

É agora a vez do 'je'.
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Comentários a "dados adquiridos" - Especialista em gambosinos. // "Short time gain long time pain!" - Edmund S. Phelps

[...]... continuando, Os computadores e os professores.
Mas quando a cabeça não é boa e a arte não é capaz de suplantar as dificuldades, normalmente o corpo é que paga.
Depois, a sociedade e o estado é que levam com as culpas. O próprio é sempre uma vítima!...

Nos finais da década de 70, invectivando contra o Conselho da Revolução, Jardim proclamou: «Os militares já não são o que eram. Os militares efeminaram-se». O comandante do Regimento de Infantaria da Madeira, coronel Lacerda, envergou a farda número um, e pediu audiência ao presidente da Região Autónoma da Madeira. Logo-assim, Lacerda aproximou-se dele e pespegou-lhe um par de estalos na cara. Lamuriou-se, o homenzinho, ao Conselho da Revolução. Vasco Lourenço mandou arrecadar a queixa com um seco: «Arquive-se na casa de banho»..




...Quanto a mim tem a ver com a dificuldade que bastas camadas de "intelectuais" enfrentam por tentarem viver sem ligações ao metafísico. Querem não acreditar em Deus mas não são capazes. Quero dizer, não acreditam em Deus mas apenas enquanto encontrarem um substituinte escape qualquer.
Pois não, eles nunca aceitam nada que contrarie as teorias existentes e escolhem sistematicamente uma explicação simplória para o desajuste entre teorias e observações. Assim, é completamente impossível construirem teorias correctas. Será por se especializarem em campos muito estreitos e perderem informação contextual?
...

A partir de Setembro, os estudantes do 1.º e 2.º ciclo, dos sete aos onze anos, terão um novo currículo nas salas de aula: vão aprender a entender a publicidade e a defender-se dos seus abusos.É curioso que o estado perca tempo com uma coisa destas e, fazendo-o, resolva que publicidade seja uma coisa que as crianças devam digerir e não vomitar.
Em Portugal, a supervisão estará a cabo de um grupo de peritos, liderado pelo ex-ministro da Educação Roberto Carneiro.Pois claro. Provavelmente o mais eminentes "cientista da educação", um dos mais directos responsáveis pela catástrofe em que o ensino se tem atascado.
“É preciso educar as crianças e através delas as famílias”Pois. Baboseira maior seria difícil.


O livro “Etna no vendaval da perestroika”, escrito por Miguel Urbano Rodrigues e Ana Catarina Almeida, despertou em mim uma grande curiosidade por duas razões..
A primeira tem a ver com a dedicatória: “aos portugueses que estudaram na União Soviética e permanecem comunistas” e a segunda prende-se com a afirmação em uma das capas: “é o primeiro romance português que tem por tema central o sismo político e social que destruiu a União Soviética”.
Quanto à dedicatória, fico de fora, porque estando entre os bolseiros que estudaram na URSS, não obedeço ao segundo critério. Porém, no que respeita à segunda razão, eu estive lá na mesma altura e, por conseguinte, posso falar com conhecimento de causa.
A descrição da chegada de um novato à URSS e das aventuras ligadas aos primeiros trâmites coincide com o que aconteceu com a maioria dos bolseiros quando chegaram ao “país dos Sovietes”.
Porém, a continuação do enredo provocou em mim enorme perplexidade. O grande número de orgasmos bem conseguidos por Etna, intervalados com citações de discursos e declarações de Mikhail Gorbatchov e de outros dirigentes soviéticos, trouxeram-me à memória as primeiras linhas do brilhante romance “As doze cadeiras”, dos escritos soviéticos Ilf e Petrov.
Peço desculpa por algum desvio, mas vou citar de memória: “Na cidade N. havia tantas barbearias e agências funerárias que se ficava com a impressão de que os habitantes dessa cidade apenas nasciam para cortar o cabelo e morrer”. Até parece que os bolseiros portugueses foram para a URSS aprender a atingir orgasmos supremos e, nos intervalos, liam os discursos dos dirigentes soviéticos.
Talvez para prestar tributo ao internacionalismo proletário, um dos fundamentos básicos do marxismo-leninismo, a heroína fez amor pela primeira vez com o português Francisco, mas depois atraiu e foi atraída por homens de outras raças e civilizações.
Mas é estranho que uma jovem revolucionária sexualmente tão activa, a ponto de fazer inveja a uma das maiores defensoras do amor livre: Alexandra Kolantai, não tenha feito amor com um representante sequer dos mais de cem povos e etnias que povoavam a URSS (cito a propaganda soviética).
Em geral, os soviéticos são seres raros neste livro que pretende retratar um dos períodos mais agitados da História da URSS. Uma colega de quarto ucraniana, a senhora anafada do Palácio dos Casamentos, o presidente do Kolkhose (unidade agrícola soviética) e o professor de História. Não me devo ter esquecido de muitos mais.
As aventuras “kama-sutristas” do vulcão sexual luso, fundamentalmente com homens de países oprimidos, trouxeram-me à memória uma reunião de militantes comunistas portugueses em Moscovo, no início de 1978. Joaquim Pires Jorge, nosso controleiro e representante do PCP junto do irmão mais velho, decidiu colocar na ordem de trabalhos a discussão dos namoros e casamentos de estudantes portugueses com estrangeiros, alertando para o perigo de se estar a assistir “a uma perda de quadros para a futura revolução portuguesa”. Se Etna tivesse participado nessa reunião, não se teria saído bem ...
A ausência de nativos soviéticos nesta obra e a presença maioritária de personagens estrangeiras levou-me a pensar que isso tenha levado à indevida interpretação da correlação dos factores dirigente-massas no período da perestroika soviética (1985-1991).
Etna tenta-nos convencer que Mikhail Gorbatchov conseguiu realizar, quase sozinho, aquilo a que se opunham a maioria dos dirigentes comunistas soviéticos e do povo, ou seja, a destruição da União Soviética. Um estudante que cursou História numa universidade soviética, que queimou muitas pestanas a decorar a História do PCUS, o Materialismo Histórico e Dialéctico, o Ateísmo e Comunismo Científico, apresenta-nos o decorrer dos acontecimentos, grosso modo, como uma operação planeada e realizada por Gorbatchov (claro que a CIA deveria estar algures) contra a vontade de “verdadeiros comunistas” como Vorotnikov, Ligatchov e Krutchkov e com a “passividade das massas”.
Tal como um “encantador de serpentes”, Gorbatchov conduz um bando de carneiros de tal maneira dóceis e ingénuos, que quase não reagem mesmo quando sabem que estão a ser conduzidos para o “matadouro”.
A Etna, talvez ocupada com outras coisas importantes, não viu as grandes manifestações de rua que se realizaram nos anos da perestroika, não participou, nem acompanhou as acesas discussões sobre o futuro da URSS, nem, embora historiadora, se interessou pelos numerosos documentos que foram então revelados.
Os organizadores do golpe de 19 de Agosto de 1991, reunidos no Comité para o Estado de Emergência, pensaram da mesma forma e esperavam que a sua conjura se iria cingir a um golpe palaciano, tal como fora derrubado Nikita Khritchov em 1964. Enganaram-se. As massas saíram para as ruas de Moscovo e de outras cidades soviéticas, pondo os dirigentes da conjura a tremer de medo ou talvez os tremores se devessem à ingestão excessiva de álcool. Basta recordar aquela famosa conferência de imprensa dos cinco "salvadores" da URSS que lhe deram o golpe de misericórdia.
Eu acompanhei os acontecimentos e posso testemunhar que nem todos os que vieram defender a sua liberdade nas ruas da capital russa eram agentes da CIA. Longe disso... Claro que se pode discutir se se concretizaram as expectativas desses milhares e milhares de pessoas, mas, nessa altura, acreditaram na sua força.
Mas este livro poderá ter um mérito, se provocar a publicação de outras memórias, de outros romances sobre a passagem pela URSS. Eu não me arrisco a isso, porque – e escrevo isto sem a mínima ironia – falta-me as veias poética, romântica e trágica para conseguir ilustrar tão grande saga.
Quanto aos autores, entendo que Ana Catarina Furtado tenha escrito este livro, pois viveu em Kiev, mas Miguel Urbano Rodrigues, ao que sei, não foi bolseiro na antiga União Soviética. Mas, enfim, cada um escreve o que quer e ao leitor cabe tirar conclusões.

Numa escola estava a ocorrer uma situação inusitada:.
Uma turma de meninas de 12 anos usava batom todos os dias e removia o excesso beijando o espelho da casa de banho.
O director andava bastante aborrecido, porque a senhora da limpeza tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia.
Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom.
Chegou a chamar a atenção delas por quase 2 meses, e nada mudou, todos os dias acontecia a mesma coisa....
Um dia o director juntou as meninas e a senhora da limpeza na casa de banho, explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam.
Depois de uma hora falando, e elas com cara de gozo, o director pediu à senhora "para demonstrar a dificuldade do trabalho".
A senhora da limpeza imediatamente pegou um pano, molhou na sanita e passou no espelho.
Nunca mais apareceram marcas no espelho!!!!
"Há professores e há educadores". Eheheheheh

"É impossível vencer as desigualdades de oportunidades, mas é possível minimizá-las de forma a que todos partam de uma linha de partida relativamente semelhante, para que seja possível determinar com alguma precisão qual o melhor atleta."

[...]E ainda, Dos Pobrezinhos.
Um dia, o Conselho Executivo é surpreendido pela chegada, sem aviso prévio, de um grupo de inspectoras. Estas, porém, tranquilizam desde logo toda a gente: trata-se de uma visita integrada na formação de inspectores estagiários e nada mais, pelo que não haverá qualquer avaliação oficial seja do que ou de quem seja. Nada de anormal tendo sido detectado ao nível administrativo ou da documentação pedagógica, solicitam, de seguida, permissão para assistirem a uma aula de um docente, a designar pelos próprios órgãos directivos da escola, os quais indicam, compreensivelmente, um professor de comprovada competência científica e sucesso pedagógico.
Este inicia a aula como de costume e tudo decorre normalmente. A certa altura, porém, começa a ouvir-se um zunzum estranho, que vai aumentando a pouco e pouco, levando-o a suspender por momentos a leccionação e a comentar: “Vocês hoje estão muito irrequietos…!” Para seu espanto, é o orientador de estágio dos inspectores a pedir desculpa, lá do fundo da sala, pelo facto de estarem a conversar e, assim, a perturbar o bom funcionamento da aula.
Contudo, o mais absurdo há-de vir depois, quando a escola toma conhecimento do relatório feito pelo grupo de estágio. Nele se pode ler, em apreciação à referida aula, que esta não decorrera bem… por o professor ser demasiado directivo! Conhecedor da situação, o Conselho Executivo protesta, mas o relatório nunca virá a ser alterado.
[...]



Tenho pouco conhecimento da fora como está a funcionar este programa, mas a observação sociológica do leitor José Carlos Santos, apesar de não (me) surpreender, devia ser motivo de reflexão. Aqui está outro exemplo do mesmo tipo: como deve saber, os exames ad-hoc para entrada no Ensino Superior foram extintos, pois (e estes foram os únicos motivos que ouvi serem frequentemente apontados) "reprovavam muita gente" e "aumentavam o insucesso e o desânimo" (posteriormente, ouvi insinuações de fraude, mas nenhuma prova); na minha experiência (e possivelmente também na sua), os alunos que tive e que entraram via exame ad-hoc foram , no geral, bons; na maior parte dos casos, destacaram-se da média dos outros que entraram pela via regular. Nada disto é surpreendente: quem tem a inteligência e auto-disciplina para se preparar sózinho para um exame, terá boas possibilidades de sucesso depois de entrar; e isto é ainda mais verdade em sítios (a utilização deste termo é intencional) onde o aluno médio é mediocre, se não mesmo mau (como acontece onde trabalho)..
Agora, no lugar do exame ad-hoc, temos os +23, uma alteração com implicações na qualidade do nosso Ensino Superior que nunca foram cabalmente analisadas. Os únicos motivos apresentados foram economicistas e de feitura de estatísticas: se não entrassem mais, metade do ensino superior em Portugal, em especial o Politécnico, fechava e, além disso, assim temos mais gente "qualificada", um adjectivo que, cada dia que passa, se afasta mais do "competente".
Um resultado imediato desta alteração, foi a admissão de muitos candidatos que não têm qualquer preparação para fazer um curso superior e, se juntarmos a isto as pressões que os docentes que estão em situação precária sofrem para aprovar o maior número possível, o resultado inevitável é um abaixamento de nível sem precedentes.
Mas, voltando à observação, uma coisa é verdade: é, em geral, nos mais velhos que ainda existe alguma vontade de aprender e trabalhar, em vez de tentar explorar as vulnerabilidades dos docentes na expectativa de os intimidar. São também eles que dão os exemplos de boa educação e civilidade. O ambiente em algumas turmas nocturnas ainda recorda as aulas clássicas, o que já não acontece com os mais novos.
Talvez a nossa sobrevivência futura dependesse de uma reflexão e de acções resultantes, sobre o nosso rumo, mas não me parece que as nossas élites, políticas e outras, estejam à altura.
(João C. Soares)

Mães, antes de chamarem às vossas filhas Sónias, Vanessas, Vandas(1), Sandras e coisas do género,Por mim acho o máximo quando me aparece um mânfio chamado de Sandro.
"....
O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário. Crispado. Despótico. Irritado. Enervado. Detesta ser contrariado. Não admite perguntas que não estavam previstas. Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber. Deseja ter tudo quanto vive sob controlo. Tem os seus sermões preparados todos os dias.
..."
Com a directora da DREN ficámos a saber que os bufos tinham volta, mais modernos pois agora informam por sms. Com o caso de Vieira do Minho registamos a reimplantação da Legião Portuguesa, constituída, tal como a antiga legião, pelos simpatizantes do partido de Estado dispostos a defender o poder.
O militante que tirou a fotografia à fotocópia afixada no SAP de Vieira do Minho actuou como militante partidário ou como cidadão? Se o tivesse feito como cidadão nunca a sua condição de militante partidário teria sido referida nem o ministro teria sido tão expedito a "resolver" o problema, os livros amarelos estão cheios de queixas sem qualquer continuidade.
Isto significa que os militantes do PS deixaram de restringir as suas actividades à política partidária, agora são vigilantes políticos que andam pelos serviços públicos para verificar se os funcionários ou as chefias estão a comportar-se com lealdade ao Governo. Mussolini tinha as camisas negras, Salazar a Legião e Sócrates reduziu o PS a força de repressão política.
Qualquer funcionário tem que ter mas cuidado, o médico pode estar a mandar aguardar pela vez um militante do PS e o funcionário das Finanças deverá pensar duas vezes antes de aplicar a coima ao cidadão que não entregou a declaração de IRS. Se em vez de um cidadão comum arrisca-se a ver o seu nome no livro amarelo e não se escapará de um processo disciplinar ou, na pior das hipóteses, de uma má classificação que a repetir-se pode custar-lhe o emprego.
Temos uma nova tropa de choque do regime só que muito mais activa do que a Legião Portuguesa nas últimas décadas do Regime. Nem a ANP foi tão longe, os senhores de então não queriam sujar as mãos.
Nesta hora crítica em que uns protestam contra a perseguição política dos delitos de opinião face aos teóricos e operacionais do Totalitarismo Em Curso (T.E.C.), enquanto outros guardam um ensurdecedor silêncio e outros descobrem a protectora nuance, agradeço as manifestações de solidariedade e apoio que, por diversos modos, têm sido corajosamente afirmadas nos blogues e media (mesmo secretamente...) e pessoalmente comunicadas, identificadas ou não (quando o exercício de funções públicas ou actividade privada dependente do favor da administração impede a sua assunção)..

É altura de referir que nos últimos relatórios do IPCC, datados de 2007, surpreendentemente, a avaliação das temperaturas termina em 2000. Porque será? Os últimos 6 anos são desprezáveis? Ou existem valores que não interessam divulgar?
Eis algumas notícias frescas recentes:
Denver sofreu um dos Invernos mais rigorosos
Temperatura oceânica excepcionalmente fria na Califórnia
Autoestradas e automobilistas bloqueados. China soterrada pela neve
Estação de neve prometedora na Austrália com Inverno madrugador
Estas notícias foram repescadas pelo sítio francês Changement Climatique onde se podem ler outras notícias invulgares como as da África do Sul.
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The report concludes BBC staff must be more willing to challenge their own beliefs.[Via O Insurgente]
“There is a tendency to 'group think’ with too many staff inhabiting a shared space and comfort zone.”
[...] says coverage of Live 8, the 2005 anti-poverty concerts organised by rock star campaigners Bob Geldof and Bono and writer Richard Curtis, failed to properly debate the issues raised.
During the seminar a senior BBC reporter criticised the corporation for being anti-American.
“Impartiality is no excuse for insipid programming. It allows room for fair-minded, evidence-based judgements by senior journalists and documentary-makers, and for controversial, passionate and polemical arguments by contributors and writers.”
“This report is about looking forward and how we are going to face the challenges of impartiality in the modern world.”
Agência Financeira... aproximadamente nestes termos ...
TSF
... aquilo que parece ser um disparate tremendo.
A quebra de produção de leite em Portugal está a chegar a níveis «preocupantes» e já não chega para abastecer o mercado interno.
Os resultados da última campanha (que terminou no final de Março) revelam situações preocupantes, com um défice de 77 milhões de toneladas face à quota leiteira nacional, que está equilibrada com o consumo em Portugal.
Andávamos nisto quando Francisco van Zeller revelou ingenuamente a razãodo mistério: o grupo de empresários insistira no anonimato, porque alguns deles dependiam do Governo e temiam "represálias". "Represálias, claro". O medo move a CIP como o último empregado do último serviço do mais miserável ministério. O santo medo do patrão que faz de Portugal este país pacífico e ordeiro que o mundo admira..
A "sociedade civil" .... é clandestina e se mexe .... clandestinamente para se proteger da cólera do Estado .... Os beneméritos da CIP, que tentaram resolver da melhor maneira um grave problema nacional e participar num debate que o próprio Presidente pediu, andam por aí de cara tapada como criminosos.

Segundo o inquiridor oficial designado pela directora da DREN para apurar a verdade, só a verdade e toda a verdade da conversa privada tida pelo professor Charrua perto de um bufo portador de telemóvel com capacidade para enviar sms o arguido terá dito "estamos num país de bananas, governados por um 'f. da p.' de um primeiro-ministro".
A ser verdadeira a acusação o professor chamou f. da p. a Sócrates, afirmação cuja veracidade não poderá ter sido apurada no âmbito do processo disciplinar, e designou por bananas todos os outros portugueses, os mesmos que lhe pagam o vencimento. Mas a senhora directora ficou pouco incomodada por o professor ter chamado bananas aos portugueses, o que estimulou a sua veia justiceira foi ter ofendido a mãe do primeiro-ministro.


Aluno esfaqueou professor.
Um aluno de Direito esfaqueou, esta quinta-feira nas instalações da Universidade do Minho, um professor, que já teve alta hospitalar. O aluno foi detido e será presente ao juiz de Instrução Criminal esta sexta-feira, podendo ainda ser expulso da universidade.

1ª parteEu (ainda) não vi esse programa.
2ª parte

1024 computador por bastidor (rack), a 2 CPUs..
27.6KW por bastidor
Sistema operativo: Linux
Para este ano, os idiotas do Ministério da Educação(?) deverão propor:Para o ano que vem vai sei mais girino ainda.
1 – Que todo o exame seja feito por escolha múltipla.
2 – Que uma parte do exame seja feito por carimbadela para permitir que os alunos que não saibam fazer uma cruz possam ainda responder.




Extracto do discurso do Presidente da República Checa Vaclav Klaus before American Congressional Committee on Energy and Commerce em Março deste ano....
E se o professor não deu a matéria?
Pergunta da Semana: "Se o professor não deu a matéria (toda), como é que os alunos vão a exame? O que é que se faz?"
Resposta do meu co-blogger Ctrl.Alt.Del.: "O professor não dá matéria, segundo o ME é um "facilitador de aprendizagens" e um "criador de situações de aprendizagem"; assim, se há matéria que o aluno não aprendeu, o problema é, obviamente, dele ;-)"
A culpa não é, obviamente, do aluno. A culpa é, obviamente, do professor que não deu a matéria.
Mas essa não era a minha questão. A minha questão é "se o professor não deu matéria, o que é que fazem os alunos?". Não podem fazer nada. Nem os que estiveram nas aulas. Eu, a esta pergunta, queria respostas, não ironias...
Sinceramente não sei. Pode um aluno ser prejudicado pela incompetência de outra pessoa? Não, certamente. Como resolver este impasse? A pergunta da Semana mantem-se.
P.S.: O professor dá matéria. É um facilitador de aprendizagens, é um criador de situações de aprendizagem, é um estimulador do pensamento, mas tem de dar matéria.


COISAS DA SÁBADO: OS MÍSSEIS RUSSOS E A EUROPA.
Tenho muita curiosidade em ver que tipo de resposta vai dar a União Europeia à ameaça de Putin de tornar de novo apontar os seus mísseis para alvos europeus, isto na presunção de que alguma vez estes tivessem sido apagados da lista russa. Não me refiro à resposta retórica, aos protestos diplomáticos e verbais, mas sim às medidas concretas, às medidas de carácter militar. Não custa descobrir para onde estão apontados esses mísseis: deve haver vários para a Alemanha, Polónia, República Checa, Itália, muitos para o Reino Unido, um ou dois para França, talvez para Portugal haja um para os Açores e outro para o comando da OTAN de Cascais. O que haverá certamente é um lote especial para Bruxelas, onde está situado o Quartel-General da OTAN, localização que veio do tempo em que a Bélgica era um aliado com que se podia contar na “guerra fria”. Agora ter lá o Quartel-General é um anacronismo histórico, que já Rumsfield, com a amabilidade do trato que o caraterizava, tinha ameaçado mudar para a Polónia.
Claro que se pode sempre dizer que quem dá essa resposta militar é a OTAN, cujos mísseis devem aliás também ter ficado com os alvos soviéticos clássicos guardados na memória. Ou seja, traduzido em português corrente e não em “europês”, isso significa que mais uma vez a tronitruância anti-americana da Europa esconde que esta é protegida pela sombra termonuclear dos EUA, que, como se sabe, é um país criminoso presidido por um imbecil, que todo o europeu politicamente correcto despreza no íntimo do seu ser.

.COMO DESCONSTRUIR UMA NAÇÃO
por Patrícia Lança
Mais sobre o Reino Unido
Publicado n'O Insurgente de 27 de Fevereiro de 2007O Primeiro Alvodo multiiculturalismo da extrema-esquerda britânica não foi a imigração mas a classe operária indígena. Aproveitando as marcadas diferenças de classe que existiam tradicionalmente na Inglaterra, os sociólogos esquerdistas dirigiram a sua militância ao ensino básico e secundário. Na formação de professores para as escolas do Estado, a atenção principal deixou de ser a preparação na matéria a ensinar. Agora o que importava era transformar as atitudes dos candidatos a professor. Eram acusados de pertencerem a classe média e serem preconceituosos. Tinham que mudar. A sua tarefa não era de inculcar os modos da classe média nos alunos. Não deviam corrigir nem a gramática, nem o vocabulário, nem as maneiras dos alunos. Gritar e falar alto, interromper, chamar nomes, e todo o resto que o professor tradicional não tolerava, agora tornou-se aceitável. Porque, diziam os professores de Sociologia da Educação, era assim a cultura da classe operária. Tentar mudar o que os alunos aprendiam em casa constituía uma forma de repressão inadmissível numa democracia. Quanto a corrigir os hábitos ou a fala dos imigrantes das Caraíbas, nem pensar. Até era bom que os manuais escolares fossem escritos em crioulo. Esta iniciativa naufragou nas rochas da diversidade dos dialectos das várias ilhas, facto que os sociólogos só constataram mais tarde.O fim das sançõesO mais fácil então era simplesmente desistir de ensinar inglês à esta gente difícil. Paralelamente com o laissez faire na sala de aulas, houve o total abandono da aplicação de sanções. Deixou de haver qualquer tipo de castigo. Os ingleses, antes peritos na deplorável prática de castigos corporais, deixaram simplesmente de punir mesmo os piores abusos. Quando um professor era agredido fisicamente só restava a sua expulsão. Quarenta anos da prática desta filosofia nas escolas britânicas agora deram o seu fruto. Os piores números de insucesso escolar da Europa; hooliganismo de crianças nas ruas, a tal ponto que os adultos têm medo das crianças e dos adolescentes; as cidades à noite cheias de jovens agressivos e bêbedos; e um governo desesperado a produzir novas leis que visam, em vão, ensinar respeito. As mudanças de comportamento provocadas pelas políticas delirantes da esquerda foram muitas. Entre elas dois pequenos mas desagradáveis fenómenos: a generalização dos hábitos de urinar e de cuspir na rua. Antigamente isto só acontecia, diziam os ingleses, no outro lado da Mancha. Agora são os ingleses que ficam surpreendidos com a boa educação dos continentais.
Evidentemente que estou a referir as escolas do Estado (onde leccionei durante uns dez anos e sei do que estou a falar). Os colégios particulares (chamados, com essa típica perversidade britânica, “public schools”), muitas vezes internos, beneficiaram com a degradação do ensino estatal. As elites, incluindo muitos ministros de Tony Blair, continuam a enviar os filhos para os colégios particulares. E são estes que continuam a ter maiores possibilidades de entrar no ensino superior e nas melhores universidades. É assim a ‘sociedade sem classes’ do New Labour. E foi esse o modelo de ensino que o Portugal de Abril escolheu.
A chamada filosofia de educação que inspira os educratas que impuseram esta política educativa em diversos países ocidentais, incluindo PORTUGAL, é analisada no texto IN DEFENCE OF REASON.


Cientistas surpreendidos pelas declarações do chefe do departamento de clima da NASA.
"Não tenho dúvida de que há uma tendência de aquecimento global," declarou Griffin ao Inskeep. "Não estou certo que seja correcto dizer que seja algo contra o qual devamos lutar".
"Assumir que se trate de um problema é assumir que a Terra se encontra exactamente no seu óptimo climático, o melhor clima que poderíamos ter ou poderíamos ter tido, e que precisemos dar passos no sentido de garantirmos que não mudará," disse Griffin. "Suponho que perguntaria que seres humanos - quando e onde - deverão ter o privilégio de decidir que o particular clima que temos exactamente aqui e hoje, será o melhor clima para todos os outros seres humanos. Suponho que tal posição, a ser decidida por alguém, será de substancial arrogância."
Scientists Surprised by NASA Chief's Climate Comments
"I have no doubt that a trend of global warming exists," Griffin told Inskeep. "I am not sure that it is fair to say that it is a problem we must wrestle with."
"To assume that it is a problem is to assume that the state of Earth's climate today is the optimal climate, the best climate that we could have or ever have had and that we need to take steps to make sure that it doesn't change," Griffin said. "I guess I would ask which human beings — where and when — are to be accorded the privilege of deciding that this particular climate that we have right here today, right now is the best climate for all other human beings. I think that's a rather arrogant position for people to take."