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22/05/2008

Ano de farra

µA709


O Circuito Integrado faz este ano 50 anos.

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06/04/2008

Como se lhes faz a folha



Parece que anda toda a gente à procura disto ou, se calhar, não procura porque desconhece a sua existência.

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01/03/2008

O bólide



Parece que este bólide custa 1700€.

Alguém sabe quanto custa um dos trambolhos, de produção nacional, conhecidos por papa-reformas?

Dando de barato que o Tata é muito mais barato que o para-reformas, que argumentos surgirão para proibir a sua importação:

1 - Para proteger a industria(?) nacional.
2 - Para proteger a indústria europeia.
3 - Porque é construído com mão-de-obra barata.
4 - Porque tem pouca tecnologia amiga do ambiente.
5 - Porque há multinacionais metidas ao barulho.

Caso a lista acima seja aceitável, quais serão admitidas como tendo peso decisório e quais serão recusadas?

Na hipótese da sua importação poder permitir que o provável cliente de papa-reformas venha a poupar dinheiro que poderá então gastar, por exemplo, em saúde, poderá encarar-se a coisa como "economicismo" favorável ao lobi das farmaceuticas?

Nota: a contemplação do meu extracto bancário é, para mim, uma operação transcendente.

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09/02/2008

Rússia: Microsoft perde para Ubuntu

Via Miguel Lomelino
Leonid Reiman, ministro russo com a pasta das telecomunicações, referiu à agência Itar Tass que "até 2009 vão ser implementados pacotes de software livre em todos os computadores dos colégios russos, que substituirão os programas comerciais existentes".
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15/01/2008

LHC

Muito frio vai aqui ser produzido.

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12/01/2008

Pegões em tempo de EN



Ia eu a meio de comentár este post do António quando percebi que valeria a pena deixar aqui, no blog, umas lascas de quando eu era puto ...

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O Anónio tem razão: é PAR, do inglês RAP. Traduzi borrei a pintura.

"50 mega wats de potência instalada,"

Parece-me ser megas a mais. O site da RDP fala em 300KW e eles gostam de usar os valores de PAR porque são mais sonantes que a potência entregue à antena.

As potências dos emissores de TV andam pelos 5 a 25KW resultando em potências de 20 a 500KW de PAR, dependendo da forma das antenas. As antenas de TV têm mais 'ganho' porque a frequência é mais alta.

Já agora, teria os meus 10 anos quando, levado numa farra de funcionários (então da Emissora Nacional de Radiodifusão), visitei os emissores de Pegões. Desatei a fazer perguntas e um técnico achou por bem afogar-me em respostas. Foi porreiro, houve uma que demorou muito tempo a deglutir: Porque haveria uma resistência soldada a uma ficha num painel cheio delas? O homem bem me explicava que era uma carga ... pois claro.

Mas ainda me lembro das válvulas rectificadoras das pontes trifásicas de alimentação, das gigantescas bobines de filtragem da alimentação e do armário da etapa de saída dos emissores. As válvulas estavam encerradas numa lataria por onde circulava água.

... entretanto deu-se o baile. Foi um sarilho encontrar uma forma de evitar que os amplificadores dos instrumentos musicais deixassem de nos fazer ouvir a emissão de ondas curtas. É justamente este um dos problemas que se faz sentir nos arredores dos emissores em modelação de amplitude: qualquer coisa funciona como rectificador de onda e o resultado é que qualquer torradeira verte música.

... enfim, coisas perdidas na bruma.

Entretanto, voltando aos megawatt, os radares funcionam com este tipo de potências. Os estágios de saída debitam impulsos (bursts) de megawatts que, 'focados' na antena, resultam em ... uuuuffff, muita fruta. Já passei um mau bocado por causa deles, mas, daqui não passo ... :-))

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Nota final: espero que o logo EN faça o Baldassare saltar que nem uma mola.

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02/01/2008

A tecnologia está muito evoluida



Ofereceram-me um relógio de mesa de cabeceira que se sincroniza, automaticamente, neste emissor. Funciona, e tudo.

:-)

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01/01/2008

Cabo de S. Vicente



Cabo de S. Vicente, a uns milhões de quilómetros daqui. [Clicar imagem para ver melhor.]

Entretanto, sigamos este calhau.

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18/11/2007

Back to the Moon



Um dos motores do Ares V.

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05/10/2007

Fon



Esta-se aqui a passar algo de interessante.

Comprei em tempos um router para este efeito, mas acabai por converte-lo para um router normal por manifesta falta de utilidade em relação à sua inicial razão de existir.

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28/09/2007

O quilograma emagreceu

Será que alguém lhe levou uma 'nesguinha' como recordação?

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18/08/2007

PJ e encriptação

Suponho que a PJ já ande às aranhas por causa da utilização do Skype.

O Skype, (suponho que o Voip e outros também) encripta a voz enviada pela Internet de forma a tornar inviável a escuta de conversas, se interceptada durante o percurso do sinal, e quando efectuada entre computadores.

Aparece agora uma aplicação capaz de fazer o mesmo entre telemóveis.

... bye-bye escutas ...

Lá terão as polícias que começar mesmo a trabalhar.

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Este meu artigo anterior vem também a propósito.

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04/08/2007

13/06/2007

Supercomputador



Blue Gene - Supercomputador IBM.

Algumas especificações:
1024 computador por bastidor (rack), a 2 CPUs.
27.6KW por bastidor
Sistema operativo: Linux
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11/06/2007

Caindo à volta da terra




Imagem gigante

Transmissão directa



O da direita nunca chegou a voar, perdão, chegou a ser colocado em órbita mas sem tripulantes e sem sistemas de apoio à vida. Chamava-se Buran.

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27/05/2007

O nosso outro Cabo S. Vicente

Viva o Sol (ver imagem):
In addition, strong winds perhaps associated with channeling caused by the crater's jagged rim may have contributed to deck-cleaning events for Opportunity. On two separate occasions, sols 1153 (April 22, 2007) and 1158 (April 27, 2007), the solar array power increased significantly. In fact, the power level of 848 watt-hours, reached on sol 1160 (April 29, 2007), was the highest measured since about sol 300 (Nov. 26, 2004), early in the mission. (A watt-hour is the amount of power needed to light a 100-watt bulb for one hour.)

Há um erro no texto original (a castanho): 100 watt-hora é a potência necessária para alimentar uma lâmpara de 100 watt durante uma hora.

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26/05/2007

Minimoog



Estava convencido que tinha feito um post em homenagem de Robert Moog.

A verdade é que o não encontro ...

Entretanto, imagens do que suponho ter sido a obra prima dele. Ouvi-o (ao sintetizador), pela última vez, no CCB, no espectáculo de Keith Emerson. Voltarei a ouvi-lo ao vivo?

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24/04/2007

Formatos de Imagem

Esta imagem ilustra bem o assunto.

Atenção que pelo menos em PAL e NTSC, digitalizados em 720x576 e 720x540 respectivamente, os resultantes pixeis são rectangulares. Isto faz confusão a muita gente, mas é assim.

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27/02/2007

Arauto



Ou lançamento do satélite iraniano terá sido um flop, ou, nem sequer tentativa de lançamento teve lugar.

[Transcrevo um par de artigos porque não consegui determinar que link apontará para eles. Corrigi algumas gralhas].

Artigos do Boletim em Órbita.


A fraude iraniana: um lançamento que nunca aconteceu?
Por Rui C. Barbosa. Postado em 27 de Fevereiro de 2007.

As questões relativas ao suposto lançamento espacial iraniano mantêm-se.

Segundo a agência noticiosa France Presse, o lançamento iraniano não foi detectado pela rede mundial do North American Aerospace Defense Command. Comentando um oficial de defesa americano, "Não temos indicação que tal seja verdade" referindo-se ao lançamento espacial do Irão no passado dia 25 de Fevereiro.

É altamente improvável que o lançamento espacial tivesse passado despercebido ao North American Aerospace Defense Command que monitoriza os lançamentos de mísseis a nível mundial.

O artigo seguinte levanta também a possibilidade de ter ocorrido uma falha no lançamento.




Lançamento espacial iraniano: um lançamento falhado?
Por Rui C. Barbosa. Postado em 26 de Fevereiro de 2007.

No passado dia 25 de Fevereiro o mundo Ocidental acordava com a notícia de que o Irão havia levado a cabo um lançamento espacial. Mais precisamente as notícias indicavam que um míssil espacial havia... chegado ao espaço. Esta afirmação seria no mínimo enigmática, pois dizer que um míssil atingiu o espaço não esclarece muito sobre qual o objectivo dessa missão e na sua maior parte quase todos os mísseis balísticos de longo alcance atinge o espaço exterior (cujo limite inferior é definido nos 100 km de altitude) no seu voo.

Porém, e mais recentemente, os responsáveis iranianos indicavam a vontade do Irão em desenvolver um lançador espacial doméstico, o que por outro lado seria um sinal de que possuíam a tecnologia para desenvolver um míssil balístico intercontinental capaz de transportar uma carga nuclear ou convencional até qualquer ponto do globo terrestre. Juntamente com o desenvolvimento do seu programa nuclear, isto seria um sério aviso aos Estados Unidos.

No dia 25 de Fevereiro as informações que se seguiram apontavam para a colocação em órbita de um satélite iraniano. Este seria o segundo satélite iraniano após o lançamento do satélite Sinah-1 por um foguetão russo 11K65M Kosmos-3M. Outras reacções por parte do Irão levaram muitos meios de comunicação internacionais a anunciar o lançamento com sucesso do primeiro satélite iraniano por meios próprios.

À medida que as horas foram passando nesse dia, cada vez se tornava mais complicado detectar o satélite em órbita. Por outro lado, nunca houve um anúncio formal por parte do governo norte-americano sobre um possível perigo relacionado com o desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais. Da mesma forma o Space Track não registava nenhum novo objecto em órbita relacionado com este recente lançamento.

No final do dia Teerão vem anunciar que afinal o seu lançamento espacial havia sido o lançamento de um foguetão-sonda para testar o estágio inferior do seu lançador orbital, tendo transportado uma carga que após atingir os 150 km de altitude teria sido recuperada de pára-quedas.

Esta situação preconiza uma história da 'montanha que pariu um rato'. Ou realmente o lançamento tinha como objectivo somente levar uma carga a 150 km de altitude ou então algo correu mal: 1º 'anúncio' - o Irão tenta colocar em órbita um satélite e após os primeiros minutos de voo tudo parece correr bem, autorizando-se a imprensa controlada pelo estado a divulgar a notícia; 2º 'algo corre mal' - o último estágio do lançador não tem o desempenho esperado, o satélite não atinge a órbita terrestre e reentra na atmosfera destruindo-se; 3º 'novo anúncio' - a imprensa iraniana apressa-se a dizer que afinal o lançamento teria só sido um voo sub-orbital.

A hipótese de uma história para encobrir as declarações originais não pode por agora ser posta de parte. Se por um lado a colocação em órbita de um satélite por parte do Irão e utilizando meios próprios seria uma demonstração de força e um aviso ao Ocidente, por outro o falhanço no lançamento seria uma prova da fraqueza da sua tecnologia ao nível dos mísseis balístico intercontinentais e isso é algo que não se deseja que o inimigo saiba.
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22/02/2007

Breeze-M explode em órbita


Imagem: Gordon Garradd

Artigo de Rui C. Barbosa, Postado em 22 de Fevereiro de 2007, no Em Órbita com a devida vénia e chapelada [links meus].

Chamo também a atenção para que a totalidade das publicações Em Órbita, se encontram disponíveis aqui.

Breeze-M explode em órbita criando mais de 1000 detritos
Por Rui C. Barbosa. Postado em 22 de Fevereiro de 2007.

Um estágio superior Breeze-M explodiu em órbita terrestre criando mais de 1000 detritos espaciais.

A 28 de Fevereiro de 2006 o foguetão 8K82KM Proton-M/Breeze-M (53511/88515) era lançado desde o Complexo LC200 PU-39 do Cosmódromo GIK-5 Baikonur, Cazaquistão, transportando o satélite Badr-1 (Arabsat-4A) a bordo. Os três estágios do foguetão lançador desempenharam a sua função sem qualquer problema, mas a queima do estágio superior Breeze-M (88515) não correu como previsto deixando o satélite numa órbita inútil. Após considerações iniciais acerca de planos para salvar o satélite de comunicações utilizando a gravidade lunar, foi decidido abandonar o Badr-1 e este acabou por reentrar na atmosfera. Entretanto o estágio Breeze-M (88515) permaneceu em órbita com os tanques quase cheiros de propelentes hipergólicos.

Os propelentes hipergólicos são altamente tóxicos e corrosivos, entrando em ignição quando em contacto, não necessitando de um oxidante como o oxigénio líquido. As membranas de isolamento que se encontram nas condutas dos propelentes acabaram por sofrer os efeitos da corrosão devido à exposição prolongada aos mesmos em órbita, levando a que entrassem em contacto e à posterior explosão do veículo.

No dia 19 de Fevereiro, astrónomos amadores na Austrália detectaram uma brilhante explosão em órbita que se assemelhava à combustão de um veículo no espaço. Inicialmente era desconhecida a causa deste fenómeno, mas análises posteriores levaram à determinação de que se tratava da mesma órbita onde se encontrava o estágio Breeze-M (88515). Outras hipóteses sugeriram que o veículo teria sido atingido por um micrometeoro, mas a explicação mais lógica parece sugerir uma falha no mesmo relacionada com os seu propelente (situação já anteriormente verificada em órbita com outros estágios superiores).

O Comando Espacial norte-americano já detectou 1111 detritos em órbita. Tendo em conta que somente os detritos superiores a 10 cm são detectados, então pode-se concluir que o resultado da explosão será muito maior. O número de detritos detectados será superior aos que resultaram da destruição do satélite meteorológico chinês Feng Yun-1C durante um teste anti-míssil no passado mês de Janeiro.

A órbita dos detritos irá eventualmente fazer com que estes acabem por reentrar na atmosfera, mas devido à sua altitude ainda deverão permanecer em torno da Terra durante algum tempo.

Imagem: Gordon Garradd
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