A história do Land Rover com jornalistas da Reuters, que teria sido atacado pelos israelitas.
Via O Insurgente.
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29/08/2006
26/08/2006
Os herdeiros da PIDE

Será que ainda usam o velho lápis azul?
Por cá, como no Irão, manias, ou, quanto mais sabem que estão errados mais fazem de conta que não ... até ao absoluto absurdo. Qual o seu sonho? A total exploração do homem pelo homem.
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25/08/2006
Zeca

Para que fique registado, não vou à bola com estes posts:
Zeca Afonso ou o ódio o idolatrado - Combustões
Zeca Afonso (2) - Combuões
Zeca Afonso e a idolatração do totalitarismo comunista - O Insurgente
Quando tiver tempo, explico porquê.
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24/08/2006
Medida de desburocratizarão
A fim de tornar mais expeditos os processos de decisão, sugere-se que a documentação destinada à Câmara Municipal de Setúbal deva ser preferencialmente enviada à sede local do PCP.
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22/08/2006
O PCP quer "substituir" um presidente de câmara
Curioso que o PCP “pondere” substituir o Presidente da Câmara de Setúbal, tentando evitar novas eleições.
A Câmara é eleita, directamente, pelos eleitores. O governo, indirectamente por uma assembleia eleita, essa mesma, directamente por eleitores.
Na altura em que Santana Lopes foi indigitado primeiro ministro, foi o fim da macacada com o PCP (e não só), reclamando escoicinhantemente eleições antecipadas para um órgão, a Assembleia da República, sobre a qual nada havia a apontar que pudesse levar à realização de novas eleições antecipadas.
Perante um sarrabulho capaz de levar à dissolução dos órgãos da Câmara Municipal de Setúbal, o PCP ”pondera” substituir o presidente.
Há que chamar a atenção ao PCP que, em democracia (explicar-lhes o que é, fica para depois), quem substitui cidadãos em órgãos eleitos é o povo.
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A Câmara é eleita, directamente, pelos eleitores. O governo, indirectamente por uma assembleia eleita, essa mesma, directamente por eleitores.
Na altura em que Santana Lopes foi indigitado primeiro ministro, foi o fim da macacada com o PCP (e não só), reclamando escoicinhantemente eleições antecipadas para um órgão, a Assembleia da República, sobre a qual nada havia a apontar que pudesse levar à realização de novas eleições antecipadas.
Perante um sarrabulho capaz de levar à dissolução dos órgãos da Câmara Municipal de Setúbal, o PCP ”pondera” substituir o presidente.
Há que chamar a atenção ao PCP que, em democracia (explicar-lhes o que é, fica para depois), quem substitui cidadãos em órgãos eleitos é o povo.
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18/08/2006
A Europa e a paz no Médio Oriente
[Re-actualizado]
A França vai enviar30.000 300 200 2.000 soldados para o Líbano. A Alemanha diz que não envia soldados, mas barcos.
Está mesmo a ver-se que, pela mão da “Europa”, a paz no Médio Oriente se vai finalmente instalar.
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A França vai enviar
Está mesmo a ver-se que, pela mão da “Europa”, a paz no Médio Oriente se vai finalmente instalar.
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08/08/2006
É por aqui que o terror se perpetua
Nas "escolas" onde andam, aprendem a soletrar o terror.
Quando forem adultos, votam (quendo podem) em quem? Seguem quem? Têm ódio a quem?
Como ensinarão os seus filhos?
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06/08/2006
As trevas das touradas
Esta coisa das touradas, não é coisa desde século, nem do anterior.
Na TV, a idade das trevas em directo.
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Na TV, a idade das trevas em directo.
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05/08/2006
Os valores do Jumento
Reza assim O Jumento (com comentários intercalados meus):
Transformando o Líbano num paiol, o Hesbollad ataca dois inimigos: Israel, como se sabe, e aqueles que tiveram a lata de expulsar os Sírios: os libaneses – o inimigo principal do Hezbollah (nesta caso).
Esta forma de estar no planeta Terra, tem ainda outra vantagem: coloca Israel perante o dilema de acabar por provocar inúmeras vítimas entre aqueles que se afastaram das posições da Síria e do Hezbollah.
Para o Hezbollah, é alvo a abater (“com a ajuda de Alá”) todo e qualquer que se afaste das suas posições.
Quanto à reclamada incapacidade do Tsahal, quem diria que a acção era desproporcionada! Há uma semana era um dado aquirido.
A Europa, já incapaz de condenar liminarmente (como no passado) a acção de Israel, escudou-se inicialmente no disparate da desproporcionalidade do ataque israelita. Israel aproveitou a brecha que a política europeia abriu (a desproporcionalidade – Israel lutando contra forças fracas) para concordar com o envio de tropas internacionais. Entretanto a Europa foi percebendo que aquilo é uma guerra a sério (pouco “desproporcional”) procura agora milhentas formas para escapar ao destino a que a sua precipitada reacção lhe reservava: guerrear o Hezbollah.
Os Israelitas dizem que apoiam a força, mas já sabem que, na melhor hipótese, ela só se posicionará no terreno depois de Israel fazer o trabalho difícil. Qual o país europeu, “multilateralista” capaz de suportar baixas próprias?
E convém lembrar que a história recente tem demonstrado que, quando as coisas aquecem, a ONU é a primeira a dar à sola. Não o fez presentemente no caso do Líbano, mas devia ter feito, porque é isso que faz melhor. A coisa aqueceu no Afeganistão, e a Nato (grosso modo os EUA) tomou o comando.
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A guerra lançada por Israel contra o Hezbollah, bem como contra todos os libaneses não identificados ou que não obedeçam à mais pequena ordem do Tsahal ...No Líbano, como em qualquer outro local, é inimigo quem se afastar, minimamente das posições do Hezbollah. No Líbano, como noutro local qualquer, é inimigo a abater quem não estiver com o Hezbollah.
Transformando o Líbano num paiol, o Hesbollad ataca dois inimigos: Israel, como se sabe, e aqueles que tiveram a lata de expulsar os Sírios: os libaneses – o inimigo principal do Hezbollah (nesta caso).
Esta forma de estar no planeta Terra, tem ainda outra vantagem: coloca Israel perante o dilema de acabar por provocar inúmeras vítimas entre aqueles que se afastaram das posições da Síria e do Hezbollah.
Para o Hezbollah, é alvo a abater (“com a ajuda de Alá”) todo e qualquer que se afaste das suas posições.
....saldou-se até ao momento por uma estrondosa derrota.Para o Hesbollad, quanto mais libaneses morrerem maior será aquilo que eles pensam ser a sua vitória. Não é assim para a generalidade do resto do mundo ocidental, cuja condição o Jumento diz defender, mas é assim para eles, e também para o Jumento. E quem, no terreno ousa dizer que não está com o Hezbollah?
Uma derrota porque acabou a imagem de invencibilidade do Tsahal, porque a Mossad revelou-se ineficaz, porque as forças armadas de Israel têm evidenciado um desrespeito pela condição humana que no Ocidente e desde a Guerra Mundial só tínhamos assistido na Bósnia e porque Israel conseguiu transformar aquilo a que chamava um movimento terrorista na resistência do Líbano e unir a maioria dos libaneses no apoio ao Hezbollah.
Quanto à reclamada incapacidade do Tsahal, quem diria que a acção era desproporcionada! Há uma semana era um dado aquirido.
Defender que teve autorização internacional para a guerra, que por aquilo que temos visto significa autorização para matar, é puro cinismo ...Cinismo é pretender que a guerra não implique autorização para matar. Esse problema não se põe para o Jumento, em relação ao Hezbollah.
... como também o foi dizer que o posto de observação da ONU foi atingido por engano ao mesmo tempo que o governo israelita tudo faz para fazer de conta que a ONU não existe.A ONU, como vai na cabeça do Jumento, não existe, muito embora esteja a fazer um esforço tremendo para existir. Nos ataques de Israel cometem-se enganos, porque são a excepção. Nos ataques do Hezbollah não há engano: por um lado a ONU é uma ferramenta de guerra, por outro, a meta é matar, matar, matar. Quanto mais se matar mais virgens se alcançam.
E tudo serve na sua estratégia de terror, desde matar militares da ONU a destruir edifícios civis em série com o argumento da utilização por terroristas, o que nos levaria a concluir que o Hezbollah tem mais bases do que as formas armadas dos EUA.E os rockets surgem de onde? Onde há rocket há uma posição militar. Que queria o Jumento? Que os israelitas fizessem saltar, de para-quedas, uma assistentes sociais em cada posto de artilharia do Hezbollah, para convencer os “civis” que manuseiam cada lança-rocket a deslocarem-se para zonas não habitadas?
O que Israel pretendia era lançar uma guerra em grande escala no Médio Oriente agora que se sente fortalecido militarmente e que conta com o apoio incondicional com um governo americano que é do pior que este país poderia ter, ...O que irrita o Jumento é que Israel conta agora, também, com o apoio tácito da Comunidade Europeia, que já não consegue esconder que (finalmente) percebeu que a guerra do Hezbollah é uma guerra contra o modo de vida ocidental (que o jumento diz defender).
... muito embora agora quase deseje a vinda de uma força internacional para proteger uma fronteira que nunca o será enquanto Israel optar por resolver os problemas recorrendo à lei da bala.Essa é uma das grandes vitórias de Israel.
A Europa, já incapaz de condenar liminarmente (como no passado) a acção de Israel, escudou-se inicialmente no disparate da desproporcionalidade do ataque israelita. Israel aproveitou a brecha que a política europeia abriu (a desproporcionalidade – Israel lutando contra forças fracas) para concordar com o envio de tropas internacionais. Entretanto a Europa foi percebendo que aquilo é uma guerra a sério (pouco “desproporcional”) procura agora milhentas formas para escapar ao destino a que a sua precipitada reacção lhe reservava: guerrear o Hezbollah.
Os Israelitas dizem que apoiam a força, mas já sabem que, na melhor hipótese, ela só se posicionará no terreno depois de Israel fazer o trabalho difícil. Qual o país europeu, “multilateralista” capaz de suportar baixas próprias?
E convém lembrar que a história recente tem demonstrado que, quando as coisas aquecem, a ONU é a primeira a dar à sola. Não o fez presentemente no caso do Líbano, mas devia ter feito, porque é isso que faz melhor. A coisa aqueceu no Afeganistão, e a Nato (grosso modo os EUA) tomou o comando.
Sempre fui defensor da existência do estado de Israel, mas neste momento tenho que dizer que acima de um estado de Israel estão os meus valores civilizacionais, entre o estado de Israel e a defesa de valores como o do direito à vida não terei quaisquer dúvidas em optar.Já se esperava ao que conduziriam esses “valores” civilizacionais do Jumento: Israel não tem direito à vida.
É esta escolha que Israel me está obrigando a fazer, entre a barbárie como solução para serem alcançados os objectivos de um país e os valores dados como adquiridos no Ocidente. O facto de Israel ser vítima do terrorismo não significa que não o avaliemos segundo os mesmos padrões civilizacionais que nos levam a condenar o terrorismo.Este último parágrafo espelha perfeitamente todo o anterior aberrante e absurdo discurso do Jumento.
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A Euronews e o fantasma
Euronews, 4 de Agosto de 2006, às 8:20:
Acerca da vida e da guerra no norte de Israel, e à forma como israelitas (de ascendência árabe e não árabe) se defendem dos ataques do Hezbollah, conclui o jornalista:
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Acerca da vida e da guerra no norte de Israel, e à forma como israelitas (de ascendência árabe e não árabe) se defendem dos ataques do Hezbollah, conclui o jornalista:
"Paradoxo da guerra: muitos árabes fugiram para abrigos de amigos judeus"Onde é que o jornalista vê o paradoxo? Estamos em Israel.
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03/08/2006
Pedofilia artística na RTP
Rezam assim dois dos artigos do regulamento do Festival RTP da Canção Júnior 2006:
A haver honestidade deveriam explicitar que andavam à procura de trabalho-escravo, neste caso de trabalho infantil escravo.
E a Sociedade Portuguesa de Autores, aprovou?
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8. A RTP ficará detentora dos direitos das 10 canções finalistas.Não contentes por usurparem os direitos do trabalho intelectual que não lhes pertencem, ainda se acham com autoridade para alterarem as obras alheias.
9. A RTP fica com plenos poderes para fazer qualquer alteração que entender na letra ou na música relativamente às canções finalistas.
A haver honestidade deveriam explicitar que andavam à procura de trabalho-escravo, neste caso de trabalho infantil escravo.
E a Sociedade Portuguesa de Autores, aprovou?
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De absurdo para absurdo por absurdo salto
Um dos mais badalados absurdos até aqui repetidos à náusea, reclama que a reacção de Israel terá sido desproporcionada.
A partir de agora, e face à reclamada continuação de ataques a rocket do Hesbolah, os mesmos calinácios vão reclamar que afinal Israel não está a conseguir controlar o inimigo.
Com a mesma facilidade com que diz um e outro disparate, passam do primeiro para o segundo sem perceber que são contraditórios.
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A partir de agora, e face à reclamada continuação de ataques a rocket do Hesbolah, os mesmos calinácios vão reclamar que afinal Israel não está a conseguir controlar o inimigo.
Com a mesma facilidade com que diz um e outro disparate, passam do primeiro para o segundo sem perceber que são contraditórios.
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Negócios
Encomendei umas peças a Espanha.
As peças custaram € 503.39, incluindo IVA de 16%.
Se as tivesse comprado em Portugal, além de serem mais caras (mesmo não considerando o IVA), teria que pagar 21% de IVA, fazendo contas, € 525.09.
No negócio poupei € 21.7 – 8 de transporte, mas poupei tempo e gasolina porque as peças foram-me entregues à porta de casa.
E se se pudesse encomendar gasolina?
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As peças custaram € 503.39, incluindo IVA de 16%.
Se as tivesse comprado em Portugal, além de serem mais caras (mesmo não considerando o IVA), teria que pagar 21% de IVA, fazendo contas, € 525.09.
No negócio poupei € 21.7 – 8 de transporte, mas poupei tempo e gasolina porque as peças foram-me entregues à porta de casa.
E se se pudesse encomendar gasolina?
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A SIC, no Líbano, fez uma vítima inocente
Um choque entre um carro de uma equipa da SIC e um carro libanês fez uma vítima – noticia o jornalista que circulava na viatura agressora, na própria SIC no Jornal das 13h.
A vítima, uma criança, não morreu, feriu apenas o nariz. Se tivesse falecido e houvesse mais que uma vítima, estaríamos perante um massacre.
Mas há uma vítima. Inocente, sem sombra de dúvida.
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A vítima, uma criança, não morreu, feriu apenas o nariz. Se tivesse falecido e houvesse mais que uma vítima, estaríamos perante um massacre.
Mas há uma vítima. Inocente, sem sombra de dúvida.
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Os jornalistas e a matemática ...
... um excelente exemplo.
Não são todos os jornalistas, evidentemente. Mas qualquer jornalista "que se preze", escolheria a caixa acima.
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Não são todos os jornalistas, evidentemente. Mas qualquer jornalista "que se preze", escolheria a caixa acima.
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02/08/2006
Vénia ao Directriz
Fiquei sensibilizado, embora intrigado, pelo link com que o Directriz me distinguiu, e que agradeço com vénia.
Suponho, entretanto, ter percebido o porquê da distinção. Mas por aqui me fico.
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Suponho, entretanto, ter percebido o porquê da distinção. Mas por aqui me fico.
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O Fenómeno e o chauffeur
O nosso garboso
E nós, que todo este tempo estoicamente lhe aturámos topetes e arremetidas bizantino-esquerdaicas? Não merecemos um louvorzito?
Está aqui a folha original do Diário
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Reticências
Em relação à força internacional a colocar no sul do Líbano, já se percebeu que os paranóicos do costume a vão considerer uma força de ocupação. [Via O Insurgente. ]
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30/07/2006
O fim da violência

Em caso de dúvida, consultar este post de O Insurgente.
Traduzindo:
Se os árabes (muçulmanos) depusessem hoje as armas, não haveria mais violência. Se os israelitas depusessem hoje as armas, não haveria mais Israel..
29/07/2006
Adivinhem quem
A gardener's daughter stopped me on my way, on the day I was to wed
It is you who I wish to share my body with she said
We'll find a dry place under the sky with a flower for a bed
And for my joy I will give you a boy with a moon and star on his head.
Her silver hair flowed in the air laying waves across the sun
Her hands were like the white sands, and her eyes had diamonds on.
We left the road and headed up to the top of the
Whisper Wood
And we walked 'till we came to where the holy magnolia stood.
And there we laid cool in the shade singing songs and making love...
With the naked earth beneath us and the universe above.
The time was late my wedding wouldn't wait I was sad but
I had to go,
So while she was asleep I kissed her cheek for cheerio.
The wedding took place and people came from many miles around
There was plenty merriment, cider and wine abound
But out of all that I recall I remembered the girl I met
'Cause she had given me something that my hear could not forget.
A year had passed and everything was just as it was a year before...
As if was a year before...
Until the gift that someone left, a basket by my door.
And in there lay the fairest little baby crying to be fed,
I got down on my knees and kissed the moon and star on his head.
As years went by the boy grew high and the village looked on in awe
They'd never seen anything like the boy with the moon and star before.
And people would ride from far and wide just to seek the word he spread
I'll tell you everything I've learned, and Love is all...he said.
Yusuf Islam.
When the Muslims make their wish
To go and perform Jihad
When the Mujahids make their wish
To go and perform Jihad
Then they read the Book of God
Sending their Salawat [Blessings].
When the world blasts away
We will stand for Judgment Day
Paradise will open up
For those who came with Salawat [Blessings].
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Apenas caos
[Adenda I] Este outro meu post (que é, aliás, uma transcrição de um artigo de Serafim Marques) refere o mesmo tipo de forma de encarar um problema, transposto para a educação e ensino (não misturo).
[Adenda II] Este comentário de Patrícia Lança a um artigo de O Insurgente, resumiria bem o que abaixo escrevi.
********
Transcrevendo a transcrição do Hoje Há Conquilhas, e contrapondo:
Se a “fraquesa” dos Estados Unidos é uma ameaça à estabilidade mundial, que dizer da fraqueza militar da Europa? Que somos? Uma praga? Sim. Temos sido e temos tido esse comportamento. Temos sistematicamente sido absolutamente incapazes para lidar com o mundo. Nada contamos (mas falamos muito). Somos, um placebo.
Mas não fica por aqui. Zombamos dos Estados Unidos, mas contamos com a sua protecção. Se não forem eles, quem será?
Sadam devia ter sido removido do poleiro após a guerra por causa do Kuwait. Mas as sacrossantas Nações Unidas só tinham aprovado um mandato que ... blá blá blá ... oportunidade ... ulteriores conversações, a conversa estúpida do costume, resultante do que ninguém quer ver: que as resoluções das Nações Unidas, ou são puros exercícios de irrelevância quando emanadas da Assembleia Geral, ou resultado de negociações em função do interesse particular de cada um. Neste último caso, as reacções aos vetos pautam-se pelas máximas: se é veto dos Estados Unidos, é para defender os seus interesses, se de um dos outros, para se opor aos interesses dos Estados Unidos. No que toca a matéria de interesses, a tal potência cada vez menos potente têm o monopólio .
A história das consequências da intervenção é o absurdo dos absurdos do verboso discurso pacifista e resume-se ao seguinte: nenhuma medida de força deve ser tomada porque o resultado será sempre pior.
Vejamos ao absurdo que nos leva o absurdo (pois). Um grupo religioso fanático resolve espalhar o ódio numa comunidade de uma mesquita - nada se deve fazer porque será pior. Estando bem sedimentada a cultura (?) do ódio, esse grupo começa a expandir-se a outras mesquitas - nada se deve fazer porque será pior. Esse grupo (já substancial) resolve exportar a sua cultura (alternativa, como a esquerda tende a achar que ela é) - nada se deve fazer porque será pior. Esse grupo arma-se, adquirindo armas aos Russos (que neste caso os vendedores não são lóbis, porque lóbis, só nos Estados Unidos) - nada se deve fazer porque será pior. Instalam nesse país (um qualquer), forças de segurança alternativas (como a cultura) e começam a opor-se ao regime vigente que, sendo melhor ou pior não vai no caminho da melhoria - nada se deve fazer porque será pior. Exportam a sua cultura para outros países, que só têm a ganhar pois se tornam mais cosmopolitas, evidentemente - nada se deve fazer porque será pior.
...
Onde vamos parar?
Que se esperava que Israel fizesse, perante a percepção que um arsenal estava a ser instalado em redor das suas fronteiras, por uma organização que não corresponde a coisa nenhuma (não representa um país, não representa uma religião – pretende representar tudo e não representa nada mais que um punhado de extremistas que sabe que conta com a sacrossanta passividade pacifista (que ainda por cima eles próprios classificam como decadente), aquela que diz “nada se deve fazer porque será pior”?
Esperava-se que Israel enviasse hordas de assistentes sociais para dizer às criaturas que não é bonito instalar arsenais em casa de civis (verdadeiros)?
Os pacifismos não sentem as mãos ensanguentadas quando não condenam que os tais “alternativos” instalem arsenais em zonas habitacionais? Não acham que a elevação de populações à condição de escudos humanos (coisa que, recusada, equivale a uma execução sumária) é a razão porque há vítimas inocentes?
Não lhes parece razoável que, em vez do aberrante discurso do direito internacional, se manifestem empunhando slogans “se querem andar à porrada larguem os civis inocentes e vão para campo aberto” ou, "se querem exercitar orgásticos ataques militares saiam debaixo das saias das mulheres e dos esconderijos das crianças"? Ah, já me esquecia: não são ataques militares porque ali ninguém anda fardado.
Não se percebeu ainda que o ódio cego aos Estados Unidos e a Israel leva os pacifismos a apoiarem algozes que remeteriam Hitler, Estaline e Mao para o grupo dos amadores?
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[Adenda II] Este comentário de Patrícia Lança a um artigo de O Insurgente, resumiria bem o que abaixo escrevi.
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Transcrevendo a transcrição do Hoje Há Conquilhas, e contrapondo:
"Bem-vindos à nova desordem multipolar mundial", escrevia Timothy Garton Ash nas páginas do Guardian, exprimindo da forma mais concisa e mais precisa aquilo que começa hoje a ser visto como a mais séria ameaça à estabilidade e à segurança mundiais: a fraqueza dos Estados Unidos da América e a sua crescente incapacidade para liderar o mundo.Não se percebe o que se considera como “fraqueza”. Os Estados Unidos são, de longe, a maior potência militar mundial. São a maior potência e vão sendo cada vez mais poderosos, enquanto os “concorrentes” tentam esconder a incapacidade atirando desdenhosos insultos aos Estados Unidos.
Se a “fraquesa” dos Estados Unidos é uma ameaça à estabilidade mundial, que dizer da fraqueza militar da Europa? Que somos? Uma praga? Sim. Temos sido e temos tido esse comportamento. Temos sistematicamente sido absolutamente incapazes para lidar com o mundo. Nada contamos (mas falamos muito). Somos, um placebo.
Mas não fica por aqui. Zombamos dos Estados Unidos, mas contamos com a sua protecção. Se não forem eles, quem será?
Hoje, conhecemos o princípio desta história - a decisão unilateral de mudar pela força o regime de Saddam Hussein e de, por essa via, redesenhar o mapa do Médio Oriente. E já conhecemos também alguns dos últimos capítulos. O Iraque, que afinal não era a Alemanha pós-nazi, está hoje mergulhado no caos, muito longe da democracia e muito perto da guerra civil.Não se percebe, que quanto mais tarde pior?
Sadam devia ter sido removido do poleiro após a guerra por causa do Kuwait. Mas as sacrossantas Nações Unidas só tinham aprovado um mandato que ... blá blá blá ... oportunidade ... ulteriores conversações, a conversa estúpida do costume, resultante do que ninguém quer ver: que as resoluções das Nações Unidas, ou são puros exercícios de irrelevância quando emanadas da Assembleia Geral, ou resultado de negociações em função do interesse particular de cada um. Neste último caso, as reacções aos vetos pautam-se pelas máximas: se é veto dos Estados Unidos, é para defender os seus interesses, se de um dos outros, para se opor aos interesses dos Estados Unidos. No que toca a matéria de interesses, a tal potência cada vez menos potente têm o monopólio .
A história das consequências da intervenção é o absurdo dos absurdos do verboso discurso pacifista e resume-se ao seguinte: nenhuma medida de força deve ser tomada porque o resultado será sempre pior.
Vejamos ao absurdo que nos leva o absurdo (pois). Um grupo religioso fanático resolve espalhar o ódio numa comunidade de uma mesquita - nada se deve fazer porque será pior. Estando bem sedimentada a cultura (?) do ódio, esse grupo começa a expandir-se a outras mesquitas - nada se deve fazer porque será pior. Esse grupo (já substancial) resolve exportar a sua cultura (alternativa, como a esquerda tende a achar que ela é) - nada se deve fazer porque será pior. Esse grupo arma-se, adquirindo armas aos Russos (que neste caso os vendedores não são lóbis, porque lóbis, só nos Estados Unidos) - nada se deve fazer porque será pior. Instalam nesse país (um qualquer), forças de segurança alternativas (como a cultura) e começam a opor-se ao regime vigente que, sendo melhor ou pior não vai no caminho da melhoria - nada se deve fazer porque será pior. Exportam a sua cultura para outros países, que só têm a ganhar pois se tornam mais cosmopolitas, evidentemente - nada se deve fazer porque será pior.
...
Onde vamos parar?
Que se esperava que Israel fizesse, perante a percepção que um arsenal estava a ser instalado em redor das suas fronteiras, por uma organização que não corresponde a coisa nenhuma (não representa um país, não representa uma religião – pretende representar tudo e não representa nada mais que um punhado de extremistas que sabe que conta com a sacrossanta passividade pacifista (que ainda por cima eles próprios classificam como decadente), aquela que diz “nada se deve fazer porque será pior”?
Esperava-se que Israel enviasse hordas de assistentes sociais para dizer às criaturas que não é bonito instalar arsenais em casa de civis (verdadeiros)?
Os pacifismos não sentem as mãos ensanguentadas quando não condenam que os tais “alternativos” instalem arsenais em zonas habitacionais? Não acham que a elevação de populações à condição de escudos humanos (coisa que, recusada, equivale a uma execução sumária) é a razão porque há vítimas inocentes?
Não lhes parece razoável que, em vez do aberrante discurso do direito internacional, se manifestem empunhando slogans “se querem andar à porrada larguem os civis inocentes e vão para campo aberto” ou, "se querem exercitar orgásticos ataques militares saiam debaixo das saias das mulheres e dos esconderijos das crianças"? Ah, já me esquecia: não são ataques militares porque ali ninguém anda fardado.
A ameaça do poderio militar americano não levou à transformação democrática do Grande Médio Oriente, pelo contrário, alimentou o fundamentalismo islâmico e a sua arma do terror.A velha história do tudo ou nada. Não levou à transformação democrática do Médio Oriente, mas levou a uma aproximação do Iraque à democracia. É um caminho penoso. Pois é. E não tem sido penoso o mesmo caminho em África? E ninguém advoga o retorno do colonialismo. E, no Iraque, tem sido penoso porquê? Porque as tropas dos Estados Unidos andam a fazer rebentar autocarros cheios de explosivos em mercados populares? Nada se deveria ter feito, porque já se viu que foi pior ... e dá-se, implicitamente apoio aos que atafulham autocarros com explosivos sem se sentir sangue nas mãos.
O Hamas venceu as eleições na Palestina. O Hezbollah, apesar das transformações democráticas do Líbano graças ao empenho concertado de Paris e Washington, ameaça abertamente Israel. O próprio Líbano está à beira do colapso. E o Irão vai alimentando as chamas que ameaçam incendiar toda a região, enquanto prossegue desafiadoramente a sua política nuclear e apela a que Israel seja pura e simplesmente varrido do mapa. Ainda ontem voltou a fazê-lo. No Afeganistão, as tropas da NATO enfrentam cada vez maiores dificuldades para estabilizar o país. A Coreia do Norte desafia abertamente os Estados Unidos.E estão? Nada se deve fazer porque será pior? Ainda não se percebeu que a expansão do terror tem uma dinâmica própria? Não se percebeu ainda que a expansão do terror só não chegou ainda às nossas casas porque ainda há quem se lhe oponha?
Não se percebeu ainda que o ódio cego aos Estados Unidos e a Israel leva os pacifismos a apoiarem algozes que remeteriam Hitler, Estaline e Mao para o grupo dos amadores?
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28/07/2006
Arauto
Combustões: 20 razões para um Ocidental defender Israel
Vasco Graça Moura, no DN: As esquerdas anti-semitas
"No conflito palestiniano, os pós-soviéticos não se impressionam com a perda de vidas civis causada pelo terrorismo em Israel (e ainda menos com os sucessivos genocídios que têm vitimado milhões de seres humanos em África)."
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25/07/2006
Pensar, não faz barulho
São 2:45 da manhã, e, na SIC, está a dar um excelente programa sobre física: pura e dura.
Seríamos outro país se o programa fosse exibido à hora nobre ...
... mas não somos.
[... já volto.]
Era um programa com Edward Witten onde apareceu Freeman Dyson.
"Pensar, não faz barulho", disse-se a certa altura.
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Apenas caos
Actualização:
Desenvolvimento aqui, e aqui.
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Sobre o Iraque, o Hoje Há Conquilhas Amanhã Não Sabemos (HHCANS) escreve;
[...]“Apenas caos, destruição e morte: centenas de milhares de mortes.”[...]
Penso que o HHCANS está a ver mal o filme.
O terrorismo a que o Iraque está sujeito, é consequência negativa indirecta da invasão, mas é consequência directa do sucesso da invasão.
Não lhe parece que a carnificina a que se tem assistido no Iraque é um castigo infligido por aqueles que viram a população afastar-se dos seus pontos de vista?
Onde já se assistiu (à excepção de África onde os dramas são potenciados à 10ª) a uma resistência a uma invasão que massacra as próprias populações?
Já se assistiram a imolações. Mas as imolações são actos de revolta em que o próprio se sacrifica pelo que supõe estar certo. Mas, imolar outros?
Quem estripa pessoas em mercados odeia, por igual, todos os que não fazem parte do grupo deles, quer se trate de iraquianos, muçulmanos, cristãos ou americanos. Eles versus resto do mundo.
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Desenvolvimento aqui, e aqui.
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Sobre o Iraque, o Hoje Há Conquilhas Amanhã Não Sabemos (HHCANS) escreve;
[...]“Apenas caos, destruição e morte: centenas de milhares de mortes.”[...]
Penso que o HHCANS está a ver mal o filme.
O terrorismo a que o Iraque está sujeito, é consequência negativa indirecta da invasão, mas é consequência directa do sucesso da invasão.
Não lhe parece que a carnificina a que se tem assistido no Iraque é um castigo infligido por aqueles que viram a população afastar-se dos seus pontos de vista?
Onde já se assistiu (à excepção de África onde os dramas são potenciados à 10ª) a uma resistência a uma invasão que massacra as próprias populações?
Já se assistiram a imolações. Mas as imolações são actos de revolta em que o próprio se sacrifica pelo que supõe estar certo. Mas, imolar outros?
Quem estripa pessoas em mercados odeia, por igual, todos os que não fazem parte do grupo deles, quer se trate de iraquianos, muçulmanos, cristãos ou americanos. Eles versus resto do mundo.
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23/07/2006
O rocket
No Telejornal das 20h, pela mão de José Manuel Rosendo, a RTP1 acaba de transmitir uma peça em que alguém reclama que um rocket israelita teria demolido um quarteirão inteiro.
Ou não era um rocket, mas uma enorme bomba ....
Ou havia um paiol no local atingido pelo rocket.
Mas nada disso o jornalista aborda. Jornalismo?
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Ou não era um rocket, mas uma enorme bomba ....
Ou havia um paiol no local atingido pelo rocket.
Mas nada disso o jornalista aborda. Jornalismo?
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Absurdo
O primeiro tiro
Uma das coisa que não percebo é a razão porque se tenta fazer frente a Israel pelas armas. Não se aprendeu nada com Gandhi?
Israel tem força militar (significativa), os oponentes não têm. Israel é um país democrático e coeso, e dispõe de forças armadas que respondem a um comando. Os oponentes a Israel não são nem uma coisa nem têm a outra.
Se havia uma situação relativamente estável no sul do Líbano, porque empilhar armamento junto à fronteira?
E porque se empilha armamento em prédios de habitação?
E quem o empilhou? O exército do Líbano sob a batuta do respectivo poder político, de forma coesamente assumida?
A resposta a estes parágrafos é simples: porque os oponentes a Israel se estão nas tintas para o Líbano e para os civis cujas posições dizem defender.
Os Estados Unidos
Não compreendo porque se denomiza os Estados Unidos e se olha para eles de cada vez que uma crise rebenta. Reclama-se que se imiscuem em todo o lado, e de cada vez que há caldinho, quem os demoniza, olha para eles ...
O tempo que a operação demorou a ser preparada
Isto demonstra que quem o refere não faz a mínima ideia sobre o que é a instituição militar.
Nenhuma instituição militar que se preze, por isso na Europa há poucas, espera pela crise para preparar uma operação.
Toda e qualquer instituição militar digna desse nome está em permanente preparação para toda e qualquer eventual ameaça.
Isto explica por um lado porque tiveram os israelitas uma resposta pronta, por outro, porque há constantemente notícias sobre preparações militares em relação a potenciais conflitos. “eles até já estão em treinos” ... Pois claro: são militares.
Quantas vezes as nossas insípidas tropas já treinaram face a potenciais ameaças de todos os quadrantes? E os espanhóis não fazem o mesmo? E os franceses? Fazem-no para justificar o orçamento, porque daí a estarem dispostos a entrar em combate vai uma enorme distância. Mas preparam-se face a cenários. Perante algo mais que cenários, que se acha que os israelitas deveriam fazer? Filmes?
Resumindo, os israelitas responderam rapidamente porque fazem o trabalho de casa.
O post de O Jumento
Se há absurdo, o post de O Jumento é um belo exemplo.
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Uma das coisa que não percebo é a razão porque se tenta fazer frente a Israel pelas armas. Não se aprendeu nada com Gandhi?
Israel tem força militar (significativa), os oponentes não têm. Israel é um país democrático e coeso, e dispõe de forças armadas que respondem a um comando. Os oponentes a Israel não são nem uma coisa nem têm a outra.
Se havia uma situação relativamente estável no sul do Líbano, porque empilhar armamento junto à fronteira?
E porque se empilha armamento em prédios de habitação?
E quem o empilhou? O exército do Líbano sob a batuta do respectivo poder político, de forma coesamente assumida?
A resposta a estes parágrafos é simples: porque os oponentes a Israel se estão nas tintas para o Líbano e para os civis cujas posições dizem defender.
Os Estados Unidos
Não compreendo porque se denomiza os Estados Unidos e se olha para eles de cada vez que uma crise rebenta. Reclama-se que se imiscuem em todo o lado, e de cada vez que há caldinho, quem os demoniza, olha para eles ...
O tempo que a operação demorou a ser preparada
Isto demonstra que quem o refere não faz a mínima ideia sobre o que é a instituição militar.
Nenhuma instituição militar que se preze, por isso na Europa há poucas, espera pela crise para preparar uma operação.
Toda e qualquer instituição militar digna desse nome está em permanente preparação para toda e qualquer eventual ameaça.
Isto explica por um lado porque tiveram os israelitas uma resposta pronta, por outro, porque há constantemente notícias sobre preparações militares em relação a potenciais conflitos. “eles até já estão em treinos” ... Pois claro: são militares.
Quantas vezes as nossas insípidas tropas já treinaram face a potenciais ameaças de todos os quadrantes? E os espanhóis não fazem o mesmo? E os franceses? Fazem-no para justificar o orçamento, porque daí a estarem dispostos a entrar em combate vai uma enorme distância. Mas preparam-se face a cenários. Perante algo mais que cenários, que se acha que os israelitas deveriam fazer? Filmes?
Resumindo, os israelitas responderam rapidamente porque fazem o trabalho de casa.
O post de O Jumento
Se há absurdo, o post de O Jumento é um belo exemplo.
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22/07/2006
17/07/2006
Exército judaico !!!
E que dizer da imbecilidade jornalística nacional (pelo menos) que continua, em densidade preocupante, a chamar ao exército israelita, exército judaico?
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03/07/2006
24/06/2006
Carteiristas
Há pouco tempo um português foi preso na Alemanha por tentar roubar uma carteira.
A coisa deu-se no âmbito de um tal de futebol(?) e um dirigente da coisa comentou os acontecimentos neste tom:
Ele ia gamar uma carteira e, logo por azar, a um polícia.Qualquer pessoa honesta diria que houve sorte quando o carteirista tentou roubar um polícia. Houve sorte porque foi detectado e foi dentro. Houve sorte porque não houve vítimas. Houve sorte porque ninguém saiu prejudicado.
Fica-se com uma excelente ideia acerca do que vai pela cabeça daquele tipo de dirigentes. Percebe-se quem conta com quem.
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21/06/2006
Energia impingida
Já não é a primeira vez que oiço falar no assunto, e já tinha até tropeçado nele anteriormente. Mas nos últimos dias tenho sido alertado por amigos de que a EDP tem a tensão da rede demasiado elevada.
Habitualmente, a tensão eléctrica (a que se chama voltagem), é de 220Volt. Os casos que me têm sido relatados referem subidas até 260V.
É sabido que a tensão entregue não tem que ser exactamente de 220V: isso seria impossível. Mas é de aceitar desvios entre 210 e 230V. O que é difícil de aceitar são desvios para 250 a 260V.
Já tinha tido contactos com casos esporádicos de tensões anómalas, mas nunca tinha tido conhecimento, como agora me é relatado, de tensões superiores a 240V que se mantêm por semanas.
Parece que os piquetes acham a tensão normal - nem outra coisa é de esperar. O que não é normal é que a EDP, como instituição com quem se fala(?) pelos números de telefone da assistência, não tenha uma posição mais honesta. Mas as “assistências” não se fizeram para essas coisas.
Se uma parte dos aparelhos e equipamentos ligados à rede eléctrica é capaz de reagir a este aumento de tensão diminuindo a corrente drenada da rede, outros não são capazes de o fazer.
Nos primeiros nada há a objectar, à excepção de quando a tensão sobe o suficiente para ultrapassar o limite em que são capazes de operar, destruindo-os na generalidade dos casos.
Nos segundos, aqueles que consomem a energia que lhes impingem, a coisa fia fino de outra maneira. Nestes casos ao proprietário é impingida energia eléctrica que não era suposto consumir. É impingida e é cobrada.
Um frigorífico não produz mais frio por consumir mais corrente, e, justamente um aumento de tensão produz um aumento de corrente (intensidade).
Só por aqui já seria grave, não fosse dar-se o caso do consumidor não pagar corrente (intensidade) mas potência. Se tivermos presente que um aumento de tensão provoca, nos caso referido, um aumento de corrente, e que a potência é o produto de ambos (volts a multiplicar por amperes), percebe-se que a EDP impinge, de facto, muitíssimo.
Uma lâmpada que consuma 100Watt a 220V consome, pela lei de Ohm uma corrente 0,454Ampere. Se lhe aplicarem 240V ela passa a consumir 0.494A a que corresponde uma potência de 119W - um aumento de consumo de potência de 20%. Este aumento de consumo de potência é pago, adivinhem por quem.
No caso da lâmpada pode dizer-se que há um aumento de consumo mas que há também um aumento da quantidade de luz produzida pela lâmpada. Mas, se por um lado ninguém encomendou o sermão à EDP, por outro, a duração da lâmpada é fortemente reduzida.
Neste grupo de equipamentos afectados pela política de impingimento, estão os frigoríficos, aparelhos de ar condicionado, motores de máquinas de lavar, ou outros incapazes de reagir a aumentos de tensão. Além de consumirem muito mais do que seria de supor, funcionam em regime de sobrecarga diminuindo-lhes o período útil de vida.
Voltemos ao caso dos prejuízos causados a equipamentos incapazes de trabalhar a tensões exageradamente elevadas. Alguns desligam-se, outros rebentam. Em ambos os casos o consumidor fica pendurado, no segundo com um prejuízo adicional.
Em ambos os casos a EDP encolhe os ombros, e não resta ao consumidor outra hipótese que recorrer a tribunal - coisa inútil porque a legislação está redigida à feição da EDP.
Está na altura da DECO instalar uma rede de monitorização de tensão. Há que compensar o consumidor pelos prejuízos causados e há que descontar à factura de electricidade a energia impingida.
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Habitualmente, a tensão eléctrica (a que se chama voltagem), é de 220Volt. Os casos que me têm sido relatados referem subidas até 260V.
É sabido que a tensão entregue não tem que ser exactamente de 220V: isso seria impossível. Mas é de aceitar desvios entre 210 e 230V. O que é difícil de aceitar são desvios para 250 a 260V.
Já tinha tido contactos com casos esporádicos de tensões anómalas, mas nunca tinha tido conhecimento, como agora me é relatado, de tensões superiores a 240V que se mantêm por semanas.
Parece que os piquetes acham a tensão normal - nem outra coisa é de esperar. O que não é normal é que a EDP, como instituição com quem se fala(?) pelos números de telefone da assistência, não tenha uma posição mais honesta. Mas as “assistências” não se fizeram para essas coisas.
Se uma parte dos aparelhos e equipamentos ligados à rede eléctrica é capaz de reagir a este aumento de tensão diminuindo a corrente drenada da rede, outros não são capazes de o fazer.
Nos primeiros nada há a objectar, à excepção de quando a tensão sobe o suficiente para ultrapassar o limite em que são capazes de operar, destruindo-os na generalidade dos casos.
Nos segundos, aqueles que consomem a energia que lhes impingem, a coisa fia fino de outra maneira. Nestes casos ao proprietário é impingida energia eléctrica que não era suposto consumir. É impingida e é cobrada.
Um frigorífico não produz mais frio por consumir mais corrente, e, justamente um aumento de tensão produz um aumento de corrente (intensidade).
Só por aqui já seria grave, não fosse dar-se o caso do consumidor não pagar corrente (intensidade) mas potência. Se tivermos presente que um aumento de tensão provoca, nos caso referido, um aumento de corrente, e que a potência é o produto de ambos (volts a multiplicar por amperes), percebe-se que a EDP impinge, de facto, muitíssimo.
Uma lâmpada que consuma 100Watt a 220V consome, pela lei de Ohm uma corrente 0,454Ampere. Se lhe aplicarem 240V ela passa a consumir 0.494A a que corresponde uma potência de 119W - um aumento de consumo de potência de 20%. Este aumento de consumo de potência é pago, adivinhem por quem.
No caso da lâmpada pode dizer-se que há um aumento de consumo mas que há também um aumento da quantidade de luz produzida pela lâmpada. Mas, se por um lado ninguém encomendou o sermão à EDP, por outro, a duração da lâmpada é fortemente reduzida.
Neste grupo de equipamentos afectados pela política de impingimento, estão os frigoríficos, aparelhos de ar condicionado, motores de máquinas de lavar, ou outros incapazes de reagir a aumentos de tensão. Além de consumirem muito mais do que seria de supor, funcionam em regime de sobrecarga diminuindo-lhes o período útil de vida.
Voltemos ao caso dos prejuízos causados a equipamentos incapazes de trabalhar a tensões exageradamente elevadas. Alguns desligam-se, outros rebentam. Em ambos os casos o consumidor fica pendurado, no segundo com um prejuízo adicional.
Em ambos os casos a EDP encolhe os ombros, e não resta ao consumidor outra hipótese que recorrer a tribunal - coisa inútil porque a legislação está redigida à feição da EDP.
Está na altura da DECO instalar uma rede de monitorização de tensão. Há que compensar o consumidor pelos prejuízos causados e há que descontar à factura de electricidade a energia impingida.
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19/06/2006
12/06/2006
Educação !!!
No Abrupto, José Fonseca diz quase tudo o que há a dizer sobre o caos que reina nas escolas (caos disciplinar e de aprendizagem):
Ora, não é possível instruir sem previamente educar e não é possível educar sem o criterioso recurso a mecanismos de punição/recompensa que pressupõem a autoridade para os aplicar. E foi essa autoridade que os professores foram paulatinamente perdendo: de cedência em cedência, a escola foi-se transformando num mero local anárquico, violento, onde, sem custos, os progenitores depositam os rebentos enquanto fazem pela vida esperando que, sem sobressaltos nem canseiras, atinjam a idade em que não são obrigados a frequentá-la e, nalguns casos, transitem para a universidade..
17/05/2006
Quem afinal matou Mohammed al-Dura?
Ligações de interesse sobre a alegada invenção dos média à volta da morte de Mohammed al-Dura.
1 - WHO REALLY KILLED Mohammed al-Dura?
2 - http://seconddraft.org/selections.php?theme=aldurah_video
3 - http://www.palestinefacts.org/pf_1991to_now_alaqsa_dura.php
4 - http://www.addameer.org/september2000/focus/dura.html
5 - http://www.eretzyisroel.org/~ginsburg/aldura/
6 - Wikipedia
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A infecção e o placebo
Acerca da reunião dos ministros europeus para discutir a questão nuclear iraniana, o Presidente iraniano declarou:
“Surpreende-me que um grupo de pessoas se reúnam na nossa ausência para tomar decisões por nós. Esses senhores ainda pensam que vivem na época do colonialismo, mas as suas decisões não têm nenhum valor para nós” ...Depois de ter arrastado o Irão para a classificação de estado-pária, Ahmadinejad ainda não percebeu que, consequentemente, ele e o seu país serão tratados, cada vez mais, como uma infecção.
Entretanto, a opinião da CE de pouco contará. E tanto menos contará quanto mais continuar a vacilar, pelo que as suas resoluções dificilmente passarão de placebo.
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15/05/2006
10/05/2006
Freitas do Amaral, o ingénuo
Já li muita coisa sobre o incidente do “cansaço” de Freitas do Amaral.
Que o título foi escolhido à revelia do conteúdo, é fácil de perceber e acontece todos os dias. A generalidade dos jornalistas são capazes de tudo para se evidenciarem.
Rendidos às maravilhas do marqueting, os jornalistas sabem que toda a publicidade é boa, mesmo que má: fala-se no assunto e fala-se do autor. Eles sabem que se catrafilarem alguém, ficam a jeito de uma promoção porque as entidades para quem trabalham são como os cartéis de droga: nada respeitam e não têm princípios (além do lucro).
Voltando ao ministro, pode dizer-se que, no mínimo, foi tanso. Foi tanso porque não mediu o que dizia tendo em atenção com quem falava.
Ser tanso, nestas circunstâncias, pouco importa: gasta tinta mas é irrelevante.
O que não é irrelevante é ter presente que Freitas do Amaral, no exercício das suas funções, é capaz de seguir a mesma cartilha perante os seus congéneres. Já deu bastas indicações nesse sentido e, neste caso, podemos já não estar a falar só de tinta: podemos estar a falar de sangue.
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07/05/2006
Gato nasi e, naturalmente, fedorento
Acabei de ver 5 minutos de Gato Fedorento (RTP1) - 5 minutos foi o que aguentei.
Já percebi porque é fedorento: porque é nasi.
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Já percebi porque é fedorento: porque é nasi.
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06/05/2006
Contas de esquerda e direita
Em relação a este post do Retórica e Persuasão, eu diria mesmo mais:
- Se fizer contas, é de direita. Se não fizer, é de esquerda.
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- Se fizer contas, é de direita. Se não fizer, é de esquerda.
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27/04/2006
A cruz nos exames – a cruz de todos nós ...
... ou um método especial para "grunhos".
Este ano, parte dos exames de português do 12º ano, será feita por escolha múltipla. Aquilo a que habitualmente se chama “por cruz”.
Argumenta-se que por esta via se permite que alunos com dificuldade em expressarem-se sejam avaliados em relação à compreensão de um texto.
No 12º ano, qualquer aluno com dificuldade de expressão (ou de escrita) deveria chumbar. Chumbar liminarmente. Este tipo de coisa não é aceitável para lá da 4ª classe. Quem não se sabe explicar oralmente e por escrito não deve passar, de modo algum, do 9ª ano (deveria ser da 4ª classe, mas a hecatombe é tão grande ...).
Para 2007, os idiotas do Ministério da Educação proporão:
1 – Que todo o exame seja feito por escolha múltipla.
2 – Que uma parte do exame seja feito por carimbadela para permitir que os alunos que não saibam fazer uma cruz possam ainda responder.
Para 2008, os mesmos idiotas do Ministério da Educação (mesmo assim as luminárias acharão que é de manter o nome do ministério) proporão o seguinte:
1 – Que o exame continue a ser feito, por completo, por “cruzinha”.
2 – Que se faculte aos alunos um professor destinado a ler-lhes os textos e as perguntas. Desta forma permite-se-á que alunos que não saibam ler, possam responder.
3 – Que os alunos possam responder por grunhidos. Caberá ao professor seleccionar o grunhido que mais se adeqúe à resposta correcta.
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Este ano, parte dos exames de português do 12º ano, será feita por escolha múltipla. Aquilo a que habitualmente se chama “por cruz”.
Argumenta-se que por esta via se permite que alunos com dificuldade em expressarem-se sejam avaliados em relação à compreensão de um texto.
No 12º ano, qualquer aluno com dificuldade de expressão (ou de escrita) deveria chumbar. Chumbar liminarmente. Este tipo de coisa não é aceitável para lá da 4ª classe. Quem não se sabe explicar oralmente e por escrito não deve passar, de modo algum, do 9ª ano (deveria ser da 4ª classe, mas a hecatombe é tão grande ...).
Para 2007, os idiotas do Ministério da Educação proporão:
1 – Que todo o exame seja feito por escolha múltipla.
2 – Que uma parte do exame seja feito por carimbadela para permitir que os alunos que não saibam fazer uma cruz possam ainda responder.
Para 2008, os mesmos idiotas do Ministério da Educação (mesmo assim as luminárias acharão que é de manter o nome do ministério) proporão o seguinte:
1 – Que o exame continue a ser feito, por completo, por “cruzinha”.
2 – Que se faculte aos alunos um professor destinado a ler-lhes os textos e as perguntas. Desta forma permite-se-á que alunos que não saibam ler, possam responder.
3 – Que os alunos possam responder por grunhidos. Caberá ao professor seleccionar o grunhido que mais se adeqúe à resposta correcta.
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26/04/2006
Chernobyl 20
Convém não esquecer que:
1 - O reactor nº 4 de Chernobyl estoirou há 20 anos.
2 - Que só depois de vários dias decorridos foi admitida pelas autoridades da União Soviérica a ocorrência do acidente - e só perante a chedgada e detecção da respectiva radiação aos países vizinhos.
24/04/2006
Multiculturalismo de retrete
Segundo a BBC (via No Pasaran), o Ministério do Interior inglês providenciou a construção de blocos de casa de banho novos de forma a evitar que os prisioneiros muçulmanos ficassem virados para Meca enquanto as utilizassem.
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Epistemologia jornalística
No Blog Retórica e Persuasão, escreve Américo de Sousa:
Disponibilizo aqui o texto integral da comunicação que levei ao VII Congresso Lusófono de Ciências da Comunicação, em Santiago de Compostela. Mas para quem queira apenas, ou antes de mais, ficar com uma ideia geral do que lá se trata, o melhor ainda será ler a breve apresentação que dela fiz no próprio evento:
A minha comunicação corresponde, em síntese, a uma reiterada afirmação do primado da objectividade jornalística e dos valores de isenção e rigor que lhe andam associados.
Trata-se aqui, naturalmente, da objectividade possível e não de uma objectividade absoluta, que é, como se sabe, inacessível aos humanos. Mas como digo no meu texto, o facto da própria ciência não ascender a verdades absolutas não lhe retira objectividade. Com as devidas diferenças, assim será também no jornalismo.
Não parece, contudo, ser este o pensamento dominante no actual campo jornalístico português, tantos são os que contestam os valores de isenção e de rigor no jornalismo, ainda que os mesmos continuem a figurar como deveres básicos nos códigos deontológicos que regem a actividade.
Fui à procura de declarações de jornalistas portugueses que se posicionam num certo “subjectivismo jornalístico” e encontrei três grandes tipos de argumentos:
O argumento mitológico - a objectividade é apenas um mito criado para o jornalismo aparentar uma competência que não tem.
O argumento perspectívico - não há objectividade, porque os jornalistas olham para realidade a partir de uma determinada perspectiva (que pode não ser a dos outros).
E o argumento limitativo - a objectividade é impossível devido às limitações do próprio jornalista (percepção, influência do seu sistema de valores, particular relação com o mundo, etc.).
São estes três principais argumentos que procuro desqualificar no meu texto, ao mesmo tempo que chamo a atenção para o perigo de poderem funcionar como verdadeira almofada teórica para justificar todos os excessos, desde logo, o da recusa de qualquer pretensão de objectividade jornalística.
É que num jornalismo sem objectividade, sem imparcialidade, sem isenção e rigor o jornalista poderia passar a dizer o que lhe viesse à cabeça, escrever sobre assuntos da sua exclusiva preferência ou interesse pessoal, cingir-se à realidade ou misturar ficção. Seria indiferente. Porque o leitor não teria nada a ver com isso. A voz de comando seria a de um critério jornalístico verdadeiramente à solta e sempre sujeito às mais subjectivas invocações.
Ora o mínimo que se pode dizer deste subjectivismo é que é perfeitamente absurdo. Porque se do ponto de vista de uma vida partilhada, a reacção do outro fosse completamente imprevisível, a própria vivência comunitária estaria em risco. E não está. Pelo menos, por esse motivo.
Se o verdadeiro ou o falso, o certo ou incerto, o bom ou o mau dependessem apenas da subjectividade de cada um, como conseguiriam os homens comunicar entre si? O caso extremo das preferências pessoais é talvez o mais elucidativo. Elas são evidentemente subjectivas, naquele sentido banal de que se reportam a sujeitos. Mas já não cognitivamente subjectivas, porque podem ser justificadas, podem ser compreendidas. Não valem todas a mesma coisa, não são igualmente aceitáveis, não são aleatórias.
Uma pessoa pode gostar de fumar, e outra, não. Provavelmente, uma valoriza mais o prazer e a descontracção que o fumo lhe proporciona, do que o mal que lhe faz à saúde e que não ignora. A outra, o inverso. Mas a decisão ou comportamento de cada uma, tem uma explicação objectiva. Não é tudo subjectivo, não é tudo aleatório, não é tudo irracional.
Acresce que se tudo fosse muito subjectivo, a própria afirmação de que tudo é muito subjectivo seria também ela muito subjectiva, auto-refutante, logo, racionalmente inoponível a quem dela discordasse, já que a partir daí deixaria de haver qualquer razão ou fundamento para se poder considerar uma afirmação, qualquer afirmação, como melhor ou pior do que outra. E é para este beco sem saída que a recusa da objectividade acaba por nos lançar.
Por aqui se vê como o subjectivismo jornalístico assenta numa ideia tão errada como prejudicial. Num tempo em que, pela perversão mediática das tiragens ou das audiências, o jornalismo está sujeito a uma cada vez maior descaracterização, que estranha razão poderia levar o leitor a passar um cheque em branco a um jornalista que não respeitasse o princípio da objectividade, quando, precisamente por isso, a maior vigilância crítica o deveria submeter?
A recusa da objectividade jornalística não atenta, por isso, apenas contra os direitos do leitor mas também contra a sua boa-fé. E isso, convenhamos, não é coisa que se faça.
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Disponibilizo aqui o texto integral da comunicação que levei ao VII Congresso Lusófono de Ciências da Comunicação, em Santiago de Compostela. Mas para quem queira apenas, ou antes de mais, ficar com uma ideia geral do que lá se trata, o melhor ainda será ler a breve apresentação que dela fiz no próprio evento:
A minha comunicação corresponde, em síntese, a uma reiterada afirmação do primado da objectividade jornalística e dos valores de isenção e rigor que lhe andam associados.
Trata-se aqui, naturalmente, da objectividade possível e não de uma objectividade absoluta, que é, como se sabe, inacessível aos humanos. Mas como digo no meu texto, o facto da própria ciência não ascender a verdades absolutas não lhe retira objectividade. Com as devidas diferenças, assim será também no jornalismo.
Não parece, contudo, ser este o pensamento dominante no actual campo jornalístico português, tantos são os que contestam os valores de isenção e de rigor no jornalismo, ainda que os mesmos continuem a figurar como deveres básicos nos códigos deontológicos que regem a actividade.
Fui à procura de declarações de jornalistas portugueses que se posicionam num certo “subjectivismo jornalístico” e encontrei três grandes tipos de argumentos:
O argumento mitológico - a objectividade é apenas um mito criado para o jornalismo aparentar uma competência que não tem.
O argumento perspectívico - não há objectividade, porque os jornalistas olham para realidade a partir de uma determinada perspectiva (que pode não ser a dos outros).
E o argumento limitativo - a objectividade é impossível devido às limitações do próprio jornalista (percepção, influência do seu sistema de valores, particular relação com o mundo, etc.).
São estes três principais argumentos que procuro desqualificar no meu texto, ao mesmo tempo que chamo a atenção para o perigo de poderem funcionar como verdadeira almofada teórica para justificar todos os excessos, desde logo, o da recusa de qualquer pretensão de objectividade jornalística.
É que num jornalismo sem objectividade, sem imparcialidade, sem isenção e rigor o jornalista poderia passar a dizer o que lhe viesse à cabeça, escrever sobre assuntos da sua exclusiva preferência ou interesse pessoal, cingir-se à realidade ou misturar ficção. Seria indiferente. Porque o leitor não teria nada a ver com isso. A voz de comando seria a de um critério jornalístico verdadeiramente à solta e sempre sujeito às mais subjectivas invocações.
Ora o mínimo que se pode dizer deste subjectivismo é que é perfeitamente absurdo. Porque se do ponto de vista de uma vida partilhada, a reacção do outro fosse completamente imprevisível, a própria vivência comunitária estaria em risco. E não está. Pelo menos, por esse motivo.
Se o verdadeiro ou o falso, o certo ou incerto, o bom ou o mau dependessem apenas da subjectividade de cada um, como conseguiriam os homens comunicar entre si? O caso extremo das preferências pessoais é talvez o mais elucidativo. Elas são evidentemente subjectivas, naquele sentido banal de que se reportam a sujeitos. Mas já não cognitivamente subjectivas, porque podem ser justificadas, podem ser compreendidas. Não valem todas a mesma coisa, não são igualmente aceitáveis, não são aleatórias.
Uma pessoa pode gostar de fumar, e outra, não. Provavelmente, uma valoriza mais o prazer e a descontracção que o fumo lhe proporciona, do que o mal que lhe faz à saúde e que não ignora. A outra, o inverso. Mas a decisão ou comportamento de cada uma, tem uma explicação objectiva. Não é tudo subjectivo, não é tudo aleatório, não é tudo irracional.
Acresce que se tudo fosse muito subjectivo, a própria afirmação de que tudo é muito subjectivo seria também ela muito subjectiva, auto-refutante, logo, racionalmente inoponível a quem dela discordasse, já que a partir daí deixaria de haver qualquer razão ou fundamento para se poder considerar uma afirmação, qualquer afirmação, como melhor ou pior do que outra. E é para este beco sem saída que a recusa da objectividade acaba por nos lançar.
Por aqui se vê como o subjectivismo jornalístico assenta numa ideia tão errada como prejudicial. Num tempo em que, pela perversão mediática das tiragens ou das audiências, o jornalismo está sujeito a uma cada vez maior descaracterização, que estranha razão poderia levar o leitor a passar um cheque em branco a um jornalista que não respeitasse o princípio da objectividade, quando, precisamente por isso, a maior vigilância crítica o deveria submeter?
A recusa da objectividade jornalística não atenta, por isso, apenas contra os direitos do leitor mas também contra a sua boa-fé. E isso, convenhamos, não é coisa que se faça.
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23/04/2006
Energias Renováveis
De Manuel Belo Moreira (via Kontratempos).
Energias Renováveis. «Interessado em energias renováveis encarei a possibilidade de instalar painéis fotovoltaicos. Todavia a legislação existente, supostamente feita para incentivar o seu uso, afugenta o mais afoito.
1.
É preciso enviar projecto à Direcção Geral de Energia e esperar pela aceitação, cerca de um ano pelo menos. Para quê um projecto para simples instalações domésticas?
2.
É preciso que a EDP aceite instalar um contador com duas vias.
3.
É preciso inscrição fiscal como fornecedor de electricidade, implicando complicações fiscais evidentes e continuadas, como a declaração periódica do IVA, razão que, só por si, bastou para eu deixar cair a ideia.
Em suma, para quem queira usar essa tecnologia, suportando o investimento, mas minimizando os custos através da venda do que produz em excesso, a legislação existente não serve de todo. E de facto seria possível evitar toda esta complicada tramitação legal e simplesmente fazer com que a entidade que fornece energia fique também obrigada a comprá-la a um preço a definir pelo Estado e fique encarregada de ter uma conta corrente a partir da qual acerta a fiscalidade correspondente, debitando ao consumidor o IVA se tiver que o pagar. Assim bastaria fazer contas e de acordo com as disponibilidades financeiras e responsabilidade social de cada um decidir fazer ou não o investimento. O Estado seria chamado a responsabilizar-se pela política de subsídio às energias renováveis que entenda por em prática e será julgado pela respectiva eficácia».
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Energias Renováveis. «Interessado em energias renováveis encarei a possibilidade de instalar painéis fotovoltaicos. Todavia a legislação existente, supostamente feita para incentivar o seu uso, afugenta o mais afoito.
1.
É preciso enviar projecto à Direcção Geral de Energia e esperar pela aceitação, cerca de um ano pelo menos. Para quê um projecto para simples instalações domésticas?
2.
É preciso que a EDP aceite instalar um contador com duas vias.
3.
É preciso inscrição fiscal como fornecedor de electricidade, implicando complicações fiscais evidentes e continuadas, como a declaração periódica do IVA, razão que, só por si, bastou para eu deixar cair a ideia.
Em suma, para quem queira usar essa tecnologia, suportando o investimento, mas minimizando os custos através da venda do que produz em excesso, a legislação existente não serve de todo. E de facto seria possível evitar toda esta complicada tramitação legal e simplesmente fazer com que a entidade que fornece energia fique também obrigada a comprá-la a um preço a definir pelo Estado e fique encarregada de ter uma conta corrente a partir da qual acerta a fiscalidade correspondente, debitando ao consumidor o IVA se tiver que o pagar. Assim bastaria fazer contas e de acordo com as disponibilidades financeiras e responsabilidade social de cada um decidir fazer ou não o investimento. O Estado seria chamado a responsabilizar-se pela política de subsídio às energias renováveis que entenda por em prática e será julgado pela respectiva eficácia».
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Lista de competências de um jornalista:
1 – Ser animal racional na perspectiva em que suponha não ser inconveniente cometer erros à razão de 1000.
2 – Ser capaz de classificar como abominável homem das neves quem pretenda impor a “frieza dos números” ignorando a candura da razão do jornalista.
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2 – Ser capaz de classificar como abominável homem das neves quem pretenda impor a “frieza dos números” ignorando a candura da razão do jornalista.
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12/04/2006
"Maus tratos" a menores
Finalmente, um assunto que merece a reanimação do blog.
Aqui está o link para a decisão do Supremo Tribunal de Justiça (via Blasfémias).
Voltarei, para explicar porque estou de acordo com a decisão.
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Aqui está o link para a decisão do Supremo Tribunal de Justiça (via Blasfémias).
Voltarei, para explicar porque estou de acordo com a decisão.
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10/04/2006
A baleia supersónica
A RTP-1 acaba de noticiar que um ferry boat japonês, que seguia a 80Km/H, foi abalroado, por detrás, por uma baleia, e que o incidente provocou um batatal de feridos.
Pode concluir-se que a baleia em causa estava equipada com reactores que lhe permitiam alcançar velocidades supersónicas.
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Pode concluir-se que a baleia em causa estava equipada com reactores que lhe permitiam alcançar velocidades supersónicas.
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03/04/2006
30/03/2006
O fenómeno espalha brasas
O fenómeno Freitas do Amaral voltou a meter a pata na poça.
O nosso garboso e lutador anti-fascista Ministro dos Negócios estrangeiros zarpou intempestivamente para o Canadá.
Disse tanto disparate em tão pouco tempo que as autoridades canadianas proibiram a entrada de jornalistas portugueses na conferência de imprensa que se seguiu à reunião com o Ministro Canadiano dos Negócios Estrangeiros, como forma de abortar a dita e poupar o ministro a um massacre (evidentemente que o nosso Ministro se iria recusar a responder só a estrangeiros).
Freitas do Amaral ainda fica a dever uma aos canadianos.
Por favor, arranjem-lhe um tacho na ONU.
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28/03/2006
Morreu Stanislaw Lem
Morreu Stanislaw Lem.
Recordo um dos seus livros: A Voz do Dono (His Master's Voice). No Brasil, A Voz do Mestre (Francisco Alves Editora, Rio de Janeiro 1991).
Este blog está a ficar muito sombrio.
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20/03/2006
19/03/2006
Stop, mas não
Estou com muito trabalho. Stop.
O tempo é curto. Stop.
Voltarei logo que possa. Stop.
As minhas desculpas. Stop.
O tempo é curto. Stop.
Voltarei logo que possa. Stop.
As minhas desculpas. Stop.
02/03/2006
Carros “seguros” - marretas de esborrachar crânios
Não seria má ideia dosear as penas de acidentes de viação em função da potência ou peso dos carros cujos condutores são responsáveis pelos acidentes.
É habitual ouvirem-se condutores de carros potentes (BMWs, Audis, Mercedes, etc, ) gabarem-se de conduzirem a alta velocidade por terem “carros seguros”.
A verdade é que os carros são relativamente seguros para quem viaja neles. Se colidirem com um carro mais ligeiro, eles “safam-se” mas o outro carro fica esborrachado.
Na prática, quem compra um carro potente e pesado (seguro) está a comprar uma marreta para impunemente esborrachar crânios alheios.
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É habitual ouvirem-se condutores de carros potentes (BMWs, Audis, Mercedes, etc, ) gabarem-se de conduzirem a alta velocidade por terem “carros seguros”.
A verdade é que os carros são relativamente seguros para quem viaja neles. Se colidirem com um carro mais ligeiro, eles “safam-se” mas o outro carro fica esborrachado.
Na prática, quem compra um carro potente e pesado (seguro) está a comprar uma marreta para impunemente esborrachar crânios alheios.
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A Novis em economia práfrentex
Suponho que não seja só a Novis, mas este caso foi-me confirmado pelo serviço para onde liguei.
Havendo um imbróglio com uma linha telefónica, liguei para o serviço de assistência da Novis pelo nº 808100100. A documentação informa que se trata de um número taxado como uma chamada local. Por haver um problema, tenho que ligar por outra linha da rede fixa.
Há que ter em atenção que já sou cliente Novis.
Quando a chamada é atendida, aparece um gravador informando quais as opções a que posso aceder, mas as primeiras opções são destinadas a quem ainda não é cliente. Estou portanto a pagar uma chamada para ouvir publicidade Novis.
De seguida, após seleccionar a opção que me diz respeito, recebo a informação de que terei que esperar cerca de ¼ de hora.
No fim do tempo previsto sou atendido. Digo ao que venho e volto a esperar um bom bocado enquanto o operador consulta “o sistema”.
Recebo a informação que pretendo (que a Novis se atrasou, mas que “deve estar quase”) e finalmente pergunto quem pagou a chamada de 20 minutos. A resposta foi: “o cliente”.
Moral da história: A Novis mete o pé na argola, o cliente paga para ouvir publicidade e música chungosa, é atendido, volta a esperar ouvindo música chungosa, e finalmente percebe que terá que pagar todo aquele lixo, simplesmente, porque têm demasiados clientes, porque há poucos funcionários a atender, ou, finalmente, porque há demasiados problemas (serviços incompetentes?).
Viva a economia práfrentex.
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Havendo um imbróglio com uma linha telefónica, liguei para o serviço de assistência da Novis pelo nº 808100100. A documentação informa que se trata de um número taxado como uma chamada local. Por haver um problema, tenho que ligar por outra linha da rede fixa.
Há que ter em atenção que já sou cliente Novis.
Quando a chamada é atendida, aparece um gravador informando quais as opções a que posso aceder, mas as primeiras opções são destinadas a quem ainda não é cliente. Estou portanto a pagar uma chamada para ouvir publicidade Novis.
De seguida, após seleccionar a opção que me diz respeito, recebo a informação de que terei que esperar cerca de ¼ de hora.
No fim do tempo previsto sou atendido. Digo ao que venho e volto a esperar um bom bocado enquanto o operador consulta “o sistema”.
Recebo a informação que pretendo (que a Novis se atrasou, mas que “deve estar quase”) e finalmente pergunto quem pagou a chamada de 20 minutos. A resposta foi: “o cliente”.
Moral da história: A Novis mete o pé na argola, o cliente paga para ouvir publicidade e música chungosa, é atendido, volta a esperar ouvindo música chungosa, e finalmente percebe que terá que pagar todo aquele lixo, simplesmente, porque têm demasiados clientes, porque há poucos funcionários a atender, ou, finalmente, porque há demasiados problemas (serviços incompetentes?).
Viva a economia práfrentex.
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27/02/2006
26/02/2006
O lamentável José Manuel Fernandes
Estou a ver, na RTP2, o programa Diga Lá Excelência em que o Ministro do Trabalho e Solidariedade Social, José António Vieira da Silva é entrevistado por Graça Afonso e José Manuel Fernandes.
Nesse momento, e há mais de meia hora, o lamentável “jornalista” José Manuel Fernandes chinga o juízo ao ministro sobre duas excepções de excepção de excepção: o caso em que um reformado que vivendo de uma reforma extremamente baixa, é pai (ou mãe) de gente abastada com quem não se dá bem, e, melhor (pior) ainda, o caso daqueles que ficarão limitados a receber reformas iguais ao salário do Presidente da República.
José Manuel Fernandes, fala ainda por cima, pelo menos 3 vezes mais tempo que o ministro e interrompe-o sistematicamente, e tem o desplante de “informar” o ministro que pretende, por aquela via, “testar” a justeza do processo.
Amanhã vai opinar ao mesmo nível de qualidade sobre o menmo assunto.
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Nesse momento, e há mais de meia hora, o lamentável “jornalista” José Manuel Fernandes chinga o juízo ao ministro sobre duas excepções de excepção de excepção: o caso em que um reformado que vivendo de uma reforma extremamente baixa, é pai (ou mãe) de gente abastada com quem não se dá bem, e, melhor (pior) ainda, o caso daqueles que ficarão limitados a receber reformas iguais ao salário do Presidente da República.
José Manuel Fernandes, fala ainda por cima, pelo menos 3 vezes mais tempo que o ministro e interrompe-o sistematicamente, e tem o desplante de “informar” o ministro que pretende, por aquela via, “testar” a justeza do processo.
Amanhã vai opinar ao mesmo nível de qualidade sobre o menmo assunto.
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Bufas televisivas
Porque resolveram as televisões transportar algumas entrevistas e debates para um ambiente de tasca, sonorizando-os com o respectivo ruído de fundo?
Modernismo? Realismo? Este último cenário é mais promissor. Que experimentem adicionar também ruídos de bufa.
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Modernismo? Realismo? Este último cenário é mais promissor. Que experimentem adicionar também ruídos de bufa.
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24/02/2006
Cenário Virtual
O novo cenário da SIC parece feito por cachopos a quem saiu a sorte grande.
Com o 'chroma' de fundo, os pivots passam a vida a voar.
A risca branca da mesa não deixa que os operadores abram decentemente o diafragma, postergando os jornalistas e convidados para a penumbra.
Enfim, coisas de nabos reinventadores da roda.
Depois dizem que se trata de “cenários virtuais”. Pouco virtual é a incompetência.
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Com o 'chroma' de fundo, os pivots passam a vida a voar.
A risca branca da mesa não deixa que os operadores abram decentemente o diafragma, postergando os jornalistas e convidados para a penumbra.
Enfim, coisas de nabos reinventadores da roda.
Depois dizem que se trata de “cenários virtuais”. Pouco virtual é a incompetência.
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23/02/2006
Ultrage
Alguns desses parvalhões, entre os quais dirigentes europeus, apressaram-se a pedir desculpa!!!
Que dirão agora, face a isto?
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19/02/2006
18/02/2006
Cartoon popular
Chegada ao sistema solar, a tripulação de uma nave intergaláctica alienígena vê-se atacada de um tédio infinito.
- Vamos a Saturno, a um baile – diz um tripulante.
- Não pá – responde outro – o planeta é muito frio e os anéis fazem-me confusão.
- Então vamos a Vénus.
- Nem pensar, é muito quente e a capa de nuvens deixar-me-ia ainda mais acabrunhado.
- Chiça, és difícil de contentar. E se formos à Terra, a uma farra?
- Porra! Tás cada vez pior. Não te lembras de lá termos ido há uns dois mil anos? Não te lembras da bronca que deu termo-nos metido com uma tal Maria? Olha que os gajos ainda hoje falam disso.
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17/02/2006
Quanto mais tarde for, pior será
A propósito deste post de 'O Acidental', suponho que esta coisa dos cartoons não foi ainda bem digerida, assim como não o foi o problema do Iraque e não está a ser ainda o do Irão. Nesta bagunça, o problema da Palestina é um mero pormenor, que, aliás, os radicais islamistas fazem os possíveis para manter em banho-maria para, como no caso dos cartoons, ganharem margem de manobra.
A Europa está convencida, (ou melhor parte dela, mas suponho que ainda a maioria) que “condescendências” ajudam a resolver o problema. Não ajudam. Do 'outro lado', os islamistas limitam-se a fazer notar ao seu campo que estão a ganhar a guerra (que mantêm com todo o mundo com particular destaque em relação aos próprios muçulmanos) apontando para mais uma cedência nossa.
O exemplo mais notório encontra-se nas infindáveis negociações que a lado nenhum conduzem, e que só servem para que os islamistas e o seu campo percebam que temos medo e que estaremos infinitamente dispostos a negociar dando-lhes margem de manobra para avançarem – se não militarmente (por enquanto), pelo menos estrategicamente.
Os islamistas vão sedimentando as suas posições, vão preparando o terreno para a desestabilização, por dentro, do Ocidente, em particular da Europa, até que a coisa esteja bem madura.
Como arma de arremesso, os islamistas usam o que muito bem entendem, de acordo com a táctica do momento, alavancando-se nos mais diversos pretextos: a Palestina, o ataque ao Islão, “a nossa sede por petróleo” , o ataque à sua civilização, em último caso invocando a nossa mania de superioridade que mais não é que a sua própria paranóia de inferioridade. Essa paranóia é claramente cultivada pelos próprios islamistas.
As caricaturas deram jeito. Se não fossem as caricaturas seria outra coisa qualquer.
A Europa está convencida que “poupando” as susceptibilidades muçulmanas apazigua a coisa, mas com a paranóia de não ferir susceptibilidades e de evitar a “reacção das outra parte” não percebe que dá aos islamistas mais uma vitória - “os gajos são fracos” rosnam eles entre dentes (digo “rosnam” porque estou a caricaturar e se eles não gostarem é problema deles).
Em boa verdade, assiste-se a três guerras: entre is islamistas (onde os radicais dominam claramente, ou, pelo menos constringem claramente), entre os islamistas e o ocidente, e entre duas facções do ocidente (uma guerra de punhos de renda, como é da praxe, mas uma guerra) mais exactamente entre os 'condescendentes aos islamistas' e os 'duros perante os islamistas'. Daí os blogues serem importantes.
Não defendo que se puxem de imediato das armas, mas defendo que não tenhamos receio de dizer “sim, somos claramente mais evoluídos que vocês, e se vocês têm, por isso, um complexo de inferioridade é um problema vosso (resolvam-no entre vós porque o problema é vosso). Não abdicamos das nossas conquistas (separação de poderes, liberdade de imprensa, etc.) e não estaremos dispostos a aturar quem tente morar connosco apesar de dizer que nos odeia. E quanto mais tarde for, pior é.

Os norte americanos assistem a esta telenovela com assistiria Muttley.
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A Europa está convencida, (ou melhor parte dela, mas suponho que ainda a maioria) que “condescendências” ajudam a resolver o problema. Não ajudam. Do 'outro lado', os islamistas limitam-se a fazer notar ao seu campo que estão a ganhar a guerra (que mantêm com todo o mundo com particular destaque em relação aos próprios muçulmanos) apontando para mais uma cedência nossa.
O exemplo mais notório encontra-se nas infindáveis negociações que a lado nenhum conduzem, e que só servem para que os islamistas e o seu campo percebam que temos medo e que estaremos infinitamente dispostos a negociar dando-lhes margem de manobra para avançarem – se não militarmente (por enquanto), pelo menos estrategicamente.
Os islamistas vão sedimentando as suas posições, vão preparando o terreno para a desestabilização, por dentro, do Ocidente, em particular da Europa, até que a coisa esteja bem madura.
Como arma de arremesso, os islamistas usam o que muito bem entendem, de acordo com a táctica do momento, alavancando-se nos mais diversos pretextos: a Palestina, o ataque ao Islão, “a nossa sede por petróleo” , o ataque à sua civilização, em último caso invocando a nossa mania de superioridade que mais não é que a sua própria paranóia de inferioridade. Essa paranóia é claramente cultivada pelos próprios islamistas.
As caricaturas deram jeito. Se não fossem as caricaturas seria outra coisa qualquer.
A Europa está convencida que “poupando” as susceptibilidades muçulmanas apazigua a coisa, mas com a paranóia de não ferir susceptibilidades e de evitar a “reacção das outra parte” não percebe que dá aos islamistas mais uma vitória - “os gajos são fracos” rosnam eles entre dentes (digo “rosnam” porque estou a caricaturar e se eles não gostarem é problema deles).
Em boa verdade, assiste-se a três guerras: entre is islamistas (onde os radicais dominam claramente, ou, pelo menos constringem claramente), entre os islamistas e o ocidente, e entre duas facções do ocidente (uma guerra de punhos de renda, como é da praxe, mas uma guerra) mais exactamente entre os 'condescendentes aos islamistas' e os 'duros perante os islamistas'. Daí os blogues serem importantes.
Não defendo que se puxem de imediato das armas, mas defendo que não tenhamos receio de dizer “sim, somos claramente mais evoluídos que vocês, e se vocês têm, por isso, um complexo de inferioridade é um problema vosso (resolvam-no entre vós porque o problema é vosso). Não abdicamos das nossas conquistas (separação de poderes, liberdade de imprensa, etc.) e não estaremos dispostos a aturar quem tente morar connosco apesar de dizer que nos odeia. E quanto mais tarde for, pior é.
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16/02/2006
Narizes, fora do disco
Software especial para quem não gosta que lhes metam o nariz no que tem guardado no disco do computador: BestCrypt (da Jetico).
Uso-o, e aconcelho-o a:
JornalistasFeito na Comunidade, absolutamente legal (se comprado, pois claro).
Blogueiros
Notas importantes:
1 - Não escrevam a password no computador.
2 - Não esqueçam a password, ou tudo perdem - não há 'porta das trazeiras'.
14/02/2006
Os tempos que correm ...
... não há duvida: são muito ricos.
Pela batuta dos cartoonistas, a Europa está a reconhecer-se, a crescer e a aprender.
Alguns dirigentes europeus não atinam de todo. Suponho que os que se encontram em maior dificuldade, sejam aqueles na cabeça dos quais a Europa é uma realidade ainda mais virtual: os debitantes de verborreias "politicamente correctíssimas".
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Pela batuta dos cartoonistas, a Europa está a reconhecer-se, a crescer e a aprender.
Alguns dirigentes europeus não atinam de todo. Suponho que os que se encontram em maior dificuldade, sejam aqueles na cabeça dos quais a Europa é uma realidade ainda mais virtual: os debitantes de verborreias "politicamente correctíssimas".
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13/02/2006
"Nós", os agressores
Freitas do Amaral
O agressor Freitas do Amaral voltou a ser acometido de uma ideia: qualquer coisa relacionada com árabes, europeus e "futebol".
Como desconheço, em absoluto, a que se refere a palavra "futebol", vejo-me impossibilitado de classificar a ideia como inteligente.
Nota: Cartoon vilmente abarbatado ao Blasfémias
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12/02/2006
11/02/2006
Cobardias e facadas nas costas
Freitas do Amaral
É inqualificável a reacção de uma boa parte dos dirigentes europeus face ao problema das caricaturas a Maomé: cobarde.
O ministro Freitas do Amaral, como outros, acobardou-se à sombra dos ataques à Dinamarca. Quando se esperava uma resposta em bloco, em defesa da Dinamarca, assistiu-se ao titubeante argumentativo à volta de ... “sensibilidades”.
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Sagrados e Sagrados
Imagens gentilmente surripadas em No Passarán.
Na TV, um dirigente muçulmano vem reclamar que as caricaturas que no seu mundo se produzem, relativas ao mundo ocidental, não têm a gravidade que têm as caricaturas a Maomé, porque não atacam o sagrado.
Era só o que faltava. Agora não podemos decidir o que para nós é sagrado?
Por mim, as religiões pouco valem. Para mim, as vida humana é o que há de maior valor.
É justamente a vida humana que os televisivos dirigentes muçulmanos parecem mais desprezar. Nem está em causa se caricaturam ou não a vida humana. Desprezam-na, simplesmente, e parecem disso ter orgulho.
Caricaturemo-los, portanto, sem limitações. E não nos esqueçamos que estamos, simplesmente, a falar de caricaturas: desenhos em papel. Não estamos a passar à acção, como eles a entendem, que aliás, não é defendida nos cartoons.
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10/02/2006
Convite a pensar
No blog Retórica e Persuasão, Américo de Sousa transcreve Desidério Murcho *:
"A ciência convida-nos a pensar, e não aceita autoridades arbitrárias nem tradições acríticas; por isso, quando a ciência determina que os objectos mais pesados não caem mais depressa, ninguém anda de pistola na mão a prender e matar ou excomungar quem não acredita nesta ideia. A força da verdade é suficiente."Não estou certo que, a propósito das caricaturas, não ande alguém, de pistola na mão, a prender e a matar ou excomungar quem quer que defenda, ou acredite na ideia em causa, o que implica que a força da verdade seja incómoda. De outra forma, não sendo verdade, bastaria dar pouca importância ao assunto.
O ideal científico deve surgir não só como face tolerante da verdade, mas também da mentira (quando for o caso).
* (2006), Pensar Outra Vez: Filosofia, Valor e Verdade - Vila Nova de Famalicão: Quasi Edições, p. 63
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05/02/2006
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