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04/12/2007

Marines

A carnificina que tem tido lugar no Iraque é resultante de uma guerra de vontades e da publicitação dessas vontades.

Os Estados Unidos estão lá para fazer ver ao mundo muçulmano (em particular ao paranóico) que vão onde muito bem entenderem e para mostrar a todos que não devem esticar demasiado a corda ou sujeitam-se a que eles se apresentem na ponta dela. Os paranóicos pretendem mostrar a todos os interessados que, se se atreverem a não rejeitar liminarmente os americanos e se, ainda para cúmulo, tiverem a lata de pôr os pés numa mesa de voto, lhes infernizarão a vida.

Cada macaco no seu galho e, também em Portugal, há uma guerra (pelo menos) de vontades.

Mataram um 'empresário' da noite à bomba. Esse empresário era testemunha num processo qualquer relacionado com a mesma noite e, segundo parece claro, mataram-no porque poderia ser excessivamente "incómodo".

Qual a vontade que ganhou? Não foi a da justiça certamente. A justiça foi incapaz de garantir a sobrevivência de quem com ela aparentemente colaborava.

Há que reclamar a retirada da justiça?

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25/05/2007

Os "humanistas" e os tira-olhos

Há muito tempo que os "humanistas" europeus estão sossegados ...

24 de Maio

Num recente raid a uma casa segura da Al-Qaeda, no Iraque, oficiais norte-americanos recolheram desenhos cruéis, retractando métodos de tortura como “queimaduras de pele a maçarico” e “remoção de olhos”. Com as imagens que podem ser vistas nas páginas seguintes, os soldados apanharam várias implementações de tortura como cutelos para carne, chicotes e corta-arames. [...]. As imagens, agora desclassificadas [tornadas não secretas] pelo Departamento de Defesa, incluem também uma imagem deteriorada de uma casa segura, em Bagdad, descrita como uma “câmara de tortura da Al-Qaeda”. Foi ali que, durante um raid, a 24 de Abril, os soldados encontraram um homem suspenso do tecto por uma corrente. De acordo com os militares, ele tinha sido raptado do seu local de trabalho e tinha sido agredido diariamente pelos seus raptores. Na mesma semana, noutro raid anterior, as Forças de Coligação libertaram cinco iraquanos encontrados agrilhoados em Karmah. O grupo, que incluía um rapaz, tinha sido repetidamente agredido com correntes, cabos e mangueiras. [...]


MAY 24

In a recent raid on an al-Qaeda safe house in Iraq, U.S. military officials recovered an assortment of crude drawings depicting torture methods like "blowtorch to the skin" and "eye removal." Along with the images, which you'll find on the following pages, soldiers seized various torture implements, like meat cleavers, whips, and wire cutters. Photos of those items can be seen here. The images, which were just declassified by the Department of Defense, also include a picture of a ramshackle Baghdad safe house described as an "al-Qaeda torture chamber." It was there, during an April 24 raid, that soldiers found a man suspended from the ceiling by a chain. According to the military, he had been abducted from his job and was being beaten daily by his captors. In a raid earlier this week, Coalition Forces freed five Iraqis who were found in a padlocked room in Karmah. The group, which included a boy, were reportedly beaten with chains, cables, and hoses. Photos showing injuries sustained by those captives can be found here. (12 pages)
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15/02/2007

"God bless America" afirmou este muçulmano

Tradução deste vídeo [via Observatório da Jihad]

[A Negro – entrevistado, a azul – jornalista, a castanho – tradução]
[Tenho dificuldade nalguns termos. Alguns deles, em que as dúvidas são maiores, são acompanhados por (?) - por favor, corrijam-me]

Blessed be America for giving Saddam a good kick, sending him straight into the abyss of jail.

Abençoada seja a América por ter dado a Saddam um pontapé, enviando-o para o abismo da cadeia.

Blessed be America for giving Mula Omar a good slap, sending him straight into the garbage bin of history and into the dunghills of oblivion.

Abençoada seja a América por ter dado a Lmula Omar uma boa bofetada, enviando-o direitinho à pasta de lixo da história e às masmorras do esquecimento eterno.

These people were tiny idols, who humiliated their peoples, and turn Allah’s property into states and His servants into slaves.

Estas pessoas eram ídolos pequeninos , que humilharam os seus povos e tornaram a propriedade de Allah em estados e os seus servos em escravos.

It was the moral duty of America, as the greatest and strongest power in this world, to topple these rodents, who treated their people ferociously.

Era obrigação moral da América, como a maior e mais forte potência do mundo, derrubar estes ratos que tratavam ferozmente os seus povos.

We should be happy.

Devíamos estar felizes.

Instead of going to Britain to ask for asylum and to beg for food, we should welcome them, so they can ride us of these despicable dictators, who have plundered Iraq’s resources and turned the Iraqis into their slaves.

Em vez de irmos para Inglaterra pedir asilo e esmolar comida, deveríamos dar-lhes as boas-vindas , para que eles pudessem livrar-nos daqueles ditadores detestáveis, que se apoderaram dos recursos do Iraque e transformaram os iraquianos em seus escravos.

Now there is freedom in Iraq, there are elections.

Há agora liberdade no Iraque, há eleições.

People who never even dreamt of being ministers have become ministers though free elections.

Pessoas que nunca sequer sonharam ser ministros, tornaram-se ministros através de eleições livres.

We did not know what democracy was until America brought it against our will.

Não sabíamos o que era democracia até que a América no la trouxesse contra nossa vontade.

We did not want democracy of freedom …

Não sabíamos o que era a liberdade …

At the same time, one can claim that there is much violence in Iraq, and this might even lead to a civil war. Some officials have acknowledged this.

Ao mesmo tempo pode reclamar-se que há muita violência no Iraque e que isto pode até levar a uma guerra civil. Alguns oficiais admitiram-no.

Blood is spilled in Iraq every day.

É derramado sangue, diariamente, no Iraque.

Is this the price of democracy and freedom?

É este o custo da democracia e da liberdade?

Yes, because we do not know what freedom is or what to do with it.

Sim, porque nós não sabemos o que é a democracia ou o que fazer com ela.

We are like a tiny bird born in a cage. Its father and mother were born in the same cage, and so were its ancestors – for the past 1400 years.

Somos como um passarinho numa gaiola. Os pais e mães dele nasceram na mesma gaiola, assim como os seus antepassados – desde há 1400 anos.

Along came America and broke the cage open, but the bird does not know how to fly, because it has never used its wings.

Chega então América e rebenta a gaiola, mas o pássaro não sabe como voar, nunca usou as asas.

We do not know what to do with the values of freedom, because we here born slaves, the sons of slaves, the sons of slaves, for the past 1400 years, with this inferior culture.

Não sabemos o que fazer com os valores da liberdade porque nascemos escravos, filhos de escravos, netos de escravos, desde há 1400 anos, nesta cultura inferior.

I am not talking about the beautiful, tolerant, Islamic religion, which respects humanity. But there is an Arab Islamic culture, which, in many of its aspects …

Não falo da bela e tolerante cultura islâmica que respeita o humanismo. Mas há uma cultura Árabe islamita que em muitos dos seus aspectos ...

I don’t mean all its aspects, because there is a Sufi culture, which is wonderful.

Não me refiro a todos os seus aspectos porque há uma cultura mística(?) – sufista (?) que é maravilhosa.

But the official culture teaches you to become a slave to the ruler, and to obsolete values and traditions.

Mas a cultura oficial ensina-nos a tornar-nos escravos dos lideres e a esquecer valores e tradições.

This is why we do not know what to do with the modern values of freedom and democracy.

É por isso que não sabemos que fazer com os valores modernos de liberdade e da democracia.
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05/08/2006

A Euronews e o fantasma

Euronews, 4 de Agosto de 2006, às 8:20:

Acerca da vida e da guerra no norte de Israel, e à forma como israelitas (de ascendência árabe e não árabe) se defendem dos ataques do Hezbollah, conclui o jornalista:
"Paradoxo da guerra: muitos árabes fugiram para abrigos de amigos judeus"
Onde é que o jornalista vê o paradoxo? Estamos em Israel.

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19/05/2005

Ana Gomes e o Arroz Malandro


Ana Gomes voltou à carga, desta vez disparando para Condoleezza Rice, referindo-se a ela como Sra Arroz.

Podia ter-se referido a ela como Sra Arroz Doce: Condoleezza significa mais ou menos “com doçura”. Arroz doce, portanto.

A má fé de Ana Gomes volta a estar patente.

Diz Ana Gomes que a visita de Rice foi apara consumo interno americano (norte americano, supõe-se – não parece provável que Ana Gomes se esteja a referir à América do Sul).

Bom, para consumo europeu não seria certamente, porque a Europa nestas matérias nada risca. Tenta riscar se lhe cheirar a proventos económicos, mas só nesse caso e só se daí não puderem vir a ocorrer baixas próprias. Os asiáticos têm mais em que pensar, os africanos têm pouca margem para pensar, etc,. Talvez não seja o caso do Médio Oriente, do Iraque e, evidentemente, dos Estados Unidos da América.

A viagem seria para consumo interno dos EUA, mas Ana Gomes esqueceu-se de referir os encontros com os dirigentes iraquianos. Talvez suponha que façam parte da administração dos EUA ou prefira fazer de conta que não existem.

Ignora em absoluto (agora como antes) o sofrimento do povo iraquiano – para ela o Iraque só existe na medida em que é fonte do martírio dos norte americanos, gáudio de Ana Gomes.

Ana Gomes preocupa-se com razões que “consolem a América” mas, mais uma vez, ignora a necessidade de consolo dos iraquianos. Já agora há que notar que, em matéria de consolo, não será a multilateralista Europa (só a pacifista) a consolar os iraquianos, porque nem sequer apoio moral deu à sua libertação.

A má fé de Ana Gomes vai mais longe. Suponho, aliás, que já não se tratará de má fé, mas pior, muito pior – e não é só malandrice (arrozeira ou de bacalhau com todos).

Ana Gomes sabe certamente que, no Iraque, há um problema de falta de eficácia do exército iraquiano, anda em consolidação e sabe porquê.

Ana Gomes sabe que esse exército está ainda numa fase algo incipiente, e sabe que, nessa fase, assumir um combate directo e arriscado aos terroristas (que ela não nomeia mas a que também não tem a coragem de chamar patriotas) na presença de um exército norte americano bem organizado, corajoso e eficaz (coisa com que certamente não concorda - mas é um problema dela), leva facilmente os soldados iraquianos a uma inércia que, se por um lado não abona muito em favor das teses patrióticas defendidas por muitos (Ana Gomes inclusivé), por outro lhes salva a pele – coisa pouco displicente para eles, como para os europeus pacifistas e multilateralistas. Ana Gomes sabe tudo isto, mas faz de conta que não sabe, preferindo tentar o golpe baixo, envenenando arroz.

Ana Gomes percebe evidentemente que Condoleezza Rice está a pressionar as autoridades iraquianas (e indirectamente o exército iraquiano) no sentido de que assumam o controlo do território que permita a desocupação (coisa que Ana Gomes agora parece não desejar – porque as mortes de americanos lhe vão alimentando o ego).

Talvez devesse aprender o que é frontalidade – George Bush é exemplo suficiente para valorizar Ana Gomes - caso ela seja capaz de o perceber (já se sabe que não é porque … blá, blá, blá).

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