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22/05/2008

Voos secretos

Ouvi hoje numa rádio qualquer que Ana Gomes apoia uma intervenção militar em Myanmar para forçar a entrada de ajuda humanitária.

Será mesmo verdade? A ser, por voos legais ou secretos?

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Cá está:
É tempo de a comunidade internacional - através da ONU, das ONGS humanitárias e dos media internacionais - entrar de roldão na Birmânia.
Entrar de roldão: uma nova estratégia multilateralista de paz.

Bem diz Fernando Martins no Cachimbo de Magritte:
Sempre me pareceu haver qualquer coisa do presidente George W. Bush na deputada Ana Gomes!
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09/05/2007

Carapaus ao cesto



Dra Ana Gomes, Dra Ana Gomes !!!

Aproveite lá a peixeirada que tem feito por causa dos voos da CIA e coloque lá, também, estes carapaus.

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07/05/2007

Ana Gomes: deem-lhe uma torneira



Sobre o debate Ségolène / Sarkosi, escreve Ana Gomes:
Péssimo o desempenho dos jornalistas, deixando a discussão estender-se onde não interessava e não insistindo em temas que mereciam mais atenção. Deprimente aquela de deixarem reduzir a África à tragédia do Darfur!
Será que Ana Gomes pretende afogar a tragédia de Darfur no somatório das tragédias africanas?

Será que Ana Gomes vê, em África, alguma tragédia provocada pelo homem que se assemelhe à de Darfur?

Será que Ana Gomes anda à procura de uma torneira para lavar as mãos?

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16/02/2007

Arauto



Voos da CIA: os gambozinos continuam à solta - [via O Triunfo dos Porcos]

Aqui, são os OVNIS que as deixam maluquinhas.

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14/01/2007

Arauto



Ana Gomes e os voos da CIA pelas Lajes [via Bloguítica]

Há Muros e Muros [no Relações Internacionais]

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05/01/2007

"A maluquinha dos OVNIS"



Não resisto a transcrever esta posta do Lidador (via Blasfémias).
Ana Gomes insiste em servir-nos peixe.

Há 30 anos, peixeirava na esquerda tonta, convencida, como ainda está, que engoliu o garfo da inteligência e que é a fina-flor do entulho.

A mulher, além de grosseira, feia e inconveniente, é de uma estupidez que raia o inacreditável.

As peixeiradas sucedem-se a um ritmo alucinante e nem vale a pena escavar muito na memória:

Há menos de 2 anos, a sua obsessão contra as eleições na Etiópia causou grandes danos à imagem da Europa, tendo acabado por ser ostracizada por toda a gente, quando resolveu, à revelia do mais elementar bom-senso, apoiar os comunistas herdeiros do sangrento regime de Mengistu.

Há dias, a propósito da morte de Pinochet, escreveu um odioso texto, que revela bem o primarismo burgesso que (mal) se esconde por detrás do seu facies. Que ia abrir uma garrafa de champanhe, zurrava!

Perguntada que champanhe abriria quando morresse Fidel Castro, disse que "Não o ponho no mesmo plano que um Pinochet"

Porquê?, perguntou-lhe a jornalista Helena Pereira.

"Porque há em Cuba "aspectos extremamente positivos", respondeu a alarve.

Ou seja na inacreditável abóbora de Ana Gomes, basta que haja "aspectos positivos" (ou que ela considere como tal), para que se justifique a fome, a miséria, a repressão, o totalitarismo, a chacina de mais de 30000 pessoas, a deportação de centenas de milhar, a falta de liberdade, etc.

Mas o pior é a obsessão antiamericana de Ana Gomes.

A mulher está possessa e embarcou numa viagem paranóica onde já não consegue distinguir a verdade da especulação, a realidade da ideologia, as provas das convicções. Nesta história dos "voos da CIA", parece uma daquelas maluquinha dos OVNI. Só acredita naquilo em que já acreditava e nenhuma prova, estudo, ou comissão, pode concluir o contrário daquilo em que ela acredita.

Provas? Não são necessárias. Ana Gomes, como todas as peixeiras, sabe que o seu peixe é o mais fresco do mundo e aposta nisso todo o pelo rijo que lhe aflora a venta.

Já ninguém a pode ver à frente e é hoje ostracizada por toda a gente sensata e racional.

Como pode uma pessoa destas ser eurodeputada por Portugal ? Porque razão elegemos a estupidez em forma de gente, para nos representar? Que andava na cabeça de Ferro Rodrigues quando resolveu torpedear o seu próprio partido com tal cromo.

Acabará por se auto-destruir e despejar os seus ossos no Bloco de Esquerda, como é evidente, mas entristece-me que a sua desbragada ânsia de protagonismo antiamericano esteja a dar uma péssima imagem das mulheres portuguesas.

Temos muitas, muitíssimas senhoras. Porque raio fomos escolher uma peixeira de mão na anca?
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19/12/2005

Que distraídos que nós temos andado ...

Actualização (2005.12.28): Aqui está uma excelente ponta por onde Ana Gomes podia pegar: gregos, insigne autoridades em matéria de multilateralidade, e pela mão dos respectivos serviços secretos, em multilateral colaboração com os serviços secretos ingleses.




Para classificar as reacções dos líderes europeus à história do transporte de prisioneiros, pela CIA, em territórios da Europa, Colin Powell usa uma passagem do filme Casablanca.

No filme, refere o inspector: “Estou chocado. Chocado que este tipo de coisas tenham acontecido” - “I'm shocked, shocked that this kind of thing takes place."

Ana Gomes, no blog Causa Nossa, escreve, a determinada passagem: “Por isso o Parlamento Europeu não vai largar.”

Ora aqui está uma coisa sensata. Só não se percebe porque não começa Ana Gomes por sugerir aos seus colegas, deputados ao Parlamento Europeu, que se olhem ao espelho.

Assobiam todos para o lado?

Será que os candidatos a deputados ao Parlamento Europeu são todos escolhidos a dedo por serem “distraídos”?

E Ana Gomes, não sabia de nada? Já lhe terá ocorrido perguntar ao seu próprio partido o que se sabe sobre o assunto? Ou receará que lhe apontem o espelho?

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23/06/2005

Os chavões de Ana Gomes

(desta vez não leva foto)

Ana Gomes publicou mais um artigo no Causa Nostra.

Não vou debruçar-me pormenorizadamente sobre o conteúdo do artigo, mas fazer notar um pormenor de forma: as enfatizações a negro (ou mais negro, ou negrito, como quiserem).

Ana Gomes enfatiza pequenas partes do texto que correspondem, regra geral, a chavões mais ou menos propagandísticos.

Na minha opinião, nestes artigos, há que ler cuidadosamente todo o que não está enfatizado.

De outra forma, pode dizer-se que o texto se destina a fazer passar os chavões enfatizados, alguns deles particularmente absurdos ou vazios. A gravá-los na nossa memória como se eles, tivessem um valor intrínseco.

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19/06/2005

Ana Gomes - Conselho de Segurança III e referendo francês: «Ignore Germany. Affirm EU»



Diz Ana Gomes (a azul):
Se os actuais líderes políticos europeus ainda liderassem alguma coisa, deveriam, face à adversidade dos resultados do referendo francês (e possivelmente do holandês), estar agora a esforçar as meninges congeminando medidas que transmitissem rapidamente ao resto do mundo e a todos os cidadãos europeus (franceses incluídos) sinais políticos claros de que há Europa para além do referendo em França (e Holanda)
Pois podia. Mas como se conseguiria isso se se andou a dizer (Ana Gomes inclusive) que sem o avanço rumo a uma Europa política (sim ao referendo) não poderia haver Europa?
Deviam estar a preparar-se para fazer a UE avançar, mesmo sem a Constituição ratificada pelos restantes países (mas no sentido que a Constituição prevê). Para fazer a Europa intervir mais decisivamente no controlo da globalização.
O que Ana Gomes defende, é que nas próximas legislativas, caso os resultados iniciais indiquem uma derrota do partido no governo, se suspenda a contagem da votação, se queimem os votos e se permita que o governo continue em exercício prosseguindo a política que vinha exercendo. Mais salazarista não pode ser.

A Ana Gomes está obcecada pelo controlo da globalização. Suponho que ande a ler demasiada ficção científica e se passou para aquelas paragens.
No final de contas, não foi essa a poderosíssima mensagem que os eleitores franceses quiseram passar à liderança política europeia? que a Europa não pode continuar a ver passar os tsunamis das deslocalizações selvagens, sem mexer um dedo para regular a globalização?
… e ela a dar-lhe …
Não se trata de enfrentar a globalização numa perspectiva defensiva, nacionalista e proteccionista, como sugeriu a propaganda xenófoba e amedrontante dos defensores do NÃO em Franca. Mas de agir no quadro da Estratégia de Lisboa, apostando na competitividade e crescimento da economia europeia e na projecção mundial de uma Política Externa e de Segurança Comum (política comercial e política de ajuda ao desenvolvimento incluídas) realmente coerente e eficaz, todos os azimutes.
Gambuzinos, gambuzinos, gambuzinos …
Isso deveria traduzir-se em decisões ousadas no próximo Conselho Europeu de Junho. Por exemplo,
1- antecipar a entrada em vigor da previsão do Tratado Constitucional de conferir personalidade jurídica à União Europeia;
2- acelerar a constituição do Serviço de Acção Externa ? o serviço diplomático comum que deverá apoiar o MNE europeu previsto na Constituição;
3- anunciar a entrada em campo antecipada do MNE europeu;
4- anunciar a decisão de pedir um lugar, com todos os atributos inerentes, de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU para a União Europeia. (o que implicaria a desistência de qualquer candidatura nacional; mas não, nesta fase, o afastamento dos membros da UE que já lá estão como P5, França e Reino Unido; nem o abandono de candidaturas nacionais a lugares não-permanentes).
Numa palavra, constituir uma Europa à medida de Ana Gomes. Ela só não explica se seria, ou não, anunciado, que essa Europa teria ainda um problemazito a resolver: estar cheia de europeus (?) que nada teriam a ver com o assunto. O que Ana Gomes quer é arrastar a Europa para a sua (de Ana Gomes) guerra à globalização, nos moldes de Oliveira Salazar: à revelia dos europeus e “rapidamente e em força”.

Viva o planeta dos gambozinos.

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Ana Gomes - Conselho de Segurança II: «Ignore Europe»



A azul o texto original de Ana Gomes.
Comiserável é a reacção alemã a esta posição americana.

O Embaixador da Alemanha em Washington, Wolfgang Ischinger, veio dizer, segundo a mesma notícia do «Washington Post», que a proposta que a Alemanha apresenta nas NU para reforma do Conselho de Segurança ?reduz substancialmente a representação da Europa no CS, de 33% para 20%?. "O ponto é que a nossa proposta de reforma não aumentará, mas diminuirá o peso relativo da Europa", disse Ischinger.

Uma reforma que não contempla um lugar de membro permanente para a UE e que reduz o peso relativo da Europa no Conselho de Segurança?

Então porque razão haveremos nós, europeus, de querer a reforma proposta pelos alemães?
Com parceiros desta massa, quem precisa da Sra. Arroz?
O Conselho de Segurança tem dois membros permanentes europeus: a França e a Inglaterra. Se a Europa (?) se quer apresentar como uma entidade política coerente (integrando França e Inglaterra), que sentido faria que França e Inglaterra continuassem a ser membros?

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Ana Gomes - Conselho de Segurança I : "Ignore Germany"



Mais uma tirada divinal de Ana Gomes. A azul, o seu texto original.
Ora aí está! A retaliação pelo não apoio à guerra do Iraque.
Faz sentido que haja retaliação. Basta perceber isto.
Em 1993, quando o Tratado de Maastricht introduziu a noção de Política Externa Comum da UE, os EUA apressaram-se a dar o seu apoio, velado embora, à entrada da Alemanha como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Dividir para reinar. Quanto mais dividida a Europa, melhor.
Que há de especial nisso? Não é que faz qualquer governo do mundo em circunstâncias idênticas? A única excepção que me ocorre é o caso da Europa, que quer reinar dividindo-se a ela própria, e depois amua porque a coisa não surte efeito.
A repartição de custos de funcionamento das NU também aconselhava tal apoio, pois a Alemanha estava disposta a pagar mais e os EUA tinham então uma dívida considerável às NU.
Registe-se que Ana Gomes concorda que deve poder aceder-se ao poder desde que se possa pagar. Tráfico de influências?
Mas em 2000, a Administração Clinton conseguiu resolver o problema da dívida às Naçoes Unidas.
Depois veio a guerra do Iraque em 2003. A Alemanha não apoiou a Admnistração Bush na guerra. E os EUA fizeram finalmente saber, segundo o «Washington Post» de 19/5/05, que afinal já não apoiam a pretensão da Alemanha a membro permanente do CS. Justificação da Sra. Rice: ?Em muitos aspectos a UE tem agora uma política externa comum. Facto que precisa de ser levado em conta no Conselho de Segurança?. ?Por isso há poucos motivos para dar a um outro membro da UE um lugar de membro permanente?.
A Ana Gomes parece razoável que a Europa (?) anuncie ao mundo que vai a caminho de ter uma política externa comum e que os Estados Unidos façam de conta que não se apercebem disso.
A consequência a tirar seria os EUA passarem a apoiar um lugar de membro permanente para a UE.
Apoiar mesmo antes dela existir enquanto entidade política? Ana Gomes queria um cheque em branco? Ana Gomes não percebe que os Estados Unidos querem primeiro perceber em que moldes se fará a entidade política?
Mas a Srª Arroz não vai tão longe. A sua intenção parece ser mais a de ignorar a pretensão alemã, do que reconhecer a necessidade de um lugar para a UE no Conselho de Segurança.
Eu diria que o anúncio de que a Europa vai a caminho de se transformar numa entidade política mata, por si só e pela sua (da Europa) própria mão, as pretensões da Alemanha.
Afinal, foi à Sra. Arroz que se atribuiu a máxima, depois da intervenção unilateral no Iraque:«Forgive Russia, ignore Germany, punish France».
Parece ser uma consequência lógica do comportamento recente desses três países. Se fosse ao contrário, seria exactamente isso que a Europa (?) faria.

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Ana Gomes - Europa a menos: o remédio é mais Europa



Este irado desabafo de Ana Gomes é um exemplo daquilo que suponho fundamentar o NÃO ao tratado.

O título é sugestivo: “Europa a menos: o remédio é mais Europa”. Resolver o problema com a técnica do salto em frente. Está a morrer? Dá-lhe mais.

A azul, a excitação original.
Mais uma vez, constato que são os optimistas como eu que levam com baldes de água fria... Andei por França, nos debates pelo OUI de 23 a 26 deste mês. E quis convencer-me que a inteligência, o bom-senso, o pragmatismo, o europeismo, o sentido da História dos franceses acabariam por vencer.

Enganei-me: levaram a melhor a vingança primária, o soberanismo barato, a xenofobia e o medo, instilados pela propaganda demagógica e populista de uma sórdida aliança entre a extrema-direita anti-europeista de Le Pen/de Villiers e de dirigentes que se dizem de esquerda e «pró-europeus».
Pois é por causa dos optimismos que as coisas rebentam com uma frequência preocupante. Optimismo, ao estilo Ana Gomes, significa fazer de conta que os problemas não existem, que uma fé baseada sabe-se-lá-em-quê garantirá o sucesso da coisa. Optimismo ao estilo Ana Gomes, significa simplesmente ficar ao alcance do coice, que aliás se deu, alto e bom som.

A Ana Gomes andou por França, supõe-se que a espalhar optimismo. Pois claro.

Vejamos, em pormenor, do que ela se convenceu e andou por lá andou a “debater”:
- Inteligência - todos os que votassem não, eram estúpidos
- Bom senso - todos os que votassem não, eram irresponsáveis
- Pragmatismo - dir-se-ia, coisa de Bush. Supunha que a Ana Gomes daria mais atenção à moral que ao pragmatismo (se calhar já encetou o caminho de conversão)
- Europeismo - percebe-se que os europeus que votassem não, eram não-europeus. Talvez Ana Gomes esteja a pensar utilizar as “técnicas” de Mao Tse-tung, mandando-os fuzilar.
- Sentido da História - dir-se-ia que a votação apontou o sentido para onde a História terá que apontar: história nada tem a ver com o que vai na cabeça de Ana Gomes.

Vejamos o que ela pensa do resultado:
- Vingança primária - os franceses quiseram vingar-se, primariamente, de alguém – não se percebe de quem – talvez de George Bush.
- Soberanismo barato - muito embora o mais provável é que qualquer deles se trate, simplesmente, de um conceito gambuzino, o soberanismo caro, sofisticado, é aquele que Ana Gomes defende.
- Xenofobia - aquilo em que os europeus, mesmo nos seus mais multilateralistas unilateralismos não se distinguem dos outros povos, incluindo o Norte Americano. Ana Gomes parece ter agora descoberto isso (se calhar é pedir muito).
- Medo - papão.

Depois, Ana Gomes fala em propaganda demagógica (agitprop?), populista, sórdidas alianças, etc, etc, coisas que já não me apetece comentar porque estou a ficar enjoado. De qualquer forma, se o SIM tivesse ganho, seria pelas razões contrárias às que ela invoca.
A maioria dos franceses não conseguiu ver a floresta, encalhou na árvore - seja ela a raiva a Chirac e o seu rafareiro governo (por quem essa mesma maioria antes havia votado e por isso agora paga a factura, como a gente está a pagar pelo que o Barroso nos deixou em herança...); ou o emprego perdido ou em risco de ser levado pelas vagas das deslocalizações selvagens.
A derrota tem destas coisas, às vezes bate-se com os chifres onde não se quer. Raiva a Chirac (como é possível, um insigne multilateralista?), ao seu rafareiro governo (como os trocadalhos de Ana Gomes são viris!) e pelo emprego perdido à custa das deslocalizações selvagens (não foram selvagens quando se deslocalizaram para França deixando no desemprego os trabalhadores dos locais de onde nessa altura saíram, ou para onde nunca chegaram a ir).
Só que, tragicamente, com o NON, os franceses nem varrem Chirac, nem amainam a ondulação alterosa da globalização. Nos próximos anos, espera-os mais do mesmo... ou pior...
Os franceses são o eixo do mal.

Veja-se que passa pela cabeça de Ana Gomes que a suprema missão da Europa no sistema Solar é a de amainar a globalização. Como se a globalização não fosse um processo de cariz caótico, sem centros de decisão, e da qual o país mais populoso do planeta, a China, manobra magistralmente.

A estas pertenças intenções bonançosas, os chineses não têm perdido mais do que o tempo suficiente para dizer “Up yours”.
Com um SIM à Constituição, seguir-se-ia derrotar a direita em 2007 e mandatar quem ganhasse para trabalhar por uma Europa mais integrada, mais forte e mais eficaz a contribuir para regular a globalização.
IoooooI. Isto parece um discurso do Averel (Lucky Luke) ou do Obelix (talvez mais este último, porque o outro é bushista).

Regular a globalização … e ela a dar-lhe. Se os franceses tiverem dois dedos de testa (o que parece confirmar-se) perceberão que Ana Gomes os alicia para a cura do cancro através de extracto de sumo de teia-de-aranha.
Era uma avenida que se lhes abria - poderia percorrer-se com os vagares e labores necessários para arranjar os canteiros e até retemperar numa esplanada.... Com um NÃO - ficam com um beco em Nice... e provavelmente ver-se-ão obrigados a reduzir a horta lá instalada (pois poderá lá perder-se a oportunidade de dar a machadada que há muito se impunha na iníqua PAC?).
Aqui entramos no discurso ao sabor de Sharon … terra prometida, paraíso … A referência a “beco” deve ter a ver com a Faixa de Gaza.
Levei o murro do resultado há uma hora e meia, acabada de aterrar em Bruxelas de uma Assembleia Parlamentar da NATO em Liubliana, onde integrei a delegação do PE. Durante os últimos dois dias, inúmeras foram as referências «esperançosas» nos resultados do referendo em França que ouvi a «atlanticistas» de diferentes matizes e níveis de sofisticação.
Pois claro. Ana Gomes e o seu clube de iluminados, Com aqueles que acham que o mundo está em suspenso até que a Europa se lhe apresente, com a constituição aprovada, debaixo do braço, para lhe dizer como finalmente se vai domesticar a globalização. Já agora, se Ana Gomes quer saber como consegue um país relativamente pequeno enfrentar a globalização e dela tirar partido, sem constituição europeia e não pertencendo ao clube dos iluminados, pergunte a Tatcher e Blair. Eles explicam.
Escrevo a quente e provavelmente não devia. Mas, confesso, o que mais me enoja é a rapaziada fabiusista, que seguiu carneiramente o chefe esfomeado de projecção presidenciável e para isso violou as mais elementares regras do jogo democrático, ao ir contra o resultado do referendo interno do PSF. Alguns deles/delas, meus colegas no Grupo socialista no PE, que até votaram a favor da Constituição na Convenção! Qual será a cara dessa gente, quando os/as encontrar depois de amanhã em Tallin, onde o Grupo vai reunir ? É que eles sabem bem que o resultado para que contribuiram arreganha sorrisos escarninhos em Washington e Pequim e suspiros de alivio e desforço em Londres.
Será que nem assim Ana Gomes percebe que os europeus se estão absolutamente nas tintas para a Europa? Que esta coisa de “europeus” não passa da forma de designar os mânfios que habitam a zona geográfica a que se chama Europa? Será que Ana Gomes não percebe que qualquer assunto do país de origem de um qualquer europeu, por mais comezinho que seja, é mais importante do que os planos da pólvora que um grupo de iluminados andam a parir?
Valha-me o meu habitual optimismo - descarregar isto, já mo começa a devolver! De qualquer mal se pode extrair algum bem.... Ele há Europa para além do referendo em França. Venha o nosso! Só o prazer de discutir a UE com os portugueses, como apesar de tudo os franceses discutiram, já faz o exercício valer a pena. É que não pode mesmo haver mais Europa sem ganhar para ela os europeus!
Que descarregue, e que não se esqueça de puxar o autoclismo. Quanto ao sucesso (na óptica dela) do referendo em Portugal, talvez resulte se Ana Gomes for vender a pescada dela, para os polos, aos pinguins.

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19/05/2005

Ana Gomes e o Arroz Malandro


Ana Gomes voltou à carga, desta vez disparando para Condoleezza Rice, referindo-se a ela como Sra Arroz.

Podia ter-se referido a ela como Sra Arroz Doce: Condoleezza significa mais ou menos “com doçura”. Arroz doce, portanto.

A má fé de Ana Gomes volta a estar patente.

Diz Ana Gomes que a visita de Rice foi apara consumo interno americano (norte americano, supõe-se – não parece provável que Ana Gomes se esteja a referir à América do Sul).

Bom, para consumo europeu não seria certamente, porque a Europa nestas matérias nada risca. Tenta riscar se lhe cheirar a proventos económicos, mas só nesse caso e só se daí não puderem vir a ocorrer baixas próprias. Os asiáticos têm mais em que pensar, os africanos têm pouca margem para pensar, etc,. Talvez não seja o caso do Médio Oriente, do Iraque e, evidentemente, dos Estados Unidos da América.

A viagem seria para consumo interno dos EUA, mas Ana Gomes esqueceu-se de referir os encontros com os dirigentes iraquianos. Talvez suponha que façam parte da administração dos EUA ou prefira fazer de conta que não existem.

Ignora em absoluto (agora como antes) o sofrimento do povo iraquiano – para ela o Iraque só existe na medida em que é fonte do martírio dos norte americanos, gáudio de Ana Gomes.

Ana Gomes preocupa-se com razões que “consolem a América” mas, mais uma vez, ignora a necessidade de consolo dos iraquianos. Já agora há que notar que, em matéria de consolo, não será a multilateralista Europa (só a pacifista) a consolar os iraquianos, porque nem sequer apoio moral deu à sua libertação.

A má fé de Ana Gomes vai mais longe. Suponho, aliás, que já não se tratará de má fé, mas pior, muito pior – e não é só malandrice (arrozeira ou de bacalhau com todos).

Ana Gomes sabe certamente que, no Iraque, há um problema de falta de eficácia do exército iraquiano, anda em consolidação e sabe porquê.

Ana Gomes sabe que esse exército está ainda numa fase algo incipiente, e sabe que, nessa fase, assumir um combate directo e arriscado aos terroristas (que ela não nomeia mas a que também não tem a coragem de chamar patriotas) na presença de um exército norte americano bem organizado, corajoso e eficaz (coisa com que certamente não concorda - mas é um problema dela), leva facilmente os soldados iraquianos a uma inércia que, se por um lado não abona muito em favor das teses patrióticas defendidas por muitos (Ana Gomes inclusivé), por outro lhes salva a pele – coisa pouco displicente para eles, como para os europeus pacifistas e multilateralistas. Ana Gomes sabe tudo isto, mas faz de conta que não sabe, preferindo tentar o golpe baixo, envenenando arroz.

Ana Gomes percebe evidentemente que Condoleezza Rice está a pressionar as autoridades iraquianas (e indirectamente o exército iraquiano) no sentido de que assumam o controlo do território que permita a desocupação (coisa que Ana Gomes agora parece não desejar – porque as mortes de americanos lhe vão alimentando o ego).

Talvez devesse aprender o que é frontalidade – George Bush é exemplo suficiente para valorizar Ana Gomes - caso ela seja capaz de o perceber (já se sabe que não é porque … blá, blá, blá).

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04/05/2005

Alguém sabe de Ana Gomes?


Há que tempos que Ana Gomes nada escreve no Causa Nostra. Estou a ficar preocupado.

Faltando-me essa fonte de inspiração, e enquanto vou lambendo as feridas provocadas por tão vincada ausência, relembro estes meus artigos anteriores (sobre artigos da senhora, pois claro):

O cano roto
O Hilariante planeta dos gambuzinos de Ana Gomes
A decisão do Presidente da República (tangencialmente)

Supunha que eram mais ... devo ter perdido algo. Anda o blog a comer artigos, andará à solta o monstro das bolachas ou terá havido um contra-ataque de gambozinos?

Inquietação:
Não seria do máximo interesse (académico, evidentemente) se o Avatares de um Desejo se debruçasse sobre a inextricável lógica dos artigos de Ana Gomes e a inquietante expressão de Mona Lisa.

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18/04/2005

O cano roto

Parece-me que há uma manobra de diversão neste artigo.

Segundo percebi, veio a averiguar-se que alguém, dentro da ONU, pactuava com “fugas” de petróleo iraquiano, à revelia das resoluções da ONU, lucrando com elas.

Ana Gomes chama a atenção que ingleses e norte americanos sabiam da coisa.

Não nego que assim fosse. Mas, segundo leio no mesmo artigo, Ana Gomes, e outros diplomatas portugueses, sabia do mesmo … O que os põe então ao abrigo das mesmíssimas críticas que parecem fazer a ingleses e americanos?

Provavelmente toda a gente sabia. De facto até eu já tinha ouvido, na comunicação social, nomeadamente a Pacheco Pereira, referências ao assunto.

O que não percebo é porque chama Ana Gomes a atenção para ingleses e norte americanos sem apontar a responsabilidade do ocorrido - sem falar na corrupção propriamente dita, perpetrada, segundo julgo perceber, directamente por funcionários da ONU.

Uma coisa é saber-se que as sanções estão a ser furadas. Outra coisa é saber-se que estão a ser furadas com lucro de funcionários da ONU. Neste caso a dúvida imediata é saber se as furadelas são catalisadas directamente de dentro da ONU para obter proventos directos.

Ana Gomes não refere que ingleses ou norte americanos soubessem da corrupção dentro da ONU (coisa que suspeito saberem porque, naturalmente, no timming apropriado seria – e foi – uma boa arma de arremesso).

Será que Ana Gomes está simplesmente chocada pela mistura de Jack Straw com as virgens?

Ou dar-se-há o caso de ter havido mais gente a saber da corruptiva marosca?

Já agora, toda a gente sabia menos o Kofi? Até a Ana Gomes sabia ... Se calhar é o Kofi a virgem enganada …

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14/04/2005

O Hilariante planeta dos gambuzinos de Ana Gomes

Depois de ler este artigo de Pacheco Pereira, melhor se percebe porque é este outro, de Ana Gomes, tão hilariante.

Só faço uma nota a Ana Gomes: quanto mais multilateral for a política internacional como Ana Gomes a encara, mais podemos ter a certeza que aumenta a probabilidade de haver membros dessa multilateralidade a tentar usá-la em proveito próprio.


Nota: Hei de explicar de onde vem o termo "planeta dos gambozinos", mas não sei onde anda o livro.

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