Especialista diz que professores são dos profissionais com maiores índices de stress e exposição ao risco.
11.11.2007 - 11h11 Lusa
Os professores são dos profissionais com maiores índices de stress e de exposição ao risco, muito devido à indisciplina dos alunos, que tem aumentado bastante nos últimos anos, disse João Amado, professor da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e autor de várias obras sobre indisciplina.
"A indisciplina agravou-se progressivamente. Passou-se de uma infracção simples das regras para um comportamento mais violento e conflituoso", explicou.
Francisco Meireles, professor de Educação Visual e Tecnológica, não tem dúvidas disso. Depois de 14 anos afastado do ensino a trabalhar nos serviços centrais do Ministério da Educação, o docente regressou à escola no passado ano lectivo e garante que "a surpresa não está a ser nada, nada agradável".
"A degradação instalou-se a passos largos. Os insultos generalizaram-se, há agressões e conflitos quase todas as semanas", contou o professor, de 53 anos, que lecciona na escola básica do 2º e 3º ciclos António da Costa, em Almada.
João Amado, investigador do fenómeno da indisciplina desde o início da década de 1980, garante estar disseminada a desmotivação entre os professores, afectados por uma "grande indefinição na comunidade educativa e pela generalização da própria ideia de crise".
O autor de obras como "Indisciplina e Violência na Escola - Compreender para Prevenir" aponta ainda como motivo do aumento do fenómeno "o facilitismo por parte de muitos pais, que se demitiram totalmente da sua função educativa".
"As famílias desresponsabilizaram-se muito e o facto de não existirem regras em casa é altamente perturbador e potenciador de um comportamento de incivilidade por parte de muitas crianças e jovens", explicou.
Confap aponta o dedo aos docentes
Esta ideia não é aceite por Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), que garante que "a globalidade das famílias assume as suas responsabilidades ao nível da educação dos filhos".
Ao invés, o responsável da Confap aponta o dedo aos docentes, alegando que muitos se demitem de exercer a sua autoridade junto dos alunos e que agem com grande condescendência relativamente a situações de indisciplina.
Só isso explica, na sua opinião, que uma mesma turma possa ter um comportamento impecável com um professor e ser altamente indisciplinada com outro, o que diz acontecer com frequência.
Governo não tem dados concretos sobre a indisciplina
O Ministério da Educação não dispõe de dados concretos sobre indisciplina, mas apenas sobre violência no espaço escolar, devendo o relatório referente ao passado ano lectivo ser apresentado no final deste mês.
João Sebastião, presidente do Observatório da Segurança Escolar, explicou que não é possível contabilizar os incidentes de indisciplina, não apenas porque o conceito é abrangente e difícil de definir, mas também devido à própria dimensão do problema.
"Há um milhão e 600 mil alunos nas escolas portuguesas. Se um por cento dos alunos fossem indisciplinados, seriam cerca de 16 mil ocorrências por dia. É uma dimensão gigantesca e incontável", explicou o responsável.
Certo é que há uma percepção generalizada na opinião pública sobre o aumento da indisciplina e da violência na escola, fenómenos que, muitas vezes, andam de braços dados. O próprio Procurador-Geral da República considerou recentemente, em entrevista ao semanário “Sol”, que "a situação de impunidade tem de acabar".
Pinto Monteiro vai mesmo emitir uma directiva ao Ministério Público para fazer uma recolha de dados sobre a situação, "começando pela participação de todos os ilícitos que ocorram nas escolas".
Desde o início do ano lectivo, em apenas dois meses, a linha telefónica SOSprofessor recebeu 37 participações de docentes, das quais nove de agressão física por parte de alunos e encarregados de educação e as restantes relativas a situações de indisciplina grave.
"O fenómeno da indisciplina tem tendido, efectivamente, a aumentar. O quadro de valores na relação com o professor, enquanto pessoa mais velha e figura de autoridade, tem vindo a degradar-se progressivamente", disse à Lusa João Grancho, presidente da Associação Nacional dos Professores (ANP), que lançou e gere aquela linha telefónica de apoio.
Para este responsável, o afastamento dos pais relativamente ao acompanhamento escolar dos filhos, a quebra na imagem pública da escola e o agravamento das desigualdades e tensões sociais nos últimos anos são as principais razões na origem do problema.
Para já, o Governo apostou numa alteração do Estatuto do Aluno, em vigor desde 2002, reforçando a autoridade dos docentes para combater o problema da violência e indisciplina na escola, cuja dimensão tendeu a desvalorizar.
O diploma, aprovado esta semana no Parlamento, prevê a distinção entre sanções correctivas e sancionatórias, agiliza os processos disciplinares e reforça a responsabilização dos pais.
19/11/2007
A bandalheira
No Público:
18/11/2007
17/11/2007
Arauto

Não podemos fazer nada (em O Triunfo dos Porcos).
O artigo acima lembra-me este outro: Deixa lá.
---- Actualização ----
De Olavo de Carvalho (via O Triunfo dos Porcos e respectivo leitor Luís Cardoso):
A Mentalidade Revolucionária.
Ainda a Mentalidade Revolucionária
A Inversão Revolucionária
Arrumações
Devido à falta de tempo, decidi agrupar os links a blogs em duas categorias: Lidos Diariamente e Lidos não Diariamente.
Entretanto foi criada a secção Blogs Noutras Línguas (atenção que não falo Neerlandês).
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Entretanto foi criada a secção Blogs Noutras Línguas (atenção que não falo Neerlandês).
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16/11/2007
... leva1, leva2, leva 3 ...
Já se percebeu há muito tempo que não houve cão nem gato que não tenha andado a vender o que não só não existia como nem sequer devia ter sido apontado como provável: o aeroporto da OTA.
Perante a hipotética perspectiva da construção do aeroporto naquele local, todos quanto teriam alguma forma de arrecadar algum tipo de benesse trataram de "avançar". Não deve ter havido cão nem gato político que não tenha "vendido" alguma espécie de "jeitinho" na zona da OTA. A habitual iniciativa pacóvia fez o resto: foi tornando o aeroporto numa certeza.
... com a coisa posta em causa, temem a "reclamação" do "comprador" e tratam de tentar avacalhar todas as perspectivas de alternativa.
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Perante a hipotética perspectiva da construção do aeroporto naquele local, todos quanto teriam alguma forma de arrecadar algum tipo de benesse trataram de "avançar". Não deve ter havido cão nem gato político que não tenha "vendido" alguma espécie de "jeitinho" na zona da OTA. A habitual iniciativa pacóvia fez o resto: foi tornando o aeroporto numa certeza.
... com a coisa posta em causa, temem a "reclamação" do "comprador" e tratam de tentar avacalhar todas as perspectivas de alternativa.
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11/11/2007
10/11/2007
Do verniz

Eh eh. Na cimeira Ibero-americana saltou o verniz entre Zapatero e Chavez.
Parece que Zapatero se apercebeu, finalmente, que Chavez não é boa companhia.
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Modelo Nórdico
[Via O Triunfo dos Porcos]
... aposto que foi culpa dos americanos.
Na Escola Sá da Bandeira, onde a coisa se deu, há umQuadro de Honra Quadro de Excelência.
... enfim, vão reaparecendo.
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Santarém: Aluno fez explodir bomba para batida às raposas no interior de escola secundária
08.11.2007 - 12h28 Lusa
O rebentamento de uma bomba de arremesso própria para batida às raposas na Escola Secundária Sá da Bandeira, em Santarém, deixou ontem uma funcionária em estado de choque e provocou alarme em todo o estabelecimento, disse a PSP.
Em comunicado, a PSP afirma que uma jovem de 14 anos arremessou a bomba das escadas do primeiro andar para o corredor do piso térreo cerca das 12h50 de ontem, numa altura em que decorriam aulas.
A PSP verificou que três outras bombas do mesmo género explodiram na via pública, nas imediações da escola, durante a manhã de quarta-feira, situação que se verificara igualmente na véspera, sem que ninguém comunicasse a ocorrência.
A polícia identificou três menores, de 14 e 15 anos, referindo que há um quarto menor que "terá adquirido cerca de 100 destas bombas, pelo valor de 7,50 euros, em estabelecimento e data que se desconhecem".
O comunicado acrescenta que a PSP está a realizar diligências com vista à identificação do jovem e do estabelecimento onde terá adquirido os explosivos e a providenciar a sua apreensão.
"A aquisição, posse e uso deste tipo de artefactos pirotécnicos, para fins diferentes dos legalmente consagrados, constitui contra-ordenação punível com coima", frisa o comunicado, acrescentando que a única entidade que pode autorizar a compra e uso destes explosivos é a PSP.
... aposto que foi culpa dos americanos.
Na Escola Sá da Bandeira, onde a coisa se deu, há um
... enfim, vão reaparecendo.
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09/11/2007
Cientologia matemática
Directamente da pena de Nuno Crato, via Fliscorno.

Leiam inda este: Auto-avaliação (para professores).
2007.11.11 - Actualização - Artigo completo de Nuno Crato. (Via A Perola da Net e Sorumbático)
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Leiam inda este: Auto-avaliação (para professores).
2007.11.11 - Actualização - Artigo completo de Nuno Crato. (Via A Perola da Net e Sorumbático)
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08/11/2007
A irrelevância das relevâncias
Para comemorar mensagem nº 800, aqui vai mais uma cabazada à Ministra da "Educação", cientóloga de serviço.
Escreve José António Ferreira no Abrupto:
Escreve José António Ferreira no Abrupto:
A senhora Ministra da Educação quando em 2005 justificou a necessidade de aulas de substituição, fê-lo alegando e cito de cor,que:"a Escola deve ocupar sempre os alunos do básico e do secundário para que não vão para o café,para o tabaco e pior".Ora acontece que agora em 2007, ao pretender justificar um novo Estatuto do Aluno em que se acaba com a distinção entre faltas justificadas e injustificadas , afirmou em entrevista televisiva e volto a citar de cor:"o que é relevante não são as faltas,mas sim se o aluno sabe ou não sabe"..
Desta feita parece ter deixado de se preocupar se o aluno que falta vai "para o café, para o tabaco ou pior". Então em que ficamos?!
(António José Ferreira)
05/11/2007
Militantemente burros
... em geito de rapidinha ...
Porque será?
Sem, evidentemente, retirar uma vírgul ao afirmado, um responsável suíço veio depois pedir desculpa por "terem ofendido os portugueses". Suponho que o gesto atenuou o caso. Pois claro. Os alunos vão poder continuar a ostentar orgulho em ignorância.
A esquerda Anaclética e Cro-Magnon diz que a culpa é do país de acolhimento. Balbucia uma lenga-lenga qualquer relacionada com "integração". A tal "integração" que é suposto co-existir com "diversidade".
Faz lembrar a máxima que diz que de tarde as mulheres defendem exactamente o contrário do que defendiam de manhã, com a mesma vivacidade e pelas mesmas razões.
... apenas uma variante da máxima "orgulhosamente sós".
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Porque será?
O apelo surge após o conselheiro ter tomado conhecimento de um relatório do organismo que coordena os serviços escolares na Suíça (CDIP), que revela que os alunos portugueses naquele país obtêm os resultados escolares mais baixos entre as comunidades estrangeiras e recorrem "excessivamente" a classes especializadas. (Aqui).Alguns dirão que tem a ver com a origem social. Eu digo que sim: a esse respeito os portugueses (regra geral) não dão, pura e simplesmente, qualquer valor à escola. O que surpreende é que achem injusto ganharem menos que os suíços.
Sem, evidentemente, retirar uma vírgul ao afirmado, um responsável suíço veio depois pedir desculpa por "terem ofendido os portugueses". Suponho que o gesto atenuou o caso. Pois claro. Os alunos vão poder continuar a ostentar orgulho em ignorância.
A esquerda Anaclética e Cro-Magnon diz que a culpa é do país de acolhimento. Balbucia uma lenga-lenga qualquer relacionada com "integração". A tal "integração" que é suposto co-existir com "diversidade".
Faz lembrar a máxima que diz que de tarde as mulheres defendem exactamente o contrário do que defendiam de manhã, com a mesma vivacidade e pelas mesmas razões.
Manuel Melo [conselheiro das comunidades portuguesas na Suíça] salienta que o relatório demonstra "um desconhecimento profundo" da comunidade portuguesa na Suíça, onde se destacam professores universitários, médicos, políticos, sindicalistas, bancários, quadros superiores e empresários.O problema está do destaque. Destacam-se demais: tanto quanto o cato no deserto. Para não variar, Manuel Melo (neste caso), não percebe nem o que ouve nem o que diz. Mas fala. Ou melhor, quer fazer crer que fala para suíços estando apenas a falar para o deserto: continuemos burros, mas orgulhosos.
... apenas uma variante da máxima "orgulhosamente sós".
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Ensino
Racismo politicamente correcto
Durante o último par de semanas houve burburinho à volta de alguns assuntos que eu, à medida que for conseguindo nesgas de tempo, tentarei trinchar:
1 - A história das "raças" mais inteligentes
2 - A história dos guetos explicativos do insucesso escolar
3 - A história da recusa (mais ou menos clara) de algumas escolas em aceitar alunos africanos (ou filhos de).
Indo ao primeiro caso ...
Eu não vou muito à bola em falar em assuntos relacionados com raças porque não se consegue encontrar uma definição consistente para raças humanas. Em boa verdade, cada caso é um caso - não é possível generalizar.
Mas muito embora não seja possível generalizar, há mecanismos em estatística que permitem traçar linhas gerais.
Essas linhas gerais não se referem, tanto quanto percebo, a raças no sentido estrito. Referem-se-lhes em sentido comum: aquilo a que o cidadão comum chama (quanto a mim erradamente, repito) de raças.
Não posso deixar em claro que não é difícil perceber que quem mais brande o fantasma "raça" é a esquerda e os africanos. Trata-se de uma espécie de simbiose política: a esquerda espera arregimentar "oprimidos" e os africanos porque percebem que há por ali um mecanismo por onde conseguem obter rendimento.
Vou usar o termo "pretos", exactamente para dar uma boleia à esquerda que gosta muito de se lhes referir, quando muito, como negros porque, dizem eles, preto acarreta um sentido pejorativo. Enfim, pancadas. Quanto a "brancos" a esquerda parece não se arrepiar.
Pretos são, genericamente falando, habitantes ou descendentes de africanos (habitantes do continente a que se chama África).
Segundo Darwin, que os cientologistas gostam de por em cusa, explica que as espécies se adaptam ao meio. A teoria da evolução das espécies explica a evolução de grandes quantidades de indivíduos ao longo do tempo. Outros autores pormenorizam que a evolução é conseguida graças a pequenas variações aleatórias que ocorrem de pai para filho (seja em que espécie for ou, melhor dizendo, pelo menos naquelas em que os filhos não são apenas um duplicado do pai).
As duas teorias não são contraditórias.
Não é difícil admitir que as características dos seres humanos possam variar de região para região de acordo com as necessidades ambientais que, por via de um crivo em que os menos adaptados, terão uma via mais curta.
Daí que estudos estatísticos possam determinar as características determinantes dos seres humanos que habitem cada zona.
Os estudos em causa demonstram determinada coisa do ponto de vista estatístico.
A estatística estuda tendências em enormes quantidades de dados. Aliás, se assim não fosse a estatística seria uma ferramenta inútil. Por exemplo, não é preciso usar a estatística para perceber que a maioria dos seres humanos têm pulmões e que a maioria dos peixes têm guelras.
O que espanta é a enorme quantidade de pessoas que são incapazes de abordar o assunto mantendo a conversa no domínio da estatística, reclamando de imediato que "não pode ser, porque há casos em que" ...
Já agora, e recorrendo à estatística caseira, digo que me parece que é exactamente entre a população preta que há mais racistas.
Nas escolas, o racismo em favor de uma "superioridade" preta é regularmente brandido de forma ostensivas sem que pareça daí advir qualquer mal ao mundo. Se for um branco a afirmar o inverso ... cairá o Carmo e a Trindade. ... ah, já me esquecia: se for um branco a dizer que os pretos são seres "superiores", também não há problema porque parece ser, pelo menos, politicamente correcto.
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1 - A história das "raças" mais inteligentes
2 - A história dos guetos explicativos do insucesso escolar
3 - A história da recusa (mais ou menos clara) de algumas escolas em aceitar alunos africanos (ou filhos de).
Indo ao primeiro caso ...
Eu não vou muito à bola em falar em assuntos relacionados com raças porque não se consegue encontrar uma definição consistente para raças humanas. Em boa verdade, cada caso é um caso - não é possível generalizar.
Mas muito embora não seja possível generalizar, há mecanismos em estatística que permitem traçar linhas gerais.
Essas linhas gerais não se referem, tanto quanto percebo, a raças no sentido estrito. Referem-se-lhes em sentido comum: aquilo a que o cidadão comum chama (quanto a mim erradamente, repito) de raças.
Não posso deixar em claro que não é difícil perceber que quem mais brande o fantasma "raça" é a esquerda e os africanos. Trata-se de uma espécie de simbiose política: a esquerda espera arregimentar "oprimidos" e os africanos porque percebem que há por ali um mecanismo por onde conseguem obter rendimento.
Vou usar o termo "pretos", exactamente para dar uma boleia à esquerda que gosta muito de se lhes referir, quando muito, como negros porque, dizem eles, preto acarreta um sentido pejorativo. Enfim, pancadas. Quanto a "brancos" a esquerda parece não se arrepiar.
Pretos são, genericamente falando, habitantes ou descendentes de africanos (habitantes do continente a que se chama África).
Segundo Darwin, que os cientologistas gostam de por em cusa, explica que as espécies se adaptam ao meio. A teoria da evolução das espécies explica a evolução de grandes quantidades de indivíduos ao longo do tempo. Outros autores pormenorizam que a evolução é conseguida graças a pequenas variações aleatórias que ocorrem de pai para filho (seja em que espécie for ou, melhor dizendo, pelo menos naquelas em que os filhos não são apenas um duplicado do pai).
As duas teorias não são contraditórias.
Não é difícil admitir que as características dos seres humanos possam variar de região para região de acordo com as necessidades ambientais que, por via de um crivo em que os menos adaptados, terão uma via mais curta.
Daí que estudos estatísticos possam determinar as características determinantes dos seres humanos que habitem cada zona.
Os estudos em causa demonstram determinada coisa do ponto de vista estatístico.
A estatística estuda tendências em enormes quantidades de dados. Aliás, se assim não fosse a estatística seria uma ferramenta inútil. Por exemplo, não é preciso usar a estatística para perceber que a maioria dos seres humanos têm pulmões e que a maioria dos peixes têm guelras.
O que espanta é a enorme quantidade de pessoas que são incapazes de abordar o assunto mantendo a conversa no domínio da estatística, reclamando de imediato que "não pode ser, porque há casos em que" ...
Já agora, e recorrendo à estatística caseira, digo que me parece que é exactamente entre a população preta que há mais racistas.
Nas escolas, o racismo em favor de uma "superioridade" preta é regularmente brandido de forma ostensivas sem que pareça daí advir qualquer mal ao mundo. Se for um branco a afirmar o inverso ... cairá o Carmo e a Trindade. ... ah, já me esquecia: se for um branco a dizer que os pretos são seres "superiores", também não há problema porque parece ser, pelo menos, politicamente correcto.
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31/10/2007
As "carraça" do telefone do PGR
O Procurador Geral da República (PGR) declarou ontem (citando de memória).
Ligar um televisão para produzir barulho serve para dificultar a escuta do que for dito se essa escuta estiver a ser feita por via de um microfone localizado algures na sala.
Não é por se ligar uma televisão que se evita que haja uma escuta a uma linha telefónica não encriptada. De outra forma também o interlocutor do PGR nada perceberia.
Fica-se a saber que o PGR fala do que desconhece, dando como boa a informação que recebe de quem lhe monta um telefone.
... entretanto, suponho que a coisa foi dita perante um grupo de deputados. Nenhum terá pestanejado.
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(*) Dir-se-á criptada? Cifrada? Hei de investigar.
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"Quando me foram instalar o telefone disseram-me que, pelo facto de o telefone não permitir ligações encriptadas, que se quisesse ter uma conversa sigilosa ligasse a televisão e me aproximasse dela."Uma ligação encriptada(*) serve par dificultar extraordinariamente uma escuta que possa ter lugar por via de uma "carraça" (mecânica ou electrónica) num qualquer ponto da interligação.
Ligar um televisão para produzir barulho serve para dificultar a escuta do que for dito se essa escuta estiver a ser feita por via de um microfone localizado algures na sala.
Não é por se ligar uma televisão que se evita que haja uma escuta a uma linha telefónica não encriptada. De outra forma também o interlocutor do PGR nada perceberia.
Fica-se a saber que o PGR fala do que desconhece, dando como boa a informação que recebe de quem lhe monta um telefone.
... entretanto, suponho que a coisa foi dita perante um grupo de deputados. Nenhum terá pestanejado.
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(*) Dir-se-á criptada? Cifrada? Hei de investigar.
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29/10/2007
Rankings
Anda tudo à batatada por causa dos rankings das escolas. Anda tudo à batatada porque não se está de acordo em relação ao que é "a melhor escola".
Para mim a melhor escola é a que consegue ensinar mais, tendo em atenção o nível de resistência, seja ela de que tipo for, à aprendizagem.
O problema é que isto de pouco adianta, porque, de facto, só quem atinge as metas interessa. Para o que conta verdadeiramente, a melhor escola é aquela que consegue que mais alunos atinjam as metas.
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2007.10.30 - Leitura complementar (Helena Matos).
... e uma boa achega de Gabriel Mithá Ribeiro.
... e, do mesmo, mais esta. Porque não? Só se perdem as que caem ao lado.
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Para mim a melhor escola é a que consegue ensinar mais, tendo em atenção o nível de resistência, seja ela de que tipo for, à aprendizagem.
O problema é que isto de pouco adianta, porque, de facto, só quem atinge as metas interessa. Para o que conta verdadeiramente, a melhor escola é aquela que consegue que mais alunos atinjam as metas.
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2007.10.30 - Leitura complementar (Helena Matos).
... e uma boa achega de Gabriel Mithá Ribeiro.
... e, do mesmo, mais esta. Porque não? Só se perdem as que caem ao lado.
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Coisas do mundo real
Vital Moreira parece não saber que a Terra não é plana. Não sabe que o caminho mais curto entre o Irão e os Estados Unidos se faz pelos arredores do Polo Norte.
Enfim, coisas do mundo real.
(Via Blasfémias.)
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Enfim, coisas do mundo real.
(Via Blasfémias.)
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28/10/2007
21/10/2007
Oooouuu lálá.
Isto está a aquecer.
Maçonaria, Opus Dei ... chamem os Marines.
Entretanto, Condes, Barões e afins.

Parece que na escola há impunidade. Os professores e funcionários já não se metem no assunto e as imagens das câmaras entretanto instaladas nas escolas vão passar a aterrar na PGR.
Isto faz-me lembrar aqueles que acham estranho que os suíços em geral sejam os seus próprios polícias. Em Portugal todos assobiamos para o lado e tentamos encontrar quem faça aquilo que todos deveríamos fazer.
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Maçonaria, Opus Dei ... chamem os Marines.
Entretanto, Condes, Barões e afins.

Parece que na escola há impunidade. Os professores e funcionários já não se metem no assunto e as imagens das câmaras entretanto instaladas nas escolas vão passar a aterrar na PGR.
Isto faz-me lembrar aqueles que acham estranho que os suíços em geral sejam os seus próprios polícias. Em Portugal todos assobiamos para o lado e tentamos encontrar quem faça aquilo que todos deveríamos fazer.
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A verdade oficial ...
... a verdade dos tribunais ou a verdade? (Via Blasfémeas - transcrevi para evitar que o link se viesse a partir).
O filme de Al Gore sobre o aquecimento global (Verdade Inconveniente) transformou-o no mais importante paladino dos valores ambientais. O Governo inglês pretendia exibir o filme de Al Gore em todas as escolas públicas de Inglaterra. Stewart Dimmock, membro de um conselho escolar de Dover, considerou o filme político e o caso acabou em tribunal. Um tribunal inglês analisou o carácter político e o rigor científico do filme. O juiz concluiu que o filme tem uma orientação política e contém informações pouco rigorosas que podem induzir o espectador em erro. Para chegar a esta conclusão, o juiz comparou as ideias transmitidas pelo filme (explícitas e implícitas) com o consenso expresso nos relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas). Este procedimento judicial é um reconhecimento de que o consenso é uma fonte de verdade e que o IPCC é o detentor da "verdade" oficial sobre aquecimento global. O juiz acabou por permitir a exibição do filme nas escolas, desde que fosse garantido o contraditório. Poucos dias depois desta sentença, um comité de representantes dos principais partidos noruegueses, também conhecido por Comité Nobel Norueguês, atribuiu o Prémio Nobel da Paz a Al Gore e ao IPCC..
Esta história contém algumas situações notáveis. Um governo a querer introduzir um filme de propaganda nas escolas públicas. Um documentário que pretendia levar a ciência às massas contém afinal algumas liberdades artísticas para melhor vender uma mensagem política. Um tribunal que se vê obrigado a avaliar o rigor científico de um filme de propaganda. A ciência a ser avaliada por um comité que estabelece a "verdade" oficial (o IPCC). O comité que estabelece a "verdade" oficial a receber um prémio político (Nobel da Paz), concedido por um comité político e partilhado com um político (Al Gore).
Os procedimentos seguidos pelos diferentes actores desta história para chegarem à verdade sobre o aquecimento global são incompatíveis com a tradição científica. A tradição científica valoriza a liberdade de aprender e de ensinar, a liberdade de promover teorias impopulares, a avaliação descentralizada pelos pares e a competição entre teorias contraditórias. A tradição científica rejeita a autoridade dos consensos e as "verdades" oficiais. E percebe-se porquê. O propósito da ciência é descobrir a verdade. A verdade reside na realidade externa, não reside nos comités nem nos tribunais. A descoberta da verdade tem frequentemente que passar pela refutação dos consensos do momento e constitui um desafio permanente aos poderes estabelecidos. A descoberta da verdade requer a total liberdade de ensino e de investigação. Dispensa governos que fazem propaganda nas escolas e comités que estabelecem "verdades" oficiais.
João Miranda
Investigador em biotecnologia
17/10/2007
IP maldito
... coisas do "aqueciemento global". Deve ser para evitar a fusão das calotes polares e preservar as melgas de morrerem afogadas.
As I mentioned yesterday, Malcolm Hughes and/or the University of Arizona Laboratory for Tree-Ring Research had gone to the trouble of blocking my IP address from accessing their website..
Hoje é dia de Acção
No Caldeirada de Neutrões, em 20 doces fascículos*, há ambientalismo girino giro, para todos os gostos.
É escolher, rapaziada.
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* Açúcar natural e papel reciclado (incluindo o higiénico - aditivado também com "produto" natural).
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É escolher, rapaziada.
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* Açúcar natural e papel reciclado (incluindo o higiénico - aditivado também com "produto" natural).
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16/10/2007
Fala do homem nascido

Adriano Correia de Oliveira
Venho da terra assombrada
do ventre de minha mãe
não pretendo roubar nada
nem fazer mal a ninguém
Só quero o que me é devido
por me trazerem aqui
que eu nem sequer fui ouvido
no acto de que nasci
Trago boca pra comer
e olhos pra desejar
tenho pressa de viver
que a vida é água a correr
Venho do fundo do tempo
não tenho tempo a perder
minha barca aparelhada
solta rumo ao norte
meu desejo é passaporte
para a fronteira fechada
Não há ventos que não prestem
nem marés que não convenham
nem forças que me molestem
correntes que me detenham
Quero eu e a natureza
que a natureza sou eu
e as forças da natureza
nunca ninguém as venceu
Com licença com licença
que a barca se fez ao mar
não há poder que me vença
mesmo morto hei-de passar
com licença com licença
com rumo à estrela polar
António Gedeão
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Transgredir as fronteiras: para uma hermenêutica transformativa da gravitação quântica
... de escangalhar a rir ...
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Nada do que ali escrevi, faz qualquer sentido, é um mero amontoado de palavras e frases que parodiam a retórica do Ezequiel e do Ondevaisrio.O 5 Dias é o máximo. Segundo parece, não gostaram que lhes tivessem tirado a cuequinha e apagaram a coisa.
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12/10/2007
07/10/2007
Só suor
Já percebi. Sem alunos estes gajos não teriam trabalho.
[via A Blasfémia, texto original no Sorumbático]
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[via A Blasfémia, texto original no Sorumbático]
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Carlos Pimenta e a passagem
Os paranóicos do CO2 andam para aí aos gritos porque abriu a passagem de Noroeste.
Abriu?
Não deixa de ser caricato ver Calos Pimenta na TV, num daqueles programas de propaganda eco-terrorista, a defender a necessidade das eólicas ... por causa do CO2.
Carlos Pimenta está metido até ao pescoço no negócio das eólicas.
... se fossem petrolíferas, já tinha caído o Carmo e a Trindade.
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Abriu?
Não deixa de ser caricato ver Calos Pimenta na TV, num daqueles programas de propaganda eco-terrorista, a defender a necessidade das eólicas ... por causa do CO2.
Carlos Pimenta está metido até ao pescoço no negócio das eólicas.
... se fossem petrolíferas, já tinha caído o Carmo e a Trindade.
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Kid raised by dogs
Não conhecia este caso, mas conheço outro. Não consegui encontar imagens do outro (com um rapaz).
Encontrei entretanto um link com muitos outros casos.
Aqui fica o vídeo que encontrei sobre uma moça da Sibéria.
Encontrei entretanto um link com muitos outros casos.
Aqui fica o vídeo que encontrei sobre uma moça da Sibéria.
06/10/2007
As moscas

Estimulado por este artigo no Rato de Biblioteca e respectiva troca de comentários, aqui vai.
...
Pensava eu que era claro a quem está ligado ao assunto que o desenvolvimento da criança está directamente relacionado com a estimulação a que ela é sujeita.
O raciocínio só pode ser desenvolvido de se raciocinar. O cálculo mental só pode ser estimulado de se tentar calcular mentalmente, etc.
Um dia destes vi um documentário onde isto era bem claro.
Determinada criança tinha, desde tenra idade, uma catarata numa das vistas. Nada havia de errado com o sistema nervoso relacionado com aquele lado da visão. O que o olho captava era difuso e a imagem enviada ao cérebro não o estimulava por ser incompreensível. O cérebro, paulatinamente, começou a desviar todos os recursos para a outra vista desligando as ligações neuronais (ou tornando-as inactivas).
Os médicos explicaram que era extremamente importante recuperar a visão da vista afectada e, para o efeito, removeram a catarata, explicando ainda que seria naquela altura ou nunca mais. Mesmo assim, adiantaram, nunca o sistema nervoso relacionado com a visão da criança seria igual ao de uma criança normal.
Segundo explicaram, nestes casos, mesmo que posteriormente a catarata viesse a ser removida essa vista seria, pelo cérebro, usada de forma irrelevante.
Executaram a cirurgia mas não ficaram por aí. Taparam o olho que se estava a desenvolver bem de forma a obrigar o cérebro a desenvolver também as ligações neuronais do olho então operado. A criança teria que andar com o olho saudável tapado cerca de 1 ano.
...
Dito isto, espanta-me que haja dúvidas em relação ao uso de calculadoras por crianças.
Quando uma criança usa uma calculadora não está a fazer mais que a pedir ao aparelho que calcule por meio de dispositivos electrónicos binários aquilo que a criança supostamente deveria ser capaz de fazer mentalmente.
Em boa verdade, as crianças, no 1º ciclo, poderiam também usar software para leitura de voz (voz -> escrita - já existe que permite que se dite um texto) ou software de leitura por voz (escrita -> voz). Porque não?
E plotters com caneta? Já existem há dezenas de anos. Caíram em desuso, aliás. Porque não evitar que a criança passe por esta “tortura”, ligando a plotter de canetas ao software de leitura de voz (voz -> escrita). O sucesso escolar estaria garantido.
Tudo isto pode ser feito em prole da “felicidade” da criança.
O que já há muitos anos é sabido, é que criança criada como um cão se porta irreversivelmente como canino. Criança criada como um computador, vai portar-se como quê?
O passo seguinte consistirá em fazer tudo isto sem crianças.
Enfim, a felicidade suprema acessível no livro de Stanislaw Lem “A Nave Invencível” (título português).
****
[Actualização]
Transcrevo, de seguida, a totalidade de um comentário de Joaquim Simões a um outro comentário de Alf (blog Portugal e Outras Touradas).
A aprendizagem das palavras não é da mesma natureza da dos números. A capacidade de operar com os números exige uma abstracão (básica) dupla..
Há uns quantos que o conseguem fazer desde muito cedo, da mesma forma que houve Pascal, Mozart ou Carlos Seixas. Uma coisa que é da experiência comum dos professores de filosofia é que, dos alunos que entram no 10º ano com 14 anos, raros são os que conseguem encontrar interesse na matéria e desistem, criando resistências e arrastando-a pelo ano seguinte.
Não se trata de dificuldade de compreensão, mas do próprio questionamento, que não lhes passa sequer pela cabeça, quanto mais interessar-lhes! Numa palavra: esses alunos são ainda incapazes, aos 14 anos, de encontrarem qualquer sentido de questionamento (repare que eu não disse no, mas de questionamento). Os alunos de 15 anos (dando razão a Rousseau e a Piaget quanto às fases de desenvolvimento cognitivo) já o conseguem fazer com mais ou menos dificuldade. Mas nem sequer os companheiros conseguem despertar os mais novos, que acham aquilo tudo (repito: o questionamento) incompreensível ou disparatado. Aos 15, são incapazes de perceber os temas do 11º. Não se trata unicamente de educação, mas de fases que não se pode saltar e, numa enorme medida, das características individuais. Tenho em minha casa, onde os níveis de questionamento foram mantidos, embora com uma tipologia diversificada (o chamado "ensino individualizado"), um bom exemplo disso e que me fez rever uma boa quantidade de coisas na minha forma de ver o problema. E aprendi muito, embora nem sempre de uma forma muito agradável.
A pluralidade dos seres é muito engraçada. Mas porque é que tem que haver (a pergunta não é: "porque é que há?") pluralidade? Essa é que é a pargunta, do mesmo modo que o fundamental não é apenas o "como se formam as ideias e de onde vêm elas", mas, sobretudo, "o que é conhecer?".
Bom, mas isso fica para a próxima.
Pobes lágrimas, as do crocodilo
Declaração de João Cravinho:
«Foi dos maiores choques da minha vida ver que aquela matéria (as medidas anti-corrupção) causava um profundo mal-estar, era como um corpo estranho no corpo ético do PS. Apesar de algumas dificuldades que antevia, não contava com uma atitude de absoluta incompreensão para a Natureza real do fenómeno da corrupção».Lágrimas de crocodilo?
De Morais Silva a 8 de Janeiro de 2007 às 15:03.
Eu nunca esqueci.
O general é Garcia dos Santos um homem impoluto a quem Cravinho-ministro tirou o tapete quando o general chegou aos "finalmente" no arejamento da JAE, ao tempo, povoada por rapazes preocupados em aforrar para uma velhice descansada. Foi esta a razão e mais nenhuma...
Subitamente os media "descobriram em JC" o campeão do combate à corrupção como se esta não campeie à desfilada há dezenas de anos!
Ficamos a "dever-lhe" esta tardia "carolinice". É a vida como já dizia o "sacristão".
Dos holocaustos

Sempre que se fada de nazismo fala-se do holocausto e de câmaras de gás.
Quase sempre que se fala de câmaras de gás saltita uma ladainha que pretende clarificar o nível de horror a que se chegou nas câmaras da morte. A ladainha refere mais ou menos que nunca como com o nazismo se chegou ao requinte da industrialização da morte. Nalguns casos a ladainha segue o seu percurso referindo que o caso estaria relacionado com a “mania da perfeição dos alemães”, projectando assim sobre eles uma espécie de gene perpetuador de uma espécie de canibalismo civilizacional dos tempos modernos.
Quanto a mim e ao nazismo e ao holocausto, vade retrum satanás.
O que não se espera é que a conversa da industrialização da morte constitua uma cortina de fumo para tentar esconder outros holocaustos capazes de fazer parecer o holocausto perpetrado pelos nazis numa brincadeira de crianças. Refiro-me aos holocaustos perpetrados por russos, chineses, etc.
Quando os nazis começaram a assassinar pessoas, maioritariamente judeus, não começaram de imediato pela via industrial. Começaram pela via do simples fuzilamento directamente para valas comuns: obrigavam as vítimas a abrir valas e depois fuzilavam-nas directamente dentro delas.
Rapidamente se tornou óbvio às chefias militares que esta forma de ‘fazer a coisa’ deixava marcas cujos efeitos nas tropas encarregadas das execuções seriam a prazo difíceis de controlar: os militares não gostavam de fuzilar, em particular, mulheres e crianças.
Foi face ao problema exposto que foi decidido ‘impessoalizar’ a coisa construindo câmaras de execução maciça por gases letais.
Porque só aconteceu isto na Alemanha? Porque noutros locais se estiveram sempre nas tintas para os efeitos secundários (dando de barato que pudessem ter vindo à tona).
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Aromas
Importante ler este artigo (de O Jumento) e os comentários subsequentes, em especial do Alf e do Joaquim Simões.
aqui fica um aroma:
aqui fica um aroma:
Alf:.
[..]ou fazemos uma evolução lenta e vamos mantendo o desemprego controlado, ou damos o salto e o desemprego dispara. Os Espanhóis escolheram a segunda opção e estão agora a recolher a recompensa. Não há milagres....
05/10/2007
O “ensino da democracia”
O “ensino da democracia” tem sido um dos cavalos de batalha de um conjunto de mamíferos ligados à “educação”, seres que continuam em dificuldade para perceberem porque continua a generalidade dos alunos do básico e secundário a ignorar, mais ou menos paulatinamente, os “paradigmas” relacionados com a “cidadania”.
Qualquer alma que se preze percebe que o que está em causa é o ensino dos diversos tipos de regime político que já passaram pela superfície do terceiro planeta do sistema solar (a contar do sol para os que não saibam qual a temperatura de fusão da água).
Essa educação deveria supostamente ser dada pelas famílias e pela escola. As famílias estão mais preocupadas com as cretinices televisivas, a escola com as ideias que brotam dos cientologistas da educação que por lá pululam.
Face ao descalabro aparecem, de vez em quando, artistas imbuídos de uma crença meta-estável segundo a qual o mundo deveria ser como pensam propondo que a democracia deva ser “ensinada” aos alunos pelo método seringa-turbo.
O método seringa-turbo não é mais que uma variante de publicidade em doses de multinacional pretendendo impingir um qualquer novo tipo de cueca.
Porque não ensina a escola, como matéria a saber e sem a qual se chumba, as linhas pela qual se cosem a generalidade dos regimes?
Não cabe à escola defender causas. Cabe à escola ensinar do conteúdo das causas históricas e deixar que os alunos, anos mais tarde e já equipados com o discernimento que é de esperar, escolham o que muito bem entendam e à sua inteira responsabilidade.
Mas as tais luminárias não vão muito à bola em deixar que os alunos vão pensando pelas suas cabeças, tentando impingir a seringa-turbo em alternativa à seringa televisiva.
O problema com os regimes, como dizia, anda à volta do problema dos ideologicamente desempregados. Ensina-se o salazarismo (caso caseiro) com uma dose acrescida e conveniente de veneno e sem explicar a hecatombe que o precedeu, o nazismo pela mesma bitola, a democracia como a redenção dos nossos tempos, e aborda-se também o comunismo. Mas, neste último caso, foge-se sempre a explanar a dimensão do monstro deixando por um lado a ideia de que o mais cataclísmico foi o regime nazi, por outro escondendo-se que o comunismo foi, de longe, o regime responsável por um maior número de vítimas em execuções em massa de todos os tipos, tamanhos e feitios.
O que se pretende é apenas deixar ao socialismo uma porta aberta, evidenciando entretanto, as debilidades da democracia, entre as quais campeia a “impossibilidade de ser instituída pelo uso da força” (coisa que aconteceu em Portugal em 1974).
Entre outras debilidades apontadas figuram o florescimento de multinacionais, do capital descontrolado, do capitalismo “gerador de diferenças” mesmo que este tenha tirado e continue a tirar da fome dezenas de milhão de seres humanos.
A ‘mensagem’ é tentada fazer passar de várias formas: textos para análise não necessariamente sobre o seu sentido em disciplinas de línguas, ataques às linhas mestras da democracia e capitalismo em variadas disciplinas e de diversas formas, promoção de eventos ‘alternativos’ cujo conteúdo pinga um misto de anti-americanismo disfarçado em anti-imperialismo, propaganda “contra as guerras”, contra os “interesses das grandes corporações” sempre com um molho a condizer empestado em aquecimento global, protecção da natureza, “substancias naturais”, invariavelmente tentando rachar as petrolíferas mas esquecendo invariavelmente que elas produzem combustíveis não exactamente para uso próprio, etc, sem deixar passar em branco que a “Europa”, como os cientologistas da educação em coito com os eurocratas, será a solução para todos os males do mundo.
Enquadram-se neste cenário pejado de “ideais”, “utopias”, “amanhãs que cantam”, coisas como esta.
Seringa por seringa e com tanta cretinice à solta, continua a ser mais provável que a televisão seja a melhor.
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Qualquer alma que se preze percebe que o que está em causa é o ensino dos diversos tipos de regime político que já passaram pela superfície do terceiro planeta do sistema solar (a contar do sol para os que não saibam qual a temperatura de fusão da água).
Essa educação deveria supostamente ser dada pelas famílias e pela escola. As famílias estão mais preocupadas com as cretinices televisivas, a escola com as ideias que brotam dos cientologistas da educação que por lá pululam.
Face ao descalabro aparecem, de vez em quando, artistas imbuídos de uma crença meta-estável segundo a qual o mundo deveria ser como pensam propondo que a democracia deva ser “ensinada” aos alunos pelo método seringa-turbo.
O método seringa-turbo não é mais que uma variante de publicidade em doses de multinacional pretendendo impingir um qualquer novo tipo de cueca.
Porque não ensina a escola, como matéria a saber e sem a qual se chumba, as linhas pela qual se cosem a generalidade dos regimes?
Não cabe à escola defender causas. Cabe à escola ensinar do conteúdo das causas históricas e deixar que os alunos, anos mais tarde e já equipados com o discernimento que é de esperar, escolham o que muito bem entendam e à sua inteira responsabilidade.
Mas as tais luminárias não vão muito à bola em deixar que os alunos vão pensando pelas suas cabeças, tentando impingir a seringa-turbo em alternativa à seringa televisiva.
O problema com os regimes, como dizia, anda à volta do problema dos ideologicamente desempregados. Ensina-se o salazarismo (caso caseiro) com uma dose acrescida e conveniente de veneno e sem explicar a hecatombe que o precedeu, o nazismo pela mesma bitola, a democracia como a redenção dos nossos tempos, e aborda-se também o comunismo. Mas, neste último caso, foge-se sempre a explanar a dimensão do monstro deixando por um lado a ideia de que o mais cataclísmico foi o regime nazi, por outro escondendo-se que o comunismo foi, de longe, o regime responsável por um maior número de vítimas em execuções em massa de todos os tipos, tamanhos e feitios.
O que se pretende é apenas deixar ao socialismo uma porta aberta, evidenciando entretanto, as debilidades da democracia, entre as quais campeia a “impossibilidade de ser instituída pelo uso da força” (coisa que aconteceu em Portugal em 1974).
Entre outras debilidades apontadas figuram o florescimento de multinacionais, do capital descontrolado, do capitalismo “gerador de diferenças” mesmo que este tenha tirado e continue a tirar da fome dezenas de milhão de seres humanos.
A ‘mensagem’ é tentada fazer passar de várias formas: textos para análise não necessariamente sobre o seu sentido em disciplinas de línguas, ataques às linhas mestras da democracia e capitalismo em variadas disciplinas e de diversas formas, promoção de eventos ‘alternativos’ cujo conteúdo pinga um misto de anti-americanismo disfarçado em anti-imperialismo, propaganda “contra as guerras”, contra os “interesses das grandes corporações” sempre com um molho a condizer empestado em aquecimento global, protecção da natureza, “substancias naturais”, invariavelmente tentando rachar as petrolíferas mas esquecendo invariavelmente que elas produzem combustíveis não exactamente para uso próprio, etc, sem deixar passar em branco que a “Europa”, como os cientologistas da educação em coito com os eurocratas, será a solução para todos os males do mundo.
Enquadram-se neste cenário pejado de “ideais”, “utopias”, “amanhãs que cantam”, coisas como esta.
Seringa por seringa e com tanta cretinice à solta, continua a ser mais provável que a televisão seja a melhor.
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O direito a aprender apenas metade
Não tive tempo para cascar na devida altura. No site de Nuno Crato voltei entretanto a encontrar esta entrevista de Rita Bastos, Presidente da Associação de Professores de Matemática a Maria João Caetano do Diário de Notícias.
Em que ficamos? Havia ou não uma questão de opção pessoal?
Graus de exigência consoante os alunos: uns são filhos da mãe, outros são filhos da puta. Está mesmo a ver-se: alunos de zonas “difíceis” são filhos que têm o direito a aprender apenas metade.
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Ficou surpreendida com os resultados dos exames de Matemática do 9º ano?É espantoso que “sem nenhum motivo” para esperar que determinada coisa pudesse acontecer, se fique espantada apenas de “certa maneira”.
De certa maneira, sim. Nós estamos habituados a ter resultados negativos a Matemática, mas não tínhamos nenhum motivo para achar que este ano iriam ser piores que no ano passado.
Que explicações encontra para este resultado?Espantoso seria que houvesse uma só explicação e especialmente se ela estivesse directamente relacionada connosco.
É difícil encontrar uma só explicação.
Alguns alunos consideraram os testes difíceis. Também já ouvi queixas sobre os critérios de avaliação, que penalizavam muito as respostas erradas.Penalizariam muito, penalizariam pouco? Estará Rita Bastos habituada a valorizar o erro?
Há colegas que dizem que muitos alunos desistiram dos exames mesmo antes de os realizar, o que é típico desta idade: convenceram-se que vão ter má nota e não investem tanto quanto poderiam.Teria talvez feito mais sentido se tivesse dito “deveriam” e não “poderiam”. Mas essa coisa do dever é hoje tabu. Uma herança salazarista.
Isso acontece muitas com aqueles que geralmente têm boas notas noutras disciplinas. Encontram uma dificuldade na Matemática e preferem não a encarar porque têm medo do insucesso. É mais fácil dizer: não fiz melhor porque não quis, não me esforcei.Pondo Rita Bastos posteriormente em causa o real domínio dos alunos da matéria de outras disciplinas, não se percebe como se usa esse dúbio resultado como referência no resultado próprio.
Mas isto não é uma novidade em Portugal. Todos os anos há exames e todos os anos as notas são más.... há mais burros no mundo: suprema felicidade.
Não aconteceu só em Portugal.
É verdade que Portugal está mal classificado internacionalmente, mas é uma tendência geral e há países muito piores. E aconteceu com a Matemática porque é a disciplina em que há exames. Se calhar, se houvesse exames de Inglês ou de Física e Química no 9º ano, os resultados também seriam maus. A Matemática é uma disciplina sobrevalorizada socialmente, é a disciplina que serve para classificar os alunos.Como dizia, fica-se agora a saber que as disciplinas em que os alunos eram bons, (explicando a opção por outra coisa que não o estudo de Matemática) são disciplinas em que os alunos não serão afinal bons. Parecerão apenas bons.
Em que ficamos? Havia ou não uma questão de opção pessoal?
Como se toda a gente tivesse que gostar de ser um óptimo aluno.Cá está o tabu salazarista. Ninguém tem que gostar de ser bom aluno, mas todos devem ser bons alunos, gostem ou não.
E há que ter em conta que o que um aluno faz num exame nem sempre corresponde àquilo de que ele é capaz.Pois não. Pode corresponder a mais ou a menos. Será de admitir que os alunos seriam ainda piores do que se ficou a saber?
Mas os problemas não são só os exames, os maus resultados em Matemática são comuns. Porquê?Todas as disciplinas exigem conhecimento acumulado. Numas há forma de contornar o problema, noutras não.
Há vários motivos. Por um lado é uma disciplina que exige conhecimentos acumulados.
Uma pessoa que não saiba a tabuada tem mais dificuldade em fazer exercícios mais complexos.O que fica por explicar é a razão pela qual quem não sabe a tabuada acaba numa aula em que a deveria saber.
E os professores têm que tentar dar a volta a isso, motivar alunos com uma história de insucesso não é fácil.Pois não. Especialmente quando se diz : “Como se toda a gente tivesse que gostar de ser um óptimo aluno”.
Depois é uma ciência muito abstracta, [...]A Matemática é abstracta ou Rita Bastos gosta de dizer que é abstracta?
[...] que não lida directamente com os interesses dos alunos, [...]Cá estamos a dizer amen ao interesse dos alunos, a fazer rodar o mundo à volta do interesse dos alunos. O interesse dos alunos, naquela idade, vale tanto como um caracol esborrachado. Rita Bastos ainda não percebeu isso.
[...] o que talvez dificulte o ensino.Fica-se a saber que para Rita Bastos o que dificulta o ensino de Matemática é o facto de ela não constar na lista de “interesses dos alunos” e não o estúpido endeusamento desse interesse.
Mas, mais uma vez, não me parece que a Matemática seja muito diferente das outras disciplinas.Tão depressa é diferente como não é. Varia, conforme o parágrafo.
O facto de ser uma disciplina constantemente sujeita a exames e ao escrutínio social causa uma pressão enorme nos professores e dificulta o ensino.Rita Bastos perdeu uma excelente oportunidade para reivindicar o alargamento da pressão e do escrutínio social às outras disciplinas. Prefere camuflar o mau resultado em Matemática na combustão das restantes disciplinas.
Está a dizer que ensinar Matemática é mais difícil porque há exames?Pois é. Há que fazer o que é suposto fazer-se: que chatice.
Claro. O professore tem que fazer um esforço para cumprir as normas, para dar o programa, para preparar os alunos para uma prova específica.
Um professor de História, por exemplo, pode testar estratégias de ensino diferentes e pode, até, ter graus de exigência diferentes para os alunos. Não estou a falar e ser pior professor mas de personalizar o ensino. É impossível fazer isso quando se tem 28 alunos numa turma e todos eles têm de fazer o mesmo exame. Aliás, é impossível ter um ensino inovador com turmas de 28 alunos.É espantoso que haja professores que pensam isto em relação a alunos do 9º ano.
Graus de exigência consoante os alunos: uns são filhos da mãe, outros são filhos da puta. Está mesmo a ver-se: alunos de zonas “difíceis” são filhos que têm o direito a aprender apenas metade.
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Fon

Esta-se aqui a passar algo de interessante.
Comprei em tempos um router para este efeito, mas acabai por converte-lo para um router normal por manifesta falta de utilidade em relação à sua inicial razão de existir.
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02/10/2007
Dos 50%
Não tenho muita pachorra para coisas dos interstícios partidários, mas não posso deixar de zurzir em Luís Filipe Menezes.
O iluminado revelou hoje que poderá perfeitamente coadunar a sua actividade de presidente de câmara com a de boss da oposição.
Sendo difícil de acreditar que ser leader do PSD tome menos que 4 horas por dia, percebe-se que ser presidente de câmara não justifica mais que uma ocupação de outras 4 horas por dia.
Sendo assim há que reclamar de Menezes a devolução de 50% de todos os salários que auferiu enquanto presidente de câmara.
Que esteve ele a fazer na câmara todo este tempo? A jogar matraquilhos?
A não ser assim, tudo indica que estaremos perante um novo fenómeno.
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O iluminado revelou hoje que poderá perfeitamente coadunar a sua actividade de presidente de câmara com a de boss da oposição.
Sendo difícil de acreditar que ser leader do PSD tome menos que 4 horas por dia, percebe-se que ser presidente de câmara não justifica mais que uma ocupação de outras 4 horas por dia.
Sendo assim há que reclamar de Menezes a devolução de 50% de todos os salários que auferiu enquanto presidente de câmara.
Que esteve ele a fazer na câmara todo este tempo? A jogar matraquilhos?
A não ser assim, tudo indica que estaremos perante um novo fenómeno.
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PSD, a vitória de Cavaco Silva
No Jumento, via Portugal e Outras Touradas.
... e ainda PSD: o óbvio próximo repasto de Paulo Portas (digo eu).
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... e ainda PSD: o óbvio próximo repasto de Paulo Portas (digo eu).
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De totalitarismo em totalitarismo
Vale a pena ler ainda (entre outros) estes dois artigos de Pacheco Pereira:
ORNITHORHYNCHUS PARADOXUS 8: UM CLIMA DE INTOLERÂNCIA.
ORNITHORHYNCHUS PARADOXUS 10: UM VELHO PROBLEMA (ESCRITO EM 1998)
Dos "corações"
Escreve Pacheco Pereira:
Se a senhora que raptou uma "menina" num hospital e que foi descoberta um ano depois, tivesse mais dois ou três anos de convívio com a criança, passaria a ser "mãe do coração"? E que diriam os pedopsiquiatras, esta nova categoria jurídico-mediática?.
30/09/2007
Sai um embuste para a mesa do canto
Pois:
Imagine-se a metamorfose que os "manuais escolares" vão sofrer para se "adaptarem" a este novoembuste amanhã que canta ...
Depois digam que os putos e a realidade não se entendem e que a coisa se resolve com mais uns quantos computadores e quadros inter-activos.
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[...]
O segundo aspecto, o de definir, por inclusão e exclusão, a "cultura europeia", é mais complicado e mexe em muito mais do que a economia. Tornar "europeia" a cultura das nações da Europa é uma tarefa difícil de levar a cabo, não muito diferente da de fazer um manual de "história europeia" que sirva de norma educativa nas escolas da Europa, também desejado pelos eurocratas.
[...]
Imagine-se a metamorfose que os "manuais escolares" vão sofrer para se "adaptarem" a este novo
Depois digam que os putos e a realidade não se entendem e que a coisa se resolve com mais uns quantos computadores e quadros inter-activos.
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29/09/2007
Empreendorismo
Há alunos a comprar portáteis para vender. Em que condições, vou investigar. Mas que os portáteis mudam de mãos, mudam.
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Coisas do multilateralismo
O Brasil queria ter assento no Conselho de Segurança, na ONU.
Não teve, mas teve neste Conselho de Sábios. Sabidões.
Está aqui tudo explicadinho.
Via A Origem das Espécies.
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Não teve, mas teve neste Conselho de Sábios. Sabidões.
Está aqui tudo explicadinho.
Via A Origem das Espécies.
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Sem sublinhados
Este texto, (recolhido no blog Portugal e outras Touradas, via De Rerum Natura, via comentário da Abobrinha a um post de Ludwig Kripphal, no Que Treta! - [não atinei com os restantes links]) sabe-me a alface sem tempero.
De facto de há muitos anos que me habituei a morfar muita coisa com pouco ou nenhum tempero, mas a alface, como o café e o açúcar, continua a desafiar-me. Sem azeite e vinagre não a trago. Algum gene malvado me martela o miolo quando o tento fazer. Quanto ao sal, passo bem sem ele.
...
As duas seguintes frazes terão exactamente o mesmo significado, mas a segunda é proscrita pelos cientologistas da educação.
1 - O professor ensina o aluno.
2 - O aluno aprende o que o professor ensina.
Em boa verdade também a palavra 'ensinar' é proscrita pelos cientólogos. Preferem educar. Em boa verdade sem conseguirem ensinar nunca educarão, mas como cientologistas que são nunca perceberão a diferença. Coisas de tólogo.
Para os cientologistas o aluno é apenas uma mercadoria à volta da qual tudo gira. Como quem fabrica pneus, alcatifa ou corta-unhas de qualidade que permitam que melhor se retirem macacos do nariz. O 'produto' é a coisa à volta da qual tudo gira.
Na "educação" o aluno é a mercadoria à volta da qual tudo gira. Anos a fio "centraram" a educação "nos interesses do aluno" e/ou "no aluno". Nunca o fizeram em função do aluno como pessoa, apenas como mercadoria.
Os cientologistas invocam a "educação para a cidadania" como prova de que pensam no aluno como pessoa e cidadão, mas apenas pelo vector de cidadania pelo qual os cientologistas a entendem. Tudo o que vá por fora da invocada seta se torna "susceptível" do aríete da "mudança de mentalidade".
Vai daí que os problemas do ensino passem sempre pelos métodos, pelos "conteúdos dos manuais" (nunca pela matéria contida nos livros), pelos processos de avaliação, pelos critérios de avaliação, etc, etc, enfim, tudo feito na melhor intenção face a educação centrada na mercadoria: o aluno.
Em tudo isto está implícito que que os cientologistas encaram o aluno como uma mercadoria, algo sem vontade própria. Em todo este drama o aluno é a mercadoria cuja inaceitação pelo mercado só pode ser fruto do mau processo de produção.
Os cientologistas não sabem, mas no mundo real os alunos pensam e reagem em função do ambiente no qual andam, e a pintura do ambiente tem, por todo o lado, grafitis dizendo: o aluno é rei e senhor, é vitima de um sistema perverso que não prepara para a vida e, como vítima, o aluno tem toda a autoridade para se vitimizar e exigir aquilo a que tem direito: viver feliz independentemente de quem seja (se habitar uma zona "difícil" tanto melhor) e/ou do que saiba.
O solipsismo em que nadam os cientologistas da educação não lhes permite, sequer por excepção e em bom português, encostar os alunos à parede, ou, em português assim assim, entregá-los à sua própria responsabilidade.
No mundo real, aquele em que quem não trabalha não come, a única ferramenta capaz de convencer os renitentes a aprenderem são as leis do próprio mundo real.
No mundo real quem não faz o que se espera dele sofre as consequências. No mundo da "educação", quem sofre as consequências da forma como o aluno se conduz (para não dizer deambula) pela escola é o professor, a escola, os "conteúdos", a sociedade, mas nunca o aluno, mercadoria intocável.
Para os cientologistas da educação o aluno não tem vontade e a que terá só poderá ser resultante dos paradigmas gerados pela máquina produtiva e que é suposto perceberem: os alunos são sempre vítimas, vítimas, vítimas. Os alunos são sempre vítimas, mas nunca são vítimas da cientologia em causa porque essa é inspirada no paradigma da 'melhor intenção do mundo'.
Com ou sem paradigmas, façam eles ou não sentido, enquanto não se chumbar (reter, dirão os ciento-palermoides) quem não aprende (parem de falar em educação), está-se condenado a rever os processos, os "conteúdos", etc, etc.
No mundo real quem não trabalha não come. Na escola real, quem não aprender não pode passar (transitar, chamam-lhe os idiotas). Sejam poucos ou muitos.
Ah, já me esquecia. A ser assim, que papel é reservado aos cientologistas da educação? O papel higiénico.
...
PS. Não falei no papel da família porque os cientologistas acham que a sua existência é um incómodo. Algo que atrapalha. Na melhor das hipóteses algo susceptível de uma mudança de mentalidades usando, como arma de arremesso, o produto educado.
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De facto de há muitos anos que me habituei a morfar muita coisa com pouco ou nenhum tempero, mas a alface, como o café e o açúcar, continua a desafiar-me. Sem azeite e vinagre não a trago. Algum gene malvado me martela o miolo quando o tento fazer. Quanto ao sal, passo bem sem ele.
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As duas seguintes frazes terão exactamente o mesmo significado, mas a segunda é proscrita pelos cientologistas da educação.
1 - O professor ensina o aluno.
2 - O aluno aprende o que o professor ensina.
Em boa verdade também a palavra 'ensinar' é proscrita pelos cientólogos. Preferem educar. Em boa verdade sem conseguirem ensinar nunca educarão, mas como cientologistas que são nunca perceberão a diferença. Coisas de tólogo.
Para os cientologistas o aluno é apenas uma mercadoria à volta da qual tudo gira. Como quem fabrica pneus, alcatifa ou corta-unhas de qualidade que permitam que melhor se retirem macacos do nariz. O 'produto' é a coisa à volta da qual tudo gira.
Na "educação" o aluno é a mercadoria à volta da qual tudo gira. Anos a fio "centraram" a educação "nos interesses do aluno" e/ou "no aluno". Nunca o fizeram em função do aluno como pessoa, apenas como mercadoria.
Os cientologistas invocam a "educação para a cidadania" como prova de que pensam no aluno como pessoa e cidadão, mas apenas pelo vector de cidadania pelo qual os cientologistas a entendem. Tudo o que vá por fora da invocada seta se torna "susceptível" do aríete da "mudança de mentalidade".
Vai daí que os problemas do ensino passem sempre pelos métodos, pelos "conteúdos dos manuais" (nunca pela matéria contida nos livros), pelos processos de avaliação, pelos critérios de avaliação, etc, etc, enfim, tudo feito na melhor intenção face a educação centrada na mercadoria: o aluno.
Em tudo isto está implícito que que os cientologistas encaram o aluno como uma mercadoria, algo sem vontade própria. Em todo este drama o aluno é a mercadoria cuja inaceitação pelo mercado só pode ser fruto do mau processo de produção.
Os cientologistas não sabem, mas no mundo real os alunos pensam e reagem em função do ambiente no qual andam, e a pintura do ambiente tem, por todo o lado, grafitis dizendo: o aluno é rei e senhor, é vitima de um sistema perverso que não prepara para a vida e, como vítima, o aluno tem toda a autoridade para se vitimizar e exigir aquilo a que tem direito: viver feliz independentemente de quem seja (se habitar uma zona "difícil" tanto melhor) e/ou do que saiba.
O solipsismo em que nadam os cientologistas da educação não lhes permite, sequer por excepção e em bom português, encostar os alunos à parede, ou, em português assim assim, entregá-los à sua própria responsabilidade.
No mundo real, aquele em que quem não trabalha não come, a única ferramenta capaz de convencer os renitentes a aprenderem são as leis do próprio mundo real.
No mundo real quem não faz o que se espera dele sofre as consequências. No mundo da "educação", quem sofre as consequências da forma como o aluno se conduz (para não dizer deambula) pela escola é o professor, a escola, os "conteúdos", a sociedade, mas nunca o aluno, mercadoria intocável.
Para os cientologistas da educação o aluno não tem vontade e a que terá só poderá ser resultante dos paradigmas gerados pela máquina produtiva e que é suposto perceberem: os alunos são sempre vítimas, vítimas, vítimas. Os alunos são sempre vítimas, mas nunca são vítimas da cientologia em causa porque essa é inspirada no paradigma da 'melhor intenção do mundo'.
Com ou sem paradigmas, façam eles ou não sentido, enquanto não se chumbar (reter, dirão os ciento-palermoides) quem não aprende (parem de falar em educação), está-se condenado a rever os processos, os "conteúdos", etc, etc.
No mundo real quem não trabalha não come. Na escola real, quem não aprender não pode passar (transitar, chamam-lhe os idiotas). Sejam poucos ou muitos.
Ah, já me esquecia. A ser assim, que papel é reservado aos cientologistas da educação? O papel higiénico.
...
PS. Não falei no papel da família porque os cientologistas acham que a sua existência é um incómodo. Algo que atrapalha. Na melhor das hipóteses algo susceptível de uma mudança de mentalidades usando, como arma de arremesso, o produto educado.
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28/09/2007
As mentalidades e as minhocas
Escreve Helena Matos no Blasfémias:
[...].
Dirão que são detalhes mas estes são os detalhes que infernizam a vida das pessoas cujos filhos frequentam as escolas públicas. Esta escola quotidianamente autista vê-se pouco. O dia-a-dia não faz notícias mas devia fazer pois é nessa rotina que acontecem os maiores problemas. Por exemplo, alguém sabe o que foi feito da TLEBS? Oficialmente a última vez que se falou sobre esta terminologia linguística foi numa portaria datada de 18 de Abril em que se anunciava que a TLEBS entrava em revisão científica. Até quando? E até quando a ministra vai continuar em silêncio sobre este assunto que afectou milhares de estudantes e professores?
Mas podemos continuar na lista das dúvidas. Por exemplo, podemos tentar entender esse concurso de charadas que é o programa de História e Geografia dos 5º e 6 anos ou interrogarmo-nos sobre o conteúdo de disciplinas como Área de Projecto, Estudo Acompanhado e Formação Cívica. A carga horária destas disciplinas é cada vez maior. A primeira delas, Área de Projecto, é uma fraude. A segunda, Estudo Acompanhado, pelo menos permite que, às vezes, os TPC’s sejam feitos na escola. Para o fim deixo a Formação Cívica. Esta disciplina proporcionou um dos momentos mais insólitos do presente ano lectivo e político. Esse momento aconteceu quando o ministro da Administração Interna, Rui Pereira (e repito que foi o ministro da Administração Interna e não da Educação) explicou que a disciplina de Formação Cívica era muito importante para a "a mudança de mentalidades e a construção de um Portugal melhor". Cabe perguntar quem disse ao ministro da Administração Interna que as famílias devem mudar as suas mentalidades em função do proselitismo do MAI?
Domesticamente a minha experiência da dita Formação Cívica começa pelo preenchimento de fichas e mais fichas sobre o agregado familiar. Escreve-se o mesmo que no acto da matrícula mas é um clássico. Cumprido este ritual entra-se na maravilhosa idade de ouro da unificação europeia ou esmiuça-se o comportamento da turma com vista à almejada “mudança de mentalidades”. Com tudo isto as mentalidades vão andando. A escola é que vai de mal a pior.
27/09/2007
Pedro Santana Lopes fez algo bem feito
Pedro Santana Lopes fez, não necessariamente a primeira coisa de jeito na vida, mas a primeira dos últimos tempos.
Tendo sido interrompida a entrevista que estava a dar um canal local para que a estação pudesse transmitir a chegada de um pacóvio futebolista, deu a coisa por terminada e deu de frosques, deixando o canal e a jornalista de olhos esbogalhados (de boga).
Muito bem.
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Tendo sido interrompida a entrevista que estava a dar um canal local para que a estação pudesse transmitir a chegada de um pacóvio futebolista, deu a coisa por terminada e deu de frosques, deixando o canal e a jornalista de olhos esbogalhados (de boga).
Muito bem.
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Fenómeno: Santana Lopes,
Jornalismo(?)
26/09/2007
Sai uma palermice para o cliente ao fundo do balcão
Todo e qualquer jornalista devia fazer um estágio na mercearia mais próxima para aprender a fazer contas.
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22/09/2007
CO2, pum pum pum, CO2, pum pum pum.
Abreviando pormenores, estando por acaso numa organização que produzia muito lixo em papel, perguntei a um funcionário da Câmara de Lisboa se seria possível dispor-se de diferentes recipientes de forma a que se pudesse separar o lixo em tipos (que a câmara recolheria já separados, evidentemente).
O fulano respondeu que não, que isso estava a acabar porque tinha havido um nível muito grande de contaminação nas separações que as pessoas faziam.
Perguntei-lhe pormenores e ele explicou que apesar das pessoas separarem lixo, havia ainda muitas misturas, o que tornava inútil toda a operação.
A coisa soou-me mal mas não pensei muito mais no assunto.
Meses depois fico a saber que a generalidade do lixo citadino é queimado na Valorsul (nem imagino a qualtidade de CO2 assim produzido), numa operação quem em termos de novilingua se chama "valorização energética". Mas fico a saber mais. Fico a saber que a Valorsul tem tido cada vez mais dificuldade em queimar o lixo porque a combustão tende a não se conseguir manter a ela própra por falta, na mistura, ... de papel e cartão!
E fico ainda a saber mais. Fico a saber que para resolver o problema a Valorsul, empresa estatal (mesmo que pelas intrincadas teias de aranha da legislação), pondera resolver o problema adicionando combustíveis fosseis à mistura a incinerar, mesmo que, para o efeito, o contribuinte tenha que vir a pagar uma taxa(*) ...
Moral?
Chateia-se toda a gente para separar papel sendo evidente que, para evitar libertação de CO2, o papel deveria ser enterrado o mais fundo possível. O lixo deixa de arder por falta de papel e queima-se combustível fóssil para resolver o problema.
Confuso? Não perca as cenas dos próximos episódios.
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(*) Imposto
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O fulano respondeu que não, que isso estava a acabar porque tinha havido um nível muito grande de contaminação nas separações que as pessoas faziam.
Perguntei-lhe pormenores e ele explicou que apesar das pessoas separarem lixo, havia ainda muitas misturas, o que tornava inútil toda a operação.
A coisa soou-me mal mas não pensei muito mais no assunto.
Meses depois fico a saber que a generalidade do lixo citadino é queimado na Valorsul (nem imagino a qualtidade de CO2 assim produzido), numa operação quem em termos de novilingua se chama "valorização energética". Mas fico a saber mais. Fico a saber que a Valorsul tem tido cada vez mais dificuldade em queimar o lixo porque a combustão tende a não se conseguir manter a ela própra por falta, na mistura, ... de papel e cartão!
E fico ainda a saber mais. Fico a saber que para resolver o problema a Valorsul, empresa estatal (mesmo que pelas intrincadas teias de aranha da legislação), pondera resolver o problema adicionando combustíveis fosseis à mistura a incinerar, mesmo que, para o efeito, o contribuinte tenha que vir a pagar uma taxa(*) ...
Moral?
Chateia-se toda a gente para separar papel sendo evidente que, para evitar libertação de CO2, o papel deveria ser enterrado o mais fundo possível. O lixo deixa de arder por falta de papel e queima-se combustível fóssil para resolver o problema.
Confuso? Não perca as cenas dos próximos episódios.
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(*) Imposto
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A ciência na fé e a fé na ciência.
Ler Feynman torna isto muito claro.
Dizia ele que a diferença entre a ciência da pré história e a de hoje varia apenas na distância a que o seu horizonte se encontra.
Claro que a máxima na mão dos "cientistas da educação"(*) faz com que até as galinha tenham dentes e os animais, se não comerem, só sobrevivam empalhados.
Via Portugal e outras Touradas.
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Talvez faça até sentido chamar-lhes cientologistas da educação.
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Dizia ele que a diferença entre a ciência da pré história e a de hoje varia apenas na distância a que o seu horizonte se encontra.
Claro que a máxima na mão dos "cientistas da educação"(*) faz com que até as galinha tenham dentes e os animais, se não comerem, só sobrevivam empalhados.
Via Portugal e outras Touradas.
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Talvez faça até sentido chamar-lhes cientologistas da educação.
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21/09/2007
Estupidificação colectiva
Um dos meus filhos foi chamado à atenção pela professora da filha por que a catraia dele saberia demais. "É um problema porque dificulta a gestão da turma", dizia.
Ele mostrou-se surpreso por ser entendido, pela professora, como um "problema", que uma aluna sua soubesse "demais", e aproveitou para tentar saber se ela chamava também habitualmente a atenção dos pais dos putos mais broncos de que a aselhice dos seus pimpolhos travava o desenvolvimento dos restantes.
A gaguez a rubrez dela pareceram explicar o resto.
A gaguez foi responsabilidade da professora e do ministério. Da professora porque nunca lhe teria passado pela cabeça que tudo quilo era uma palermice, do ministério porque a imbecilização faz parte da sua política "educativa". O rubro, espero eu, teria sido resultante da percepção, pela professora, de que estava ali a fazer papel de grande dinamizadora de um processo de estupidificação colectiva. Mas não estou muito certo disso. Se calhar por ter sido a primeira vez que aprendeu, de facto, alguma coisa.
Pelo exposto percebe-se que a professora preenche todos os requisitos para ser eleita delegada sindical. Bem tijoladinha a coisa, poderá mesmo vir a ser assessora de educação num gabinete ministerial.
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Ele mostrou-se surpreso por ser entendido, pela professora, como um "problema", que uma aluna sua soubesse "demais", e aproveitou para tentar saber se ela chamava também habitualmente a atenção dos pais dos putos mais broncos de que a aselhice dos seus pimpolhos travava o desenvolvimento dos restantes.
A gaguez a rubrez dela pareceram explicar o resto.
A gaguez foi responsabilidade da professora e do ministério. Da professora porque nunca lhe teria passado pela cabeça que tudo quilo era uma palermice, do ministério porque a imbecilização faz parte da sua política "educativa". O rubro, espero eu, teria sido resultante da percepção, pela professora, de que estava ali a fazer papel de grande dinamizadora de um processo de estupidificação colectiva. Mas não estou muito certo disso. Se calhar por ter sido a primeira vez que aprendeu, de facto, alguma coisa.
Pelo exposto percebe-se que a professora preenche todos os requisitos para ser eleita delegada sindical. Bem tijoladinha a coisa, poderá mesmo vir a ser assessora de educação num gabinete ministerial.
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19/09/2007
O calor e o fim do mundo em cuecas
Aqui está mais uma colecção de belas imagens mostrando a mestria com que foram escolhidos locais de recolha de dados de temperatura. Os dados recolhidos nos locais referenciados têm sido usados na determinação da temperatura da atmosfera do planeta.
Não há dúvida: o aquecimento global está por todo o lado.
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Não há dúvida: o aquecimento global está por todo o lado.
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18/09/2007
15/09/2007
Estudar é obsoleto

A Ministra da "Educação", Maria de Lurdes Rodrigues, veio ontem "apelar" aos professores da primária para não chumbarem os pimpolhos (quando houver link ...).
Clarificou, mais uma vez, para os alunos que quiseram ouvir (e que se apressarão a espalhar a boa nova) que é desnecessário estudarem. Talvez seja até obsoleto.
Se não tiverem boas notas a culpa é dos professores que não se esforçaram suficientemente.
Com portáteis, quadros interactivos e outras palermices quejando, se nada aprenderem podem ter a certeza que a culpa é do equipamento.
... a minha mãe não pára de rir.
...
À guisa de nota de rodapé, esclarecem-se os leitores estrangeiros que nas escolas portuguesas, com nas do resto do mundo, é suposto que sejam os alunos a aprender e os professores a ensinar, pelo que, aqui como no resto do mundo, é ao aluno que é suposto caber a grande maioria de esforço.
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A palermice dos 150

Embora com atraso, não posso deixar de chamar a atenção para a palermice dos "computadores 150 euros".
A coisa é bem explicada nos blogs Educação Cor-de-rosa e Fliscorno.
Enfim, o governo como balcão de vendas das telecoms.
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13/09/2007
... "é mais para falar com os amigos"
Portáteis para os rebentos.
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"eu já tinha um computador fixo, mas um portátil é melhor. Dá para ir para a cama e ficar um bocado na net antes de adormecer. Para trabalhar é melhor o fixo, este é mais para falar com os amigos" (in Sapo)Via Incontinentes Verbais.
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08/09/2007
Da avestruz III

Há uns tempos alguém me chamou a atenção que muitos problemas em física têm vindo a apontar para cenários mais e mais aparvalhados.
Foram-me referidas (de memória) casos em que:
- Um helicóptero voaria a 300 Km de altura
- Um fardo de palha pesaria 500 gramas.
Faz sentido levar-se um aluno a resolver um problema cujo desfecho desemboca nos cenários acima?
Isto poderá ser mais um sinal explicativo do aparente alheamento com que, mais e mais professores vivem a realidade.
Ainda há uns meses, num blog aqui ao lado deparei com esta. Como chegàmos aqui? Como é possível que se acredite em tudo, em particular sendo-se professor? Chiça!
Fé? Ensino básico capaz de levar a acreditar em gambozinos de tal forma que nem um professor se consegue divorciar do conceito? Ver-se-á demasiada televisão e acreditar-se-á que ela espelha a realidade?
Será que se aceita que tudo pode ser verdade desde que se acredite sem pestanejar?
... e que "educação" receberão os alunos caso os especimens em causa consigam uma turma?
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Da avestruz II
De Rerum Nostra explica, num par de parágrafos, de onde vem a crise de trabalho em que um batatal de professores se encontra.
Mas, então, acredita-se, anos a fio, numa galinha de ovos de ouro pensando que será eterna? E os directamente interessados não reparam que a coisa se parece com uma corrida ao ouro?
Se estivéssemos a falar de profissões pouco qualificadas ainda se percebia que magotes de gente podia ter sido enganada. Mas, os professores?
Imagine-se que um engenheiro projecta um helicóptero que, construído, não sobe, e que, perante o fracasso, iria reclamar junto de uma qualquer academia de ciências, invocando que não teria qualquer responsabilidade no assunto porque alguém se teria esquecido de lhe chamar a atenção para a existência da força de gravidade ... e portanto exigiria o lugar a que teria direito ...
É impressão minha ou a reivindicação em causa é um atestado de estupidez aos próprios?
... ainda só não se reclamou que professor queima as pestanas.
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[...]O que ele escreve é verdade, mas continua a espantar-me e lembra-me a história da D. Branca.
E é aqui que as universidades clássicas cometem um gravíssimo erro histórico. Achando que a formação de professores não era assunto nobre, nem científico, (quando justamente a investigação educacional entrava em força e criava em todo o Mundo uma grande dinâmica) deixaram-na à mercê de quem a quisesse apanhar. Desde logo, centros de formação integrada, em algumas universidades recém fundadas, que, é claro, aproveitaram para se afirmar no quadro universitário nacional, depois, as escolas superiores de educação, que proliferaram por todo o País muito antes de terem recursos de qualidade em número suficiente, e pior ainda, muitas instituições particulares, centros de formação de toda a ordem, que correram atrás do negócio com o brio profissional que nos caracteriza. Ou seja, durante décadas, formaram-se, a correr, levas de professores, que iriam entupir o sistema e que o Ministério não foi capaz de planear e controlar.
Em suma, degradou-se a profissão docente, prejudicou-se a qualidade do ensino, meteu-se no sistema muito incompetente por inflação de classificações que são regra nas instituições menos qualificadas, e impede-se agora a profissionalização a muitos que poderiam dar bons professores, mas que estão impossibilitados pelo entupimento do sistema. Em suma, uma série de erros em cadeia onde falta de planeamento e de visão, oportunismo, presunção, razões de baixa política, pura ganância e amadorismo se misturaram para prejudicar o País num grau incalculável.
Mas, então, acredita-se, anos a fio, numa galinha de ovos de ouro pensando que será eterna? E os directamente interessados não reparam que a coisa se parece com uma corrida ao ouro?
Se estivéssemos a falar de profissões pouco qualificadas ainda se percebia que magotes de gente podia ter sido enganada. Mas, os professores?
Imagine-se que um engenheiro projecta um helicóptero que, construído, não sobe, e que, perante o fracasso, iria reclamar junto de uma qualquer academia de ciências, invocando que não teria qualquer responsabilidade no assunto porque alguém se teria esquecido de lhe chamar a atenção para a existência da força de gravidade ... e portanto exigiria o lugar a que teria direito ...
É impressão minha ou a reivindicação em causa é um atestado de estupidez aos próprios?
... ainda só não se reclamou que professor queima as pestanas.
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Da avestruz
No Jumento, Raimundo Amorim deixou um comentário ao meu artigo anterior, nestes termos:
Caro Jumento... a minha resposta:
Achei o seu post delicioso e com uma enorme capacidade crítica de "olhar" para o que verdadeiramente se passa na Educação. Temos de facto professores a mais e ministra a menos e a forma desprestigiante como esta tem tratado aqueles leva a que alguns (cada vez menos) ressabiados façam analises do tipo daquelas que fez range-o-dente.
Como já alguém disse se na actual confusão em que vive o nosso sistema de ensino os professores de Geografia ensinassem cartografia aos pombos-correio estes não conseguiriam chegar ao seu destino. E a culpa não seria dos professores. Nem sempre aquilo que parece é.
Raimundo Amorim.
"leva a que alguns (cada vez menos) ressabiados fa çam analises do tipo daquelas que fez range-o-dente."
Sabe, caro Raimundo, as pessoas podem ser convencidas, não necessariamente vencidas. Mas a realidade não pode ser convencida, apenas vencida.
Os professores têm sistematicamente tentado convencer a realidade. Debitam prosas convencidos que a realidade se verga a elas.
Depois, tendo desgostos, continuam ainda a insistir que são educadores.
Indo ainda mais directo ao assunto, pode dizer-se: se são incapazes de compreender o mundo que lhes diz respeito, porque carga de água hão de ser vistos como autoridade para ensinar a outros o que é o mundo?
Há professores a mais e inteligência a menos
Acicatado pelo António (chapelada), aqui fica mais uma autópsia.
Se o prestígio não se reivindica, conquista-se, muito menos se renega tomando posições desprestigiantes, e querendo, em simultâneo, manter o prestígio via reivindicação classista.
Parece até que os médicos tiveram sucesso à custa dos professores.
... tse, tse, tse.
O estado poderia ter previsto tudo e mais alguma coisa, os jovens ficaram em segundo lugar no acesso à inteligência obtida pelas ratazanas.
... e depois saíram ... “educadores”.
Pretende-se agora sacudir a água do capote e escamotear que os professores venderam a sua dignidade a proventos salariais relativos face a amanhãs-que-cantam que redundaram numa taxa de “sucesso escolar” miserável cuja qualidade nem vale a pena abordar: coisas do mundo do eduquês.
Não é por acaso que se lhe chama “sucesso escolar” e não sucesso educativo: mais uma sacudidela de capote.
Coisas que acontecem quando os iguais apoiam implicitamente a retirada de tapete, de que padecem os mais iguais.
... não tendo aprendido a bem, terão que aprender a mal. ... coisas que a “educação” deles bem podia ter evitado, não fosse dado o caso de ter sido, desde há 20 anos, capitaneada por “cientistas em educação”.
... engenhêros.
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Quando a ministra da Educação diz que a oferta de professores é maior do que a procura tem razão, mas a forma como aborda este problema é menos própria e revela uma falta de consideração pelos professores que é inaceitável num responsável pela educação. A ministra fala dos professores como se fosse o encarregado de uma obra pública a dizer aos serventes de pedreiro que procurem outra obra, porque para a semana já não há trabalho.Este parágrafo resume bem o filme O Triunfo dos Porcos. Somos todos iguais, mas uns são mais iguais que os outros. O ajudante de pedreiro pode ser despedido, ser enviado às urtigas, passar fome, que, não pertencendo à casta dos professores, nada poderá, por alí, ser apontado como inaceitável.
É evidente que o número de alunos e mesmo de escolas diminui, que as funções não educativas das escolas, como é o caso da sua gestão, tenderá a não ser desempenhadas por professores. É também evidente que a melhoria do ensino pode colidir com hábitos e mesmo direitos concedidos no passado.“Direitos concedidos no passado” ... resvalando, implicitamente para direitos inalienáveis. “Pode colidir” ... mas a força que “põe em causa” não deve prevalecer ...
Mas isso não implica que se crie na sociedade a ideia de que os professores são uns malandros, sem professores prestigiados e socialmente considerados nenhuma reforma do ensino será bem sucedida.Pois não implica, a não ser que o prestígio seja abalado por posições de defesa de casta, claramente o caso presente.
Só que não se entende que o primeiro-ministro ande com o porta-bagagens do carro cheio de portáteis para distribuir pelos bem sucedidos das Novas Oportunidades e que a ministra da Educação revele tanto desprezo por milhares de professores que são vítimas da redução do número de vagas no ensino. Que se saiba foi o Estado que criou os cursos, que estimulou a formação de professores, ninguém chegou a professor com um curso de fachada pago com dinheiros do Fundo Social Europeu.... o Estado criou e os tais de “professores”, pertensamente gente com algo entre as orelhas, que se comporta como as ratazanas: morde o isco. Fica-se a saber que o “professor”, cujo percurso formativo foi isento de processos de fachada, chegou ao fim da ladeira sem perceber que estava a ser “vítima” de um isco, como se nunca o tivesse alimentado a coisa conscientemente. Perdão, antes de ferrar o dente, a ratazana é mais cautelosa.
O mínimo que se esperava era que a ministra e o próprio primeiro-ministro abordassem este problema com alguma preocupação, com a mesma preocupação que por vezes se assiste quando fecha uma fábrica. Não basta dizer-lhes para irem ao centro de emprego mais próximo onde ainda por cima estão a ser maltratados. Ao terem optado por ser professores alguns destes profissionais dedicaram os melhores anos da sua vida à preparação, optaram por aquela que consideraram ser a sua vocação, desprezaram outras oportunidades profissionais.... e não se percebe que a merda que tem saído das organizações sindicais dos professores resultou no facto de já ninguém ter pachorra para aturar reivindicações de casta? Reclamam-se agora os poucos direitos de quem, sempre tendo aguentado sem estrebuchar, se encontra numa encruzilhada difícil. Serão os “professores” os únicos legítimos detentores do direito a estrebuchar?
Se o prestígio não se reivindica, conquista-se, muito menos se renega tomando posições desprestigiantes, e querendo, em simultâneo, manter o prestígio via reivindicação classista.
O que teria sucedido ao sistema de ensino se há dez ou quinze anos os jovens não tivessem optado pela carreira de professor prevendo que estes seriam excedentários? Agora estaríamos a contratar professores brasileiros ou mesmo galegos, foi isso que sucedeu com os profissionais da saúde onde o numerus clausus criou uma situação simétrica à do ensino, onde a oferta de profissionais é menor do que a procura. O Estado poderia e deveria ter previsto esta situação mas por incompetência, cinismo ou mesmo oportunismo das universidades nada fez, milhares de jovens deram o melhor nos seus estudos para agora estarem num beco sem saída.Depreende-se que à data “em que os jovens” optaram pela carreira de professor, não houvesse organizações sindicais compostas por adultos. Coitados. Todos jovens, embarcaram numa trapaça de governantes. Aborrecem-se agora perante o sucesso de outra casta, a dos médicos que, em devido tempo, trataram de “garantir” o seu futuro fazendo exactamente o contrário daquilo que fizeram os professores.
Parece até que os médicos tiveram sucesso à custa dos professores.
... tse, tse, tse.
O estado poderia ter previsto tudo e mais alguma coisa, os jovens ficaram em segundo lugar no acesso à inteligência obtida pelas ratazanas.
... e depois saíram ... “educadores”.
A ministra da Educação deveria compreender que há uma grande diferença entre uma responsável pela educação e um qualquer encarregado responsável por contratar serventes para uma obra pública. Deveria compreender mas pelos vistos não compreende ou a sua má formação leva-a a pensar que quanto pior tratar os professores mais fará passar a ideia de que é a grande reformadora do ensino. Reduzir o problema da redução dos alunos a uma consequência da natalidade é oportunismo, a ministra sabe (ou será que sabe mesmo?) que um dos problemas do ensino em Portugal é a reduzida escolaridade dos portugueses.Serventes e professores não são, de facto, a mesma coisa. Se os professores se comportassem como serventes já seria um passo em frente. Um dos problemas do ensino em Portugal reside na reduzida inteligência demonstrada pelo comportamento dos professores. O normal seria usarem da inteligência que, descobrem agora, os ajudantes de pedreiro também têm.
Se é verdade que a tendência é para que haja menos alunos, daí podendo resultar um excedente de professores, também é verdade que a ministra deveria questionar-se porque há professores a menos, não fazendo passar a ideia de que tudo resulta do défice de libido dos portugueses. A verdade é que ao mesmo tempo que a ministra explica que há menos crianças os dados do Eurostat a percentagem de jovens que saíram precocemente da escola e cujo nível de estudos não ultrapassa o 9º ano de escolaridade subiu de 38,6%, em 2005, para 39,2%. Isto é, uma parte dos professores que ficou no desemprego foi vítima da incapacidade de a ministra para adoptar políticas que reduzam o abandono escolar. Esta taxa vergonhosa é mais do dobro da média europeia.A ministra nunca poderá questionar-se porque haverá professores a menos no exacto momento em que há professores a mais. A matemática invocada fundamente o primeiro lugar obtido pelas ratazanas. Fica-se a “saber” que os portugueses fornicam QB mas que os rebentos abandonam a escola. Tá bem.
Pretende-se agora sacudir a água do capote e escamotear que os professores venderam a sua dignidade a proventos salariais relativos face a amanhãs-que-cantam que redundaram numa taxa de “sucesso escolar” miserável cuja qualidade nem vale a pena abordar: coisas do mundo do eduquês.
Não é por acaso que se lhe chama “sucesso escolar” e não sucesso educativo: mais uma sacudidela de capote.
Em vez de dissertar sobre as curvas da oferta e da procura do mercado de trabalho dos professores a ministra deveria explicar porque motivo o Governo foi incapaz de cumprir comas metas que estabeleceu para o abandono escolar (30% até 2008 e para 25% até 2010) e para a percentagem de jovens com o ensino secundário (65% até 2010). A verdade é que muitos dos que pensaram poder continuar a ser professores acreditando nas metas do governo estão agora no desemprego a ouvir a ministra dizer-lhes que a culpa foi do aumento do consumo de preservativos há dez anos atrás.... o professor como espantalho. Nada tem a ver como ele, a não ser no caso de nem conseguir ser, de facto, professor.
Todavia, é um facto que a inversão das tendências da natalidade e a contínua formação de professores resulta-se num desajustamento entre a oferta e a procura de docentes e que mesmo que se adoptem algumas medidas paliativas e se combata o abandono escolar o problema persista. É necessário abordar o problema com uma sensibilidade que a ministra, mais empenhada em resolver o défice público do que os problemas do ensino, não evidenciou.... como se não se tivesse mantido a engrenagem bem oleada e bem alimentada na expectativa de continuar a aumentar o número de “professores” pela via da redução do número de alunos por turma. Como se a generalidade dos professores não tivesse alinhado na aceitação de matéria aberrante, de “paradigmas” aparvalhados e não tivesse alinhado na transformação do aluno indisciplinado em aluno “hiper-activo”.
Se a ministra quer fazer uma abordagem primária do mercado de trabalho dos professores afirmando que há um excesso da procura, então também terá que concluir que há um défice na procura pela qual ela própria é responsável. Temos, portanto, professores a mais e ministra a menos.Palermices como esta, “gira”, apenas afundam ainda mais o residual prestígio dos professores face ao mundo real, no qual os professores “se vêm”, agora, forçados a viver!
Coisas que acontecem quando os iguais apoiam implicitamente a retirada de tapete, de que padecem os mais iguais.
... não tendo aprendido a bem, terão que aprender a mal. ... coisas que a “educação” deles bem podia ter evitado, não fosse dado o caso de ter sido, desde há 20 anos, capitaneada por “cientistas em educação”.
... engenhêros.
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07/09/2007
Jobs for the boys
Relacionadas com a posta anterior, eis um caso apalermado, secundado aqui e devidamente dissecado aqui.
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06/09/2007
Abandalhemos rumo ao lucro
Um dia destes ouvi um dirigente sindical de um sindicato de professores verberar contra a não colocação de um batatal de docentes (precisarei logo que a memória mo permita).
O homem referiu que a indisciplina raiava e que turmas mais pequenas ajudaria a resolver dois problemas: o da indisciplina dos alunos e da não colocação dos professores.
A mim a coisa soou-me a um apelo a mais um reforço do desleixo à manutenção da disciplina por forma a tornar inevitável a medida proposta.
... jobs for the boys.
... se calhar e coisa que já vem de longe. Uns, mais palermas, dirão que sim. Outros menos palermas, dirão também que sim. Os não alinhados serão chamados de Velhos do Restelo ou "negacionistas" face ao que "toda a gente sabe".
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O homem referiu que a indisciplina raiava e que turmas mais pequenas ajudaria a resolver dois problemas: o da indisciplina dos alunos e da não colocação dos professores.
A mim a coisa soou-me a um apelo a mais um reforço do desleixo à manutenção da disciplina por forma a tornar inevitável a medida proposta.
... jobs for the boys.
... se calhar e coisa que já vem de longe. Uns, mais palermas, dirão que sim. Outros menos palermas, dirão também que sim. Os não alinhados serão chamados de Velhos do Restelo ou "negacionistas" face ao que "toda a gente sabe".
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25/08/2007
De Miguel Portas e do Bloco de Esquerda
Escalpelizemos o texto de contrição de Miguel Portas.
No caso, o Bloco de Esquerda afasta-se “daquele jovens” como quem corta um membro atacado de cancro. Os jovens em causa foram tão palermoides que destruíram a cultura de um pequeno agricultor, e o Bloco apresou-se a abandoná-los à sua sorte.
A idiotia culmina com uma justificação tão palerma quanto o ataque ao milho: os 600 quilómetros. ... como se houvesse uma barreira, por exemplo aos 500, que inviabilizasse a organização da coisa, uma espécie de muro que pretendesse camuflar a responsabilidade do Bloco. Enfim, um problema de indigestão de muros a que o bloco não consegue fazer face.
“De rosto destapado”. Tá bem. Lembremo-nos dos SMS.
Que bramaria Miguel Portas caso um dos tais 2/3 de agricultores, depois de assinar a declaração mudasse de ideias e começasse a cultivar milho transgénico? Chamaria cabeça rapada ao agricultor e gritaria pela intervenção exemplar da GNR?
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Ontem mesmo, Jaime Silva, ministro da agricultura, acusou o BE de "incentivar aqueles jovens" e insinuava que este partido teria estado por trás da acção na herdade da Lameira. O bloco não tem nada, rigorosamente nada, a ver com os acontecimentos ou o movimento que lhe esteve na origem. Nem os seus jovens, que no dia dos acontecimentos se encontravam acampados... mas a 600 quilómetros de distância.O Bloco de Esquerda faz sua bandeira o ataque à produção de alimentos por via de plantas transgénicas, em particular junto dos jovens.
No caso, o Bloco de Esquerda afasta-se “daquele jovens” como quem corta um membro atacado de cancro. Os jovens em causa foram tão palermoides que destruíram a cultura de um pequeno agricultor, e o Bloco apresou-se a abandoná-los à sua sorte.
A idiotia culmina com uma justificação tão palerma quanto o ataque ao milho: os 600 quilómetros. ... como se houvesse uma barreira, por exemplo aos 500, que inviabilizasse a organização da coisa, uma espécie de muro que pretendesse camuflar a responsabilidade do Bloco. Enfim, um problema de indigestão de muros a que o bloco não consegue fazer face.
O único elemento sobre o qual se funda esta inadmissível extrapolação por parte do ministro é o facto de eu, há três dias, ter expresso "simpatia com o gesto".“Único elemento”, escreve Miguel Portas. Depois vem dizer que se travava de uma opinião pessoal.
Escrevi o que escrevi a título estritamente pessoal, e no blog Sem Muros reconheço que errei (quem desejar que o consulte). Mas, mesmo que assim não tivesse sido, é no mínimo estapafúrdio associar uma manifestação de simpatia à posteriori com uma "conspiração antecipada". Não é só estapafúrdio. Um ministro não pode acusar ou insinuar sem provas.“Estapafúrdio”. Tá bem.
O Bloco desenvolve as suas acções às claras e de rosto destapado. Pode concordar-se ou não com elas. Mas quando age, envolve os seus próprios dirigentes. Não ficam na retaguarda.
“De rosto destapado”. Tá bem. Lembremo-nos dos SMS.
As raízes da iraTalvez porque os “miudos” sejam betinhos, vândalos, terroristas, drogados, e de desocupados a comunas. Surpreende-me, apesar de tudo, que tenham conseguido não se enganar e não tenham demolido uma cultura de girassóis. Aposto que se pretendessem destruir qualquer coisa relacionada com a criação intensiva de porcos, rachariam as copas de uma enorme quantidade de oliveiras.
Não posso deixar de me referir ao modo como os "miúdos" têm sido tratados: de betinhos a vândalos, de terroristas a drogados e de desocupados a comunas, tudo vale e continua a valer.
Sou de um tempo onde, tantas vezes à falta de melhores argumentos, se resolviam diferendos nas esquerdas com epítetos relativos à origem de classe ou ao modo de vestir e viver.E, 30 anos depois, apoia quem destrui o modo de vida de quem é estranho à “classe” de onde ele declara ser oriundo, e de quem veste e vive de forma diferente.
Assisti agora, 30 anos depois, a essa ressurreição e não gostei do que vi. Muitos dos actuais liberais bem pensantes também não deviam gostar. Por todas as razões e porque também eles, em tempos idos, apanharam com esse enxoval de "acusações".Lágrimas de crocodilo.
Na sublevação dos indignados a pedra de toque é a questão da propriedade que está em causa que dá o tom. Todos os fantasmas saltaram de imediato.Os fantasmas que andaram à solta foram zombies destruidores de culturas.
Esta mesma indignação jamais veria a luz do dia se o caso fosse o de um despedimento, ou o de um pai de um "betinho" fugindo ao fisco. Ou mesmo o de um betinho em bolsa, limpando pequenas poupanças em operações legais, envolvendo montantes bem maiores do que 3900 euros.Essa “indignação” (nos moldes que deram origem ao caso presente) são especialidade de Miguel Portas e do Bloco de Esquerda, por acções capazes de permitir levar a bom termo o que dizem repudiar.
Classifiquei este delírio como uma "tempestade num copo de água". Na realidade é bem mais do que isso. É instinto de classe e espírito de guerra.Sim. Quem trabalha sabe o que lhe custa.
O abuso dos qualificativos é particularmente grave quando chega a conceitos como o de "terrorismo". Em entrevista à SIC notícias, Rui Pereira, ministro da administração interna, não hesitou em qualificar o acto de "eco-terrorismo soft". O ministro devia saber que quando se perde o sentido das proporções, se acordam consequências escondidas: a de banalizarmos, isso sim criminosamente, o valor das palavras.Pena é que o Bloco e Miguel Portas não se tenham apressado a indemnizar o agricultor. Dessa forma amaciaria os efeitos do disparate que, até lá, continua como eco-terrorismo. O ministro acobardou-se.
Uma portaria do absurdoParece razoável ao Bloco e a Miguel Portas porque lhe cheira a “democracia directa”. Para ele, quem deve decidir sobre determinada matéria é quem sobre ela nada percebe.
Discutiu-se mais o que aconteceu do que o problema para que quis chamar a atenção. Mas a quantos, com argumentos bem razoáveis, invocaram o problema do Estado de Direito, vale a pena contar uma pequena história. Em 2003, o decreto-lei 72 regulou as condições em que poderia ocorrer o cultivo de transgénicos. Nele se incluía um anexo relativo à necessidade de defender as pessoas das inalações de pólen e um fundo de compensação para possíveis perdas de agricultores de milho híbrido. Na lei seguinte, de 21 de Setembro de 2005, misteriosamente, as "minudências" caem. Em troca, cria-se a figura "zonas livres" do cultivo de transgénicos, cuja regulamentação é diferida para uma portaria que sairia em Dezembro do ano passado.
Que nos diz a portaria? Que a fixação de zonas livres é fixada pelas assembleias municipais. Parece razoável, muito bem até.
Ou seja, a interdição de cultivo passaria a ser uma competência local, decidida pelo parlamento local. Mas a portaria também diz como acabar com a prerrogativa: impõe que dois terços dos agricultores assinem uma declaração prévia nesse sentido - um processo burocrático, tudo menos ingénuo - e , logo a seguir, que a decisão pode ser invalidada pela simples vontade de um agricultor se dedicar aos transgénicos. É um completo absurdo. De que adianta a maioria democraticamente eleita decidir (no Algarve foi por unanimidade), se um só - e foi o caso - invoca a sua vontade e direito, e com esse gesto, anula a decisão?O Miguel Portas supõe que as pessoas são tontas como ele parece quer parecer.
Que bramaria Miguel Portas caso um dos tais 2/3 de agricultores, depois de assinar a declaração mudasse de ideias e começasse a cultivar milho transgénico? Chamaria cabeça rapada ao agricultor e gritaria pela intervenção exemplar da GNR?
O essencial e o acessórioMiguel Portas e o Bloco de Eaquerda não gosta do mundo dos dilemas. Eles preferem o mundo dos”amanhãs que cantam”. Ou o mundo é perfeito ou eles estão contra. Uma forma de estarem contra tudo o que é palpável e a favor do impossível.
Cada um se agarra ao que lhe parece essencial. Para o bloco, o essencial é a resposta á questão: "transgénicos no prato"? Como bem sublinha Nuno Pacheco, em editorial do Público saído hoje, "há mais dúvidas do que certezas quanto aos transgénicos".
É exactamente essa a questão. E é exactamente porque há "mais dúvidas do que certezas", que o princípio da precaução se recomenda como critério da decisão política.Caro Miguel Portas, você não devia ter nascido. Todo o que nasce, corre o risco de vir a ser careca. Como eu sou careca, vá bugiar. Aprendi há muito a viver com a incerteza.
Há pouco mais de um mês, o governo alemão, insuspeito de simpatias ecologistas, proibiu a comercialização de uma semente de milho transgénico da Monsanto, a MON 863 porque se confirmou, após aturados exames, que o consumo desse milho diminuía a resistência dos rins e dos fígados. Vale a pena ir mais longe?Vale a pena ir mais longe, se reparar que se estava na presença de algo (pelas suas palavras) provadamente nefasta. Convém que se tenha na mão algo concreto antes de se avançar para uma acção de privação do sustento de um agricultor.
Podemos discordar, de vários modos, da acção levada a cabo. Mas não se pode ignorar o problema para que ela quis alertar. Ele radica na sede de lucros das multinacionais que detêm as patentes das sementes. É aí, e não nos agricultores que delas dependem, que se encontra o nó górdio deste debate.Podia ter começado por aqui. Você detesta que alguém lucre com o que quer que seja, quer se trate de uma multinacional quer se trate de quem se desloca a uma loja para comprar pipocas. O Miguel Portas defende que quem vende deve ter o máximo de custos de produção e lucro zero (preferencialmente prejuízo), supondo que quem quiser comprar pipocas as vai encontrar mais baratas. O Miguel Portas não se engana, apenas parece querer fazer crer que se engana. O Miguel Portas sabe que muita fome no mundo radica aí. A restante fome, não é também estranha à sua visão absurda do mundo.
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