21/02/2007

"Os Estados Unidos têm planos para ..."

As televisões nacionais, embandeiraram ontem em arco e balão.

O título da "notícia" rezava que, os Estados Unidos já teriam planos para atacar o Irão.

Logo de seguida, davam a notícia como sendo uma meta-notícia: era a BBC que dizia que os Estados Unidos já teriam planos para atacar o Irão.

Um pouco mais tarde, em rodapé, aparecia escrito que a BBC "alegava". Bom, dir-se ia que a notícia afinal abordava as alegações da BBC. Mas não.

A asneirada continuava:

- Segundo informa a BBC Estados Unidos já terão planos para atacar o Irão.

Qualquer potencia militar que se preze mantém em permanência planos actualizados para atacar tudo e todos, até as Berlengas. O uso da palavra "já" é fulcral porque pretende dar a entender que eles teriam acabado os planos no dia anterior, sabe-se lá, talvez da parte da tarde.

- Os Estados Unidos atacarão infra-estruturas e bases militares.

Que quereriam que, nessa eventualidade, eles atacassem? O deserto como tal?

...

Rematavam finalmente com uma declaração de George Bush referindo que não têm planos para atacar o Irão. Percebe-se então que se trata apenas de uma manobra para chamar mentiroso ao presidente americano. Evidentemente que as duas coisas podem ser verdade, cada qual no respectivo contexto.

Enfim, baboseiras de jornalismo de causas.

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Fêmeas

Por qualquer das vias, isto, interessa-me.

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TLEBS: enterrem-na, bem fundo

A minha Pátria é a TLEBS

20/02/2007

Pokemon



Autoridades islâmicas (?) lançaram uma Fatwa contra o boneco Pokemon [BBC].

As "razões" parecem ser duas: estar relacionado com os sionistas e também com a teoria da evolução (Darwin), que o Islão também rejeita.

Segundo ouvi hoje num programa sobre ciência, na RDP, parece que a coisa está agora a aquecer em França.

Aguardemos desenvolvimentos.
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Atmosfera

Em apoio ao post do Triunfo dos Porcos, segue-se uma tabela e um gráfico sobre a composição da atmosfera do planeta Terra.

Na tabela são listadas os gases constituintes bem como a percentagem volumétrica em que estão presentes.


Nota: Nitrogénio é o mesmo que Azoto.

O gráfico seguinte, correspondente à tabela acima.



No círculo de cima, temos, a roxo, o Azoto (Nitrogénio), seguido, a azul, pelo Oxigénio.

A amarelo aparece-nos o Argon, um gás inerte[1] usado, por exemplo, em lâmpadas incandescentes e em soldadura. Entre as fatias amarela e roxa, há uma fatia, praticamente invisível, que corresponde aos restantes componentes da atmosfera.

Esses restantes componentes, responsáveis por não mais que 0,038% da composição volumétrica da atmosfera, estão representados no círculo inferior, e nele, o CO2 (dióxido de carbono) aparece em 1º lugar com apenas 0,035% do composição total da atmosfera.

É à volta destes 0,035% que se tem montado toda a propaganda "aquecimento global" que temos visto desfilar por todo o lado.

[1]
Gás inerte: substância que dificilmente participa em reacções químicas.

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19/02/2007

Ferroadas



Distribuí mais umas ferroadas aqui.

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18/02/2007

Gato Fedorento



Há muito que venho evitando por os olhos no programa de TV, Gato Fedorento.

Vi hoje uma meia hora e confirmei a minha anterior impressão. É um programa absolutamente imbecil e cabotino.

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17/02/2007

Impasses

Sou capaz, ainda esta tarde, de vir a escrever umas linhas sobre o Islão radical. Entretanto aqui fica uma entrevista de Fernando Tunhas ao Expresso [via Blog@UNI].



Fernando Gil foi, com Paulo Tunhas e Danièle Cohn, autor do livro Impasses seguido de Coisas Vistas, Coisas Ouvidas.



Logo na primeira linha do livro diz-se que Impasses teria sido escrito “sem prazer”. Porquê?

É por certo um livro triste, que traduz uma decepção. Não provoca alegria intelectual analisar uma colecção de diferendos sem solução visível. Em geral escreve-se para mostrar que há escolhas e aberturas, cada livro de ideias é suposto trazer alguma coisa nova. Aqui tudo parece fechado. Dizemos também nesse prefácio que ficaríamos aliviados se as nossas conjecturas estivessem erradas.

Pois, se o não estão, a situação que descrevemos é então pelo menos problemática. Tentamos mostrar – com muitos outros – que o Ocidente, conceito que tem um sentido que definimos explicitamente, é alvo de uma “jihad” global actuando em muitas frentes, da finança internacional ao terrorismo. Os seus agentes são inúmeros e diversificados – Al-Qaeda é só o mais importante – e dispõe de uma reserva potencial de milhões de pessoas.

Ora, o Ocidente está dividido face a ele, e não parece saber o que quer: em primeiro lugar porque muitos governantes e intelectuais não admitem sequer a existência de um ataque, preferindo crer que uma política de bons ofícios conseguirá conter meros “riscos” sem realidade duradoura.

Quer-se acreditar que só os Estados Unidos e os seus aliados correm verdadeiro perigo e que no fundo a prioridade consiste em deles nos dissociarmos. A comparação com a atitude da Europa em relação a Hitler impõe-se por si mesma. O ressurgir, que se acelera, do anti-semitismo lembra também a Europa dos anos 30.

O Ocidente está também dividido dentro de si próprio: não é ainda motivo de alegria um leque de opiniões, da extrema-esquerda à direita fascista – Haider, Le Pen, etc. – com a sanha anti-americana por denominador comum. É um dos temas de Impasses, a propósito da guerra do Iraque.

Escolhemos tratá-lo num modo irónico. Mas a falsificação despudorada dos factos, o insulto e a desqualificação automática de quem pensa diferentemente, a precipitação dos juízos – sempre no mesmo sentido – as argumentações e as previsões delirantes, a vontade de crer no que conforta e de ignorar o que não convém – nada disto, de que damos dúzias de exemplos, dá vontade de rir. Porquê tal e tanta “má-fé”?

Não estamos certos de ter sabido responder. O conceito de má-fé e a sua “viscosidade”, que Sartre determinou admiravelmente, é o nosso principal instrumento crítico. Essa má-fé é sobretudo europeia e sul-americana – Não falando do mundo árabe e muçulmano.

Comparem-se os nossos “media” com jornais como o New York Times ou o International Herald Tribune , ambos hostis à administração americana e exprimindo muitas objecções à condução da guerra do Iraque. Só excepcionalmente se encontrará neles deformação dos factos ou menosprezo pelas pessoas. É possível defender uma posição sem sobranceria, discordar sem amesquinhar, criticar sem troçar e pretender intimidar.

O modo como questionam os chamados pensamentos únicos, quanto ao anti-americanismo, o anti-sionismo, o islamismo é bastante vivo...

Tudo isso “faz sistema” – é o que mostramos, desculpe remetê-lo para o livro, que se lê depressa. Não seria capaz de o resumir aqui. Tentámos descobrir o que subjaz aos comportamentos, assinalar a cegueira voluntária e as posturas da boa consciência que não são outras do que as da má-fé.

O livro não é de polémica mas toma partido pelo Ocidente e particularmente pelos Estados Unidos e por Israel. Mas isso não nos impede, claro está, de fazer as críticas que a política americana merece, quer se trate dos seus erros, no Iraque, quer, sobretudo, da sua política internacional em geral e do seu egoísmo comercial.

Precisamente: continua a considerar que a intervenção no Iraque era inevitável?

No que escrevemos sobre o Iraque, não nos pusemos na posição de estrategos que não somos, nem de previsionistas, que não queremos ser, nem sequer de observadores capazes de julgar acerca da política mundial, para o que nos falta competência. Quisemos simplesmente evidenciar, com a minúcia requerida, que perante o comportamento do Iraque tal como é historiado na resolução 1441 e no «Relatório Blix» – lidos por inteiro – havia todas as razões – digo bem, todas – para presumir que essas armas existiam, e que o ónus da prova da sua inexistência cabia ao Iraque.

O erro dos Estados Unidos, compreensível mas fatal, foi aceitar – indevidamente – a inversão do ónus e ter na prática feito como se lhes coubesse, a eles, provar que as armas existiam. O Iraque recusou-se a fornecer a prova que lhe era pedida – contudo fácil de produzir, parece, se as armas não existiam.

Isso bastava para motivar a guerra, tanto mais que o anúncio prévio de um veto pela França e pela Rússia acarretou uma autêntica suspensão do direito internacional da ONU. Acresce que os contactos entre a Al-Qaeda, desde o fim da I Guerra do Golfo, parecem hoje fora de dúvida. Sobre o pós-guerra, muito haveria a dizer e antes do mais que a “reconstrução” do Iraque é de facto uma construção. Leia, por exemplo, «The Economist» de 1 de Novembro, vale a pena.

Não saberá talvez que, entre vários – muitos – outros aspectos dessa construção – reparou que se deixou de falar da penúria, etc.? – Bassorá, dispõe hoje de um excedente de electricidade enquanto que antes da guerra não tinha mais que 2-4 horas diárias de luz. Quanto à situação militar, no momento em que conversamos ela é por certo péssima no centro do país – mas caberia analisar em pormenor porquê.

Convém, no entanto, lembrar que até ao momento em que falo, 16 de Novembro, a coligação perdeu 422 soldados. Entendo que é um sinal admirável que um número tão baixo seja já considerado insuportável: na guerra do Vietname morreram 60 mil americanos. Isso significa que – ao contrário da glória terrorista na morte – para a consciência ocidental dos nossos dias a vida humana não tem preço.

Não posso estender-me aqui a este respeito – deixe-me de novo remeter para o livro a propósito de Israel – nem ainda a respeito da falta de apoio internacional à coligação, que é um erro tragicamente míope, mesmo se se pensa que era preferível manter o regime de Saddam. Goste-se ou não de Bush, parece haver vantagem, é o menos que se pode dizer, em que todos contribuam sem reservas para o sucesso da democratização do Iraque.

Ou não?

Preferir-se-á o regresso de Saddam? Ou um regime islamista? Que pretendia a França quando, ainda há pouco, exigia a “transferência da soberania” em três meses?Estará em curso o tal “choque de civilizações”? Acha que o pensamento europeu está a ficar dominado por um novo niilismo?

O mais terrível aspecto desse niilismo é o Ocidente parecer fascinado pelo niilismo assassino do terrorismo. Não sei o que o “choque de civilizações” significa ao certo: o problema é antes que o Ocidente, ou uma sua parte, se vê cada vez menos a si próprio como uma civilização. (...)

Breve Biografia:

[Muecate/Moçambique, 1937 - Paris 2006]

Filósofo, ensaísta e professor universitário. Realizados os estudos liceais em Moçambique, e após permanência, durante um ano, na Universidade de Witwatersrand de Joanesburgo cursando Sociologia, muda-se para Lisboa onde se licencia em Direito.

Não chega, contudo, a concluir o estágio de advocacia, partindo para Paris em 1961. Aí licencia-se em Filosofia pela Universidade de Sorbonne (1961-64). No mesmo período e como aluno titular na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), prepara uma tese, que não conclui, sobre a obra de L. F. Céline, sob a direcção de Lucien Goldmann. Ainda nesse período, traduz para português obras de autores como Karl Jaspers, Romano Guardini, Cesare Pavese e M. Merleau-Ponty.

A partir de 1966, inicia na Universidade de Paris, e sob a orientação de Suzanne Bachelard, um doutoramento em Lógica, de que resulta a tese La Logique du Nom, publicada em França no ano de 1972. Entra nos corpos docentes da Faculdade de Letras de Lisboa em 1976, vindo em 1979 a integrar o Departamento de Filosofia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, então fundada.

É desde 1988 professor catedrático nessa Universidade. Em 1989, foi eleito directeur d'études (grau equivalente a professor catedrático) na EHESS. Além da docência nestas duas instituições, leccionou, como professor visitante, em várias universidades europeias e sul-americanas, designadamente nas Universidades de Porto Alegre e S. Paulo, integrando desde 1985 a direcção da Sociedad de Filosofia Iberoamericana. Com a publicação de Mimesis e Negação (1984) recebe o Prémio Ensaio do Pen Club, distinção que lhe será atribuída uma segunda vez com a publicação de Viagens do Olhar (1998).

No espaço de tempo que medeia a publicação destas duas obras, outras três, Provas (1988), Tratado da Evidência (1993) e Modos da Evidência (1998), permitem reconstituir um itinerário de investigações a vários níveis notável. Longe de se permitir uma redução da Filosofia, enquanto trabalho de investigação, ao seu estudo histórico, e sem sequer se filiar numa das vias de pensamento já disponíveis, o opus de Fernando Gil recorre tanto àquele como a estas, exibindo em ambos os casos um impressionante domínio, para lançar e desenvolver um projecto de investigação pleno de ambição e actualidade.

Primeiramente sob a égide do problema da prova, problema crucial da epistemologia, questiona-se sobre as condições de um conhecimento objectivo, da sua validade e universalidade (no essencial, procurando responder à pergunta pela verdade do que se sabe). A partir do Tratado da Evidência, a investigação centra-se num momento particular das preocupações epistemológicas até então desenvolvidas; em concreto, em vez de tematizar a prova, toma em atenção precisamente aquilo que a dispensa, a evidência, sem que se possa afirmar o contrário. E fá-lo introduzindo o conceito de "alucinação originária", uma hipótese forte que visa explicar o que seja a evidência.

Tanto Modos da Evidência como Viagens do Olhar procuram experimentar esta hipótese, com a diferença de a segunda destas obras, em co-autoria com Hélder Macedo, o fazer no campo da literatura portuguesa renascentista (com Os Lusíadas, Menina e Moça de Bernadim Ribeiro e a poesia de Sá de Miranda). O interesse e investigação da cultura e literatura portuguesas conduziu-o ao cargo de director do Centre d'Études Portugaises entre 1990 e 1997 e do Seminário Francisco Sanches desde 1992.

Além das obras individuais que assinou, dirigiu um conjunto de importantes obras colectivas (entre as quais, O Balanço do Século, 1990; Scientific and Philosophical Controversies, 1990; Philosophy in Portugal, a Profile, 1999; A Ciência tal Qual se Faz, 1999) e publicou para cima de 150 estudos, escritos em diferentes línguas, quer como artigos de revistas, quer como comunicações e apresentações a colóquios.

Fundou e dirigiu a revista Análise e integra os comités de redacção de diversas outras revistas e publicações, designadamente as encicliopédias Universalis, Britannica e Einaudi (sendo o coordenador dos quarenta volumes da edição portuguesa desta última).

Em virtude do seu mérito científico, internacionalmente reconhecido, foi agraciado, em 1992, com o grau de Grande Oficial da Ordem Infante D. Henrique, por proposta do presidente da República, Mário Soares, de quem foi aliás conselheiro especial. É também distinguido em 1993 com o Prémio Pessoa. O governo francês agraciou-o em 1995 com o título Chevalier da Ordem das Palmes Académiques. Finalmente, foi consagrado em 1998 doutor honoris causa pela Universidade de Aveiro.


in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. VI, Lisboa, 1999
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16/02/2007

O Islão à conquista da europa

O meu francês não é suficientemente bom para traduzir este vídeo.

[Via Osama Bin Laden]

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Arauto



Voos da CIA: os gambozinos continuam à solta - [via O Triunfo dos Porcos]

Aqui, são os OVNIS que as deixam maluquinhas.

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Aquecimento Global



Cá está mais uma variante das causas do tal de "aquecimento global".

E em que é que ficamos?

[Via O Insurgente]

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Ferroada



Debitei umas ferroadas neste post.

... e mais uns quantos estragos por aqui.

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15/02/2007

IRS, demografia, aborto e progressismo

Isto não pode, de facto, deixar de ser tido em conta.

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"God bless America" afirmou este muçulmano

Tradução deste vídeo [via Observatório da Jihad]

[A Negro – entrevistado, a azul – jornalista, a castanho – tradução]
[Tenho dificuldade nalguns termos. Alguns deles, em que as dúvidas são maiores, são acompanhados por (?) - por favor, corrijam-me]

Blessed be America for giving Saddam a good kick, sending him straight into the abyss of jail.

Abençoada seja a América por ter dado a Saddam um pontapé, enviando-o para o abismo da cadeia.

Blessed be America for giving Mula Omar a good slap, sending him straight into the garbage bin of history and into the dunghills of oblivion.

Abençoada seja a América por ter dado a Lmula Omar uma boa bofetada, enviando-o direitinho à pasta de lixo da história e às masmorras do esquecimento eterno.

These people were tiny idols, who humiliated their peoples, and turn Allah’s property into states and His servants into slaves.

Estas pessoas eram ídolos pequeninos , que humilharam os seus povos e tornaram a propriedade de Allah em estados e os seus servos em escravos.

It was the moral duty of America, as the greatest and strongest power in this world, to topple these rodents, who treated their people ferociously.

Era obrigação moral da América, como a maior e mais forte potência do mundo, derrubar estes ratos que tratavam ferozmente os seus povos.

We should be happy.

Devíamos estar felizes.

Instead of going to Britain to ask for asylum and to beg for food, we should welcome them, so they can ride us of these despicable dictators, who have plundered Iraq’s resources and turned the Iraqis into their slaves.

Em vez de irmos para Inglaterra pedir asilo e esmolar comida, deveríamos dar-lhes as boas-vindas , para que eles pudessem livrar-nos daqueles ditadores detestáveis, que se apoderaram dos recursos do Iraque e transformaram os iraquianos em seus escravos.

Now there is freedom in Iraq, there are elections.

Há agora liberdade no Iraque, há eleições.

People who never even dreamt of being ministers have become ministers though free elections.

Pessoas que nunca sequer sonharam ser ministros, tornaram-se ministros através de eleições livres.

We did not know what democracy was until America brought it against our will.

Não sabíamos o que era democracia até que a América no la trouxesse contra nossa vontade.

We did not want democracy of freedom …

Não sabíamos o que era a liberdade …

At the same time, one can claim that there is much violence in Iraq, and this might even lead to a civil war. Some officials have acknowledged this.

Ao mesmo tempo pode reclamar-se que há muita violência no Iraque e que isto pode até levar a uma guerra civil. Alguns oficiais admitiram-no.

Blood is spilled in Iraq every day.

É derramado sangue, diariamente, no Iraque.

Is this the price of democracy and freedom?

É este o custo da democracia e da liberdade?

Yes, because we do not know what freedom is or what to do with it.

Sim, porque nós não sabemos o que é a democracia ou o que fazer com ela.

We are like a tiny bird born in a cage. Its father and mother were born in the same cage, and so were its ancestors – for the past 1400 years.

Somos como um passarinho numa gaiola. Os pais e mães dele nasceram na mesma gaiola, assim como os seus antepassados – desde há 1400 anos.

Along came America and broke the cage open, but the bird does not know how to fly, because it has never used its wings.

Chega então América e rebenta a gaiola, mas o pássaro não sabe como voar, nunca usou as asas.

We do not know what to do with the values of freedom, because we here born slaves, the sons of slaves, the sons of slaves, for the past 1400 years, with this inferior culture.

Não sabemos o que fazer com os valores da liberdade porque nascemos escravos, filhos de escravos, netos de escravos, desde há 1400 anos, nesta cultura inferior.

I am not talking about the beautiful, tolerant, Islamic religion, which respects humanity. But there is an Arab Islamic culture, which, in many of its aspects …

Não falo da bela e tolerante cultura islâmica que respeita o humanismo. Mas há uma cultura Árabe islamita que em muitos dos seus aspectos ...

I don’t mean all its aspects, because there is a Sufi culture, which is wonderful.

Não me refiro a todos os seus aspectos porque há uma cultura mística(?) – sufista (?) que é maravilhosa.

But the official culture teaches you to become a slave to the ruler, and to obsolete values and traditions.

Mas a cultura oficial ensina-nos a tornar-nos escravos dos lideres e a esquecer valores e tradições.

This is why we do not know what to do with the modern values of freedom and democracy.

É por isso que não sabemos que fazer com os valores modernos de liberdade e da democracia.
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Politicamente correcto

Se Daniel Oliveira tivesse poder na RTP, esta limitar-se-ia a transmitir leituras do Livro Vermelho de Mao Tse-tung. Tudo o resto seria, para ele, politicamente incorrecto e, como tal, censurado.

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13/02/2007

Sismo de 1969



[Imagem enfatizada, de uma parte de tecto, junto a uma parede]

Ainda a propósito de sismos, há , na casa onde vivo, ainda marcas do sismo de 1969, que recordo bem demais.

Nesta página de J. Alveirinho Dias pode ler-se [link meu]:
O último grande que provocou danos no território continental português foi o de 28 de Fevereiro de 1969, que teve epicentro na zona do Goringe (mais propriamente na planície abissal da Ferradura) e magnitude estimada (de acordo com os diferentes autores) entre 6,5 e 7,5.
Já agora, quantos mais sismos pequenos ocorrerem, menos probabilidades haverá de ocorrer um grande.

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1963



Adivinhem quem ...

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Arauto



Verdades inconvenientes sobre Al Gore - fundamental ler [O Triunfo dos Porcos].

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Casa do Brasil



Começo aqui um novo assunto: a Jihad ao virar a esquina.




Em Lisboa, na Casa do Brasil (R. S. Pedro de Alcântara, 63 – 1º Dt.)

[Via Observatório da Jihad]

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"Aquecimento Global" - o mito vai rachando



Excerto(?) de uma entrevista ao Presidente Checo sobre aquecimento global, retirado daqui.

[Gostaria de ter tempo para traduzir - via O Insurgente].
[Questions and answers about European politics are omitted]

...

Q: On Wednesday, the European Commission has approved carbon dioxide caps for new cars. One week earlier, the U.N. IPCC climate panel released a report that has described, once again, the global warming as one of the major threats for the whole civilization. The Stern report about similar threats was published before that. And you suddenly say that the global warming is a myth. Try to explain, how did you get this idea, Mr President?

A: It's not my idea. Global warming is a myth and I think that every serious person and scientist says so. It is not fair to refer to the U.N. panel. IPCC is not a scientific institution: it's a political body, a sort of non-government organization of green flavor. It's neither a forum of neutral scientists nor a balanced group of scientists. These people are politicized scientists who arrive there with a one-sided opinion and a one-sided assignment. Also, it's an undignified slapstick that people don't wait for the full report in May 2007 but instead respond, in such a serious way, to the summary for policymakers where all the "but's" and "if's" are scratched, removed, and replaced by oversimplified theses.

This is clearly such an incredible failure of so many people, from journalists to politicians... If the European Commission is instantly going to buy such a trick, we have another very good reason to think that the countries themselves, not the Commission, should be deciding about similar issues.

Q: How do you explain that there is no other comparably senior statesman in Europe who would advocate this viewpoint? No one else has such strong opinions...

A: My opinions about this issue simply are strong. Other top-level politicians do not express their global warming doubts because a whip of political correctness strangles their voice.

Q: But you're not a climate scientist. Do you have a sufficient knowledge and enough information?

A: Environmentalism as a metaphysical ideology and as a worldview has absolutely nothing to do with natural sciences or with the climate. Sadly, it has nothing to do with social sciences either. Still, it is becoming fashionable and this fact scares me. The second part of the sentence should be: we also have lots of reports, studies, and books of climatologists whose conclusions are diametrally opposite.

Indeed, I never measure the thickness of ice in Antarctica. I really don't know how to do it, I don't plan to learn it, and I don't pretend to be an expert in such measurements. However, as a scientifically oriented person, I know how to read science reports about these questions, for example about ice in Antarctica. I don't have to be a climate scientist myself to read them. And inside the papers I have read, the conclusions we may see in the media simply don't appear. But let me promise you something: this topic troubles me which is why I started to write an article about it last Christmas. The article grew in size and it became a book. In a couple of months, it will be published. One chapter out of seven will organize my opinions about the climate change.

Environmentalism and green ideology is something very different from climate science. Various findings and screams of scientists are abused by this ideology.

Q: How do you explain that conservative media are skeptical while the left-wing media view the global warming as a done deal?

A: It is not quite exactly divided to the left-wingers and right-wingers. Nevertheless it's obvious that environmentalism is a new incarnation of modern leftism.

Q: If you look at all these things, even if you were right ...

A: ...I am right...

Q: ...Isn't there enough empirical evidence and facts we can see with our eyes that imply that Man is demolishing the planet and himself?

A: It's such a nonsense that I have probably not heard a bigger nonsense yet.

Q: Don't you believe that we're ruining our planet?

A: I will pretend that I haven't heard you. Perhaps only Mr Al Gore may be saying something along these lines: a sane person hardly. I don't see any ruining of the planet, I have never seen it, and I don't think that a reasonable and serious person could say that he has. Look: you represent the economic media so I expect a certain economical erudition from you. My book will answer these questions. For example, we know that there exists a huge correlation between the care we give to the environment on one side and the wealth and technological prowess on the other side. It's clear that the poorer the society is, the more brutally it behaves with respect to Nature, and vice versa.

It's also true that there exist social systems that are damaging Nature - by eliminating private ownership and similar things - much more than the freer societies. These tendencies become important in the long run. They unambiguously imply that today, on February 8th, 2007, Nature is protected uncomparably more than on February 8th ten years ago or fifty years ago or one hundred years ago.

That's why I ask: how can you pronounce the sentence you said? Perhaps if you're unconscious? Or did you mean it as a provocation only? And maybe I am just too naive and I allowed you to provoke me to give you all these answers, am I not? It is more likely that you simply present your honest opinion.

...

[Questions and answers about Czech politics omitted]
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12/02/2007

Sismo



Actualização:
Contas revistas e o Instituto de Meteorologia baixou o nível do sismo para 5.6.

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Hoje, de manhã, 6.1.

O site do Instituto de Meteorologia ficou, está bom de ver, entupido.

Este outro é melhor.

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"Criacionismo"



A TSF anuncia, para esta tarde, um programa sobre "Criacionismo".

Resolvi enviar-lhes este mail:
Ainda antes do programa que anunciaram, para esta tarde, sobre "criacionismo" talvez faça sentido lerem o link abaixo, não vá a coisa descambar para o chorrilho de asneiras anti-americano da praxe.

http://range-o-dente.blogspot.com/2005/11/informao-da-rtp-e-propaganda.html
Ocorreu-me, de imediato, um extraordinário exercício de propaganda em que tive ocasião de tropeçar e que está aqui dissecado.

RoD

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11/02/2007

Aborto: referendado



Agora que passou uma fase de discussão sobre o sexo dos anjos, vai começar uma nova fase, em que o discurso à volta dos anjos do sexo estará em primeiro plano.

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Chicago



Tenho estado a ouvir estes mâfios.

São bastante melhores do que supunha, o que significa que, na respectiva época algo me terá escapado. Shame on me.

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Aquecimento Global



Mais uma caso "irrefutável" do "Aquecimento Global". Esperemos (sentados) pelas menções, na comunicação social, de que este caso arrepia a teoria reinante.

EUA: Nevão paralisa Nova Iorque

O estado de Nova Iorque, nos EUA, está a assistir a um dos maiores nevões da última década. Em algumas zonas, a neve atingiu os dois metros de altura, paralisando a cidade «que nunca dorme».

Quem não tem limpa-neves fica praticamente impedido de sair de casa e a meteorologia tem limitado toda a circulação naquele território norte-americano.

Os EUA têm sido afectados pelo frio intenso na última semana, havendo já o registo de pelo menos 20 mortes no norte do país. Cinco pessoas morreram em Ohio, quatro em Illinois, quatro em Indiana, duas No Kentucky, duas em Michigan e uma no Wisconsin, Nova Iorque e Maryland.

11-02-2007 16:39:10
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História das Palavras




Atenção: Só agora descobri que o blog História das Palavras está em novo endereço.

Parece que foi atacado por um bug do Blogger e ficou bloqueado.

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10/02/2007

Arauto



O Nuno Guerreiro Josué está de volta.

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The Celebration Of The Lizard




Jim Morrison

The Celebration Of The Lizard

Lions in the street and roaming
Dogs in heat, rabid, foaming
A beast caged in the heart of a city
The body of his mother
Rotting in the summer ground
He fled the town

He went down South and crossed the border
Left the chaos and disorder
Back there over his shoulder

One morning he awoke in a green hotel
With a strange creature groaning beside him
Sweat oozed from its shiny skin

Is everybody in?
The ceremony is about to begin

Wake up!
You can't remember where it was
Had this dream stopped?
The snake was pale gold
Glazed and shrunken
We were afraid to touch it
The sheets were hot dead prisons

Now, run to the mirror in the bathroom
Look!
I can't live thru each slow century of her moving
I let my cheek slide down
The cool smooth tile
Feel the good cold stinging blood
The smooth hissing snakes of rain . . .

Once I had, a little game
I liked to crawl back into my brain
I think you know the game I mean
I mean the game called 'go insane'
Now you should try this little game
Just close your eyes forget your name
Forget the world forget the people
And we'll erect a different steeple
This little game is fun to do
Just close your eyes no way to lose
And I'm right there I'm going too
Release control we're breaking thru

Way back deep into the brain
Back where there's never any pain
And the rain falls gently on the town
And in the labyrinth of streams
Beneath, the quiet unearthly presence of
Nervous hill dwellers in the gentle hills around
Reptiles abounding
Fossils, caves, cool air heights

Each house repeats a mold
Windows rolled
Beast car locked in against morning
All now sleeping
Rugs silent, mirrors vacant
Dust blind under the beds of lawful couples
Wound in sheets
And daughters, smug
With semen eyes in their nipples

Wait
There's been a slaughter here

(Don't stop to speak or look around
Your gloves and fan are on the ground
We're getting out of town
We're going on the run
And you're the one I want to come

Not to touch the earth
Not to see the sun
Nothing left to do, but
Run, run, run
Let's run
House upon the hill
Moon is lying still
Shadows of the trees
Witnessing the wild breeze
C'mon baby run with me
Let's run
Run with me
Run with me
Run with me
Let's run

The mansion is warm, at the top of the hill
Rich are the rooms and the comforts there
Red are the arms of luxuriant chairs
And you won't know a thing till you get inside
Dead president's corpse in the driver's car
The engine runs on glue and tar
C'mon along, we're not going very far
To the East to meet the Czar

Some outlaws lived by the side of the lake
The minister's daughter's in love with the snake
Who lives in a well by the side of the road
Wake up, girl! We're almost home
Sun, sun, sun
Burn, burn, burn
Soon, soon, soon
Moon, moon, moon
I will get you
Soon!, Soon!, Soon!

Let the carnival bells ring
Let the serpent sing
Let everything

We came down
The rivers and highways
We came down from
Forests and falls

We came down from
Carson and Springfield
We came down from
Phoenix enthralled
And I can tell you
The names of the Kingdom
I can tell you
The things that you know
Listening for a fistful of silence
Climbing valleys into the shade

I am the Lizard King
I can do anything
I can make the earth stop in its tracks
I made the blue cars go away

For seven years I dwelt
In the loose palace of exile
Playing strange games
With the girls of the island
Now I have come again
To the land of the fair, and the strong, and the wise
Brothers and sisters of the pale forest
O Children of Night
Who among you will run with the hunt?
Now Night arrives with her purple legion
Retire now to your tents and to your dreams
Tomorrow we enter the town of my birth
I want to be ready'

=======================================

[...]

The Doors were unusual among rock groups because they did not use a bass guitar whilst playing live. Instead, Manzarek played the bass lines with his left hand on the newly invented Fender Rhodes bass keyboard, an offshoot of the well-known Fender Rhodes electric piano, and other keyboards with his right hand. However, the group occasionally used bass players such as Jerry Scheff, Doug Lubahn, Harvey Brooks, Kerry Magness, Lonnie Mack, Leroy Vinegar, and Ray Neapolitan on their albums.


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Rua do Quelhas


António Lobo Antunes
Morre-se devagar neste país
onde é depressa a mágoa e a saudade
oh meu amor de longe quem me diz
Como é a tua sombra na cidade

Morre-se devagar em frente ao Tejo
repetindo o teu nome lentamente
cintura com cintura, beijo a beijo
e gritá-lo, abraçado, a toda a gente

Morre-se devagar e de morrer
fica a cinza de um corpo no olhar
oh meu amor a noite se vier
é seara de nós ao pé do mar

[conheci bastante bem um dos edifícios da Rua do Quelhas]

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Aquilino Ribeiro



Lembrando-me de um grande amigo que já não vejo há um tempo, apeteceu-me publicar esta foto do grande Aquilino.

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Arauto



Das Arábias [no Cachimbo de Margritte].

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08/02/2007

A Jihad ao virar da equina

Ou me engano muito, ou anda por aqui uma Jihadita.

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07/02/2007

Sai um impasse para a mesa do canto!

O referendo ao aborto, está num impasse: não se percebe quem defende e o quê.

O NÃO:
- Diz não à despenalização.
- Propõe um "pacto" para que, venha quem vier a ganhar, o aborto seja despenalizado.

O SIM:
- Diz sim à despenalização, negando que se trate de uma liberalização.
- Diz não à despenalização que o NÃO propõe.

Nenhum dos movimentos diz que quer liberalizar (um deles quer mas não assume), nenhum deles quer as mulheres na cadeia. Ambos querem as mulheres fora da cadeia, mas o que defende o não, opõe-se à despenalização tal como o referendo a coloca, o que implica deixar que as mulheres vão, potencialmente, parar à cadeia.

Absurdo? Não: somos portugueses.

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06/02/2007

Semiramis

Coloquei aqui, um ficheiro PDF completo com o conteúdo do todo o blog Semiramis (17MB).

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05/02/2007

As tonterias à volta do referendo ao Aborto

A campanha para o referendo sobre a liberalização do aborto, projecta-se para o infinito absurdo.

Primeiro foi a vez da malta (alguma) do NÃO vir dizer que concordava com a substituição da pena de prisão por outra qualquer, mais leve. Podiam ter acordado mais cedo.

Depois vem José Sócrates dizer que isso não, que não fria sentido manter uma lei sem que tal implicasse a aplicação de uma pena.

A primeira defende uma liberalização com um pagamento de um imposto qualquer (trabalho comunitário, etc) - o raio que os parta.

A segunda rejeita a liberalização a que têm insistido chamar de despenalização (com que os gajos do NÃO agora alinham) - o raio que os parta. Entretanto informa o mesmo José Sócrates que se o NÃO ganhar a lei se manterá tal qual está - mulheres para a prisão.

A primeira pretende, afastar a malta das urnas. A segunda parece o contrário, mas alinha (implicitamente) caso a participação seja baixa.

Enfim: tudo o que a nossa política tem de pior.

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01/02/2007

Maria Barroso

Maria Barroso vem ontem, na TSF, declarar que tem falado com alguém, no Algarve, que saberá do paradeiro da criança mantida em local desconhecido.

Talvez convenha que as polícias se ponham em campo. Ou será que o paradeiro da senhora é também uma incógnita?

E não se recordaram, os jornalistas (?), de abordarem a senhora, no sentido de lhe perguntar se não lhe parecia bizarro vir declarar uma coisa daquelas?

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Boas maneiras

Este jornalista (?) da Reuters parece achar "extraordinário" que Otava clarifique as regras locais aos imigrantes (em causa), quer à sua chegada quer aos já residentes. O jornalista(?) não se limita a noticiar, comenta.

Até parece que aquela rapaziada não é capaz disto, e muito mais,

[Se tiver tempo, coisa pouco provável traduzo].

[Via No Pasaran!]

By David Ljunggren

OTTAWA (Reuters) - Immigrants wishing to live in the small Canadian town of Herouxville, Quebec, must not stone women to death in public, burn them alive or throw acid on them, according to an extraordinary set of rules released by the local council.

The declaration, published on the town's Web site, has deepened tensions in the predominantly French-speaking province over how tolerant Quebecers should be toward the customs and traditions of immigrants.

"We wish to inform these new arrivals that the way of life which they abandoned when they left their countries of origin cannot be recreated here," said the declaration, which makes clear women are allowed to drive, vote, dance, write checks, dress how they want, work and own property.

"Therefore we consider it completely outside these norms to ... kill women by stoning them in public, burning them alive, burning them with acid, circumcising them etc."

No one on the town council was available for comment on Tuesday. Herouxville, which has 1,300 inhabitants, is about 160 km (100 miles) northeast of Montreal.

Andre Drouin, the councilor who devised the declaration, told the National Post newspaper that the town was not racist.

"We invite people from all nationalities, all languages, all sexual orientations, whatever, to come live with us, but we want them to know ahead of time how we live," he said.

The declaration is part of a wider debate over "reasonable accommodation," or how far Quebecers should be prepared to change their customs so as not to offend immigrants. Figures from the 2001 census show that around 10 percent of Quebec's 7.5 million population were born outside Canada.

Earlier this month the Journal de Montreal newspaper published a poll of Quebecers showing that 59 percent admitted to harboring some kind of racist feelings.

The Herouxville regulations say girls and boys can exercise together and people should only be allowed to cover their faces at Halloween. Children must not take weapons to school, it adds, although the Supreme Court of Canada has already ruled that Sikh boys have the right to carry ceremonial daggers.

Salam Elmenyawi, president of the Muslim Council of Montreal, said the declaration had "set the clock back for decades" as far as race relations were concerned.

"I was shocked and insulted to see these kinds of false stereotypes and ignorance about Islam and our religion ... in a public document written by people in authority who discriminate openly," he told Reuters.

Last year a Montreal gym agreed to install frosted windows after a nearby Hasidic synagogue said it was offended by the sight of adults exercising.

Newspapers say a Montreal community center banned men from prenatal classes to respect Hindu and Sikh traditions and an internal police magazine suggested women police officers allow their male colleagues to interview Hasidic Jews.

Montreal's police force is investigating one of its officers after he posted an anti-immigrant song called "That's Enough Already" on the Internet.

"We want to accept ethnics, but not at any price ... if you're not happy with your fate, there's a place called the airport," the officer sings.

An accompanying video shows clips of Muslims and Hasidic Jews and at one point shows shots of a partially nude woman to mock those who wear veils.

The Herouxville declaration is available, in English and French, at the "avis public" section of the town's Web site .
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A TLEBS vista por Vasco Graça Moura



[Imagem vilmente abarbatada ao blog Fliscorno]
[Tinha-me escapado esta, fundamental - in Free Education for Every Human Being!].
"Num site do Ministério da Educação, pode encontrar-se a TLEBS [Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário] aplicada à análise de uma estrofe de Os Lusíadas (II, 12), destinada aos alunos do 9.º ano e qualificada como "corpo linguístico ambíguo". O facto de o ministério ter acolhido o trabalho feito numa escola básica na sua página da rede fala por si.

A estrofe é esta:
Aqui os dous companheiros conduzidos
Onde com este engano Baco estava,
Põem em terra os giolhos, e os sentidos
Naquele Deus que o mundo governava.
Os cheiros excelentes, produzidos
Na Pancaia odorífera, queimava
O Tioneu, e assim por derradeiro
O falso Deus adora o verdadeiro.

Depara-se-nos logo o fac-símile de duas páginas do Canto II da edição de 1572, com o terrível azar de não figurar aí a estrofe em questão... São reproduzidas as n.ºs 63 a 68, não se percebe porquê.

A análise tem coisas extraordinárias. Alguns exemplos:

1. Afirma-se que "o nome próprio Deus nos surge em três posições ambíguas. A primeira é naquele Deus que..., "pressupondo a existência de outros, o que o torna comum e lhe retira o carácter de entidade única".

Acontece que o nome Deus surge apenas em duas posições. E se, na terceira, está implícito, não está como nome. Em vez dele está o pronome "o" [verdadeiro].

A expressão "naquele Deus" não o dessingulariza. Não pressupõe, antes exclui a existência de outros. Basta ler. É um mero expediente enfático e métrico.

Não há qualquer ambiguidade. Deus não é contraposto a outros deuses em termos equívocos. Quando muito, ambíguo seria o verbo no imperfeito do indicativo ("governava", em vez de "governa"), por razões de rima, e isto é que devia ser explicado...

Diz-se também que a segunda e terceira posições da dita ambiguidade do nome próprio Deus estariam em "falso Deus" e "verdadeiro [Deus]".

Volta a não haver ambiguidade: um é falso e o outro é verdadeiro... Aliás, se ambiguidade houvesse, haveria que explicar, em termos empsonianos, que a incerteza ou sobreposição de sentidos funcionaria como recurso de intensificação do efeito poético e da ironia.

2. Pancaia é o nome de uma ilha utópica no Oceano Índico, imaginada por Evémero de Messina (séc. III a. C.). Havia nela árvores de incenso e outras essências vegetais próprias para rituais religiosos. Daí, "os cheiros excelentes, produzidos na Pancaia odorífera" e queimados por Baco. Mas lemos: "o nome próprio Pancaia assume também valor de nome comum devido à presença do determinante demonstrativo '...aquela', constituindo assim uma perífrase de 'Ilha'".

Isto continua a ser puro dislate. Mas o mais bizarro é que o tal determinante demonstrativo "aquela" com tão mágicas e sofisticadas propriedades, NÃO SE ENCONTRA na estrofe analisada!!! É forjado para fins da análise e isto é verdadeiramente grave... E mais grave ainda é o ministério avalizar esta enormidade!

3. Mas há outras coisas pungentes. Noções reaccionárias como sujeito, predicado, complemento directo, complementos circunstanciais, dão lugar a embrulhadas rebarbativas que, do ponto de vista da aprendizagem dos jovens, não adiantam absolutamente nada.

Basta ver como os complementos "...em terra" e "... os giolhos" são descritos. Para o primeiro, temos: "núcleo de um complemento preposicional em posição pós-verbal, constituindo uma unidade sintáctica que serve de locativo à forma verbal põem" e, para o segundo: "núcleo de um grupo nominal que constitui o complemento directo da expressão predicativa anterior". Por sua vez, "... e os sentidos naquele Deus que..." é explicado como "núcleo de um grupo nominal equivalente ao anterior, regido pela conjunção copulativa e que o transforma em complemento directo da expressão predicativa formada pela forma verbal põem".

4. "... produzidos na Pancaia odorífera..." é apresentado como "núcleo de um complemento preposicional seleccionado pela forma verbal 'produzidos' como argumento indispensável". O que é que um aluno vai compreender quanto ao argumento indispensável? De resto, pôr os joelhos em terra e produzir na Pancaia é assim tão diferente? Na Pancaia já não serve de locativo à forma verbal produzidos?

5. "... os cheiros excelentes" acarretam o odor evanescente de um "núcleo de um grupo nominal com função de complemento directo e um Modificador adjectival, em posição de atributo"...

6. "... com este engano Baco estava..." explica-se como "verbo copulativo aqui a assumir um valor absoluto ao dispensar o nome predicativo do sujeito - predicado de uma unidade de hierarquização também secundária". Como é que os alunos vão entender que, muito simplesmente, aquele "Baco estava" quer dizer "Baco encontrava-se ali"?

7. "... e assim por derradeiro, o falso Deus adora o verdadeiro" dá lugar a esta trapalhada: "Predicado da frase que constitui uma oração coordenada copulativa/conclusiva (ligada à anterior pela locução conjuncional e e o conector de valor conclusivo assim)". Parece que toda a frase é o "predicado da frase"…

E o que será pegar em todos os dicionários e onde, na entrada "assim", vem indicado advérbio, alterá-los para se incluir "conector de valor conclusivo"?

8. "Por derradeiro" implica a seguinte explicação deveras transparente: "complemento preposicional aparentemente modificador do sujeito 'falso Deus' no que constituiria uma oração subordinada causal. Na verdade, no contexto, a expressão indica 'Por fim; finalmente' e reforça o valor conclusivo dos elementos anteriores". Quer dizer: formula-se uma hipótese desnecessária, antes de se dar a informação correcta...

Disto se vê como até os professores se enredam nas suas próprias confusões. Escapa à minha obtusidade como é que miúdos de 14 ou 15 anos, ainda por cima mal preparados, vão perceber tudo isto e muito mais nos 45 minutos que são expressamente indicados para a análise em questão. Não lhes chegará todo um ano lectivo à roda desta oitava camoniana!

Com a TLEBS, descobriu-se a maneira de reduzir o estudo de Os Lusíadas no 9.º ano a uma só estrofe das 1102 do poema. Coitado do Tioneu!

O ódio à Literatura atinge o seu paroxismo nestes modelos de autópsia.

Acuso deste crime o Ministério de Educação."
(No DN)
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30/01/2007

Quebra do cessar fogo

Ontem, os Hamas da Palestina efectuaram um ataque bombista, em Israel, a civis.

Hoje Israel bombardeou, na Palestina, túneis que permitiriam a entrada de terroristas em Israel.

Alguém me explica porque referiu hoje a comunicação social (TSF) que o ataque israelista interrompeu o cessar fogo de alguns meses, e não o referiu em relação ao ataque bombista palestiniano de ontem?

Jornalismo de causas?

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Sócrates e o disparate

Temos agora José Sócrates a declarar que por causa da legislação que temos "a Interrupção Voluntária da Gravidez [IVG] se transforma em aborto clandestino".

Alguém me é capaz de explicar porque num caso se chama aborto e no outro IVG?

Ou será que José Sócrates está a querer aligeirar a coisa, dando a impressão que, sendo legal, o acto não é exactamente o mesmo e com a mesmíssima gravidade?

Será ainda que Sócrates suporá que o que digo não será percepcionado pelo eleitor? Pensará Sócrates que está a fazer um bom serviço ao SIM?

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Sobre o aborto

No debate do programa Prós e Contras, o sim conseguiu (o que é um feito) ser mais claro e suponho ter "vencido" a coisa.

Poderei dizer, entretanto, que, se por um lado Fátima Campos teve um comportamento decente, por outro eu não vi a 2ª metade do programa. Vi a ponta final, mas o cansaço venceu-me.

Direi que o assunto (aborto) se resumirá assim.

A pergunta a referendo foi parida por malta de esquerda. Dessa origem, a dita saiu uma calamidade, misturando alhos e bugalhos.

A pergunta a fazer deveria ser: Concorda com a liberalização da decisão de abortar?

Mas a esquerda foge a 7 pés da palavra liberalização. Daí, aquela explicação tenebrosa de Vital Moreira afirmando que liberalização é a situação em que nos encontramos.

Neste momento não há liberalização de decisão nenhuma, porque essa decisão é constrangida pele legislação. Não há liberdade de se decidir se se aborta ou não por se saber que a legislação vai contra uma das decisões possíveis a tomar: a de abortar.

Removida, da legislação, a respectiva pena, e a decisão será livre, portanto, passará a haver liberalização da decisão.

Pode a esquerda argumentar que não, porque haverá acompanhamento, aconselhamento, etc, etc, mas mesmo nessa perspectiva, a decisão final caberá sempre à mulher (parece, estranhamente, que ninguém defende que ela caiba ao homem ou também ao homem - mas isso é outra história) sem que haja, de onde quer que seja, qualquer limitação real dessa possibilidade.

Para fugir ao assunto fulcral, a esquerda mete no referendo a sacrossanta condição de ser realizada em estabelecimento legalmente autorizado, etc, etc. No referendo, isso não passa de um corpo estranho, e não pretende mais que tapar o sol com a peneira dando alguma margem de manobra argumentativa aos defensores do SIM em geral e da esquerda em particular de que não se tratará de uma liberalização da decisão.

Depois vem a história em que a esquerda é acusada de não explicar qual o regulamento todo. A isto, ela responde que isso fica para depois porque não caberia no referendo. Pois não caberia. Não caberia nem deveria lá estar, como não deveria lá estar a conversa do "estabelecimento".

A liberalização de qualquer coisas não implica a liberalização de tudo o que se relaciona com essa coisa, e não deixa de ser, por essa via, liberalização. Mas nunca a esquerda (pelo menos a mais caceteira) poderia entrar por uma liberalização do que quer que fosse porque a palavra em causa é, para ela, uma tabu.

A esquerda, mesmo a menos caceteira, está ciente que para muito eleitorado, a palavra liberalização é tabu, e alinha na produção, à volta da palavra, da cortina de fumo a que assistimos.

Por mim sou pelo SIM, consciente, tanto quanto possível, que até às 10 semanas não há uma pessoa. A coisa de ser, potencialmente, (ter toda a probabilidade - concedendo) um ser vivo com a qualidade de pessoa não me assusta, porque uma relação sexual em período fértil tem toda a probabilidade de se transformar num nascimento e o evitar dessa relação não é, por ninguém, chamado de aborto.

A este respeito há outros casos. Por exemplo, a clonagem de células pode (e redunda se bem feita) resultar, no caso humano, numa pessoa. Só não resulta porque será preciso que algo seja feito para que isso se dê (o complexo e incerto processo de clonagem). Quanto a mim, interromper o processo por não lhe dar início ou interromper quando já arrancou é uma questão de sexo dos anjos, e todos sabemos que é exactamente dos anjos, da igreja católica (e de outras), que vem a história da "moral" (a deles) contra o aborto até às 10 semanas, altura a partir do qual o feto adquire uma configuração que faz com que a conversa tenha que começar a mudar.

Já agora, e depois das 10 semanas, o que deve acontecer à mulher? A resposta só pode ser uma: uma penalização significativa (a prisão muito provavelmente). Também aqui há que chamar os bois pelos nomes, e é, neste ponto, que o NÃO em geral e a direita em particular foge como o diabo da cruz para evitar usar a palavra prisão. Se uma mulher abortar (voluntariamente) na véspera da data prevista para o parto, quem defende que não se tratará de um homicídio?

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29/01/2007

Vida / não vida

Enquanto a malta do SIM não pegar de frente a história de se saber se até às 10 semanas se trata, ou não, de uma vida, qualquer argumento soará sempre como uma fuga para a frente, e a malta do NÃO saberá muito bem pegar por aí.

Aliás, este meu outro post, antigo, espelha bem a coisa.

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Despenalização / liberalização

Chamar à proposta sobre a história do referendo ao aborto de despenalização do aborto é um eufemismo.

Trata-se, evidentemente de liberalização.

É uma liberalização, e onde está o problema?

Porque tem a malta do SIM (esquerda, regra geral) tanta dificuldade em admitir tal?

É um liberalização que se propõe ... ponto final.

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Debates sobre o aborto

Tenho visto ou ouvido poucos debates sobre a história do aborto. Já aqui escrevi que a generalidade doa argumentos explicitados são de cariz de caceteiro.

Muito embora já tivesse manifestado que, a esse respeito, faço minhas as palavras de Pacheco Pereira, não posso deixar de conceder que a malta do SIM é, regra geral, mais caceteira, labrega, bronca, idiota, etc, no tratamento da coisa que a malta do não.

Digo mesmo: neste, como no anterior referendo, se o não ganhar dever-se-á exclusivamente ao facto do SIM ter tão execráveis excelentes figuras de proa.

A malta do NÃO está sem vergonha e de monas cheias de vácuo. Fazem lembras a velha máxima dos anarcas em relação a Cunhal: têm a tripa cagueira ligada ao cérebro, quando pensam só pensam merda, quando cagam, só cagam sentenças.

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Jornalismo de vazio

A generalidade dos jornalistas, especialmente os de biberão, têm defendido que será irrelevante terem conhecimentos, que a pesquisa resolverá esse problema.

Agora andam queixosos. Parece que não há tempo para pesquisa.

Pois.

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O Estado Sanguessuga

O "aquecimento global" como alavanca para subida de impostos. Não se tratasse de tal, a medida seria acompanhada, noutros campos, por descidas complementares compensatórias.

Outro belo exemplo de Estado Sanguessuga. Subidas de taxas em mais de 10x.

Eles andam aí, e procuram sugar por onde podem. Nem que o alvo já esteja morto.

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Jornalismo de calçadeira

Volta a notar-se a utilização de uma terceira figura, um comentador, como alavanca para que jornalistas abordem determinados assuntos em moldes que, de outra forma, não seriam correctos.

As opiniões de Marcelo Rebelo de Sousa volta a ser usadas por jornalistas para interpelar políticos. Trata-se de uma técnica já usada antes da bronca de Marcelo na TVI.

Uma pergunta que seria inaceitável pela parte de um jornalista, tona-se exequível invocando a opinião de terceiros.

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Ferroadas



Aquecimento Global - ferroada.

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Arauto



A Propósito [Helena Matos no A Blasfémia].

Então, não há marchas pela paz? [no Triunfo dos Porcos].

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28/01/2007

Demasiada falta de dúvidas

[Transcrevo, na totalidade, esta excelente posta de A Destreza das Dúvidas].

Na entrada anterior, disse que gostávamos de ter opiniões antes de informações. Uma vez formada a opinião, toda a informação é lida a essa luz. É particularmente triste que os nossos jornalistas e opinion makers assim o sejam também.

O Sargento e esposa receberam de uma desconhecida, em situação ilegal, uma menina com 3 meses de idade (anexada vinha uma doação notarial). Questionamos a seriedade do casal que fez isto? Questionamos a seriedade de quem adopta uma criança desta forma? Analisamos sequer as consequências (tráfico de crianças) de se generalizarem tais processos? Não, não e não. A todas as perguntas a resposta é só uma: o Sargento é um Pai com P grande.

Confrontado com o nascimento, Baltazar não acredita que a filha seja sua. É normal que alguém que teve uma relação ocasional com uma imigrante ilegal brasileira (que já reconheceu que em tempos se prostituiu) tenha bons motivos para duvidar da paternidade? Não, claro que não. O Baltazar teve dúvidas… é um patife.

O Baltazar disse, desde o início, que se os testes de paternidade o confirmassem, que educaria a sua filha. Elogiamos a sua hombridade? Destacamos a sua vontade de assumir as suas responsabilidades? Não! Acusamo-lo de fazer depender a paternidade de um teste. Indignamo-nos, é perfeitamente comum os homens perfilharem filhos que não sabem se são seus. Aliás, sempre que uma prostituta engravida todos os clientes fazem bicha exigindo a paternidade da criança.

Passam uns inusitados 7 meses desde que Baltazar se disponibiliza para os testes até que os resultados são conhecidos. Podíamos, claro, criticar o Sargento e a esposa por não terem apressado os testes. Afinal, depois da forma como receberam a criança, com uma declaração notarial assinada por uma mulher que não conheciam de lado nenhum, deviam estar ansiosos por regularizar a situação. Mas não, criticamos o Baltazar por não ter apressado os testes. Ficamos indignados por não ter recorrido ao IPATIMUP. Será sequer crível que Baltazar, carpinteiro de profissão, nunca tenha ouvido falar no IPATIMUP? Será admissível que Baltazar tenha confiado nos tribunais e presumido que o processo estava a decorrer com a celeridade normal? Não, claro que não, é um patife que não quer saber da filha para nada.

O Sargento e a esposa têm a Esmeralda há um mês quando sabem que o provável pai quererá a filha. Sete meses depois, ainda Esmeralda não tem um ano de idade, confirma-se. Dada a forma absoluta e obviamente ilegal como receberam uma criança, prontificam-se a entregá-la ao pai? Não. Afinal de contas são uns Pais maravilhosos.

Estivesse eu na pele do Baltazar e contrataria uns marmanjos para assaltar a casa do Sargento e recuperar a filha. Tivesse ele feito isso e teria todos os jornais, jornalistas e opinion makers a seu lado. Mas não, como não disparatou, como não se pôs aos tiros, como (provavelmente) acreditou no sistema judicial, esperou por uma decisão de um Juiz. É um patife, portanto, se fosse um bom pai teria sido pró-activo, em vez de se sentar passivamente à espera de uma decisão do tribunal.

Decisão que chegaria, tinha Esmeralda 2 anos. O Juiz deu-lhe razão. E o Sargento, como bom Pai que é, Pai afectivo e do coração, recusou-se a entregá-la. Não deixa a Esmeralda ver o pai. Não se sabe o seu paradeiro. Não se sabe como será em Setembro quando começar a Escola Primária. Esconde a Esmeralda há três anos. Ninguém se indigna com o Sargento. Afinal, Pai é quem cria (nem que para isso tenha de roubar uma criança com poucos meses de idade). Quem, como o Baltazar, actua sempre dentro da legalidade, sempre recorrendo às instâncias competentes, não merece a filha que fez.

Qualquer facto relatado é interpretado à luz das primeiras impressões: o Sargento é um Pai extremoso e protector, o Baltazar abandonou a filha. Penso que foi a Mafaldinha que afirmou que metade do que os jornais dizem é falso e que metade do que devem dizer não dizem pelo que, na verdade, nem sequer existem. É pena.
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Terroristas: insurgentes, rebeldes, etc.

De notar a forma paulatina como a comunicação social tem deixado de chamar insurgentes aos terroristas que no Iraque assassinam a torto e a direito para lhes passar a chamar rebeldes.

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Arrefecimento global


Aí está o arrefecimento global. Irrefutável.

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Da ciência



[Via Bandeira ao Vento]

Isto é extremamente preocupante ...

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27/01/2007

Arauto



TLEBS: Morreu? YES!

[Via A Blasfémia]

Da estirpe do argumento e do argumentista



Não encontro outra forma de classificar esta declaração de Pinto Monteiro, Procurador Geral da República: disparate total. E ainda por cima demonstrando um enfado pesporrento assinalável. O homem supõe que esse enfado vai moldar o mundo. Coisas.

Então o Procurador não gosta de escrita electrónica. Se calhar a escrita em papel também é pare ele uma modernice abjecta. Deve ter, no gabinete, dúzias de marteladores de pedra. Essa sim, terão classe.

A não ser que ele se refira ao facto de teimar querer ignorar os argumentos dos bloggers por não saber, exactamente, de quem se trata. Então ainda é pior: só lhe interessa verbo vindo de quem ele conheça. Não lhe interessará, portanto, a qualidade do argumento, mas apenas a do argumentista (de acordo com o seu douto critério, evidentemente).

Na melhor das hipóteses, lá terá o Procurador que ver o mundo dele moldado à existência de blogs. Pois é. Vai ficar debaixo de olho e acabará por ser forçado a dar atenção aos argumentos que insiste em ignorar. É o que acontece a que insiste recusar a realidade.

... ou voltaremos à idade média.

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26/01/2007

Caso Esmeralda, tal como a lei a vê

[Via In Verbis.]


Resenha cronológica

Esmeralda Porto nasceu no dia 12 de Fevereiro de 2002 tendo sido registada como filha de pai incógnito.

Em Maio de 2002 a mãe Aidida Porto, através de terceira pessoa (não conhecia o casal) entregou a menor ao casal acompanhada de um declaração "Entrego-a ao Sr. Luís Manuel e Sra. D. Maria Adelina ...., casados um com o outro, para que seja adoptada plenamente pelos mesmos, integrando-se na sua família, extinguindo-se desta forma as relações familiares existentes entre mim Aidida Porto .... e Esmeralda Porto. Desde já dou autorização aos referidos Sr. Luís Manuel Matos Gomes e Sra. D. Maria Adelina ... para a abertura do respectivo processo de adopção e para todos os actos que levem ao bom termo do mesmo" (foi considerado provado nos autos de regulação do poder paternal).

Em 11 de Julho de 2002 o pai biológico é ouvido pela 1º vez no âmbito do processo de averiguação oficiosa da paternidade (nº209/02) no T.J. da Sertã disponibilizando-se a fazer exames (a mãe teria tido várias relações sexuais com outros indivíduos).

A criança é levada pela mãe a fim de fazer os exames hematológicos em Outubro de 2002 (estando nessa altura com o casal há cerca de cinco meses).

Em Janeiro de 2003 é remetido ao tribunal judicial da Sertã (processo de averiguação oficiosa da paternidade (nº209/02)) o resultado do exame concluindo-se pela paternidade do assistente Baltazar.

Em 20 de Janeiro de 2003 e à margem da do C.R.SS, invocando terem sido juridicamente mal patrocinados o casal intenta no Tribunal judicial da Sertã processo de adopção.(tinham consigo a criança desde Maio, não se inscreveram, nem estavam inscritos anteriormente, no CRSS como casal candidato a adopção.)

Baltazar é notificado, nos autos de averiguação da paternidade comparecendo no tribunal (Sertã) perfilhando de imediato a menor no dia 24 de Fevereiro de 2003. (fols 15 e 16 do processo crime).

No dia 27 de Fevereiro de 2003 o pai biológico vai aos serviços do MºPº da Sertã dizendo que quer regular o poder paternal da filha, esclarecendo que desconhece o seu paradeiro mas que a irá procurar. (ficha de atendimento de fols 21 do processo crime).

"Nesta altura" - não tenho presente a data - é instaurado processo administrativo para regulação do exercício do poder paternal. (fols 28 do processo crime)

É feito o averbamento da paternidade na respectiva certidão com data de 09 de Maio de 2003.

Dia 12 de Junho de 2003 volta a insistir junto do MºPº dando indicações do eventual paradeiro da filha (ficha de atendimento de fols 21 do processo crime).

No âmbito do processo administrativo é ouvida a mãe a 26 de Junho e o pai a 8 de Julho de 2003. (fols 29 e 32 do processo crime).

Tendo sido remetido (processo administrativo) para o MºPº de Torres Novas.

Em Setembro de 2003 (pela 1º vez) o casal apresenta-se no CRSS de Santarém como candidato à adopção.

O processo de regulação do poder paternal dá entrada no Tribunal judicial de Torres Novas no dia 16 de Outubro de 2003.

A fosl. 17 da RPP na data de 17 de Novembro de 2003 foi feita a conferência de pais , não havendo acordo e tendo sido indicada a morada do casal que estava com a menor, foi designada para o dia 27 de Novembro de 2003 a audição do casal. (não comparecerem dado a notificação ter ocorrido próximo da data designada - fols 47 e 48).

Com data de 25 de Novembro de 2003 a mãe da menor apresenta as suas alegações, requerendo a atribuição do exercício do poder paternal, e referido nos art.ºs 26º e SS. que tem procurado a menor, que o casal se recusa a recebê-la e até a atender os seus telefonemas, tendo recebido ameaças de que seria denunciada aos serviços de Estrangeiros e Fronteiras, que ficasse de bico calado , temendo assim pela sua situação, mas que queria a menor consigo, tendo até já recorrido a serviços de detective particular (fols.20).

No dia 15 de Dezembro de 2003 é ouvido o casal, que nesse acto, juntou procuração a favor do Dr. José Vasconcelos Abreu (acta de fols 86.).

No dia 11 de Janeiro de 2004 o CRSS de Santarém intenta processo de confiança judicial da menor, a favor do casal alegando que o pai a abandonou.

Na sequência foi solicitado ao IRS de Tomar que elaborasse inquérito para averiguar tais factos. (concluindo ser o pai uma pessoa capaz trabalhador e com condições morais e económicas para ter consigo a filha ).

A sentença de regulação do exercício do poder paternal é datada de 13 de Julho de 2004.

O casal apesar de não serem parte é notificado de tal decisão.

Interpõem recurso que não é admitido por se entender não terem legitimidade mas, no despacho , é referido que mesmo a admitir-se tal recurso sempre teria efeito devolutivo.

Deste despacho foi interposto recurso paro o Tribunal da Relação de Coimbra que manteve a decisão de não admissibilidade;

Na sequência é interposto recurso para o Tribunal Constitucional (da decisão de não admissibilidade , por ilegitimidade dos recorrentes para impugnarem a decisão sobre a regulação do poder paternal). Este recurso estará pendente no Tribunal Constitucional. Há cerca de dois anos.

Quanto ao restante - tentativas de entrega da menor, com equipa de pedopsiquiatras e IRS de prevenção para se proceder à entrega da menor .- com algum período de transição; que até á data de hoje não se concretizarem apesar das inúmeras diligências junto da PSP do Entroncamento, de Torres Novas, da PJ- constam do acórdão aqui disponibilizado em texto integral.

"3- Nos autos do Processo de Regulação do Poder Paternal nº 1.1A9/03.3TBTNV, do 2° Juízo do Tribunal Judicial da comarca de Torres Novas, foi proferida sentença, datada de 13 de Julho de 2004, que determinou, a atribuição ao assistente Baltazar ..., pai da menor Esmeralda Porto, o desempenho do poder paternal. Doc. de fols. 46 cuja certidão se encontra junta a fols. 507 a 529.

4- Desde essa data, é o assistente Baltazar .... que detém o exercício da autoridade paternal sobre a menor Esmeralda, a qual ficou confiada à sua guarda e cuidados. ( Matéria de direito)

5- Tendo sido devidamente notificados da sentença que regulou o poder paternal da menor Esmeralda, referida em 3), o arguido e sua esposa Maria Adelina interpuseram recurso de tal, decisão. (doc. fols. 531)

6- No entanto, foi proferido despacho no processo referido em 3) que decidiu não admitir tal recurso, porquanto se considerou que o arguido e Maria Adelina e Luís Gomes não tinham legitimidade para impugnarem a decisão, que regulou o exercício do poder paternal. (doc. de fols. 532)

7 - Actualmente e contra a vontade do pai da menor Esmeralda, o assistente Baltazar Nunes, aquela vive com a arguida Maria Adelina, em parte incerta. (despacho de fols. 1124 e Doc. 384, 409, 420, 1315, 1320 e 1321, despacho de fols. 1386)

8- Sendo certo que o arguido Luís conhece o lugar onde a menor, Esmeralda se encontra. ( informação da PJ de fols. 1533)

9- Desconhecendo-se se o arguido e Maria Adelina continuam a morar juntos com carácter de habitualidade, bem como se o arguido Luís vive diariamente com a menor Esmeralda. (confrontar os doc. de fols. 352 a 359, 364 a 372, 384 e 632, 633 (diligências efectuadas nos autos de regulação do poder paternal)-fols. 487--fols.494 - fols.409, despacho de fols. 420

10- Por outro lado, o arguido e esposa alteraram, em termos práticos de tratamento, o nome de Esmeralda para Ana Filipa, como lhe chamam e intitulam-se de seus pais. (certidão da sentença de regulação do Poder paternal; consta ainda da ficha clínica da menor de fols. 1520, 1522 e 1523).

11- O arguido Luís Gomes e Maria Adelina, recusam-se a entregar a menor Esmeralda ao assistente Baltazar Nunes.

12- Tal sucedeu, nomeadamente, em de Julho de 2004, junto às instalações militares onde o arguido Luís Gomes trabalha, no Entroncamento, altura em que o assistente Baltazar .... solicitou arguido Luís que lhe entregasse a menor Esmeralda.

13- Tendo-lhe este dito que a menor estava de férias com a arguida Maria Adelina não revelando o local.

14-E não obstante as diversas tentativas encetadas pelo assistente Baltazar ....., este, mercê da actuação conjugada do arguido Luís Gomes e Maria Adelina, nunca logrou que lhe fosse entregue a menor Esmeralda.

15- Ora porque o arguido mudava regularmente de residência, entre o Entroncamento, Torres Novas, quer porque quando o assistente Baltazar .... tocava à campainha da porta onde estavam a residir o arguido Luís e a esposa não obstante existir ruído e luz no interior da residência, ninguém abria a porta.

16- O arguido também não permitiu que a mãe da menor Esmeralda, Aidida Porto, a visitasse. ( Doc. de fols. 30 e decisão da regulação do poder paternal de fols. 51).

17-Foi expedida carta precatória para o Tribunal do Entroncamento, para se proceder à entrega da menor Esmeralda, porquanto o arguido Luís Gomes e Maria Adelina estariam a viver naquela localidade. (doc. de fols. 563 a 470 )

18- Após terem sido contactados pelo Instituto de Reinserção Social, a fim de serem esclarecidos da entrega da menor Esmeralda ao assistente Baltazar ...., o arguido Luís Gomes e Maria Adelina, em circunstâncias não concretamente apuradas, mudaram a sua residência para Torres Novas. (doc. de fols. 572 a 577)

19- Frustrada aquela entrega, foi designado o dia 10 de Fevereiro de 2005, pelas 14 horas, no Tribunal de Torres Novas para o arguido e Maria Adelina comparecerem acompanhados da menor Esmeralda, a fim de se proceder à entregada mesma.(doc. de fols. 582 )

20- O arguido e Maria Adelina não compareceram porquanto não foi possível notificá-los porque os mesmos tinham mudado novamente de residência, para o Entroncamento, e estariam no Alentejo, naquele dia. (doc. de fols. 587, 592 e 593)

21- Foi designado o dia 25 de Fevereiro de 2005, pelas 11 horas, no Tribunal de Torres Novas, para o arguido e Maria Adelina Gomes comparecerem acompanhados da menor Esmeralda a fim de se proceder à entrega da mesma. (doc. de fols. 110 a111.)

22- Da marcação desta data para a entrega da menor foi o arguido Luís Gomes notificado pessoalmente, não tendo sido possível notificar pessoalmente a Maria Adelina. (doc. de fols.609 e 610 e 617 ).

23- O arguido e a esposa Maria Adelina não compareceram nesse dia.(doc. de fols. 618 e 619)

24- Foi designado o dia 09 de Março de 2005, pelas 14 horas, no Tribunal de Torres Novas, para o arguido e Maria Adelina comparecerem acompanhados de Esmeralda, a fim de se proceder à entrega da mesma. (doc. de fols. 618 )

25-No dia 9 de Marco de 2005 apenas compareceu o arguido Luís Gomes, não trazendo consigo a menor nem prestando informações sobre o paradeiro da mesma ou da esposa Maria Adelina. (doc. de fols. 628 )

26-Quanto à arguida Maria Adelina, desconhece-se o paradeiro da mesma, sendo certo que o arguido vem mudando de residência para, sucessivos locais, entre Torres Novas e o Entroncamento.

27 - Nomeadamente já foi indicada como residência do arguido a Rua da Barbias, Rua da Várzea e a Urbanização Cancelado Leão, todas em Torres Novas, e a Rua ......, no Entroncamento. (doc. de fols. 681 a 690 meramente exemplificativos de todo o processado.)

28- Pelo que o assistente Baltazar Nunes desconhece o paradeiro da menor Esmeralda, não sabendo onde a mesma mora, não podendo educá-la, proteger a mesma e tê-la consigo, na sua casa.

29-Os esforços já desenvolvidos para que a menor Esmeralda seja entre à guarda e aos cuidados do assistente Baltazar, Nunes foram sempre obviados pela actuação do arguido e Maria Adelina, quer com a denegação expressa da tradição da menor para o assistente, quer com o ocultamento do local onde a mesma se encontra, mudando por diversas vezes de residência. "

O turco e a filha.



Cultura alternativa: o turco e a filha.

Entretanto...

Por outro lado, ainda por ali há adultério.



Tudo pessoal pacífico.

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Arauto



Sobre o Aborto, de Pacheco Pereira, (no Abrupto), assino por baixo.

Directamente sobre o assunto, nada mais direi.

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23/01/2007

Aborto de argumento



Nesta história do referendo ao aborto, a que alguns tautólogos insistem chamar de IVG - Interrupção Voluntária da Gravidez (à bica também se pode chamar de infusão hidrocompressa de café), desfilam, dos dois lados, argumentos geralmente caceteiros.

De entre a serradura argumentativa, ressalta um: o de Marcelo Rebelo de Sousa.

Este argumento, o mais espantoso de todos eles, é ridículo, disparatado, absurdo. Tão absurdo que podia ser usado para ambos os lados.

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19/01/2007

O relógio de ponto



Então parece que o ministro da Saúde, Correia de Campos, vai legislar no sentido de autorizar médicos que trabalhem apenas 4 horas (controladas, pois claro) a manterem lugares de chefia no sector de medicina privada.

Será que tem a ver com esta outra história? Será que a rapaziada estava a trabalhar apenas 4 horas (com boa vontade) recebendo 8?

Será que o relógio de ponto tornou claro que arrecadavam ao bolso, sem contrapartida em trabalho, 50% daquilo que o estado lhes pagava?

As negociações prevêem-se "demoradas" diz o ministro. Pois é: a vingança serve-se fria. Não há problema. Demorem o tempo que quiserem, porque o relógio de ponto só conta quando deve.

Viva o relógio de ponto POR IMPRESSÃO DIGITAL.

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Ciência: Efeito Al Gore



O mundo tem destas coisas ...

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Venezuela: buraco negro ataca



A Venezuela está a ser atacada por um buraco negro.

Pouco a pouco, aquele povo vai entrando na espiral de onde, após emissão de maciças quantidades de radiação mortal, não sairá tão cedo.

Talvez venha ainda a ser salvo por um golpe militar qualquer que, com um pouco de sorte, fará o que fez Pinochet. Dificilmente fará melhor que Pinochet, provavelmente fará pior, mas fará certamente melhor que o cancro que agora por ali rasteja.

Leia-se isto [via O Insurgente].

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18/01/2007

Aborto

Nesta história do aborto, é difícil encontrar um argumento que faça algum sentido, seja de que lado for.

Quanto tiver tempo, escreverei algo sobre a tricotomia esquerda/despenalização/liberalização.

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17/01/2007

Arauto



Grande Homem [via Kontratempos].

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Mesquitas do Reino Unido

Documentário do Canal 4, inglês, Dispatches: Undercover Mosque
Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6
Não é tudo rapaziada bacana?

[Via American Congress for Truth]

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14/01/2007

Aristides de Sousa Mendes



Fiquei espantado por ver Aristides de Sousa Mendes nos 10+ da RTP.

Curioso. Muito curioso.

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Israel na CE



O golpe de mestre:
I have recently suggested that it is in Israel's national interest to join the European Union and the North Atlantic Treaty Organization (NATO).

Sugeri recentemente que é do interese nacional de Israel aderir à união europeia e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN / NATO).
Afirmou o Ministro dos Assuntos Estratégicos israelita Avigdor Lieberman [via Relações Internacionais].

Quero ver que razões encontrará a União Europeia para encarar a entrada da Turquia e recusar a de Israel.

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