24/08/2007

Hora da manja

No Abrupto, pode ler-se:
Uma coisa de que suspeitava mas que agora pude confirmar na Sábado: os GNR foram-se embora de junto dos manifestantes porque era a hora do almoço.
A almoçarada está relacionada com isto.

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23/08/2007

Miguel Portas errou

Miguel Portas diz que errou.

Escrevi o que escrevi a título estritamente pessoal, e no blog Sem Muros reconheço que errei (quem desejar que o consulte). Mas, mesmo que assim não tivesse sido, é no mínimo estapafúrdio associar uma manifestação de simpatia à posteriori com uma "conspiração antecipada". Não é só estapafúrdio. Um ministro não pode acusar ou insinuar sem provas.
Pena é que o ministro não possa acusar sem provas, mas que os imbecis verdeufémios possam destruir com base em coisa nenhuma. Apenas mais uma ... de Miguel Portas.

Lendo o resto, parece até que os idiotas dos verdeufémios são criancinhas de chucha.

Que nos acuda Vasco Graça Moura (via Portugal e Outras Touradas).

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19/08/2007

Miguel Portas e a carecada

Range-o-Dente escreveu: O seu comentário aguarda validação pelo moderador.

“Claramente, a sua intenção não foi de ataque à propriedade do agricultor - “nada nos move contra ele” - mas de afirmar, através de um gesto espectacular, a defesa do “princípio da precaução”.”

Não foi de ataque à propriedade do agricultor? Bem podiam então ter-se entretido a esmurrar a cara uns dos outros.

Pena é que, como eu, o Miguel Portas seja careca. Poderiam ainda, alternativamente, ter-lhe feito uma carecada.

… que tal arrancarem-lhe pelinho por pelinho? A cada pelo arrancado gritariam: abaixo o milho transgénico.

Este comentário foi deixado às 5:47, outro comentário deixado às 6:10 foi aprovado.

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A Miguel Portas, pelinho por pelinho, ou, os Muros de Miguel Portas

Deixei um comentário no blog der Miguel Portas declarando que acharia interessante que se lhe arrancasse milho por milho pelinho por pelinho e que, após cada arranque de milho pelo, se gritasse: abaixo os trangénicos.

O comentário ficou lá mas não passou a censura. Parece que Miguel Portas, como os Israelitas, gosta de construir muros à sua volta. Se pensou que me esquecia do comentário e não o salvaria, enganou-se. Sou muito cioso dos meus pés de milho.

Quem diria que "apenas um gesto de protesto" não tivesse tido acolhimento pela parte do eufémico deputado.

Digo mesmo mais. Só revela o seu machismo e falta de compreensão por aquilo a que as mulheres se sujeitam quase invariavelmente. O pelo, volta a crescer (como infelizmente, ao que parece, as mulheres sabem). O milho ...

O comentário pode ser lido acima. Vou agora informar o multilateral deputado do par de posts que aqui deixo. Vejamos se passa, ou se o muro, que ele diz não ter, fica ainda mais alto.

Aqui fica o referido aviso, com índice 39:

Range-o-Dente escreveu: O seu comentário aguarda validação pelo moderador.

Caro Miguel Portas,

Com muros ou sem eles, aqui fica o exemplar do meu comentário que não passou o seu crivo de censura. Afinal os Israelitas não estão sozinhos, também o Miguel gosta de se rodear de muros.

http://range-o-dente.blogspot.com/2007/08/miguel-portas-e-carecada.html
http://range-o-dente.blogspot.com/2007/08/miguel-portas-pelinho-por-pelinho.html

“Nunca digas não precisarei de um muro para me defender”

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Eduquês palermoide

Chamo a atenção para este post de Pacheco Pereira, bem como para o eduquês palermoide conducente às crenças imbecis que empestam o nosso ensino.

Cá vai:
O Ecotopia é igualmente um modelo funcional de comunidade auto-sustentável que coloca em prática os princípios de um estilo de vida alternativo e mais amigo do ambiente: tomadas de decisão por consenso, reciclagem de lixo, refeições vegetarianas, uso de energias alternativas.(...) O Ecotopia tem uma estrutura horizontal (não-hierárquica) e auto-organizada; a tod@s é pedido que tomem parte no funcionamento do campo, resolvendo problemas e tomando decisões. E tod@s são responsáveis pelo programa. O Ecotopia funciona no sistema de ecotaxas - um sistema económico alternativo baseado no padrão de vida e rendimento médio de cada país, em vez de baseado nos mercados financeiros, o que significa que cada um no Ecotopia paga pela comida o mesmo que pagaria no próprio país." (Sublinhados deles).
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Da mosca tonta

Da mosca tonta, com chapelada.

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Da competência dos activistas e da incompetência da GNR


Foto Kelly Bolden/AP

Será que se um grupo de "activistas" tentar destruir um quartel da GNR os militares se limitarão a identificar os líderes da acção?

Poderão portugueses avançar com idênticas acções nos países de origem dos "activistas" e será que obterão recíproco resultado?

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18/08/2007

PJ e encriptação

Suponho que a PJ já ande às aranhas por causa da utilização do Skype.

O Skype, (suponho que o Voip e outros também) encripta a voz enviada pela Internet de forma a tornar inviável a escuta de conversas, se interceptada durante o percurso do sinal, e quando efectuada entre computadores.

Aparece agora uma aplicação capaz de fazer o mesmo entre telemóveis.

... bye-bye escutas ...

Lá terão as polícias que começar mesmo a trabalhar.

...

Este meu artigo anterior vem também a propósito.

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Ecologistas e pára-quedas



Será que nunca ocorreu aos idiotas dos "verdes" e/ou imbecis destruidores de culturas que não faz sentido transportar uma bicicleta sobre o tejadilho de um carro?

Será que não ocorre aos palermoides ecologistas que, em vez de tentarem que o limite de velocidade nas auto-estradas baixe de 120 ara 118, faria muito mais sentido promover o transporte de bicicletas na traseira dos carros, como em qualquer país civilizado?

Será que nunca se espantaram por ver estrangeiros transportarem bicicletas sem acréscimo significativo de consumo de combustível enquanto, paralelamente, um português é obrigado a pespegar as bicicletas no pior local de transporte possível, como quem arrasta um pára-quedas?

Tanto palram os Quercus cá do burgo, e ainda não se aperceberam que a obrigatoriedade de transporte, no tejadilho dos carros, das bicicletas cujo uso dizem tanto defender, são um desincentivo ao seu transporte e utilização por implicarem um acréscimo de consumo de combustível de, pelo memos, mais 2 litros aos 100Km?

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Escala aberta com máximo

É sempre espantoso ouvir, num órgão de comunicação social como a TSF, um jornalista palermoide insistir que determinado sismo "atingiu o garu X na escala aberta de Richter que tem o máximo de 9".

Escala aberta como máximo? Se tem máximo, é escala fechada. Se é aberta, não tem máximo.

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Solidariedade ...

A jihad.

[Actualização]

Deixei aqui um comentário no sentido de saber se os carros exportados poderiam também vir a ser conduzidos por mulheres.

A caixa de comentários é moderada, a ver vamos.

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09/08/2007

Hasta la vista



É agora a vez do 'je'.

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05/08/2007

Arauto



A reacção não passará, no Sem Penas.

16 belos e gordos directores 16, no Quarta República

... e ainda, A arte de bem consumir:
[...]

Mas quando a cabeça não é boa e a arte não é capaz de suplantar as dificuldades, normalmente o corpo é que paga.

Depois, a sociedade e o estado é que levam com as culpas. O próprio é sempre uma vítima!...
... continuando, Os computadores e os professores.

Antepassados, no Esquerda Republicana, e ainda Museu Nacional de Arte Antiga.



Via Esquerda Republicana

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Votem nas Putas

Bartsky, do Votem nas Putas (com quem eu não vou à bola a maioria das vezes), está de volta. Folgo que assim seja. Também eu estou a recuperar de uma catástrofe múltipla de há uns tempos.

Entretanto aqui fica uma deliciosa passagem de um artigo de Baptista Bastos, transcrito aqui na íntegra (suponho).
Nos finais da década de 70, invectivando contra o Conselho da Revolução, Jardim proclamou: «Os militares já não são o que eram. Os militares efeminaram-se». O comandante do Regimento de Infantaria da Madeira, coronel Lacerda, envergou a farda número um, e pediu audiência ao presidente da Região Autónoma da Madeira. Logo-assim, Lacerda aproximou-se dele e pespegou-lhe um par de estalos na cara. Lamuriou-se, o homenzinho, ao Conselho da Revolução. Vasco Lourenço mandou arrecadar a queixa com um seco: «Arquive-se na casa de banho».
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Carinhoso

(Pixinguinha e João de Barro)

Meu coração
Não sei porque
Bate feliz, quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim, foges de mim
Ah! Se tu soubesses
Como sou tão carinhoso
E muito e muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim

Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor
Dos lábios meus
À procura dos teus
Vem matar esta paixão
Que me devora o coração
E só assim então
Serei feliz, bem feliz

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Portadores de gaita, abstei-vos de sacudir.

Espicaçado por este assunto abordado pelo Caldeirada de Neutrões, começo por informar que não fui ainda bafejado ou auto-bafejado pela propriedade de um ecran LCD. Tenho, em contrapartida um excelente monitor de raios catódicos de 21" cuja qualidade arrasa qualquer LCD que até agora tenha encontrado. Quando alguém me visita tenho sistematicamente que recorrer a uma rede de apanhar borboletas para evitar a queda inopinada dos testículos de quem olha para o meu Nokia Multigraph 445Xpro.

Mas não foi por isso que aqui vim. A propósito de poupança de energia lembrei-me de lançar uma campanha (politicamente correcta, está bem de ver):

Portadores de gaita, abstei-vos de sacudir.


Já alguém fez contas à energia consumida em sacudidelas de gaita de cada vez que algum dos portadores do precioso instrumento vai à casa de banho?

Se esse pavoroso acto de esbanjamento energético fosse banido, os alimentos que se poderiam evitar ingerir seriam suficientes para alimentar milhões de esfaimados ...

.. já para não falar doutro caso, mais assintoso, de gaital sacudidela.

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04/08/2007

A praga das eólicas



[Actualização: Caldeirada de Neutrões explica (chapeada), ainda mais detalhadamente, o assunto em seguida abordado].

Outra das loiras de olhos azuis dos ecologistas são as eólicas.

Os moinhos, como vulgarmente se lhes chama, são chamados, pelos idiotas verdes, de geradores de energia "limpos".

Problemas:

1 - Tendo em conta a energia que podem gerar são caríssimos. Repare-se que digo 'podem gerar': a possibilidade existe, mas ...

2 - Só geram energia quando há vento. Contrariamente ao que pode parecer, não é pelo facto de rodarem que geram a energia correspondente à sua capacidade máxima. Quando o vento escasseia não lhes são aplicadas as correntes de controlo que permitiriam obter a máxima produção porque, evidentemente, o sistema imobilizar-se-a (a hélice pararia).

3 - Decorrente do facto anterior, há que providenciar meios alternativos de geração de energia. As eólicas não substituem, por exemplo, a geração a combustíveis fósseis. Se não houver vento ...

4 - Tendem a produzir pouca energia exactamente quando ela mais é necessária: nos picos de verão e inverno.

Meteorologicamente falando, tende a haver pouco vento quando as temperaturas são muito altas ou muito baixas, alturas em que há brutais picos de consumo. Nessas ocasiões as verdes eólicas estão de férias (como os "verdes", na neve ou nas Maldivas).


Repare-se neste gráfico retirado so site da REN.





Hoje, um dia bastante quente, as eólicas poderiam produzir 700MW de energia eléctrica. Quanto produziram? À volta de 50MW, 1/14 do que poderia parecer. Porquê? Não trabalham sozinhas porque não há vento significativo.

...

Por estas e por outras, a energia que produzem e das mais caras de todas. Muitíssimo mais cara que barragens, centrais térmicas ou centrais nucleares. Alguém as terá que pagar, habitualmente com língua de palmo.

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"Viver pela natureza"

Uma chapelada, com vénia, ao Joaquim Simões.

Do artigo que aponto, ocorrem-me uma entrevista de Carvalho Rodrigues a uma estação de televisão local que, a seu tempo, se viria a tornar um dos mais pestilento meios de disseminação da brutalidade e estupidez.

Babuseava a jornalista (cito de memória) palermices relacionadas com "as coisas naturais": medicamentos naturais, comida biológica, ..., viver pela natureza ...

Carvalho Rodrigues remata - viver com a morte!

- Com a morte?

- Sim, viver pela natureza implica também a morte. A existência, por exemplo, de antibióticos representa um afastamento à ordem natural das coisas na perspectiva que refere. Se optamos pela via tecnológica com apoio a substancias criadas artificialmente viveremos algo afastados da mãe natureza, mas podemos gozar de uma melhor qualidade de vida, na qual se inclui a maior longevidade. Se nos afastarmos dos mecanismos criados pela civilização para vivermos mais de mão dada à natureza teremos que aceitar as consequências daí decorrentes, entre as quais a morte ao virar a esquina.

A 'jornalista' ficou embuxada, mas não fiquei certo que tivesse percebido que tinha estado a fazer figura de tonta.

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Phoenix Mars Lander



Mais logo, mais uma corrida, mais uma viagem.

Poderá ser vista aqui.

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03/08/2007

Arvorezinhas-as-Coitadinhas


Numa primeira leitura deste excelente 'post' ocorreu-me o incontornável exercício de girinice(*1) imbecil, pós moderno, absurdo, ridículo, idiota, politicamente correcto , ... : Reciclemos papel - bradam os ditos acima qualificados, recorrendo ao eduquês - a gramática que 'está a dar'.

Porque? Porque em cada folha de papel reciclada está parte da vida de uma Arvorezinha-a-Coitadinha, cuja vida se poupará.

...

A mãe natureza parece dispor de uma e apenas uma forma eficiente de capturar carbono da atmosfera e fixá-lo ao solo: pela clorofila. Em morte, o tronco da árvore devolve ao solo o carbono que, pacientemente, ao longo de toda a sua vida, foi retirando da atmosfera.

A clorofila, consumindo energia solar, decompõe o CO2 ("gás de efeito de estufa", tenhamos presente) em oxigénio libertado para a atmosfera, e carbono que fica retido nos tecidos da arvore.

O oxigénio é fundamental à vida animal, e sem a sua libertação a vida tornar-se-ia impossível tal como a conhecemos (talvez por enquanto).

É exactamente a energia solar consumida pela clorofila na dissociação do CO2 que nós recuperamos quando queimamos carvão ou petróleo.

...

Voltando ao papel, há que reciclar, reciclar, reciclar, reciclar, reciclar, reciclar, reciclar, reciclar, ...

Porquê? Para poupar a vida das Arvorizinhas-as-Coitadinhas, que nos fornecem o oxigénio que nos permite respirar e continuar vivos.

Mas não é exactamente enterrando papel que se fixa, de volta ao solo, de onde o mau-bicho-homem o retira sob a forma de carvão, o carbono que, combustado, vai libertar para a atmosfera o CO2, o execrável "gás de efeito de estufa"?

Ah, pois é ... Olha que giro (girinice imbecil, pós moderna, absurda, ridícula, ideota, absurda, politicamente correcta).

...

Os idiotas dos verdes (de várias estirpes - todas anti-globalização, anti-CO2, anti indústria, anti-americanos(*2) e anti-Bush - numa palavra, o Satã pós-moderno) reclamam a poupança da vida das Arvorezinhas-as-Coitadinhas (leia-se eucaliptos), propondo em alternativa a reciclagem do papel, para a qual será consumida energia geradora de CO2 grandemente originária do carvão ou de centrais nucleares (outra coisa que eles abominam, desenvolvida pelo mesmo Satã). Poupando a vida das Arvorezinhas-as-Coitadinhas, acabam defendendo que, para obter a energia necessária à reciclagem do papel, se liberte CO2, queimando carvão - o tal que eles defendem que se retenha e devolva ao solo do planeta, impossibilitando, implicitamente, o retorno de carbono, ao solo.

Numa penada defendem e condenam a fixação de carbono, defendem e condenam a libertação de CO2. Tudo numa única tirada. Que giro (girino, digamos)!

Alternativamente defendem que se produzam isótopos e elementos radioactivos (fisicamente instáveis) consumindo energia proveniente de centrais nucleares.

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*1 - "de ... "aaaaiii que giiiiirooooo!".
*2 - até os americanos da América do Sul, sem que disso se apercebam.

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02/08/2007

Cuba - do amanhã cantante à morte miserável



A RTP acaba de passar, pela batuta de Sandra Felgueiras, um programa muito interessante sobre o amanhã cantante cubano.

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Luz apagada

Isto aplica-se a muito mais do que parece. Por exemplo, aplica-se às "políticas educativas" imbecis do Ministério da "Educação".
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Pois não, eles nunca aceitam nada que contrarie as teorias existentes e escolhem sistematicamente uma explicação simplória para o desajuste entre teorias e observações. Assim, é completamente impossível construirem teorias correctas. Será por se especializarem em campos muito estreitos e perderem informação contextual?

...
Quanto a mim tem a ver com a dificuldade que bastas camadas de "intelectuais" enfrentam por tentarem viver sem ligações ao metafísico. Querem não acreditar em Deus mas não são capazes. Quero dizer, não acreditam em Deus mas apenas enquanto encontrarem um substituinte escape qualquer.

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Da corrupção

A ler, no Que Treta, Copy Vai-te....

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01/08/2007

A fogueira



Cá está: a culpa do homem.

Uma chapelada a Outramargem.

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30/07/2007

Roberto Carneiro - O Iluminado



No DN, pode ler-se:
A partir de Setembro, os estudantes do 1.º e 2.º ciclo, dos sete aos onze anos, terão um novo currículo nas salas de aula: vão aprender a entender a publicidade e a defender-se dos seus abusos.
É curioso que o estado perca tempo com uma coisa destas e, fazendo-o, resolva que publicidade seja uma coisa que as crianças devam digerir e não vomitar.

Continua o artigo:
Em Portugal, a supervisão estará a cabo de um grupo de peritos, liderado pelo ex-ministro da Educação Roberto Carneiro.
Pois claro. Provavelmente o mais eminentes "cientista da educação", um dos mais directos responsáveis pela catástrofe em que o ensino se tem atascado.

Mas, segundo a edição impressa (via O Insurgente), o antigo ministro refere ainda:
“É preciso educar as crianças e através delas as famílias”
Pois. Baboseira maior seria difícil.

Roberto Carneiro supõe que os pais das crianças serão incompetentes para tratarem o assunto e que quem estará em melhores condições para "passar a mensagem" serão os rebentos. Sendo assim, a mensagem deveria brotar da prole de Roberto Carneiro, não dele próprio.

Roberto Carneiro assina, portanto, um atestado de incompetência próprio e, implicitamente, ao estilo Mao Tse-Tung, a todas as famílias portuguesas: imbuir os rebentos em meia dúzia de palermices e botar os ditos, já como iluminados, a ensinar os palermas dos papás*.

É uma ideia luminosa, assim como 'fechar a gaveta à chave e meter a chave lá dentro' e é desta lógica imbecil que o nosso ensino está pejado.

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* Os tais que é suposto, nas escolas, classificarem os professores. Resumindo: o iluminado rebento ensina o pacóvio do papá que, por sua vez, classifica o atrasado mental do professor, que ensina o iluminado rebento que ensina o pacóvio do papá que classifica o atrasado mental do professor, que ensina o iluminado...

... não é giro?

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29/07/2007

As radiações do PCP.


Francisco Lopes

[Actualizado]

A silly season no parlamento.

O PCP, pela voz do seu deputado Francisco Lopes, na TSF, acusa a Siderurgia do Seixal de ter radiação espalhada pelas instalações.

Das duas uma: ou o PCP tentou extorquir uns cobres à Siderurgia, ou ao LNEC. A coisa deve ter falhado e a revange não se terá feito esperar. Tiques estalinistas e coisas que só a democracia permite.

Contra a vontade do PCP, com Zita Seabra viva, também os responsáveis pela Siderurgia e pelo LNEC assim se manterão. ... por muitos anos, espero.

A coisa é tão estúpida que o iluminado deputado nem se lembrou que o aço produzido, pretensamente empestado em radiação, acabaria por afectar toda a população portuguesa e, como tal deveria, nesse sentido, ter reagido.

...

Lembro-me de Cunhal, chegado da URSS, desmentindo que algo de problemático tivesse tido lugar em Chernobyl.

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Vulcão sexual luso na intempérie da reestruturação soviética



De ler este post de José Milhazes.
O livro “Etna no vendaval da perestroika”, escrito por Miguel Urbano Rodrigues e Ana Catarina Almeida, despertou em mim uma grande curiosidade por duas razões.

A primeira tem a ver com a dedicatória: “aos portugueses que estudaram na União Soviética e permanecem comunistas” e a segunda prende-se com a afirmação em uma das capas: “é o primeiro romance português que tem por tema central o sismo político e social que destruiu a União Soviética”.

Quanto à dedicatória, fico de fora, porque estando entre os bolseiros que estudaram na URSS, não obedeço ao segundo critério. Porém, no que respeita à segunda razão, eu estive lá na mesma altura e, por conseguinte, posso falar com conhecimento de causa.

A descrição da chegada de um novato à URSS e das aventuras ligadas aos primeiros trâmites coincide com o que aconteceu com a maioria dos bolseiros quando chegaram ao “país dos Sovietes”.

Porém, a continuação do enredo provocou em mim enorme perplexidade. O grande número de orgasmos bem conseguidos por Etna, intervalados com citações de discursos e declarações de Mikhail Gorbatchov e de outros dirigentes soviéticos, trouxeram-me à memória as primeiras linhas do brilhante romance “As doze cadeiras”, dos escritos soviéticos Ilf e Petrov.

Peço desculpa por algum desvio, mas vou citar de memória: “Na cidade N. havia tantas barbearias e agências funerárias que se ficava com a impressão de que os habitantes dessa cidade apenas nasciam para cortar o cabelo e morrer”. Até parece que os bolseiros portugueses foram para a URSS aprender a atingir orgasmos supremos e, nos intervalos, liam os discursos dos dirigentes soviéticos.

Talvez para prestar tributo ao internacionalismo proletário, um dos fundamentos básicos do marxismo-leninismo, a heroína fez amor pela primeira vez com o português Francisco, mas depois atraiu e foi atraída por homens de outras raças e civilizações.

Mas é estranho que uma jovem revolucionária sexualmente tão activa, a ponto de fazer inveja a uma das maiores defensoras do amor livre: Alexandra Kolantai, não tenha feito amor com um representante sequer dos mais de cem povos e etnias que povoavam a URSS (cito a propaganda soviética).

Em geral, os soviéticos são seres raros neste livro que pretende retratar um dos períodos mais agitados da História da URSS. Uma colega de quarto ucraniana, a senhora anafada do Palácio dos Casamentos, o presidente do Kolkhose (unidade agrícola soviética) e o professor de História. Não me devo ter esquecido de muitos mais.

As aventuras “kama-sutristas” do vulcão sexual luso, fundamentalmente com homens de países oprimidos, trouxeram-me à memória uma reunião de militantes comunistas portugueses em Moscovo, no início de 1978. Joaquim Pires Jorge, nosso controleiro e representante do PCP junto do irmão mais velho, decidiu colocar na ordem de trabalhos a discussão dos namoros e casamentos de estudantes portugueses com estrangeiros, alertando para o perigo de se estar a assistir “a uma perda de quadros para a futura revolução portuguesa”. Se Etna tivesse participado nessa reunião, não se teria saído bem ...

A ausência de nativos soviéticos nesta obra e a presença maioritária de personagens estrangeiras levou-me a pensar que isso tenha levado à indevida interpretação da correlação dos factores dirigente-massas no período da perestroika soviética (1985-1991).

Etna tenta-nos convencer que Mikhail Gorbatchov conseguiu realizar, quase sozinho, aquilo a que se opunham a maioria dos dirigentes comunistas soviéticos e do povo, ou seja, a destruição da União Soviética. Um estudante que cursou História numa universidade soviética, que queimou muitas pestanas a decorar a História do PCUS, o Materialismo Histórico e Dialéctico, o Ateísmo e Comunismo Científico, apresenta-nos o decorrer dos acontecimentos, grosso modo, como uma operação planeada e realizada por Gorbatchov (claro que a CIA deveria estar algures) contra a vontade de “verdadeiros comunistas” como Vorotnikov, Ligatchov e Krutchkov e com a “passividade das massas”.

Tal como um “encantador de serpentes”, Gorbatchov conduz um bando de carneiros de tal maneira dóceis e ingénuos, que quase não reagem mesmo quando sabem que estão a ser conduzidos para o “matadouro”.

A Etna, talvez ocupada com outras coisas importantes, não viu as grandes manifestações de rua que se realizaram nos anos da perestroika, não participou, nem acompanhou as acesas discussões sobre o futuro da URSS, nem, embora historiadora, se interessou pelos numerosos documentos que foram então revelados.

Os organizadores do golpe de 19 de Agosto de 1991, reunidos no Comité para o Estado de Emergência, pensaram da mesma forma e esperavam que a sua conjura se iria cingir a um golpe palaciano, tal como fora derrubado Nikita Khritchov em 1964. Enganaram-se. As massas saíram para as ruas de Moscovo e de outras cidades soviéticas, pondo os dirigentes da conjura a tremer de medo ou talvez os tremores se devessem à ingestão excessiva de álcool. Basta recordar aquela famosa conferência de imprensa dos cinco "salvadores" da URSS que lhe deram o golpe de misericórdia.

Eu acompanhei os acontecimentos e posso testemunhar que nem todos os que vieram defender a sua liberdade nas ruas da capital russa eram agentes da CIA. Longe disso... Claro que se pode discutir se se concretizaram as expectativas desses milhares e milhares de pessoas, mas, nessa altura, acreditaram na sua força.

Mas este livro poderá ter um mérito, se provocar a publicação de outras memórias, de outros romances sobre a passagem pela URSS. Eu não me arrisco a isso, porque – e escrevo isto sem a mínima ironia – falta-me as veias poética, romântica e trágica para conseguir ilustrar tão grande saga.

Quanto aos autores, entendo que Ana Catarina Furtado tenha escrito este livro, pois viveu em Kiev, mas Miguel Urbano Rodrigues, ao que sei, não foi bolseiro na antiga União Soviética. Mas, enfim, cada um escreve o que quer e ao leitor cabe tirar conclusões.
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Sem muros

Miguel Portas tem um blog.

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Sensores

Convém passar por aqui de vez em quando.




Estação de detecção de temperatura de "alta qualidade".


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Urticária




Sou atacado de urticária de cada vez que se "fica a saber" que um determinado "fenómeno" climático, atribuído ao "aquecimento global" foi o mais significativo nos últimos 50 anos.

Das duas uma: ou isto é escrito por idiotas imberbes que suporão ter o mundo começado na véspera do dia em que nasceram ou por "ideólogos" desempregados.

50 anos em história natural equivale a dizer que foi ontem. 100 anos, a dizer que foi na véspera.

Em Inglaterra já não chovia assim há 60 anos. So what?

Quem os manda construir em leito de cheia? O leito de cheia terá sido foi inventado pelo "aquecimento global"?

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27/07/2007

O batom

Recebido por e-mail:

Numa escola estava a ocorrer uma situação inusitada:
Uma turma de meninas de 12 anos usava batom todos os dias e removia o excesso beijando o espelho da casa de banho.

O director andava bastante aborrecido, porque a senhora da limpeza tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia.

Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom.

Chegou a chamar a atenção delas por quase 2 meses, e nada mudou, todos os dias acontecia a mesma coisa....

Um dia o director juntou as meninas e a senhora da limpeza na casa de banho, explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam.

Depois de uma hora falando, e elas com cara de gozo, o director pediu à senhora "para demonstrar a dificuldade do trabalho".

A senhora da limpeza imediatamente pegou um pano, molhou na sanita e passou no espelho.

Nunca mais apareceram marcas no espelho!!!!

"Há professores e há educadores". Eheheheheh
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17/07/2007

"Aquecimento"



Olhem donde vem o "aquecimento" global.

(Via Blasfémias).

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15/07/2007

Comutação aleatória



Há tempos casquei a tacha de Marie-Ségolène Royal.

A coisa está a tornar-se epidémica. Agora também Sócrates faz o mesmo, embora intermitentemente.

Sócrates declara qualquer coisa com cara sisuda, e, de repente, zzzzás, 'liga' o sorriso nº 23 (o mesmo da Ségolène) arreganhando a tacha.

O momento escolhido para a famigerada comutação parece ser aleatório: liga-se e desliga-se, sabe-se lá porquê.

Será que, a dormir, faz o mesmo? Que susto as melgas devem apanhar!

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Igualdade

Comentário a um comentário a este artigo.

Rouxinol:
"É impossível vencer as desigualdades de oportunidades, mas é possível minimizá-las de forma a que todos partam de uma linha de partida relativamente semelhante, para que seja possível determinar com alguma precisão qual o melhor atleta."

Pois é possível e isso deve ter lugar.

Mas não é isso que está a acontecer.

O que está a ter lugar é, entre outros disparates de equivalente calibre, a transformação de igualdade de oportunidades em igualdade ou, melhor, em igualitarismo.

Perante o aparecimento de um melhor atleta o 'sistema' supõe que se tratará de uma imperfeição do próprio sistema e achincalha o atleta, desvalorizando o que ele conseguiu e apagando as sucessivas metas cuja qualidade, entretanto, tem sistematicamente baixado.

O achincalhamento produz a dinamização do ensino privado coisa que os "defensores" do ensino público não gostam porque lhes deixa de fora a careca.

Alunos de qualidades indistintas passam ao privado e, entre eles, os melhores cortam a (famigerada) meta em primeiro lugar.

Potenciais bons alunos que, entretanto, no ensino público soçobram à bandalheira, perdem-se.

Eis como uma paranóia igualitária cria um status quo em que só aprende quem tem dinheiro.

... há quem diga que os "defensores" do público (em regime de defesa paranóica) pretendem apenas manter uma vasta classe de idiotas para à custa dela viverem.

... isto traz-me à memória a sociedade triunfo-dos-porcos.

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14/07/2007

... outra vez Bush.




Ai os malllllandros!

(Via O Insurgente)

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A culpa é de Bush



Alguém sabe o que se passa na América do Sul?

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Esturro



Isto cheira-me a esturro.
[...]

Um dia, o Conselho Executivo é surpreendido pela chegada, sem aviso prévio, de um grupo de inspectoras. Estas, porém, tranquilizam desde logo toda a gente: trata-se de uma visita integrada na formação de inspectores estagiários e nada mais, pelo que não haverá qualquer avaliação oficial seja do que ou de quem seja. Nada de anormal tendo sido detectado ao nível administrativo ou da documentação pedagógica, solicitam, de seguida, permissão para assistirem a uma aula de um docente, a designar pelos próprios órgãos directivos da escola, os quais indicam, compreensivelmente, um professor de comprovada competência científica e sucesso pedagógico.

Este inicia a aula como de costume e tudo decorre normalmente. A certa altura, porém, começa a ouvir-se um zunzum estranho, que vai aumentando a pouco e pouco, levando-o a suspender por momentos a leccionação e a comentar: “Vocês hoje estão muito irrequietos…!” Para seu espanto, é o orientador de estágio dos inspectores a pedir desculpa, lá do fundo da sala, pelo facto de estarem a conversar e, assim, a perturbar o bom funcionamento da aula.

Contudo, o mais absurdo há-de vir depois, quando a escola toma conhecimento do relatório feito pelo grupo de estágio. Nele se pode ler, em apreciação à referida aula, que esta não decorrera bem… por o professor ser demasiado directivo! Conhecedor da situação, o Conselho Executivo protesta, mas o relatório nunca virá a ser alterado.

[...]
E ainda, Dos Pobrezinhos.

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12/07/2007

Dos Cro Magnon

Conviria dar uma vista de olhos na discussão que vai tendo lugar neste post.

Para os distraídos, o programa está aqui.

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Nota: Se o Firefox abrir um ficheiro em vez de um 'player', instale esta extensão.

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Horticultura

Tomates.

Via 31 da Armada.
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07/07/2007

A Europa sou eu



Fernando Nobre, da AMI, declarou à Rádio Europa-Lisboa que o novo mini-tradado da Comunidade Europeia falhará porque “não vai levar, [...] à Europa que eu idealizei para mim”.

Por muito palerma que o mini tratado possa ser, poderá Fernando Nobre explicar porque carga de água haveria o documento de ter alguma relação ao que ele idealiza para ele próprio?

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06/07/2007

Do Plano Tecnológico





Muito embora tenha um par de ferroadas para verter, estou com pouco tempo para dedicar ao blog. De qualquer forma não poderia deixar passar em branco as fliscornias acima.

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02/07/2007

Novas oportunidades?

Acerca do programa Novas Oportunidades, escreve um leitor do Abrupto:
Tenho pouco conhecimento da fora como está a funcionar este programa, mas a observação sociológica do leitor José Carlos Santos, apesar de não (me) surpreender, devia ser motivo de reflexão. Aqui está outro exemplo do mesmo tipo: como deve saber, os exames ad-hoc para entrada no Ensino Superior foram extintos, pois (e estes foram os únicos motivos que ouvi serem frequentemente apontados) "reprovavam muita gente" e "aumentavam o insucesso e o desânimo" (posteriormente, ouvi insinuações de fraude, mas nenhuma prova); na minha experiência (e possivelmente também na sua), os alunos que tive e que entraram via exame ad-hoc foram , no geral, bons; na maior parte dos casos, destacaram-se da média dos outros que entraram pela via regular. Nada disto é surpreendente: quem tem a inteligência e auto-disciplina para se preparar sózinho para um exame, terá boas possibilidades de sucesso depois de entrar; e isto é ainda mais verdade em sítios (a utilização deste termo é intencional) onde o aluno médio é mediocre, se não mesmo mau (como acontece onde trabalho).

Agora, no lugar do exame ad-hoc, temos os +23, uma alteração com implicações na qualidade do nosso Ensino Superior que nunca foram cabalmente analisadas. Os únicos motivos apresentados foram economicistas e de feitura de estatísticas: se não entrassem mais, metade do ensino superior em Portugal, em especial o Politécnico, fechava e, além disso, assim temos mais gente "qualificada", um adjectivo que, cada dia que passa, se afasta mais do "competente".

Um resultado imediato desta alteração, foi a admissão de muitos candidatos que não têm qualquer preparação para fazer um curso superior e, se juntarmos a isto as pressões que os docentes que estão em situação precária sofrem para aprovar o maior número possível, o resultado inevitável é um abaixamento de nível sem precedentes.

Mas, voltando à observação, uma coisa é verdade: é, em geral, nos mais velhos que ainda existe alguma vontade de aprender e trabalhar, em vez de tentar explorar as vulnerabilidades dos docentes na expectativa de os intimidar. São também eles que dão os exemplos de boa educação e civilidade. O ambiente em algumas turmas nocturnas ainda recorda as aulas clássicas, o que já não acontece com os mais novos.

Talvez a nossa sobrevivência futura dependesse de uma reflexão e de acções resultantes, sobre o nosso rumo, mas não me parece que as nossas élites, políticas e outras, estejam à altura.

(João C. Soares)
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01/07/2007

Xanana - Alkatiri

De acordo com dicas circulantes, a ‘guerra’ entre Xanana e Alcatiri, no que respeita ao futuro, andará à volta do uso (Xanana) ou não (Alkatiri), das receitas do petróleo para alimentar o consumo interno.

É provável que a coisa não seja assim tão simples e eu, concedo, pouco sei sobre o assunto. Mas há aqui um padrão que não é novo e não é estranho.

Dando de barato que a coisa é como a descrevo, estaremos perante gás inflamável.

Não percebo como pensa Alkatiri evitar que o cacau acabe sendo drenado para a sociedade, e não percebo se Xanana está ciente do risco que Timor corre caso aconteça o que Alcatiri quer evitar.

Para Alkatiri levar a água ao seu moinho (e caso vença as eleições) será necessário recorrer a uma autoridade que raiará a ditadura. Terá que se apoiar nas forças de segurança e, para o conseguir, terá que os ‘comprar’.

Para Xanana levar a água ao seu moinho (caso vença as eleições) será necessário certificar-se que o cacau drenado seja consumido de forma a evitar por em causa a iniciativa interna e a não permitir a manutenção de esquemas tribais de distribuição de cacau. Mal o dinheiro comece a escorrer, a pressão para aumentar o caudal será imensa, só aplacável por meio de uma autoridade que raiará a ditadura.

Em qualquer caso, o exercício de poder andará sempre pelo equilíbrio ao fio da navalha. Ambos terão, provavelmente, que entreabrir a torneira para atenuar pressões internas. Alkatiri terá que explicar bem porque quer manter o taco no banco – suspeitas não faltarão. Xanana terá que explicar bem porque só quererá gastar dinheiro nalgumas coisas e noutras não (partindo do princípio que as decisões serão potencialmente acertadas) – suspeitas não faltarão.

... a ver vamos.

Esperemos que a maldição dos recursos naturais não se abata sobre Timor.

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Dos nomes


Se olhar atentamente a imagem, acabará, provavelmente, por ver uma girafa.

Escreve Pacheco Pereira no Abrupto:
Mães, antes de chamarem às vossas filhas Sónias, Vanessas, Vandas(1), Sandras e coisas do género,
Por mim acho o máximo quando me aparece um mânfio chamado de Sandro.

Eu vou mesmo mais longe que Pacheco Pereira: defendo que as pessoas passem a ter nomes neutros, seguidos do apelido. Por exemplo: 3426 845 da Silva Benevides.

Há lá coisa mais linda que uma mânfia chamar-se 6969 Castro Abrúncio. Se for do signo peixes tudo estará explicado. Se não for, poder-se-á argumentar que terá o dito nome por ter sido desejo dos pais que nascesse por aquele signo.

As vantagens seriam óbvias. Deixaria de haver uma ligação entre o nome e o sexo. Já se poderia ser gay, de qualquer tipo ou subtipo, ou até em combinações de sexo tipo e subtipo, sem que houvesse qualquer colisão de formalidades.

Por mim optaria por um número primo qualquer, sabendo-se (vou falar baixinho) que sou pelos harens.

...

(1) Eu conheci uma Wanda, que era podre de boa.

...

Assim com não quero a coisa, lembro um livro de Isaac Asimov chamado ... [já volto, vou tentar descobrir qual - suponho ser um conto de um dos seus '9 amanhãs'].

...

[Já voltei]

Se não estou em erro, trata-se mesmo de um conto quer terá por nome "Spell My Name with an S" ("Escreva o meu nome com um S").

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Adenda:
Que tal se o nosso bem amado Primeiro Ministro se chamasse de Zócrates? Enfatizaria a empatia com Zapatero e com Zorro (que me perdoe Zenha).

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30/06/2007

"Estilo" Sócrates

De António Barreto, via Portugal e outras Touradas.
"...
O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário. Crispado. Despótico. Irritado. Enervado. Detesta ser contrariado. Não admite perguntas que não estavam previstas. Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber. Deseja ter tudo quanto vive sob controlo. Tem os seus sermões preparados todos os dias.
..."
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E o Sr, sabe com quem está a falar?

"Coitada"

O Ministro da Saúde referiu-se à antiga directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho como sendo "coitada".

Que ninguém se engasgue face à tirada classificativa. Tratou-se, apenas, de um arroto.

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Legionários ou Militantes?

Em O Jumento:
Com a directora da DREN ficámos a saber que os bufos tinham volta, mais modernos pois agora informam por sms. Com o caso de Vieira do Minho registamos a reimplantação da Legião Portuguesa, constituída, tal como a antiga legião, pelos simpatizantes do partido de Estado dispostos a defender o poder.

O militante que tirou a fotografia à fotocópia afixada no SAP de Vieira do Minho actuou como militante partidário ou como cidadão? Se o tivesse feito como cidadão nunca a sua condição de militante partidário teria sido referida nem o ministro teria sido tão expedito a "resolver" o problema, os livros amarelos estão cheios de queixas sem qualquer continuidade.

Isto significa que os militantes do PS deixaram de restringir as suas actividades à política partidária, agora são vigilantes políticos que andam pelos serviços públicos para verificar se os funcionários ou as chefias estão a comportar-se com lealdade ao Governo. Mussolini tinha as camisas negras, Salazar a Legião e Sócrates reduziu o PS a força de repressão política.

Qualquer funcionário tem que ter mas cuidado, o médico pode estar a mandar aguardar pela vez um militante do PS e o funcionário das Finanças deverá pensar duas vezes antes de aplicar a coima ao cidadão que não entregou a declaração de IRS. Se em vez de um cidadão comum arrisca-se a ver o seu nome no livro amarelo e não se escapará de um processo disciplinar ou, na pior das hipóteses, de uma má classificação que a repetir-se pode custar-lhe o emprego.

Temos uma nova tropa de choque do regime só que muito mais activa do que a Legião Portuguesa nas últimas décadas do Regime. Nem a ANP foi tão longe, os senhores de então não queriam sujar as mãos.

O facto do novo responsável pelo Centro de Saúde defender a decisão do ministro, parece não ser uma indmissível intervenção política. A outra, era.

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Do Totalitarismo em Curso

Do Portugal Profundo:
Nesta hora crítica em que uns protestam contra a perseguição política dos delitos de opinião face aos teóricos e operacionais do Totalitarismo Em Curso (T.E.C.), enquanto outros guardam um ensurdecedor silêncio e outros descobrem a protectora nuance, agradeço as manifestações de solidariedade e apoio que, por diversos modos, têm sido corajosamente afirmadas nos blogues e media (mesmo secretamente...) e pessoalmente comunicadas, identificadas ou não (quando o exercício de funções públicas ou actividade privada dependente do favor da administração impede a sua assunção).
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24/06/2007

Ensino a videovigilância

Não pode passar ao lado o anúncio da instalação de videovigilância dentro das escolas – nos recintos externos (por enquanto).

Escusado será dizer que a medida torna incontornável a tomada de consciência de que as anteriores medidas para manter e recuperar a disciplina falharam mais uma vez.

E falharam porquê?

Eu gosto de explicar coisas simples com explicações simples. Parece-me um absurdo recorrer a tiradas elaboradas para explicar o óbvio, muito embora, alguns campeões do absurdo a isso possam obrigar.

Imaginemos que dois alunos, de 14 anos, desatam à porrada. Que é suposto acontecer? É suposto acontecer que qualquer funcionário ou professor que depare na cena se interponha para acabar a bulha.

Que acontece na prática? Todos evitam o risco de se encontrarem perante a necessidade de intervir, evitando zonas onde potenciais problemas possam ocorrer: professores e funcionários afastam-se dos recreios, mantêm-se em locais mais recatados ou em zonas mais sossegadas.

Caso o não consigam, assobiam para o lado.

Porquê? Porque frequentemente só é possível parar a violência usando de alguma, e isso é proibido. Os alunos sabem isso e ...

Como se consegue evitar que um aluno que insiste em pontapear tudo e todos possa ser travado sem lhe torcer um braço ou provocar alguma dor de alguma forma? Chama-se a polícia? Diz-se-lhe, simplesmente, "isso é feio"? Se o aluno for pequeno a coisa é mais fácil por razões óbvias. Mas, sendo maior, como é? Gás mostarda? Aliás, gás mostarda também já circula, aqui e ali, entre alunos.

Como forma de se armarem em gente mais papista que o Papa, há professores e funcionários que acusam colegas de usarem violência em excesso, e há conselhos directivos que encontram um nicho para exercício de poder salazarista ameaçando, mais ou menos veladamente, quem tenha tido a ousadia de fazer o que todos deveriam fazer.

Claro que a porrada se vai generalizando, sabendo-se (quem quiser saber) que até já há preocupantes sinais de tentativa de violação dentro das escolas.

...

Pois aí teremos a videovigilância.

Alguma da violência que a medida pretenderá evitar, transferir-se-á para a sala de aula. Dentro de pouco tempo haverá câmaras na aula. Aliás, pelos corredores, muitos professores dizem que gostariam de ter as aulas gravadas.

!!! E dizem, ainda, alguns inteligentes que a violência não se está a generalizar!!! Serão bons assobiadores?

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Exames

Os exames nacionais fazem parte dos disparate em que o Ministério da “Educação” trás o país mergulhado desde há bastante tempo.

Antes de 25 de Abril, havia exames para toda a gente, e exames decisivos. Nuns casos obrigatórios, noutros podia ser-se dispensado desde que as médias fossem, por exemplo, superiores a 15.

Naquela altura não havia classificação de 1 a 5 (matematicamente aberrante), ainda por cima porque não é suposto dar-se 1, apenas 2 ou mais.

Até para entrar para o liceu ou escolas técnicas eram exigidos exames. Já agora, as escolas técnicas eram aquilo a que agora, pomposamente, se chama de ensino profissionalizante.

Havia, naturalmente, queixas de que os exames seriam demasiado decisivos, mas foi assim durante muitos anos.

A matéria então leccionada era sempre a mesma, os livros duravam anos, por vezes mais que uma geração. Não havia, como não há, qualquer justificação de peso para mudar livros que ensinavam o básico do básico do básico.

A matéria era sempre a mesma, os exames mantinham, grosso modo, o mesmo coeficiente de dificuldade.

Evidentemente que a esparsos anos, um ou outro livro mudava, mais em ciências que em letras, reflectindo os avanços da ciência.

O panorama global era o descrito acima, havendo, pontualmente, excepções. Em política nada mudava, como em democracia pouca razão há para mudar.

Algures nos anos 70 as coisas complicaram-se. Acabaram-se os exames e começaram a dar-se as primeiras machadadas na sala de aula.

Não refiro aqui o período colado ao 25 de Abril porque, por razões óbvias, a confusão era absoluta. De qualquer forma, já naquela altura os demagogos de serviço gostavam de rescrever a história. Naquela altura. à volta de “amanhãs cantantes”, hoje, à volta de “politicamente correctos” desígnios.

Como não podia deixar de ser, as racha na sala de aula começaram a dar os seus frutos: ia-se aprendendo cada vez menos. Começou aí o abaixamento da fasquia que ainda não parou.

Poucos anos depois, as luminárias do Ministério da “Educação” perceberam que, entre outras coisas, os alunos tinham perdido toda e qualquer capacidade (basicamente psicológica) em abordar momentos determinantes – o caso de um exame.

Exames são coisas em que que, de vez em quando, na vida real, tropeçamos. Bons ou maus, são a única forma de aferição de saber em determinadas circunstâncias. Sendo a única forma, é irrelevante qualificar se serão bons ou maus. Há, consequentemente, que estar-se treinado a dar conta deles.

Em muitas empresas o exame é a única forma de conseguir o passo inicial, outros se seguirão. Discutir qual o mais determinante é irrelevante porque uma falha em qualquer deles representa o desemprego. Muitos chegam a trabalhar 6 meses e depois são corridos.

O caso daqueles que acabam no desemprego para evitar que passem aos quadros permanentes das empresas é outra história, aliás, consequência de uma legislação classista que pretende manter alguns privilegiados (tendencialmente incompetentes) no “emprego para a vida” à custa da vida de todos os outros.

Entretanto os exames voltaram às escolas e espera-se que voltem ainda mais.

Hoje um exame vale uma parte significativa da média final.

Suponho que a vantagem na existência de exames é, neste momento, marginal.

Aprende-se cada vez menos e os enunciados dos exames reflectem isso. Parecem apenas servir como certificado do pouco que se aprendeu, apenas certificar a uniformização, por baixo, a um nível de ensino de muito pouca exigência. Lembremo-nos dos exames de português, no 12º, por ‘cruzinha’ (eventualmente admissível na 4ª ano).

De facto os exames contribuem para familiarizar os alunos com a existência de exames ... mas é muito curto.

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Arauto



Perguntas e respostas [Mitos Climáticos].
É altura de referir que nos últimos relatórios do IPCC, datados de 2007, surpreendentemente, a avaliação das temperaturas termina em 2000. Porque será? Os últimos 6 anos são desprezáveis? Ou existem valores que não interessam divulgar?

Alterações climáticas que escapam aos media [Mitos Climáticos].

Eis algumas notícias frescas recentes:
Denver sofreu um dos Invernos mais rigorosos
Temperatura oceânica excepcionalmente fria na Califórnia
Autoestradas e automobilistas bloqueados. China soterrada pela neve
Estação de neve prometedora na Austrália com Inverno madrugador
Estas notícias foram repescadas pelo sítio francês Changement Climatique onde se podem ler outras notícias invulgares como as da África do Sul.

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18/06/2007

Das crenças

Também aqui há malta em sarilhos por causa das "crenças" [sublinhado meu].
The report concludes BBC staff must be more willing to challenge their own beliefs.

“There is a tendency to 'group think’ with too many staff inhabiting a shared space and comfort zone.”

[...] says coverage of Live 8, the 2005 anti-poverty concerts organised by rock star campaigners Bob Geldof and Bono and writer Richard Curtis, failed to properly debate the issues raised.

During the seminar a senior BBC reporter criticised the corporation for being anti-American.

“Impartiality is no excuse for insipid programming. It allows room for fair-minded, evidence-based judgements by senior journalists and documentary-makers, and for controversial, passionate and polemical arguments by contributors and writers.”

“This report is about looking forward and how we are going to face the challenges of impartiality in the modern world.”
[Via O Insurgente]
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17/06/2007

77 milhões de toneladas

Parece-me que asneirada de "educação" "centrada no aluno" anda à solta.

Referem, entre outros, os orgãos de comunicação social ...
Agência Financeira
TSF
... aproximadamente nestes termos ...

A quebra de produção de leite em Portugal está a chegar a níveis «preocupantes» e já não chega para abastecer o mercado interno.

Os resultados da última campanha (que terminou no final de Março) revelam situações preocupantes, com um défice de 77 milhões de toneladas face à quota leiteira nacional, que está equilibrada com o consumo em Portugal.
... aquilo que parece ser um disparate tremendo.

O leite terá a densidade aproximada da água.

1 litro de água pesará 1 Kg muito aproximadamente.

1 tonelada de água são 1000 litros de água.

77 milhões de toneladas de leite são 77.000.000.000 de litros de leite.

Dividindo 77.000.000.000 po 10.000.000 de portugueses, dá 7.7'00 litros por português, por ano.

Se cada português beber 1 litro de leite por dia, demorará 21 anos a consumir 7.700 litros de leite.

Segundo a notícia, esta será a quantidade de leite que cada português deixará de beber ... por ano. Será o valor do défice de produção, o tal que obrigará a importar leite.

Mas notícia refere que a produção baixou 5%. Logo, para obter a produção total teremos que multiplicar 77 milhões de toneladas por 20, (1/0.05) (0.05 corresponde a 5%), resultando em 1.540.000.000.000 de litros de leite (um bilião, quinhentos e quarenta mil milhões), o que implicaria que cada português, efectivamente, bebesse 154.200 litros de leite por dia (cento e cinquenta e quatro mil e duzentos) - bebesse 154,2 toneladas de leite por dia (cento e cinquenta e quatro toneladas e duzentos quilos de leite por dia).

É impressão minha, ou a burrice anda à solta?

O mais provável é que algum idiota tenha convertido litros directamente em toneladas (1 litro - 1 tonelada - coisa que, na cabeça do gambosino, será o peso de um pacote de leite), agravando o "caso" por um factor de 1000.

Provavelmente a tal quebra de produção será de 77 mil toneladas (o que corresponde a 7,7 litros de leite de défice por ano e por português, num consumo total, médio, de 154 litros de leite por ano e por português - pouco menos de meio litro por dia).

Talvez o Dr Strangelove a Srª DREN queira tomar conta da ocorrência e punir todos os professores de matemática e de física dos idiotas envolvidos.

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Desceu 300%

Mais um exemplo de resultados da educação "centrada no aluno" ou "centrada nos interesses do aluno".

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16/06/2007

Chapelada ao Jumento



Uma chapelada ao Jumento.

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Da clandestinidade da sociedade civil

Vasco Pulido Valente ao Público de hoje [Via A Arte da Fuga].
Andávamos nisto quando Francisco van Zeller revelou ingenuamente a razãodo mistério: o grupo de empresários insistira no anonimato, porque alguns deles dependiam do Governo e temiam "represálias". "Represálias, claro". O medo move a CIP como o último empregado do último serviço do mais miserável ministério. O santo medo do patrão que faz de Portugal este país pacífico e ordeiro que o mundo admira.

A "sociedade civil" .... é clandestina e se mexe .... clandestinamente para se proteger da cólera do Estado .... Os beneméritos da CIP, que tentaram resolver da melhor maneira um grave problema nacional e participar num debate que o próprio Presidente pediu, andam por aí de cara tapada como criminosos.
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Arauto



Da nova PIDE:

- Arguido por causa... do Dossier Sócrates
- SMS e bufaria do poder engenheireiral
[actualização]
- Aculpa nem é só dela!...
- No pequeno país dos bufos e delatores
[actualização II]
- A preocupação da Senhora Directora [No Jumento - não consigo determinar o link preciso]
Segundo o inquiridor oficial designado pela directora da DREN para apurar a verdade, só a verdade e toda a verdade da conversa privada tida pelo professor Charrua perto de um bufo portador de telemóvel com capacidade para enviar sms o arguido terá dito "estamos num país de bananas, governados por um 'f. da p.' de um primeiro-ministro".

A ser verdadeira a acusação o professor chamou f. da p. a Sócrates, afirmação cuja veracidade não poderá ter sido apurada no âmbito do processo disciplinar, e designou por bananas todos os outros portugueses, os mesmos que lhe pagam o vencimento. Mas a senhora directora ficou pouco incomodada por o professor ter chamado bananas aos portugueses, o que estimulou a sua veia justiceira foi ter ofendido a mãe do primeiro-ministro.



Se Dr Strangelove Margarida Moreira não existisse a Terra não teria eixo: trambolharia pelo espaço. Diz que batem no governo por causa dela. Pudera! Só se perdem as que caírem ao lado. Diz que foi posta ao corrente do "insulto" por SMS. Talvez ela nos possa facultar o seu nº de telemóvel para que a possamos acudir no sentido de lhe "dizermos" k é parva.

Será que a "Grande Educadora da Classe Operária" sai disto e volta a educadora de infância (só se for nas Berlengas)? Se calhar arranjar-lhe-ão um tacho como "cientista da educação", no respectivo ministério.

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15/06/2007

O 'Y' e o 'W'

Fui hoje a uma loja, algo 'técnica' procurar determinada peça. Fui atendido por uma moça, de 20 e poucos anos.

Munido de uma amostra expliquei-lhe o que queria. Não havia.

A moça sugeriu telefonar a outro departamento. Dei-lhe o modelo do equipamento: FY-100. Ela escreveu FW-100. Eu repeti FY-100 e ela acentuou o que tinha já escrito: FW-100.

- Mas escreveu um 'W', quando é um 'Y' - contrapus.
- Ah, pois. Eu confundo sempre o 'W' com o 'Y'.

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STG-LTP

Acabei de ver, na RTP2, Edmund S. Phelps referir: "short time gain, long time pain" e lembrei-me de algumas facetas deste meu outro artigo.

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14/06/2007

Aluno esfaqueou professor

As coisas não estão, paulatinamente, piorando. Pois não!
Aluno esfaqueou professor
Um aluno de Direito esfaqueou, esta quinta-feira nas instalações da Universidade do Minho, um professor, que já teve alta hospitalar. O aluno foi detido e será presente ao juiz de Instrução Criminal esta sexta-feira, podendo ainda ser expulso da universidade.
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Emigração e escravatura


José Rentes de Carvalho

Aqui fica o par de links para o programa que Portugal e outras touradas refere.
1ª parte
2ª parte
Eu (ainda) não vi esse programa.

Actualização:
Já vi o programa e, de facto, ouvindo José Rentes de Carvalho, lembrei-me dos meus gatos de 2 meses de idade a brincar com a própria cauda.

Parece que gastamos mais recursos a tentar regulamentar a nossa pobreza do que a combatê-la. E depois surpreendemo-nos que faltam recursos e que a pobreza aumenta.

Os gatos nunca comerão a própria cauda e acabarão por percebe-lo e desistir de a perseguir. E nós continuaremos a insistir na regulamentação?

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13/06/2007

Supercomputador



Blue Gene - Supercomputador IBM.

Algumas especificações:
1024 computador por bastidor (rack), a 2 CPUs.
27.6KW por bastidor
Sistema operativo: Linux
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Mortos três membros da Cruz Vermelha

Num campo de refugiados palestiniano no Líbano, dois trabalhadores da Cruz Vermelha foram mortos por militantes da Fatah Islam.

Imagine-se a peixeirada que iria pela comunicação social se tivessem sido mortos em resultado de um ataque israelita.

... entretanto ...

Em Londres, uma mulher foi executada por muçulmanos. Nem as feministas parvas nem os idiotas úteis da praxe levantaram, sequer, uma palha "contra a violência" [via Insurgente].

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12/06/2007

Cavalidades

Este tipo de absurdo faz-me lembrar alguns artolas que, à boleia de um assunto trivial, debitam as mais prosaicas cavalidades. Levando nas ventas, reclamam: "não era disso que se tratava" ou "...foi uma piada"

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11/06/2007

O gato Esteves

Vasculhando o arquivo, descobri estes:

A cruz nos exames – a cruz de todos nós
Para este ano, os idiotas do Ministério da Educação(?) deverão propor:
1 – Que todo o exame seja feito por escolha múltipla.
2 – Que uma parte do exame seja feito por carimbadela para permitir que os alunos que não saibam fazer uma cruz possam ainda responder.
Para o ano que vem vai sei mais girino ainda.


O Monstro


Educação !!!


Ah!. Cá está. Era este o artolas que procurava. O amante da religião das pás esteve cá há quase um ano para gravar qualquer coisa. Parece que vai voltar. [link corrigido]

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Caindo à volta da terra




Imagem gigante

Transmissão directa



O da direita nunca chegou a voar, perdão, chegou a ser colocado em órbita mas sem tripulantes e sem sistemas de apoio à vida. Chamava-se Buran.

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09/06/2007

Raios-bola

Muito interessante.




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Da selvejaria e da escola



O Bitaite e a razão






[Observação posterior à publicação do post:]

De qualquer forma parece-me que a anestesia foi, pelo menos em parte, administrada pelos próprios professores. Quantas manifestações ou greves foram feitas conta a barbaridade pedagógica reinante? Alguém se lembra de alguma?

E quantas as manifestações e greves por regalias monetárias ou outras?



Arauto



Extracto do discurso do Presidente da República Checa Vaclav Klaus before American Congressional Committee on Energy and Commerce em Março deste ano.
...

Veja-se quão pejados deste lixo terrorista pseudo-ambientalista "industria inimiga do ambiente, assassina do planeta" e perceba-se a lavagem ao cérebro que se tem feito aos alunos em Portugal.

Tudo politicamente correcto, inn, giro, "inclusivo".

Como este, há dezenas de outras "causas", com as quais o exército de idiotas a que se chama, globalmente, Ministério da Educação, insiste em seringar alunos.

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08/06/2007

E se o professor não deu a matéria?

E se o professor não deu a matéria?

Pergunta da Semana: "Se o professor não deu a matéria (toda), como é que os alunos vão a exame? O que é que se faz?"

Resposta do meu co-blogger Ctrl.Alt.Del.: "O professor não dá matéria, segundo o ME é um "facilitador de aprendizagens" e um "criador de situações de aprendizagem"; assim, se há matéria que o aluno não aprendeu, o problema é, obviamente, dele ;-)"

A culpa não é, obviamente, do aluno. A culpa é, obviamente, do professor que não deu a matéria.

Mas essa não era a minha questão. A minha questão é "se o professor não deu matéria, o que é que fazem os alunos?". Não podem fazer nada. Nem os que estiveram nas aulas. Eu, a esta pergunta, queria respostas, não ironias...

Sinceramente não sei. Pode um aluno ser prejudicado pela incompetência de outra pessoa? Não, certamente. Como resolver este impasse? A pergunta da Semana mantem-se.

P.S.: O professor dá matéria. É um facilitador de aprendizagens, é um criador de situações de aprendizagem, é um estimulador do pensamento, mas tem de dar matéria.

Eis um excelente exemplo dos resultados do ensino centrado no aluno:

1 – O aluno incapaz de perceber que vive em sociedade e que, por essa via, e como membro (caloiro que seja) dessa sociedade, era suposto ter tido uma quota parte da responsabilidade na sua própria aprendizagem (a maior parte do esforço, para ser mais concreto). Para ele o problema está sempre fora. O facto dele não perceber que, no processo, deveria ter tido uma quota parte de responsabilidade, demonstra que o sistema foi incapaz de lhe dizer que parte dessa responsabilidade (de aprender, custe o que lhe custar, com ou sem professor, o que tiver que ser) lhe estava sobre os ombros. Não disse, aliás, porque o sistema acha que o aluno nunca é responsável por coisa alguma porque, simplesmente, é referencial absoluto.

2 – Para ele, culpa, responsabilidade, problema, é tudo a mesma coisa, sempre dos outros – de fora.

3 – A questão que acabou de equacionar nunca é a que acabou de equacionar mas a que acabou de equacionar. Quando lhe explicam porque o que afirma é um disparate, responde sempre que nunca a explicação se encaixa no que diz afirmar. Apesar disso usa a explicação como trampolim para voltar ao disparate inicial.

4 – O egocêntrico que supõe ser o timoneiro de um mundo-ervilha. Qualquer criança é egocêntrica até perceber que é membro de uma sociedade. Este egocentrismo é suposto desaparecer, o mais tardar, ao entrar a primária. Aqui ele mantém-se. Mantém-se, e é cultivado para se manter assim. Aliás, o grande timoneiro do mundo ervilha é o centro do sistema.

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Numa palavra, alunos que reclamam dos maus resultados de uma coisa que dizem defender, sendo incapaz de perceber que essa reclamação é exactamente resultante do falhanço das “suas” ideias (que não são deles, lhes foram impingidas). Não percebem que são filhos do sistema e que pensam como ele.

São incapazes de perceber que viver em sociedade implica vantagens e desvantagens: entre as vantagens, a de se ser frequentemente ajudado pela sociedade, entre as desvantagens, a de se ser frequentemente travado por ela. Ao fim e ao cabo, são incapazes de perceber que viver em sociedade tem muito mais vantagens que desvantagens.

Todos devem fazer tudo face aos problemas deles, nunca eles pode fazer algo por si próprios. Vêem-se como produtos em prateleiras de supermercado.

Gostam que os tragam às costas, mas ou outros pesam-lhes muito.

Quando gozam das vantagens que a sociedade lhes permite, gozam de direitos inalienáveis, conquistados, adquiridos, garantidos, imutáveis, absolutos. Quando sobre eles recaem efeitos secundários, coitados: são vítimas.

Enfim. Face ao descalabro só resta dizer-lhes: desenrasquem-se (para não dizer que vão para o raio que os parta). Nunca perceberam nem perceberão que, independentemente dos erros que os outros tenham cometido sobre eles, é a eles que cabe, em primeiro lugar, dar passos para os resolver. Mas eles não percebem porquê, porque, para cada um deles, a sociedade é propriedade deles – como no mundo dos tiranos.

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Cá se fazem cá se pagam



“Cá se fazem, cá se pagam”, diz o povo.

Há tempo, num blog aqui ao lado perguntava-se se a auto-discriminação era resultante de masoquismo.

Eu respondo que não, que a maioria das vezes é resultante da penhora do futuro por benesses imediatas.

Ligado ao ensino, vejamos três casos, micro, médio e macro, que têm resultado em discriminação.

Durante o tempo da Mocidade Portuguesa, os professores eram bem considerados. Respeitados, eram tidos, na sociedade, como referência (houve, evidentemente, excepções, mas era esta a generalidade).

Depois do 25 de Abril essa respeitabilidade continuou. Quando da primeira greve de professores, lembro-me que as pessoas se interrogavam: ”se até os professores fazem greve, o caso deve ser sério”.

Passando ao lado da bagunça imediata ao 25 de Abril, anos passados começou a sentir-se o cancro das “ciências da educação”.

Os professores foram deixando de serem professores e passaram a “agentes educativos”, “facilitadores de comunicação”, “facilitadores de aprendizagem” e outras barbaridades equivalentes.

Como explicado aqui, foi-se, na verdade, escaqueirando a escola e substituindo-a por uma instituição entorpecente onde o aluno, à volta da vontade do qual tudo gira, é mantido como um fardo de palha: sem se lhe pedir mais do que ele é capaz de dar espontaneamente. Quando sair da escola e lhe forem cortados os arames não servirá de mais que de alimento a burros – carne para indústria de salários baixos e baixa qualificação.

O mundo do aluno contemporâneo é do tamanho de uma ervilha. Eles são todos “especialistas” em informática, mas a informática deles é uma bosta. A maioria sai do 12º sem ser capaz de usar espontaneamente funções de Excel – que, como apenas uma aplicação, nem sequer permite por ela que se “perceba de informática”.

Voltando ao professor, ele é responsável pelo presente estado de coisas pelo menos na medida em que nunca foi capaz de perceber que a cada novo “paradigma” aceite punha em causa a sua respeitabilidade. O professor foi abandonando rapidamente a sua costela de intelectual e foi aceitando o crachat de “facilitador” de todo o tipo de disparate. Em muitos casos pela máxima do “amanhã cantante” (logro), noutros pela cenoura salarial - ganho a curto prazo. Esta, em momentos críticos, foi usada para comprar a aceitação ao jogo, num cenário em que dominavam sindicatos globalmente controlados (democraticamente, pois claro) pelos Cro Magnons da “esquerda”. Em qualquer dos casos uma escola “mais ligada à sociedade”(?) segurava a minhoca no anzol do facilitismo, o tal que, a curto prazo, dá menos trabalho.

O tempo foi passando e os resultados são patentes: um professor é hoje uma “coisa” cuja missão, mais ou menos indefinida, passa, sabe-se lá como, por ser responsável por que os alunos sejam capazes de acabar (?) a escola e arranjar emprego bem remunerado (não necessariamente trabalho!).

Tudo deixou de andar à volta do professor, fonte de conhecimento, para passar a andar à volta do aluno, fonte de desconhecimento e palermice. O desconhecimento passou de pura burrice a fonte inesgotável de “perplexidades”, empalmadas por “manuais” em vez de livros.

De referência de sociedade o professor passou a algo a quem qualquer papá imbecil dá porrada quando a sua imbecil criança lhe diz que o professor lhe “comunicou” que não podia cagar na sala de aula (“comunicou” entre aspas, porque os professores já não falam – comunicam apenas).

Excluindo-se implicitamente, o professor (e por maioria de responsabilidade a corja de imbecis “cientistas de educação” que pululam pelo Ministério da Educação) vai formando gente inútil (futuros excluídos) que tem vindo a relegar Portugal para o grupo dos países apalermados.

Pode resumir-se a coisa dizendo que a incapacidade (até por vontade própria) em neutralizar um bando de energúmenos “cientistas de educação” colocou os professores na posição de excluídos do papel que lhes compete, responsabilizados, ainda por cima, pela não ”educação” dos bandos de inúteis que, de ano para ano e em cada vez maior número, vão sendo despejados no mercado de trabalho em empresas que terão que concorrer com países onde a sacrossanta ciência não deu ainda os mesmos “frutos”. Esta incapacidade em ombrear com as pessoas de países de economia livre, onde se aprende mais, leva o país à posição de excluído da orquestra mundial de países desenvolvidos.

Nesta bostas por onde moscas vão passando, coisas como esta são apenas mais um tentáculo do cancro.

Claro que os idiotas úteis locais culpam os países evoluídos de tudo quanto nos acontece, em especial pela nossa ignorância e ineficiência, embora seja evidente que não são esses países a ditar os “conteúdos” imbecis e imbecilizantes com que os nossos “facilitadores” vão tristemente mantendo lavado o cérebro de quem entra na escola. Pode dizer-se que as “ciências da educação” vierem dos Estados Unidos, mas é da nossa única e exclusiva responsabilidade alinhar em idiotices.

Parece, entretanto, que as mesmas ciências vão campeando, mais aqui menos ali, a generalidade da Europa. Enfim, não é por ser moda que a cretinice generalizada produz prémios Nobel – os Estados Unidos ficam com os Nobel, nós, (Portugal e Europa) com os idiotas.

Por esta via a Europa vai-se “afirmando” (de forma bastante generalizada) como uma “potência” em insipiência. A Europa já só é capaz de riscar sentença nos pseudo órgãos de informação de consumo interno: a exclusão da Europa na cena mundial é patente – há que agradar a pacóvios cuja escola lhes deixou a tripa cageira directamente ligada ao cérebro.

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A triste figura que vamos fazendo constitui a maior derrota do 25 de Abril face à máxima Salazarista: “pobrezinhos mas limpinhos”, ou, burros mas orgulhosos, com muita fé e muitas crenças.

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Música por pessoas

Aqui fica esta:

Mahavishnu Orchestra, 1973 - Birds Of Fire, One Word.


(... compare-se à zurrapa que empesta os auriculares que por aí abundam).
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A "vitória" dos pacóvios



Fazer papel de burro é prerrogativa do político europeu.

Se de esquerda, a burrice vem temperada com a mais viva estupidez. Se de direita, estúpida QB.

Angela Merkel vem congratular-se à TVs da retumbante vitória sobre os “americanos” reclamando Gerorge Bush como troféu.

Reclama a cavalheira, que George Bush se "comprometeu finalmente" (graças a ela, claro) a reduzir as (fantasmagóricas) emissões de CO2 em 50% durante os próximos ... 50 anos.

Será que a baronesa se convenceu que ninguém percebeu que a Europa acaba de enterrar Kyoto (equivalente imbecilidade).

A Europa andou uma série de anos a bramir que Kyoto seria a salvação do mundo. A bramir contra os “americanos” que era deles a culpa de todos (entre outros) os males climatéricos do mundo. Depois de tanta peixeirada, a Europa compromete-se com a solução final e perfeita: reduzir em 50% em 50 anos.

São 50 como poderiam ser 500. Significa, simplesmente, que nem uma palha será mexida nos próximos 30 anos.

A Europa trucidou todas as metas em que se comprometeu em Kyoto (nem outra coisa seria de esperar), fazendo, todo o tempo, exactamente o mesmo que os Estados Unidos fizeram: continuar a aumentar as emissões.

Face à óbvia candidatura da China como concorrente face a toda e qualquer economia, ela é ainda recordista em emissão de CO2 (ultrapassará os Estados Unidos em 2 anos). Os europeus reclamam ainda (pasme-se) a vitória de ter convencido George Bush a delegar na ONU as negociações (salvadoras do mundo, tá bom de ver) assentes nas cinzas de Kyoto.

Espera-se para ver o grau de receptividade com que os chineses, para não falar nos indianos, colaborarão com a parvoíce da senhora Merkel.

George Bush bebia cerveja e sorria. Terá pensado: estes pacóvios europeus pensam que o resto do mundo é tanso.

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No Abrupto, Pacheco Pereira escreve:

COISAS DA SÁBADO: OS MÍSSEIS RUSSOS E A EUROPA

Tenho muita curiosidade em ver que tipo de resposta vai dar a União Europeia à ameaça de Putin de tornar de novo apontar os seus mísseis para alvos europeus, isto na presunção de que alguma vez estes tivessem sido apagados da lista russa. Não me refiro à resposta retórica, aos protestos diplomáticos e verbais, mas sim às medidas concretas, às medidas de carácter militar. Não custa descobrir para onde estão apontados esses mísseis: deve haver vários para a Alemanha, Polónia, República Checa, Itália, muitos para o Reino Unido, um ou dois para França, talvez para Portugal haja um para os Açores e outro para o comando da OTAN de Cascais. O que haverá certamente é um lote especial para Bruxelas, onde está situado o Quartel-General da OTAN, localização que veio do tempo em que a Bélgica era um aliado com que se podia contar na “guerra fria”. Agora ter lá o Quartel-General é um anacronismo histórico, que já Rumsfield, com a amabilidade do trato que o caraterizava, tinha ameaçado mudar para a Polónia.

Claro que se pode sempre dizer que quem dá essa resposta militar é a OTAN, cujos mísseis devem aliás também ter ficado com os alvos soviéticos clássicos guardados na memória. Ou seja, traduzido em português corrente e não em “europês”, isso significa que mais uma vez a tronitruância anti-americana da Europa esconde que esta é protegida pela sombra termonuclear dos EUA, que, como se sabe, é um país criminoso presidido por um imbecil, que todo o europeu politicamente correcto despreza no íntimo do seu ser.
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Música por pessoas

Para ver se tempero a neura com que vou agredir, de seguida, a estupidez reinante, por aqui fica:



Mahavishnu Orchestra: 1971 - The Inner Mounting Flame.

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06/06/2007

Tudo centrado no aluno

COMO DESCONSTRUIR UMA NAÇÃO
por Patrícia Lança

Mais sobre o Reino Unido

Publicado n'O Insurgente de 27 de Fevereiro de 2007

O Primeiro Alvo
do multiiculturalismo da extrema-esquerda britânica não foi a imigração mas a classe operária indígena. Aproveitando as marcadas diferenças de classe que existiam tradicionalmente na Inglaterra, os sociólogos esquerdistas dirigiram a sua militância ao ensino básico e secundário. Na formação de professores para as escolas do Estado, a atenção principal deixou de ser a preparação na matéria a ensinar. Agora o que importava era transformar as atitudes dos candidatos a professor. Eram acusados de pertencerem a classe média e serem preconceituosos. Tinham que mudar. A sua tarefa não era de inculcar os modos da classe média nos alunos. Não deviam corrigir nem a gramática, nem o vocabulário, nem as maneiras dos alunos. Gritar e falar alto, interromper, chamar nomes, e todo o resto que o professor tradicional não tolerava, agora tornou-se aceitável. Porque, diziam os professores de Sociologia da Educação, era assim a cultura da classe operária. Tentar mudar o que os alunos aprendiam em casa constituía uma forma de repressão inadmissível numa democracia. Quanto a corrigir os hábitos ou a fala dos imigrantes das Caraíbas, nem pensar. Até era bom que os manuais escolares fossem escritos em crioulo. Esta iniciativa naufragou nas rochas da diversidade dos dialectos das várias ilhas, facto que os sociólogos só constataram mais tarde.

O fim das sanções
O mais fácil então era simplesmente desistir de ensinar inglês à esta gente difícil. Paralelamente com o laissez faire na sala de aulas, houve o total abandono da aplicação de sanções. Deixou de haver qualquer tipo de castigo. Os ingleses, antes peritos na deplorável prática de castigos corporais, deixaram simplesmente de punir mesmo os piores abusos. Quando um professor era agredido fisicamente só restava a sua expulsão. Quarenta anos da prática desta filosofia nas escolas britânicas agora deram o seu fruto. Os piores números de insucesso escolar da Europa; hooliganismo de crianças nas ruas, a tal ponto que os adultos têm medo das crianças e dos adolescentes; as cidades à noite cheias de jovens agressivos e bêbedos; e um governo desesperado a produzir novas leis que visam, em vão, ensinar respeito. As mudanças de comportamento provocadas pelas políticas delirantes da esquerda foram muitas. Entre elas dois pequenos mas desagradáveis fenómenos: a generalização dos hábitos de urinar e de cuspir na rua. Antigamente isto só acontecia, diziam os ingleses, no outro lado da Mancha. Agora são os ingleses que ficam surpreendidos com a boa educação dos continentais.



Evidentemente que estou a referir as escolas do Estado (onde leccionei durante uns dez anos e sei do que estou a falar). Os colégios particulares (chamados, com essa típica perversidade britânica, “public schools”), muitas vezes internos, beneficiaram com a degradação do ensino estatal. As elites, incluindo muitos ministros de Tony Blair, continuam a enviar os filhos para os colégios particulares. E são estes que continuam a ter maiores possibilidades de entrar no ensino superior e nas melhores universidades. É assim a ‘sociedade sem classes’ do New Labour. E foi esse o modelo de ensino que o Portugal de Abril escolheu.

A chamada filosofia de educação que inspira os educratas que impuseram esta política educativa em diversos países ocidentais, incluindo PORTUGAL, é analisada no texto IN DEFENCE OF REASON.
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