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06/01/2008

Tentáculos

Isto merece uma série televisiva.

Título: O Polvo
Nº episódios: 7123y6567239746234912423912837912342639182374634

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Nota: ocorreu-me ajeitar o cabeçalho deste post recorrendo a uma foto de Berlusconi, mas desta vez passa. Será que faço mal?

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31/12/2007

As tropelias da GNR

Há uns tempos um amigo meu, na altura autarca, disse-me: meu caro, esta coisa do poder corrompe.

Percebi que não estava a falar de corrupção nos moldes em que falamos dela normalmente, mas de corrupção a que eu talvez chamasse corrosão.

...

Estive uns dias na zona de Braga e pude observar a forma de actuar de uma brigada de trânsito da GNR.

A coisa passava-se, inevitavelmente, à volta de uma operação de detecção de velocidade entre Cerdeirinhas e Braga. Havia um carro estacionado algures e um outro mais à frente que interceptava os condutores que o primeiro detectava em falta.

Talvez por não terem documentos, talvez por demonstrarem excesso de álcool, a verdade é que, de vez em quando, um carro identificado GNR-BT se deslocava do local de intercepção até Braga (aparentemente). E é aqui é que bate o ponto.

Do local onde me encontrava podia ver uma parte sinuosa do percurso, cheia de traços contínuos e onde a proibição de se circular a mais de 50 era bem patente. Mas tudo isso a GNR ignorava.

Fosse curva aberta ou fechada, tivesse ou não traços contínuos (duplos), houvesse ou não trânsito em sentido contrário, o carro a GNR ultrapassava sem sequer ligar as lamparinas azuis.

Sempre que lhe era impossível ultrapassar porque zonas do percurso tinham pirolitos verticais instalados sobre o duplo traço contínuo, a GNR encostava o carro ao carro que lhe seguisse à frente mantendo-se, sistematicamente, a bem menos de 2 metros de distância e mostrando-se, ao condutor que lhe seguia à frente, quer pelo retrovisor da esquerda quer pelo da direita. Frequentemente parecia ter intenção de ultrapassar pela berma ou dar a ‘pista’ ao condutor que o precedia para o fazer. Reafirmo, sem nunca assinalar a marcha com pirilampos azuis ou sirene.

Logo que conseguia ultrapassar, triturando molhadas de normas de gente civilizada, pulverizava todas as normas de limitação de velocidade: prego a fundo.

Eu não sei que exemplo pretende dar a GNR-BT, mas de gente civilizada não seria.

Foi assim uma tarde inteira (pelo menos). A verdade é que, não fosse tratar-se de um carro identificado, eu diria: ali vai um belo punhado de assassinos.

Para o ano, se lá voltar, levarei comigo uma câmara de vídeo.

Aliás, não seria má ideia que os carros da GNR fossem obrigados a ter instalado um circuito de gravação vídeo onde se pudesse perceber a forma como os militares conduzem.

Câmaras de vídeo não são coisa de gente civilizada... mas é justamente o caso.

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05/08/2007

Arauto



A reacção não passará, no Sem Penas.

16 belos e gordos directores 16, no Quarta República

... e ainda, A arte de bem consumir:
[...]

Mas quando a cabeça não é boa e a arte não é capaz de suplantar as dificuldades, normalmente o corpo é que paga.

Depois, a sociedade e o estado é que levam com as culpas. O próprio é sempre uma vítima!...
... continuando, Os computadores e os professores.

Antepassados, no Esquerda Republicana, e ainda Museu Nacional de Arte Antiga.



Via Esquerda Republicana

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30/06/2007

"Estilo" Sócrates

De António Barreto, via Portugal e outras Touradas.
"...
O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário. Crispado. Despótico. Irritado. Enervado. Detesta ser contrariado. Não admite perguntas que não estavam previstas. Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber. Deseja ter tudo quanto vive sob controlo. Tem os seus sermões preparados todos os dias.
..."
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E o Sr, sabe com quem está a falar?

"Coitada"

O Ministro da Saúde referiu-se à antiga directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho como sendo "coitada".

Que ninguém se engasgue face à tirada classificativa. Tratou-se, apenas, de um arroto.

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Legionários ou Militantes?

Em O Jumento:
Com a directora da DREN ficámos a saber que os bufos tinham volta, mais modernos pois agora informam por sms. Com o caso de Vieira do Minho registamos a reimplantação da Legião Portuguesa, constituída, tal como a antiga legião, pelos simpatizantes do partido de Estado dispostos a defender o poder.

O militante que tirou a fotografia à fotocópia afixada no SAP de Vieira do Minho actuou como militante partidário ou como cidadão? Se o tivesse feito como cidadão nunca a sua condição de militante partidário teria sido referida nem o ministro teria sido tão expedito a "resolver" o problema, os livros amarelos estão cheios de queixas sem qualquer continuidade.

Isto significa que os militantes do PS deixaram de restringir as suas actividades à política partidária, agora são vigilantes políticos que andam pelos serviços públicos para verificar se os funcionários ou as chefias estão a comportar-se com lealdade ao Governo. Mussolini tinha as camisas negras, Salazar a Legião e Sócrates reduziu o PS a força de repressão política.

Qualquer funcionário tem que ter mas cuidado, o médico pode estar a mandar aguardar pela vez um militante do PS e o funcionário das Finanças deverá pensar duas vezes antes de aplicar a coima ao cidadão que não entregou a declaração de IRS. Se em vez de um cidadão comum arrisca-se a ver o seu nome no livro amarelo e não se escapará de um processo disciplinar ou, na pior das hipóteses, de uma má classificação que a repetir-se pode custar-lhe o emprego.

Temos uma nova tropa de choque do regime só que muito mais activa do que a Legião Portuguesa nas últimas décadas do Regime. Nem a ANP foi tão longe, os senhores de então não queriam sujar as mãos.

O facto do novo responsável pelo Centro de Saúde defender a decisão do ministro, parece não ser uma indmissível intervenção política. A outra, era.

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Do Totalitarismo em Curso

Do Portugal Profundo:
Nesta hora crítica em que uns protestam contra a perseguição política dos delitos de opinião face aos teóricos e operacionais do Totalitarismo Em Curso (T.E.C.), enquanto outros guardam um ensurdecedor silêncio e outros descobrem a protectora nuance, agradeço as manifestações de solidariedade e apoio que, por diversos modos, têm sido corajosamente afirmadas nos blogues e media (mesmo secretamente...) e pessoalmente comunicadas, identificadas ou não (quando o exercício de funções públicas ou actividade privada dependente do favor da administração impede a sua assunção).
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24/06/2007

Ensino a videovigilância

Não pode passar ao lado o anúncio da instalação de videovigilância dentro das escolas – nos recintos externos (por enquanto).

Escusado será dizer que a medida torna incontornável a tomada de consciência de que as anteriores medidas para manter e recuperar a disciplina falharam mais uma vez.

E falharam porquê?

Eu gosto de explicar coisas simples com explicações simples. Parece-me um absurdo recorrer a tiradas elaboradas para explicar o óbvio, muito embora, alguns campeões do absurdo a isso possam obrigar.

Imaginemos que dois alunos, de 14 anos, desatam à porrada. Que é suposto acontecer? É suposto acontecer que qualquer funcionário ou professor que depare na cena se interponha para acabar a bulha.

Que acontece na prática? Todos evitam o risco de se encontrarem perante a necessidade de intervir, evitando zonas onde potenciais problemas possam ocorrer: professores e funcionários afastam-se dos recreios, mantêm-se em locais mais recatados ou em zonas mais sossegadas.

Caso o não consigam, assobiam para o lado.

Porquê? Porque frequentemente só é possível parar a violência usando de alguma, e isso é proibido. Os alunos sabem isso e ...

Como se consegue evitar que um aluno que insiste em pontapear tudo e todos possa ser travado sem lhe torcer um braço ou provocar alguma dor de alguma forma? Chama-se a polícia? Diz-se-lhe, simplesmente, "isso é feio"? Se o aluno for pequeno a coisa é mais fácil por razões óbvias. Mas, sendo maior, como é? Gás mostarda? Aliás, gás mostarda também já circula, aqui e ali, entre alunos.

Como forma de se armarem em gente mais papista que o Papa, há professores e funcionários que acusam colegas de usarem violência em excesso, e há conselhos directivos que encontram um nicho para exercício de poder salazarista ameaçando, mais ou menos veladamente, quem tenha tido a ousadia de fazer o que todos deveriam fazer.

Claro que a porrada se vai generalizando, sabendo-se (quem quiser saber) que até já há preocupantes sinais de tentativa de violação dentro das escolas.

...

Pois aí teremos a videovigilância.

Alguma da violência que a medida pretenderá evitar, transferir-se-á para a sala de aula. Dentro de pouco tempo haverá câmaras na aula. Aliás, pelos corredores, muitos professores dizem que gostariam de ter as aulas gravadas.

!!! E dizem, ainda, alguns inteligentes que a violência não se está a generalizar!!! Serão bons assobiadores?

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16/06/2007

Arauto



Da nova PIDE:

- Arguido por causa... do Dossier Sócrates
- SMS e bufaria do poder engenheireiral
[actualização]
- Aculpa nem é só dela!...
- No pequeno país dos bufos e delatores
[actualização II]
- A preocupação da Senhora Directora [No Jumento - não consigo determinar o link preciso]
Segundo o inquiridor oficial designado pela directora da DREN para apurar a verdade, só a verdade e toda a verdade da conversa privada tida pelo professor Charrua perto de um bufo portador de telemóvel com capacidade para enviar sms o arguido terá dito "estamos num país de bananas, governados por um 'f. da p.' de um primeiro-ministro".

A ser verdadeira a acusação o professor chamou f. da p. a Sócrates, afirmação cuja veracidade não poderá ter sido apurada no âmbito do processo disciplinar, e designou por bananas todos os outros portugueses, os mesmos que lhe pagam o vencimento. Mas a senhora directora ficou pouco incomodada por o professor ter chamado bananas aos portugueses, o que estimulou a sua veia justiceira foi ter ofendido a mãe do primeiro-ministro.



Se Dr Strangelove Margarida Moreira não existisse a Terra não teria eixo: trambolharia pelo espaço. Diz que batem no governo por causa dela. Pudera! Só se perdem as que caírem ao lado. Diz que foi posta ao corrente do "insulto" por SMS. Talvez ela nos possa facultar o seu nº de telemóvel para que a possamos acudir no sentido de lhe "dizermos" k é parva.

Será que a "Grande Educadora da Classe Operária" sai disto e volta a educadora de infância (só se for nas Berlengas)? Se calhar arranjar-lhe-ão um tacho como "cientista da educação", no respectivo ministério.

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30/05/2007

Censura a Carvalho da Silva

Acabo de ver uma manobra de censura executada pelos pasquins televisivos cá do burgo em relação às declarações de Carvalho da Silva da CGTP (às 20:15 horas).

Não apoiei a greve, suponho que os números de Carvalho da Silva estarão errados (mais errados que os do governo), mas tem o direito de dizer o que muito bem entender ... e de ser ouvido.

Fazer figura de parvo não é um espectáculo edificante. Mas ele tem esse direito e as TVs o dever de transmitir o que ele terá para dizer.

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23/05/2007

O emprego de Margarida Moreira II


Margarida Moreira
Directora da DREN

Actualizado o artigo O emprego de Margarida Moreira.

Entretanto, Provedor de Justiça pede explicações à DREN.

Liberdade de Expressão.

Mário Lino: outro mânfio a suspender.

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19/05/2007

O emprego de Margarida Moreira



Margarida Moreira, directora regional da DREN, investida em inspectora da PIDE defensora do bom nome de José Sócrates.
Já um professor de Inglês, que trabalhava há quase 20 anos na Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), foi suspenso de funções por ter feito um comentário – que a directora regional, Margarida Moreira, apelida de insulto – à licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates ("Transcreve-se um comentário jocoso feito por mim, dentro de um gabinete a um "colega" e retirado do anedotário nacional do caso Sócrates/Independente, pinta-se, maldosamente de insulto"- nas palavras do professor).

* "A directora regional não precisa as circunstâncias do comentário, dizendo apenas que se tratou de um "insulto feito no interior da DREN, durante o horário de trabalho". Perante aquilo que considera uma situação "extremamente grave e inaceitável", Margarida Moreira instaurou um processo disciplinar ao professor Fernando Charrua e decretou a sua suspensão. "Os funcionários públicos, que prestam serviços públicos, têm de estar acima de muitas coisas. O sr. primeiro-ministro é o primeiro-ministro de Portugal", disse a directora regional, que evitou pormenores por o processo se encontrar em segredo disciplinar."
Ao pé disto, aquilo de que é acusado José Sócrates (e que a meu ver tem pouca relevância), é uma brincadeira de catraios.

Segundo o jornal Público, o professor em causa declarou ainda:
"Se a moda pega, instigada que está a delação, poderemos ter, a breve trecho, uns milhares de docentes presos políticos e outros tantos de boca calada e de consciência aprisionada, a tentar ensinar aos nossos alunos os valores da democracia, da tolerância, do pluralismo, dos direitos, liberdade e garantias e de outras coisas que, de tão remotas, já nem sabemos o real significado, perante a prática que nos rodeia."
Via Educação Cor-de-Rosa.


Actualização:

No blog Abrupto, pode ler-se:
RTP, noticiário das 13 horas: uma pequena peça sobre o processo do professor do Porto que disse uma frase jocosa sobre José Sócrates e foi punido pela zelosa DREN, uma conhecida militante do PS do Porto. A peça estava escrita numa linguagem um pouco confusa e usava um vocabulário bizarro, sempre á volta de um inuendo: o que o professor disse terá sido mais grave do que o que se diz que ele disse. O inuendo é sugestivo, a linguagem rebuscada da peça pode ser apenas incompetência. O que não é incompetência é a frase com que se termina e que aqui reproduzo ipsis verbis: "o professor não quer falar sobre o assunto porque provavelmente já falou demais." Interessante "jornalismo"...
... fim de actualização.

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Sérgio Godinho : Arranja-me um emprego

Tu precisas tanto de amor e de sossego
- Eu preciso dum emprego
Se mo arranjares eu dou-te o que é preciso
- Por exemplo o Paraíso
Ando ao Deus-dará, perdido nestas ruas
Vou ser mais sincero, sinto que ando às arrecuas
Preciso de galgar as escadas do sucesso
E por isso é que eu te peço

Arranja-me um emprego
Arranja-me um emprego, pode ser na tua empresa, concerteza
Que eu dava conta do recado e pra ti era um sossego

Se meto os pés para dentro, a partir de agora
Eu meto-os para fora
Se dizia o que penso, eu posso estar atento
E pensar para dentro
Se queres que seja duro, muito bem eu serei duro
Se queres que seja doce, serei doce, ai isso juro
Eu quero é ser o tal
E como o tal reconhecido
Assim, digo-te ao ouvido

Arranja-me um emprego
Arranja-me um emprego, pode ser na tua empresa, concerteza
Que eu dava conta do recado e pra ti era um sossego

Sabendo que as minhas intenções são das mais sérias
Partamos para férias
Mas para ter férias é preciso ter emprego
- Espera aí que eu já lá chego
Agora pensa numa casa com o mar ali ao pé
E nós os dois a brindarmos com rosé
Esqueço-me de tudo com um por-do-sol assim
- Chega aqui ao pé de mim

Arranja-me um emprego
Arranja-me um emprego, pode ser na tua empresa, concerteza
Que eu dava conta do recado e pra ti era um sossego

Se eu mandasse neles, os teus trabalhadores
Seriam uns amores
Greves era só das seis e meia às sete
Em frente ao cacetete
Primeiro de Maio só de quinze em quinze anos
Feriado em Abril só no dia dos enganos
Reivindicações quanto baste mas non tropo
- Anda beber mais um copo

Arranja-me um emprego
Arranja-me um emprego, pode ser na tua empresa, concerteza
Que eu dava conta do recado e pra ti era um sossego
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