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26/01/2008

Jolly good fellows

Parece que engavetaram em Espanha uma horda de mânfios que se preparariam para promover o multiculturalismo (defendido por Zapatero) por via da utilização de substancias energeticamente instáveis capazes de libertar energia de que resulta uma enorme produção de calor e substanciais alterações de pressão.

Não é claro se os artistas em causa pertencem ao mesmo grupo alter-globalista que ajudou a promover a eleição de Zapatero.

Parece que a secreta espanhola terá recebido informações suficientemente relevantes para lhes permitir "justificar" (que lata) o recolhimento, para introspecção, dos multilateralistas.

Não é também claro se a informação recebida, sabe-se lá de onde, implicará alguma forma de cedência dos poderes políticos espanhóis a alguma unilateralista exigenciazita.

Publicado no Fiel Inimigo a 19 de Janeiro de 2008.

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10/11/2007

Do verniz



Eh eh. Na cimeira Ibero-americana saltou o verniz entre Zapatero e Chavez.

Parece que Zapatero se apercebeu, finalmente, que Chavez não é boa companhia.

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11/05/2007

Zapatero pelos trilhos de Franco

Os querubins zapaterianos continuam a defender os métodos do ditador Franco.
La mayoría del pleno de la Cámara se opuso a la moción del principal partido de la oposición, en la que pedía al Ejecutivo español que exigiera al Gobierno cubano la “inmediata” liberación de 134 “presos políticos” condenados “por defender la democracia, la libertad y los derechos humanos” en la isla.
Porquê?
... acusó al PP de ser el “representante” en España del “imperio” estadounidense.
... que giro!

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21/10/2004

Zapatero ataca preventivamente

À luz dos mais elementares princípios humanistas, pacifistas, morais, etc, que Zapatero defende, vou comentar esta notícia.


Desarticulada Rede Terrorista Islâmica em Espanha
Por NUNO RIBEIRO, Madrid
O Pùblico - Quarta-feira, 20 de Outubro de 2004

Na madrugada de ontem, em diversas regiões do país, a polícia espanhola desarticulou uma rede terrorista islâmica que tinha como objectivo perpetrar um atentado contra a Audiência Nacional de Madrid. A operação, dirigida pelo juiz Baltasar Garzón e ainda em aberto, saldou-se com nove detidos, um dos quais, o chefe da célula, na Suiça, e levou na tarde de ontem os agentes a diversas prisões de Espanha, onde estão detidos outros membros do grupo.

"Foi uma operação preventiva contra uma célula do radicalismo islâmico que preparava um atentado", disse, ao fim da manhã de ontem, José António Alonso, ministro do Interior de Espanha.

Aaaaaahhhhhhh ……. este termo de “operação preventiva” lembra-me qualquer coisa. Se calhar não lembra, é simplesmente parecido com a palavra “preemptive” usada por George Bush.

António Alonso precisou, ainda, "que o grupo não tinha material para cometer o atentado", mas que já tinha escolhido o alvo: o edifício da Audiência Nacional de Madrid, o tribunal que em Espanha julga e instrui os processos de terrorismo.

Péra lá … então prenderam os rapazes e nem as armas de destruição maciça de que os acusam de pretender usar encontraram? Moveram-lhe caça baseados em quê? No diz-que-disse?

"O grupo já tinha escolhido o meio, um camião carregado com 500 quilogramas da explosivos", revelou Alonso. Aliás, os planos teóricos do ataque estavam muito avançados, incluindo os contactos para a compra de explosivos.

Tudo teoria, portanto. Não encontraram camião, não encontraram explosivos, mas encontraram teorias. Avançadas dizem. No entanto engavetaram-nos … e se calhar ameaçaram-nos com armas … e se calhar eram capazes de disparar se eles defendessem a sua propriedade intelectual (os planos).

O titular do Interior do Governo de Espanha não confirmou que o fornecedor da dinamite fosse a ETA. "As forças de segurança e os juizes conduzem a sua acção por factos não por palpites", comentou.

Bem, percebe-se logo que eles mentem. Se não a dizem logo a verdade mentem. A verdade é outra … os gajos tinham ligações a Al Qaeda, - perdão, - à ETA ... estão mas é a esconder qualquer coisa ... velhos hábitos do tempo de Aznar.

"Manual do martírio"

As prisões dos argelinos e marroquinos que constituam esta célula ocorreram na Andaluzia, nas províncias de Málaga e Almeria, em Valência, em Madrid e em Pamplona, Navarra. Dos oito detidos que há muito residiam em Espanha, alguns dos quais tinham estado presos por delitos comuns, um foi posto em liberdade. Nas buscas, os agentes da Brigada de informação da polícia apreenderam cheques bancários, vários exemplares de um livro peculiar - "manual do martírio" - utilizado pelos terroristas suicidas, agendas telefónicas, computadores portáteis e dois mil euros em dinheiro.

Bem, cada um tem a liberdade de escolher seu próprio martírio. É uma questão cultural. Só George Bush não percebe. Quanto ao resto, e à excepção dos euros, tenho tudo em casa e não ando a tramar nada.

A meio da tarde de ontem, as diligências policiais alargaram-se a diversas prisões espanholas onde estão detidos outros muçulmanos que os investigadores vinculam com esta célula. A investigação sublinha que este grupo nada tem a ver com o que perpetrou em 11 de Março a matança de Atocha, tratando-se de outra célula autónoma, e que se relacionava com outras da Europa, Estados Unidos e Austrália.

Era simplesmente um problema de falta de informação. Os gajos voltaram à carga com os espanhóis porque não sabiam que Zapatero tinha retirado do Iraque. Para que os engavetaram? Os espanhóis já não estão com os restantes algozes americanos e australianos, portanto nada havia a recear. Bastariam lá ter enviado assistentes sociais para explicar que Zapatero já tinha posto as coisa “en su sítiu”. Há que não esquecer que, tudo o que de mal nasce, não nasce sem um motivo, e esse motivo não pode ser Zapatero porque não é unilateral. Bastava terem explicado isso às criaturas que elas percebiam logo.

O chefe do grupo, Mohamed Akra, um argelino que a polícia relaciona com o GIA, foi detido há dois dias na Suiça a requerimento do juiz Garzón. Trata-se de um indivíduo que viveu em Navarra, Valência e Málaga, esteve preso por duas vezes em Espanha por pequenos delitos, e que em Setembro do ano passado residia na Suiça. Geralmente utilizava as identidades falsas de Mohamed Achraf ou Mikael Etinenne Christian.

Mas o Garzón não se chama Baltazar Garzón? Então é isso, é essa a ligação à Bíblia de George Bush. Garzón deve querer repetir a visita do rei mago Baltazar ao menino Jesus. Garzón é um submarino de Bush – há que avisar Zapatero – presto, presto.

"As mesquitas são hoje pontos chave para se detectarem as mentalidades extremistas", sublinhou, ontem, Gregório Gómez, da Plataforma de Associações de imigrantes da Andaluzia. "O Governo deve promover acordos e estreitar as relações com as mesquitas para evitar as tentativas de terrorismo islâmico em Espanha", acentuou Gómez. "O Islão e o terrorismo são incompatíveis", considerou, por seu turno, Mansur Escudero, secretário-geral da Comissão Islâmica de Espanha.

Qual terroristas, qual carapuça. O governo quer estreitar relações com as mesquitas? Pois tivessem estreitado relações com os gajos que prenderam. Assim só vão exacerbar mais os ânimos e criar mais terrorismo. Olha que pouca vergonha. Terrorismo islâmico? Mas onde?

"Nós, os muçulmanos, somos pessoas normais que respeitamos a lei", referiu.

Assim não brinco. “Terrorismo islâmico” e “muçulmanos pessoas normais” quer dizer “terroristas são pessoas normais”. Vão brincar com o raio que os partam. Isto até parece um Bushismo.

01/09/2004

O impossível equilíbrio pacifista

Os ataque terrorista (ou como lhe quiseres chamar) à escola, na Ossétia Norte, veio pôr novamente os pacifistas, especialmente os franceses, em palpos de aranha.

Protestaram violentamente contra Bush por causa do ataque ao Iraque. Não se manifestam, nem por sombras pela mesma medida, contra a execução de reféns, nomeadamente franceses.

Compreende-se porquê - aos executores é indiferente que haja ou não manifestações. A ser assim, significa que não é a questão de princípio que lhes interessa, mas a de poderem, ou não, ‘chatear’ norte-americanos - a única coisa que sabem fazer.

A equação torna-se impossível quando eles protestam contra aqueles para quem o protesto faz algum tipo de moça mas não protestarem contra quem o protestado Bush ataca, mesmo quanto os “agredidos” executam pessoas (claramente civis, de qualquer nacionalidade, por mais proletas que sejam – caso dos nepaleses). A questão da quantidade é suplantada pela qualidade, tanto mais que a quantidade de reféns apanhados só não é superior porque não conseguem.

Onde anda Zapatero? Neste momento deve estar a procurar maneira de encarar os franceses nos olhos. Esta ameaça de execução é perpetrada por aqueles a quem Zapatero cedeu. A Espanha vai desaparecer da cena internacional por muito tempo.

A posição imperial dos norte-americanos vai-se fortalecendo com estas europeias e caricatas cenas. Velha Europa - obsoleta Europa.

E onde anda o pacifismo trans-fronteiriço? Onde estão os movimentos pacifistas internacionais? Não seria suposto aparecerem em apoio dos reféns? Onde estão os muitíssimo badalados milhões de pacifistas ingleses? Não protestam contra a execução dos jornalistas franceses? Ou será que já não o podem fazer porque o não fizeram antes de norte-americanos serem executados?

Na minha opinião os movimentos pacifistas e a esquerda moderna só existem num eixo - contra os norte-americanos. Não têm posição a favor ou contra mais nada, nem lhes interessa, de facto, o que se passa. Havendo norte-americanos no planeta é tudo o que querem saber – bota abaixo.

Entretanto os norte-americanos estão retirando da Europa, deixando-a "sozinha", coisa que, embora possa parecer surpreender e preocupar os pacifistas dirigentes europeus por perceberem que vão ter que os substituir (ouvem-se as gargalhadas de Donald Rumsfeld), não surpreende, de facto, porque eles sabem que os Estados Unidos estão, simplesmente, a fazer o que tem que ser feito, e a fazer, com pouca, ajuda aquilo em que toda Europa os devia ajudar. A ama-seca já não toma conta dos catraios e a criançada já está tentando tapar o buraco declarando que o dispositivo de segurança da Europa tem que avançar (teoricamente). Os americanos podem comportar-se como potência imperial, mas estão fartos de cachopada.

29/06/2004

A Europa, os americanos e Durão

Ainda não consegui perceber bem qual a prioridade de critérios de escolha de candidatos à presidência da comissão.

Uma das mais inquietantes suspeitas recai sobre a razão porque o Blair terá sido posto de parte - por não fazer parte de um país pertencente ao Euro ...

Não percebo sequer, se este teria, de facto, sido um critério.

Não terá, aparentemente, sido posto de parte por não ser respeitador do direito internacional (o Durão também não foi).

Ter sido posto de parte por questões relacionadas com o vil metal, parece coisa de americanos. Parece ser coisa que os europeus sempre puseram em terceiro plano, coisa que sempre têm orgulhosamente brandindo como sendo a "grande diferença" entre Europa (justa) e América (vilã).

Alguém me pode ajudar?

Há quem diga que a maior desgraça da intervenção americana no Iraque foi ter dividido o ocidente. Ainda não percebi como se oscila tão facilmente entre eleger como maior desgraça as vítimas inocentes iraquianas (vítimas dos americanos, porque dos árabes são abençoadas) ou a divisão do ocidente, em especial da Europa.

Cá por mim preocupar-me-ei mais pelas vítimas iraquianas, especialmente as inocentes (às mãos de quem quer que seja) do que com a divisão da Europa ou do ocidente. Acho aliás que essa divisão é benigna. Separa os vários tipos de águas, sendo que, para mim, o tipo mais importante são as salobras ... aquelas que se anunciam como puras.

E como explicar o apoio da Zapatero a Durão?

28/06/2004

A Europa, Zapatero, Mugabe e Bush

A Europa está tão sedenta de molhar a sopa no petróleo iraquiano que se dispõem a eleger o Durão para a comissão - só pode ser essa a razão, aos olhos da forma como os próprios europeus abordam, habitualmente, o assunto. Aznar já não está à vista e daria muito mais nas vistas.

E como está o Zapatero a digerir o supositório? Ele que dizia: Durão nunca, foi muito pró-guerra. O mesmo Zapatero que prometia deixar as tropas se a ONU aprovasse a coisa. Se calhar está a pagar a decisão.

Quando a franceses e alemães, propõem agora dar treino às futuras estruturas militares iraquianas, nos respectivos territórios (francês e alemão) ... para evitarem ser vistos como ... invasores. Auto-invadem-se de tropa estrangeira, portanto. Talvez se possa dizer que o Iraque vai, temporariamente, anexar a França e Alemanha. Suponho bem que os iraquianos não vão na conversa. Naquelas paragens só factura quem arrisca o pelo e franceses e alemães só arriscam o pelo ao sol das praias algarvias.

Voltando ao Barroso, estou para ver como vai ele descalçar a bota dos genocídios africanos deste ano. Será ele o negociador do silêncio multi-lateral?

Pela minha parte, bendita a belinha que fizesse a folha ao Mugabe. "Terra para todos" dizia ele. "Fome para todos" pode dizer-se agora. Pareceria mais justo se fosse "Terra para todos sem fome para todos". Mas isso não seria de esquerda.

Qual vai ser a reacção do Ferro? Vai seguir as pegadas do Durão, que concedia o mais alto crédito ao Vitorino?

Estamos a chegar ao ponto em que já não é preciso que os sinistros de hoje se tornem defuntos para serem as luminárias de amanhã.

A Europa é uma colecção de santidades. Venha Bush.

16/03/2004

Nós cá também temos pretos?


Clique uma das imagens para ver a animação

Entre as mais imbecis ideias que têm surgido na política europeia, eu elegeria, até ao fim de semana em que Zapatero foi eleito 1º ministro de Espanha, a ideia de um comissário em estandardizar as dimensões dos preservativos por forma a que todos tivessem as mesmas dimensões em toda a Europa.

A nova mais imbecil posição no perímetro dos países da Comunidade Europeia, passou a ser a de Zapatero que defende a saída das tropas espanholas do Iraque a não ser que a soberania do país seja assumida pela ONU.

O homem não concorda ou discorda com uma coisa que ainda não aconteceu. Discorda de uma que já aconteceu. Se a coisa não tivesse acontecido, essa medida, que teria se ser a de não envio de tropas, poderia ser acertada ou não, mas seria tomada em função de previsões. Se se fizesse algo poderia ter consequências assim ou assado, no condicional.

Zapatero defende a saída das tropas que já estão no Iraque, ou seja, o desmanchar de algo cujas consequências é suposto já serem conhecidas. Neste caso supor-se-ia que a razão da decisão se destinava a remover consequências nefastas, fosse para quem fosse, nem que se destinasse simplesmente a evitar que pudessem morrer tropas espanholas. Dir-se-ia que se estava perante uma posição de defesa do interesse próprio descorando o interesse (mesmo que eventual) dos Iraquianos. Mas, assumida, perceber-se-ia que Zapatero estaria a defender qualquer coisa de concreto.

Suponhamos que a ONU consegue decidir no sentido de assumir (temporariamente) a soberania do Iraque. Segundo Zapatero as tropas espanholas ficariam no Iraque mesmo que pelas mais diabólicas e inconfessáveis. Zapatero retirará as tropas se a ONU não assumir a soberania, mesmo que não possa negar a bondade na sua continuação em campo.

Suponhamos que Zapatero tem um irmão. O que ele está a decidir tem paralelo no cenário em que, estando a ajudar um irmão para evitar que ele passasse fome, Zapatero, descobrindo que o bilhete de identidade do irmão estaria desactualizado, lhe daria um prazo até que o pusesse em ordem sob pena de lhe retirar a ajuda. Por um problema de secretaria, ou burocrático, ele não ajudaria. Não lhe interessaria, por exemplo, que o irmão estivesse em convalescença de uma intervenção cirúrgica. Interessar-lhe-ia somente saber que estava a ajudar um fora-da-lei.

É provável que Zapatero reflicta a opinião da maioria dos espanhóis. Mas isso não torna correcta a decisão. Torna simplesmente comum o disparate.

Prevejo que Zapatero vai ser o bobo da festa. Sendo hoje óbvio que Alemães e Franceses já não levantam obstáculos às operações militares no Iraque, mesmo simulando, perante a sua opinião pública, o contrário, prevejo o enorme esforço que Schroeder o Chirac, os anteriores "Zapateros" da Europa, terão que despender, em convencer o espanhol a mudar de ideias. Ou alternativamente a apoiar aquilo que os americanos propuseram, e eles recusaram, na ONU.

Enquanto escrevo estas linhas oiço na rádio a notícia de que uma sondagem segundo a qual a maioria dos iraquianos acha viver melhor e ter melhores perspectivas de futuro neste momento que antes da invasão.

Dou pouco valor a sondagens e acho que há chamar os bois pelos nomes quando se ache que a maioria está errada. Mas Zapatero parece achar o contrário, que há que dar toda a razão à opinião da maioria, pelo que prevejo tempos "divertidos" …

A propósito de divertimento, registo a nova opinião de todos aqueles que, até à pouco achavam que os serviços secretos e a tropa "não serviam para nada". Agora todos acham que é imprescindível "repensar a segurança".

Se todos os que, neste momento, estão a "manobrar", fossem demitidos ou, tendo alguma vergonha na cara, se demitissem, a esquerda voltaria a ter que gritar de pé em bancos de cozinha. Não se trata de estar contra a esquerda. Trata-se de estar contra a incompetência e a estupidez grassante na esquerda.

A razão profunda por que tudo isto acontece, está na adesão dos dirigentes da esquerda às estratégias de marketing. Paralelamente ao slogan "seremos felizes se usarmos o champô X", "seremos felizes se estivermos contra a guerra" é um slogan simpático, mesmo que alguém nos esteja já guerreando. A não ser que se ache que, na hora da verdade, o atacante vai distinguir quem é pacifista ou não. Mas parece-me que alguns passageiros dos comboios espanhóis, de esquerda ou não, achariam hoje o contrário.

Evidentemente que sei que a opinião pública, sendo devidamente catalisada, apoiará amanhã o lançamento de armas nucleares como apoia hoje a retirada do Iraque. A minha preocupação reside exactamente aí. Os dirigentes da esquerda europeia tendem a papaguear aquilo que a maioria das suas tropas quer ouvir, portanto os cogumelos surgirão rapidamente. A não ser que seja mais uma outra faceta das estratégias de marketing: mentir até chegar ao poder, para depois "dar a volta". Aliás o anterior camarada de Zapatero fez exactamente isso. Defendeu a saída de Espanha da Nato (apoiando as aspirações da maioria que o veio a eleger) para depois, novamente por maioria, vir defender e ganhar, em referendo, exactamente o contrário.

Acho que a Europa e a maioria do seu povo andou muito tempo a curtir as anedotas do Bush. Perdeu muito tempo até perceber que por detrás do anedótico havia algo que o tempo se encarregaria de provar verdadeiro. Ou então não se percebe bem as medidas de segurança que franceses e alemães estão a implementar e a presença dos seus dirigentes nos funerais de Madrid.

Mas em matéria de anedotas Zapatero conseguiu arrumar a pergunta que Bush fez a Lula: "Vocês lá também têm pretos?"

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17/06/2003

Os abutres no Norte de África

Que dizer do silêncio da esquerda sobre o que se está a passar em África? Será que tem receio que lhe enfiem o supositório Iraque?

Não estava a esquerda preocupada com as vítimas inocentes que os Americanos estavam a provocar no Iraque? Os MILHÕES de vítimas africanas (mortas ou, se ainda vivas, mortas de fome) não são inocentes?

Onde anda o Schroeder? E o Zapatero? E o artista do Fahrenheit 9/11, estará já a filmar nas areias do deserto?

Onde anda a gorda esquerda de figura consonante com as lentas digestões de Michael Moore, e que aplaudia o revés americano na Somália? Também atacada de azias?

Porque não vai o mais alto irmão Dalton para a porta da embaixada dos Estados Unidos reclamar que "eles façam alguma coisa", como aconteceu no caso de Timor. Se calhar porque Timor lhe rendia votos ... não necessariamente por estar preocupado naquela altura com os timorenses, como agora com os africanos.

E onde anda o Dalton mais velho, que, recorrendo à sua perspectiva de historiador, nos poderia ajudar a digerir (enquadrar) com mais suavidade a putrefacção dos famintos africanos?

Entre a visão da águia americana e a do abutre europeu, o diabo escolheria a do abutre. A águia ainda corre o risco de sair ferida, nas refregas em que se meta. Quem vai à guerra dá e leva. A Europa não dá nem leva, só come.

Que rebente de gorda.