22/06/2005

O presidente do Sindicato dos Enfermeiros e a podridão



Guadalupe Simões, presidente do Sindicato dos Enfermeiros, declarou à TSF:
«Quando o ministro faz uma afirmação dessas, devia também salientar a carência de profissionais de saúde que existem nos hospitais. Isto obriga a um aumento tão grande do ritmo de trabalho que pode ser descurada, por vezes, a lavagem das mãos»
É confrangedora a incompetência que o presidente do Sindicato dos Enfermeiros revela e que projecta irremediavelmente nos associados do sindicato.

Não passa pela cabeça de Guadalupe Simões que o facto de não lavarem as mãos (que não põe em causa) causa o aparecimento de infecções que resulta num significativo acréscimo de trabalho? Ele não percebe que este acréscimo vai, obrigar ao aumento do ritmo de trabalho (já para não falar do sofrimento dos pacientes, que podem até morrer) que ele critica?

A resposta sensata poderia ser:
“De facto, a sobrecarga de trabalho a que estamos sujeitos pode fazer descorar as regras básicas de alguns dos nossos profissionais. Mas estamos, tanto quanto o ministro, interessados em corrigir essas eventuais situações para garantir o mais alto nível de competência da nossa classe profissional. Não queremos entre nós profissionais desleixados”
Há muito dirigente sindical que precisa reciclagem.

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