com os que além de terem menos direitos contribuem para os direitos que ele quer manter.
Direi: toma lá que é para deixares de pensar que és melhor que eu... que eu estou mal mas apenas por ser bandalho. Eu, que te pago metade dos proventos do meu trabalho e que ainda por cima sou visto como um inimigo a abater.
Há muito que não via tamanha manifestação de espírito colonialista. Pessoas capazes de supor que o funcionário não público é uma espécie de escravo e a quem, perante valores superiores, até a posse de telemóvel poderá ser posta em causa para permitir que mordomias coloniais sejam mantidas. Só Salazar era capaz de o defender: pobrezinhos, mas limpinhos.
Quantos funcionários públicos se reverão nas palavras dele? E, onde estão os repúdios?
Irra, que é bruto.
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Greve, mas não ao absurdo
O secretário de estado, João Figueiredo, faz lembrar o ministro da informação iraquiano, Mohammed Saeed Al-Sahhaf. Os seus 11,7% de adesão à greve da função pública hoje (9.11.2006), por exemplo, na educação, querem dizer que a escola está aberta, apenas com um ou dois funcionários. Um deles na portaria. Os professores entram, estão nas escolas, não podem ir às salas de aula porque os pavilhões estão fechados. Ficam confinados à sala de professores e ao café em frente da escola. Os alunos não podem entrar no recinto escolar por falta de pessoal. Mas a escola funcionou e não houve greve! Pelo que se passou hoje, amanhã os alunos nem se preocuparão em levantar-se a horas. Não quer dizer que tomo como líquidos os 80% de adesão referidos pelos sindicatos. Mas...Por mais voltas que dê ao miolo, não consigo perceber o texto acima.
(Gabriel Mithá Ribeiro)
Que será que o autor considera "adesão à greve"? Se num escola houver impossibilidade de haver aulas porque o porteiro entrou em greve (não havendo chave para entrar), e os professores ficarem à porta, estarão também automaticamente em greve?
Se: "Os professores entram, estão nas escolas, não podem ir às salas de aula porque os pavilhões estão fechados", depreende-se que a generalidade dos trabalhadores da escola (os professores) não estarão em greve. Quer o autor que sejam considerados grevistas as pessoas que não conseguem trabalhar porque outros trabalhadores, em greve, não permitem condições para que os alunos possam entrar na escola?
... "Mas a escola funcionou e não houve greve!" ... A escola não funcionou porque houve greve de uma pequena parte do pessoal da escola, e, incontornavelmente, a adesão à greve terá sido baixa.
Nesta perspectiva o secretário de estado João Figueiredo tem razão e, pode contrapor-se, parecer razoável estabelecer um paralelismo entre Mohammed Saeed Al-Sahhaf e o autor do texto.
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Se há alturas em que me apetece verter umas brejeirices, esta é uma delas.
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06/11/2006
Nova aberração: TLEBS
Este artigo dá uma boa ideia da coisa.
Via Blasfémias.
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02/11/2006
Imagens de Maomé

Com o beneplácito dos respectivos poderes, têm sido feitas, ao longo dos tempos, imagens de Maomé - as tais que alguns islamitas reclamam não poderem ser feitas por se cometer heresia.
Aqui está uma colecção delas.
Via O Insurgente.
30/10/2006
Coices ...
Basicamente que ...
... os americanos tinham sido incompetentes (em especial o Presidente George Bush) ...
Caiem umas pinguitas (comparadas com as que o Katrina vomitou) e eis a nossa protecção civil de calças na mão. Parece que só e Tomar a coisa funcionou ...
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26/10/2006
Jack Straw seu opressor!

(Via O Insurgente)
Tomo a liberdade de para aqui transcrever um comentário de Elizabete Dias a uma observação minha (que pode ser procurada aqui):
Sim, Range o Dente. Por baixo do chador, as mulheres vestem-se à ocidental, usam lingerie, etc, etc.
Mas cito exemplos que já deves conhecer: na Arábia Saudita, nas famílias mais ricas, há o hábito de afogar a jovem ou a mulher desonrada na piscina da família.
Na Palestina as jovens sofrem acidentes estranhos, que envolvem queimaduras fatais de 3º grau ou envenenamentos. Na Turquia rural, as jovens são fechadas num quarto durante dias a fio, com uma arma ou um copo com veneno - o suicídio não vai levantar suspeitas na polícia.E estas mulheres que vemos na foto e que vivem no Ocidente , protegidas pelas nossas leis, recusam-se a discutir ou a denunciar seja o que for…
Mas nós não nos calamos!
Chapéu tirado!
16/10/2006
Alta matemática

Como se explica que, num curso de Excel para principiantes, um par de alunos de 25 anos não saibam que operação “de matemática” fazer, para encontrarem o valor que efectivamente receberiam se, ganhamdo 100€, tivessem que descontar 20€?
Será que o ensino é um bluff?
A que matemática recorrer para deslindar a coisa?
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Estação Oriente

Cada vez me parece mais que esta "beleza" arquitetónica é um aborto.
Esta imagem é uma excelente prova do que lá se não se passa. A verdade é que quem tiver que apanhar o comboio para o Porto em dia de vento e chuva apanha uma molha todo o tamanho.
A "maravilha" de arquitectura não serve para o fim a que se devia destinar.
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10/10/2006
França: jovem apedrejada
Se isto se tivesse passado nos Estados Unidos, os pacóvios das TVs nacionais já estariam histéricos.
Via No Pasarán.
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09/10/2006
Mais uma polémica com os do costume
Um deputado inglês quis falar normalmente, cara a cara. Abriu mais uma polémica com os do costume.
Jack Straw foi ministro do Interior de Tony Blair e é deputado por Blackburn, uma cidade do noroeste de Inglaterra com quase um terço de população muçulmana. Straw, como é hábito nos deputados britânicos, recebe regularmente os seus eleitores numa espécie de consultório de cidadania. Ouve as queixas, dá sugestões.
Esta semana, ele escreveu um texto no jornal local ‘Lancashire Telegraph’ sobre uma das coisas que lhe sucedem no consultório. Tudo começou, conta ele, quando uma mulher muçulmana, acompanhada do marido, lhe disse: “Tenho muito prazer em falar consigo face a face.” A frase ficou a roer-lhe lá dentro por causa da carga irónica. A mulher usava o ‘nicab’, o mais rigoroso dos lenços islâmicos. Não só todo o corpo estava coberto, como os cabelos, o pescoço e a cara – com a excepção de um fio fino que deixava adivinhar os olhos –, tudo era pano. Um face a face demasiado relativo, pois.
Então, de cada vez que passou a receber outra mulher de ‘nicab’, Jack Straw armava-se de uma prudência e de uma ousadia. A prudência era pedir a uma colega do gabinete do seu partido para assistir à conversa. A ousadia era pedir à eleitora para tirar o muro, a fronteira, o lenço que estava entre eles, para poderem falar face a face. Mas nunca pedia sem antes sublinhar que se ela quisesse ficar com o lenço, assim seria.
Straw servia-se de uma imagem para justificar o seu pedido. Ele estava ali no seu gabinete, ela tinha ido ter com ele, para uma conversa pessoal, directa, frente-a-frente. Numa conversa não só as palavras dizem, mas a boca, o sorriso ou a angústia que marca a cara, os olhos que brilham ou não. Enfim, para falar só com palavras, tinha-se inventado o telefone. Para conversar, essa invenção era muito mais antiga, acontecera quando dois seres humanos confiaram um no outro. “Numa conversa pode ver-se o que outro quer dizer e não só ouvir o que diz”, palavras de Straw, no artigo do ‘Lancashire Telegraph’.
Desde há um ano, o deputado fez sempre esse pedido e de todas as vezes nenhuma muçulmana – nenhuma! – recusou. Por isso ele decidiu dar outro passo, o artigo no jornal. Uma opinião calma a pedir um debate sobre um assunto, o ‘nicab’, que Straw considera “uma declaração visível de separação e de diferença”. Não são os políticos para isso, para discutir com a intenção de resolver, os problemas públicos?
Pois saiu mais uma polémica para a mesa do canto onde estão os mesmos de sempre. Se ele não são os desenhos de Maomé é o discurso do Papa, agora é Jack Straw: “As mulheres têm o direito de usar o lenço e estas afirmações [de Straw] constituem um novo exemplo de insulto aos muçulmanos”, disse Reefat Bravu, do Conselho Britânico Muçulmano. Insulto? É estranho que esse insulto tenha sido tornado público pelo próprio ‘insultador’ e as ‘insultadas’ – no entanto, tão ciosas de mostrar os seus direitos – nunca tenham dito nada.
Isso não impediu que alguns colegas de partido de Jack Straw se tivessem distanciado da sua corajosa posição. Estes, politicamente correctos, são adeptos da delicadinha maneira de tratar os muçulmanos: ‘Não digam nada sobre o Islão! Eles zangam-se...’ Como se isso não fosse o maior do insultos.
Ferreira Fernandes, Jornalista
27/09/2006
20/09/2006
18/09/2006
Uma certa falta de cultura
"uma certa falta de cultura" ....
Esta é que me mata.
Há cultura certa (a "nossa"?)? Ou uma determinada a que só iluminados (será de escrever eluminados?) têm acesso?
Cheira-me a ... esturro? Ou será apenas aroma a sangue azul?
14/09/2006
A via directa
Aparentemente George Bush pertence à Igreja Evangélica. Nessa igreja supõe-se que a “comunicação” entre cada crente e Deus é feita de forma directa: entre o crente e Deus, sem entreposta pessoa ou estrutura. Pela Igreja Católica, tenta-se que essa comunicação seja feito através da estrutura eclesial.
Quando uma pessoa, bispo que seja, se apresenta a George Bush com a missão de lhe apresentar uma missiva da Igreja Católica mas implicitamente em nome de Deus, que espera ouvir? A resposta mais inteligente parece-me ser “desculpe lá, mas eu falo directamente com Deus”.
Se George Bush fosse bruto como eu, responderia: não me venha com as politiquices do Vaticano como se fossem de proveniência divina porque esse barrete só os católicos enfiam.
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11/09/2006
10/09/2006
Comentários? Talvez.
Gostaria de conseguir definir que artigos poderão ser comentados ... vamos ver.
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08/09/2006
O PCP e os terroristas bons
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, aclarou o mistério sobre a presença de elementos das FARC, oganização comunista colombiana, na Festa do Avante:Troquemos por miúdos: o terrorismo dos amigos do PCP é bom, o dos outros é mau.
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, admitiu hoje a presença na edição deste ano da festa do Avante de membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), mas garantiu que "todas as entradas" no recinto "foram legais".
"Naturalmente convidámos o partido comunista colombiano e a revista ´Resistência´", afirmou o líder comunista, após uma visita a um lar para reformados em Alhandra, afirmando a solidariedade do PCP com o ideário aquele movimento.
Apesar dos métodos utilizados pelas FARC, "que o PCP não usaria", existe uma "grande solidariedade" com o movimento porque "a maior violação dos direitos humanos é impedir que um povo tenha direito à sua soberania, à sua liberdade" afirmou.
[...]
Para o secretário-geral do PCP, a "questão central" é que o PCP tem "uma concepção diferente de terrorismo" comparativamente à UE e Estados Unidos, criticando também o Governo a este respeito."
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05/09/2006
A Clix viola a correspondência dos seus clientes
Assim vai o respeito pela privacidade e inviolabilidade do e-mail das pessoas.
Aqui vai um exemplo, recebido dentro da zona de texto de um e-mail que recebi.
O Clix quebrou mais uma barreira!
ADSL até 20 Mb + Telefone livre de assinatura por apenas € 34,9/mês
Acabe de vez com os € 15 da assinatura telefónica!
Saiba mais em http://acesso.clix.pt
Aconselha-se a todos os que receberem mail nestas condições a reportarem cada caso a http://www.spamcop.net/, instituiução apropriada para 'tratar' a esperteza (SPAM ).
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Rock
(Gravação a solo)
ARTIST: Emerson, Lake and Palmer
TITLE: From the Beginning
ALBUM: Trilogy (1972)
Lyrics and Chords
There might have been things I missed
But don't be unkind
It don't mean I'm blind
Perhaps there's a thing or two
I think of lying in bed
I shouldn't have said, but there it is
{Refrain}
You see, it's all clear
You were meant to be here
From the beginning
Maybe I might have changed
And not been so cruel
Not been such a fool
Whatever was done is done
I just can't recall
It doesn't matter at all
{Refrain}
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Informação livre

"From today, I want to tell journalists that if in future they use wrong information from coalition forces or NATO we will target those journalists and media," Dadullah said. "We have the Islamic right to kill these journalists and media."A Reuters resolverá isso. Contratará "jornalistas" locais e estará o caso arrumado: teremos "informação" ... e as TVs encher-se-ão dela, para gáudio do PC, do Bloco de Esquerda e dos europeus em geral.
Tudo o que correr mal será culpa dos americanos, de Bush em particular, e dos israelitas.
Via O Insurgente
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03/09/2006
02/09/2006
Propaganda na SIC - A "ladainha do costume"
Que é ladainha, todos nós percebemos, mas está absolutamente vedada a qualquer jornalista, no exercício da actividade de jornalista, a utilização dos referidos termos.
Na SIC, o desrespeito pela ética profissional e o mau jornalismo.
“Jornalismo de causas” (sejam elas quais forem), chamam-lhe alguns. Pura propaganda, quanto a mim (que posso opinar porque não sou jornalista).
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01/09/2006
Crianças mártir

É com os que foram assim educados que a Europa diz que é possível dialogar?
Depois digam que é em Israel que está o fulcro do terrorismo.
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29/08/2006
26/08/2006
Os herdeiros da PIDE

Será que ainda usam o velho lápis azul?
Por cá, como no Irão, manias, ou, quanto mais sabem que estão errados mais fazem de conta que não ... até ao absoluto absurdo. Qual o seu sonho? A total exploração do homem pelo homem.
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25/08/2006
Zeca

Para que fique registado, não vou à bola com estes posts:
Zeca Afonso ou o ódio o idolatrado - Combustões
Zeca Afonso (2) - Combuões
Zeca Afonso e a idolatração do totalitarismo comunista - O Insurgente
Quando tiver tempo, explico porquê.
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24/08/2006
Medida de desburocratizarão
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22/08/2006
O PCP quer "substituir" um presidente de câmara
A Câmara é eleita, directamente, pelos eleitores. O governo, indirectamente por uma assembleia eleita, essa mesma, directamente por eleitores.
Na altura em que Santana Lopes foi indigitado primeiro ministro, foi o fim da macacada com o PCP (e não só), reclamando escoicinhantemente eleições antecipadas para um órgão, a Assembleia da República, sobre a qual nada havia a apontar que pudesse levar à realização de novas eleições antecipadas.
Perante um sarrabulho capaz de levar à dissolução dos órgãos da Câmara Municipal de Setúbal, o PCP ”pondera” substituir o presidente.
Há que chamar a atenção ao PCP que, em democracia (explicar-lhes o que é, fica para depois), quem substitui cidadãos em órgãos eleitos é o povo.
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18/08/2006
A Europa e a paz no Médio Oriente
A França vai enviar
Está mesmo a ver-se que, pela mão da “Europa”, a paz no Médio Oriente se vai finalmente instalar.
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08/08/2006
É por aqui que o terror se perpetua
Nas "escolas" onde andam, aprendem a soletrar o terror.
Quando forem adultos, votam (quendo podem) em quem? Seguem quem? Têm ódio a quem?
Como ensinarão os seus filhos?
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06/08/2006
As trevas das touradas
Na TV, a idade das trevas em directo.
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05/08/2006
Os valores do Jumento
A guerra lançada por Israel contra o Hezbollah, bem como contra todos os libaneses não identificados ou que não obedeçam à mais pequena ordem do Tsahal ...No Líbano, como em qualquer outro local, é inimigo quem se afastar, minimamente das posições do Hezbollah. No Líbano, como noutro local qualquer, é inimigo a abater quem não estiver com o Hezbollah.
Transformando o Líbano num paiol, o Hesbollad ataca dois inimigos: Israel, como se sabe, e aqueles que tiveram a lata de expulsar os Sírios: os libaneses – o inimigo principal do Hezbollah (nesta caso).
Esta forma de estar no planeta Terra, tem ainda outra vantagem: coloca Israel perante o dilema de acabar por provocar inúmeras vítimas entre aqueles que se afastaram das posições da Síria e do Hezbollah.
Para o Hezbollah, é alvo a abater (“com a ajuda de Alá”) todo e qualquer que se afaste das suas posições.
....saldou-se até ao momento por uma estrondosa derrota.Para o Hesbollad, quanto mais libaneses morrerem maior será aquilo que eles pensam ser a sua vitória. Não é assim para a generalidade do resto do mundo ocidental, cuja condição o Jumento diz defender, mas é assim para eles, e também para o Jumento. E quem, no terreno ousa dizer que não está com o Hezbollah?
Uma derrota porque acabou a imagem de invencibilidade do Tsahal, porque a Mossad revelou-se ineficaz, porque as forças armadas de Israel têm evidenciado um desrespeito pela condição humana que no Ocidente e desde a Guerra Mundial só tínhamos assistido na Bósnia e porque Israel conseguiu transformar aquilo a que chamava um movimento terrorista na resistência do Líbano e unir a maioria dos libaneses no apoio ao Hezbollah.
Quanto à reclamada incapacidade do Tsahal, quem diria que a acção era desproporcionada! Há uma semana era um dado aquirido.
Defender que teve autorização internacional para a guerra, que por aquilo que temos visto significa autorização para matar, é puro cinismo ...Cinismo é pretender que a guerra não implique autorização para matar. Esse problema não se põe para o Jumento, em relação ao Hezbollah.
... como também o foi dizer que o posto de observação da ONU foi atingido por engano ao mesmo tempo que o governo israelita tudo faz para fazer de conta que a ONU não existe.A ONU, como vai na cabeça do Jumento, não existe, muito embora esteja a fazer um esforço tremendo para existir. Nos ataques de Israel cometem-se enganos, porque são a excepção. Nos ataques do Hezbollah não há engano: por um lado a ONU é uma ferramenta de guerra, por outro, a meta é matar, matar, matar. Quanto mais se matar mais virgens se alcançam.
E tudo serve na sua estratégia de terror, desde matar militares da ONU a destruir edifícios civis em série com o argumento da utilização por terroristas, o que nos levaria a concluir que o Hezbollah tem mais bases do que as formas armadas dos EUA.E os rockets surgem de onde? Onde há rocket há uma posição militar. Que queria o Jumento? Que os israelitas fizessem saltar, de para-quedas, uma assistentes sociais em cada posto de artilharia do Hezbollah, para convencer os “civis” que manuseiam cada lança-rocket a deslocarem-se para zonas não habitadas?
O que Israel pretendia era lançar uma guerra em grande escala no Médio Oriente agora que se sente fortalecido militarmente e que conta com o apoio incondicional com um governo americano que é do pior que este país poderia ter, ...O que irrita o Jumento é que Israel conta agora, também, com o apoio tácito da Comunidade Europeia, que já não consegue esconder que (finalmente) percebeu que a guerra do Hezbollah é uma guerra contra o modo de vida ocidental (que o jumento diz defender).
... muito embora agora quase deseje a vinda de uma força internacional para proteger uma fronteira que nunca o será enquanto Israel optar por resolver os problemas recorrendo à lei da bala.Essa é uma das grandes vitórias de Israel.
A Europa, já incapaz de condenar liminarmente (como no passado) a acção de Israel, escudou-se inicialmente no disparate da desproporcionalidade do ataque israelita. Israel aproveitou a brecha que a política europeia abriu (a desproporcionalidade – Israel lutando contra forças fracas) para concordar com o envio de tropas internacionais. Entretanto a Europa foi percebendo que aquilo é uma guerra a sério (pouco “desproporcional”) procura agora milhentas formas para escapar ao destino a que a sua precipitada reacção lhe reservava: guerrear o Hezbollah.
Os Israelitas dizem que apoiam a força, mas já sabem que, na melhor hipótese, ela só se posicionará no terreno depois de Israel fazer o trabalho difícil. Qual o país europeu, “multilateralista” capaz de suportar baixas próprias?
E convém lembrar que a história recente tem demonstrado que, quando as coisas aquecem, a ONU é a primeira a dar à sola. Não o fez presentemente no caso do Líbano, mas devia ter feito, porque é isso que faz melhor. A coisa aqueceu no Afeganistão, e a Nato (grosso modo os EUA) tomou o comando.
Sempre fui defensor da existência do estado de Israel, mas neste momento tenho que dizer que acima de um estado de Israel estão os meus valores civilizacionais, entre o estado de Israel e a defesa de valores como o do direito à vida não terei quaisquer dúvidas em optar.Já se esperava ao que conduziriam esses “valores” civilizacionais do Jumento: Israel não tem direito à vida.
É esta escolha que Israel me está obrigando a fazer, entre a barbárie como solução para serem alcançados os objectivos de um país e os valores dados como adquiridos no Ocidente. O facto de Israel ser vítima do terrorismo não significa que não o avaliemos segundo os mesmos padrões civilizacionais que nos levam a condenar o terrorismo.Este último parágrafo espelha perfeitamente todo o anterior aberrante e absurdo discurso do Jumento.
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A Euronews e o fantasma
Acerca da vida e da guerra no norte de Israel, e à forma como israelitas (de ascendência árabe e não árabe) se defendem dos ataques do Hezbollah, conclui o jornalista:
"Paradoxo da guerra: muitos árabes fugiram para abrigos de amigos judeus"Onde é que o jornalista vê o paradoxo? Estamos em Israel.
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03/08/2006
Pedofilia artística na RTP
8. A RTP ficará detentora dos direitos das 10 canções finalistas.Não contentes por usurparem os direitos do trabalho intelectual que não lhes pertencem, ainda se acham com autoridade para alterarem as obras alheias.
9. A RTP fica com plenos poderes para fazer qualquer alteração que entender na letra ou na música relativamente às canções finalistas.
A haver honestidade deveriam explicitar que andavam à procura de trabalho-escravo, neste caso de trabalho infantil escravo.
E a Sociedade Portuguesa de Autores, aprovou?
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De absurdo para absurdo por absurdo salto
A partir de agora, e face à reclamada continuação de ataques a rocket do Hesbolah, os mesmos calinácios vão reclamar que afinal Israel não está a conseguir controlar o inimigo.
Com a mesma facilidade com que diz um e outro disparate, passam do primeiro para o segundo sem perceber que são contraditórios.
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Negócios
As peças custaram € 503.39, incluindo IVA de 16%.
Se as tivesse comprado em Portugal, além de serem mais caras (mesmo não considerando o IVA), teria que pagar 21% de IVA, fazendo contas, € 525.09.
No negócio poupei € 21.7 – 8 de transporte, mas poupei tempo e gasolina porque as peças foram-me entregues à porta de casa.
E se se pudesse encomendar gasolina?
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A SIC, no Líbano, fez uma vítima inocente
A vítima, uma criança, não morreu, feriu apenas o nariz. Se tivesse falecido e houvesse mais que uma vítima, estaríamos perante um massacre.
Mas há uma vítima. Inocente, sem sombra de dúvida.
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Os jornalistas e a matemática ...
Não são todos os jornalistas, evidentemente. Mas qualquer jornalista "que se preze", escolheria a caixa acima.
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02/08/2006
Vénia ao Directriz
Suponho, entretanto, ter percebido o porquê da distinção. Mas por aqui me fico.
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O Fenómeno e o chauffeur

O nosso garboso

E nós, que todo este tempo estoicamente lhe aturámos topetes e arremetidas bizantino-esquerdaicas? Não merecemos um louvorzito?
Está aqui a folha original do Diário
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Reticências
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30/07/2006
O fim da violência

Em caso de dúvida, consultar este post de O Insurgente.
Traduzindo:
Se os árabes (muçulmanos) depusessem hoje as armas, não haveria mais violência. Se os israelitas depusessem hoje as armas, não haveria mais Israel..
29/07/2006
Adivinhem quem

A gardener's daughter stopped me on my way, on the day I was to wed
It is you who I wish to share my body with she said
We'll find a dry place under the sky with a flower for a bed
And for my joy I will give you a boy with a moon and star on his head.
Her silver hair flowed in the air laying waves across the sun
Her hands were like the white sands, and her eyes had diamonds on.
We left the road and headed up to the top of the
Whisper Wood
And we walked 'till we came to where the holy magnolia stood.
And there we laid cool in the shade singing songs and making love...
With the naked earth beneath us and the universe above.
The time was late my wedding wouldn't wait I was sad but
I had to go,
So while she was asleep I kissed her cheek for cheerio.
The wedding took place and people came from many miles around
There was plenty merriment, cider and wine abound
But out of all that I recall I remembered the girl I met
'Cause she had given me something that my hear could not forget.
A year had passed and everything was just as it was a year before...
As if was a year before...
Until the gift that someone left, a basket by my door.
And in there lay the fairest little baby crying to be fed,
I got down on my knees and kissed the moon and star on his head.
As years went by the boy grew high and the village looked on in awe
They'd never seen anything like the boy with the moon and star before.
And people would ride from far and wide just to seek the word he spread
I'll tell you everything I've learned, and Love is all...he said.

Yusuf Islam.
When the Muslims make their wish
To go and perform Jihad
When the Mujahids make their wish
To go and perform Jihad
Then they read the Book of God
Sending their Salawat [Blessings].
When the world blasts away
We will stand for Judgment Day
Paradise will open up
For those who came with Salawat [Blessings].
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Apenas caos
[Adenda II] Este comentário de Patrícia Lança a um artigo de O Insurgente, resumiria bem o que abaixo escrevi.
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Transcrevendo a transcrição do Hoje Há Conquilhas, e contrapondo:
"Bem-vindos à nova desordem multipolar mundial", escrevia Timothy Garton Ash nas páginas do Guardian, exprimindo da forma mais concisa e mais precisa aquilo que começa hoje a ser visto como a mais séria ameaça à estabilidade e à segurança mundiais: a fraqueza dos Estados Unidos da América e a sua crescente incapacidade para liderar o mundo.Não se percebe o que se considera como “fraqueza”. Os Estados Unidos são, de longe, a maior potência militar mundial. São a maior potência e vão sendo cada vez mais poderosos, enquanto os “concorrentes” tentam esconder a incapacidade atirando desdenhosos insultos aos Estados Unidos.
Se a “fraquesa” dos Estados Unidos é uma ameaça à estabilidade mundial, que dizer da fraqueza militar da Europa? Que somos? Uma praga? Sim. Temos sido e temos tido esse comportamento. Temos sistematicamente sido absolutamente incapazes para lidar com o mundo. Nada contamos (mas falamos muito). Somos, um placebo.
Mas não fica por aqui. Zombamos dos Estados Unidos, mas contamos com a sua protecção. Se não forem eles, quem será?
Hoje, conhecemos o princípio desta história - a decisão unilateral de mudar pela força o regime de Saddam Hussein e de, por essa via, redesenhar o mapa do Médio Oriente. E já conhecemos também alguns dos últimos capítulos. O Iraque, que afinal não era a Alemanha pós-nazi, está hoje mergulhado no caos, muito longe da democracia e muito perto da guerra civil.Não se percebe, que quanto mais tarde pior?
Sadam devia ter sido removido do poleiro após a guerra por causa do Kuwait. Mas as sacrossantas Nações Unidas só tinham aprovado um mandato que ... blá blá blá ... oportunidade ... ulteriores conversações, a conversa estúpida do costume, resultante do que ninguém quer ver: que as resoluções das Nações Unidas, ou são puros exercícios de irrelevância quando emanadas da Assembleia Geral, ou resultado de negociações em função do interesse particular de cada um. Neste último caso, as reacções aos vetos pautam-se pelas máximas: se é veto dos Estados Unidos, é para defender os seus interesses, se de um dos outros, para se opor aos interesses dos Estados Unidos. No que toca a matéria de interesses, a tal potência cada vez menos potente têm o monopólio .
A história das consequências da intervenção é o absurdo dos absurdos do verboso discurso pacifista e resume-se ao seguinte: nenhuma medida de força deve ser tomada porque o resultado será sempre pior.
Vejamos ao absurdo que nos leva o absurdo (pois). Um grupo religioso fanático resolve espalhar o ódio numa comunidade de uma mesquita - nada se deve fazer porque será pior. Estando bem sedimentada a cultura (?) do ódio, esse grupo começa a expandir-se a outras mesquitas - nada se deve fazer porque será pior. Esse grupo (já substancial) resolve exportar a sua cultura (alternativa, como a esquerda tende a achar que ela é) - nada se deve fazer porque será pior. Esse grupo arma-se, adquirindo armas aos Russos (que neste caso os vendedores não são lóbis, porque lóbis, só nos Estados Unidos) - nada se deve fazer porque será pior. Instalam nesse país (um qualquer), forças de segurança alternativas (como a cultura) e começam a opor-se ao regime vigente que, sendo melhor ou pior não vai no caminho da melhoria - nada se deve fazer porque será pior. Exportam a sua cultura para outros países, que só têm a ganhar pois se tornam mais cosmopolitas, evidentemente - nada se deve fazer porque será pior.
...
Onde vamos parar?
Que se esperava que Israel fizesse, perante a percepção que um arsenal estava a ser instalado em redor das suas fronteiras, por uma organização que não corresponde a coisa nenhuma (não representa um país, não representa uma religião – pretende representar tudo e não representa nada mais que um punhado de extremistas que sabe que conta com a sacrossanta passividade pacifista (que ainda por cima eles próprios classificam como decadente), aquela que diz “nada se deve fazer porque será pior”?
Esperava-se que Israel enviasse hordas de assistentes sociais para dizer às criaturas que não é bonito instalar arsenais em casa de civis (verdadeiros)?
Os pacifismos não sentem as mãos ensanguentadas quando não condenam que os tais “alternativos” instalem arsenais em zonas habitacionais? Não acham que a elevação de populações à condição de escudos humanos (coisa que, recusada, equivale a uma execução sumária) é a razão porque há vítimas inocentes?
Não lhes parece razoável que, em vez do aberrante discurso do direito internacional, se manifestem empunhando slogans “se querem andar à porrada larguem os civis inocentes e vão para campo aberto” ou, "se querem exercitar orgásticos ataques militares saiam debaixo das saias das mulheres e dos esconderijos das crianças"? Ah, já me esquecia: não são ataques militares porque ali ninguém anda fardado.
A ameaça do poderio militar americano não levou à transformação democrática do Grande Médio Oriente, pelo contrário, alimentou o fundamentalismo islâmico e a sua arma do terror.A velha história do tudo ou nada. Não levou à transformação democrática do Médio Oriente, mas levou a uma aproximação do Iraque à democracia. É um caminho penoso. Pois é. E não tem sido penoso o mesmo caminho em África? E ninguém advoga o retorno do colonialismo. E, no Iraque, tem sido penoso porquê? Porque as tropas dos Estados Unidos andam a fazer rebentar autocarros cheios de explosivos em mercados populares? Nada se deveria ter feito, porque já se viu que foi pior ... e dá-se, implicitamente apoio aos que atafulham autocarros com explosivos sem se sentir sangue nas mãos.
O Hamas venceu as eleições na Palestina. O Hezbollah, apesar das transformações democráticas do Líbano graças ao empenho concertado de Paris e Washington, ameaça abertamente Israel. O próprio Líbano está à beira do colapso. E o Irão vai alimentando as chamas que ameaçam incendiar toda a região, enquanto prossegue desafiadoramente a sua política nuclear e apela a que Israel seja pura e simplesmente varrido do mapa. Ainda ontem voltou a fazê-lo. No Afeganistão, as tropas da NATO enfrentam cada vez maiores dificuldades para estabilizar o país. A Coreia do Norte desafia abertamente os Estados Unidos.E estão? Nada se deve fazer porque será pior? Ainda não se percebeu que a expansão do terror tem uma dinâmica própria? Não se percebeu ainda que a expansão do terror só não chegou ainda às nossas casas porque ainda há quem se lhe oponha?
Não se percebeu ainda que o ódio cego aos Estados Unidos e a Israel leva os pacifismos a apoiarem algozes que remeteriam Hitler, Estaline e Mao para o grupo dos amadores?
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28/07/2006
Arauto

Combustões: 20 razões para um Ocidental defender Israel
Vasco Graça Moura, no DN: As esquerdas anti-semitas
"No conflito palestiniano, os pós-soviéticos não se impressionam com a perda de vidas civis causada pelo terrorismo em Israel (e ainda menos com os sucessivos genocídios que têm vitimado milhões de seres humanos em África)."
25/07/2006
Pensar, não faz barulho
São 2:45 da manhã, e, na SIC, está a dar um excelente programa sobre física: pura e dura.
Seríamos outro país se o programa fosse exibido à hora nobre ...
... mas não somos.
[... já volto.]
Era um programa com Edward Witten onde apareceu Freeman Dyson.
"Pensar, não faz barulho", disse-se a certa altura.
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Apenas caos
Desenvolvimento aqui, e aqui.
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Sobre o Iraque, o Hoje Há Conquilhas Amanhã Não Sabemos (HHCANS) escreve;
[...]“Apenas caos, destruição e morte: centenas de milhares de mortes.”[...]
Penso que o HHCANS está a ver mal o filme.
O terrorismo a que o Iraque está sujeito, é consequência negativa indirecta da invasão, mas é consequência directa do sucesso da invasão.
Não lhe parece que a carnificina a que se tem assistido no Iraque é um castigo infligido por aqueles que viram a população afastar-se dos seus pontos de vista?
Onde já se assistiu (à excepção de África onde os dramas são potenciados à 10ª) a uma resistência a uma invasão que massacra as próprias populações?
Já se assistiram a imolações. Mas as imolações são actos de revolta em que o próprio se sacrifica pelo que supõe estar certo. Mas, imolar outros?
Quem estripa pessoas em mercados odeia, por igual, todos os que não fazem parte do grupo deles, quer se trate de iraquianos, muçulmanos, cristãos ou americanos. Eles versus resto do mundo.
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23/07/2006
O rocket
Ou não era um rocket, mas uma enorme bomba ....
Ou havia um paiol no local atingido pelo rocket.
Mas nada disso o jornalista aborda. Jornalismo?
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Absurdo
Uma das coisa que não percebo é a razão porque se tenta fazer frente a Israel pelas armas. Não se aprendeu nada com Gandhi?
Israel tem força militar (significativa), os oponentes não têm. Israel é um país democrático e coeso, e dispõe de forças armadas que respondem a um comando. Os oponentes a Israel não são nem uma coisa nem têm a outra.
Se havia uma situação relativamente estável no sul do Líbano, porque empilhar armamento junto à fronteira?
E porque se empilha armamento em prédios de habitação?
E quem o empilhou? O exército do Líbano sob a batuta do respectivo poder político, de forma coesamente assumida?
A resposta a estes parágrafos é simples: porque os oponentes a Israel se estão nas tintas para o Líbano e para os civis cujas posições dizem defender.
Os Estados Unidos
Não compreendo porque se denomiza os Estados Unidos e se olha para eles de cada vez que uma crise rebenta. Reclama-se que se imiscuem em todo o lado, e de cada vez que há caldinho, quem os demoniza, olha para eles ...
O tempo que a operação demorou a ser preparada
Isto demonstra que quem o refere não faz a mínima ideia sobre o que é a instituição militar.
Nenhuma instituição militar que se preze, por isso na Europa há poucas, espera pela crise para preparar uma operação.
Toda e qualquer instituição militar digna desse nome está em permanente preparação para toda e qualquer eventual ameaça.
Isto explica por um lado porque tiveram os israelitas uma resposta pronta, por outro, porque há constantemente notícias sobre preparações militares em relação a potenciais conflitos. “eles até já estão em treinos” ... Pois claro: são militares.
Quantas vezes as nossas insípidas tropas já treinaram face a potenciais ameaças de todos os quadrantes? E os espanhóis não fazem o mesmo? E os franceses? Fazem-no para justificar o orçamento, porque daí a estarem dispostos a entrar em combate vai uma enorme distância. Mas preparam-se face a cenários. Perante algo mais que cenários, que se acha que os israelitas deveriam fazer? Filmes?
Resumindo, os israelitas responderam rapidamente porque fazem o trabalho de casa.
O post de O Jumento
Se há absurdo, o post de O Jumento é um belo exemplo.
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22/07/2006
17/07/2006
Exército judaico !!!
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03/07/2006
24/06/2006
Carteiristas

Há pouco tempo um português foi preso na Alemanha por tentar roubar uma carteira.
A coisa deu-se no âmbito de um tal de futebol(?) e um dirigente da coisa comentou os acontecimentos neste tom:
Ele ia gamar uma carteira e, logo por azar, a um polícia.Qualquer pessoa honesta diria que houve sorte quando o carteirista tentou roubar um polícia. Houve sorte porque foi detectado e foi dentro. Houve sorte porque não houve vítimas. Houve sorte porque ninguém saiu prejudicado.
Fica-se com uma excelente ideia acerca do que vai pela cabeça daquele tipo de dirigentes. Percebe-se quem conta com quem.
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21/06/2006
Energia impingida
Habitualmente, a tensão eléctrica (a que se chama voltagem), é de 220Volt. Os casos que me têm sido relatados referem subidas até 260V.
É sabido que a tensão entregue não tem que ser exactamente de 220V: isso seria impossível. Mas é de aceitar desvios entre 210 e 230V. O que é difícil de aceitar são desvios para 250 a 260V.
Já tinha tido contactos com casos esporádicos de tensões anómalas, mas nunca tinha tido conhecimento, como agora me é relatado, de tensões superiores a 240V que se mantêm por semanas.
Parece que os piquetes acham a tensão normal - nem outra coisa é de esperar. O que não é normal é que a EDP, como instituição com quem se fala(?) pelos números de telefone da assistência, não tenha uma posição mais honesta. Mas as “assistências” não se fizeram para essas coisas.
Se uma parte dos aparelhos e equipamentos ligados à rede eléctrica é capaz de reagir a este aumento de tensão diminuindo a corrente drenada da rede, outros não são capazes de o fazer.
Nos primeiros nada há a objectar, à excepção de quando a tensão sobe o suficiente para ultrapassar o limite em que são capazes de operar, destruindo-os na generalidade dos casos.
Nos segundos, aqueles que consomem a energia que lhes impingem, a coisa fia fino de outra maneira. Nestes casos ao proprietário é impingida energia eléctrica que não era suposto consumir. É impingida e é cobrada.
Um frigorífico não produz mais frio por consumir mais corrente, e, justamente um aumento de tensão produz um aumento de corrente (intensidade).
Só por aqui já seria grave, não fosse dar-se o caso do consumidor não pagar corrente (intensidade) mas potência. Se tivermos presente que um aumento de tensão provoca, nos caso referido, um aumento de corrente, e que a potência é o produto de ambos (volts a multiplicar por amperes), percebe-se que a EDP impinge, de facto, muitíssimo.
Uma lâmpada que consuma 100Watt a 220V consome, pela lei de Ohm uma corrente 0,454Ampere. Se lhe aplicarem 240V ela passa a consumir 0.494A a que corresponde uma potência de 119W - um aumento de consumo de potência de 20%. Este aumento de consumo de potência é pago, adivinhem por quem.
No caso da lâmpada pode dizer-se que há um aumento de consumo mas que há também um aumento da quantidade de luz produzida pela lâmpada. Mas, se por um lado ninguém encomendou o sermão à EDP, por outro, a duração da lâmpada é fortemente reduzida.
Neste grupo de equipamentos afectados pela política de impingimento, estão os frigoríficos, aparelhos de ar condicionado, motores de máquinas de lavar, ou outros incapazes de reagir a aumentos de tensão. Além de consumirem muito mais do que seria de supor, funcionam em regime de sobrecarga diminuindo-lhes o período útil de vida.
Voltemos ao caso dos prejuízos causados a equipamentos incapazes de trabalhar a tensões exageradamente elevadas. Alguns desligam-se, outros rebentam. Em ambos os casos o consumidor fica pendurado, no segundo com um prejuízo adicional.
Em ambos os casos a EDP encolhe os ombros, e não resta ao consumidor outra hipótese que recorrer a tribunal - coisa inútil porque a legislação está redigida à feição da EDP.
Está na altura da DECO instalar uma rede de monitorização de tensão. Há que compensar o consumidor pelos prejuízos causados e há que descontar à factura de electricidade a energia impingida.
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19/06/2006
12/06/2006
Educação !!!
Ora, não é possível instruir sem previamente educar e não é possível educar sem o criterioso recurso a mecanismos de punição/recompensa que pressupõem a autoridade para os aplicar. E foi essa autoridade que os professores foram paulatinamente perdendo: de cedência em cedência, a escola foi-se transformando num mero local anárquico, violento, onde, sem custos, os progenitores depositam os rebentos enquanto fazem pela vida esperando que, sem sobressaltos nem canseiras, atinjam a idade em que não são obrigados a frequentá-la e, nalguns casos, transitem para a universidade..
17/05/2006
Quem afinal matou Mohammed al-Dura?

Ligações de interesse sobre a alegada invenção dos média à volta da morte de Mohammed al-Dura.
1 - WHO REALLY KILLED Mohammed al-Dura?
2 - http://seconddraft.org/selections.php?theme=aldurah_video
3 - http://www.palestinefacts.org/pf_1991to_now_alaqsa_dura.php
4 - http://www.addameer.org/september2000/focus/dura.html
5 - http://www.eretzyisroel.org/~ginsburg/aldura/
6 - Wikipedia
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A infecção e o placebo

Acerca da reunião dos ministros europeus para discutir a questão nuclear iraniana, o Presidente iraniano declarou:
“Surpreende-me que um grupo de pessoas se reúnam na nossa ausência para tomar decisões por nós. Esses senhores ainda pensam que vivem na época do colonialismo, mas as suas decisões não têm nenhum valor para nós” ...Depois de ter arrastado o Irão para a classificação de estado-pária, Ahmadinejad ainda não percebeu que, consequentemente, ele e o seu país serão tratados, cada vez mais, como uma infecção.
Entretanto, a opinião da CE de pouco contará. E tanto menos contará quanto mais continuar a vacilar, pelo que as suas resoluções dificilmente passarão de placebo.
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15/05/2006
10/05/2006
Freitas do Amaral, o ingénuo

Já li muita coisa sobre o incidente do “cansaço” de Freitas do Amaral.
Que o título foi escolhido à revelia do conteúdo, é fácil de perceber e acontece todos os dias. A generalidade dos jornalistas são capazes de tudo para se evidenciarem.
Rendidos às maravilhas do marqueting, os jornalistas sabem que toda a publicidade é boa, mesmo que má: fala-se no assunto e fala-se do autor. Eles sabem que se catrafilarem alguém, ficam a jeito de uma promoção porque as entidades para quem trabalham são como os cartéis de droga: nada respeitam e não têm princípios (além do lucro).
Voltando ao ministro, pode dizer-se que, no mínimo, foi tanso. Foi tanso porque não mediu o que dizia tendo em atenção com quem falava.
Ser tanso, nestas circunstâncias, pouco importa: gasta tinta mas é irrelevante.
O que não é irrelevante é ter presente que Freitas do Amaral, no exercício das suas funções, é capaz de seguir a mesma cartilha perante os seus congéneres. Já deu bastas indicações nesse sentido e, neste caso, podemos já não estar a falar só de tinta: podemos estar a falar de sangue.
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07/05/2006
Gato nasi e, naturalmente, fedorento
Já percebi porque é fedorento: porque é nasi.
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06/05/2006
Contas de esquerda e direita
- Se fizer contas, é de direita. Se não fizer, é de esquerda.
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27/04/2006
A cruz nos exames – a cruz de todos nós ...
Este ano, parte dos exames de português do 12º ano, será feita por escolha múltipla. Aquilo a que habitualmente se chama “por cruz”.
Argumenta-se que por esta via se permite que alunos com dificuldade em expressarem-se sejam avaliados em relação à compreensão de um texto.
No 12º ano, qualquer aluno com dificuldade de expressão (ou de escrita) deveria chumbar. Chumbar liminarmente. Este tipo de coisa não é aceitável para lá da 4ª classe. Quem não se sabe explicar oralmente e por escrito não deve passar, de modo algum, do 9ª ano (deveria ser da 4ª classe, mas a hecatombe é tão grande ...).
Para 2007, os idiotas do Ministério da Educação proporão:
1 – Que todo o exame seja feito por escolha múltipla.
2 – Que uma parte do exame seja feito por carimbadela para permitir que os alunos que não saibam fazer uma cruz possam ainda responder.
Para 2008, os mesmos idiotas do Ministério da Educação (mesmo assim as luminárias acharão que é de manter o nome do ministério) proporão o seguinte:
1 – Que o exame continue a ser feito, por completo, por “cruzinha”.
2 – Que se faculte aos alunos um professor destinado a ler-lhes os textos e as perguntas. Desta forma permite-se-á que alunos que não saibam ler, possam responder.
3 – Que os alunos possam responder por grunhidos. Caberá ao professor seleccionar o grunhido que mais se adeqúe à resposta correcta.
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26/04/2006
Chernobyl 20
Convém não esquecer que:
1 - O reactor nº 4 de Chernobyl estoirou há 20 anos.
2 - Que só depois de vários dias decorridos foi admitida pelas autoridades da União Soviérica a ocorrência do acidente - e só perante a chedgada e detecção da respectiva radiação aos países vizinhos.

24/04/2006
Multiculturalismo de retrete
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Epistemologia jornalística
Disponibilizo aqui o texto integral da comunicação que levei ao VII Congresso Lusófono de Ciências da Comunicação, em Santiago de Compostela. Mas para quem queira apenas, ou antes de mais, ficar com uma ideia geral do que lá se trata, o melhor ainda será ler a breve apresentação que dela fiz no próprio evento:
A minha comunicação corresponde, em síntese, a uma reiterada afirmação do primado da objectividade jornalística e dos valores de isenção e rigor que lhe andam associados.
Trata-se aqui, naturalmente, da objectividade possível e não de uma objectividade absoluta, que é, como se sabe, inacessível aos humanos. Mas como digo no meu texto, o facto da própria ciência não ascender a verdades absolutas não lhe retira objectividade. Com as devidas diferenças, assim será também no jornalismo.
Não parece, contudo, ser este o pensamento dominante no actual campo jornalístico português, tantos são os que contestam os valores de isenção e de rigor no jornalismo, ainda que os mesmos continuem a figurar como deveres básicos nos códigos deontológicos que regem a actividade.
Fui à procura de declarações de jornalistas portugueses que se posicionam num certo “subjectivismo jornalístico” e encontrei três grandes tipos de argumentos:
O argumento mitológico - a objectividade é apenas um mito criado para o jornalismo aparentar uma competência que não tem.
O argumento perspectívico - não há objectividade, porque os jornalistas olham para realidade a partir de uma determinada perspectiva (que pode não ser a dos outros).
E o argumento limitativo - a objectividade é impossível devido às limitações do próprio jornalista (percepção, influência do seu sistema de valores, particular relação com o mundo, etc.).
São estes três principais argumentos que procuro desqualificar no meu texto, ao mesmo tempo que chamo a atenção para o perigo de poderem funcionar como verdadeira almofada teórica para justificar todos os excessos, desde logo, o da recusa de qualquer pretensão de objectividade jornalística.
É que num jornalismo sem objectividade, sem imparcialidade, sem isenção e rigor o jornalista poderia passar a dizer o que lhe viesse à cabeça, escrever sobre assuntos da sua exclusiva preferência ou interesse pessoal, cingir-se à realidade ou misturar ficção. Seria indiferente. Porque o leitor não teria nada a ver com isso. A voz de comando seria a de um critério jornalístico verdadeiramente à solta e sempre sujeito às mais subjectivas invocações.
Ora o mínimo que se pode dizer deste subjectivismo é que é perfeitamente absurdo. Porque se do ponto de vista de uma vida partilhada, a reacção do outro fosse completamente imprevisível, a própria vivência comunitária estaria em risco. E não está. Pelo menos, por esse motivo.
Se o verdadeiro ou o falso, o certo ou incerto, o bom ou o mau dependessem apenas da subjectividade de cada um, como conseguiriam os homens comunicar entre si? O caso extremo das preferências pessoais é talvez o mais elucidativo. Elas são evidentemente subjectivas, naquele sentido banal de que se reportam a sujeitos. Mas já não cognitivamente subjectivas, porque podem ser justificadas, podem ser compreendidas. Não valem todas a mesma coisa, não são igualmente aceitáveis, não são aleatórias.
Uma pessoa pode gostar de fumar, e outra, não. Provavelmente, uma valoriza mais o prazer e a descontracção que o fumo lhe proporciona, do que o mal que lhe faz à saúde e que não ignora. A outra, o inverso. Mas a decisão ou comportamento de cada uma, tem uma explicação objectiva. Não é tudo subjectivo, não é tudo aleatório, não é tudo irracional.
Acresce que se tudo fosse muito subjectivo, a própria afirmação de que tudo é muito subjectivo seria também ela muito subjectiva, auto-refutante, logo, racionalmente inoponível a quem dela discordasse, já que a partir daí deixaria de haver qualquer razão ou fundamento para se poder considerar uma afirmação, qualquer afirmação, como melhor ou pior do que outra. E é para este beco sem saída que a recusa da objectividade acaba por nos lançar.
Por aqui se vê como o subjectivismo jornalístico assenta numa ideia tão errada como prejudicial. Num tempo em que, pela perversão mediática das tiragens ou das audiências, o jornalismo está sujeito a uma cada vez maior descaracterização, que estranha razão poderia levar o leitor a passar um cheque em branco a um jornalista que não respeitasse o princípio da objectividade, quando, precisamente por isso, a maior vigilância crítica o deveria submeter?
A recusa da objectividade jornalística não atenta, por isso, apenas contra os direitos do leitor mas também contra a sua boa-fé. E isso, convenhamos, não é coisa que se faça.
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23/04/2006
Energias Renováveis
Energias Renováveis. «Interessado em energias renováveis encarei a possibilidade de instalar painéis fotovoltaicos. Todavia a legislação existente, supostamente feita para incentivar o seu uso, afugenta o mais afoito.
1.
É preciso enviar projecto à Direcção Geral de Energia e esperar pela aceitação, cerca de um ano pelo menos. Para quê um projecto para simples instalações domésticas?
2.
É preciso que a EDP aceite instalar um contador com duas vias.
3.
É preciso inscrição fiscal como fornecedor de electricidade, implicando complicações fiscais evidentes e continuadas, como a declaração periódica do IVA, razão que, só por si, bastou para eu deixar cair a ideia.
Em suma, para quem queira usar essa tecnologia, suportando o investimento, mas minimizando os custos através da venda do que produz em excesso, a legislação existente não serve de todo. E de facto seria possível evitar toda esta complicada tramitação legal e simplesmente fazer com que a entidade que fornece energia fique também obrigada a comprá-la a um preço a definir pelo Estado e fique encarregada de ter uma conta corrente a partir da qual acerta a fiscalidade correspondente, debitando ao consumidor o IVA se tiver que o pagar. Assim bastaria fazer contas e de acordo com as disponibilidades financeiras e responsabilidade social de cada um decidir fazer ou não o investimento. O Estado seria chamado a responsabilizar-se pela política de subsídio às energias renováveis que entenda por em prática e será julgado pela respectiva eficácia».
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Lista de competências de um jornalista:
2 – Ser capaz de classificar como abominável homem das neves quem pretenda impor a “frieza dos números” ignorando a candura da razão do jornalista.
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12/04/2006
"Maus tratos" a menores
Aqui está o link para a decisão do Supremo Tribunal de Justiça (via Blasfémias).
Voltarei, para explicar porque estou de acordo com a decisão.
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10/04/2006
A baleia supersónica
Pode concluir-se que a baleia em causa estava equipada com reactores que lhe permitiam alcançar velocidades supersónicas.
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03/04/2006
30/03/2006
O fenómeno espalha brasas

O fenómeno Freitas do Amaral voltou a meter a pata na poça.
O nosso garboso e lutador anti-fascista Ministro dos Negócios estrangeiros zarpou intempestivamente para o Canadá.
Disse tanto disparate em tão pouco tempo que as autoridades canadianas proibiram a entrada de jornalistas portugueses na conferência de imprensa que se seguiu à reunião com o Ministro Canadiano dos Negócios Estrangeiros, como forma de abortar a dita e poupar o ministro a um massacre (evidentemente que o nosso Ministro se iria recusar a responder só a estrangeiros).
Freitas do Amaral ainda fica a dever uma aos canadianos.
Por favor, arranjem-lhe um tacho na ONU.
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28/03/2006
Morreu Stanislaw Lem

Morreu Stanislaw Lem.

Recordo um dos seus livros: A Voz do Dono (His Master's Voice). No Brasil, A Voz do Mestre (Francisco Alves Editora, Rio de Janeiro 1991).
Este blog está a ficar muito sombrio.
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