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22/05/2008

Democracia?

A PROCURA DA REVOLUÇÃO

Só temos um problema. O nosso estado, o nosso tesouro, não tem meios financeiros. É o nosso único problema. Se não fosse isso, diria que governar é simples.



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Chulos

Esta bela prosa resulta do ensino centrado nos interesses do aluno sem que as suas crenças sejam postas em causa. E esta prosa aponta para este discurso de José Soeiro.



José Soeiro, do Bloco de Esquerda, diz que o 25 de Abril foi feito para nos libertar do passado.

A razão por que foi feito, ou iniciado, não é de momento, para aqui chamada. Mas que havia esperança de que nos libertasse de algo, era verdade.

A primeira esperança do 25 de Abril, residia na libertação da obrigatória linha de pensamento, sob pena de se ficar ao alcance dos rapazes da rua António Maria Cardoso.

Do 25 de Abril podia esperar-se muita coisa, mas uma delas tinha a ver com a possibilidade de se exercer poder sob o próprio destino de cada um. Para os distraídos ou para os que nem assim querem perceber o que escrevo, esperava-se, pelo 25 de Abril, que cada um tivesse oportunidade de conquistar amor-próprio e de estabelecer independência económica que lhe permitisse estar ao razoável abrigo das vicissitudes da vida. Para o conseguir havia que dotar todo e qualquer cidadão da cultura necessária (sentido lato) que lhe permitisse servir a sociedade elevando o seu padrão de vida e, indirectamente, servir-se a si próprio.

Evidentemente que cada um é como cada qual e nem vou perder tempo a explicar que nem toda a gente tem capacidade intrínseca para conseguir elevar-se de forma a permitir-lhe viver sem ajuda alheia e que, neste caso, há que dar a mão ao infortúnio: a mãe natureza sabe bem ser filha da puta sempre que lhe apetece. O que é desnecessário é que filhos da puta queiram viver, como carraças, à custa da vítima.

Mas voltemos ao disparate segundo o qual o 25 de Abril teria sido feito para nos libertar do passado. A aceitar a tese do proponente, o 25 de Abril falhou e a prova está no bem vivo passado, encarnado em José Soeiro.

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José Soeiro faz-nos perder tempo enquanto debita bruxedos relativos às clemências e inclemências do passado e futuros, numa espécie de catarse em pimbalhada revolucionária.

Logo depois fala da “inversão da relação de forças entre capital e trabalho, a exigência de uma cidadania que era mais que um estatuto legal” ... “desobediência ao poder” ... “direitos civis políticos e sociais inseparáveis”.

Claro que nada fala de deveres. Deveres são coisas caducas, de antes do 25 de Abril. Fala de cidadania e diz que se desenvolve no quadro da desobediência ao poder do cidadão.

“Entre esses direitos, temos os serviços públicos”, tudo ferramentas de combate às injustiças. E continua sem falar de deveres e obrigações do cidadão para com esses serviços públicos.

“A escola tem sido um elemento central da crença no progresso” ... “com a generosidade dos pedagogos”.

Na cabeça de José Soeiro a escola está relacionada com crenças. Uma delas a do progresso. Segundo José Soeiro, o progresso será uma crença, não uma coisa alcançável e pela qual valha a pena trabalhar. Segundo Soeiro, o aluno não tem o dever de aproveitar a escola para que se alcance progresso. O aluno deve apenas acreditar que o progresso será alcançado, ponto final.

“os grandes pensadores progressistas consideraram sempre a escola como um elemento transformador das sociedades.”

Ora cá está o elemento “transformador”. A escola, para José Soeiro, não está ao serviço da sociedade, mas deve ser seu carrasco, sua “transformadora”. Evidentemente que a escola deverá “transformar” sob a batuta dos tais “pensadores progressistas” de que, evidentemente, José Soeiro é exemplo.

“O sentimento dominante em relação à escola de hoje é de incerteza”. Bom, há a certeza que cada dia é uma surpresa. É a escola desafio permanente à autoridade. A escola bagunça total, a escola pantanal.

“Não correspondeu a uma igualização das oportunidade sociais” ... Bom, mais à frente José Soeiro fala da geração dos 500 euros. Aí está, igualmente má para todos.

“A escola massificou-se sem se democratiza completamente” ... Pois, ainda não está completamente democratizada. Logo que José Soeiro consiga distribuir ao primeiro dia de aulas da vida de cada aluno, um canudo de Doutor, a democratização estará completa.

“Não resolvemos o problema do sucesso educativo para todos”. Mas está garantido o insucesso equalitário. Que mais quer José Soeiro?

“Não consegue romper o ciclo vicioso de pobreza porque não garante a todos as mesmas condições de sucesso.” Que tal ficaria se José Soeiro tivesse dito: ‘Não consegue romper o ciclo vicioso de pobreza porque garante a todos o mesmo sucesso - nenhum’.

“A escola exclui incluindo”. Esta fica para o padre Jeremiah Wright. Deve ser coisa de Bush.

“E num certo sentido a inclusão na escola deixou de fazer sentido porque é difícil perceber porque é que precisamos de lá estar”. Adoro esta coisa de “certo sentido”. Poderia ter dito ‘a diarreia ter uma certa textura’. Quanto ao resto, matem-se ao nível da bufa verde.

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“Temos, isso sim, falta de empregos qualificados “ ... “um modelo produtivo atrasado baseado na mão-de-obra barata”. É natural que avançadas mentalidades em desobdiência sirvam apenas para um sistema produtivo atrasado. Bom, não há empregos qualificados porque há falta de empregos em que se possa exercitar a desobediência ao poder. Mas a culpa é do capital.

“A geração dos 500 euros vive na corda bamba”. Já não é mau. Enquanto houver corda ...

“nenhuns direitos, nenhuma capacidade de projectar um futuro”. Quererá José Soeiro projectar o futuro para o passado? Dir-se-ia incapacidade em projectar o futuro é um desígnio de José Soeiro. Ao fim e ao cabo porque deverá haver projectos de futuro? Para usar como alvo de desfio ao poder?

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O Bloco de Esquerda não passa de uma associação de proxenetas. O bloco de Esquerda pretende apenas garantir a existência de putas para as poder explorar ao seu serviço. Sem incluídos em ignorância, sem burros, sem idiotas, sem alternativos à força, sem diversidades sintetizadas, sem excluídos forçados ou por absoluta “democratização” do ensino, o Bloco de esquerda fica ao livre arbítrio das putas libertadas pelo 25 de Abril.

Há uns quantos palermas que percebendo isso, se aprontam a aprender o discurso das vacas loucas esperando passar de potenciais idiotas a chulos na rua de S. Bento.

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Ensino apelativo

Via Portugal e Outras Touradas.




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Agora é que vai


Ainda havia uma palhinha na engrenagem.

Agora é que vai ser socialismo a sério.

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Actualização

Parece que entre os 60 agricultores corridos à pedrada havia um agricultor preto.

A ocorrência ter-se-á devido ao 'facto' de ter sido levada a cabo durante a noite. A reacção, fassissta, reclama que a coisa se terá dado em resultado da autorização dada, pelo agricultor preto, à realização de um comício da oposição a Mugabe.

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06/04/2008

A esquerda estúpida, a autoridade e o poder

A esquerda estúpida dificilmente convive com a palavra autoridade. Para esta esquerda (e em parte para a restante), autoridade é uma coisa que apenas e sempre se conquista pela luta em defesa de “causas superiores”(de esquerda). Evidentemente que se as causas não forem de esquerda, o indígena bem se pode esfalfar que nunca haverá causa nem autoridade.

Poder é coisa blasfema. Coisa de unilateralista, coisa que cheira a enxofre.

Para a esquerda, a autoridade é uma coisa que “tem que ser permanentemente posta em causa”. Parece tratar-se do velho discurso de desafio ao poder. Parece mas não é.

Se a autoridade for de esquerda, basta o passa-palavra entre irmãos de sangue e a autoridade estará, naturalmente, isenta de ser testada. Se a autoridade não for de esquerda o desafio à idoneidade da autoridade serve apenas como chavão para a condenação daquele que está à partida queimado.

Poder é coisa que a esquerda diz renegar mesmo quando o tem e exerce impiedosamente, e que imputa sistematicamente, como nuvem negra, fascista, não só a quem o exerce às claras mas mesmo a quem, não sendo de esquerda o não pretenda exercer.

Entre iguais, a autoridade pode ser exercida sem recurso a poder desde que seja naturalmente aceite. Se não for naturalmente aceite, a coisa turva-se.

Na escola, por muito que a esquerda estúpida insista, professor e alunos não são iguais e a autoridade não pode frequentemente ser exercida sem recurso a poder.

Claro que a esquerda se está nas tintas para a realidade, porque lhe basta o que vai na cabeça dela. Em último caso, se o bicho homem não se lhe adaptar a culpa é dele, ficando ao alcance de um poder infinito que já dizimou milhões de pessoas.

A esquerda, paulatinamente acompanhada por uma direita envergonhada, tem vindo a retirar ao professor não só poder como mesmo autoridade. Começou por retirar ao professor, directamente ou por via de labirínticas burocracias, o poder que lhe permitia manter as hostes suficientemente sossegadas para que pudessem ouvir, participar disciplinadamente e aprender. Depois inventou a aberração “escola democrática” que coloca professor e aluno ao mesmo nível. Em resultado, o poder, dentro da sala de aula e, por arrastamento, em toda a escola, caiu à rua.

O poder caiu à rua e a esquerda rejubilou. Estava para sempre afastada a ferramenta opressiva da besta fascista.

O problema é que quando o poder cai à rua pode ser apanhado por qualquer um. Pode demorar mais ou menos tempo, mas acabará por ser apanhado e exercido por alguém.

De mãos atadas em novelos ideológicos cujos nós foram sendo convenientemente desenhados por sindicatos a preceito, os professores, mesmo nos poucos casos em que a aceitação da democracia na sala de aula foi rejeitada, foram incapazes de levantar um dedo.

Caído à rua, o poder não ficou órfão. Inicialmente, indiferentes aos ideais da esquerda estúpida, os alunos foram abocanhando, cada um para seu lado, o bocadinho que achavam que tinham direito. Posteriormente foram-se formando gangs, alguns de rebentos militantes em causas da esquerda estúpida.

O Ministério da “Educação” não se alarmou. Tratava-se apenas de criativas formas de interacção enquadradas informalmente. O solipsismo é meta estável e, portanto, as tribos são coisas giras, informais.

Os chefes tribais, de pendor evidentemente caudilhista, estabelecem-se e controlam o território. A escola está por conta deles. Em miríades de pequenos grupos substancialmente guerreiros (também entre eles) controlam as salas de aula, por vezes a 2 ou 3 por turma. Pouco a pouco vão conquistando território a outros grupos e “interactivando” com estruturas de idêntico pendor fora da escola, vão estendendo os tentáculos a outras escolas.

Estamos portanto perante um cenário em que dentro da escola há nichos de poder de todos os tipos e para todos os gostos, nenhum deles exercido por quem de direito: o professor.

Perante a hecatombe, eis como o sistema se prepara para se subalternizar face aos novos e radiosos poderes:




A nova onda possa por se subalternizar o professor e a escola face a gangs. O que está a dar é conquistar gangs para se poder dar aulas. O gang já nada tem a conquistar, já tem poder e, por arrastamento, autoridade. O caudilho do gang manda, escudado pelo resto da tribo ou, se se quiser, por uma "informal" tropa de choque.

Enfim, uma escola fascista como nunca terá passado pela cabeça a Salazar.

Viva a esquerda.

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Turmas de gangs

Acabei de ver o Prós e Contras de 2ª feira passada.

Se tiver tempo, sou capaz de verter aqui uns clipzitos de algumas passagens, umas acertadas outras hilariantes.

Deste último grupo vem-me à memória a declaração de um psicólogo, segundo a qual cada professor deve negociar com os chefes de gang que houver em cada turma, não só o indispensável sossego como também a possibilidade de chegar aos subordinados do caudilho.

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27/03/2008

Torpor

O vídeo, com declarações patéticas do Professor João Formosinho, (Prós & Contras de Janeiro de 2008) é um excelente exemplo de pantanal em que o ensino, a que se insiste chamar "educação", se encontra.

Não é educação, não é sequer ensino. É um torpor pantanoso.

Altamente



A escola, a que alguns chamam de "sistema educativo" e a imbecilidade a que chegou.

Tenha-se atenção à voz do bovino que empunha a câmara.

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08/03/2008

O extintor de fogo sulfuroso



[Actualizado (IV)]

De acordo com o inevitável guião e aproveitando o facto dos colombianos terem limpo o sebo a um imbecil produtor de droga e raptor nas horas vagas, Chávez, ferido no seu orgulho pestilento, mandou avançar as tropas venezuelanas para a fronteira colombiana.

Manda avançar e chama a atenção que o presidente colombiano é um fantoche às mãos do sulfuroso Bush.

Aguarda-se a posição da esquerda estúpida. Aposto que vai dizer 'sim, mas que ...'. E 'pois, mas há que compreender'. Ainda 'tenhamos em atenção que ele foi obrigado pelas circunstâncias'. Ou até talvez, 'tenhamos em conta que é uma reação compreensiva face à opressão provocada pela longa noite imperial'.

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Nota final:
Não se percebe se as tropas venezuelanas irão aproveitar o passeio para exterminar a guerrilha colombiana que se tem acoitado impunemente no seu território ou se se tratará apenas de uma acção para a proteger.

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Pérolas:

OS REVOLUCIONÁRIOS NÃO CELEBRAM MORTES

e
A MORTE DE UM REVOLUCIONÁRIO


Uribe: não semeies outro Israel na América do Sul

Luís Lavoura diz:
3 Março, 2008 às 10:35 am

“onde um líder terrorista que se movia em liberdade foi abatido pelas tropas colombianas”

O JCD, pelo mesmo critério, deve admitir que a Rússia nada fez de mal ao (alegadamente) mandar abater o antigo agente dos seus serviços secretos que se movia em liberdade em Londres.

De facto, é evidente que um inimigo do Estado russo não pode deixar de ser um “terrorista”, que a Rússia tem toda a legitimidade para abater, onde quer que ele se mova em liberdade.
No Arrastão:
"Se não estamos em guerra com um país não entramos pelo seu território dentro. Parece-me o mínimo, não?"

No Esquerda.net:
Em comunicado, as FARC revelaram que Reyes estava no Equador para tentar organizar um encontro com o próprio presidente Sarkozy para tratar de um novo processo de libertação de reféns.
....

Publicado no Fiel-Inimigo a 3 de Março de 2008.

06/01/2008

Alarvidade

Esta alarvidade fez-me saltar a tampa.

[A alarvidade prossegue também aqui, nos comentários]

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A alarvidade confirma-se:
"as mesmas elites cujo comportamento alarve não incomoda o Baldassare."

Se calhar cabe-me a mim decidir o que me incomoda... os dirigentes africanos corruptos preocupam-me ainda mais que o rally Dakar, como é óbvio... só que, como não sou neo-colonialista, acho que devem ser os africanos a tirarem essa gente do poder por eleições (onde as há) ou por golpes de estado (como fizeram os europeus para acabar com o nazi-fascismo e com o comunismo militarista).

Quanto ao Dakar, caso não tenha reparado, passa também por território europeu, mais especificamente em edições recentes, por território português.
Penso que eu como europeu, mais especificamente como português, tenho o direito a ser contra este rally. E pelos motivos que eu entender.

"Entretanto, essa mania de querer decidir o que os africanos querem ou não ver passar é uma pura manifestação de racismo."

Eu não quero decidir o que os africanos querem, eu quero decidir o que eu não quero, por um motivo que, enquanto ser humano me toca: já morreram vários inocentes na rota do Dakar, incluindo crianças de 10 e 12 anos. Sejam eles africanos, sejam eles europeus, isto faz-me ser contra o Dakar. Posso?

"O colunialismo decidia o que os africanos queriam. O Baldassare idem."
Eu não decido nada. Eu não quero impor nada aos africanos. Eu quero é que os europeus deixem de permitir que esta prova comece em território europeu, dadas as circunstâncias que já expliquei. E essa vontade é um direito que me assiste, enquanto você não subir ao poder para mo retirar.

Eu recuso o complexo neo-colonialista que diz que não se pode falar nada de África, porque isso é querer impor a nossa vontade. Posso debater os problemas de África, como o posso fazer em relação à Ásia, à América ou às ilhas do Pacífico. Recuso essa lógica ainda mais quando, na realidade, estou a falar da Europa. Repare que o meu texto é um apelo aos europeus, nomeadamente no terceiro parágrafo.

A França já disse não ao Dakar. Este triste evento foi descendo para Barcelona, e depois Lisboa.
Este evento é patrocinado em milhões pelo Estado, quer através do Turismo de Portugal, quer através das Câmaras Municipais (Lisboa já pagou 400 mil euros e Portimão quer reaver os 1.5 milhões que investiu), quer através do patrocínio pela Santa Casa da Misericórdia.

Este é um evento pago por todos nós, e portanto, tenho o direito a não o querer, mesmo que as razões não sejam propriamente os custos, mas a repulsa por tudo o que está envolvido nesta competição que é, a meu ver, o pior espetáculo desportivo do mundo.

E, claro, o Range-o-dente também tem direito a ser a favor do Dakar.
Infelizmente para si, desta vez, os africanos disseram que não (para além das autoridades francesas terem desaconselhado o rally, as autoridades do Mali rejeitaram a passagem do rally... este "desaconselho" com a usual desculpa do terrorismo foi para não se notar quem realmente boicotou o rally: as aultoridades malianas).
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19/08/2007

A Miguel Portas, pelinho por pelinho, ou, os Muros de Miguel Portas

Deixei um comentário no blog der Miguel Portas declarando que acharia interessante que se lhe arrancasse milho por milho pelinho por pelinho e que, após cada arranque de milho pelo, se gritasse: abaixo os trangénicos.

O comentário ficou lá mas não passou a censura. Parece que Miguel Portas, como os Israelitas, gosta de construir muros à sua volta. Se pensou que me esquecia do comentário e não o salvaria, enganou-se. Sou muito cioso dos meus pés de milho.

Quem diria que "apenas um gesto de protesto" não tivesse tido acolhimento pela parte do eufémico deputado.

Digo mesmo mais. Só revela o seu machismo e falta de compreensão por aquilo a que as mulheres se sujeitam quase invariavelmente. O pelo, volta a crescer (como infelizmente, ao que parece, as mulheres sabem). O milho ...

O comentário pode ser lido acima. Vou agora informar o multilateral deputado do par de posts que aqui deixo. Vejamos se passa, ou se o muro, que ele diz não ter, fica ainda mais alto.

Aqui fica o referido aviso, com índice 39:

Range-o-Dente escreveu: O seu comentário aguarda validação pelo moderador.

Caro Miguel Portas,

Com muros ou sem eles, aqui fica o exemplar do meu comentário que não passou o seu crivo de censura. Afinal os Israelitas não estão sozinhos, também o Miguel gosta de se rodear de muros.

http://range-o-dente.blogspot.com/2007/08/miguel-portas-e-carecada.html
http://range-o-dente.blogspot.com/2007/08/miguel-portas-pelinho-por-pelinho.html

“Nunca digas não precisarei de um muro para me defender”

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Eduquês palermoide

Chamo a atenção para este post de Pacheco Pereira, bem como para o eduquês palermoide conducente às crenças imbecis que empestam o nosso ensino.

Cá vai:
O Ecotopia é igualmente um modelo funcional de comunidade auto-sustentável que coloca em prática os princípios de um estilo de vida alternativo e mais amigo do ambiente: tomadas de decisão por consenso, reciclagem de lixo, refeições vegetarianas, uso de energias alternativas.(...) O Ecotopia tem uma estrutura horizontal (não-hierárquica) e auto-organizada; a tod@s é pedido que tomem parte no funcionamento do campo, resolvendo problemas e tomando decisões. E tod@s são responsáveis pelo programa. O Ecotopia funciona no sistema de ecotaxas - um sistema económico alternativo baseado no padrão de vida e rendimento médio de cada país, em vez de baseado nos mercados financeiros, o que significa que cada um no Ecotopia paga pela comida o mesmo que pagaria no próprio país." (Sublinhados deles).
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Da competência dos activistas e da incompetência da GNR


Foto Kelly Bolden/AP

Será que se um grupo de "activistas" tentar destruir um quartel da GNR os militares se limitarão a identificar os líderes da acção?

Poderão portugueses avançar com idênticas acções nos países de origem dos "activistas" e será que obterão recíproco resultado?

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18/08/2007

Ecologistas e pára-quedas



Será que nunca ocorreu aos idiotas dos "verdes" e/ou imbecis destruidores de culturas que não faz sentido transportar uma bicicleta sobre o tejadilho de um carro?

Será que não ocorre aos palermoides ecologistas que, em vez de tentarem que o limite de velocidade nas auto-estradas baixe de 120 ara 118, faria muito mais sentido promover o transporte de bicicletas na traseira dos carros, como em qualquer país civilizado?

Será que nunca se espantaram por ver estrangeiros transportarem bicicletas sem acréscimo significativo de consumo de combustível enquanto, paralelamente, um português é obrigado a pespegar as bicicletas no pior local de transporte possível, como quem arrasta um pára-quedas?

Tanto palram os Quercus cá do burgo, e ainda não se aperceberam que a obrigatoriedade de transporte, no tejadilho dos carros, das bicicletas cujo uso dizem tanto defender, são um desincentivo ao seu transporte e utilização por implicarem um acréscimo de consumo de combustível de, pelo memos, mais 2 litros aos 100Km?

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03/08/2007

Arvorezinhas-as-Coitadinhas


Numa primeira leitura deste excelente 'post' ocorreu-me o incontornável exercício de girinice(*1) imbecil, pós moderno, absurdo, ridículo, idiota, politicamente correcto , ... : Reciclemos papel - bradam os ditos acima qualificados, recorrendo ao eduquês - a gramática que 'está a dar'.

Porque? Porque em cada folha de papel reciclada está parte da vida de uma Arvorezinha-a-Coitadinha, cuja vida se poupará.

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A mãe natureza parece dispor de uma e apenas uma forma eficiente de capturar carbono da atmosfera e fixá-lo ao solo: pela clorofila. Em morte, o tronco da árvore devolve ao solo o carbono que, pacientemente, ao longo de toda a sua vida, foi retirando da atmosfera.

A clorofila, consumindo energia solar, decompõe o CO2 ("gás de efeito de estufa", tenhamos presente) em oxigénio libertado para a atmosfera, e carbono que fica retido nos tecidos da arvore.

O oxigénio é fundamental à vida animal, e sem a sua libertação a vida tornar-se-ia impossível tal como a conhecemos (talvez por enquanto).

É exactamente a energia solar consumida pela clorofila na dissociação do CO2 que nós recuperamos quando queimamos carvão ou petróleo.

...

Voltando ao papel, há que reciclar, reciclar, reciclar, reciclar, reciclar, reciclar, reciclar, reciclar, ...

Porquê? Para poupar a vida das Arvorizinhas-as-Coitadinhas, que nos fornecem o oxigénio que nos permite respirar e continuar vivos.

Mas não é exactamente enterrando papel que se fixa, de volta ao solo, de onde o mau-bicho-homem o retira sob a forma de carvão, o carbono que, combustado, vai libertar para a atmosfera o CO2, o execrável "gás de efeito de estufa"?

Ah, pois é ... Olha que giro (girinice imbecil, pós moderna, absurda, ridícula, ideota, absurda, politicamente correcta).

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Os idiotas dos verdes (de várias estirpes - todas anti-globalização, anti-CO2, anti indústria, anti-americanos(*2) e anti-Bush - numa palavra, o Satã pós-moderno) reclamam a poupança da vida das Arvorezinhas-as-Coitadinhas (leia-se eucaliptos), propondo em alternativa a reciclagem do papel, para a qual será consumida energia geradora de CO2 grandemente originária do carvão ou de centrais nucleares (outra coisa que eles abominam, desenvolvida pelo mesmo Satã). Poupando a vida das Arvorezinhas-as-Coitadinhas, acabam defendendo que, para obter a energia necessária à reciclagem do papel, se liberte CO2, queimando carvão - o tal que eles defendem que se retenha e devolva ao solo do planeta, impossibilitando, implicitamente, o retorno de carbono, ao solo.

Numa penada defendem e condenam a fixação de carbono, defendem e condenam a libertação de CO2. Tudo numa única tirada. Que giro (girino, digamos)!

Alternativamente defendem que se produzam isótopos e elementos radioactivos (fisicamente instáveis) consumindo energia proveniente de centrais nucleares.

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*1 - "de ... "aaaaiii que giiiiirooooo!".
*2 - até os americanos da América do Sul, sem que disso se apercebam.

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02/08/2007

Cuba - do amanhã cantante à morte miserável



A RTP acaba de passar, pela batuta de Sandra Felgueiras, um programa muito interessante sobre o amanhã cantante cubano.

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Luz apagada

Isto aplica-se a muito mais do que parece. Por exemplo, aplica-se às "políticas educativas" imbecis do Ministério da "Educação".
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Pois não, eles nunca aceitam nada que contrarie as teorias existentes e escolhem sistematicamente uma explicação simplória para o desajuste entre teorias e observações. Assim, é completamente impossível construirem teorias correctas. Será por se especializarem em campos muito estreitos e perderem informação contextual?

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Quanto a mim tem a ver com a dificuldade que bastas camadas de "intelectuais" enfrentam por tentarem viver sem ligações ao metafísico. Querem não acreditar em Deus mas não são capazes. Quero dizer, não acreditam em Deus mas apenas enquanto encontrarem um substituinte escape qualquer.

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30/07/2007

Roberto Carneiro - O Iluminado



No DN, pode ler-se:
A partir de Setembro, os estudantes do 1.º e 2.º ciclo, dos sete aos onze anos, terão um novo currículo nas salas de aula: vão aprender a entender a publicidade e a defender-se dos seus abusos.
É curioso que o estado perca tempo com uma coisa destas e, fazendo-o, resolva que publicidade seja uma coisa que as crianças devam digerir e não vomitar.

Continua o artigo:
Em Portugal, a supervisão estará a cabo de um grupo de peritos, liderado pelo ex-ministro da Educação Roberto Carneiro.
Pois claro. Provavelmente o mais eminentes "cientista da educação", um dos mais directos responsáveis pela catástrofe em que o ensino se tem atascado.

Mas, segundo a edição impressa (via O Insurgente), o antigo ministro refere ainda:
“É preciso educar as crianças e através delas as famílias”
Pois. Baboseira maior seria difícil.

Roberto Carneiro supõe que os pais das crianças serão incompetentes para tratarem o assunto e que quem estará em melhores condições para "passar a mensagem" serão os rebentos. Sendo assim, a mensagem deveria brotar da prole de Roberto Carneiro, não dele próprio.

Roberto Carneiro assina, portanto, um atestado de incompetência próprio e, implicitamente, ao estilo Mao Tse-Tung, a todas as famílias portuguesas: imbuir os rebentos em meia dúzia de palermices e botar os ditos, já como iluminados, a ensinar os palermas dos papás*.

É uma ideia luminosa, assim como 'fechar a gaveta à chave e meter a chave lá dentro' e é desta lógica imbecil que o nosso ensino está pejado.

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* Os tais que é suposto, nas escolas, classificarem os professores. Resumindo: o iluminado rebento ensina o pacóvio do papá que, por sua vez, classifica o atrasado mental do professor, que ensina o iluminado rebento que ensina o pacóvio do papá que classifica o atrasado mental do professor, que ensina o iluminado...

... não é giro?

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29/07/2007

Urticária




Sou atacado de urticária de cada vez que se "fica a saber" que um determinado "fenómeno" climático, atribuído ao "aquecimento global" foi o mais significativo nos últimos 50 anos.

Das duas uma: ou isto é escrito por idiotas imberbes que suporão ter o mundo começado na véspera do dia em que nasceram ou por "ideólogos" desempregados.

50 anos em história natural equivale a dizer que foi ontem. 100 anos, a dizer que foi na véspera.

Em Inglaterra já não chovia assim há 60 anos. So what?

Quem os manda construir em leito de cheia? O leito de cheia terá sido foi inventado pelo "aquecimento global"?

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12/06/2007

Cavalidades

Este tipo de absurdo faz-me lembrar alguns artolas que, à boleia de um assunto trivial, debitam as mais prosaicas cavalidades. Levando nas ventas, reclamam: "não era disso que se tratava" ou "...foi uma piada"

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